Boletim Comunidades n.º 24

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Boletim Comunidades n.º 24
Nº 24 | 22 a 28 de Dezembro de 2012
Região Autónoma da Madeira
COMUNIDADES
1
ATUALIDADES
Primeira Oitava foi dia de passeios na baixa da
cidade
Numa manhã com algum movimento
nas ruas do Funchal, principalmente na
Avenida do Mar e Avenida Arriaga, as
vozes de diferentes nacionalidades que
se faziam ouvir revelavam que o Natal
da Madeira continua a atrair muitos
turistas. Apesar de se verem também
madeirenses que aproveitaram o dia
26 para passearem pela placa central
e pelo Funchal, os turistas estavam em
maior número.
Na placa perto da Sé, onde está o
presépio, os cânticos de Natal ao
vivo, tinham bastante público, que
filmavam e fotografavam o ambiente
ou, simplesmente, ouviam solenemente
as músicas.
Nos últimos preparativos antes de
abrir ao público, a Aldeia Etnográfica
no Largo da Restauração, esperava por
uma tarde movimentada. No dia de
Natal, as barracas estiveram fechadas,
mas «muitas pessoas vieram ver o
presépio», adiantou Gilda Nóbrega,
responsável pelo projecto, esclarecendo
que, no dia de Natal, um funcionário
foi alimentar os animais que ali se
encontram nestes dias. Durante a
manhã, estiveram a mudar a vegetação
do local antes de permitir a entrada das
pessoas, mas o cheiro a sopa e a bolodo-caco já mexiam com o estômago
de quem passava e, de facto, alguns
turistas aguardavam pacientemente
pela abertura da aldeia. Até ao dia 26,
as camacheiras preparavam quatro
panelas de sopa de couve, mas, a
partir desta data, os visitantes podem
provar a sopa de trigo. Na primeira
oitava, e com base nos anos anteriores,
Gilda Nóbrega estava convicta de que
«muitas pessoas vão passar por aqui». O
que veio, realmente, a confirmar-se.
Para além da sopa, do bolo-do-caco
e da carne de vinha d’alhos, os licores
com receitas da Camacha de frutas,
«sem corantes nem essências, mas
sim com fruta pura», são também
procurados por madeirenses e
turistas. Com 30 pessoas da Camacha
a cuidarem ou trabalharem na Aldeia
Etnográfica e três artesãos convidados,
o local tem sido um dos espaços mais
visitados do Funchal nestes dias.
Também na Avenida Arriaga, mas
desta feita, em frente ao Palácio de
São Lourenço, o folclore encantava
os turistas que se por ali passeavam,
vindos dos hotéis ou do navio de
cruzeiro que fazia escala no Porto do
Funchal. O dia ameno, festivo, com
música de Natal nas ruas e muitos
turistas e madeirenses a passear
mostravam que a Primeira Oitava é em
família, mas não obrigatoriamente em
casa.
2
ATUALIDADES
Obras na Avenida deverão ficar concluídas mais
cedo
As obras que estão a decorrer na zona do terrapleno para depósito de inertes (vulgo aterro criado como consequência do
temporal de 20 de Fevereiro de 2010), deverão ficar concluídas antes do prazo previsto.
«Esta obra está prevista para dois anos mas creio que podemos, sem querer estar a prever o futuro, fazer isto em menos
tempo». A convicção é do Vice-presidente do Governo Regional, que ontem mostrou o andamento dos trabalhos na baixa do
Funchal ao Presidente do Governo Regional. Momentos antes, enquanto visitava as barracas da Avenida Arriaga, Jardim tinha
perguntado ao Vice sobre o projecto e, numa decisão tomada no momento, quis ver, no local, o que está a ser feito. Cunha
e Silva explicou, numa visita informal com o Presidente do GR ao cais - num percurso a pé pela faixa sul da avenida do Mar e
depois de jeep à zona em construção em frente ao teleférico e aos troços terminais das ribeiras - os diversos aspetos de uma
obra de grandes dimensões que vai melhorar a segurança dos madeirenses e criar zonas de lazer.
