Flipper - Global Garbage

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Flipper - Global Garbage
G biodiversidade G
Meu nome não é
Uns são chamados de golfinhos, outros têm apelido de baleia, e
alguns têm nomes especiais, como toninha ou orca. Mas todos são
igualmente encantadores e merecem ser mais conhecidos por suas
características reais do que por imagens fantasiosas de mídia
TERR A DA GENTE
texto
Norbert Wu/minden pictures
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Golfinho-nariz-de-garrafa (Tursiops truncatus)
Maura Campanili
TERR A DA GENTE
Flipper
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T E R R A D A G E N T E | biodiver sid ad e
e
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praticamente impossível encontrar quem
não goste deles, seja
pela
reconhecida
inteligência e capacidade de comunicação, seja pela graça com que se
exibem, às vezes bem pertinho da
costa ou em shows de parques aquáticos ao redor do mundo. Os golfinhos também fazem parte do imaginário popular. Figuram há pelo
menos 2 mil anos ao lado de deuses
e seres fantásticos nos mosaicos do
Império Romano. E nos acompa-
tante comuns na costa brasileira.
A literatura e o cinema também
tornaram vilãs algumas espécies,
como é o caso da orca (Orcinus orca),
injustamente imortalizada como
‘baleia assassina’, e do cachalote (Physeter macrocephalus), a famosa ‘baleia’
Moby Dick da obra de Herman Melville e a Dona Monstro da animação
Pinóquio dos Estúdios Walt Disney.
O que pouca gente sabe é que ambas
as espécies, apesar de grandes, não
são baleias, mas golfinhos.
Baleias e golfinhos são agrupados
alimentos: peixes e crustáceos bem
pequenos. Já os golfinhos são odontocetos (Odontoceti) e possuem dentes para se alimentarem de animais
maiores: lulas, peixes – às vezes
bem grandes, como tubarões – e
até baleias bem maiores do que os
próprios golfinhos. Além da presença de dentes, o que possibilita aos
golfinhos essa eficiência na captura
de alimento é a capacidade de caçar
em grupo.
O maior misticeto é a baleia-azul,
que pode chegar a 33 metros de com-
Os perigos do lixo marinho
Uma das grandes ameaças aos golfinhos – e também a todas
as espécies que dependem do mar para viver e se alimentar – é
o lixo marinho. Formado por todo tipo de resíduo sólido manufaturado, pode permanecer no oceano por milhares de anos. No
Pacífico Norte, há registro de imensas ‘ilhas’ flutuantes de lixo,
mas não se sabe se elas também existem no Atlântico Sul.
“Esse lixo pode ser de fontes terrestres – jogado por usuários
de praias e rios, sistemas de drenagem e esgoto, enchentes, lixões e aterros próximos a corpos d’água – e de fontes marinhas,
como navios e plataformas oceânicas de petróleo e gás”, diz a
oceanógrafa Juliana Assunção Ivar do Sul, da Associação Praia
Local, Lixo Global.
Uma vez no ambiente, o lixo formado por plástico, isopor,
nham em brinquedos, jogos, livros,
figurinhas, filmes e seriados de TV.
A expressão travessa e simpática
desses bichos nos faz sonhar em ter
um deles como amigo íntimo, como
nas várias versões envolvendo o golfinho Flipper, que se tornou o nome
mais conhecido dos golfinhos-narizde-garrafa (Tursiops truncatus), bas-
metal, papel e vidro causa diferentes impactos nos golfinhos.
Curiosos, os animais gostam de interagir com as redes de pesca
abandonadas e acabam morrendo afogados. Ou permanecem
indefinidamente enredados (enrolados à rede), com vários efeitos subletais: ficam debilitados, com dificuldades para se defenderem, alimentarem-se e se reproduzirem.
Outro problema é a ingestão dos produtos pequenos.
