UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO

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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO
UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO
INSTITUTO DE AGRONOMIA
DEPARTAMENTO DE GEOCIÊNCIAS
CURSO DE GEOLOGIA
ra
Ob
LOURDES REGINA CORREA DOS SANTOS
pa
PERFIL ANALÍTICO SUMÁRIO DO SETOR DE ROCHAS ORNAMENTAIS NO
BRASIL
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Co
2008
ta
Seropédica-RJ
UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO
INSTITUTO DE AGRONOMIA
DEPARTAMENTO DE GEOCIÊNCIAS
CURSO DE GEOLOGIA
ra
Ob
LOURDES REGINA CORREA DOS SANTOS
PERFIL ANALÍTICO SUMÁRIO DO SETOR DE ROCHAS ORNAMENTAIS NO
pa
BRASIL
ra
Co
Trabalho apresentado como requisito parcial para obtenção do grau de
Geóloga do curso de Graduação em Geologia UFRuralRJ - Universidade
Federal Rural do Rio de Janeiro.
ul
ns
Orientador: Prof. Dr. Sérgio Valente
Co-Orientador: Prof. José Antônio de Souza Veiga
Seropédica-RJ
2008
ta
Área de concentração: Economia Mineral.
FICHA CATALOGRÁFICA
Catalogação-na-publicação
Ob
Biblioteca da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.
ra
pa
SANTOS, Lourdes Regina Correa.
ra
Perfil analítico sumário do setor de rochas ornamentais no Brasil / Lourdes
Regina Correa dos Santos; orientação Prof. Dr. Sérgio Valente e, co-orientação Prof.
José Antônio de Souza Veiga, Seropédica - Rio de Janeiro, 2008.
Co
Trabalho de Graduação submetido ao Curso de Graduação em Geologia da
ul
ns
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.
ta
DEDICATÓRIA
Em especial, à minha querida mãe, Maria de Almeida Leite dos Santos, meu querido
Ob
pai, Sebastião Correa dos Santos. Aos meus irmãos, Vagner Correa dos Santos e
Marco Antonio Correa dos Santos. Aos sobrinhos, Felipe R. C. Santos, Marayana C.
Santos e Gabriela C. Santos. E, a minha querida avó, Maria de Lourdes Santos, pelo
ra
exemplo de coragem, força e persistência; e demais familiares.
ra
pa
ul
ns
Co
ta
AGRADECIMENTOS
Sou infinitamente grata a Deus pela presença constante em meu viver, pela
sabedoria, pela força e luz nos momentos de tristeza e de árduas lutas. À minha
querida tia Rosilda Correa dos Santos, pelo constante apoio, atenção e dedicação e
demais familiares. Às minhas queridas amigas: a engenheira florestal Ranusa
Ob
Coffler, a empreendedora Eliandra Pollati, a advogada Vanessa Pancioni e, à minha
querida professora Janete Domenica que me ensinou a escrever as primeiras letras,
com a “mão esquerda”, três meses antes do vestibular, em vista às dificuldades
ra
físicas, temporárias, que enfrentei naquela ocasião. Agradeço, também, a todos que
direta e indiretamente deram sua contribuição nesta caminhada, sejam eles, na
condição de amigos, familiares, professores, clientes e fornecedores. Ao meu irmão
Vagner C. dos Santos, que me ensinou a dar os primeiros passos no mercado,
pa
possibilitando-me vislumbrar novos horizontes junto ao setor dos negócios. Ao meu
orientador, Sérgio Valente, e co-orientador, José Antônio de Souza Veiga, que me
ra
acompanharam desde os primeiros momentos de minha vida acadêmica, embora
cada um num contexto diferente. Por um lado, o professor José Antônio, na ocasião
de meu ingresso, reitor da UFRuralRJ, foi a quem me dirigi, pela primeira vez, com
Co
um pedido de ajuda para aquisição de vaga no alojamento da universidade, visto
manter-me com recursos próprios, escassos na ocasião, além da dívida, que pagava
como resultado de gastos que tive com cursinhos, com o propósito de realizar um
sonho: ingressar numa universidade pública. Por outro lado, o professor Sérgio
ul
ns
Valente, o primeiro professor que tive a oportunidade de conhecer, no Departamento
de Geociências, quando, pela primeira vez, pisei no Prédio da Petrologia e, ao vê-lo,
informei que chegara até ali com objetivo de conhecer o prédio, onde futuramente,
viria a submeter-me à árduas provas. A todos meus colegas que já venceram esta
ta
etapa ou estão por vencer e, ao meu futuro esposo, que Deus prepara.
Epígrafe
A força não provém da capacidade física e sim de uma vontade indomável.
ra
Ob
Mahatma Gandhi
ra
pa
ul
ns
Co
ta
RESUMO
ra
Ob
O trabalho em pauta consiste na análise de mercado do setor das rochas
ornamentais, com ênfase nos granitos e mármores, envolvendo suas relações
comerciais em toda cadeia produtiva, desde a fase primária e secundária até
consumidor final. São abordados itens tais como transporte, estocagem,
manutenção, eventos promocionais, aspectos tecnológicos e científicos, legislação e
as relações comerciais propriamente estabelecidas entre esse mercado. Também é
apresentada uma análise sumária do perfil do consumidor. O estudo consistiu,
essencialmente, de uma detalhada pesquisa bibliográfica, organização e análise das
informações obtidas. Os dados permitiram concluir que este segmento do mercado
constitui-se num amplo potencial de riquezas, que poderá obter avanços
significativos para a economia brasileira, tanto em níveis nacionais quanto mundiais,
desde que sejam aplicados investimentos de maneira assertiva vindos tanto do setor
público quanto privado.
pa
Palavras chave: rochas ornamentais, granito, mármore, mercado, comércio,
economia, construção.
ra
ul
ns
Co
ta
ABSTRACT
ra
Ob
This work consists basically in an overview on commercial relationships related with
ornamental or decorative rocks mostly in Brazil. Enphasis has been given to the socalled granites and marbles, involving the whole of the productive chain from primary
and secondary segments up to the final consumer. This overview includes items
such as transport, storing, maintenance, promotional events, scientific and
technological aproaches, law and commercial relationships. In addition, the work
presents a brief profile of the final consumer. The study is essentially compilatory and
envolved bibliography research, data organization and interpretation. The data point
to a promissing market segment due to the geological framework of the Brazilian
territory and good selling results despite the recent global economic crisis. However,
it should be noted that the granites and marbles economic sector demands sinergetic
funding coming from both the public and private organizations.
pa
Key-words: decorative rocks, granites, marbles, market, commerce, economy,
building
ra
ul
ns
Co
ta
Lista de ilustrações
Figura 1 - Fotografia de uma área com exposição natural de
granitos no Parque Natural do Alvão, Vila Real, Portugal
23
Figura 2 - Fotografia Gruta Misteriosa de Parque Estadual de
Intervales-SP
25
Figura 3 - Fotografia do “Granito” Ouro Brasil
27
Ob
29
Figura 5 - Fotografia do Granito Branco Ceará
30
Figura 6 - Fotografia do Granito Às de Paus
31
Figura 7 - Fotografia do Granito Preto Tijuca
32
Figura 8 - Fotografia do Granito Rosa Capri
33
ra
Figura 4 - Fotografia do Granito Azul Bahia
pa
Figura 9 - Fotografia do Granito Verde Ubatuba
34
Figura 10 -Fotografia do Granito Vermelho Capão Bonito
35
ra
Figura 11- Fotografia do Granito Falésia
36
Figura12 - Fotografia do Granito Marrom São Paulo
38
Figura13 - Fotografia do mármore Branco de Carrara
39
Co
Figura 14 - Fotografia do Mármore Bege Bahia
40
Figura 15 - Fotografia do Mármore Aurora Pratedado
41
ul
ns
Figura 16 - Fotografia Obra Bacco de Michelangelo
43
Figura 17-Fotografia Hotel Burj Al Arab em Dubai – Emirados
Árabes
44
Figura 18 - Fotografia de jardim japonês
45
Figura 20 - Fotografia Equipamento para determinação de medidas
Figura 21 - Fotografia da aplicação do teste de compressão uniaxial
ta
Figura 19 - Fotografia da Máquina Amsler
49
50
51
Figura 22 - Fotografia da Câmara de congelamento
52
Figura 23 - Fotografia do tanque de imersão dos provetes
52
Figura 24 - Fotografia do corpo-de-provas rompido
53
Figura 25 - Fografia da esfera de aço e corpo de prova
54
Figura 26 - Fotografia do PUNDIT - Portable U. N. D.
55
Ob
Figura 27 - Fotografia da prensa hidráulica
55
Figura 28 - Fotografia Lavra de Matacão
57
ra
Figura 29 - Fotografia Lavra de Maciço
57
Figura 30 - Rejeitos
58
pa
Figura 31- Fotografia de matacões no substrato
58
Figura 32- Fotografia de matacão esfoliação esferoidal
59
ra
Figura 33 - Fotografia de corte primário em bloco de granito com fio diamantado
61
Figura 34 - Fotografia talha-bloco multidisco
62
Co
63
Figura 36 - Fotografia transporte de blocos por caminhões
64
Figura 37- Fotografia rochas em estrado de madeira
65
ul
ns
Figura 35 - Fotografia flambeamento de chapa
Figura 38- Mapa principais áreas de ocorrência de rochas ornamentais no Brasil 69
Figura 39 - Diagrama de consumo interno rochas ornamentais
73
ta
Figura 40 - Diagrama de distribuição do consumo interno das rochas ornamentais do
Brasil 2007
Figura 41 - Evolução anual do faturamento das rochas Brasileiras
73
74
28
Tabela 2 - Nome comercial “granitos” azuis
29
Tabela 3 - Nome comercial “granitos” brancos
30
Tabela 4 - Nome comercial “granitos” cinza
32
Tabela 5 - Nome comercial “granitos” pretos
33
Tabela 6 - Nome comercial “granitos” rosa
34
Tabela 7 - Nome comercial “granitos” verde
35
Tabela 8 - Nome comercial “granitos” vermelhos
36
Tabela 9 - Nome comercial “granitos” movimentados
37
Tabela 10- Nome comercial “granitos” diversos
38
ra
Ob
Tabela 1 - Nome comercial “granitos” amarelos
pa
Tabela 11- Nome comercial “mármore” branco
40
Tabela 12- Nome comercial “mármore” bege
40
ra
Tabela 13 - Nome comercial “mármore” diversos
41
ul
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Co
ta
Lista de abreviaturas
FIESP - Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.
CREA - Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia.
DNPM - Departamento Nacional da Produção Mineral.
Ob
CPRM - Companhia de Pesquisas de Recursos Minerais - Serviço Geológico do
Brasil.
ABNT -Associação Brasileira de Normas Técnicas.
ra
IPT - Instituto de Pesquisas Cientificas e Tecnológica.
PUNDIT- Portable Ultrasonic Non-Destructice Digital Inceting Test.
pa
IUGS - International Union of Gelogical Sciences.
ASTM - American Society for Testing and Materials.
CEN - Comissão Européia de Normalização.
ra
BSI - British Standard Institution.
DIN - Deustches Instutu für Normung.
Co
CNCEGM - Coordenadoria Nacional das Câmaras Especializadas de Geologia e
Engenharia de Minas.
CNI -Confederação Nacional da Indústria.
ul
ns
SENAI -Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial.
ta
Lista de símbolos
(10-3mm/m.oC) = coeficiente de dilatação térmica linear.
K = coeficiente de enfraquecimento.
Mpa = megapascal.
Ob
m/s = metros/ segundo.
(kg/m3) = massa específica aparente.
ra
ra
pa
ul
ns
Co
ta
SUMÁRIO
Capa
i
Folha de rosto
ii
Ficha Catalográfica
iii
Dedicatória
iv
Agradecimentos
v
Ob
vi
Resumo
vii
Abstratc
viii
ra
Epígrafe
Lista de ilustrações
ix a xi
Lista de abreviaturas
xii
pa
Lista de símbolos
Sumário
xiv a xvi
ra
Capítulo 1 - Introdução
xiii
1.1 Apresentação
17 a 18
1.2 Objetivo
1.4 Métodos
1.5 Abordagem do tema
Capítulo 2 - Rochas ornamentais
2.1 Aspectos gerais
2.2 Granitos
18
18 a 19
ul
ns
Co
1.3 Justificativa
18
Capítulos 3 - Granitos e mármores comerciais
3.1 Características gerais
21 a 22
22 a 24
ta
2.3 Mármores
19 a 20
24 a 25
26
3.2 Taxonomia do granito comercial
27 a 38
3.3 Taxonomia do mármore comercial
38 a 41
Capítulo 4 - Aspectos tecnológicos
4.1
Importância
42
4.2
Uso: tipologia e ambiente
4.3
Assentamento das rochas ornamentais
45
4.4
Manutenção
46
4.5
Recuperação
43 a 45
46 a 47
Ob
4.6 Tipos de ensaios e suas finalidades
4.6.1 Análise petrográfica
47
47 a 48
48
ra
4.6.2 Análise química
4.6.3 Análise físico-mecânicas
48 a 55
Capítulo 5 - Sistema produtivo
pa
5.1
Lavra
56 a 58
58 a 61
5.2
Beneficiamento primário
61 a 62
5.3
Beneficiamento secundário
62 a 63
ra
5.1.1 Método de lavra
5.4 Transporte
5.6 Comercialização
Legislação mineral
64 a 65
65 a 67
67 a 68
ul
ns
5.7
Co
5.5 Estocagem
63 a 64
Capítulo 6 - Principais áreas produtoras e consumidoras
Áreas produtoras no Brasil
6.2
Áreas produtoras no exterior
6.3
Mercado interno
6.4
Mercado externo
6.5
Consumidor final
69 a 71
71 a 72
ta
6.1
72 a 73
73 a 74
74
Capítulo 7 - Importância econômica
7.1
Macro-economia e Micro-economia
75
7.2
Eventos promocionais e educativos
76 a 77
7.3
Perspectivas
77
Capítulo 8 - Considerações finais
78 a 80
Referências bibliográficas
81 a 84
Bibliografia
85 a 88
ra
Ob
ra
pa
ul
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Co
ta
Capítulo 1 – Introdução
1.1 Apresentação
Do arcabouço da crosta terrestre à beleza de nossas obras, estão as rochas;
r
Ob
paradoxalmente, transitando do efêmero às grandes construções humanas.