João Cunha e Silva garantiu que «a obra está a correr muito bem, mais depressa do que estava previsto e ainda bem. É uma
obra de vulto que vai melhorar substancialmente a baixa do Funchal, a segurança das pessoas e dos bens de cada um».
O Vice-presidente do Governo Regional, explicou ainda que os trabalhos na baixa da cidade, juntamente com os que estão
a decorrer nos açudes a montante das ribeiras, «vão garantir o cumprimento das normas de segurança que estão no plano
que encomendamos depois da aluvião do 20 de Fevereiro. É isso que estamos a fazer aproveitando bem a Lei de Meios e,
ao mesmo tempo, vamos transformar esta zona numa área muito aprazível para os madeirenses», uma vez que o projecto
contempla «grandes espaços verdes, com zonas de estar, percursos pedonais, rodeados por árvores e plantes e um bar/café/
esplanada de apoio», como se lê nos cartazes colocados ao longo da Avenida do Mar.
3
COMUNIDADES
Diáspora mais influente
O Presidente da República, Cavaco
Silva, reiterou esta semana que acredita
nas potencialidades das comunidades
portuguesas espalhadas pelo mundo,
servindo como “agentes” do “reforço da
reputação, do prestígio e credibilidade
de Portugal”.
“Eu acredito fortemente nas
potencialidades das comunidades
portuguesas espalhadas pelo mundo
e sei que são muitos aqueles que
querem ser agentes ativos do reforço
da reputação, do prestígio e da
credibilidade de Portugal”, afirmou
Cavaco Silva perante o conselho da
diáspora portuguesa.
O Chefe de Estado assistiu ontem no
Palácio de Belém, em Lisboa, ao ato de
constituição do conselho da diáspora
portuguesa, juntamente com o ministro
de Estado e dos Negócios Estrangeiros,
Paulo Portas.
“Este conselho para a diáspora
portuguesa dá corpo a uma ambição
que eu acalento já há algum tempo
e que tenho vindo a estimular, que
é estruturar uma rede de talentos
e competências que existem nas
comunidades portuguesas, no domínio
da economia, das artes, da ciência e da
política”, sustentou.
4
COMUNIDADES
Natal nas comunidades semelhante ao da
Madeira
«A principal diferença entre o Natal que vivemos aqui na África do Sul e o da Madeira é o calor que se faz sentir nesta altura do
ano, que é Verão, ao contrário da nossa ilha que é Inverno». As palavras são de Ivo Sousa, presidente da Casa da Madeira em
Pretória.
Quanto ao mais revela que se assemelha ao que se faz na Madeira. Por isso, admite que constroem a lapinha com bonecos
que compram quando vêm de férias à Madeira. Não falta igualmente a árvore de Natal.
Ivo Sousa complementa que nas igrejas portuguesas de Pretória e de Joanesburgo é celebrada a noite de Natal, tal como em
Portugal, e afirma que no dia de Natal é tradição irem a casa de familiares confraternizarem na quadra festiva, em volta de
mesas onde não falta o grão-de-bico e o bacalhau. O perú diz que não faz muito parte da ementa de Natal, um costume que
afirma ser mais nas casas dos continentais.
Outro costume madeirense, que é igualmente transversal a outros países do mundo, prende-se com a troca de prendas no dia
de Natal. Isto apesar de acentuar que a crise também chegou ao país mais a sul do continente africano, pelo que as ofertas são
feitas com conta, peso e medida.
E se toda esta vivência acontece com as gerações que partiram da Madeira em direcção à África do Sul, lamenta que tal já não
aconteça muito com os filhos destas gerações dos que já nasceram no país e que falam mais inglês que português. Há como
que um certo desligar da terra dos pais, pese embora diga que muitos sentem orgulho em utilizar camisolas das equipas de
futebol portuguesas.