“Eles comem de tudo e não se sabe a razão. Há teorias de
que confundiriam o lixo com presas ou outros alimentos”,
acrescenta Juliana. “A ingestão desses objetos pode causar
sensação de saciedade e o animal não busca mais alimento.
Se o item é maior, pode causar obstrução gastrointestinal,
com efeitos letais e subletais”.
em uma só ordem de mamíferos
marinhos, a dos cetáceos (Cetacea).
Porém, as baleias se encaixam em
uma subordem conhecida como
misticetos (Mysticeti), cuja característica principal é a presença de
barbatanas de queratina, que ficam
presas na mandíbula pelos dois lados da boca e servem para filtrar
primento quando adulta e o menor, a
baleia-franca-anã (Caperea marginata)
de 5 a 6 metros. O maior odontoceto é
o cachalote, que atinge até 18 metros
de comprimento quando adulto, e o
menor, a vaquita (Phocoena sinus) e seu
máximo de metro e meio.
Com uma linha de costa muito
grande, o Brasil se dest aca na diver-
Hiroya Minakuchi/minden pictures
MANCHAS DA IDADE
As manchas identificam o
golfinho-pintado-do-atlântico:
quanto mais velho, mais manchas.
O golfinho-nariz-de-garrafa (pág. 27)
é a espécie de maior ocorrência
e a mais conhecida por causa
do personagem Flipper
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Golfinho-pintado-do-atlântico (Stenella frontalis)
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Família numerosa
A maioria das espécies de golfinhos registradas em águas brasileiras é da família Delphinidae. Dela fazem parte:
Baleia-piloto-de-peitorais-curtas
(Globicephala macrorhynchus) – Ingere cerca de 45
kg de comida por dia. O principal componente da dieta é
lula, apesar de comer também pequenos peixes
Baleia-piloto-de-peitorais-longas
(Globicephala melas) – Não habita regiões muito quentes,
por isso as populações do Norte e do Sul não se misturam
Boto-cinza
(Sotalia guianensis) – O mais comum em todo o litoral brasileiro
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Falsa-orca
(Pseudorca crassidens) – Apesar do nome é confundida
com o golfinho-nariz-de-garrafa, embora seja maior
Golfinho-cabeça-de-melão
(Peponocephala electra) – De corpo cinza escuro e ‘lábios’ geralmente brancos, alguns têm ‘tapa-olho’ escuro.
Difícil de distinguir da orca-anã
Golfinho-clymene
(Stenella clymene) – É pequeno, com 1,8 metro de
comprimento, em média. Tem ‘bico’ curto, barriga
branca e marcas escuras acima do olho e abaixo da
nadadeira dorsal
matheus jeremias fortunato
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Golfinho-de-peron
(Lissodelphis peronii) – Não tem barbatana dorsal. Habita águas frescas e profundas no Hemisfério Sul
Golfinho-de-risso
(Grampus griseus) – Apresenta um sulco leve e côncavo
na cabeça, uma característica exclusiva da espécie
Golfinho-de-risso
(Lagendodelphis hosei) – É mais comum no Oceano Pacífico, mas raramente também aparece no Atlântico
Golfinho-listrado
(Stenella coeruleoalba) – Apresenta uma listra azul escuro em todo seu comprimento
Golfinho-nariz-de-garrafa
(Tursiops truncatus) – É o Flipper. Ocorre em zonas tropicais e temperadas de todo o mundo
Golfinho-pintado-do-atlântico
(Stenella frontalis) – Tem um padrão manchado e conforme
envelhece aparecem mais manchas, até predominar o branco
Golfinho-pintado-pantropical
(Stenella attenuata) – Possui dorso cinza escuro com manchas
claras e focinho branco. Fica mais manchado conforme envelhece.