Conhecidas popularmente como “pedras”, as rochas compõem-se de um agregado
de minerais, ou podem constituir-se de um único mineral. Elas são classificadas em
ígneas, metamórficas e sedimentares. Comercialmente, as rochas apresentam
variadas designações, geralmente diferentes das científicas.
ap
As rochas são bens minerais, ou seja, de interesse econômico. Aquelas
empregadas para fins arquitetônicos e construções, objetos de nosso estudo,
denominam-se rochas ornamentais. São conhecidas, comercialmente, como
ar
granitos e mármores, e têm um importante papel junto à humanidade,
acompanhando-a desde seus primórdios até os dias atuais. As rochas serviram e
aC
servem de tapete para nossos pés, e de refúgio à turbulência moderna. Foram
marcos na divisão da História, tais como nos períodos Paleolítico e Neolítico.
Serviram às pinturas rupestres, gravadas em pedras, como em Ariège, na França,
(MORAES, 1998, p.3-2), dentre outras localidades, bem como aos primeiros
on
registros da escrita que se configuraram na História, como verdadeiros “livros de
pedras”. Há rochas indecifráveis por sua beleza arquitetônica, compondo catedrais,
como Notre Dame, o Duomo de Milão e as pirâmides do Egito, bem como templos
su
Maias e Astecas. Todo esse cenário mostra que as rochas precederam ao
nascimento da Arquitetura e foram a base de nossas obras modernas. Elas estão
lta
em nossas obras atuais, como, por exemplo, na estação do metrô de Tóquio, no
Japão, em aeroportos, shoppings, e sedes de grandes instituições financeiras de
todo o mundo, como o Bank of Boston, em São Paulo.
A finalidade do presente trabalho consiste em abordar os aspectos mercantis
e as relações comerciais da cadeia produtiva neste setor econômico (rochas
ornamentais), conciliando conhecimentos mensuráveis, tecnológicos e científicos,
aos subjetivos, como a estética, a cultura, a moda e, fundamentalmente, às próprias
relações comerciais. É neste amplo contexto que reside a importância dos
17
conhecimentos básicos atrelados às ciências geológicas com enfoque econômico,
uma vez que, por meio dessas variáveis, pretende entender melhor os aspectos
estruturais e conjunturais que compõem este mercado, contribuindo com a solidez e
a segurança na tomada de decisões frente aos negócios que envolvem este
segmento econômico. Além de despertar o interesse de empreendedores, sejam
eles empresários ou comerciantes, o tema é igualmente afeto a consultores e
representantes comerciais, que pleiteiam, neste promissor mercado, ou seja, nas
r
Ob
“pedras”, construir sua história.
1.2 Objetivo
ap
O presente trabalho tem por objetivo analisar o mercado de rochas
ornamentais, com ênfase nos granitos e mármores, abordando seus aspectos
tecnológicos, estéticos, científicos e legais. O trabalho envolve, ainda, o estudo dos
que
vão
desde
a
cadeia
ar
processos
produtiva
ao
consumidor
final
e,
fundamentalmente, o entendimento das relações comerciais que permeiam o
mercado de rochas ornamentais.
on
aC
1.3 Justificativa
A compreensão do mercado de rochas ornamentais e das relações
comerciais, por meio das variáveis que, direta ou indiretamente, englobam o setor,
sejam elas de caráter mensurável ou subjetivo, é um facilitador da tomada de
su
decisões, de maneira assertiva e segura, possibilitando a solidez nas negociações e
o fortalecimento das relações comerciais, cuja finalidade maior é promover o
1.4 Métodos
lta
desenvolvimento auto-sustentável.
O método utilizado para a elaboração do presente estudo envolveu coleta de
informações sobre o tema em livros, trabalhos científicos e informes acerca do tema
junto á mídia em geral.
18
O trabalho teve início com a elaboração de um pré-projeto. A etapa seguinte
foi de coleta de dados, de forma ordenada, seguindo os critérios textuais propostos
pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) para que, no final, de posse,
de tais informações, conhecimentos e análises, fosse possível alcançar os objetivos
propostos.
r
Ob
1.5 Abordagem do tema
A temática deste trabalho envolve tanto as Ciências Geológicas quanto as
Ciências Econômicas.
ap
A Geologia visa compreender os fenômenos naturais ao longo de milhares,
milhões ou mesmo bilhões de anos, por meio do exame de registros nas rochas.
Mais amplamente, o estudo geológico também pode contribuir para o entendimento
dos processos relacionados aos variados ramos da atividade humana, sejam eles,
ar
sociais ou econômicos, por meio das atividades exploratórias desde minérios e
recursos hídricos, ou sócio-econômicos, associadamente às engenharias como, por
aC
exemplo, nas construções de grande, médio a pequeno portes, além de
planejamentos urbanos e rurais, dentre outras aplicações mais especificas como na
pesquisa.
Ciências
Econômicas
abordam
diferentes
sistemas
on
As
econômicos,
envolvendo a administração de recursos com a finalidade de produzir bens e
serviços, objetivando satisfazer aos interesses da sociedade. Tradicionalmente, se
su
divide em dois grupos, macroeconomia e microeconomia, que constituem parte
importante do sistema econômico, caracterizado como a organização social em
termos político, econômicos e sociais para desenvolvimento das atividades
lta
comerciais.
Mercado representa o local ou contexto em que são desenvolvidas as
relações comerciais, estejam elas associadas a produtos, bens ou serviços.
Segundo Stakelberg, ... intervêm no mercado, tanto os do lado da oferta (vendedores), como os
do lado da procura (compradores). Essa forma de abordagem da questão tornou-se clássica, sendo,
portanto, a matriz de desenvolvimentos teóricos posteriores; [...] as estruturas de mercado
prevalecentes na realidade não se limitam apenas às hipóteses extremas da concorrência perfeita
19
(em que se basearam os economistas liberais dos séculos XVIII e XIX e do monopólio (que passaria
a ser particularmente considerado a partir de fins do séculos XIX.
(ROSSETI, 1991, p.286).
Em conclusão a temática do presente trabalho exige uma abordagem
interdisciplinar, reunindo processos e conceitos das áreas geológica e econômica.
lta
su
on
aC
ar
ap
r
Ob
20
Capítulo 2 - Rochas ornamentais
2.1 Aspectos gerais
As rochas ornamentais, semi–ornamentais e de revestimentos, em geral, ou
r
Ob
ainda, pedras naturais, como são designadas no mercado, dentre outras
denominações, podem ser divididas para fins mercantis em dois grupos principais. O
primeiro grupo compõe–se das rochas submetidas a processos de desdobramentos,
apicotamentos e flameamentos para revestimento de superfícies, ou, com fins
decorativos, conforme definido pela (ABNT). Os blocos deste grupo de rochas
ap
ornamentais são desdobrados em chapas que ganham brilho, ou seja, são polidas,
utilizando–se abrasivos, o que lhes confere maior beleza estética. As peças
industrializadas são utilizadas no revestimento de superfícies, tanto em ambiente
ar
interno quanto externo, de amplo uso devido às suas características físicas e
estéticas. Este grupo de rochas ornamentais inclui distintos litotipos que são
comercialmente denominados “granitos” e “mármores”. O segundo grupo de rochas
aC
ornamentais engloba aquelas não submetidas a processos de beneficiamento,
sendo comercializadas, muitas vezes, in natura.
Elas são apresentadas,
geralmente, em forma de lajotas, ou mesmo como blocos de pequenas dimensões.
on
As rochas deste grupo são comercialmente conhecidas como semi-ornamentais ou
de revestimentos em geral, segundo critérios definidos pela ABNT. São exemplos,
ardósias, tufos de composição riolítica e dacítica, arenitos, conglomerados e
su
quartzitos, entre outras.
As rochas ornamentais, objeto deste estudo, formam dois grupos clássicos
distintos, sendo eles: as rochas silicáticas e carbonáticas. O primeiro é representado
lta
pelos “granitos” que sob o ponto de vista petrográfico, envolve um número bem mais
amplo de rochas. Os denominados “granitos”, por exemplo, incluem tipos ígneos que
vão desde ácidos, intermediários até básicos, podendo ser de origem plutônica, sub-
vulcânica a vulcânica incluindo sienitos, monzonitos, charnockitos, tonalitos,
doleritos, gabros e até basaltos. Há, inclusive, rochas metamórficas (p.ex.: granulitos
e gnaisses) que também são denominadas comercialmente como “granitos”. O
mesmo se aplica aos chamados “mármores” que, na verdade, incluem dolomitos e
serpentinitos, por exemplo, bem como o próprio mármore. Além destas
21
classificações, observa-se outras designações na literatura de caráter usual, tais
como materiais em bruto, levigados, flambeados e polidos, como será abordado
mais adiante.
No contexto das rochas ornamentais, o Brasil possui amplo potencial de
exploração e produção tanto em termos da variedade, e da qualidade de suas
rochas quanto de volume de reservas. As rochas ornamentais brasileiras são
r
Ob
consideradas, no mercado internacional, como exóticas em vista de suas
tonalidades e texturas. Todavia, todo esse potencial ainda carece de investimentos e
incentivos bem como de estratégias de divulgação. É a própria ousadia dos
investidores, pautada em planejamentos, investimentos e inovações neste mercado,
que garantirá o sucesso dos empreendimentos no setor das rochas ornamentais,
ap
sendo, assim, exceção ao requerido pelos demais setores econômicos, embora com
seus diferenciais inerentes aos aspectos deste produto. Por outro lado, estar apto a
ofertar produtos e serviços com qualidade ao consumidor, sejam elas, pessoas
ar
físicas ou corporações, requer certa atenção. Alguns cuidados, dadas vezes, são
negligenciados, fazendo a diferença no momento da oferta. Estes cuidados incluem
aspectos tecnológicos, mercantis, produtivos, ambientais e sociais associados ao
aC
produto final, sendo todos relevantes. Numa sociedade globalizada, e cada dia mais
exigente nestes quesitos, alcançar o sucesso envolve respeito ao cidadão e ao
consumidor. Estas variáveis serão consideradas na avaliação crítica referente ao
como será apresentado a seguir.
su
2.2 Granitos
on
mercado das rochas ornamentais, mais especificamente de “granitos” e “mármores”,
lta
Granitos são rochas ígneas constituídas, essencialmente, por quartzo,
feldspatos potássicos (ortoclásios ou microclina), plagioclásio, mica (geralmente
biotita) e/ou anfibólio (geralmente hornblenda). Os granitos peralcalinos podem
constituir-se de piroxênios sódicos (p.ex.: aegerina e aegerina-augita) bem como de
anfibólios sódicos (p.ex.: arfvedsonita ou riebeckita). Nos granitos peraluminosos
podem existir granada, muscovita, sillimanita e turmalina. Quanto à mineralogia
acessória, granitos apresentam comumente apatita, magnetita, ilmenita, zircão,
allanita e rutilo. Os granitos são rochas plutônicas, ou seja, formadas em
profundidade na crosta terrestre, após solidificação magmática. São expostas à
22
superfície como resultado de processos tais como erosão e soerguimentos
tectônicos (Fig. 1). Dentre algumas das características petrográficas básicas, podese citar granulação de média a grossa (1-10 mm), textura fanerítica e índice de cor
leucrático a mesocratico. A variação das tonalidades depende do arranjo dos
minerais, composição e dos processos de alterações posteriores à solificação do
magma. Granitos inalterados são rochas de elevada dureza dado o seu percentual
de quartzo (>20% volume) e feldspatos (>60%volume). Vale lembrar, no entanto,
r
Ob
que esta descrição petrográfica sumária não é suficiente para representar todos os
litotipos denominados comercialmente de “granitos”, uma vez que eles incluem não
apenas granitos mas um número de rochas variado, como mencionado
anteriormente.
su
on
aC
ar
ap
lta
Figura 1: Àrea com exposição natural de granitos no Parque Natural do Alvão, Vila
Real, Portugal. Fonte: http://olhares.aeiou.pt/paisagem_granitica/foto1869763.html.
A tipologia dos “granitos” comerciais está relacionada a fatores que lhes
conferem beleza estética. Por exemplo, as cores fortes que apresentam certos
“granitos” comerciais decorrem, no geral, de alterações às quais as rochas foram
submetidas, sejam elas de caráter endógeno ou exógeno. Estes processos de
alterações envolvem reações químicas lentas que ocorrem ao longo de milhares ou
até milhões de anos. São exemplos de processos exógenos os do contexto
23
intempérico. Também os processos endógenos podem contribuir, sobremaneira, na
mudança da coloração bem como modificações no arranjo cristalino dos minerais.