5
COMUNIDADES
No outro lado do oceano, fica outra importante comunidade madeirense: a Venezuela.
Entre os milhares de conterrâneos que podíamos conversar contactamos com Sandra Rodríguez, uma cantora nascida na
Venezuela filha de pais madeirenses.
Neste âmbito recorda que em conversa com amigos acerca do Natal venezuelano chegaram à conclusão que «o Natal aqui é
único».
Explica que está caracterizado por muitos sabores e cheiros, sons e muitas cores, cheio de tradições bem próprias da
Venezuela.
Quanto ao resto não esconde algumas semelhanças com a Madeira e ao mundo ocidental já que diz acreditarem no Pai Natal
e também no “Menino Jesus”.
Além disso, adianta que fazem presépios com as imagens do nascimento. E o pinheiro, a árvore típica em Dezembro, natural
ou artificial, «não pode faltar».
No domínio da gastronomia, Sandra Rodriguez diz que é costume por esta altura a tradicional “hallaca”, um prato típico
originado na época da colonização, junto ao “pan de jamón” (pão de fiambre), salada de galinha e pernil assado. Tudo
acompanhado pelo doce de papaia, acrescenta. Juntam-se a estas tradições as “missas do galo”, sendo que «o convívio entre
os assistentes são esperados por todos».
Sandra sublinha que o ambiente é bem alegre, com as “gaitas”, “aguinaldos” e as “parrandas” (géneros musicais típicos destas
datas) em sítios públicos que chegam a ser bem concorridos para desfrutar destas iniciativas.
Lembra que as crianças são as protagonistas e refere que a troca de prendas e o compartilhar e reuniões entre as famílias
e amigos, acrescentam-se nestes dias de Natal que, com maiores ou menores ligações umbilicais à Madeira são vividos
nas diversas comunidades madeirenses espalhadas pelo mundo às suas maneiras, ainda que possam ter mais ou menos
influências das suas raízes.
6
EDUCAÇÃO E CULTURA
AACMM propõe para dia 30 “ uma viagem
musical”
“Uma viagem musical é a proposta
da Associação dos Amigos do
Conservatório de Música da Madeira
(AACMM) para aquele que será o
seu segundo concerto integrado no
programa das Festas de Fim de Ano, da
Secretaria Regional da Cultura, Turismo
e Transportes / Direção Regional de
Turismo.
Agendado para as 18 horas do próximo
domingo, dia 30 de Dezembro,
no Teatro Municipal Baltazar Dias,
este concerto apresentará «uma
programação variada, leve e atraente
evoca e celebra o espírito da época»,
como explica o presidente da AACMM,
Robert Andres.
Para além do Ensemble Tocarte que,
neste concerto, apresenta-se em estreia,
participam também o Ensemble Vocal
Regina Pacis e o Ensemble Si Que Brade,
da DRE/Educação Artística.
«A principal ideia deste programa
é percorrer vários países do mundo
e buscar inspiração, sentimentos
e temas alusivos à época, ou,
simplesmente aqueles cuja expressão
enquadra-se no espírito de alegria,
entusiasmo, boa vontade, partilha
e reflexão, caraterísticos para a
quadra. Os ensembles apresentamse individualmente e em várias
combinações, incluíndo vários temas
em conjunto», adianta o responsável.
Do programa destacam-se composições
de Astor Piazzolla; temas populares
da Macedónia, Irlanda, Roménia,
Ucrânia e Inglaterra; do compositor F.
Mendelssohn, bem como de Freddy
Mercury (Bohemian Rhapsody) e ainda
músicas tradicionais madeirenses.
Em relação aos grupos participantes
neste evento, o Ensemble Tocarte é
formado por Norberto Gonçalves da
Cruz (bandolim), Slobodan Sarcevic
(acordeão), Duarte Salgado (percussão)
e Robert Andres (piano). Os quatro
músicos estreiam-se num projecto
que tem como principal objectivo
«promover uma fusão instrumental
interessante e inovadora, com
flexibilidade tímbrica para se adaptar
a vários idiomas de expressão musical
mas sempre com forte impacto sonoro
e emocional».