Golfinho-comum-de-bico-curto
(Delphinus delphis) – É um dos menores e mais comuns
em todo o mundo
Golfinho-rotador
(Stenella longirostris) – Dá saltos espetaculares, rodando como um pião, em pleno ar
Golfinho-comum-de-bico-longo
(Delphinus capensis) – Distingue-se do anterior pelo
‘bico’ longo
Orca
(Orcinus orca) – Vive em sociedades matriarcais e caça
grandes presas em grupos, mas não ataca humanos
Golfinho-de-dentes-rugosos
(Steno bredanensis) – Possui 20 a 27 dentes em cada linha, com pequenas ‘rugas’ (sulcos verticais)
Orca-anã
(Feresa attenuata) – Muito parecida com a falsa-orca. É
mais comum nas costas do Japão, Havaí e Índia
Golfinho-rotador (Stenella longirostris)
Onde tem
peixe, tem
golfinho,
que precisa
comer muito
A bióloga Liliane Lodi, do Instituto Aqualie, estuda o golfinhonariz-de-garrafa no litoral do Rio
de Janeiro e conta que os golfinhos
são animais bastante sociais, “mas
entre eles”. Ela recomenda: “Para
observá-los, é melhor permanecer
dentro do barco ou na praia e não
tentar tocá-los na água, pois dificilmente se consegue”. Esses animais
andam sempre em grupos, de tamanhos variados, conforme a espécie.
As orcas, por exemplo, vivem em
alto-mar, em sociedades matriarcais, onde a fêmea mais velha é a líder do grupo. “Formam famílias de
até quatro gerações. Os grupos, em
geral, são pequenos, mas eventualmente podem chegar a 50 indivíduos”, diz Liliane.
Grupos de golfinhos oceânicos
são bem maiores e chegam a ter
centenas de indivíduos. As espécies
costeiras vivem em grupos menores. “Mas já vi grupo de boto-cinza
na baía de Parati, onde há boa disponibilidade de alimentos, de até
450 indivíduos”, conta a bióloga.
Algumas espécies possuem sociedades mais fluidas e mudam de grupo
o tempo todo, como é o caso do próprio nariz-de-garrafa e do golfinhorotador (Stenella longirostris), que
habita grande parte do litoral brasileiro, mas tem a maior população
residente conhecida no arquipélago
de Fernando de Noronha.
Golfinhos costumam ser poligâmicos, com machos e fêmeas cruzando com vários indivíduos do
sexo oposto. A gestação dura em
torno de 12 meses na maioria das
espécies e o filhote é amamentado
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sidade de
golfinhos. Dentre
mais de 70 espécies conhecidas no mundo, quase 50% já foram
registradas ao menos uma vez no
nosso litoral e na Bacia Amazônica,
onde vivem o boto-cor-de-rosa (Inia
geoffrensis) e o boto-tucuxi (Sotalia
fluvialitis), nossas duas espécies fluviais. Segundo o biólogo Marcos
Santos, coordenador do Laboratório
de Biologia da Conservação de Cetáceos do Departamento de Zoologia
da Universidade Estadual Paulista
(Unesp) de Rio Claro, originalmente
as duas espécies mais comuns no
litoral brasileiro eram o boto-cinza
(Sotalia guianensis), ainda abundante, e a toninha (Pontoporia blainvillei),
hoje ameaçada. “O boto-cinza ocorre em águas costeiras, muitas vezes
adentrando estuários, desde o estado de Santa Catarina e, rumando
ao Norte, até Honduras, na América
Central. Poderíamos dizer que é a
‘mais brasileira’ das espécies de cetáceos. A toninha ocorre em águas
costeiras desde o Espírito Santo e,
rumando ao Sul, até a Baía Blanca
na Argentina”, diz.