Um exemplo são as substituições químicas ocorridas durante processos de
albitização observados no Granito Branco Ceará. Há, ainda, uma relação entre a
tonalidade das rochas com processos tectônicos, como a ocorrência de granitos
como o Vermelho Itu e Capão Bonito, que tendem a gerar pequenos plútons dentro
de faixas de colisão continental, como ocorreu para a formação do Gondwana, há
r
Ob
cerca de 600 Ma. Outro exemplo desse gênero é o Granito Verde Tunas,
relacionado a corpos intrusivos sieníticos de zonas de separação continental e, de
álcali-feldspato sienito com quartzo, como os granitos roxo e marrom de regiões de
retroarcos (MOTOKI et al., 2001). Alterações de cores também podem resultar de
ap
controles estruturais, como o avermelhado de alguns granitos que se origina de orlas
concêntricas e ramos de enclaves da rocha mais grossa hospedeira, cujas próprias
características estruturais, como uma foliação incipiente, favorecem a alteração.
ar
Hoje existem estudos visando definir padrões de cores para as rochas
ornamentais por meio digital (MOTOKI et al., 2006). Estes estudos mostram que os
parâmetros cromáticos para os granitos são altos para rochas, embora baixos, se
aC
comparados a produtos de origem vegetal ou animal. Estes parâmetros são
definidores de preços no mercado. As fortes tonalidades são, comumente, as mais
valorizadas em termos estéticos e, portanto, “granitos” com esse padrão textural são
on
mais caros. As determinações, por meio digital, destas cores, possuem a finalidade
de buscar uma padronização, conforme alguns métodos estabelecidos para este
estudo, cuja finalidade é definir o percentual do mineral presente na rocha em vista a
su
sua nitidez. Isso justifica uma das fortes variáveis que confere elevação ou
diminuição dos preços, dadas vezes, para uma única espécie de rocha, mas que
apresentam teores elevados dos minerais definidores de suas cores como, exemplo,
lta
o Granito Azul Bahia, que possui preços que vão de US$ 600 a US$ 4.000.
2.3 Mármores
O mármore é uma rocha metamófica formada essencialmente de carbonatos,
gerados em ambiente de altas pressão e temperatura num longo período de tempo.
Sua etimologia vem do Grego marmairein ou do latin marmor, que significa pedra de
qualidade.
24
Os mármores afloram como resultado de processos erosivos na crosta
terrestre (Fig. 2). Comercialmente, compreendem um amplo conjunto de rochas
constituídas por carbonato, desde litotipos sedimentares, como os calcáreos e
dolomitos (com calcita e dolomita), até litotipos metamórficos destituídos de (ou com
pouco) carbonato, como os serpentinitos, por exemplo. O padrão cromático dos
mármores depende das impurezas dos seus carbonatos constituintes. Por exemplo,
óxidos de ferro e manganês podem misturar-se aos carbonatos nos mármores e
r
Ob
outras rochas carbonáticas. Pode-se estabelecer, genericamente, um padrão de
cores aos mármores, indo do clássico, com tons róseos e brancos, aos mais
comuns, de cores bege e marrom.
O mármore tem sido utilizado pelas mais variadas civilizações, havendo
ap
registros tão antigos quanto 370 A.E.C. Serviu como elemento definidor de
hierarquias sociais. Em Roma, foi comparada a vários tipos de pedras e minerais,
dentre elas, o diamante, sendo o mármore classificado como uma pedra sutil e
lta
su
on
aC
ar
nobre ( Filarete) apud, GOMES, 2006.
Figura 2: Afloramento de rocha constituída de carbonatos (calcáreos). Gruta
Misteriosa (paisagem natural), Parque Estadual Intervales - Estado de São Paulo.
Fonte: www.paraisobr.com/2atrativos.htm.
25
Capítulo 3 - Granitos e mármores comerciais
3.1 Características gerais
A descrição genérica de exemplares de rochas ornamentais, e sua respectiva
r
Ob
listagem, a ser apresentada neste capítulo, visa à familiaridade com alguns materiais
pétreos comercializados. O dados foram compilados a partir de artigos científicos,
catálogos publicados por instituições acadêmicas, órgãos governamentais e
organizações relacionadas ao setor.
ap
De um modo geral, observa-se que há uma preocupação das entidades em
contribuir com a divulgação destas rochas dentre os consumidores, embora
incipiente. É relevante a ação de tais entidades, como aquelas dos estados de Santa
Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo. Todavia, ressalta–se que
ar
poucos tipos de rochas ornamentais, a despeito do grande volume de rochas
presentes no território brasileiro, foram submetidos a ensaios laboratoriais e, não
aC
raro, são comercializados sem a aplicação de tais testes. Por conseguinte, a breve
lista que será apresentada não teve como propósito classificar as rochas
ornamentais do ponto de vista de seus ensaios tecnológicos. Para esse fim,
recomenda-se consultar seus respectivos catálogos e demais informes literários
on
sobre o assunto.
No que tange à catalogação das rochas ornamentais, nota-se a falta também
su
de uma abordagem prática somada ao viés científico e técnico. É exemplo disso a
ausência ou escassez de informações sobre as distintas aplicabilidades destas
rochas. Não raro, há dificuldade de compreensão dos termos técnicos para os
lta
menos familiarizados com a linguagem cientifica, o que acaba por levar ao
desinteresse por estes materiais pétreos. É justificável, portanto, propor-se uma
tentativa de aliar os conhecimentos técnicos e científicos à prática, já que, por sua
relevância, os primeiros não devem permanecer apenas no reduto exclusivo dos
especialistas no assunto. Conclui-se, com base nestas observações, pela
importância de catálogos que melhor ilustrem o emprego das rochas ornamentais,
pautado nos resultados tecnológicos, visto que, isto poderá, de fato, representar, em
termos práticos, o significado dos dados laboratoriais.
26
3.2 Taxonomia do granito comercial
A breve descrição dos granitos comerciais seguirá critérios de cores
semelhantes, e não características científicas e técnicas, cujas tipologias possuem
especificações próprias. Assim, tomou-se uma tipologia de cada grupo de cores,
com a finalidade de aferir maiores detalhes descritivos, não obstante não serem
necessariamente aplicáveis aos demais litotipos dentro do mesmo grupo de cores,
r
Ob
embora similares no que se referem às suas composições e modos de formação, por
exemplo.
Granitos amarelos
A cor amarela de certos granitos, tais como do Amarelo Ouro Brasil (granada
ap
gnaisse sienogranito; ocorrência: ES), é devido à formação de hidróxido de ferro
originado de intemperismo (Fig. 3). A Tabela 1 apresenta os vários litotipos
comercializados como “granitos” amarelos encontrados no mercado.
lta
su
on
aC
ar
Figura 3: “Granito” Ouro Brasil – ES. Fonte: www.gramazini.com.br.
27
Tabela 1: Nome comercial e origem de diversos “granitos” amarelos comercializados
no Brasil.
Estado de origem
Junparaná
Montiel
Ceará
Icaraí
Espírito Santo
Gold king
Espírito Santo
Veneziano
Espírito Santo
Santa Cecília
Clássico
Espírito Santo
Giallo Venezino
Espírito Santo
Amêndoa
Jaciguá
Espírito Santo
Creme Marfim
Espírito Santo
Giallo Brasil
Espírito Santo
Giallo
Napolitano
Golden
Golden
Sun
Espírito Santo
Junparaná Casa
blanca
Espírito Santo
Junparaná talpic
Espírito Santo
Gegréce
Espírito Santo
Florença
Minas Gerais
Capri
Minas Gerais
Carioca Golden
Minas Gerais
Espírito Santo
Minas Gerais
Minas Gerais
Minas Gerais
Junparaná wave
Minas Gerais
Lapidus
Minas Gerais
Nova junparaná
Minas Gerais
Cabaças
Pernambuco
Toulon
Rio de Janeiro
Ouro Velho
Rio de Janeiro
lta
su
Dourado
Carioca
Giallo Venezia
Fiorito
Golden Sea
on
aC
ar
ap
r
Ob
Nome Comercial
Granito Azul
A sodalita é o mineral que confere cor azul aos granitos azuis. O Granito Azul
Bahia, representado por sodalita sienito que ocorre no Estado da Bahia, é o mais
28
representativo dos granitos azuis, tendo se formado a partir de um nefelina sienito
submetido a processos metassomáticos envolvendo fluidos, principalmente o cloro,
no final do Pré-Cambriano. Sua ocorrência está restrita (>600 Ma) ao Estado da
Bahia e ele possui elevado valor no mercado (Fig. 4). A Tabela 2 apresenta os
vários litotipos comercializados como “granitos” azuis encontrados no mercado.
aC
ar
ap
r
Ob
Figura 4: Granito Azul Bahia-BA. Fonte: www.marmifera.com.br/.
on
Tabela 2: Nome comercial e origem de diversos “granitos” azuis comercializados no
Brasil.
Nome comercial
Bahia
Quati
Bahia
Cobalt blue
Bahia
Creme azul Bahia
Bahia
Blue star
Rondônia
Fantástico
São Paulo
Prata Interlagos
São Paulo
lta
su
Paramirim
Estado de origem
Granito Branco
O Granito Branco Ceará (albita granito; CE), é o melhor exemplo deste tipo
(Fig. 5). A cor branca é decorrente de alterações químicas em sua composição
29
mineralógica, resultantes do processo de albitização (transformação de feldspatos
em albita). Outros tipos de granitos brancos são listados na Tabela 3.
ar
ap
r
Ob
Figura 5: Granito Branco Ceará - CE. Fonte:www.granitobrancoceara.com.br.
aC
Tabela 3: Nome comercial e origem de diversos “granitos” branco comercializados
no Brasil.
Estado de origem
Alagoas
Bahia
Bahia
on
Bahia
Bahia
Bahia
Bahia
Bahia
Bahia
Ceará
Ceará
Ceará
Ceará
Ceará
Ceará
Ceará
Ceará
Pernambuco
Rio de Janeiro
Rio Grande do Norte
lta
su
Nome comercial
Ouro Branco
Bahia
Desenhado (branco
fantasia)
Himalaia White
Kashmir Bahia
Macroponto
Macroponto II
Microponto
Cacatua
Barricastro
Braço Cotton
Cristal
Santa Quitéria
São Paulo
Tropical
Mont Blanc
Super Branco
Pernambuco
Santa Cecília
Fuji
30
Tabela 3: Nome comercial e origem de diversos “granitos” branco comercializados
no Brasil.(continuação).
r
Ob
Nome comercial
Arabesco
Desiree
Gaivota
Imaculada
Marfim
Moon light
Romano
Saara Gande
Siena
Estado de origem
Espírito Santo
Espírito Santo
Espírito Santo
Espírito Santo
Espírito Santo
Espírito Santo
Espírito Santo
Espírito Santo
Espírito Santo
Granito Cinza
ap
O “Granito” Ás de Paus (Nefelina Sienito; RJ) é um dos mais conhecidos,
dentre os tipos de coloração cinza (Fig. 6). Outros exemplos de granitos dessa
tonalidade incluem, também, aqueles cujas partes não alteradas mantêm a cor cinza
original típica dos corpos graníticos, como ocorre, por exemplo, em jazidas do
ar
“Granito” Amarelo Ouro Velho (RJ). Porém, nestes casos, a cor cinza deprecia a dos
tipos amarelos, como no caso daquele mesmo granito citado, ainda que, ambos
lta
su
on
aC
coexistam na mesma jazida. Exemplos de “granitos” cinza são listados na Tabela 4.
Figura 6: Granito Às de Paus- RJ. Fonte: www.marmorariatamoios.com.br.
31
Tabela 4: Nome comercial e origem de diversos “granitos” cinza comercializados no
Brasil.
ap
r
Ob
Nome comercial
Pratinha
Itaera
Prata
Andorinha
Bressan
Índigo
Imperial
Interlagos
Castelo
Prata da Amazônia
Guará
Taperoá
Pernambuco
Prata
Floral Pádua Prata
Colonial
Claro Penha
Estado de origem
Bahia
Bahia
Ceará
Espírito Santo
Espírito Santo
Espírito Santo
Espírito Santo
Espírito Santo
Espírito Santo
Mato Grosso
Pernambuco
Pernambuco
Pernambuco
Rio de Janeiro
Rio de Janeiro
Santa Catarina
Santa Catarina
Granito Preto
ar
O “Granito” Preto Tijuca (quartzo diorito, RJ) é um dos mais representativos
dos Granitos Pretos e apresentava elevado valor no mercado, antes de sua extração
aC
ser interditada por órgãos ambientais no final da década de 1980. Apesar de sua cor
escura, no tocante aos constituintes minerais, não é um gabro, apresentando relativa
constituição félsica (Fig. 7). Além deste exemplar, outros “Granitos Pretos” estão
lta
su
on
surgindo no mercado (Tabela 5).
Figura 7: Granito Preto Tijuca - RJ. Fonte: www.granipisos.com.br.
32
Tabela 5: Nome comercial e origem de diversos “granitos” preto comercializados no
Brasil.