Já o Si Que Brade, constituído em 1987
pela Secretaria Regional de Educação,
é composto por 15 elementos com
idades compreendidas entre os 13
e 26 anos. A Com direcção artística
de Roberto Moritz, o seu repertório
incide predominantemente na área da
música tradicional/popular madeirense,
embora apresente temas populares
nacionais e internacionais.
Por fim, o Ensemble Vocal Regina
Pacis, criado em Outubro de 2001,
na dependência da então Secretaria
Regional de Educação, tem como
principal objetivo dar a conhecer
ao público a polifonia renascentista
portuguesa, embora o seu repertório
não se limite a este género musical.
Constituído por estudantes de canto
com idades entre os 18 e os 39 anos
este ensemble é dirigido por Zélia
Gomes.
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EDUCAÇÃO E CULTURA
Rui Massena pede mais oportunidades para os
artistas
Rui Massena, maestro que dirigiu a orquestra criada para a Guimarães Capital Europeia da Cultura de 2012, deixou esta
semana, na sua página do Facebook, algumas considerações e pedidos a respeito do projecto abraçado durante três anos
e que terminou este fim-de-semana, com a realização de um concerto de Natal transmitido pela RTP 1 e que contou com a
participação de diversos artistas, entre os quais, a madeirense Vânia Fernandes.
Para o também maestro titular da Orquestra Clássica da Madeira, foram «três anos de projecto, recheado de sonhos para
uma celebração e um legado que caminhassem de mãos dadas», lembrando que «o programa da Música tentou ser uma
chamada ao Portugal da música, para que se documentasse a nossa musicalidade. A arte reflete o seu tempo e, no futuro, era
importante olhar para esta Capital, como um momento em que Portugal, deu à Europa a sua existência. Da Europa apenas
trouxemos o melhor».
Neste sentido, o responsável alertou para a necessidade das instituições portuguesas construírem os seus artistas «com
oportunidades e não apenas com migalhas».
Na sua exposição por escrito, Rui Massena disse ainda que «a Orquestra Estúdio, um dos projectos da Área da Música,
constituiu-se com um grupo de músicos extraordinário, uma nova forma de ler a actividade Orquestral e a construção de um
legado que ficará na nossa memória para sempre».
Aliás, a este respeito, o maestro julga ter sido também «uma oportunidade a compositores, solistas maestros e músicos
portugueses». «Não chega educá-los. É necessário criar-lhes as oportunidades. Um ano é uma migalha mas com muitos grãos
talvez a coisa funcione», concluiu.
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EDUCAÇÃO E CULTURA
Mercado acolhe a 31 festa “RFM Super Réveillon”
O Mercado dos Lavradores, no Funchal, acolherá na noite do próximo dia 31 de dezembro a festa “RFM Super Réveillon”.
Promovida pela Unforbettable Events, em parceria com a Rádio RFM, este evento tem DJ’s de topo confirmados, entre os
quais, o Dj Kura (na imagem) que, no passado dia 18 de Dezembro, abriu o concerto “One Last Tour” dos Swedish House Mafia
no Pavilhão Atlântico, em Lisboa e que vem à Madeira estrear o seu novo single “Asteroids On Acid”, bem como o projecto
Bonkers, que fará a sua estreia mundial no Funchal.
De acordo com a organização, neste evento atuará também o conhecido Allan Gul (dj e produtor dos Nu Soul Family, grupo
vencedor do Prémio MTV EMA 2010) que fará «uma apresentação única com uma descarga de boa música, num delirante set».