matheus jeremias fortunato
saltador
O golfinho-rotador
(nesta e na pág. anterior), que gira no ar
como um pião, tem a maior população
residente conhecida em Fernando de
Noronha, mas a espécie se espalha por
grande parte do litoral brasileiro
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Suzi Eszterhasminden pictures
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Golfinho-comum-de-bico-curto (Delphinus delphis)
contrastes
O de-bico-curto (acima) é um dos golfinhos menores e mais comuns; o golfinho-de-risso (pág. seguinte) é espécie
rara e tem a característica exclusiva do sulco côncavo na cabeça
por até 18 meses. “Mesmo depois de
desmamar, costuma acompanhar a
mãe por um longo tempo”, explica
André Barreto, doutor em Oceanografia e professor da Universidade
do Vale do Itajaí (Univali). A comunicação entre eles é feita principalmente através do som. Possuem
uma audição muito sensível e produzem sons de alta frequência para
se comunicar e explorar o ambiente. “Os golfinhos utilizam pulsos de
ultrassom do mesmo modo que um
barco utiliza o sonar. Ouvindo os
ecos, eles conseguem saber a distância para obstáculos e identificar as
suas presas”, diz Barreto.
Além disso, possuem um metabo-
lismo alto e precisam comer muito.
Mesmo entre os golfinhos menores,
costeiros, cada indivíduo necessita
ingerir 5 quilos de alimento por dia.
Por isso, gastam muita energia procurando alimentos e frequentam
áreas de grande importância econômica para o País por suas características piscívoras, ou seja, onde há
peixe, há golfinhos. E há problemas
As toninhas
podem ser
extintas em
todo mundo
com a captura acidental (by catch)
em redes de pesca, um impacto que
afeta mundialmente as populações
costeiras de golfinhos.
“Nenhum pescador quer capturar
golfinhos. Porém, acidentalmente,
eles se envolvem com redes de pesca
e morrem afogados. Por esse motivo,
as toninhas hoje são consideradas
mundialmente ameaçadas de extinção e, segundo a última revisão
do estado de conservação da fauna
brasileira, ficaram na subcategoria
‘em perigo’”, observa Marcos Santos.
Um Plano para Mamíferos Aquáticos, editado pelo Ibama, em 2001,
inclui como ameaçados também o
golfinho-rotador e o golfinho-nariz-
Brandon Cole/getty images
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Golfinho-de-risso (Grampus griseus)
Pescadores matam
golfinhos para usar
a carne dura como
isca de tubarão
de-garrafa.
Segundo o advogado Cristiano Pacheco, diretor executivo do
Instituto Justiça Ambiental e voluntário da organização não governamental Sea Shepherd Brasil,
porém, nem sempre a captura de
golfinhos é acidental. “Em 2007,
soubemos de um massacre de golfinhos no Amapá, quando 83 animais foram mortos. Na ocasião,
entramos com ação de indenização pedindo embargo das embar-
cações – para a qual conseguimos
uma liminar – e uma ação civil
pública contra o Ibama (Instituto
Brasileiro de Meio Ambiente e dos
Recursos Naturais Renováveis),
por omissão de informações”.
Depois, Pacheco soube que
os golfinhos são capturados no
Amapá e no Pará para servirem
de isca de tubarão, “porque possuem uma carne dura, que demora mais para amolecer na água”.
Não há estimativas do número
Famílias
pequenas
Só existem registros em águas brasileiras de uma espécie da família Phocoenidae e uma da família Pontoporidae.
São elas:
Boto-de-burmeister
(Phocoena spinipinnis) – Possui a nadadeira dorsal extremamente afiada.
Sua pele escurece logo após a morte, por
isso ele é apelidado de boto-preto
Toninha
(Pontoporia blainvillei, foto acima)
– É provavelmente o golfinho mais ameaçado no Atlântico Sul Ocidental, com
alta mortalidade acidental em redes de
espera
Suzi Eszterhas/minden pictures
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Orca (Orcinus orca)
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na paz
A orca ganhou, no cinema, a fama
injusta de assassina, mas ela não
ataca humanos, só grandes presas.
