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SIDA Nuevo México
1
Série E
CRIPTOSPORIDIOSE
O que é Criptosporidiose?
A Criptosporidiose é uma infecção
causada por um agente parasita
chamado Cryptosporidium ssp. Os
parasitas consomem os nutrientes do
organismo em que se instalam
(hospedeiro), afetando principalmente os intestinos, causando
diarréia.
O Cryptosporidium é transmitido
facilmente através de alimentos ou
água, contaminados; ou ainda, pelo
contato direto com uma pessoa ou
animal, infectados. Aproximadamente entre 15% a 20% das pessoas
com aids se infectam com o Cryptosporidium ssp. Somente algumas
destas pessoas desenvolvem a forma
mais séria da doença.
O Cryptosporidium causa diarréia,
náuseas, vômitos e dores no estômago.
Em pessoas com sistemas imunológicos normais (imunocompetentes)
os problemas causados pelo Cryptosporidium costumam se resolver espontaneamente após 2 a 8 semanas.
Para mais informações sobre
diarréia, leia a folha informativa D6.
No entanto, a Criptosporidiose pode
ocorrer repetidas vezes se o sistema
imunológico estiver afetado. Isso
normalmente acontece quando a
contagem de células T CD4 for menor
do que 200 células/mm3.
Se a Criptosporidiose durar mais que
4 semanas numa pessoa com diagnóstico da infecção pelo HIV, diz-se que
ela tem aids, segundo os critérios
de definição de casos de aids pelo
CDC (sigla em Inglês para Centro de
Controle de Doenças, dos EUA).
A diarréia pode interferir na absorção de nutrientes. Caso a Criptosporidiose permaneça durante muito
tempo, o paciente pode sofrer grande
perda de peso. Para informações sobre
síndrome consuntiva leia a folha
informativa E17.
Várias doenças causam problemas
similares. Para confirmar o diagnóstico de criptosporidiose, os médicos
investigarão através de exames de
fezes a presença de parasitas e de
seus ovos (exame denominado POP
– pesquisa de ovos e parasitas).
Como se Prevenir?
Não há nenhum medicamento para
prevenir o Cryptosporidium. A maneira melhor de se proteger é manter
uma higiene pessoal adequada. Evite
contato com dejetos de humanos
ou de animais, e lave as mãos após
utilizar o banheiro, e depois de
cultivar o jardim , de tocar animais,
ou ainda, ao trocar as fraldas de criança com diarréia por este germe.
O Cryptosporidium pode ser transmitido pela prática sexual oro-anal
(boca–ânus). Para prevenção pode
ser usada barreira de proteção
durante esta prática sexual.
Nadar em água contaminada com
excrementos, humano ou de animais, assim como se alimentar de
ostras cruas contaminadas, são
outras formas de infecção.
Algumas cidades podem ter o
abastecimento de água contaminada
com Cryptosporidium. Se a sua
contagem de células T CD4 estiver
abaixo de 200 células/mm3 tome as
seguintes precauções:
Importante
• Ferva durante um minuto a
água que se bebe ou
• Beba água filtrada com filtro
específico que remova
partículas de 1 micrômetro.
• A água engarrafada não é
segura, a menos que tenha
sido fervida ou filtrada
corretamente. A água pode
ser tratada com iodo ou
cloro, mas estes procedimentos não são tão
eficazes quanto ferver a
água por 1 minuto.
Como tratar o
CRYPTOSPORIDIUM?
Não há nenhum medicamento que
possa eliminar a infecção por
Criptosporidiose. Tem-se experimentado uma série de medicamentos como a paromomicina,
azitromicina (Zitromax, etc), e a
atovaquona.
O medicamento que mais promete
para o combate do Cryptosporidium
é a nitazoxanida. Em um estudo
recente concluiu-se que este
medicamento tem ajudado quase
metade das pessoas que dele
fizeram uso.
Então, não é possível eliminar a
infecção causada por Cryptosporidium. Porém, existem medidas
para controlar a diarréia – os
antidiarréicos, como a loperamida
e elixir paregórico. A reidratação
oral é de suma importância,
principalmente nas formas mais
severas.
A terapia anti-retroviral potente é
o único tratamento que controla a
Criptosporidiose persistente (com a
reconstituição imune).
Resumindo
O Cryptosporidium é um parasita
bastante comum encontrado em
animais, humanos, na terra e na
água, e de fácil transmissão.
Em pessoas com sistemas imunes
normais, o Cryptosporidium causa
diarréia, além de outros problemas
de estômago por aproximadamente
15 dias. Em pessoas com contagem
de células T CD4 abaixo de 200
células/mm3, a diarréia pode se
estender por mais tempo.
A melhor forma de prevenir a
infecção por Cryptosporidium é lavar
as mãos freqüentemente. Se você
vive numa cidade onde o abastecimento de água está contaminado com Cryptosporidium, tome
medidas para usar somente água
Folhas Informativas
fervida ou filtrada para cozinhar e
beber.
1
Série E
Vários medicamentos estão sendo
estudados para combater o Cryptosporidium, mas nenhum deles foi aprovado. A diarréia crônica causada por
Cryptosporidium deve ser controlada
para evitar problemas mais sérios como
a síndrome consuntiva (emagrecimento acima de 10% do peso corporal).
Projeto original: InfoRed SIDA Nuevo México (www.aidsinfonet.org/infored.html). Adaptação: Associação Brasileira
Interdisciplinar de AIDS (www.abiaids.org.br) . ABIA – Coordenação-Geral: Maria Cristina Pimenta Coordenação das
Folhas Informativas: Juan Carlos Raxach Assessoria Técnica: Débora Fontenelle Tradução: Marclei Guimarães. Financiado
por EED. Edição para versão eletrônica, 2005.
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Série E
Meningite criptocócica
O que é Meningite
Criptocócica?
O
criptococo
(Cryptococcus
neoformans) é um fungo encontrado
normalmente na terra. A porta de
entrada é geralmente a pulmonar. Não
parece transmitir-se de pessoa a pessoa.
A meningite é a doença mais comum
causada pelo criptococo. A meningite é uma infecção que afeta o
envoltório da medula espinhal e o
cérebro. Pode causar até coma e a
morte. O criptococo também pode
infectar a pele, os pulmões,
articulações, olhos e outras partes
do corpo. O risco de infecção por
criptococo é mais alto quando a
contagem de células T CD4 estiver
abaixo de 100 células/mm3.
Os primeiros sinais de meningite
incluem febre, fadiga, com ou sem
rigidez da nuca, dor de cabeça,
náuseas e vômitos, confusão mental
e problemas de visão. Os sintomas
podem aparecer de forma lenta.
Existem exames laboratoriais que são
usados para confirmar o diagnóstico
de meningite criptocócica.
Os exames utilizam o fluído da medula
espinhal - líquor. Para se conseguir
uma amostra do líquor, uma agulha é
inserida no meio das costas, na altura
da região lombar. A agulha retira uma
amostra deste líquido. O exame é
seguro e normalmente não muito
doloroso. Porém, algumas pessoas,
após o exame, apresentam dor de
cabeça que pode se estender por
alguns dias.
O líquor é analisado de diferentes
formas: exame direto com tinta da
China e exame de látex para
detecção do antígeno criptocócico –
positivos em mais de 95% dos casos.
Ainda são realizados os exames de
cultura do líquor e do sangue
(hemocultura).
Como se trata a Meningite
Criptocócica?
A meningite criptocócica é tratada
com os medicamentos antifúngicos.
Alguns médicos utilizam fluconazol.
Esse medicamento está disponível em
forma oral (cápsulas) ou como
medicamento intravenoso (infusão
intravenosa). O fluconazol é bastante
eficaz e geralmente bem tolerado.
Outros médicos preferem utilizar uma
combinação de anfotericina B e
cápsulas de flucitosina. Anfotericina
B é um medicamento muito potente
que é administrado em forma de
infusão intravenosa lenta. Pode ter
efeitos colaterais sérios.
A meningite criptocócica pode
retornar após a primeira ocorrência.
As recaídas se reduzirão na medida em
que os pacientes continuarem tomando
os medicamentos antifúngicos.
Como é escolhido um tratamento para a Meningite?
Se você tem meningite criptocócica,
será tratado com medicamentos
antifúngicos, como o anfotericina B,
o fluconazol, itraconazol e flucitosina.
O anfotericina B é o mais potente
destes medicamentos, mas pode
danificar os rins (nefrotóxico). Os
outros medicamentos apresentam
menos efeitos colaterais, mas também
se apresentam menos eficazes na
eliminação do criptococo.
Se a meningite for diagnosticada
rapidamente e apresentar-se de forma
menos grave, pode ser tratada sem a
utilização de anfotericina B, apenas
usando fluconazol na dose diária de
400 mg por 6 a 10 semanas. O
tratamento usual, porém, inclui um
regime de duas semanas de
anfotericina B intravenosa, seguido
pelo uso do fluconazol oral por tempo
indeterminado. Sem a utilização desse,
existe o risco de recidiva do quadro.
É possível prevenir a
meningite?
Tomar o medicamento fluconazol
quando a contagem de células T
CD4 estiver abaixo de 50 células/mm3
pode ajudar a prevenir a meningite
criptocócica. Mas há várias razões
pelas quais não se recomendam esta
profilaxia para a maioria dos
pacientes:
• A maioria das infecções por
fungos são facilmente
tratadas.
• O fluconazol é um medicamento muito caro.
• Tomar o fluconazol por longo
prazo pode levar a
infecções de levedura
(como candidíase vaginal ou
infecção
severa
por
cândida em orofaringe)
resistentes ao fluconazol.
Essas infecções resistentes
terão de ser tratadas com
Anfotericina B.
Resumindo
A meningite criptocócica
ocorre freqüentemente em
pessoas que apresentam contagem de células T CD4 abaixo
de 100 células/mm3. Ainda que
os medicamentos antifúngicos
sejam eficazes para prevenir esse
tipo de meningite, em geral, não
são recomendados para a maioria
dos pacientes devido ao seu alto
custo e ao risco de desenvolvimento de infecções de levedura
resistentes aos medicamentos.
O rápido diagnóstico pode
permitir o tratamento da doença
com medicamentos menos
tóxicos. Entre em contato com
seu médico se você apresenta
febre, dores de cabeça, rigidez
do pescoço, problemas de visão,
confusão, náuseas e vômitos.
Projeto original: InfoRed SIDA Nuevo México (www.aidsinfonet.org/infored.html). Adaptação: Associação Brasileira
Interdisciplinar de AIDS (www.abiaids.org.br) . ABIA – Coordenação-Geral: Maria Cristina Pimenta Coordenação das
Folhas Informativas: Juan Carlos Raxach Assessoria Técnica: Débora Fontenelle Tradução: Marclei Guimarães. Financiado
por EED. Edição para versão eletrônica, 2005.
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Série E
Citomegalovírus (CMV)
O que é Citomegalovírus?
O citomegalovírus (CMV) é uma
infecção oportunista. Aproximadamente 85% da população dos
Estados Unidos, ao atingir a faixa dos
40 anos de idade tem anticorpo IgG
positivo para o CMV. Em geral, um
sistema imune sadio pode manter a
infecção sob controle (latente). Mas
quando surge um comprometimento
do sistema imune, como a infecção
pelo HIV, o CMV pode causar doença
em alguns órgãos, como a retinite,
a esofagite, entre outras.
A retinite é a doença mais freqüente
causada pelo CMV, que destrói todas
as camadas da retina (parte
posterior do olho). Se não for
tratada a tempo, pode causar
cegueira. O CMV pode se disseminar
e atingir outros órgãos. O risco de
doença por CMV aumenta quando a
contagem de células T CD4 for menor
que 50 células/mm3.
Os primeiros sinais de retinite
relacionada com o CMV são
aparições de problemas na visão,
como por exemplo, pontos escuros
que se movimentam. Estes são
chamados “manchas flutuantes” e
indicam que há inflamação na retina.
Alguns médicos recomendam exame
oftalmológico para determinar se
existe retinite. Se você tem algum
problema de visão consulte seu
médico imediatamente ou um
oftalmologista .
Como se administra o
tratamento Anti-CMV?
Os primeiros tratamentos contra o
CMV eram realizados através de
infusões intravenosas diárias.
Utilizava-se ganciclovir ou foscarnet.
Esses
medicamentos
podem
controlar o CMV, mas não curam a
infecção. As pessoas HIV positivas
com citomegalovirose só podem
suspender os medicamentos contra
o CMV sob certas condições que
devem ser verificadas pelo médico:
contagem de células T CD4 maior que
100 ou 150 células/mm3 por pelo
menos 6 meses e ausência de
doença ativa. Porém vale ressaltar
que existem relatos de retinite por
CMV mesmo em pessoas em uso de
terapia anti-retroviral potente e
contagem de células T CD4 maior do
que 200 células/mm3.
O tratamento contra o CMV tem
melhorado muito nos últimos anos.
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1995:
aprovou-se
o
ganciclovir em pílulas para
prevenir a doença por CMV.
1995: os médicos usavam
injeções de ganciclovir e
foscarnet, aplicadas diretamente no olho, para
controlar a retinite.
1996: desenvolveu-se um
implante de ganciclovir que
libera o medicamento diretamente no olho.
1996: aprovou-se o cidofovir
para ser usado de forma
intravenosa.
1998: aprovou-se o Fomivirsen, injetável no olho.
2001: aprovou-se o valganciclovir que é uma fórmula
mais potente e administrada em doses menores
que o ganciclovir.
Importante
Os medicamentos antiretrovirais podem melhorar a saúde do sistema imune. Os pacientes que apresentam
contagem de células T
CD4 em aumento progressivo atingindo a
contagem de 100 ou 150
células/mm3, sendo esse
nível mantido por mais
de 6 meses, podem
deixar de usar medicamentos anti-CMV.
É possível prevenir a
doença causada pelo CMV?
O Ganciclovir via oral foi aprovado
para a profilaxia da doença pelo
CMV. Porém, a recomendação dessa
profilaxia não é realizada de rotina.
Algumas explicações para tal
situação: alto custo, o inconveniente de usar 12 cápsulas por dia,
efeitos tóxicos como anemia e
neutropenia e risco de resistência
ao medicamento. Também não está
muito claro o benefício que este
tipo de medicamento proporciona
como profilaxia, visto que existem
dois estudos com conclusões
diferentes e contraditórias.
Finalmente, os medicamentos antiretrovirais potentes conseguem
manter a contagem de células T CD4
suficientemente alto, de maneira
que uma doença por CMV não se
desenvolva.
Como escolher um
tratamento para o CMV?
Vários aspectos devem ser considerados antes da escolha de um
tratamento para a doença ativa
causada pelo CMV:
A efetividade: o ganciclovir intravenoso parece ser o tratamento
anti-CMV mais efetivo. Os implantes
intra-oculares controlam a retinite,
mas somente no olho tratado.
Forma de administração: a tomada
de pílulas é o método mais fácil. A
injeção intravenosa requer agulhas
ou um cateter, o que pode
provocar infecções. A injeção
ocular implica inserir uma agulha
diretamente no olho (implante
intra-ocular). O procedimento para
a colocação dos implantes, que
duram entre seis e oito meses,
consome cerca de uma hora.
O tratamento é local ou sistêmico?
o tratamento local beneficia
somente os olhos. A retinite
causada pelo CMV pode levar à
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cegueira rapidamente, por isso deve
ser tratada de forma agressiva. Nas
novas formas injetáveis ou através de
implantes, o medicamento é
aplicado diretamente no olho, logo,
representam a melhor forma de
tratamento para a retinite.
O CMV também pode atingir outros
órgãos. Para controlá-lo, nesse caso,
é necessário utilizar um tratamento
sistêmico administrado através de
medicamento intravenoso ou pílulas
de valganciclovir.
Quais são os efeitos colaterais? os
medicamentos anti-CMV intravenosos e o valganciclovir podem
danificar a medula óssea e os rins.