Estado de origem
Bahia
Ceará
Ceará
Espírito Santo
Espírito Santo
Espírito Santo
Espírito Santo
Espírito Santo
Minas Gerais
Minas Gerais
Santa Catarina
Santa Catarina
São Paulo
São Paulo
ap
r
Ob
Nome comercial
Absoluto
Ceará
Itaperuna
Aracruz Black
Ouro Negro
Águia branca
São Gabriel
São Marcos
Café de Minas
Pérola Negra
Granito Preto Florido
Granito Diorito Preto
Apiaí
Piracaia
Granito Rosa
Os “Granitos” Rosa, como exemplo, o Rosa Capri (sienogranito, RJ) (Fig. 8),
ar
tal como os “Granitos” Vermelhos, apresentam similaridade em termos de áreas de
ocorrência, com aparente relação com zonas anorogênicas, sendo em geral, do tipo
6.
lta
su
on
aC
A ou rapakivi (Barbarin, 1993). Exemplos de “Granitos” rosa são listados na Tabela
Figura 8: Granito Rosa Capri - RJ Fonte: www.pedrassanfelice.com.br.
33
Tabela 6: Nome comercial e origem de diversos “granitos” rosa comercializados no
Brasil.
Estado de origem
Alagoas
Ceará
Espírito Santo
Espírito Santo
Minas Gerais
Paraíba
Paraíba
Paraíba
Paraíba
Paraíba
Paraíba
Rio de Janeiro
Rio de Janeiro
São Paulo
ap
r
Ob
Nome comercial
Havana
Junparaná delicato
Junparaná
Junparaná rosado novo
Nero Porto Rosa
Florença
Juparaíba
Algodão
Goitis
Imperial
Iracema
Junparaná coral
Junparaná salmão
Cedro
Granito Verde
O “Granito” Verde Ubatuba (charnockito, SP) pode ser mostrado como
ar
exemplo desse gênero. (Fig. 9), tal como o “Granito” Verde Tunas (álcalifeldspato
sienito). A cor verde destas rochas é resultado da tonalidade conferida ao quartzo e
lta
su
on
aC
aos feldspatos. Exemplos de “Granitos” verdes são listados na Tabela 7.
Figura 9: Granito Verde Ubatuba - SP Fonte: www.gramoart.com.br/marmores.htm.
34
Tabela 7: Nome comercial e origem de diversos “granitos” verdes comercializados
no Brasil.
Granito Vermelho
exemplo
deste
gênero
o
“Granito”
aC
Como
Estado de origem
Bahia
Bahia
Bahia
Ceará
Ceará
Ceará
Ceará
Ceará
Espírito Santo
Espírito Santo
Espírito Santo
Espírito Santo
Espírito Santo
Minas Gerais
Minas Gerais
Minas Gerais
Minas Gerais
São Paulo
Paraná
ar
ap
r
Ob
Nome comercial
Bahia
Dourato
Fontein
Green Galaxy
Meuroca Clássico
Rain Forest
Ceará
Meruoca
Butterfly
Ecologia
Labrador
Monterrey
Pavão
Pacífic Green
Arara
Lavras
Senna
Ubatuba
Tunas
Vermelho
Capão
Bonito
(sienogranito, SP) apresenta um alto padrão estético decorrente de características
texturais e cor avermelhada conferida aos seus constituintes minerais, além de sua
granulação grossa e isotrópica (Fig. 10). É exportado para Itália e Japão. Em termos
on
de áreas de ocorrência, apresenta estreita relação com áreas de colisão continental
associada à amalgamação do Gondwana (MOTOKI et al., 2001). Exemplos de
“Granitos”
Vermelhos
são
listados
na
Tabela
8
lta
su
.
Figura
10:
Granito
Vermelho
www.marmorariatamoios.com.br.
Capão
Bonito
-
SP.
Fonte:
35
Tabela 8: Nome comercial
comercializados no Brasil.
e
origem
diversos
“granitos”
vermelhos
Estado de origem
Bahia
Bahia
Bahia
Bahia
Ceará
Minas Gerais
Minas Gerais
Minas Gerais
Pernambuco
Pernambuco
Pernambuco
r
Ob
Nome comercial
Monte Santo
Red Vitória
Tigranto
Vino Bahia
Filomena
Medina
Guarany
Medina
Venturosa
Rosa Algodão
Ipanema
de
“Granitos movimentados”
ap
Os “Granitos movimentados”, geologicamente denominados de deformados
como, em geral, são rochas metamórficas tais como gnaisses e xistos máficos, com
estruturas tectônicas proeminentes, tais como foliações, lineações, dobras e zonas
ar
de cisalhamentos (Fig. 11). Subordinadamente, também podem incluir rochas
magmáticas anisotrópicas. O aspecto de aparente movimento de massa é devido às
aC
mencionadas deformações tectônicas ou mesmo à estruturas primárias em face a
esforços submetidos sob altas pressões e/ou elevadas temperaturas ao longo de
milhões de anos. Economicamente, são bastante valorizados no mercado por suas
características exóticas. As colorações são variadas porque, nestes casos, o padrão
on
estrutural se sobrepõe a cor como critério estético. Exemplos de “Granitos
movimentados”
são
listados
na
Tabela
9
lta
su
Figura 11: Granito Falésia - CE. Fonte: www.pedrassanfelice.com.br.
36
Tabela 9: Nome comercial e origem de diversos “movimentados” comercializados no
Brasil.
Estado de origem
Bahia
Bahia
Bahia
Bahia
Bahia
Bahia
Bahia
Bahia
Bahia
Bahia
Bahia
Bahia
Bahia
Bahia
Bahia
Bahia
Bahia
Bahia
Bahia
Ceará
Ceará
Espírito Santo
Espírito Santo
Espírito Santo
Minas Gerais
Minas Gerais
Minas Gerais
Minas Gerais
Minas Gerais
Minas Gerais
Minas Gerais
Minas Gerais
Minas Gerais
Minas Gerais
Minas Gerais
Minas Gerais
Pernambuco
Pernambuco
Pernambuco
Rio Grande do Norte
Rondônia
lta
su
on
aC
ar
ap
r
Ob
Nome comercial
Beija Flor
Bordeaux Bahia
Colibri
Flamingo
Gauriba
Junparaná Naska
Kinawa Bahia
Lilás Gerais
Macajuba
Maracanã
Mogno Bahia
Multicolor
Multicolor Rosa
Pantelão
Rosa Tupim
Roseline
Tiffany
Tigrato
Tropical Bahia
Casablanca
Colisari Green
Azul Sigma
Ouro do Deserto
Eucalipto
Golden Sea Ligh
Pacif Green
Rosa Beatriz
Saara
Candeias
Arara
Fontain
Imperial
São Francisco
Savana
Savano
Violeta
Carnaval
Relíquia
Rosa Silvestre
Grampola
Preto Solimões
37
Granitos diversos
Alguns poucos “granitos” não se incluem nos padrões de cores e estruturas
apresentados anteriormente (Fig. 12). Exemplos destes tipos são tratados na Tabela
10.
aC
ar
ap
r
Ob
Figura 12: Granito Marrom São Paulo - SP. Fonte: www.marmorariatamoios.com.br.
Tabela 10: Nome comercial e origem de “Granitos diversos" comercializados no
Brasil.
on
Estado de origem
Espírito Santo
Rio de Janeiro
Rio de Janeiro
Rio de Janeiro
Rio Grande do Sul
Santa Catarina
Santa Catarina
Santa Catarina
Santa Catarina
São Paulo
São Paulo
lta
su
Nome comercial
Ipanema
Pedra Madeira Vermelha
Pedra Madeira Verde
Pedra Madeira Branca
Granito Roxo
Caju
Itaçu
Porto Belo
Rodeio
Marrom Itu
Marrom São Paulo
3.3 Taxonomia do mármore comercial
A breve descrição dos “mármores” comerciais apresentada a seguir, tal como
a dos “granitos” comerciais, utilizará critérios de cores semelhantes, lembrando que
há variação de tonalidades, em que cores básicas, dadas vezes, são mescladas
38
com diferentes matizes, devido à impurezas (minerais), em decorrência do processo
de formação.
Comercialmente, os mármores são classificados de acordo com seu padrão
textural e tonalidades predominantes, cujas variações variam de branco a azuis,
beges, verdes, rosas, cinzas e pretos, dentre outros. Alguns destes grupos serão
listados nas tabelas seguintes.
r
Ob
Mármore branco
O mármore, em geral, é mais suscetível aos processos intempéricos, devido à
sua composição predominantemente carbonática, que as rochas silicáticas.
Portanto, os mármores são mais sujeitos a desgastes e processos corrosivos, o que
ap
implica mais cuidados quanto ao emprego, de modo a estender seu tempo de vida
útil.
O grupo de “Mármores Brancos” é o que possui menor índice de impurezas, o
ar
que lhe confere a cor branca característica (Fig. 13). Exemplos de tipos de
mármores brancos são apresentados na Tabela 11.
lta
su
on
aC
Figura 13: Mármore Branco de Carrara -Itália. Fonte: www.pedrassanfelice.com.br.
39
Tabela 11: Nome comercial
comercializados no Brasil.
e
origem
Nome comercial
Caledônia White
Branco Clássico
Mármore Branco
Mármore Branco
Calendária White
Paraná
Italva
Cintilante
de
diversos
mármores
brancos
Estado de origem
Espírito Santo
Espírito Santo
Espírito Santo
Espírito Santo
Espírito Santo
Paraná
Rio de Janeiro
Rio de Janeiro
r
Ob
Mármore bege
O mármore Bege Bahia é o melhor representante dos mármores beges,
ap
sendo, na verdade, um calcáreo metamorfizado (MOTOKI et al.; 2001). Sua
tonalidade bege decorre da presença de impurezas em sua composição. (Figura 14).
A Tabela 12 lista mais exemplos de mármores desse grupo.
su
on
aC
ar
lta
Figura 14: Fotografia do Mármore Bege Bahia - BA Fonte: www.gramoart.com.br.
Tabela 12: Nome comercial e origem de diversos mármores bege comercializados
no Brasil.
Nome comercial
Bahia
San Marinho
Crema Porto Fino
Ipanema
Camboriú
Estado de origem
Bahia
Ceará
Ceará
Espírito Santo
Santa Catarina
40
Mármores diversos
Os mármores com cores e tonalidades distintas das apresentadas acima (Fig.
15) serão agrupadas na Tabela 13.
ar
ap
r
Ob
Figura 15: Mármore Aurora Prateado - MG. Fonte: www.pedrasgalicia.com.br.
aC
Tabela 13: Nome comercial, litotipo (rocha) e origem de diversos mármores, com
cores e tonalidades distintas do branco e bege, comercializados no Brasil.
Estado de origem
Bahia
Bahia
Bahia
Bahia
Espírito Santo
Espírito Santo
Espírito Santo
Espírito Santo
Espírito Santo
Minas Gerais
Minas Gerais
Minas Gerais
lta
su
on
Nome Comercial
Chita
Cinza Arabesco
Imperial Pink
Rosa Patamuté
Aurora Vermelho
Mármore Chocolate
Rosa Champanhe
Rosa Fantasia
Rosa Imperial
Marfim Esverdeado
Preto Florido
Verde Jaspe
41
Capítulo 4 - Aspectos tecnológicos
4.1 Importância
Várias são as instituições empenhadas na normatização das características
r
Ob
tecnológicas das rochas ornamentais, tais como a ABNT, a ASTM (American Society
for Testing and Materials), a CEN (Comissão Européia de Normalização), a BSI
(British Standard Institution), a DIN (Deustches Institu für Normung), dentre outras.
Isso possibilita diagnosticar a viabilidade ou inviabilidade do uso dos materiais
pétreos para fins diversos, o que contribui, sobremaneira, na comercialização
ap
desses produtos. Tais conhecimentos possibilitam, já na fase inicial de explotação,
direcionar também a busca de clientes, ou seja, diagnosticar o perfil do consumidor
que poderá criar uma demanda. Além da correta orientação ao cliente, o que reflete
ar
em ganhos tanto para o comprador quanto para o fornecedor, a caracterização
tecnológica destes produtos também é boa para o próprio Estado, no tocante a
promoção de suas riquezas.
aC
O correto emprego e manutenção das rochas ornamentais evita problemas
relacionados ao uso inadequado, que pode vir a resultar em desgastes, acelerando
processos de fraturamento e aparecimento de manchas, dentre outros. A beleza
on
estética não pode, portanto, ser o único critério de seleção disponível para os
clientes. É preciso saber aliar a estética às características tecnológicas do produto e,
de forma integrada, explorar sua beleza de maneira a estender sua vida útil. Assim,
su
a aplicação dos ensaios laboratoriais é recomendado, já na fase pré-lavra, podendo
ser feita em testemunhos, como parte do projeto de pesquisa que antecede a lavra.
lta
Esse cuidado denota seriedade da empresa e respeito ao consumidor. No que
concerne à durabilidade, sua abordagem é do ponto de vista humano, ou seja, da
duração de nossas obras, não geológica. Portanto, a alterabilidade das rochas,
dentro, da dimensão temporal humana, será abordada a seguir.
42
4.2 Uso: tipologia e ambiente
Após as rochas, sejam tipos beneficiados ou em bruto, terem sido submetidas
aos ensaios laboratoriais e, de posse do conhecimento de suas características
tecnológicas, elas podem ser comercializadas.