E se a festa acontece na Madeira, os DJ’s regionais também não foram esquecidos. Serão quatro os DJ’s da Região que vão
completar esta noite: Maciel Ferreira, Paul X, aka Fusion Project que partilhará cabine com o NS Project e Michael Teixeira (que
apresentará “Operator”, o seu novo single).
De salientar que as portas vão abrir às 00h30 e que serão exigidas condições especiais de seleção para ingressar,
nomeadamente, entrada para maiores de 16 anos e vestuário “night chic”.
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ECONOMIA E FINANÇAS
Jardim ficou satisfeito
O Presidente do Governo Regional
regozijou-se com a análise positiva que
Bruxelas fez às medidas que a Região
está a desenvolver para minimizar os
riscos orçamentais. A Madeira vai fechar
o ano com um défice de 178 milhões de
euros (face a uma meta de 158 milhões
de euros e a uma estimativa inicial de
Bruxelas de 300 milhões), segundo
as previsões da Comissão Europeia
divulgadas no relatório sobre a sexta
avaliação ao programa de ajustamento
português.
«Já vi essa análise da União Europeia,
que é bastante positiva», começou por
dizer Alberto João Jardim, à margem
da visita que fez, acompanhado por
membros do seu executivo, à animação
natalícia na placa central da Avenida
Arriaga.
«Eu, neste momento, estou-me a rir
porque toda a gente pensava – desde
a União Europeia ao Governo da
República – que ia ser complicado
começar a recuperar as finanças da
Madeira. E, afinal, o que está feito,
conseguiu-se fazer e é a própria UE a
dizer que a recuperação financeira está
a correr bem». Por isso, concluiu o chefe
do Executivo madeirense, «eu só tenho
de estar satisfeito, embora o mérito
seja dos meus colegas de governo e,
sobretudo, do Secretário Regional das
Finanças, que tem tido uma mão de
ferro».
10
ECONOMIA E FINANÇAS
Orçamentos dão prioridade ao social
Os orçamentos das autarquias da
Região para 2013 estão neste momento
em fase de aprovação. Os mesmos já
receberam “luz verde” nas reuniões
camarárias e a grande maioria irá ser
ratificada pelas assembleias municipais
na próxima semana.
Numa ronda junto das diversas
câmaras municipais, é notório um traço
comum à generalidade das autarquias:
orçamentos de contenção, atendendo
à actual conjuntura, mas, sobretudo,
dando prioridade à área social.
No caso de Câmara de Lobos, o
orçamento passa dos 36 milhões de
euros este ano para 31 milhões em
2013. «É um orçamento de contenção,
mas procurando que aquilo que se
tinha programado se faça dentro do
panorama restritivo que estamos
a viver», explicou o Presidente da
edilidade, sublinhando que houve a
preocupação de contemplar no mesmo
a parte social, à semelhança do que tem
acontecido nos anos anteriores. «As
previsões apontam para que seja um
ano extremamente difícil e a Câmara
tem neste orçamento as dotações
necessárias para intervir em caso de
necessidade», frisou Arlindo Gomes.
Neste domínio, embora com alguma
contenção, terão também continuidade
os apoios à educação e às instituições.
«Dentro do modelo de contenção
e restritivo, vamos procurar que, a
exemplo daquilo que foi 2012, também
2013 possa continuar com alguma
estabilidade», frisou.
Por seu turno, a Câmara da Ponta do Sol
também irá reduzir o orçamento para
2013. Com um valor de 6.310.000 euros,
o mesmo representa uma diminuição
de 15 por cento comparativamente a
este ano. O edil pontassolense sublinha
que se trata de um «orçamento realista
e a pensar no social». Rui Marques
salienta que será dada prioridade aos
apoios sociais e que optou-se por não
aumentar a receita, não aumentando
os impostos. «Para o próximo ano,
os munícipes da Ponta do Sol têm
a garantia de que a câmara não
vai aumentar taxas nem impostos
municipais», garantiu o Presidente,
adiantando que prefere «não fazer obra
do que estar a aumentar taxas para
ir buscar mais receita aos bolsos dos
nossos munícipes».