Isso pode provocar a necessidade
de se utilizar medicamentos
adicionais. O ganciclovir e o
foscarnet são administrados como
infusões diárias. Para o Foscarnet as
infusões são demoradas. As infusões
de cidofovir são administradas
somente uma vez a cada duas
semanas (após serem aplicadas
semanalmente durante certo tempo,
no início do tratamento). Isso
significa que não é necessária a
introdução de um cateter para a
aplicação do medicamento. Porém,
o cidofovir pode causar efeitos
colaterais sérios.
Resumindo
A melhor maneira de prevenir a doença causada pelo CMV é utilizar
medicamentos anti-retrovirais potentes. Se a sua contagem de células
T CD4 for menor que 50 células/mm3, consulte seu médico sobre o
risco de desenvolver doença por CMV e faça exames de visão com
freqüência. Se você tem QUALQUER problema com a visão, consulte
seu médico imediatamente.
O tratamento aplicado diretamente no olho (implante intra-ocular) é
capaz de controlar a retinite causada pelo CMV.
A maioria das pessoas que tomam medicamentos anti-retrovirais e
possuem contagem de células T CD4 acima de 100 ou 150 células/mm3,
sendo esse nível mantido por mais de 6 meses, pode deixar de usar
medicamentos anti-CMV.
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Série E
Demência e outros problemas do
sistema nervoso central
Quais são os problemas
do Sistema Nervoso?
O sistema nervoso é formado por
duas partes: central e periférico.
O cérebro e a medula espinhal
constituem o sistema nervoso
central (SNC). Os nervos constituem o sistema nervoso
periférico.
As pessoas HIV positivas podem
sofrer vários problemas no sistema
nervoso. Entre os mais comuns
podemos citar a neuropatia
periférica que causa dor muscular e
nos nervos (particularmente nos pés,
pernas e mãos), formigamento e
queimação. Para mais informações,
leia a folha informativa D7. Os
problemas do SNC incluem
depressão, dificuldade para dormir
e manter o equilíbrio, caminhar,
pensar, além de distúrbios de
memória.
Inicialmente, todos esses problemas
eram denominados “complexo de
demência relacionado à aids”. No
entanto, existe uma grande
variedade de problemas do sistema
nervoso relacionados à aids. A
demência relacionada à aids
significa a existência de sérios
problemas crônicos que dificultam
o controle motor das pernas e
braços, entorpecem o pensamento,
além de causar distúrbios de
memória.
Antes da terapia anti-retroviral estar
disponível, aproximadamente 20% das
pessoas com aids desenvolviam
demência. Os medicamentos antiretrovirais potentes têm reduzido em
quase dois terços o índice do
desenvolvimento de demência
associada ao HIV. No entanto, agora
que as pessoas HIV positivas vivem
mais tempo, os casos de demência
leve estão aumentando.
Como os problemas neurológicos são diagnosticados?
Não é fácil saber qual é a causa dos
problemas neurológicos. Podem
estar relacionados à deficiência de
vitaminas, infecções oportunistas ou
ao uso de medicamentos antiretrovirais. Outros sintomas podem
surgir quando o próprio HIV infecta
o cérebro ou a medula espinhal.
A maioria dos problemas mentais não
aparece até que a doença pelo HIV
alcance estágios avançados. Se uma
pessoa apresenta contagem de
células T CD4 elevada e desenvolve
problemas neurológicos, seu médico
pode suspeitar que a causa está
relacionada a outros fatores. Esses
problemas incluem depressão ou
envelhecimento. Um estudo
recente, no entanto, demonstrou
que a infecção pelo HIV pode afetar
a memória verbal ainda em pacientes
que não possuam nenhum outro
sintoma de doença causada pelo HIV.
Assegure-se de informar a seu
médico se você apresenta algum
sintoma relacionado a problemas
neurológicos. Esses incluem:
Importante
• Problemas de equilíbrio
• Problemas de visão
• Dificuldade para recordar
palavras
• Dificuldade para se concentrar ou completar tarefas
• Perder-se em lugares conhecidos
• Esquecer números de telefones que são utilizados
com freqüência
• Dificuldade para efetuar operações numéricas simples,
como por exemplo, confundir-se na hora de dar o
troco
• Dificuldades de leitura
É possível que seu médico lhe peça
um exame em forma de uma prova
escrita para averiguar o que poderia
estar causando esse tipo de
problema.
Alguns problemas neurológicos
precisam de atenção médica urgente. Se você tem dores de cabeça
intensas (cefaléia), especialmente se
estas são acompanhadas de febre,
rigidez da nuca, vômitos ou
problemas de visão, consulte seu
médico imediatamente.
Como se tratam os
problemas neurológicos?
Os problemas do SNC podem ser
causados por medicamentos,
infecções oportunistas ou pelo próprio HIV atingindo o cérebro ou a
medula espinhal.
Se os problemas são causados por
medicamentos, eles geralmente
desaparecem quando o uso é
suspenso.
Os problemas causados por
infecções oportunistas, incluindo a
toxoplasmose (veja a folha
informativa E 15) podem ser tratados
com medicamentos específicos,
geralmente os antibióticos.
A infecção do SNC pelo próprio HIV
deve ser tratada com os antiretrovirais. Lamentavelmente, a
barreira “sangue-cérebro” (hematoencefálica) não permite a
passagem de muitos medicamentos
para o sistema nervoso central. Essa
barreira é uma rede de vasos
sangüíneos que protege o cérebro
e a medula contra a ação de
gérmens e de substâncias nocivas
que podem existir no sangue.
Os seguintes medicamentos antiretrovirais apresentam a melhor
penetração no SNC:
Folhas Informativas
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4
Série E
Zidovudina - AZT (folha C12)
Estavudina - d4T (folha C15)
Abacavir - ABC (folha C17)
Nevirapina - NVP (folha C22)
Indinavir - IDV (folha C 24)
É importante realçar que as pessoas
que apresentam problemas no SNC
podem necessitar de ajuda para
recordar quando e como devem
tomar seus medicamentos.
Proporcionar assistência a pessoas
com demência é tarefa difícil.
Aqueles que oferecem esse tipo de
serviço devem estar preparados no
intuito de evitar danos a si próprios,
como depressão ou desgaste físico
e mental, excessivos.
Atualmente novos medicamentos
estão sendo estudados para os
problemas mentais. Os melhores
resultados, até o momento,
observam-se com o medicamento
selegilina (Jumexil, Elepril).
Alguns cientistas acreditam que os
problemas neurológicos podem ser
revertidos se tratados durante as
primeiras etapas da doença. As
pesquisas sobre esse tema
continuam sendo realizadas.
Resumindo
A doença produzida pelo HIV pode causar uma série de problemas
no sistema nervoso, desde simples esquecimentos, passando por
dificuldade para manter o equilíbrio, até a ocorrência de demência
severa. No entanto, os problemas de memória verbal podem
aparecer mesmo em pessoas que não apresentem sintomas.
As novas combinações de medicamentos contra o HIV podem
proteger o sistema nervoso central do dano que o vírus causa. A
terapia anti-retroviral potente reduziu a freqüência de demência
associada ao HIV.
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Série E
Hepatite
O que é Hepatite?
Hepatite significa inflamação do
fígado. A hepatite pode ser causada
por vírus (vírus hepatotrópicos). O
álcool, as drogas (incluindo os
medicamentos) ou substâncias
venenosas também podem causar
hepatite. As infecções oportunistas
como o Complexo de Mycobacterium Avium (MAC, veja a folha
informativa E 12), o Citomegalovírus
(CMV, veja folha informativa E 3),
também podem causar hepatite.
A hepatite é uma doença muito
comum. Pode afetar até mesmo
pessoas com um sistema imune
sadio. A hepatite pode ser fulminante e levar ao óbito.
Muitos casos de hepatite não são
tratados adequadamente porque as
pessoas que sofrem deste tipo de
doença acreditam que se trata
somente de uma gripe. Os sintomas
mais comuns da hepatite são: perda
do apetite, fadiga, febre, dores no
corpo, náuseas, vômitos e dor no
estômago. Pode-se ainda verificar
coloração escura da urina (colúria),
coloração clara das fezes (hipocolia
fecal), e cor amarela da pele e/ou
dos olhos (icterícia).
O médico deve solicitar exames de
sangue para averiguar se seu fígado
está funcionando normalmente.
Esses exames de “função hepática”
(hepatograma) medem a quantidade
de certas substâncias químicas,
entre outras: bilirrubina, AST e ALT
(ditas transaminases). Para mais
informações sobre os exames de
função hepática, leia a folha informativa A5.
Existem exames de sangue
específicos que identificam o tipo
de vírus causador da hepatite (marcadores virais da hepatite).
Em determinadas ocasiões, uma
amostra do tecido hepático
(biópsia hepática) é retirada e
pesquisada no intuito de verificar o
estágio da lesão hepática.
Hepatite Viral
Os cientistas reconhecem sete tipos
de vírus que podem causar hepatite.
Eles são chamados vírus da hepatite
A, B, C, D, E, F e G. Aproximadamente
90% dos casos de hepatite são causados pelos vírus do tipo A, B ou C.
A OMS estima que exista cerca de
320 milhões de portadores crônicos
da hepatite B e 170 milhões da
hepatite C no mundo. No Brasil
estima-se que exista cerca de dois
milhões de casos de portadores
crônicos da hepatite B e três
milhões da hepatite C.
A hepatite viral pode ser aguda ou
crônica. Quando a lesão inflamatória
do fígado persiste por mais de 6
meses, considera-se que a infecção
está evoluindo para a forma crônica.
Não existem casos de hepatite
crônica pelo vírus A e E. Esses vírus
são disseminados através do contato
com as fezes, seja diretamente ou
através de alimentos contaminados
(transmissão fecal-oral).
A prevenção da hepatite A pode ser
realizada pelo uso da vacina
específica contra o vírus A. A melhor
estratégia de prevenção para a
hepatite A e E é a melhoria das condições de vida com saneamento
básico e orientações educacionais
sobre higiene.
A hepatite B é a mais comum de
todas as hepatites virais. Pode ser
transmitida por contato domiciliar
(uso de utensílios domésticos),
contato sexual, ou através de sangue
infectado. De 5 a 10% das pessoas
que adquirem o vírus da hepatite B
desenvolvem doença crônica. A
hepatite B pode causar mortes em
pessoas HIV positivas – co-infecção
HIV/HBV.
A prevenção da hepatite B acontece
com o controle de bancos de sangue,
uso de preservativos, não compartilhamento de alicates de unha, lâminas de
barbear, agulhas e seringas e a
vacinação contra hepatite B.
A hepatite C geralmente é disseminada através do contato com
sangue ou agulhas contaminadas. A
transmissão sexual é menos
freqüente. A hepatite C pode
raramente apresentar sintomas na
fase aguda. A evolução para a forma
crônica (portadores do vírus C)
acontece em 80 a 85% dos casos.
A hepatite D é causada pelo vírus
delta e somente se manifesta em
pessoas portadoras do vírus B. As
pessoas que também adquirem o
vírus D desenvolvem cirrose
hepática mais freqüentemente do
que aquelas portadoras apenas do
vírus B. É endêmica na região
amazônica. Para prevenir a infecção
pelo vírus D a melhor maneira é
garantir a prevenção contra a
hepatite B.
A hepatite F é extremamente rara
e não se sabe muito sobre ela.
O vírus da hepatite G se chama vírus
GBV-C. Não causa nenhum tipo de
doença conhecida até o presente
momento.
Importante
Não existem tratamentos
específicos para as hepatites A
e E. O repouso é a medida mais
adequada. A única restrição é
a ingestão de álcool, que deve
ser evitada por pelo menos 6
meses, preferencialmente por
um ano.
O alfa-interferon e o medicamento anti-retroviral lamivudina (3TC) são úteis contra as
hepatites B e D. Em setembro
de 2002 foi aprovado nos
Estados Unidos, o medicamento
Adefovir dipivoxil (Hepsera)
contra a hepatite B. Veja a folha
informativa E 6 que fala sobre
HIV e hepatite C. Alguns medicamentos novos que são utilizados para tratamento da aids
talvez possam auxiliar no combate das hepatites B, C e D.
Folhas Informativas
Outros tipos de hepatite
A hepatite causada pelo uso de
álcool, drogas ou substâncias
venenosas pode provocar os mesmos
sintomas das hepatites causadas por
vírus. Nesses casos, a lesão hepática
não acontece por uma infecção viral.
O fígado tem a função de processar
substâncias provenientes da corrente sangüínea, logo, o excesso
destas pode provocar uma sobrecarga no funcionamento deste órgão.
Alguns medicamentos que são
utilizados para o tratamento da aids
e de outras doenças relacionadas
podem causar hepatite. O analgésico
paracetamol (Tylenol®, Dôrico)
também pode causar hepatite.
5
Série E
O melhor tratamento para esses
tipos de hepatite é interromper o
uso de bebidas alcoólicas ou de
drogas que causem danos ao fígado.
Se a hepatite é causada por uma
infecção oportunista (IO) relacionada a aids, deve-se controlar a IO
para que o fígado se recupere.
Problemas relacionados
aos medicamentos
O fígado deve funcionar adequadamente para que a maioria dos
medicamentos seja devidamente
processado. Os medicamentos que
não causavam nenhum problema
quando seu fígado estava sadio,
podem causar diversos danos se
você possui hepatite. Isso também
ocorre nos casos de hepatite por
álcool, aspirina, ervas ou drogas.
Assegure-se de que seu médico
esteja ciente dos medicamentos e/
ou suplementos que você esteja
tomando para que haja vigilância
sobre possíveis danos ao fígado.
Alguns medicamentos utilizados no
tratamento da hepatite interagem
com os anti-retrovirais. Seu médico
deve estar bastante atento para lhe
receitar medicamentos que possam
ser usados simultaneamente com os
anti-retrovirais.
Projeto original: InfoRed SIDA Nuevo México (www.aidsinfonet.org/infored.html). Adaptação: Associação Brasileira
Interdisciplinar de AIDS (www.abiaids.org.br) . ABIA – Coordenação-Geral: Maria Cristina Pimenta Coordenação das
Folhas Informativas: Juan Carlos Raxach Assessoria Técnica: Débora Fontenelle Tradução: Marclei Guimarães. Financiado
por EED. Edição para versão eletrônica, 2005.
Folhas Informativas
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InfoRed
SIDA Nuevo México
6
Série E
Hepatite C e HIV
O que é Hepatite C?
O HCV (vírus da hepatite C) é
transmitido através de sangue
infectado. Compartilhar instrumentos como agulhas ou seringas
também representa um grave risco
de transmissão da Hepatite C. A
relação sexual não é um mecanismo
muito freqüente de transmissão do
vírus C, a não ser em condições
especiais.
A hepatite se dissemina mais
facilmente que o HIV. Nos Estados
Unidos, a quantidade de pessoas
com hepatite C é quatro vezes maior
que o número de pessoas portadoras do HIV. Você pode estar
infectado com o HCV e não ter
consciência disso. Aproximadamente 15% das pessoas eliminam
o vírus sem tratamento, acontecendo a cura espontânea da
infecção. Os outros 85% desenvolvem a forma crônica com a infecção
persistente. A hepatite C crônica
geralmente apresenta poucos ou
nenhum sintomas. As manifestações
clínicas costumam aparecer em
fases adiantadas da lesão hepática.
Como se diagnostica?
Quando o vírus C acomete o fígado,
os exames de função hepática
apresentam valores anormais. Veja
a folha A5 para maiores informações.
A elevação das enzimas hepáticas
significam lesão no tecido hepático.
Ainda que seus exames da função
hepática sejam normais, o vírus C
pode ter começado a lesionar seu
fígado. Se você é HIV positivo, é
importante fazer o exame para
hepatite C (anti-HCV), especialmente se você tiver compartilhado
instrumentos para uso de drogas.
Os exames de sangue, tanto para a
hepatite C quanto para o HIV, são
similares. Os dois buscam sinais de
que seu sistema imunológico esteja
atacando o vírus (produção de
anticorpos) ou determinam a
presença do vírus (PCR qualitativo
do HCV). A folha C6 oferece mais
informações sobre o exame da carga
viral do HIV.