Na etapa da comercialização deve-se integrar os aspectos tecnológicos
mensuráveis aos subjetivos, tais como padrões estéticos, cromáticos, texturais e
r
Ob
critérios pessoais. Isto garante o arranjo decorativo aliando beleza, versatilidade e
segurança. Vale lembrar que, em face aos avanços tecnológicos, as rochas estão
ganhando espaço no mercado também como componentes de mobiliários, como
revestimentos de gavetas, portas de armário, peças decorativas e obras de arte.
ap
Cabe, neste contexto, reportar a fatos históricos, visto que o hábito da utilização das
rochas como elemento decorativo data da Grécia e Roma antigas, cujos
monumentos e, esculturas eram construídos com diversos tipos de rochas (Fig. 16).
Isto também se aplica aos dias atuais, embora com variações em face à estética
ar
arquitetônica moderna (Fig. 17).
lta
su
on
aC
Figura 16: Obra de Michelangelo confeccionada em mármore, com 195 cm de
altura,
esculpida
em
Roma
em
1496.
Fonte:
http://cineitalia.vilabol.uol.com.br/obras.htm.
43
ar
ap
r
Ob
aC
Figura 17: Hotel Urj Al Arab, em Dubai, Emirados Árabes. O Hotel é construído em
ouro, mármore e um raríssimo granito azul do Brasil, extraído do norte fluminense.
Fonte:
Angela
Pimenta,
Revista
Exame
www.marble.com.br/article/articleview/2186/1/37/.
Neste contexto, rochas suscetíveis à manchas devem ser evitadas em
ambientes tais como cozinha ou banheiros, sendo reservadas para dependências
on
menos sujeitas a empregos de material de limpeza com sustâncias corrosivas. Um
exemplo são os granitos de coloração preta, muito susceptíveis à alterações da
biotita frente ao uso de ácidos clorídricos, resultando em descoloração devido à
su
desidratação da biotita em face à reações desencadeadas em sua estrutura
mineralógica e, até mesmo à alteração em argilominerais, provocando cavidades na
rocha. No caso dos mármores os cuidados devem ser maiores, devido a maior
lta
susceptibilidade à alteração deste grupo de rochas ornamentais. Assim, seu uso
deve ser evitado em peças ou ambientes com freqüente utilização de substâncias
ácidas, tais como pias ou mesmo em suas proximidades. Em ambientes externos,
tais como jardins, pode-se usar pedras rústicas sem polimento, dadas suas
propriedades anti-derrapantes, conferindo embelezamento à paisagem e segurança
(Fig. 18). Segue alguns exemplos, dentre os inúmeros fins, do emprego das rochas
ornamentais.
44
ap
r
Ob
ar
Figura 18: Jardim japonês com presença de rochas (modelo jardim temático). Fonte:
www.jardineiro.net/images/artigos/japanese1.jpg.
Recomenda-se
aC
4.3 Assentamento das rochas ornamentais
utilizar
produtos
adequados
para
os
processos
de
assentamento das rochas ornamentais, ou seja, substâncias compatíveis com as
on
características das rochas, tais como resinas apropriadas. Estes cuidados também
devem ser observados na própria fase de beneficiamento. Importante também, neste
contexto, tanto para os revestimentos horizontais quanto verticais (ou seja, pisos,
su
paredes e fachadas) são os testes que envolvem a dilatação térmica visando o
dimensionamento adequado do produto. Os cálculos dessas variáveis, associadas
às demais, devem ser levados em consideração já na fase do projeto construtivo,
lta
com a finalidade de evitar incorrer em erros futuros como danos nas edificações pelo
mau emprego do produto, desvalorizando indevidamente o empreendimento. Na
literatura, encontra-se cartilhas com recomendações e detalhes importantes sobre o
adequado uso dos materiais pétreos como, por exemplo, na Cartilha de Aplicação
das Rochas Ornamentais elaborada pelo (CNI/SENAI, 2003).
45
4.4 Manutenção
Recomenda-se manter cuidados básicos no dia-a-dia quando trata-se da
limpeza e manutenção dos produtos pétreos, dentre eles, pode-se citar:
1) não usar produtos corrosivos, tais como os de caráter ácido para limpeza de
mármores, ou mesmo, contato com alguns produtos alimentícios com tais
características, como limão, dentre outros. Isso leva à corrosão decorrente da
r
Ob
reação que envolve a sustância ácida e o carbonato presente nos mármores, por
exemplo;
2) evitar substâncias como ácido clorídrico (HCl) na limpeza de Granitos Pretos, ou
rochas com alto teor de biotita, pois este mineral pode hidratar-se passando por um
ap
processo de clareamento que resulta mesmo na sua alteração em argilominerais,
provocando a formação de cavidades na rocha (FRASCÁ, 2000).;
3) não usar ceras para lustro;
ar
4) não utilizar esponjas tais como “palhas de aço”; pois pode ocorrer interação do
aC
mineral ao metal que compõe este produto, causando oxidação e aparecimento de
manchas semelhantes à ferrugens.
Por fim, é indicada para a limpeza das rochas ornamentais a utilização
on
apenas de produtos neutros, ou seja, sabões neutros e água. Dependendo do tipo
da rocha, esporadicamente, é viável a limpeza mais efetiva por empresas
especializadas. No geral, a manutenção dos produtos pétreos é de baixo custo, o
que favorece os grandes empreendimentos, evitando o consumo desnecessário com
su
produtos de limpeza o que se aplica também para o ambiente doméstico.
lta
4.5 Recuperação
Recomenda-se medidas de caráter preventivo com a finalidade de evitar a
instalação de defeitos nos materiais pétreos. Uma vez instaladas, as rochas
ornamentais são de difícil recuperação. Ainda assim, algumas medidas, dependendo
do caso, podem ser administradas, tais como a limpeza, quando submetida a
ataques químicos, com o repolimento das placas, aplicação de ácidos oxálicos,
46
aplicação de água oxigenada, jateamento de areia e aplicação de água quente,
dentre outros.
4.6 Tipos de ensaios e suas finalidades
Os principais ensaios tecnológicos serão apresentados a seguir, de acordo
r
Ob
com a normatização pela ABNT e alguns exemplos da Norma ASTM. Ressalta-se
que, após submetidos a ensaios, sob determinada norma, os corpos de provas são
algumas vezes testados também por outras normas, visando comparação. Por
exemplo, quando efetuado o teste seguindo as normas da ABNT, usam-se, como
fator de comparação, as normas da ASTM ou CEN, Frascá (2000). Os testes
ap
aplicados ao Granito Preto Piracaia (IPT, 2000; e GODOY et al.; 2004), são um
exemplo deste procedimento. Além de normas técnicas existem outras também
relacionadas à fiscalização como a norma 13.707 e 13.708 da ABNT, Frascá (2000)
ar
que visam à regulamentação referente à aplicação destes produtos em paredes e
estruturas compondo o projeto executável.
aC
4.6.1 Análise petrográfica
on
A análise petrográfica (NBR 12.768/1992) consiste no exame de lâminas
preparadas com fatias de rochas, cuja área exposta é, em geral, 4,0 x 2,5 mm e a
espessura da ordem de 0,03 mm.
su
A classificação petrográfica para as rochas ígneas deve ser feita de acordo
com as normas da IUGS (Subcomisson on the Systematics of Igneous Rocks da
International Union of Geological Sciences). Classificações de rochas sedimentares
lta
e metamórficas seguem critérios menos rigorosos, normalmente expostos nos livros
especializados (p.ex.: FOLK, 1981; BUCHER & FREY, 2002). As rochas também
podem ser descritas sob escala macroscópica, sendo utilizado o microscópico
petrográfico para as descrições das lâminas petrográficas. A composição dos dados
obtidos, tanto por macroscopia quanto por microscopia possibilita, ainda, no geral,
diagnosticar o ambiente de formação, ou seja, se ígneo, sedimentar ou metamórfico
e, inferir possíveis alterações resultantes da exposição das rochas à superfície
terrestre. Estas análises podem ser aplicadas a todas as tipologias. Algumas, no
47
entanto, com características especiais, requerem um preparo diferenciado, como
para o estudo de sulfetos e óxidos. Podem também ser empregadas técnicas
auxiliares, como ensaio de coloração seletiva. Pode-se, ainda, utilizar técnicas de
difratometria de raios-X para identificação de material criptocristalino Braga (apud
PROJETO TEILOR MADE, 1990).
Na avaliação macroscópica da rocha utiliza-se os seguintes materiais: lupas,
r
Ob
canivetes (ou vidros para testes da dureza) e, se necessário, estereoscópicos.
Nestes casos, tabelas auxiliares são usadas para composição de vários
parâmetros mineralógicos, texturais, estruturais, cor, composição modal (% volume),
arranjo dos minerais e granulometria, dentre outros critérios. Portanto, as
observações vão além de discriminar apenas sua composição mineral, mas também
ap
auxiliam no entendimento dos eventos geológicos aos quais as rochas podem ter
sido submetidas.
ar
4.6.2 Análise química
aC
A norma ABNT 13818/1997 prescreve a aplicação de ensaios laboratoriais às
rochas ornamentais relacionadas à resistência a ataques químicos e à resistências
ao manchamento. Por conseguinte, a análise química consiste na avaliação da
rocha sob ação de substâncias químicas que podem promover alterações em sua
on
composição mineral original. Para estas situações, inerentes às rochas ornamentais,
pode-se citar eventos de caráter intempérico que podem levar à corrosão como por
exemplo, chuvas ácidas, decorrente da reação dos minerais constituintes na rocha
su
com o ácido carbônico, ou mesmo, agredido, em linhas gerais, por certos produtos
de limpeza que contêm substâncias corrosivas, tais como ácido clorídrico, hidróxido
4.6.3 Análises físico-mecânicas
•
lta
de potássio, hipoclorito de sódio e hidróxido de amônio, dentre outros.
Desgaste abrasivo Amsler: ABNT-NBR 12042/1992
Consiste na determinação do desgaste abrasivo em materiais inorgânicos.
Compreende a redução da espessura (mm) após a rocha submeter–se à ação de
abrasivos, areia quartzosa, em um percurso abrasivos, de 2m na máquina Amsler.
48
(Fig. 19 e 20). Os corpos de provas na forma de placas são pressionados sobre o
disco metálico de alta dureza sobre o qual é lançado areia quartzoza. Os resultados
são calculados, após 500 voltas por meio da redução da altura do corpo de prova (
UFMG, Biblioteca Digital). Este ensaio visa simular, em laboratório, a vulnerabilidade
da rocha quanto ao desgaste físico, isto é, devido ao atrito seja, por pessoas ou
máquinas. Trata-se de um ensaio importante para rochas que serão utilizadas como
revestimentos horizontais (pisos, calçamentos em ambiente movimentado).
lta
su
on
aC
ar
ap
r
Ob
Figura 19: Máquina Amsler para determinação do desgaste por abrasão. Fonte:
www.bibliotecadigital.com.br.
49
r
Ob
•
ap
Figura 20: Equipamento para determinação das medidas sobre as diagonais do
corpo-de-prova. Fonte: www.bibliotecadigital.com.br.
Índices físicos: NBR 12.766/1992
ar
Consiste na análise das propriedades de massa específica (aparente seca e
saturada (kg/m3) com superfície seca), porosidade aparente (%) e absorção d´água
aC
(%). Tais parâmetros permitem analisar os estados de coesão das rochas e seu grau
de alteração. Importante análise para o emprego de rochas que serão utilizadas para
revestimentos internos ou externos, pisos e fachadas.
on
• Compressão uniaxial: ABNT-NBR- 12.767/1992
Por meio de corpos de provas (Fig. 21), testa-se a resiitência da rocha
quando submentida a esforços compressivos. Importante análise para as rochas
su
com finalidade estrutural, cujo objetivo é diagnosticar sua integridade física, ou seja,
capacidade de suportar esforços. Este ensaio é importante para rochas que serão
lta
utilizadas para paredes ou fachadas.
50
ap
r
Ob
Figura 21: Aplicação do teste de compressão uniaxial. Fonte: (FRASCÁ, 2000).
ar
•
Congelamento e degelo: ABNT-NBR -12.767/1992
aC
Compreende submeter a rocha a ciclos de congelamento e degelo e análisar
a perda de sua resisitência por meio da execução de testes de compressão uniaxial,
como complemento dos ciclos. (Fig. 22 e 23). Os dados servem para cálculo do
on
coeficiente de enfraquecimento (K), ou seja, buscam obter a variação da resisitência
da rocha no estado natural e após os vinte e cinco ciclos de gelividade, ou seja,
trata-se do processo de gelo e degelo o qual submete-se a rocha. Este ensaio é
su
recomendado para as rochas que destinam–se à exportação para países de clima
temperado, sendo importante diagnosticar sua vulnerabilidade em ambientes com
grandes amplitudes térmicas.
lta
51
ap
r
Ob
Figura 22: Câmara de congelamento. Fonte: (DUARTE, 2003)
su
on
aC
ar
Figura 23: Tanque de imersão dos corpo- de- prova. Fonte: (DUARTE, 2003)
lta
• Resistência na flexão 3 pontos (módulo de ruptura): ABNT-NBR –12.763/1992
Este ensaio consiste na determinação da tensão (Mpa) de ruptura à tração na
flexão de uma rocha que se destina ao uso como materiais de revestimentos e/ou
estruturas nas edificações, cujos esforços atuam em três pontos, quando a rocha é
submetida a esforços flexores (Fig. 24).