Com a mesma preocupação está a
Câmara Municipal de Santana, que,
em 2013, terá um orçamento de 7,9
milhões de euros, sensivelmente
menos dois milhões que este ano
que agora termina. Segundo o Vicepresidente da edilidade, este é o
orçamento mais baixo dos últimos
anos. E, atendendo à conjuntura, o
mesmo é «fundamentalmente com
o objectivo social». Nesse sentido,
João Gabriel Caldeira adianta que as
taxas de IMI irão manter-se no valor
mínimo, à semelhança de outras taxas,
e que não será aplicada a derrama. Tal
será conseguido graças ao corte nas
despesas correntes.
Por outro lado, o responsável aponta
que serão garantidos os apoios às
instituições de solidariedade social,
culturais, desportivas, aos Bombeiros,
assim como serão atribuídas bolsas
de estudo no valor de 100 euros.
Anualmente está determinado um
valor de cerca de 330 mil euros de
transferências para estas entidades.
11
ECONOMIA E FINANÇAS
Já a Câmara da Calheta terá um
orçamento de cerca de 18 milhões de
euros (o valor inclui uma candidatura
feita ao PRODERAM para a construção
de caminhos agrícolas, no valor de
cinco milhões de euros, caso contrário o
orçamento seria de 13 milhões).
Manuel Baeta refere que se trata de
um orçamento de contenção e que
sofreu uma descida significativa, com o
qual serão mantidas as infraestruturas
existentes e, acima de tudo, será
salvaguardada a parte social, com o
apoio aos idosos e aos jovens, como no
passado. Esta é, aliás, a área prioritária.
«A nossa grande obra de anos é a obra
humana», frisa o responsável. Por seu
turno, a Câmara Municipal de Machico
irá contar com um orçamento de 11,6
milhões (em 2012 foi de 33 milhões).
Esta redução significativa prende-se,
em parte, com o facto de a autarquia
ter tido de refletir no orçamento de
2012 toda a dívida, enquanto que, em
2013, com as novas regras, incluirá no
documento apenas o que irá pagar ao
longo do ano. A par disso, explicou o
autarca, há também uma forte redução
de despesas, o que se irá também
traduzir em menos investimento.
«É um orçamento de contenção»,
disse António Olim, sublinhando que
«queremos garantir a sustentabilidade
financeira da Câmara».
Apesar disso, o responsável adianta que
as principais preocupações da edilidade
machiquense prendem-se com as
áreas social, ambiental e turística.
No domínio social, destaca que a
Câmara vai continuar empenhada,
colaborando com as restantes
entidades que colaboram com o Pólo
Sociocomunitário.
Já no que se refere à autarquia de
São Vicente, terá um orçamento de
9,6 milhões de euros, menos 200 mil
euros que em 2012. Jorge Romeira,
o Presidente da edilidade refere
que grandes obras estruturais neste
momento estão «fora de causa», pelo
que serão executadas apenas pequenas
intervenções (consoante houver fundos
para tal) e mantidas as infraestruturas
existentes. Segundo o responsável, as
prioridades serão o funcionamento
da Câmara, pagar a dívida bancária e
desenvolver o programa social.
No que concerne a Santa Cruz, foi
esta semana aprovado o orçamento
na ordem de 19 milhões de euros,
com a perspectiva de entrada de mais
23 milhões de euros, decorrentes
da adesão ao Programa de Apoio
à Economia Local (PAEL). Tal como
apontou o autarca santa-cruzense,
José Alberto Gonçalves, haverá um
reforço da vertente social. Assim, terá
continuidade o protocolo com as juntas
de freguesia, numa perspectiva «muito
mais coordenada e muito mais virada
para o social» e será tornado mais
abrangente o regulamento social.
12
ECONOMIA E FINANÇAS
Quanto à Câmara da Ribeira Brava,
passa de um orçamento de à volta de
19 milhões de euros em 2012 para um
de cerca de 16,5 milhões em 2013.