Alguns médicos indicam a realização
da biópsia hepática. O médico retira
uma amostra das células do fígado,
utilizando uma agulha fina e estas são
observadas ao microscópio. A biópsia
evidencia o grau de dano hepático
causado pelo HCV.
Como se administra o
tratamento para a
Hepatite C?
A maioria dos casos de hepatite C
tratados com interferon, imediatamente após a infecção, evoluim
para a cura. Lamentavelmente, os
sinais da hepatite C são semelhantes
aos da gripe e, na maioria dos casos,
o diagnóstico da hepatite C ocorre
somente anos após a infecção
inicial, já como portador crônico.
O primeiro passo no tratamento da
hepatite C é identificar a cepa com
a qual se está infectado. Existem seis
variedades conhecidas de HCV,
chamadas genótipos. A maioria das
pessoas tem o genótipo 1. O
genótipo 1 é mais difícil de tratar
que o genótipo 2 ou 3.
O tratamento que tem sido utilizado
normalmente no combate da
hepatite C inclui uma combinação
de interferon e ribavirina. O
interferon deve ser injetado abaixo
da pele (subcutâneo) três vezes por
semana; e a ribavirina, disponível em
comprimidos, deve ser tomada duas
vezes por dia. Esses medicamentos
possuem efeitos colaterais sérios,
incluindo sintomas de gripe, irritabilidade, depressão, contagem baixa
de glóbulos vermelhos (anemia) ou
de glóbulos brancos (leucopenia).
A Ribavirina pode causar sérios
defeitos de malformação. As
mulheres não devem usar ribavirina
nos 6 meses anteriores ao início de
uma gestação, nem durante a
gravidez. Os homens não devem usar
ribavirina, pelo menos durante os
seis meses anteriores de suas esposas
ficarem grávidas.
Uma nova forma de interferon
chamada “interferon peguilado” foi
autorizada para o tratamento da
hepatite C no ano de 2001. O
interferon peguilado permanece no
sangue por mais tempo e só exige a
aplicação de uma injeção por
semana. O interferon peguilado
aparenta ser mais potente que sua
fórmula original. Também pode ser
combinado com a ribavirina.
O tratamento da hepatite C
geralmente tem duração de 6 a 12
meses, dependendo do genótipo.
Depois do tratamento, aproximadamente 40% dos pacientes
apresentam uma carga viral
indetectável para o HCV. Isso
significa que a quantidade de HCV
no sangue é demasiadamente baixa
para que o exame possa detectálo.
As pessoas que ainda apresentam
níveis detectáveis de HCV, mesmo
após o tratamento, devem continuar
com doses de interferon mais baixas.
Isso é chamado de “terapia de
manutenção”.
Vários fatores contribuem para o
êxito do tratamento da hepatite C:
ter hepatite C dos tipos 2 ou 3,
apresentar uma carga viral baixa
para o HCV, iniciar o tratamento
antes que ocorra dano hepático,
ser mulher, ter menos de 40 anos
de idade, e não consumir álcool.
É possível prevenir a
Hepatite C?
Apesar da existência de vacinas
contra as hepatites A e B, não existe
uma vacina para a hepatite C. A
melhor maneira de prevenir a
infecção pelo HCV é evitar a
exposição a sangue infectado. Se
você não compartilha instrumentos
para uso de drogas e evita o contato
com sangue de pessoas infectadas
com hepatite C, seu risco de se
contaminar é menor.
Folhas Informativas
6
Série E
Hepatite C e HIV
O fato do HIV e do HCV se transmitirem através do sangue infectado
faz com que muitas pessoas se
infectem com ambos os vírus. Isso é
chamado de co-infecção. O vírus C
não agrava a doença causada pelo
HIV e não interfere na ação dos
medicamentos anti-retrovirais.
• Em pessoas com HIV, a hepatite
C pode ser mais séria e
causar dano hepático mais
rápido.
• As pessoas HIV positivas têm
mais possibilidades de transmitir o vírus da hepatite C a
outros, pois apresentam a
carga viral de HCV mais alta.
• Os medicamentos utilizados no
tratamento do HIV podem
causar dano ao fígado. No
entanto, não sabemos se
estes agravam a hepatite C.
• A Ribavirina aumenta os níveis
de ddI no sangue. Se você
toma ambos os medicamentos, deve prestar
atenção ao surgimento de
qualquer sintoma de efeitos
colaterais por ddl.
• Se alguém cumpre com os
requisitos do tratamento
para o HIV de acordo com
os guias de tratamento e
tem um caso leve de
hepatite C, deve ser
priorizado o tratamento da
infecção pelo HIV.
• No entanto, se o HIV não
requerer tratamento imediato (porque a contagem
de células T CD4 está alta
e a carga viral é baixa),
então é melhor tratar
primeiro a hepatite C.
Dessa forma, o fígado
estará em melhores
condições para tolerar os
medicamentos anti-retrovirais.
O tratamento simultâneo da
infecção pelo HIV e HCV é complexo.
Assegure-se de que seu médico
tenha experiência com as duas
doenças.
Resumindo
O número de pessoas que apresenta hepatite C, mas desconhece sua
existência, supera o de portadores do HIV. A hepatite C pode estar
presente por anos e prejudicar o fígado, antes de causar problemas
aparentes.
Estima-se que até 40% dos pacientes infectados pelo HIV apresentem
também infecção pelo vírus B e/ou C.
A infecção pelo HIV pode agravar a hepatite C. A hepatite C prejudica
o fígado, o que pode dificultar o metabolismo dos medicamentos antiretrovirais. As pessoas HIV positivas devem fazer exame para detectar
a hepatite C, já que o tratamento precoce é mais efetivo.
O tratamento em pessoas portadoras da Hepatite C e HIV é complexo.
Essas pessoas devem consultar um médico que possua conhecimento
sobre ambas as doenças.
Projeto original: InfoRed SIDA Nuevo México (www.aidsinfonet.org/infored.html). Adaptação: Associação Brasileira
Interdisciplinar de AIDS (www.abiaids.org.br) . ABIA – Coordenação-Geral: Maria Cristina Pimenta Coordenação das
Folhas Informativas: Juan Carlos Raxach Assessoria Técnica: Débora Fontenelle Tradução: Marclei Guimarães. Financiado
por EED. Edição para versão eletrônica, 2005.
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7
Série E
Herpes Zoster
O que é Herpes Zoster?
É uma doença causada por um vírus.
Apresenta dois quadros clínicos
distintos: varicela e herpes zoster.
A varicela acontece na infecção
primária com o aparecimento de
vesículas, bolhas e crostas. Seguese uma fase adormecida (latência)
do vírus e que às vezes, sem prévio
aviso, se ativa novamente. Essa
reativação é mais comum naqueles
que apresentam um sistema imune
debilitado, ou seja, pessoas HIV
positivas, com câncer e/ou com
idade acima de 50 anos.
A infecção recorrente aparece
através do quadro de herpes zoster,
que atinge diferentes dermátonos,
principalmente os torácicos e
lombares. Os primeiros sintomas
são: adormecimento, sensação de
formigamento ou dor severa no
peito, nas costas, ao redor do nariz
e dos olhos. Em raros casos, o
herpes pode infectar os nervos da
face ou dos olhos. Caso isso ocorra,
erupções podem surgir ao redor da
boca, na face, no pescoço, couro
cabeludo, dentro ou ao redor das
orelhas ou, ainda, na ponta do
nariz.
Os episódios de herpes zoster, em
geral, ocorrem somente de um lado
do corpo. Em poucos dias, uma
erupção aparece na pele, na área
relacionada ao nervo inflamado.
Formam-se pequenas bolhas cheias
de líquido. Posteriormente, estas se
abrem e se formam crostas. Se você
coçar, as bolhas podem se
infeccionar e talvez seja necessário
tratamento com antibióticos.
Na maioria dos casos a erupção da
pele desaparece em poucas
semanas, mas, às vezes, a dor severa
pode durar meses ou anos. Essa
condição é chamada de “nevralgia
pós-herpética”.
Herpes Zoster e HIV
O herpes zoster não é uma das
infecções que determina o diagnóstico
de aids pelo critério CDC. Já pelo
critério OPAS/Caracas é uma das
manifestações que definem caso de
AIDS (somatório total de 10 pontos).
O herpes zoster pode ocorrer em
pessoas HIV positivas pouco tempo
após estas iniciarem o tratamento
anti-retroviral. Acredita-se que
esses casos se devem à recuperação
do sistema imune.
Como se transmite o
Herpes Zoster?
O herpes zoster pode ocorrer
somente em pessoas que tiveram
varicela. Se alguém que já teve varicela
entra em contato com uma pessoa
com herpes zoster, não haverá
contágio. Por outro lado, as pessoas
que não tiveram varicela podem se
infectar com o herpes zoster e
desenvolver varicela. Deve-se evitar o
contato com a erupção do herpes
zoster ou com qualquer material que
esteja em contato com essas lesões.
Como se trata o
Herpes Zoster?
O tratamento padrão é o medicamento aciclovir, que pode ser
administrado de forma oral (em
comprimidos) ou por via intravenosa
em casos graves.
Recentemente foram aprovados dois
novos medicamentos para o
tratamento do herpes zoster: o
famciclovir e o valaciclovir. Ambos
devem ser tomados três vezes ao dia,
ao invés de cinco vezes ao dia, como
no caso do aciclovir. Todos esses
medicamentos apresentam melhor
ação se o tratamento tem início
dentro dos três primeiros dias após
o primeiro sintoma de dor causado
pelo herpes zoster.
Os médicos geralmente receitam
medicamentos analgésicos, pois a
dor causada pelo herpes zoster pode
ser muito intensa.
É possível prevenir o
Herpes Zoster?
Atualmente não existe maneira de prever
um episódio de herpes zoster, além de
não existir nenhum medicamento
autorizado para preveni-lo.
No entanto, alguns cientistas
demonstraram que uma forma mais
potente da vacina contra a varicela
que se usa em crianças, pode estimular
o tipo de resposta imune necessária
para manter o vírus sob controle.
Espera-se demonstrar que esse
aumento na imunidade possa resultar
num risco menor de se desenvolver
herpes zoster posteriormente.
Resumindo
É causada pela reativação do
vírus que provoca a varicela.
Apesar de não estar relacionado
com o HIV, parece que o herpes
zoster ocorre com mais freqüência em pessoas com aids.
O herpes zoster pode desaparecer em duas semanas,
contudo, a dor severa pode se
estender por vários meses.
Não se conhece nenhum mecanismo para prevenir os episódios
de herpes zoster.
A doença é tratada com aciclovir
oral cinco vezes ao dia ou, em
casos severos, de forma intravenosa. Dois medicamentos
novos, o famciclovir e o
valaciclovir, parecem ser mais
efetivos no combate a dor
causada pelo herpes zoster e
devem ser tomados somente
três vezes ao dia.
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8
Série E
Vírus Papiloma Humano (HPV)
O QUE É HPV?
Existem mais de 80 tipos de HPV vírus do papiloma humano. Um
estudo encontrou HPV em 77% das
mulheres HIV positivas. O HPV se
transmite facilmente durante as
atividades sexuais. Os preservativos
não previnem a sua transmissão
completamente. Podem ser transmitidos de pessoa a pessoa através
do contato com zonas infectadas.
Alguns tipos de HPV causam as
verrugas comuns nas mãos e pés.
As infecções das mãos e dos pés
geralmente não se transmitem
através das práticas sexuais.
Não existe nenhuma forma fácil de
saber se alguém está infectado com
HPV. As pessoas que não apresentam
sinais nem sintomas da infecção
pelo HPV podem transmiti-lo.
Vários tipos de HPV causam verrugas
nas genitálias (pênis, vagina e reto).
O HPV também pode causar problemas na boca, língua e lábios.
Outros tipos de HPV podem causar
um crescimento anormal de células
conhecido como displasia. A
displasia pode evoluir provocando
câncer no pênis e no ânus, além
de câncer cervical nas mulheres.
Como se detecta o HPV?
Para detectá-lo, os médicos buscam
a presença de displasia ou de
verrugas genitais.
A displasia pode ser detectada com
o papanicolau. Esse exame é utilizado
para a análise do colo uterino nas
mulheres e do ânus (tanto em homens
quanto em mulheres). Raspam-se
estas zonas no intuito de recolher
células. Estas são dispostas sobre uma
lâmina de vidro e examinadas através
de um microscópio.
Um novo exame de sangue para o
HPV começou a ser utilizado para
fazer um acompanhamento em casos
de resultados de papanicolau
duvidosos. Esses exames podem
indicar quem necessita de um exame
mais detalhado ou tratamento.
Alguns pesquisadores acreditam que
se deve realizar exame papanicolau
de ânus e de colo uterino, uma vez
por ano, em pessoas com risco
elevado, a saber:
• Pessoas que praticam penetração anal receptiva;
• Mulheres que tiveram neoplasia intraepitelial cervical
(NIC);
• Qualquer pessoa que apresente contagem de células T
CD4 inferior a 500 células/
mm3.
A displasia na zona do ânus chamase neoplasia intraepitelial anal
(NIA). O epitélio é a capa de células
que cobre os órgãos e orifícios do
corpo. Neoplasia significa desenvolvimento de células anormais. A
neoplasia intraepitelial anal, então,
significa o desenvolvimento de
células anormais nas paredes
internas do ânus.
As verrugas genitais podem aparecer
no prazo de duas semanas a alguns
meses após a exposição ao HPV. As
verrugas podem ter o aspecto de
pequenas protuberâncias. Em algumas
ocasiões são carnudas e se assemelham a uma couve-flor pequena. Com
o passar do tempo podem crescer.
A displasia na zona cervical é
chamada neoplasia intraepitelial
cervical (NIC). Um estudo encontrou
NIA ou NIC em mais de 10% de homens
e mulheres HIV positivos. Outro
estudo demonstrou que as
mulheres HIV positivas apresentam
NIC em maior grau que as mulheres
HIV negativas.
Seu médico, geralmente, sabe se você
tem verrugas genitais somente
através de uma inspeção a olho nu.
Em certas ocasiões, um instrumento
chamado anoscópio é utilizado para
examinar a região anal. Se for
necessário, uma amostra da verruga
suspeita é retirada e analisada com
o auxílio de um microscópio - biópsia.
As verrugas genitais não são causadas
pelo mesmo HPV que provoca o
câncer. No entanto, se você
apresenta verrugas, talvez também
tenha ficado exposto aos tipos de
HPV oncogênicos.
Como se tratam as
infecções com HPV?
Não existe um tratamento que
elimine o HPV. No entanto, as
displasias e verrugas podem ser
eliminadas. Existem várias maneiras
de fazê-lo:
• Queimá-las com uma agulha
elétrica (eletrocauterização) ou com raios laser;
• Congelá-las com nitrogênio
líquido;
• Extirpá-las;
• Tratá-las com substâncias químicas como o ácido tricloroacético, podofilina ou
podofilox. NOTA: podofilina
e podofilox não devem ser
utilizados em mulheres
grávidas.
Outros tratamentos menos comuns
para as verrugas incluem os
medicamentos 5-FU (5-fluorouracil)
e interferon alfa-2b. O 5-FU está
disponível sob a forma de creme.
O Interferon alfa 2b deve ser
injetado diretamente nas verrugas.
Um medicamento novo desenvolvido para as verrugas genitais,
imiquimod (Aldara®), foi aprovado
para a venda comercial. O Cidofovir
(Vistide®), originalmente desenvolvido
para
combater
o
citomegalovírus (CMV), talvez seja
útil para tratar o HPV. Um novo
medicamento chamado HspE7 tem
apresentado benefícios em estudos
preliminares.
A infecção pelo HPV pode durar
muito tempo, especialmente em
pessoas HIV positivas. A displasia e
as verrugas podem tornar a
aparecer, logo, devem ser tratadas
rapidamente para diminuir as
possibilidades de que se disseminem
ou retornem.