52
r
Ob
Figura 24: Detalhe de corpo-de-prova rompido por aplicação de esforços flexores.
Fonte: (FRASCÁ, 2000).
ap
• Dilatação térmica linear: ABNT-NBR- 12.765/1992
A avaliação consiste na determinação do coeficiente de dilatação térmica
linear (10-3mm/m.oC) submetendo-se as rochas a variações de temperatura em um
ar
intervalo entre 0oC e 50oC. Este ensaio é recomendado para determinar a dimensão
do espaçamento nas juntas ao aplicar os produtos rochosos.
aC
• Resistência ao impacto corpo duro: ABNT-NBR -12.764/1992
Este ensaio fornece o índice de resistência da rocha ao impacto de corpo
duro, obtido por meio de ensaios utilizando esfera de aço, soltas a partir de certas
on
alturas (Fig. 25), indicando, portanto, a tenacidade da rocha.
lta
su
53
ap
r
Ob
ar
Figura 25: Esfera de aço e corpo de prova no ensaio de resistência ao impacto de
corpo duro. Fonte: (FRASCÁ, 2000).
• Ultra-som: ASTM D 2845
aC
A determinação da velocidade de propagação de ondas ultra-sônicas
longitudinais (m/s) permite avaliar, indiretamente, o grau de alteração e de coesão
das rochas. Trata-se de um método complementar aplicado previamente aos corpos
on
de provas destinados aos testes de compressão uniaxial e de tração por flexão. A
maior coesão dos minerais, e menor alteração na rocha, é observada a partir da
composição da análise de valores mais altos num conjunto de corpos de provas.
su
Normalmente, para este tipo de ensaios utiliza-se o PUNDIT (Portable Ultrasonic
Non Destructive Digital Indiceting Test) (Fig. 26). Ele é o único equipamento que não
destrói o corpo de provas
lta
54
r
Ob
.
•
ap
Figura 26: PUNDIT (Portable Ultrasonic Non Destructive Digital Indiceting Test).
Fonte: (FRASCÁ, 2000).
Resistência a flexão 4 Pontos: ASTMC 880/1998.
ar
Este ensaio é o único obrigatório e utilizado de maneira rotineira em rochas
beneficiadas. Ele consiste na flexão por carregamento em quatro pontos visando
simular os esforços flexores (Mpa) em placas de rocha, com espessura pré-
aC
determinada (Fig. 27). É importante para dimensionamento de placas a serem
utilizadas no revestimento de fachadas com uso de sistemas de ancoragem metálica
para sua fixação.
lta
su
on
Figura 27: Prensa hidráulica da marca Tinus Olsen, modelo H 25K-S, para ensaios
de resistência a 4 pontos. Fonte: www.bibliotecadigital.ufmg.br.
55
Capítulo 5 – Sistema produtivo
5.1 Lavra
Antes da fase de explotação das rochas ornamentais são necessários vários
r
Ob
procedimentos relacionados à pesquisa geológica. Nesta etapa inicial faz-se estudos
que vão desde mapeamento geológico, propriamente dito, a análises de caráter
econômico, ou seja, da viabilidade ou não da explotação dos recursos com base na
cubagem da jazida, da perspectiva do mercado para o produto a ser ofertado,
análises tecnológicas de testemunhos, dentre outros fatores. Além de compor o
ap
projeto na fase de pesquisa, também é feito o projeto ambiental, que ordenará o
destino de possíveis rejeitos, atividades reparadoras para fase final da lavra
descomissionamento. A partir da composição de tais informações, cabe, por vezes,
ar
avaliar o método de lavra a ser adotado, concluindo o projeto de pesquisa. Por
conseguinte, inicia-se a etapa efetiva da explotação ou lavra.
aC
Observa-se, na literatura, vários métodos para explotação, mas, no geral, eles
podem ser divididos em dois grupos: lavras de matacão (Fig. 28), que pode ser
seletiva ou de desmoronamento; e lavras de maciço (Fig. 29) (REIS & SOUZA,
2003). As lavras de maciço se subdividem em vários tipos, tais como lavras
on
subterrâneas, por desabamento, de bancadas, fossa e poço, ou ainda, de painéis
verticais. A escolha do método de lavra é fortemente controlado pela morfologia da
jazida. Em certos casos, pode ocorrer a mudança do método de lavra, decorrente
su
das necessidades circunstancias frente ao avanço da frente de lavra. Dentre os
métodos citados existem, ainda, vantagens e desvantagens, ou seja, variações que
lta
vão desde aos mais impactantes ao ambiente a riscos aos trabalhadores, bem como
a elevação ou redução de custos. Por exemplo, as lavras subterrâneas, embora
pouco utilizadas na explotação das rochas ornamentais, hoje, estão sendo mais
valorizadas em termos ambientais, pois evitam grandes alterações superficiais do
terreno. No entanto, elas requerem infra-estrutura adequada e mão-de-obra
especializada e, portanto, implicam maiores investimentos. Já as lavras por
matacões, tal como os demais métodos a “céu aberto”, são menos dispendiosos na
fase inicial, mas apresentam alto índice de impacto ao meio ambiente (Fig. 30), o
que requer maiores investimentos na fase de descomissionamento. Por outro lado,
56
algumas modalidades dos métodos de bancadas podem apresentar maiores riscos
de acidentes, se não cuidadosamente executados. A seguir serão apresentados
alguns métodos de lavra utilizados na explotação de granitos para rochas
ornamentais.
aC
ar
ap
r
Ob
Figura 28: Lavra de matacão. Fonte: www.cetem.gov.br.
lta
su
on
Figura 29: Lavra de maciço. Fonte: www.cetem.gov.br.
57
r
Ob
Figura 30: Rejeitos de lavra de rocha ornamental. Fonte: (BAÊTA, 2004).
ap
5.1.1 Métodos de lavra
ar
•
Lavra de matacão
aC
O método de lavra de matacões consiste na explotação de matacões, ou seja,
de blocos rochosos de grandes dimensões (>256 mm) desprendidos do maciço (Fig.
31).
lta
su
on
Figura 31: Matacões no substrato de um canal fluvial, Ribeira (SP). Fonte:
http://www.cprm.gov.br/gestao/ppga_valedoribeira/Registros%20fotogr%E1ficos/ribei
ra.htm.
58
Normalmente, os matacões são encontrados nos colúvios dos morros, e são
de tamanhos variados, mas, necessariamente superiores 256 mm, conforme a
classificação granulométrica de Wentworth.
O método de lavra de matacão implica num expressivo volume de rejeitos.
Economicamente, ele é de baixo custo, mas é bastante impactante ao meio
ambiente. Portanto, envolve maiores gastos na fase de recuperação da área
r
Ob
degradada. Este tipo de lavra é comumente predatória e carece de um projeto de
pesquisa e plano de lavra.
Os matacões apresentam formas arredondas devido ao processo intempérico
que desgasta as arestas e vértices dos blocos do maciço diaclasado (Fig. 32).
lta
su
on
aC
ar
ap
Figura 32: Matacão com a presença de esfoliação esferoidal decorrente de
processos
intempéricos.
Fonte:
www.unb.br/ig/glossario/fig/exfoliacao_esferoidal.htm.
No que se refere aos equipamentos utilizados neste método de lavras, eles
são basicamente cunhas manuais ou pneumáticos para blocos até 100m3
aproximadamente, além de explosivos. O método consiste em baixo investimento
inicial, e rápido retorno ao empreendimento. Sua extração envolve, inicialmente, a
59
preparação da praça de cantaria. Os cortes são iniciados a partir de juntas ou planos
de fraturas, o que viabiliza o corte, devendo ser detectados por profissionais
experientes.
•
Lavra subterrânea
Trata-se de um caso, particular, na explotação de rochas ornamentais e,
pouco, ou ainda, não usado no Brasil. Consiste numa metodologia que embora bem
r
Ob
menos impactante ao meio ambiente, ou seja, ecologicamente mais correta, requer
planejamentos e estudos detalhados no que se refere aos aspectos geológicos e de
geotecnia. Além de requerer equipamentos sofisticados, esta técnica consiste na
construção de pilares e os cortes são feitos com jatos de água sem abrasivos. As
ap
galerias subterrâneas podem ser reaproveitadas quando explotadas próximos a
centros urbanos, como ocorreu, por exemplo, na construção do metrô de Paris.
•
Lavra por desabamento
ar
Este método consiste no corte dos blocos, por meio do desmonte da pedreira,
utilizando–se explosivos. Envolve grande volume de rejeitos, portanto, apresenta
aC
caráter impactante ao meio ambiente, ainda que partes destes rejeitos possa ser
aproveitado como blocos para paralepípedos. Em face à sua tendência predatória,
vem caindo em desuso.
Lavra por bancadas
on
•
Este método envolve a construção de bancadas, geralmente de acordo com o
su
tamanho dos blocos a serem explotados. Ele apresenta também subdivisões, tais
como lavras em poço e lavras em fossa. O material de cobertura pode ser colocado
fora da área de lavra, atenuando o impacto. O tamanho das bancadas está
lta
relacionado com o tamanho dos blocos. Essa metodologia, embora bastante
utilizada, envolve mais riscos de acidentes ao trabalhador e, portanto, requer a
adoção de maiores medidas de segurança e cautela nos processos executáveis.
•
Lavras mistas
Este método pode ser aplicado em vista às necessidades circunstanciais do
avanço da frente de lavra. Envolve, neste contexto, a associação de métodos, por
exemplo, a explotação de matacões que, dadas vezes, pode requerer a associação
60
de outros métodos como, por exemplo, para explotação de sua base, quando esta
permanece recoberta pelo solo.
5.2 Beneficiamento primário
O beneficiamento primário consiste na serragem (desdobramento) dos blocos
r
Ob
em chapas com variados tamanhos e espessuras, tão logo, concretizada a
explotação. Geralmente, embora não tratar-se de regra, as serrarias encontram-se
próximas às áreas de lavra. Todavia, há exceções a esse contexto, o que implica
necessidades de transporte dos blocos para seu desmembramento, procedimento
esse desfavorável ao sistema produtivo, pois acaba por acarretar na elevação dos
ap
custos. Isso reflete deficit orçamentário e aumento nos preços para o consumidor. É
um exemplo de falta de linearidade da cadeia produtiva e, também, da falta de
serrarias. Prova disso é o beneficiamento de blocos em estados vizinhos àquele de
ar
sua origem, como tem ocorrido no Estado do Espírito Santo, ao beneficiar blocos
extraídos na Bahia. No que concerne às técnicas utilizadas, pode-se citar o talhabloco, a técnica do fio “diamantado” (Fig. 33) e teares multilaminados.
lta
su
on
aC
Figura 33: Corte primário em bloco de granito com fio diamantado. Fonte:
www.cetem.gov.br.
O talha-bloco é um equipamento cujos discos diamantados são usados para
produtos padronizados (Fig. 34). No corte de blocos menores ou peças curvas é
utilizado o fio diamantado. No que se refere ao tear de multilâminas, é um dos
61
equipamentos mais comumente utilizado na produção de chapas com grandes
dimensões, de 1 a 2 metros de largura e 2 a 3,5 metros de comprimento, com 2 a 3
mm de espessura. A qualidade desse maquinário na Itália é excelente em termos
de produtividade e qualidade do material obtido supera do produto brasileiro. Esta
etapa da cadeia produtiva, em geral, é de competência das serrarias.
ar
ap
r
Ob
Figura 34: Talha-bloco multidisco. Fonte: BAÊTA, 2004.
aC
5.3 Beneficiamento secundário
on
Esta etapa consiste no beneficiamento das chapas e na confecção de peças
menores, tais como peças ornamentais, móveis, material para revestimento,
calçamento, dentre outros. Esta fase da cadeia produtiva, envolve etapas tais como
su
polimento, levigamento e flambeamento (Fig. 35). Geralmente, o beneficiamento
secundário é de competência das marmorarias. Todavia, essa linearidade, ou seja,
lta
extração–lavra, beneficiamento-primário-serrarias e, beneficiamento-secundário–
marmorarias e consumidores, não é seguido a rigor. Por isso, construtoras que
acabam adquirindo blocos diretamente, ou por meio de intermediações, terceirizam
o beneficiamento primário e secundário às marmorarias. Além disso, marmorarias e
serrarias, estão se associando com a finalidade de melhor articulação no mercado.
Normalmente, as marmorarias atendem ao consumidor de pequeno e médio porte.
62
ap
r
Ob
Figura 35: Técnica de flambeamento de chapa. Fonte: BAÊTA, 2004.
aC
ar
5.4 Transporte
O sistema de transporte no território nacional para as rochas ornamentais
assemelha-se aos demais produtos, ou seja, em geral, é rodoviário por meio de
caminhões. Os blocos são transportados em caminhões com capacidade de 20t ou
on
carreta de 35t (Fig. 36). No entanto o mercado externo cabe ao transporte marítimo.
No que se refere às diferenças entre as modalidades de transportes em termos de
custos operacionais, geralmente, o rodoviário implica mais custos. Por outro lado, há
su
facilidade de acesso e coleta do material nas áreas extratoras, o que não ocorre no
caso do transporte marítimo. Isso acaba sendo um fator favorável, mas não mais
importante que os demais meios de transporte, até mesmo porque os blocos de
lta
rochas ornamentais agregam materiais pesados, ou seja, grande aporte de massa,
portanto, expressivo volume, conferindo instabilidade ao carregamento, o que leva a
necessidade de cuidados, seja o transporte por terra ou mar.