Vive em alto-mar, em grupos, sob a
liderança da fêmea mais velha
de golfinhos caçados para este fim,
mas o advogado lembra que a pesca
de tubarão inclui espécies comuns
na mesa do brasileiro, como cação,
caçonete, anjo e viola.
A lista de ameaças aos golfinhos não se limita às redes de
pesca. Eles também são vítimas
de atropelamento por embarcações, da diminuição dos estoques
pesqueiros, da poluição, do lixo
marinho e das mudanças climáticas, que já alteram a temperatura e as correntes marítimas, mexendo com a cadeia alimentar. “A
Os cetáceos
são pouco
pesquisados
no Brasil
poluição sonora, provocada pelo
grande volume de embarcações
também pode influir no sensível
sistema auditivo dos golfinhos e
interferir na comunicação entre
eles”, explica Liliane.
Para estimar a importância das
ameaças, no entanto, faltam informações no Brasil. Mesmo que as
pesquisas sobre os cetáceos tenham
crescido consideravelmente no País
desde o início da década de 1980 –
caso do golfinho-rotador em Noro-
nha, onde há pesquisa, educação
ambiental e integração social com
comunidades pesqueiras – há muitas lacunas a serem preenchidas.
“Faltam estimativas de tamanhos
da maioria das populações, seus
hábitos alimentares, seus aspectos
reprodutivos, dentre outros. Essas
informações são espaçadamente
distribuídas ao longo da costa e se
concentram apenas em pequenos
núcleos onde existe pesquisa há
mais tempo”, diz Santos.
Uma das espécies em melhor
condição, neste sentido, é o narizde-garrafa (Tursiops truncatus). Além
das pesquisas de Liliane Lodi do
Instituto Aqualie, no arquipélago
das Cagarras, em frente à praia de
Ipanema, no Rio de Janeiro, existe
o programa Botos do Itajaí, coorde-
willy ertel
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Boto-cinza (Sotalia guianensis)
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A ‘MAIS BRASILEIRA’
O boto-cinza pode ser avistado no litoral brasileiro, de Santa Catarina para
o Norte, e chega a entrar nos estuários.
O exemplar acima foi fotografado no
Lagamar, no litoral Sul de São Paulo
nado por André Barreto, da Univali,
com o registro da presença desses
golfinhos na foz do rio Itajaí, em
Santa Catarina. “Desde 2001 temos
monitorado a ocorrência dos animais na área, onde há um grande
tráfego de embarcações, analisando seu comportamento e ocorrência. E, desde 2008, começamos a
identificá-los individualmente”, relata o oceanógrafo.
Os estudos em Santa Catarina
mostram certa tolerância dos animais às perturbações no local, mas
também que há um limite para
Observar
um golfinho
depende
de sorte
essa tolerância. “Em um período
que houve uma dragagem intensa
e explosões para quebrar rochas
embaixo d’água, os golfinhos desapareceram da área por quase um
ano. Atualmente estão de volta,
mas apareceu uma série de doenças
de pele em diversos animais”, continua Barreto.
Segundos os especialistas, uma
forma de evitar o declínio de populações de cetáceos pelo mundo
deve ter como princípio o mesmo
lema desta revista – ‘conhecer para
conservar’ – e é uma corrida contra o tempo.
Para os fãs de golfinhos, ainda há
oportunidades de ver de perto esses
incríveis mamíferos em ambiente
natural, em várias localidades do
País. Embora não exista um turismo estruturado para a observação
de golfinhos, as boas dicas são: Fernando de Noronha para golfinhosrotadores; Praia do Pipa (RN), estuário de Cananéia (SP) e Baía Norte
(SC) para boto-cinza; o farol de Laguna (SC) e a foz do rio Tramandaí
(RS) para golfinhos-nariz-de-garrafa. As demais espécies distribuemse pela costa e vê-las depende de
sorte, portanto é bom manter os
olhos abertos, sobretudo quando se
está embarcado.

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