8
Folhas Informativas
Série E
Importante
Os vírus papiloma humano (HPV) são bastante comuns. As verrugas e
o crescimento anormal de células (displasia) ao redor do ânus ou do
colo uterino são causados por diferentes tipos de HPV. O crescimento
anormal de células pode resultar em câncer anal ou cervical. As
infecções genitais com HPV são transmitidas através das práticas
sexuais.
As infecções por HPV podem durar muito tempo, especialmente em
pessoas HIV positivas.
O exame papanicolau pode detectar o crescimento anormal de
células, tanto no colo uterino (em mulheres) quanto no ânus (em
homens e mulheres). O exame papanicolau pode ser uma maneira
adequada de detectar o câncer cervical precocemente, contudo,
um exame físico detalhado feito pelo médico talvez seja a melhor
forma de detectar o câncer anal.
Os sinais de infecção pelo HPV (verrugas e displasia) devem ser
tratados rapidamente. Caso contrário, a infecção pode se disseminar,
aumentando as possibilidades de que ela reapareça após o tratamento.
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SIDA Nuevo México
9
Série E
Sarcoma de Kaposi
O que é Sarcoma de
Kaposi?
O sarcoma de Kaposi (KS, sigla em
Inglês) é uma doença similar ao
câncer. Geralmente aparece na
pele, no interior da boca, nos olhos
ou no nariz. Também pode atingir os
pulmões, fígado, estômago, intestinos e os gânglios linfáticos.
Junto com o sarcoma de Kaposi se
desenvolvem muitos vasos sangüíneos
pequenos e novos. Esse processo se
chama angiogênesis. O sarcoma de
Kaposi é causado parcialmente pelo
vírus herpes humano tipo 8 (HHV- 8).
O sarcoma de Kaposi afeta 20% das
pessoas HIV positivas que não tomam
anti-retrovirais. Nos Estados Unidos,
o percentual de sarcoma de Kaposi
tem diminuído mais de 70%, após a
introdução de anti-retrovirais
potentes.
O sarcoma de Kaposi é primordialmente uma doença masculina.
Existem pelo menos 8 homens com
sarcoma de Kaposi para cada
mulher. É um dos sinais mais visíveis
de aids, visto que se apresenta como
manchas (lesões) de cor vermelha ou
púrpura sobre a pele branca; e
manchas azuladas, café ou negras
sobre a pele escura. As lesões
aparecem geralmente no rosto, nos
braços e pernas.
O sarcoma de Kaposi na pele não é
fatal. As lesões nos pés e pernas
podem dificultar o caminhar. Se o
sarcoma atinge outras partes do
corpo, pode ocasionar problemas
sérios. Na boca, pode causar dificuldade para comer e engolir. No
estômago ou intestinos, pode causar
obstruções e hemorragias. Se o sarcoma bloquear gânglios linfáticos
pode produzir inchaço dos braços,
pernas, rosto ou escroto.
A forma mais grave de sarcoma de
Kaposi ocorre nos pulmões, onde pode
provocar tosse excessiva, dificuldade
para respirar ou acumulação de fluídos,
chegando mesmo a ser fatal.
O sarcoma de Kaposi pode ser
diagnosticado a olho nu, devido à
presença das lesões na pele.
Geralmente são planas, não dolorosas,
não coçam nem supuram. Assemelhase a um hematoma, mas os hematomas
perdem a cor púrpura se forem
pressionados, o que já não ocorre
com as lesões de sarcoma de Kaposi.
Estas podem crescer em conjunto e
se transformarem em tumores
elevados. Seu médico deverá realizar
uma biópsia das lesões de pele para
examiná-las ao microscópio e
confirmar o diagnóstico.
Como tratar o Sarcoma
de Kaposi?
A terapia anti-retroviral de alta
potência (TARGA em espanhol ou
HAART em inglês) é o melhor tratamento para o sarcoma de Kaposi.
Em muitas pessoas, a TARV (terapia
anti-retroviral) pode deter o
sarcoma e, inclusive, fazer desaparecer as lesões de pele. Além da
TARV, existem outros tratamentos
para o sarcoma de pele ou de outras
partes do corpo.
As lesões na pele podem ser tratadas com algumas das opções abaixo:
• Congeladas com nitrogênio
líquido;
• Tratadas com radiação;
• Extirpadas cirurgicamente;
• Tratadas através da introdução
de medicamentos anticancerígenos ou alfa-interferon;
• Tratadas com gel Panretin
(ácido retinóico).
Esses tratamentos são utilizados no
combate às lesões de pele, e não
para o sarcoma generalizado. As
lesões de pele podem reaparecer
após o tratamento.
Se o sarcoma afetar órgãos internos
ou for sistêmico (disseminando-se por
todo o organismo) devem ser utilizados
outros medicamentos. Se a TARV não
for suficiente, pode-se utilizar
doxorubicina (Doxil®), daunorubicina
(DaunoXome®) ou paclitaxel (Taxol®).
Doxil e DaunoXome são anticancerígenos em forma “lipossomal”.
Lipossomal significa que pequenas
quantidades de medicamentos estão
rodeadas por pequenas bolhas de
gordura (lipossomas). Esses medicamentos duram mais sob essa fórmula
e parecem eficazes nas áreas específicas onde são necessários. Com as
fórmulas lipossômicas são reduzidos
alguns efeitos colaterais dos medicamentos.
É possível prevenir o
Sarcoma de Kaposi?
Não se sabe como o HHV-8 se dissemina. Talvez seja através da atividade
sexual ou com beijos prolongados.
Da mesma forma que outras doenças
oportunistas, um sistema imune forte
pode controlar o HHV-8. A melhor
maneira de prevenir o sarcoma de
Kaposi é utilizar medicamentos antiretrovirais no intuito de manter o
sistema imune forte.
O que tem sido investigado
para o combate do
Sarcoma de Kaposi?
Anti-citoquinas: existem muitas
pesquisas sobre citoquinas (proteínas que utilizam o sistema imune para
estimular o crescimento das células).
Os pesquisadores acreditam que as
substâncias que podem inibir esses
fatores de crescimento poderiam
também deter o crescimento do
sarcoma de Kaposi.
Medicamentos contra o HHV-8:
foram realizados testes com aciclovir,
mas não produziram resultados
eficazes. No entanto, estão sendo
estudados outros medicamentos
como o ganciclovir e foscarnet.
Outros medicamentos: vários
medicamentos que impedem o
desenvolvimento de novos vasos
sangüíneos (angiogênesis) estão
sendo estudados. Tem-se experimentado também o etoposide, que
mostrou bons resultados num
pequeno estudo.
9
Folhas Informativas
Série E
Resumindo
O sarcoma de Kaposi afeta 20% das pessoas com AIDS que não
tomam medicamentos anti-retrovirais. É parcialmente causado pelo
vírus herpes humano tipo 8 (HHV-8).
O melhor tratamento é uma terapia potente contra o HIV (TARV).
O sarcoma de Kaposi na pele pode ser tratado de várias maneiras.
O sarcoma nos outros órgãos pode ser fatal e geralmente é
tratado com medicamentos anticancerígenos.
Se você observar manchas escuras na sua pele, entre em contato
com seu médico para que ele as examine e possa diagnosticar
rapidamente se existe a presença de sarcoma de Kaposi.
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SIDA Nuevo México
10
Série E
Linfoma
O que é Linfoma?
O linfoma é um câncer dos glóbulos
brancos (chamados linfócitos B) que
se multiplicam rapidamente e formam
tumores. O linfoma do cérebro, ou
da medula espinhal, é chamado linfoma do sistema nervoso central (SNC).
O linfoma relacionado com a aids se
chama linfoma tipo Não-Hodgkin ou
LNH. A doença de Hodgkin é rara em
pessoas HIV positivas. Em 1985, os Centros para o Controle de Doenças dos
EUA (CDC) agregaram o LNH à lista de
doenças que definem um caso de aids.
O risco de desenvolver LNH aumenta
na medida em que se vive muito
tempo com o sistema imunológico
debilitado. O LNH pode ocorrer
mesmo com uma contagem de
células T CD4 elevada. Pode ser
grave e até fatal, às vezes, no curto
prazo de um ano.
O tratamento combinado de antiretrovirais reduz em até 80% as
possibilidades de ocorrência de
infecções oportunistas. No princípio
não se observavam estes mesmos
resultados em relação ao LNH.
Estudos mais recentes demonstraram uma diminuição de aproximadamente 40% nos casos de LNH,
especialmente do linfoma do SNC.
No entanto, o linfoma continua
sendo a principal causa de morte em
aproximadamente 20% das pessoas
HIV positivas.
Como se diagnostica
o LNH?
Os tumores tipo LNH podem ocorrer
nos ossos, abdômen, fígado, cérebro
ou em outras partes do corpo. Os
primeiros sinais são: aumento dos
gânglios linfáticos, febre, sudorese
noturna e perda de mais de 10% do
peso corporal. Esses sintomas
ocorrem em várias doenças
relacionadas à aids logo, se não for
encontrada uma causa, é necessário
fazer exames no
diagnosticar o LNH.
intuito
de
Geralmente, o LNH é diagnosticado
com estudos de imagens ou com
biópsias.
Qual é a causa do LNH?
A estimulação prolongada do sistema
imune pode causar o LNH. Quando
as células B se multiplicam de
maneira rápida durante muitos anos,
são produzidas mutações. Algumas
dessas mutações causam câncer.
A cada ano, aproximadamente 4% das
pessoas com sintomas de doença
causada pelo HIV desenvolvem
linfoma. O índice de linfoma em
pessoas HIV positivas é 80 vezes
maior que na população geral.
O risco de desenvolver linfoma
aumenta com a infecção pelo vírus
Epstein-Barr e por fatores genéticos. A incidência de linfoma é duas
vezes maior em homens que em
mulheres, e duas vezes maior em
pessoas brancas que em pessoas de
ascendência africana ou caribenha.
Até o presente momento não se
sabe como prevenir o desenvolvimento do LNH.
Como se administra o
tratamento?
A maioria dos tipos de câncer é tratada com combinações de medicamentos (quimioterapia ou quimio). A
quimio é muito tóxica, uma vez que
debilita o sistema imune. Pode causar
náuseas, vômitos, fadiga, diarréia,
inflamação e aumento da sensibilidade nas gengivas, úlceras na
boca, perda de cabelo e dormência
ou sensação de formigamento nas
mãos e nos pés.
A químio também provoca dano à
medula óssea, podendo causar
anemia (diminuição dos glóbulos
vermelhos) e neutropenia (diminuição de um tipo de glóbulo branco
denominado neutrófilos). A neutropenia aumenta o risco de
desenvolvimento de infecções
bacterianas. Talvez seja necessária
a inclusão de outros medicamentos
para o tratamento desses efeitos
colaterais.
O linfoma do sistema nervoso central
é muito difícil de ser tratado. Às
vezes, a radioterapia é utilizada com
ou sem a quimioterapia.
O uso de tratamento anti-retroviral
tem permitido que muitas pessoas
HIV positivas tolerem melhor a
quimioterapia no combate do
linfoma. Como conseqüência, o
percentual de mortes por linfoma
tem diminuído em mais de 80%. Além
disso, um estudo demonstrou que
desde que tiveram início os
tratamentos anti-retrovirais potentes, os linfomas que se observam em
pessoas HIV positivas têm se
transformado em tipos que são mais
fáceis de tratar.
Utilizam-se vários tipos de químio
para o LNH. A químio elimina tumores
em 50% dos pacientes. No entanto,
os tumores tornam a aparecer em
muitos pacientes no prazo de um
ano. A maioria dos médicos utiliza a
quimio mais potente que o paciente
possa suportar. Alguns estudos
demonstram que as doses baixas de
químio são menos efetivas.
As pessoas com linfoma correm mais
risco de desenvolver pneumonia por
pneumocystis carinii (PCP), logo,
devem tomar medicamentos para
preveni-la. Veja a folha informativa
E 13 que oferece mais informações
sobre a PCP.
Os pesquisadores têm estudado os
“anticorpos monoclonais”. Esses
medicamentos, produzidos através
da engenharia genética, atacam as
células B que se multiplicam
descontroladamente.
10
Folhas Informativas
Série E
Resumindo
O LNH é um câncer das células B que afeta pessoas soropositivas
em estágio avançado. É uma doença grave e freqüentemente fatal.
O uso combinado de anti-retrovirais tem reduzido o número de
novos casos, especialmente no que se refere ao linfoma do sistema
nervoso central.
O LNH se trata com quimioterapia. Nos casos de linfoma do sistema
nervoso central também se utiliza o tratamento com radiação
(radioterapia). A eliminação dos tumores tipo LNH, muitas vezes,
não significa a extinção total da doença, visto que, em muitas
pessoas, eles tornam a surgir.
O tratamento do LNH é difícil, pois o sistema imunológico do
indivíduo é muito afetado. O tratamento anti-retroviral potente
fortalece o sistema imunológico e permite o uso de quimioterapias
mais potentes, além de facilitar o tratamento dos tumores.
Freqüentemente, é necessário utilizar outros medicamentos no
controle dos efeitos colaterais da quimioterapia.
Novos medicamentos têm sido estudados contra o LNH, como
aqueles produzidos através de engenharia genética, chamados
anticorpos monoclonais, além de outras combinações de
quimioterapia.
Projeto original: InfoRed SIDA Nuevo México (www.aidsinfonet.org/infored.html). Adaptação: Associação Brasileira
Interdisciplinar de AIDS (www.abiaids.org.br) . ABIA – Coordenação-Geral: Maria Cristina Pimenta Coordenação das
Folhas Informativas: Juan Carlos Raxach Assessoria Técnica: Débora Fontenelle Tradução: Marclei Guimarães. Financiado
por EED. Edição para versão eletrônica, 2005.
Folhas Informativas
+
InfoRed
SIDA Nuevo México
11
Série E
Molusco Contagioso
O que é Molusco
Contagioso?
É uma infecção de pele causada por
um vírus. O molusco causa a aparição de pequenas protuberâncias ou
lesões na pele. A maioria apresenta
diâmetro inferior a meia polegada,
centro duro e de coloração branca.
Algumas lesões têm uma pequena
depressão no centro. As lesões são
da mesma cor que a pele, mas têm a
aparência de estarem enceradas.
Geralmente não causam dor nem
coçam.
O vírus molusco contagioso é muito
comum e pode ser encontrado no
corpo da maioria das pessoas. Um
sistema
imunológico
sadio
geralmente mantém este vírus sob
controle e, no caso de aparecerem
lesões, estas não duram por muito
tempo. As pessoas com um sistema
imunológico debilitado podem
desenvolver lesões por molusco
contagioso que se disseminam por
todo o corpo, duram muito tempo e
são difíceis de tratar.
O molusco contagioso não
representa um problema sério de
saúde. No entanto, muitos
consideram
que
as
lesões
provocadas por molusco possuem um
aspecto desagradável. Este fato
pode causar problemas emocionais
ou psicológicos.
Como se dissemina?
Através do contato direto com a
pele. Com freqüência se transmite
através das práticas sexuais. O
molusco contagioso pode infectar
qualquer parte da pele, mas é
especialmente comum no rosto ou
na zona inguinal e púbica.
Pode-se propagar para outras partes
do corpo e ser transmitido a outras
pessoas. Também pode se disseminar
através de objetos (ou vestimenta)
que estejam em contato com as
lesões.
Os homens HIV positivos geralmente
desenvolvem lesões por molusco
contagioso no rosto, logo, o vírus
pode se disseminar através de
aparelhos para fazer a barba.
Como se diagnostica o
Molusco Contagioso?
O seu médico ou um especialista
(dermatologista) podem facilmente
identificar as lesões por molusco
contagioso. São protuberâncias da
cor da pele, que parecem enceradas, mas não causam dor nem
coçam. Existem somente uma ou
duas infecções de pele que podem
causar lesões similares às do molusco
contagioso.