63
ap
r
Ob
Figura 36: Àrea de transporte de blocos por caminhões. Fonte: www.cetem.gov.br.
aC
ar
5.5 Estocagem
Embora as rochas não sejam bens perecíveis, ainda assim, requerem certos
cuidados na estocagem. Por exemplo, devem ser manuseadas e estocadas em
ambiente arejado e seco, nunca em pilhas. Os produtos beneficiadas devem ser
on
embalados em paletes/cavaletes (embalagens fabricadas a base de pinus e
eucaliptos) e, recoberto com sacos, na posição vertical (Fig. 37).
lta
su
64
ap
r
Ob
ar
Figura 37: Estrado de madeira para condicionamento das placas de rochas. Fonte:
MATTOS, 2003.
Blocos recém-extraídos são considerados inertes, conforme NBR 10004/2004
aC
(ROXO & MARTINS,2006), sendo armazenados em pátio aberto, em área de
desnível viabilizando o seu carregamento (FILHO & HEOPHILO, 1998). Antes do
processo de serragem, o bloco é submetido à lavagem para retirada de possíveis
materiais aderidos a sua superfície como solo, dentre outros. Nos portos, os blocos
su
5.6 Comercialização
on
são dispostos em containers.
As relações mercantis do setor de rochas ornamentais são diversificadas, ou
lta
seja, não seguem uma cadeia linear, iniciando-se na lavra e prosseguindo pela
serraria e marmoraria até o consumidor final. Por vezes, ocorre a associação entre a
serraria e a marmoraria, visando redução de custos e aumento da competetividade.
Por outro lado, pode haver a compra direta, ou, por intermediações, por parte das
construtoras, e posterior terceirização dos serviços às marmorarias. Em suma, no
mercado interno as mamorarias atendem ao consumidor final de pequeno a médio
porte e aos depósitos. Já no caso do mercado externo, observa-se a importância
dos serviços prestados por consultores e representantes comerciais, além de
65
organizações que viabilizam as relações comerciais no mercado exterior. É válido
observar também a importância de compreender as questões burocráticas,
principalmente de ordem fiscal, que envolvem as transações comerciais,
fundamentalmente, nas exportações, que são bem mais complexas que no mercado
interno. Isto envolve etapas que vão desde a comercial, ou seja, da negociação
(compra e venda), propriamente dita, até os trâmites legais/fiscais como a análise da
documentação entre as partes envolvidas, certificados de inspeção, contratos de
r
Ob
venda, faturas comerciais, emissão das cartas de crédito pelo importador e
averiguação da Proforma Invoice, a qual deverá ser assinada pelo importador e
devolvida para o exportador para o preparo do embarque. Por fim, após o
recebimento da carta de crédito e tudo devidamente documentado e acordado, é
ap
feita a liberação do produto para o embarque, e a partir deste momento o produto
submete-se a novas etapas, tais como averiguação fiscal, operações de
desintetização como a fumigação da madeira que acondiciona os blocos. Este
procedimento deve ser realizado por empresa devidamente cadastrada junto ao
ar
Ministério da Agricultura (PARAÍSO,2006).
A comercialização das rochas ornamentais, em geral, não foge às relações
aC
mercantis tradicionais desenvolvidas por membros, muitas vezes, da própria família,
ensinada de pai para filho e, assim, sucessivamente, constituindo-se de um mercado
conservador. Isso se, por um lado, aparenta ser favorável, por outro, é altamente
on
prejudicial, pois implica na formação de profissionais, embora experientes em termos
práticos, avessos à mudanças necessárias ao crescimento, além de reduzir as
oportunidades de profissionais capacitados e experientes. A própria questão dos
su
despachos e trâmites legais num simples embarque de produtos para o mercado
externo exemplifica essa necessidade, visto que erros simples podem afetar a
conclusão de negócios, ou ainda, prejuízos, devido a atrasos no embarque, no
lta
pagamento, além da insatisfação do cliente.
A questão das relações comerciais é importante também a transparência,
seriedade e cumprimento dos acordos, sejam eles, verbais ou formais. Cabe
ressaltar a importância da informação precisa, afinal os negócios não se iniciam com
contratos, mas pactos primeiramente verbais, a partir dos quais se concretizam e
formalizam acordos. Além disso, normalmente, as relações mercantis, sejam elas,
entre clientes e/ou fornecedores e demais interessados, iniciam–se a partir de
relações informais, contatos, apresentações, os quais, em geral, são bases para
66
sólidos relacionamentos mercantis dentro da formalidade, o que não impede a
adoção de medidas preventivas, tais como a análise da empresa, ou seja, sua
caracterização, por meio do levantamento de seu histórico, constituição de seu
parque produtivo e demais referências, com a finalidade de traçar um perfil cujo
propósito é viabilizar e promover negociações de maneira segura.
r
Ob
5.7 Legislação mineral
No que concerne à legislação, a explotação de rochas ornamentais é
regulamentada pelo Código de Mineração, conforme Decreto-Lei No. 227 de
27/02/1967, regido pela Constituição Federal de 05/10/1988.
ap
A fiscalização da atividade mineradora é feita por órgãos governamentais, tais
como o DNPM (Departamento de Produção Mineral), em nível federal, e o
Departamento de Recursos Minerais do Estado do Rio de Janeiro (DRM-RJ), em
ar
nível estadual. Além destes órgãos, outros tais como o sistema CONFEA-CREA
contribuem na fiscalização de profissionais relacionados ao setor, dentre eles, como
aC
na Geologia e na Engenharia de Minas. A finalidade destes órgãos é contribuir com
a adequada explotação dos recursos minerais, assegurando a participação dos
Estados, Municípios e a União quanto à arrecadação dos tributos cabíveis, conforme
legislação.
on
Além disso, cabe a estes órgãos e instituições assegurar ao trabalhador e a
todos a justiça social, e o equilíbrio ambiental. Vale ressaltar que, em face a
su
globalização, os modelos econômicos também vêm sendo modificados e, neste
contexto, a própria legislação requer revisões, visto a necessidade de adequar-se à
novas realidades.
lta
Assim, o papel do Estado passa a ser o de fiscalizar, regulamentar e aplicar
leis, mas, ao mesmo tempo, motivar os setores econômicos, não exercendo
atividade empresarial, muito menos atuar como fator limitante às iniciativas privadas
e, ao progresso. Daí a importância de leis compatíveis com esse novo contexto
econômico.
67
De acordo com a Constituição Federal, compete à União administrar os
recursos minerais, a indústria de produção mineral e a distribuição, o comércio e o
consumo de produtos minerais.
Os regimes de aproveitamentos são feitos por meio de concessões, alvarás,
e autorizações. Entende-se por lavra, o conjunto de operações coordenadas
objetivando o aproveitamento industrial da jazida, desde a extração de substâncias
r
Ob
minerais úteis que contiver até o beneficiamento das mesmas. A lavra, praticada em
desacordo com o plano aprovado pelo DNPM, submete o concessionário às sanções
que podem ir gradativamente da advertência à caducidade. Ficam sujeitas à
servidões de solo e subsolo, para os fins de pesquisa ou lavra, não só a propriedade
onde se localiza a jazida, como as limítrofes. A lei dá direito à participação ao
ap
proprietário do solo nos resultados da lavra.
Por fim, segue um breve resumo dos procedimentos legais para requerer
junto a União uma área de lavra, conforme recomendações do DNPM. Em geral, os
ar
pedidos consistem na formalização do requerimento, por meio da elaboração de um
relatório completo para aquisição do direito de explotação. O relatório, ainda que
aC
básico envolve um minuncioso estudo sobre a área pretendida desde levantamentos
bibliográficos a atividades de campo, geofísico (se necessário), análise de
amostragens, estudos econômicos e cubagem cujo erro máximo aceito para o
cálculo de reserva medida é de 20%, conforme determinado pelo código 26 de
on
mineração.
O relatório mal elaborado, segundo dados do DNPM, é um dos maiores
su
fatores da não liberação das autorizações de pedidos de lavra. Já para os matacões
não existe uma regra a ser seguida, ou estudos mais aprofundados sobre a
explotação, mas algumas sugestões, como, por exemplo, o cálculo de reservas de
lta
matacão de pequenas dimensões até 100 m3 pode ser feito por amarrações
topográficas dos alvos ou zonas de matacão em campo com uso de Sistema de
Posicionamento Global (GPS). Para corpos maiores, sugere-se o levantamento
planimétrico e topográfico e a utilização de seções transversais para cubagem
(DNPM, 2006-2007).
68
Capítulo 6 - Principais áreas produtoras e consumidoras
6.1 Áreas produtoras no Brasil
O território brasileiro apresenta ampla riqueza em suas reservas naturais, aí
r
Ob
incluídas as rochas ornamentais (Fig. 38). A participação do Brasil nas exportações
deste bem mineral exemplifica isso, integrando o país aos maiores produtores
mundiais, dentre eles, Itália, China, Índia, Espanha e Portugal. Cerca de vinte
estados do Brasil exportam suas rochas, ainda que a maioria em caráter incipiente.
lta
su
on
aC
ar
ap
Figura 38: Mapa das principais áreas de ocorrência de rochas ornamentais no
Brasil. Fonte: ABIROCHAS, 2/2008.
Observa-se, a partir da década de 1990 até 2007, um elevado crescimento no
consumo deste bem mineral, tanto no mercado interno quanto no mercado externo.
Por exemplo, em 2006, o Brasil foi o quarto maior produtor do mundo, com 8,1% da
produção mundial e quinto maior exportador em volume físico, com 6,3% do total
mundial. Naquele ano, o Brasil também foi o segundo maior exportador de granito
69
bruto, com 11,8% do total mundial, e quarto maior exportador de rochas
processadas especiais, com 5,1% do total mundial (ABIROCHAS, 2/2008). Com
base nisso, estima-se uma movimentação de cerca de US$ 80 a 100 bilhões em
2006.
Atualmente, o Brasil apresenta cerca de 1.800 frentes ativas de lavra,
gerando aproximadamente 140 mil empregos diretos e 420 mil indiretos,
r
Ob
(ABIROCHAS, 02/2008). Apresentou um incremento nas exportações, em 2007, de
4,62%, a despeito da valorização cambial do real frente ao dólar e da crise
imobiliária nos Estados Unidos. Ainda assim, esse mercado manteve-se com saldo
positivo na balança comercial, exportando para aproximadamente 120 países de
todos os continentes.
ap
No que se refere aos estados produtores mais representativos, são eles:
Espírito Santo (com os polos de Cachoeiro do Itapemerim, ao sul, e Nova Venécia,
ao Norte), Minas Gerais e Rio de Janeiro (com os polos produtores do Norte e
ar
Noroeste do Estado, tais como os municípios de Santo Antonio de Pádua, Santa
Maria Madalena, Campos de Goitacazes, entre outros). Destacam-se também a
aC
Bahia, São Paulo, Pernambuco, Ceará e Goiás.
O Espírito Santo conquistou sua liderança em vista ao somatório de fatores
tais como cultura, alto índice de imigrantes italianos (que são tradicionais
on
conhecedores desse mercado), melhor articulação econômica, bem como adoção de
novas técnicas e arranjos produtivos, muito embora o arcabouço geológico do
Estado do Espírito Santo tenda a uma tipologia próxima ao comum, ou seja, não tão
su
atrativas em termos dos padrões cromáticos. Observa-se isso pela busca por rochas
brutas exóticas em outros estados, como Bahia, para beneficiamento e revenda.
lta
Por outro lado, as grandes construções, tais como aeroportos e shoppings,
optam por rochas de caráter mais básico, ou seja, mais comuns em face à redução
de custos. Minas Gerais, por vezes, ganha em variedades tanto em “granitos” e
“mármores”, embora a exportação de granitos tenha sofrido uma queda nos últimos
anos em contrapartida à elevação de suas exportações de quartzitos maciços e
foliados, e ardósias mantendo, em 2006, uma variação positiva 29,74%, conforme
Balanço das Exportações do Estado de Minas Gerais. A Bahia, com parque
produtivo deficitário em termos tecnológicos e a falta de maiores incentivos que
variam desde apoio técnico à divulgação de seus produtos, apresenta ampla riqueza
70
em termos de reservas e qualidade de suas rochas, tendo elas, geralmente, elevado
padrão cromático. Por sua vez o Rio de Janeiro vem retomando sua produtividade e
diversificando seu polo produtivo, buscando investir no beneficiamento de suas
rochas de maneira a agregar maior valor ao produto final. Dentre outros estados,
como São Paulo, que embora não apresente parque produtivo tradicional, não deixa
de marcar sua presença nas exportações de suas rochas, como o “Granito”
Vermelho Capão Bonito para países como Itália e Japão, além de consumir,
r
Ob
sozinho, segundo estimativas, aproximadamente 50% da produção interna brasileira
(ABIROCHAS, 2/2008).
ap
6.2 Áreas produtoras no exterior
No que concerne ao mercado externo, os países produtores lideres são a
Itália, China e Índia, com 54% do total da produção mundial, ou seja, 37,3 milhões
ar
de toneladas (SEBRAE, 2005-2007). Vale ressaltar que a Itália é também líder na
comercialização com grandes investimentos em tecnologias e beneficiamentos dos
produtos lapídeos, embora com pequeno declínio em sua comercialização
aC
decorrente da conquista do mercado pelos países concorrentes, tais como Índia e
China. Outros países produtores são o Irã, a Espanha, a Turquia, Portugal, Grécia e
Estados Unidos da América (Tabela 14).
on
Os países são divididos em blocos tradicionais e emergentes, compondo este
último o Brasil, a China, a Índia. Com relação às importações, o Brasil apresenta
pouca relevância no mercado. Ainda assim, há uma parcela da sociedade brasileira
su
com elevado padrão econômico que mantém a tradição da aquisição de produtos
importados, principalmente da Itália e China no caso dos mármores.
lta
71
on
aC
ar
ap
r
Ob
Tabela 14: Principais produtores mundiais de rochas ornamentais. Fonte:
ABIROCHAS, 02/2008.
su
6.3 Mercado interno
lta
No que se refere às principais áreas consumidoras das rochas ornamentais
no mercado interno (Fig. 39), destaca-se a região sudeste compreendendo os
Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e o Espírito Santo. São Paulo é líder no
consumo nacional, comprando aproximadamente 50% da produção interna (Fig. 40).