Como se trata?
As lesões por molusco contagioso
devem ser tratadas da mesma forma
que as verrugas. Infelizmente, as
lesões reaparecem com freqüência,
logo, devem tornar a ser tratadas.
• Podem ser congeladas com
nitrogênio líquido. Esse é o método
mais comum de tratamento.
• Podem ser queimadas com uma
agulha elétrica (eletrocauterização)
ou com raios laser. Esse método de
tratamento pode ser doloroso e
deixar cicatrizes.
• Podem ser tratadas com os mesmos
agentes químicos que são usados
para eliminar as verrugas, como o
ácido tricloroacético, podofilina ou
podofilox. Esses medicamentos não
podem ser usados em casos de pele
muito sensível, especialmente na
região ao redor dos olhos.
• Podem ser extirpadas cirurgicamente. Esse tratamento pode
ser doloroso e também deixar
cicatrizes.
• Podem ser tratadas com medicamentos para a acne como tretinoína
(Retin-A)
ou
isotretinoína
(Accutane). Essa é uma nova
técnica. Esses medicamentos
reduzem a oleosidade da pele. Após
a aplicação do medicamento na
lesão, a capa superior da pele tornase ressecada e cai naturalmente.
Esses medicamentos podem causar
avermelhamento e dor. Retin-A está
disponível sob a forma de um creme
que deve ser aplicado sobre as
lesões. Accutane é tomado em
comprimidos.
• Outra nova técnica refere-se à
utilização de anti-virais, como o
cidofovir ou imiquimod. Esses
medicamentos são aplicados
diretamente nas lesões.
É possível prevenir a
infecção por molusco?
O fato do vírus do molusco contagioso
ser tão comum, torna impossível não
estarmos expostos a ele. No entanto,
se você contraiu o molusco, não
deixe que suas lesões entrem em
contato com outras pessoas. Também
se deve ter cuidado para não deixar
que as lesões se propaguem para
outras partes do corpo.
Evite se coçar e, ao se barbear (no
caso dos homens), tome cuidado para
não cortar as lesões. Alguns médicos
acreditam que usar aparelhos de
barbear elétricos ajudam a prevenir
a disseminação do vírus.
Interação medicamentosa
Os medicamentos contra a acne
tretinoína (Retacnyl) e o isotretinoína (Roacutan) tendem a
ressecar a pele. A pele seca é também
um efeito colateral provocado pelo
inibidor da protease indinavir
(Crixivan) e por outros anti-retrovirais. Se você utiliza os medicamentos acima para o tratamento do
molusco contagioso junto com
outros anti-retrovirais que causam
esse mesmo efeito, é possível que
seus problemas de pele se agravem.
11
Folhas Informativas
Série E
Resumindo
O molusco contagioso é uma infecção viral que produz lesões na
pele. Apesar de não oferecerem sérios riscos para a saúde, as lesões
podem causar problemas emocionais ou psicológicos graves.
O molusco contagioso pode ser transmitido de uma pessoa para
outra através do contato com a pele e de práticas sexuais. Se você
possui molusco contagioso, fique atento, pois as lesões podem se
alastrar para outras partes do corpo.
As lesões por molusco contagioso podem ser removidas da mesma
maneira que as verrugas. Infelizmente, reaparecem com freqüência
e devem ser tratadas novamente.
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Interdisciplinar de AIDS (www.abiaids.org.br) . ABIA – Coordenação-Geral: Maria Cristina Pimenta Coordenação das
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12
Complexo Mycobacterium Avium (MAC)
Folhas Informativas
O que é MAC?
É uma doença séria causada por uma
bactéria comum. Também é conhecido como MAI (Mycobacterium
Avium Intracelular). A infecção MAC
pode ser localizada (quando ocorre
numa parte limitada do corpo) ou
disseminada (quando se dispersa pelo
corpo). A infecção por MAC geralmente ocorre nos pulmões, intestinos, medula óssea, fígado e baço.
As bactérias que causam MAC são
muito comuns. Encontram-se na
água, solo, pó e alimentos. A maioria
das pessoas as tem no corpo. Um
sistema imunológico sadio controla
o MAC, mas as pessoas com um
sistema imune debilitado podem
desenvolver uma doença por MAC.
Até 50% das pessoas com aids podem
desenvolver o MAC, especialmente
se a contagem de células T CD4
apresenta-se abaixo de 50 células/
mm3. São raros os casos em que o
MAC provoca doença em pessoas
com a contagem de células T CD4
superior a 100 células/mm3.
Como se diagnostica o MAC?
Os sintomas do MAC podem ser:
febre alta, calafrios, diarréia, perda
de peso, dor no estômago, fadiga e
anemia (número baixo de glóbulos
vermelhos). Quando o MAC se dissemina pelo corpo, pode causar
infecções no sangue, hepatite,
pneumonia e outros problemas sérios.
Existem diferentes doenças oportunistas que podem causar esses
sintomas. Por isso, seu médico deve
solicitar que você faça exame de
sangue, urina ou saliva para localizar
a bactéria que causa o MAC. A amostra
será analisada para ver que tipos de
bactérias estão presentes. Esse
processo se chama cultura e pode
durar várias semanas. Porém, ainda que
você esteja infectado com MAC, pode
ser difícil localizar a bactéria.
Se a sua contagem de células T CD4
estiver inferior a 50 células/mm3, é
+
InfoRed
SIDA Nuevo México
possível que seu médico lhe
recomende o tratamento para MAC,
mesmo sem o diagnóstico definitivo.
Isso se deve ao fato da infecção por
MAC ser muito comum e o diagnóstico ser muito difícil.
Como se trata o MAC?
A bactéria MAC pode sofrer mutação
e desenvolver resistência a alguns
dos medicamentos que são utilizados
para tratá-la. Os médicos fazem uso
de combinações de antibióticos
para tratar o MAC. Utilizam-se pelo
menos dois medicamentos: geralmente azitromicina ou claritromicina
junto com outros três medicamentos. Antes, o tratamento do MAC
continuava por tempo indeterminado, caso contrário, acreditavase que a doença reapareceria logo.
Hoje, as recomendações do
Ministério da Saúde do Brasil dizem
que sua profilaxia pode ser suspensa
sob certas condições.
As pessoas podem reagir de
diferentes maneiras aos medicamentos para o tratamento do MAC.
O mais indicado é que o paciente
experimente diferentes combinações até encontrar uma que
funcione adequadamente e produza
menos efeitos colaterais.
Os medicamentos para o tratamento
do MAC mais comuns e seus efeitos
colaterais são:
• Amicacina (Amikin®, Novamin):
problemas nos rins e nos ouvidos.
Disponível em forma injetável.
• Azitromicina (Zitromax®): náuseas, dores de cabeça, vômitos,
diarréia. Disponível em cápsulas ou
em forma intravenosa.
• Ciprofloxacina (Cipro® ou Quinoflox®): náuseas, vômitos, diarréia.
Disponível em comprimidos ou em
forma intravenosa.
• Claritromicina ( Klaricid): náuseas,
dores de cabeça, vômitos, diarréia.
Disponível em cápsulas ou em forma
Série E
intravenosa. Nota: a dose máxima é
de 500 miligramas duas vezes ao dia.
• Clofazimina (Clofazimina): dor ou
formigamento nas mãos e pés,
náuseas, vômitos, podendo tornar a
pele cor de laranja. Disponível em
cápsulas.
• Etambutol (Etambutol): náuseas,
vômitos, problemas de visão.
É possível prevenir o MAC?
As bactérias que causam o MAC são
muito comuns. Não é possível evitar
a exposição a elas. A melhor maneira
de prevenir o MAC é tomar
medicamentos anti-retrovirais
potentes. Se suas células TCD4
alcançarem níveis muito baixos,
existem medicamentos que podem
deter o desenvolvimento da doença
num percentual médio em torno de
50%.
Os antibióticos azitromicina e
claritromicina são utilizados para
prevenir o MAC. Esses medicamentos
são geralmente receitados a pessoas
que apresentam contagem de células
T CD4 inferior a 50 células/mm3.
O uso de uma combinação de antiretrovirais pode aumentar a contagem
de células T CD4. Se sua contagem de
células T aumentar, alcançando um
nível igual ou superior a 100 células/
mm3, e assim permanecer durante
pelo menos 3 meses, você pode
interromper o uso de medicamentos
para prevenir o MAC. Mas consulte
seu médico antes de interromper o
uso dos medicamentos.
Interação entre
medicamentos
Alguns dos medicamentos que são
utilizados para tratar o MAC
interagem com outros, incluindo
alguns anti-retrovirais. Informe a seu
médico todos os medicamentos que
você esteja tomando, de maneira
que ele possa valorar qualquer
possível interação.
12
Folhas Informativas
Série E
Resumindo
O MAC é uma doença séria causada por uma bactéria comum. O
MAC pode causar grave perda de peso, diarréia e outros sintomas.
Se você desenvolve MAC, provavelmente deve receber tratamento
com azitromicina ou claritromicina em combinação com até três
antibióticos. Você deverá continuar tomando esses medicamentos
por tempo indeterminado, no intuito de evitar a recorrência do
MAC.
As pessoas que apresentam contagem de células T CD4 igual ou
inferior a 50 células/mm3 devem consultar seus médicos sobre o
uso de medicamentos para prevenir o MAC.
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Interdisciplinar de AIDS (www.abiaids.org.br) . ABIA – Coordenação-Geral: Maria Cristina Pimenta Coordenação das
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por EED. Edição para versão eletrônica, 2005.
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A Pneumonia por Pneumocystis Carini (PCP)
Folhas Informativas
O que é PCP?
A pneumonia por Pneumocystis
Carinii (PCP, sigla em Inglês) é a
doença oportunista mais comum em
pessoas HIV positivas. Sem tratamento, mais de 85% das pessoas HIV
positivas desenvolverão PCP em
algum momento. Essa tem sido a
principal causa de morte em pessoas
HIV positivas. No entanto, é possível
prevenir e tratar a PCP - pneumocistose.
O agente infeccioso, pneumocystis
carinii (renomeado pneumocystis
jiroveci) é um fungo que se encontra
no corpo da maioria das pessoas. Um
sistema imunológico sadio pode
controlá-lo, mas um sistema imune
debilitado cria condições para que
o fungo ali se instale e se desenvolva.
O pneumocystis carinii geralmente
afeta os pulmões, causando uma
forma de pneumonia. As pessoas que
apresentam contagem de células T
CD4 inferior a 200 células/mm3
correm mais risco de desenvolver
PCP. A maioria das pessoas que sofre
de PCP se debilita, perde muito peso
e possivelmente voltará a desenvolver PCP no futuro.
Os primeiros sintomas de PCP são:
dificuldade para respirar, febre e
tosse seca. Qualquer pessoa que
apresente esses sintomas deve
consultar um médico imediatamente. As pessoas com contagem de
células T CD4 inferior a 200 células/
mm3 devem consultar o médico sobre
a prevenção da PCP, antes de que
possam apresentar sintomas.
Como se trata a PCP?
Por muitos anos, foram utilizados
antibióticos na prevenção da PCP em
pacientes com câncer e sistema
imunológico debilitado. Foi então
que, em 1985, um pequeno estudo
demonstrou que esses medicamentos também podem prevenir a
PCP em pessoas com aids.
+
InfoRed
SIDA Nuevo México
A prevenção e o tratamento da PCP
oferecem excelentes resultados:
• A PCP foi a principal causa de
diagnóstico de aids em 32%
dos casos no ano de 1993,
comparado com 63% em 1987.
• A PCP foi a principal causa de
morte em 14% das pessoas
com aids no ano de 1993,
comparado com 32% em 1987.
• Entre 1991 e 1997 ocorreu
uma redução de 36% em
número de casos de PCP
nos Estados Unidos. Desde
que as pessoas começaram
a tomar terapia antiretroviral combinada, o
número tem diminuído
ainda mais.
Os medicamentos que são utilizados
para prevenir a PCP incluem SMX/
TMP, dapsona, pentamidina e
atovaquone.
• SMX/TMP (Bactrim® ou
Septra® , entre outros) é
o medicamento para tratar
PCP mais efetivo.
• Dapsona é similar ao SMX/TMP.
O Dapsona parece ser tão
efetivo quanto a combinação de SMX/TMP no
combate da PCP.
• Pentamidina ( Pentacarinat®)
é um medicamento em
aerossol que se inala para
prevenir a PCP. A Pentamidina também se utiliza sob
forma intravenosa no tratamento da PCP ativa.
• Atovaquone (Mepron®) é um
medicamento usado em
pessoas que apresentam
um diagnóstico leve ou
moderado de PCP e que
não podem usar SMX/TMP
ou pentamidina (em muitos
casos, por alergia).
É possível prevenir a PCP?
A melhor maneira de prevenir a PCP
é através da utilização de terapia
anti-retroviral potente. As pessoas
que apresentam contagem de células
Série E
T CD4 inferior a 200 células/mm3
podem prevenir a PCP com os
mesmos medicamentos que são
utilizados no seu tratamento.
Uma combinação de anti-retrovirais
pode aumentar a contagem de
células T CD4. Se sua contagem de
células T CD4 aumentar, alcançando
um nível igual ou superior a 200
células/mm3, e assim permanecer
durante pelo menos 3 meses, você
poderá interromper o uso de
medicamentos para prevenir a PCP
sem correr nenhum tipo de risco.
Consulte seu médico antes de
interromper o uso de qualquer
medicamento.
Qual é o melhor
medicamento?
SMX/TMP é o medicamento mais
efetivo contra a PCP, além de ser o
mais barato. Está disponível em
comprimidos e é administrado em
dose diária ou três vezes na semana
(reduz os problemas alérgicos do
SMX/TMP, não comprometendo a
eficácia destes medicamentos).
No entanto, o componente “SMX”
é um medicamento tipo sulfa e quase
metade das pessoas que o ingerem
sofre uma reação alérgica que se
apresenta como uma erupção na
pele, por vezes, acompanhada de
febre. As reações alérgicas podem
ser evitadas mediante uma estratégia
chamada de dessensibilização, que
consiste em iniciar o uso do
medicamento em doses pequenas,
aumentado progressivamente até
alcançar a dose completa.
A profilaxia com a pentamidina
requer visitas mensais a uma clínica
para ser administrada com
nebulizador especial (Respirgard II).
Também foi demonstrado que os
pacientes que usam pentamidina em
aerossol têm mais chance de
desenvolverem PCP do que aqueles
que utilizam
profilaxia com
medicamentos via oral.
13
Folhas Informativas
Série E
Resumindo
A PCP, principal causa de morte em
pessoas HIV positivas, é completamente tratável e passível de
prevenção. A terapia anti-retroviral
potente pode impedir a queda da
contagem de células T CD4. Se você
apresenta contagem de células T CD4
inferior a 200 células/mm3, consulte
seu médico sobre o uso de
medicamentos para prevenir a PCP.
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por EED.Tiragem: 3 mil exemplares/agosto de 2003
Folhas Informativas
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InfoRed
SIDA Nuevo México
14
Série E
Leucoencefalopatia multifocal
progressiva (LMP)
O que é LMP?
A leucoencefalopatia multifocal
progressiva (LMP) é uma infecção
viral grave que afeta o cérebro.
Leucoencefalopatia é uma doença
que afeta a substância branca do
cérebro.
Ela é progressiva porque vai se
agravando com o passar do tempo e
multifocal porque aparece em várias
partes do cérebro ao mesmo tempo.
Calcula-se que aproximadamente 6%
das pessoas com aids desenvolvem
LMP. A maioria dos casos ocorre em
pessoas com contagem de células
T CD4 inferior a 100 células/mm3. É
difícil calcular o grau exato de
infecção, visto que o diagnóstico
da LMP também é difícil de se
realizar.
A LMP é fatal na maioria dos casos.
As pessoas que apresentam LMP
geralmente vivem aproximadamente
6 meses após o diagnóstico. A maioria
morre em dois anos. No entanto, as
pessoas com LMP que iniciam a
terapia anti-retroviral para controlar
o HIV, sobrevivem por mais tempo.
O vírus que causa a LMP é chamado
JC. A maioria dos adultos está exposta
ao vírus JC e não desenvolve a
doença. O vírus JC é ativado em
pessoas com um sistema imunológico
debilitado.
Como se detecta a LMP?
Os primeiros sintomas de LMP são:
debilidade ou falta de coordenação
motora em um braço ou perna. Podem
surgir dificuldades para pensar ou
falar. Também podem existir
problemas de memória, convulsões e
dores de cabeça, sem febre.
Esses sintomas também podem surgir
na presença de outras infecções
oportunistas, como a toxoplasmose
e meningite criptocócica (veja as
folhas informativas E 15 e E 2), o
linfoma (veja a folha informativa E
10), as infecções do ouvido interno.
É muito importante determinar se
alguma dessas doenças é a causa dos
sintomas.
A LMP pode ser diagnosticada
através de uma imagem feita por
ressonância. Outra forma de
diagnóstico é fazer um estudo do
líquido cérebro-espinhal (líquor)
através de uma punção lombar.
Como se trata a LMP?
A maior dificuldade encontrada no
tratamento de qualquer infecção
cerebral é a barreira “hematoencefálica” (que separa o sangue do
cérebro). Os vasos sangüíneos ao
redor do cérebro são diferentes
daqueles que se espalham pelo resto
do corpo. Esses vasos formam um
tecido denso para proteger o
cérebro das substâncias tóxicas. As
substâncias químicas que se
dissolvem em gordura podem
atravessar a barreira, mas aquelas
que se dissolvem em água não podem
fazê-lo. Infelizmente, muitos
antibióticos e outros medicamentos
só se dissolvem em água, o que
dificulta o tratamento.
Atualmente não existe nenhum
tratamento efetivo para a LMP. Os
resultados de alguns estudos são
duvidosos. Alguns tratamentos
possíveis não foram estudados
minuciosamente. No entanto,
observou-se que a LMP não avança
tão rapidamente em pacientes que
tomam medicamentos anti-retrovirais
potentes.
Foi experimentado o uso de Ara-C
(citosina arabinosídeo ou citarabina)
contra a LMP, através da aplicação
sob forma intravenosa ou diretamente no cérebro. Sua efetividade
foi comprovada num pequeno
estudo, mas não se realizaram
pesquisas posteriores. O Ara-C é
muito tóxico e afeta a medula óssea.
Também se experimentou o tratamento com altas doses de AZT, já
que esse medicamento atravessa a
barreira hematoencefálica. Outras
substâncias que foram testadas com
diferentes graus de êxito foram: o
aciclovir, a heparina, o peptídeo-T,
o interferon beta, a dexametasona,
a n-acetilcisteína, o topotecan e o
cidofovir.
Como a LMP evolui rapidamente, é
importante iniciar alguma terapia o
mais rápido possível.
Onde posso encontrar
mais informação?
O livro “Progressive Multifocal
Leucoencephalopathy (PML): Case
Studies and Potential Treatments”
é uma excelente fonte de
informação. A obra foi escrita por
Peter e Lisa Brosnan no ano de 1993.
Eles não são médicos especialistas;
o irmão de Lisa foi diagnosticado com
LMP e os autores começaram a
investigar possíveis tratamentos. O
irmão de Lisa morreu, mas ambos
continuaram as investigações e
publicaram o livro.
Você pode obter uma cópia do livro
escrevendo para Peter Brosnan, 1709
N. Fuller Avenue # 25, Los Angeles,
CA 90046. Para cobrir os gastos,
pede-se aos médicos e instituições
que enviem a quantia de US$30
(trinta dólares); portadores do vírus
HIV, US$20. Mas para aqueles que não
puderem pagar o envio é grátis.
14
Folhas Informativas
Série E
Resumindo
A LMP é uma infecção viral que afeta o cérebro, geralmente de
forma fatal. Pode ser confundida com outras doenças.
Não existe um tratamento efetivo para a LMP, no entanto, várias
terapias podem ser úteis. Qualquer tratamento deve ser iniciado o
mais cedo possível. A utilização de terapia anti-retroviral combinada
pode atrasar a evolução da LMP.
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toxoplasmose
O que é toxoplasmose?
A toxoplasmose é uma infecção
causada pelo parasita toxoplasma
gondii. Os protozoários são animais
unicelulares. Um parasita vive dentro
de outro organismo vivo (hospedeiro)
e obtém todos seus nutrientes a
partir dele.
O toxoplasma gondii tem o gato
como hospedeiro definitivo e alguns
mamíferos como hospedeiro intermediário.
O parasita da toxoplasmose é muito
comum nos excrementos de gato,
carnes cruas e no solo. Pode entrar
no corpo quando, ao respirar, inalase poeira. Aproximadamente metade
de uma população se infecta com o
parasita da toxoplasmose. Um sistema
imunológico sadio é capaz de controlar o toxoplasma. Não parece ser
transmitido de uma pessoa para outra.
A doença mais comum causada pelo
toxoplasma é uma infecção do
cérebro (encefalite). O toxoplasma
também pode infectar outras partes
do corpo, como os olhos. A toxoplasmose cerebral pode levar ao coma
e até à morte. O risco de desenvolver toxoplasmose é maior quando a
contagem de células T CD4 apresenta-se inferior a 100 células/mm3.
Os primeiros sinais de toxoplasmose
são: febre, confusão mental, dores
de cabeça (cefaléia), desorientação,
alterações na personalidade, tremor
e convulsões. A toxoplasmose é
diagnosticada ao se detectar anticorpos contra o toxoplasma gondii
da classe IgG.
O anticorpo contra o toxoplasma
demonstra que a pessoa esteve em
contato com o parasita. Um resultado positivo não significa que você
tenha encefalite por toxoplasma. No
entanto, um resultado negativo da
análise de anticorpos, indica que
você não está infectado com o
toxoplasma.
Para diagnosticar a toxoplasmose
também se utilizam estudos como a
tomografia computadorizada (TC ) ou
a ressonância magnética por imagens
(RMI). Uma tomografia computadorizada, em casos de toxoplasmose,
pode ser uma técnica de exame
similar àquela realizada no
diagnóstico de outras doenças
oportunistas. A ressonância magnética, no entanto, é mais sensível e
pode facilitar o diagnóstico.
Como se trata a
Toxoplasmose?
A toxoplasmose é tratada com uma
combinação de pirimetamina (Daraprim) e sulfadiazina. Ambos os
medicamentos podem transpor a
barreira hematoencefálica (sanguecérebro).
O toxoplasma necessita de vitamina
B para se manter vivo. A Pirimetamina
impede que o toxoplasma obtenha
a vitamina B que lhe é necessária. A
Sulfadiazina também impossibilita o
uso de vitamina B por parte do
toxoplasma. A dose normal desses
medicamentos é de 50 a 75 mg de
pirimetamina, e de 2 a 4 gramas de
sulfadiazina ao dia.
Esses medicamentos interagem com
a vitamina B e podem causar anemia.
As pessoas com toxoplasmose,
geralmente, utilizam ácido folínico
(Leucovorin) diariamente na prevenção da anemia.
Essa combinação de medicamentos
é muito efetiva contra a toxoplasmose. Mais de 80% das pessoas
infectadas pelo toxoplasma apresentam melhora após duas ou três
semanas de tratamento.
A toxoplasmose geralmente reaparece depois do primeiro episódio.
As pessoas que tiveram toxoplasmose devem continuar tomando
doses mais baixas dos medicamentos
por tempo indeterminado (profilaxia
secundária).
15
Série E
Como escolher um
tratamento para a
Toxoplasmose?
A primeira opção para o tratamento
de toxoplasmos é a associação de
pirimetamina e sulfadiazina. Essa
combinação pode causar uma
diminuição de glóbulos brancos
(leucopenia) e danos renais.
A sulfadiazina também é um
medicamento tipo sulfa. Aproximadamente metade das pessoas que
tomam sulfas experimenta uma
reação alérgica que se apresenta
como uma erupção na pele, por
vezes, acompanhada de febre.
As pessoas que não toleram
medicamentos do tipo sulfa podem
substituir por clindamicina (Dalacin).
É possível prevenir a
Toxoplasmose?
A melhor maneira de prevenir a
toxoplasmose é usar medicamentos
anti-retrovirais potentes. Você pode
fazer um exame para determinar se
já ficou exposto ao toxoplasma. Se
ainda não houve exposição, podese diminuir o risco de infecção ao
evitar comer carne bovina pouco
cozida, além de utilizar luvas e
máscara para limpar a caixa de
excrementos do gato, lavando sempre bem as mãos logo após a limpeza.
Se você apresenta contagem de
células T CD4 inferior a 100 células/
mm3, deve utilizar medicamentos
para prevenir a toxoplasmose. As
pessoas com contagem de células T
inferior a 200, geralmente, tomam
SMX/TMP para prevenir a pneumonia por pneumocystis carinii
(PCP). Esses medicamentos também
previnem a toxoplasmose. Para mais
informações sobre a PCP, leia a folha
informativa E 13 . Se o seu organismo
não tolerar SMX/TMP, seu médico
lhe receitará outros medicamentos.
15
Folhas Informativas
Série E
Resumindo
A toxoplasmose é uma doença
oportunista grave. Se você ficou
exposto ao parasita, pode reduzir o
risco de infecção evitando comer
carne bovina pouco cozida, e
tomando precauções ao limpar a
caixa de excrementos do gato.
Você pode tomar medicamentos antiretrovirais potentes para manter a
sua contagem de células T CD4
elevada. Se sua contagem de células
T CD4 apresenta-se acima de 100
células/mm3, a toxoplasmose,
normalmente, não representa risco
à sua saúde. Se sua contagem de
células T CD4 diminui, chegando a
menos de 100 células/mm3, consulte
seu médico sobre o uso de medi-
camentos para prevenir a toxoplasmose.
Se você sente dores de cabeça, desorientação, convulsões ou algum
outro sintoma de toxoplasmose,
consulte seu médico imediatamente.
Quanto mais cedo for diagnosticada
a toxoplasmose, mais efetivo será o
tratamento.
Se você desenvolver toxoplasmose,
deve dar continuidade com a
profilaxia para prevenir outro
episódio (profilaxia secundária).
A profilaxia para toxoplasmose pode
ser suspensa desde que sua
contagem de células T CD4 perma-
neça maior que 200 células/mm3 por
pelo menos 3 meses no caso da
profilaxia primária, ou, permaneça
maior que 200 células/mm3 por pelo
menos 6 meses no caso da profilaxia
secundária (na ausência de sintomas
de toxoplasmose).
As recomendações médicas sobre as
profilaxias primária e secundária para
a toxoplasmose podem mudar de
acordo com novos estudos.
Portanto, é sempre bom consultar
um médico especialista e/ou
consultar a versão atual do consenso
brasileiro que se encontra na página
da internet: www.aids.gov.br, sob o
título de consensos de terapia.
Projeto original: InfoRed SIDA Nuevo México (www.aidsinfonet.org/infored.html). Adaptação: Associação Brasileira
Interdisciplinar de AIDS (www.abiaids.org.br) . ABIA – Coordenação-Geral: Maria Cristina Pimenta Coordenação das
Folhas Informativas: Juan Carlos Raxach Assessoria Técnica: Débora Fontenelle Tradução: Marclei Guimarães. Financiado
por EED. Edição para versão eletrônica, 2005.
Folhas Informativas
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InfoRed
SIDA Nuevo México
tuberculose (tb)
O que é TB?
A tuberculose (TB) é uma infecção
causada por uma bactéria (Mycobacterium tuberculosis), que normalmente afeta os pulmões, podendo
também afetar outros órgãos.
Na evolução da infecção pelo HIV, a
TB é uma das doenças mais comuns.
Ainda que quase três quartos da
população mundial esteja infectado
pelo bacilo da tuberculose, um sistema
imunológico sadio consegue evitar o
desenvolvimento ativo da doença.
O nome tuberculose deriva-se da
palavra tubérculo, que são pequenos
tumores duros que se formam
quando o sistema imunológico constrói uma parede ao redor do bacilo
da tuberculose.
Existem dois tipos de TB ativa. A TB
primária ocorre logo após a
exposição à bactéria. A TB de reativação ocorre em pessoas que
estiveram expostas previamente a
TB. A maioria dos casos de TB em
pessoas HIV positivas acontece pela
reativação de uma infecção de TB
que já existia previamente.
A TB ativa pode causar os seguintes
sintomas: tosse por mais de 3 semanas,
perda de peso, fadiga constante,
sudorese noturna e febre. Esses
sintomas são muito similares aos
causados pela pneumonia por
pneumocystis (veja a folha informativa
E 13). Vale ressaltar que a TB pode
ocorrer mesmo com uma elevada
contagem de células T CD4.
Importante
O bacilo da TB pode ser transmitido através do ar, ou seja,
quando um indivíduo com TB
tosse ou espirra. Se você tem aids
e fica exposto ao bacilo da tuberculose, pode desenvolver TB.
A infecção pelo bacilo da TB
pode ocorrer em qualquer
estágio da infecção pelo HIV.
TB e HIV: uma associação
perigosa
Em nosso corpo existe uma grande
variedade de vírus, bactérias e de
outros gérmens. Se o sistema
imunológico estiver forte, ele se
encarrega de manter esses microorganismos sob controle, ou seja, em
baixa população, o que não acarreta
em doença. Mas quando o HIV
debilita nossas defesas, podemos
desenvolver infecções oportunistas.
A incidência de tuberculose nos
Estados Unidos é 40% maior em pessoas
HIV positivas com relação àquelas que
não são portadoras do vírus. A
tuberculose está se disseminando
com rapidez em todo o mundo.
A TB pode acelerar a multiplicação do
HIV, agravando assim a doença. Por
isso, é muito importante para as pessoas infectadas pelo HIV, a prevenção
e o tratamento precoce da TB.
Como se diagnostica a TB?
Através de um simples exame – PPD.
Uma proteína purificada do bacilo
da TB é inoculada na pele do braço
(injeção subcutânea). Se aparece
uma reação inflamatória isso indica
uma provável infecção pelo bacilo
da TB. As pessoas soropositivas
devem realizar anualmente o teste
PPD para averiguação de exposição
ao bacilo.
Se o sistema imunológico estiver bem
comprometido, o teste PPD pode ser
não-reator mesmo em casos de TB.
Essa condição é chamada “anergia”.
Se você é um indivíduo considerado
anérgico, outros exames poderão
ajudar no diagnóstico de TB.
O PPD reator (fraco ou forte) nem
sempre significa a existência de TB
ativa. Seu médico solicitará radiografia de tórax e exames de escarro
(pesquisa de BAAR) a fim de realizar
o diagnóstico de TB.
Em alguns casos é difícil diagnosticar
a TB porque ela se confunde com
16
Série E
pneumonias ou com outros problemas pulmonares.
Como se trata a TB?
Se você é portador do bacilo da TB,
mas não desenvolveu a doença, deverá receber quimioprofilaxia com isoniazida (INH) por pelo menos 6 meses;
ou combinar este medicamento com
mais um ou dois, durante 2 meses.
A TB ativa é tratada com antibióticos.
O bacilo da TB pode desenvolver
resistência aos medicamentos, logo,
a TB deve ser tratada com uma
combinação de antibióticos. Os
medicamentos devem ser tomados
durante pelo menos 6 meses. Se
você interrompe o tratamento, o
bacilo da TB pode desenvolver
resistência e os medicamentos
deixarão de funcionar.
Já existe um tipo de TB que é
resistente a alguns antibióticos. É a
TB resistente a vários medicamentos
(MDR-TB, em Inglês, ou multi-resistente). Apesar desses problemas,
mais de 90% dos casos de TB podem
ser curados com o uso de antibióticos.