72
r
Ob
Figura 39: Diagrama do consumo interno das rochas ornamentais no Brasil em
2007. Fonte: ABIROCHAS, 2/2008.
on
aC
ar
ap
6.4 Mercado externo
lta
su
Figura 40: Diagrama com a distribuição do consumo interno das rochas ornamentais
no Brasil em 2007. Fonte: ABIROCHAS, 2/2008.
Dentre os países lideres em consumo no mercado externo, estão a Itália,
Estados Unidos e Japão, além dos demais países que compõem o Mercado Comum
Europeu. Observa-se um elevado fluxo de transações da Europa, em especial de
produtos beneficiados da Itália, com os Estados Unidos, embora ultimamente notase um relativo desaquecimento (Fig. 41) em vista à estagnação do setor mobiliário
nos Estados Unidos, tal como elevado fluxo de negociações brasileiras com este
73
país. Isso reflete a importância da adoção de estratégias descentralizadoras visando
evitar crises decorrentes de situações similares, pois quando amplia-se a atuação,
automaticamente aumentam-se suas fontes de renda e divisas cambiais.
aC
ar
ap
r
Ob
Figura 41: Evolução anual do faturamento das exportações brasileiras de rochas
ornamentais. Fonte: ABIROCHAS, 2/2008.
on
6.5 Consumidor final
Considerando-se o perfil do consumidor para as rochas ornamentais, ainda
su
mantém-se o predomínio das camadas sociais com maior poder aquisitivo devido,
em linhas gerais, ao alto custo dos produtos rochosos. São lideres no consumo e
nas transações financeiras deste segmento econômico os países desenvolvidos e,
lta
geralmente, com predomínio na aquisição dos produtos beneficiados (Fig. 41).
74
Capítulo 7 – Importância econômica
7.1 Macro-economia e micro-economia
Genericamente,
os
conceitos
de
macro-economia
e
micro-economia
r
Ob
compreendem dois grupos distintos, mas ao mesmo tempo inter-relacionados.
Por uma lado, a microeconomia estuda as relações econômicas de porções
mais segmentadas de mercado, ou seja, de caráter mais restrito, ditas “economias
individuais”. Por outro lado, a macroeconomia engloba um contexto mais amplo de
ap
caráter coletivo, nacional, ou seja, os agregados macro-econômicos, sem contanto,
perder de vista os fundamentos e fatos envolvidos na micro-economia.
Sob este enfoque, pode-se, pela relevante participação do setor das rochas
ar
ornamentais no mercado, observar que há influência direta ou indiretamente tanto da
macro-economia quanto da micro-economia de um país, cujas relações comerciais e
suas influências perante a sociedade vão desde o contexto regional a níveis
aC
nacionais e mundiais. A título de exemplo, a crise imobiliária enfrentada, atualmente,
nos Estado Unidos da América, ou seja, a micro-economia de um país afetado, se
reflete nas macro-economias de nações como, por exemplo, Brasil, Itália, visto suas
on
condições de fornecedores.
Em termos da estrutura de mercado as rochas ornamentais, em geral,
apresentam duas tendências. Uma delas é do mercado de concorrência perfeita,
su
mas ainda com fortes traços do oligopólio. A título de exemplo, nota-se a existência
de várias frentes de lavras, com estrutura, dadas vezes, até familiar. Por outro lado,
lta
depara-se com empresas de grande porte, controladoras, que tentam exercer
domínio no mercado, como, por exemplo, empresas italianas, dentre outras, que
fecham contratos de exclusividade com produtores nacionais, proibindo-os não
apenas de exportar seus produtos excedentes, mas até de vincular seus nomes à
obras internacionais, como o caso do Hotel (Fig. 17) Burj Al Arb em Dubai, Emirados
Árabes (MARBLE, 2007).
75
7.2 Eventos promocionais e educativos
Vários são os eventos promocionais e educativos do setor de rochas
ornamentais que levam não apenas novidades aos consumidores e demais
interessados, mas informações e, contribuem, sobremaneira, com as relações
comerciais e arranjos produtivos envolvendo seus diversos setores. Todavia, é
necessário que os relacionamentos mercantis sejam auto-sustentáveis, ou seja,
r
Ob
deve-se buscar sempre formas criativas e inovadoras de despertar o interesse dos
clientes, além do respeito e seriedade no trabalho, o que pode levar a ganhos reais
e sólidos. Há vários eventos nacionais e internacionais que promove o setor de
rochas ornamentais. No Brasil, destaca-se a Vitória Stone Fair (Vitória, ES; Fig. 42).
lta
su
on
aC
ar
ap
Figura 42: Rochas Exóticas expostas na Stone Fair em Vitória (ES) em 2008. Fonte:
ABIROCHAS, 04/2008.
76
Internacionalmente, destacam-se a China Internacional Stone Fair (Xiamen,
China), a International Tile & Stone Show (Miami, EUA) a Stone & Tec (Nuremberg,
Alemanha), Covernigs (Chicago, EUA) e a Feira em Dubai, esta última em 2008, nos
Emirados Árabes, com grande participação brasileira. A própria área do evento, com
480m2 de circulação, foi projetada pelo arquiteto brasileiro Ivan Rezende, com pisos
revestidos com cerâmica e rochas brasileiras. Outro evento importante também é a
Feira de Carrara na Itália, além da feira de Verona, no mesmo país, que reuniu mais
r
Ob
de 63 mil visitantes na sua 43ª. edição, realizada de 2 a 5 de outubro de 2008.
7.3 Perspectivas
Observa-se um crescimento no consumo dos produtos pétreos, tanto em
ap
função da ascensão de países emergentes quanto na tendência ao acirramento da
competetividade dos países no mundo globalizado, o que implica a necessidade de
adoção de estratégias de mercado mais arrojadas, desde marketing a investimentos
em tecnologias, além da importância da descentralização econômica e a própria
ar
melhoria das condições sociais das camadas menos favorecidas, pois a elevação do
poder aquisitivo desta vasta parcela da sociedade implica crescimento econômico
aC
em vista ao aumento no poder de compra. Ainda que note-se essa tendência no
mercado, embora sofrendo uma pequena desaceleração nas exportações (como no
caso do Brasil, decorrente da excessiva valorização cambial em 2007 e primeiro
semestre de 2008), o cenário é favorável ao mercado das rochas ornamentais e
on
tende à expansão, cuja projeção até 2025 é atingir cerca de 437 milhões de
toneladas, multiplicando por cinco
as transações
internacionais,
conforme
estatísticas divulgadas na mídia (ABIROCHAS, 02/2008).
lta
su
77
Capítulo 8 - Considerações finais
Se por um lado o mercado das rochas ornamentais e suas relações
comerciais refletem semelhanças aos demais arranjos produtivos de gêneros
próximos, por outro, vislumbra-se um cenário bastante favorável e diversificado.
Ob
Ainda
que
experimente
oscilações,
este
segmento
apresenta
significativa
participação no setor das construções e está em constante crescimento, tanto em
termos nacionais quanto internacionais. No que se refere ao Brasil, em especial,
ra
observa-se algumas necessidades, tais como:
1) investir mais em seus polos produtivos, tanto nos aspectos tecnológicos quanto
em postura comercial saindo do convencionalismo estacionário e galgando
pa
patamares mais expressivos, tal como estar receptivo às mudanças no mercado;
2) diversificar suas relações comerciais de modo a ampliar também sua área de
ra
atuação;
3) atentar para o perfil do consumidor que torna-se cada dia mais exigente;
5) investir em marketing;
6) Atentar para os aspectos ambientais;
7) Descentralizar e ampliar sua área de atuação.
ul
ns
Co
4) investir em conhecimentos;
Por fim, valorizar mais as potencialidades tanto intrínsicas quanto extrínsicas
em termos de riquezas naturais, intelectual e a própria capacidade do trabalhador
ta
brasileiro. O Estado também poderia promover mudanças estruturais e conjunturais,
viabilizando as negociações, tal como, visto anteriormente, há estados do Brasil com
elevado potencial de riquezas naturais, mas que enfrentam problemas elementares,
como a escassez de recursos energéticos, elementos estes essenciais à produção,
ainda que, dadas vezes, a precariedade operacional somente seja superada, frente
a vontade dos dirigentes empresariais e demais envolvidos no setor. Para tal, basta
observar para a participação brasileira no cenário mundial das exportações com
78
quase todos os territórios brasileiros ativos exportadores com participação em
aproximadamente 120 países do globo. Isto reflete a elevada capacidade produtiva
do país, somado à sua produção, com cerca de 8,1 milhões de toneladas em 2007,
a despeito de todos obstáculos relacionados à macro-economia, colocando-se à
frente dos três maiores produtores mundiais (China, Itália e Índia), com 54% da
produção mundial no patamar de 37,3 milhões de tonelada (SEBRAE, 2005-2007).
Ob
Disto infere-se que o Brasil, ainda com todas as precariedades do setor, com
seus 8,1 milhões de toneladas produzidas atingiu 21% da produção total do bloco
dos três maiores produtores mundiais. Vale também ressaltar a capacidade
crescente interna que se triplicar a produção num curto espaço de tempo, dando
ra
condições do país superar os maiores produtores mundiais, como exemplo, a China,
que em 2006 contava com uma produção interna média de 24,2 milhões de
toneladas.
pa
A projeção básica de crescimento do setor não implica grandes mudanças,
mas cuidados que devem ser observados seja pelos órgãos governamentais ou
ra
entidades privadas. Referindo-se ao poder público, por exemplo, atenção deve ser
dada ao investimento nos estados carentes e com alto potencial exploratório, como
nas regiões norte e nordeste brasileiro, tendo talvez no Estado da Bahia um
Co
referencial.
Estados como o Amapá, a Paraíba, o Ceará, Rondônia, Goiás e Mato Grosso,
dentre outros, também já deram seus passos iniciais a esse crescimento, mas
ul
ns
requerem investimentos diferenciados. Daí a necessidade de análises criteriosas
para os investimentos afim de reverter em ganhos e não em perdas, visto que não
basta disponibilizar recursos sem planejamentos. Quanto ao poder privado, atenção
deveria ser dada a projetos bem elaborados que resultem em negócios bem
sucedidos.
ta
A título de exemplo, pode-se citar vários projetos de explotação de rochas
ornamentais que não chegam nem mesmo a serem aprovados, por simples falta de
precisão nas informações e elaboração adequada do relatório da atividade proposta.
Some-se a esse contexto também a importância de fortalecer as relações comerciais
na cadeia produtiva e seus diversos segmentos, com valorização dos profissionais
relacionados ao setor desde a classe operária, que muitas vezes, sobrevive com um
mísero salário, como outros profissionais envolvidos, incluídos consultores e/ou
79
representantes comerciais que transitam nas mais variadas esferas das relações
comerciais, indo desde o cliente final ao produtor, promovendo e divulgando seus
produtos.
Os Estados Unidos, por exemplo, utilizam muito desses serviços como meio
também da divulgação de seus produtos não apenas para o setor das rochas.
Promover riquezas, portanto, consiste acima de tudo, melhorar as condições de vida
Ob
da sociedade de modo integral, não de maneira centralizadora.
Propõem-se, ainda, sugestões, visando melhorias no setor das rochas
ornamentais tanto para a classe empresarial como para dirigentes governamentais,
ra
como investimentos estrategicamente analisados, ou seja, com a finalidade de
aparar os entraves que afetam a capacidade produtiva de cada estado, não
simplesmente destinar recursos.
pa
Desburocratizar, sendo o Estado um fiscal e regulador da produção e
incentivador dos investimentos privados. Quanto à classe empresarial, investir em
tecnologias, informação, planejamentos e execução de projetos bem elaborados, de
ra
maneira coerente e precisa e, ampliar as relações comerciais, tornando-se, assim,
auto-promotora das rochas brasileiras. Isto inclui romper com o absurdo de vender
seus produtos assinando cláusulas que proíbem divulgar o resultado de seus
Co
trabalhos.
Finalmente, deve ser ressaltada a importância de estudos mais aprofundados
ul
ns
sobre a temática de modo a ampliar os horizontes e conquistar maior domínio sobre
o assunto, bem como desenvolver a criatividade e habilidade nos negócios para
aqueles que pleiteiam iniciar suas jornadas nos prósperos caminhos das “pedras”.
ta
80
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