Problemas com os
medicamentos
Da mesma forma que alguns medicamentos anti-retrovirais, alguns dos
antibióticos utilizados no tratamento
da TB (tuberculostáticos) podem
afetar o fígado ou os rins. Tomar
medicamentos contra a TB e o HIV
simultaneamente pode ser difícil.
Com efeito, muitos medicamentos
anti-retrovirais interagem com os
medicamentos contra a TB. A
rifampicina ou rifabutina são
utilizadas com freqüência contra a
TB, podendo causar a diminuição dos
níveis séricos de alguns medicamentos anti-retrovirais, fazendo com
que estes não funcionem como deveriam. Também, os medicamentos antiretrovirais podem aumentar os níveis
dos tuberculostáticos no sangue,
causando sérios efeitos colaterais.
Folhas Informativas
16
Série E
Se você está tomando medicamentos anti-retrovirais, não deve
usar a Rifampicina. A Rifabutina
(ainda não é disponível no Brasil)
pode ser utilizada neste caso, mas
talvez a dosagem deva ser alterada
Como se prevenir da
Tuberculose
É muito difícil a prevenção, pois
qualquer pessoa, mesmo sem aids
pode se infectar com o bacilo da
TB. Como nas grandes cidades há
sempre uma grande aglomeração de
pessoas em ambientes fechados,
entre outros fatores, a propagação
da tuberculose torna-se fácil. Para
sua prevenção, algumas medidas
podem ser tomadas:
• Evitar contato íntimo (proximidade) e prolongado nas
primeiras duas semanas de
tratamento, quando a pes-
soa infectada ainda pode
transmitir o bacilo, ou, até
que os exames de escarro
estejam negativados.
• Manter o ambiente arejado
(abrir portas e/ou janelas).
• Orientar o paciente a tossir
e eliminar secreção utilizando o auxílio do papel e
desprezando-o num saco
plástico que deve ser mantido próximo ao paciente.
Resumindo
A TB é uma doença que pode ser grave e matar mais pessoas
soropositivas do que qualquer outra doença. A associação TB e
infecção pelo HIV costuma ser duplamente deletéria.
Existem tratamentos eficazes para tratar a infecção pelo bacilo da
TB. Se você ficou exposto a TB, ou, apresenta algum dos sintomas
descritos, deve buscar o tratamento adequado.
Os tratamentos da TB têm longa duração, mas são a única alternativa
para curar a doença. A administração concomitante de antiretrovirais e tuberculostáticos pode ser complicada, principalmente
pelas interações medicamentosas. Se você é portador do HIV e tem
diagnóstico de TB, deve planejar seu tratamento cuidadosamente.
Projeto original: InfoRed SIDA Nuevo México (www.aidsinfonet.org/infored.html). Adaptação: Associação Brasileira
Interdisciplinar de AIDS (www.abiaids.org.br) . ABIA – Coordenação-Geral: Maria Cristina Pimenta Coordenação das
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17
Série E
SÍNDROME CONSUNTIVA
O que é a a Síndrome
Consuntiva?
A síndrome consuntiva era uma
complicação relativamente freqüente antes do uso de terapia antiretroviral potente. Segundo os CDC,
essa síndrome é definida como a
perda involuntária de mais de 10%
do peso corporal basal, acompanhada de diarréia crônica (com
duração igual ou superior a 30 dias),
debilidade e febre, sem outras
causas que justifiquem o quadro.
A síndrome consuntiva é considerada
manifestação definidora de caso de aids.
A instituição de terapia antiretroviral potente diminuiu a
incidência de síndrome consuntiva.
O que causa a Síndrome
Consuntiva?
Vários fatores contribuem para a ocorrência da síndrome de consuntiva:
Baixo consumo de comida: a falta
de apetite é comum em pessoas HIV
positivas. Alia-se a isso a necessidade
que alguns anti-retrovirais apresentam de serem tomados acompanhados ou não de comida. Esses
requisitos podem dificultar a vida
alimentar das pessoas com AIDS, pois
muitos não podem se alimentar
quando sentem fome. Os efeitos
colaterais dos medicamentos, tais
como: náuseas, mudanças no paladar,
ou sensações tipo coceira ou formigamento ao redor da boca, também
diminuem o apetite. A presença de
infecções na boca ou na garganta
pode dificultar a ingestão de
alimentos. Infecções no intestino
podem causar sensação de pressão
ou de se estar saciado depois da
ingestão de somente uma pequena
quantidade de comida. Finalmente,
a falta de recursos financeiros e de
energia dificultam a compra ou o
preparo dos alimentos.
Absorção baixa de nutrientes: numa
pessoa saudável o intestino delgado
absorve os nutrientes contidos na
comida. Em pessoas HIV positivas,
várias infecções (incluindo os
parasitas) interferem nesse processo. O HIV pode afetar os
intestinos diretamente, reduzindo
sua capacidade de absorver os
nutrientes. A diarréia também causa
a perda de calorias e nutrientes.
Metabolismo alterado: o próprio HIV
afeta o metabolismo. Antes do surgimento de qualquer sintoma, as
necessidades de energia do corpo
aumentam. Isso pode ocorrer devido
a uma maior atividade do sistema
imunológico. As pessoas com HIV
necessitam de mais calorias para
conseguirem manter seu peso
corporal.
Os níveis de vários hormônios podem
afetar o metabolismo. O HIV parece
provocar mudanças hormonais. Além
disso, as citoquinas representam um
papel significativo na síndrome de
consuntiva. As citoquinas são
proteínas que ajudam o corpo a
combater as infecções. As pessoas
HIV positivas apresentam níveis muito
altos de citoquinas, fazendo com que
o corpo produza mais gordura e
açúcares, porém uma quantidade
menor de proteínas.
Infelizmente, a combinação desses
fatores pode criar uma “espiral
descendente”. Por exemplo, as
infecções podem aumentar as
necessidades de energia do corpo,
interferindo, ao mesmo tempo, na
absorção de nutrientes e causando,
assim, fadiga e redução do apetite.
Como se trata a Síndrome
de Consuntiva?
Não existe um tratamento específico
para a síndorme consuntiva. As orientações direcionam-se aos seguintes fatores:
Baixo consumo de comida: reduzir
as náuseas e os vômitos permite o
aumento do consumo de comida.
Podem ser utilizados estimulantes de
apetite.
Absorção baixa de nutrientes: a
absorção pode tornar-se melhor
através do tratamento da diarréia e
das infecções oportunistas que
afetam o intestino. No entanto, duas
infecções parasitárias - a criptosporidiose e a microsporidiose - ainda
são bastante difíceis de se tratar.
Outra medida importante refere-se
à ingestão de suplementos nutritivos
como Ensure ® ou Advera ®. Esses
suplementos foram criados especificamente para proporcionar
nutrientes de fácil absorção. Não
existe ainda um estudo detalhado
sobre esses suplementos.
Metabolismo alterado: estuda-se
tratamentos à base de hormônios.
O hormônio do crescimento humano
aumenta o peso e a massa muscular,
além de provocar a redução da
gordura. No entanto, o produto é
extremamente caro, podendo custar
uma quantia superior a US$40.000
(quarenta mil dólares) por ano.
Importante
A Testosterona e os esteróides anabólicos (aqueles
que constróem os músculos), aplicados de maneira
combinada, ou não, com
alguma atividade física,
também podem auxiliar no
combate da síndrome
consuntiva. ESSES MEDICAMENTOS NÃO DEVEM SER
UTILIZADOS SEM ORIENTAÇÃO MÉDICA.
17
Folhas Informativas
Série E
Resumindo
As causas da síndrome consuntiva ainda não estão bem
esclarecidas. No entanto, está claro que as pessoas com HIV
devem evitar a perda de massa muscular. Atualmente alguns
tratamentos para a síndrome consuntiva estão sendo estudados.
É importante estar sempre atento ao seu peso e manter um
alto consumo de alimentos nutritivos, mesmo que seu apetite
seja baixo. Em caso de diarréia ou de qualquer infecção do
sistema digestivo que possa causar problemas relacionados à
absorção de nutrientes, procure tratamento imediatamente.
Projeto original: InfoRed SIDA Nuevo México (www.aidsinfonet.org/infored.html). Adaptação: Associação Brasileira
Interdisciplinar de AIDS (www.abiaids.org.br) . ABIA – Coordenação-Geral: Maria Cristina Pimenta Coordenação das
Folhas Informativas: Juan Carlos Raxach Assessoria Técnica: Débora Fontenelle Tradução: Marclei Guimarães. Financiado
por EED. Edição para versão eletrônica, 2005.
Folhas Informativas
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SIDA Nuevo México
AZITROMICINA
O que é Azitromicina?
A Azitromicina é um antibiótico da
classe macrolídeo. Seu nome comercial é Zitromax, Azi, ou Azitrax ou
Azitromin. Os antibióticos combatem
infecções causadas por bactérias. A
Azitromicina é utilizada no combate
de infecções oportunistas em pessoas HIV positivas.
Por que as pessoas HIV
positivas tomam
Azitromicina?
A Azitromicina é utilizada no tratamento de infecções bacterianas leves ou
moderadas. É utilizada contra bactérias, que podem causar infecções na
pele, nariz, garganta e pulmões.
Muitos micróbios vivem em nosso
corpo e são normalmente encontrados no meio ambiente. Um
sistema imunológico sadio pode
eliminar os micróbios que entram em
nosso corpo ou deixar a quantidade
desses microorganismos numa quantidade populacional pequena o
suficiente para não causar doença.
No entanto, a infecção pelo HIV
pode debilitar o sistema de defesa
humano. As infecções que se
aproveitam da presença de um
sistema imunológico debilitado são
chamadas “infecções oportunistas”,
que podem acometer as pessoas
infectadas pelo HIV.
O MAC (complexo mycobacterium
avium) é uma infecção oportunista
detectada em pessoas HIV positivas.
As pessoas que apresentam contagem de células T (CD4) inferior a 50
células/mm3 estão mais suscetíveis
de desenvolver MAC. Para mais
informações, leia a folha E 12.
A azitromicina é geralmente utilizada
em combinação com outro antibiótico para o tratamento do MAC;
podendo também ser aplicada na
prevenção da infecção por MAC. Se
sua contagem de células T (CD4) é
inferior a 50 células/mm3, consulte
seu médico e conversem sobre a
possibilidade do uso da azitromicina
como prevenção contra o MAC.
Algumas pessoas são alérgicas à
azitromicina e a antibióticos similares. Informe seu médico se você é
alérgico à eritromicina, o que
representa uma contra-indicação
para o uso de azitromicina.
Como se desenvolve
a resistência aos
medicamentos?
Sempre que você utilizar um medicamento, assegure-se de tomar a
dosagem completa e nos horários
prescritos. Muitas pessoas suspendem
o tratamento quando se sentem
melhor. Isso não é uma boa idéia. Se o
medicamento não eliminar todos os
gérmens, estes podem sofrer mutações e, dessa forma desenvolverem
resistência a este medicamento.
Se, por exemplo, você utiliza
azitromicina para combater a infecção por MAC e deixa de tomar algumas doses, a bactéria presente no
seu corpo pode desenvolver resistência à azitromicina, prejudicando
o seu uso no futuro, caso necessário.
Como tomar a Azitromicina?
A Azitromicina está disponível em
cápsulas ou comprimidos de 250
miligramas (mg), também podendo ser
encontrada em comprimidos de 500
mg e 1g, ou ainda, em fórmula líquida
e em pó.
A dosagem ideal para prevenir o MAC
é 1250 mg, uma vez por semana ou
500 mg três vezes na semana.
Os comprimidos de azitromicina
podem ser tomados com ou sem
alimentos. As cápsulas ou a fórmula
líquida devem ser tomadas em jejum,
uma hora antes ou duas horas após
uma refeição. Certifique-se de ler
as instruções cuidadosamente.
18
Série E
Não tome azitromicina em combinação com antiácidos que contenham
alumínio ou magnésio. Eles reduzem a
quantidade de azitromicina no sangue.
Quais são os efeitos
colaterais?
Os efeitos colaterais da azitromicina
geralmente estão relacionados ao
aparelho digestivo, provocando
diarréia, náuseas e dor abdominal.
Algumas pessoas ficam sensíveis ao
sol (fotossensibilidade). Outras
sofrem dores de cabeça, vertigem,
sonolência ou problemas de audição.
Vale ressaltar que alguns antiretrovirais causam problemas digestivos e o uso concomitante da
azitromicina pode agravá-los.
Os antibióticos eliminam também as
bactérias úteis ao organismo que
normalmente vivem no aparelho
digestivo. Para repovoar nossa flora
intestinal com bactérias úteis podese tomar iogurte ou suplementos
que contenham acidófilus.
Como a Azitromicina
interage com os outros
medicamentos?
A Azitromicina é metabolizada no
fígado, podendo interagir com outros
medicamentos que também são processados neste órgão. A Azitromicina
interage com anticoagulantes, com
alguns medicamentos para o coração
como a digoxina, anticonvulsivantes,
anti-ácidos, e outros antibióticos.
Certifique-se de que seu médico
esteja ciente de todos os medicamentos que você está utilizando
quando for prescrita a azitromicina.
Se você toma azitromicina em
combinação com ritonavir (que é um
inibidor da protease), seu médico
deve acompanhá-lo cuidadosamente.
Os antiácidos com alumínio ou magnésio diminuem os níveis de azitromicina no sangue. Não tome antiácido
combinado com azitromicina.
Projeto original: InfoRed SIDA Nuevo México (www.aidsinfonet.org/infored.html). Adaptação: Associação Brasileira
Interdisciplinar de AIDS (www.abiaids.org.br) . ABIA – Coordenação-Geral: Maria Cristina Pimenta Coordenação das
Folhas Informativas: Juan Carlos Raxach Assessoria Técnica: Débora Fontenelle Tradução: Marclei Guimarães. Financiado
por EED. Edição para versão eletrônica, 2005.
Folhas Informativas
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SIDA Nuevo México
CLARITROMICINA
O que é Claritromicina?
É um antibiótico da classe macrolídeo, comercialmente denominado
Biaxin® ou Klaricid® ou Clamicin.
Os antibióticos combatem infecções
causadas por bactérias. A Claritromicina é utilizada no combate de
infecções oportunistas em pessoas
HIV positivas.
Por que as pessoas HIV
positivas tomam
Claritromicina?
A Claritromicina é utilizada no tratamento de infecções bacterianas
leves ou moderadas. É utilizada
contra bactérias que podem causar
infecções na pele, nariz, garganta,
pulmões e ouvidos.
Importante
Muitos germens vivem em
nosso corpo e são normalmente encontrados no meio
ambiente. Um sistema imunológico sadio pode eliminar os
micróbios que entram em
nosso corpo ou deixar a quantidade desses microorganismos numa quantidade
populacional pequena o
suficiente para não causar
doença. No entanto, a infecção pelo HIV pode debilitar
o sistema de defesa humano.
As infecções que se
aproveitam de um sistema
imunológico debilitado são
chamadas “infecções oportunistas”, que podem acometer as pessoas infectadas pelo
HIV. Para mais informações
sobre doenças oportunistas,
leia as folhas informativas E1
a E 17.
O MAC (complexo mycobacterium
avium) é uma infecção oportunista
detectada em pessoas HIV positivas.
As pessoas que apresentam contagem de células T (CD4) inferior a 50
células/mm3 estão mais suscetíveis
de desenvolver MAC. Para mais
informações, leia a folha E 12.
A claritromicina é geralmente
utilizada em combinação com outro
antibiótico para o tratamento do
MAC; podendo também ser aplicada
na prevenção da infecção por
MAC. Se sua contagem de células
T (CD4) é inferior a 50 células/mm3,
consulte seu médico e conversem
sobre a possibilidade do uso da
claritromicina como prevenção
contra o MAC.
Algumas pessoas são alérgicas à
claritromicina e a antibióticos
similares. Informe a seu médico se
você é alérgico à claritromicina ou
a outros antibióticos.
Como se desenvolve a
resistência aos
medicamentos?
Sempre que você utilizar um medicamento, assegure-se de tomar a
dosagem completa e nos horários
prescritos. Muitas pessoas suspendem o tratamento quando se sentem
melhor. Isso não é uma boa idéia. Se
o medicamento não eliminar todos
os germens, estes podem sofrer
mutações e, dessa forma desenvolverem resistência a este medicamento.
Se, por exemplo, você utiliza
claritromicina para combater a
infecção por MAC e deixa de tomar
algumas doses, a bactéria presente
no seu corpo pode desenvolver
resistência à claritromicina,
prejudicando o seu uso no futuro,
caso necessário.
Como tomar a
Claritromicina?
A Claritromicina está disponível em
comprimidos de 250 ou 500 miligramas
19
Série E
(mg), podendo também ser encontrada sob a forma de um concentrado utilizado na preparação da
fórmula líquida. A dosagem e
duração do tratamento dependerão
da infecção que você apresente.
A dosagem utilizada na prevenção do
MAC é de 500 mg a cada 12 horas.
Os comprimidos de claritromicina
podem ser tomados com ou sem
alimentos. Existe ainda uma versão
de liberação prolongada chamada
“Biaxin XL” ou Klaricid UD, que
deve ser tomada com alimento, o
que contribui para a redução dos
efeitos colaterais que afetam o
estômago.
Quais são os efeitos
colaterais?
Os efeitos colaterais da claritromicina geralmente afetam o
aparelho digestivo, provocando
diarréia, náuseas, acidez e dor
abdominal. Algumas pessoas experimentam dores de cabeça ou rash
cutâneo. Vale ressaltar que alguns
anti-retrovirais causam problemas
digestivos e o uso concomitante da
claritromicina pode agravá-los.
A Claritromicina pode causar danos
ao fígado. Seu médico analisará os
resultados de seus exames
cuidadosamente para certificar-se
de que você não tenha desenvolvido nenhum dano hepático.
Informe a seu médico se a coloração
da urina tornar-se escura ou se suas
fezes tornarem-se claras ou surgir
icterícia (coloração amarelada da
pele e conjuntivas) após a utilização
da Claritromicina.
Os antibióticos eliminam também as
bactérias úteis ao organismo que
normalmente vivem no aparelho
digestivo. Para repovoar nossa flora
intestinal com bactérias úteis podese tomar iogurte ou suplementos
que contenham acidófilus.
Folhas Informativas
Como a Claritromicina
interage com outros
medicamentos?
A Claritromicina é metabolizada no
fígado, podendo interagir com
outros medicamentos que também
são processados neste órgão. A
Claritromicina provavelmente
19
Série E
interage com os inibidores da
transcriptase reversa não-análogos
de nucleosídeos (ITRNN), com alguns
anticoagulantes, com alguns medicamentos para o coração como a
digoxina, e outros antibióticos.
Certifique-se de que seu médico
esteja ciente de todos os medicamentos que você está utilizando ao
lhe ser receitado a Claritromicina.
Os inibidores da protease ritonavir
(Norvir) ou lopinavir (Kaletra) podem
aumentar os níveis de claritromicina
no sangue. A Claritromicina pode
interferir na absorção da zidovudina
(AZT, Retrovir). Ao usar os dois
medicamentos simultaneamente
orienta-se que haja um intervalo de
administração entre as doses de
cada droga de pelo menos 4 horas.
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Folhas Informativas
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dapsona
O que é Dapsona?
A Dapsona é um antibiótico comercialmente denominado Dapsona ou
Avlosulfon.
Por que as pessoas HIV
positivas tomam Dapsona?
As pessoas HIV positivas também
utilizam Dapsona para combater
infecções oportunistas.
Muitos germens vivem em nosso corpo
e são normalmente encontrados no
meio ambiente. Um sistema imunológico sadio pode eliminar os micróbios
que entram em nosso corpo ou deixar
a quantidade desses microorganismos
numa quantidade populacional
pequena o suficiente para não causar
doença. No entanto, a infecção pelo
HIV pode debilitar o sistema de defesa
humano. As infecções que se aproveitam de um sistema imunológico
debilitado são chamadas “infecções
oportunistas”, que podem acometer
as pessoas infectadas pelo HIV. Para
mais informações sobre doenças
oportunistas, leia as folhas E 1 a E 17.
A sigla PCP significa pneumonia por
pneumocystis carinii (renomeado
pneumocystis jirovec), uma infecção
oportunista que afeta os pulmões.
As pessoas que apresentam nível de
células T (CD4) inferior a 200 podem
desenvolver PCP. Para mais informações, leia a folha E 13.
Importante
Em certas ocasiões, os médicos
combinam o uso da trimetoprim
(TMP) com dapsona no tratamento da pneumonia por PCP.
A Dapsona pode ser usada para
prevenir a pneumonia por PCP.
Se sua contagem de células T
(CD4) estiver inferior a 200
células/mm3, consulte seu
médico a respeito da utilização
do Dapsona ou de algum outro
medicamento para prevenir a
pneumonia.
A toxoplasmose é outra doença
oportunista e afeta o cérebro. As
pessoas que apresentam nível de
células T inferior a 100 células/mm3
podem desenvolver toxoplasmose. A
combinação do Dapsona com pirimetamina pode ser utilizada tanto
na prevenção quanto no tratamento
desta doença. Para mais informações,
leia a folha E 15.
Algumas pessoas são alérgicas à
dapsona. Informe a seu médico se
você é alérgico a algum antibiótico.
A Dapsona pode causar anemia, por
isso as pessoas que apresentam essa
disfunção devem questionar seu
médico se a dapsona é realmente o
medicamento mais indicado para
elas. Algumas pessoas (especialmente
homens negros ou de ascendência
mediterrânea) podem apresentar
níveis baixos de uma enzima chamada
glucosa-6-dehidrogenase fosfato.
Essas pessoas não devem tomar
dapsona, visto que podem desenvolver anemia súbita e severa.
As mulheres grávidas devem evitar
tomar dapsona, pois o uso deste
medicamento durante os primeiros
três meses de gravidez pode aumentar
os riscos de má formação do feto.
Como se desenvolve a
resistência aos
medicamentos?
Se, por exemplo, você utiliza
dapsona para combater a pneumonia
por pneumocystis carinii (PCP) e
deixa de tomar algumas doses, o
fungo presente no seu corpo pode
desenvolver resistência à dapsona.
Sempre que você utilizar um
medicamento, assegure-se de tomar
a dosagem correta e seguir os horários prescritos. Muitas pessoas
suspendem o tratamento quando se
sentem melhor, tão logo os sintomas
desapareçam. Isso pode contribuir
para o aparecimento de microorganismos resistentes ao antibiótico.
20
Série E
Como tomar o Dapsona?
A Dapsona está disponível em
comprimidos de 25 ou 100 miligramas
(mg) que são geralmente tomados
uma vez ao dia. A dosagem que você
irá tomar dependerá do tipo de
infecção que você estiver combatendo ou tentando prevenir.
A Dapsona pode ser tomada com ou
sem alimentos. Se o uso do dapsona
provocar queixas gástricas passe a
tomá-lo junto das refeições.
Quais são os efeitos
colaterais?
O efeito colateral principal do
dapsona é a anemia (perda de glóbulos
vermelhos). As queixas gástricas
também são comuns. Um pequeno
número de pessoas experimenta
náuseas, vômitos, dores de cabeça,
vertigem e neuropatia periférica. Para
mais informações sobre neuropatia
periférica, leia a folha D 7.
A Dapsona pode causar sensibilidade
à luz solar. Se isso acontecer, utilize
um protetor solar e/ou use óculos
escuros. Informe a seu médico se
sua pele tornar-se pálida ou de cor
amarela, se tiver dor de garganta,
febre ou rash cutâneo, mesmo
depois de algumas semanas de já ter
iniciado o tratamento com o
dapsona. Esses sintomas podem
indicar uma severa reação ao
medicamento.
Como o Dapsona interage
com outros medicamentos?
A Dapsona é metabolizada no fígado,
podendo interagir com outros
medicamentos que também são
processados neste órgão. A Dapsona
interage com alguns anticoagulantes, antiácidos, omeprazol e
outros inibidores da bomba de
prótons. Certifique-se de que seu
médico esteja ciente de todos os
medicamentos que você está
utilizando ao lhe ser receitado a
dapsona.
Folhas Informativas
Seu médico deve acompanhá-lo
cuidadosamente se você toma dapsona combinado com os inibidores
da protease amprenavir (Ziagen) ou
saquinavir (Fortovase® ou Invirase);
ou ainda, o inibidor da transcriptase
reversa delavirdina (Rescriptor®).
20
Série E
Os níveis de dapsona no sangue podem
sofrer redução se este for tomado junto com rifampicina, um medicamento
utilizado no tratamento da tuberculose
ou do MAC. O ddI pode diminuir a
absorção de dapsona, logo, recomendase o uso do dapsona pelo menos 2 horas
antes ou depois da tomada do ddI.
O risco de desenvolver anemia
aumenta se o dapsona for tomado
junto com outros medicamentos que
causem anemia, como o AZT. O risco
de desenvolver neuropatia periférica
é maior quando o dapsona é tomado
junto com outros medicamentos que
causam neuropatia, como o ddI e d4T.
Projeto original: InfoRed SIDA Nuevo México (www.aidsinfonet.org/infored.html). Adaptação: Associação Brasileira
Interdisciplinar de AIDS (www.abiaids.org.br) . ABIA – Coordenação-Geral: Maria Cristina Pimenta Coordenação das
Folhas Informativas: Juan Carlos Raxach Assessoria Técnica: Débora Fontenelle Tradução: Marclei Guimarães. Financiado
por EED. Edição para versão eletrônica, 2005.
21
SULFAMETOXAZOL+TRIMETOPRIM (SMX/TMP)
Folhas Informativas
O que é SMX/TMP?
O SMX/TMP é uma combinação de
duas substâncias com ação bactericida: o sulfametoxazol e o
trimetoprim. Também é chamado
clotrimoxazol. Seus nomes comerciais são: Bactrim®, Assepium®,
Espectrim®, Infectrim®, Trimexazol®, Dientrin, Teutrin.
O SMX/TMP também é utilizado para
combater protozoários e algumas
infecções oportunistas em pessoas
HIV positivas.
Por que as pessoas HIV
positivas tomam SMX/TMP?
SMX/TMP é utilizado no combate de
várias infecções bacterianas. É
efetivo e barato. Lamentavelmente,
cerca de um terço das pessoas que
tomam SMX/TMP podem desenvolver
uma reação alérgica.
Muitos germens vivem em nosso
corpo e são normalmente encontrados no meio ambiente. Um
sistema imunológico sadio pode
eliminar os micróbios que entram em
nosso corpo ou deixar a quantidade
desses microorganismos numa
quantidade populacional pequena o
suficiente para não causar doença.
No entanto, a infecção pelo HIV
pode debilitar o sistema de defesa
humano. As infecções que se
aproveitam de um sistema imunológico debilitado são chamadas
“infecções oportunistas”, que podem
acometer as pessoas infectadas pelo
HIV. Para mais informações sobre
doenças oportunistas, leia as folhas
E1 a E 17.
A sigla PCP significa pneumonia por
pneumocystis carinii (renomeado
pneumocystis jirovec), uma infecção oportunista que afeta os
pulmões. As pessoas que apresentam
nível de células T (CD4) inferior a
200 podem desenvolver PCP. Para
mais informações, leia a folha E 13 .
+
InfoRed
SIDA Nuevo México
SMX/TMP é a primeira opção para o
tratamento da PCP. Se sua contagem
de células T estiver inferior a 200,
questione seu médico a respeito da
possibilidade do uso de SMX/TMP ou
de algum outro medicamento para
prevenção dessa pneumonia.
A toxoplasmose é outra doença
oportunista e afeta o sistema
nervoso central. As pessoas que
apresentam nível de células T
inferior a 100 podem desenvolver
toxoplasmose. Em determinadas
ocasiões utiliza-se SMX/TMP para
prevenir ou tratar esta doença. Para
mais informações, leia a folha E 15.
Algumas pessoas são alérgicas a SMX/
TMP. Informe ao seu médico se você
é alérgico a algum antibiótico ou
medicamento do tipo sulfa. As
pessoas com anemia não devem
tomar SMX/TMP.
As mulheres grávidas só devem usar
SMT/TMP se os possíveis riscos para
o feto forem bem avaliados de
acordo com os benefícios terapêuticos esperados. Deve-se evitar o uso
de SMT/TMP no último estágio da
gravidez tanto quanto o possível pelo
risco de icterícia neonatal.
Como se desenvolve a
resistência aos
medicamentos?
Sempre que você utilizar um
medicamento, assegure-se de tomar
a dosagem correta e seguir os
horários prescritos. Muitas pessoas
suspendem o tratamento quando se
sentem melhor, tão logo os sintomas
desapareçam. Isso pode contribuir
para o aparecimento de microrganismos resistentes ao antibiótico.
Como se toma SMX/TMP?
SMX/TMP está disponível em
comprimidos de 400 mg de sulfametoxazol e 80 miligramas de
trimetoprim. Também existe um
comprimido com dose dupla com
Série E
800 mg de sulfametoxazol e 160 mg
de trimetoprim e. A dosagem que
você irá tomar dependerá do tipo
de infecção que você estiver
combatendo ou tentando prevenir.
O tratamento e a profilaxia não
devem ser interrompidos, principalmente se o nível de suas células
de defesa estiver abaixo do
suficiente, de maneira a possibilitar
o desenvolvimento de toxoplasmose
ou pneumonia por pneumocystis
carinii.
SMX/TMP pode ser tomado com ou
sem alimentos.
Quais são os efeitos
colaterais?
A infecção pelo HIV agrava os efeitos
colaterais do SMX/TMP. Os efeitos
colaterais mais comuns são: náuseas,
vômitos, perda do apetite e reações
alérgicas na pele (rash cutâneo).
Podem ainda acontecer fotossensibilidade e síndrome de Stevens
Johnson.
O uso de SMX/TMP também pode
causar neutropenia, que se
caracteriza pela diminuição dos
níveis de neutrófilos (tipos de
glóbulos brancos que combatem
infecções bacterianas). A infecção
pelo HIV também pode causar
neutropenia.
Alguns médicos utilizam o método de
“dessensibilização” em pacientes
que sofrem reações alérgicas. Este
processo consiste em iniciar o uso
do medicamento com uma dosagem
baixa, de forma a não causar uma
reação alérgica, e aumentá-la
gradualmente até alcançar a
dosagem completa. Outra opção é
utilizar Dapsona (veja a folha E 20).
Como SMX/TMP interage
com outros medicamentos?
SMX/TMP é metabolizado principalmente pelos rins, logo, não há pos-
Folhas Informativas
sibilidade de interação com medicamentos que são processados no
fígado, inclusive com a maioria dos
medicamentos anti-retrovirais. No
entanto, SMX/TMP interage com
outros medicamentos, como os
anticoagulantes, hipoglicemiantes
(medicamentos para diminuir os
níveis de açúcar no sangue),
21
Série E
anticonvulsivantes e
Certifique-se de que
esteja ciente de
medicamentos que
utilizando ao lhe ser
SMX/TMP.
diuréticos.
seu médico
todos os
você está
receitado o
O risco de desenvolvimento de
anemia é maior se você utiliza SMX/
TMP junto com outros medicamentos que também causam anemia,
como o AZT.
O risco de se desenvolver neutropenia é maior se você toma SMX/
TMP junto com outros medicamentos que provocam neutropenia,
como o AZT e o ganciclovir.
Projeto original: InfoRed SIDA Nuevo México (www.aidsinfonet.org/infored.html). Adaptação: Associação Brasileira
Interdisciplinar de AIDS (www.abiaids.org.br) . ABIA – Coordenação-Geral: Maria Cristina Pimenta Coordenação das
Folhas Informativas: Juan Carlos Raxach Assessoria Técnica: Débora Fontenelle Tradução: Marclei Guimarães. Financiado
por EED. Edição para versão eletrônica, 2005.

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