Segundo o vereador Rui Gouveia, a
preocupação essencial é consolidar a
dívida do município, pelo que, apesar
das reduções, em termos de acção
municipal irá manter-se tudo o que tem
a ver com a política social, educativa e
cultural, bem como a manutenção de
edifícios públicos.
Relativamente ao Porto Moniz,
terá um orçamento de 5.750.500
euros em 2013. Tal como adiantou,
recentemente, o Presidente da Câmara,
Valter Correia, o actual executivo
camarário tem tido como principal
prioridade a consolidação financeira
da Câmara Municipal do Porto Moniz,
«sob pena de ser posta em causa a sua
sustentabilidade e a prestação dos
serviços básicos disponibilizados à
população».
A autarquia do Porto Santo, por seu
lado, irá contar com um orçamento de
5,3 milhões de euros, menos de metade
do deste ano (que foi de mais de 11
milhões). Fátima Menezes, a presidente
da edilidade, sublinha que se trata de
um orçamento real e acrescenta que o
mesmo depois terá de ser revisto, assim
que seja confirmada, formalmente, a
aprovação da candidatura ao PAEL.
Neste momento, refere a autarca,
as prioridades são os encargos com
o pessoal, as despesas inerentes
ao funcionamento da autarquia,
as empresas municipais (na Areal
Dourado, por exemplo, está a parte
social, que é também prioritária) e o
apoio aos Bombeiros. Haverá ainda uma
pequena verba para a revisão do PDM
no centro urbano e para a elaboração
do plano de emergência municipal.
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ECONOMIA E FINANÇAS
Com orçamentos de contenção,
as autarquias pretendem, em
2013, apostar na manutenção das
infraestruturas existentes e na
execução de obras mais pequenas
ou na conclusão daquelas para as
quais foram disponibilizados fundos.
Câmara de Lobos dará continuidade
a duas estradas em curso, apoiadas
pelo PRODERAM, e a uma resultante
de contrato-programa com o Governo,
bem como manterá a recuperação do
Convento de São Bernardino. Serão
ainda recuperadas estradas que se
encontram degradadas, devido aos
temporais.
A Câmara de São Vicente, por seu
lado, tem programadas sete estradas
agrícolas, para avançarem assim que
haja disponibilidade de fundos.
Por seu turno, Machico tem previstos
cinco caminhos agrícolas, tendo em
conta que tudo indica que haverá
disponibilidade de fundos para este
efeito.
Já a autarquia da Ribeira Brava, também
tem previstas duas estradas agrícolas.
A Câmara Municipal do Funchal
(CMF) aprovou, recentemente, o seu
Orçamento e Plano para 2013, o qual
terá um valor de 94,8 milhões de euros.
Comparativamente a 2012, o
orçamento para o próximo ano da
autarquia da capital madeirense tem
um aumento de 1,3 milhões de euros.
Aquando da aprovação do documento,
o vereador com o pelouro das
Finanças, Pedro Calado, adiantou que
«conseguimos aumentar ligeiramente
o valor do orçamento, conseguimos
manter o valor de investimento que
temos vindo a fazer e foi muito com
ajuda das verbas do Programa de Apoio
à Economia Local». O responsável
garantiu também que não haverá
agravamento fiscal em 2013 e que
serão atribuídos 1,4 milhões de euros
às juntas de freguesia, para apoiar a
população.O Presidente da Câmara
Municipal de São Vicente adiantou
que neste ano de 2012 a autarquia
conseguiu reduzir a sua dívida em 26
por cento. Tal como explicou Jorge
Romeira, na dívida comercial (aos
fornecedores), houve uma redução de
37 por cento e, na dívida aos bancos,
de 17 por cento. «Pela primeira vez em
muitos anos, a Câmara Municipal de
São Vicente saiu da dívida estrutural.
Neste momento, é uma Câmara viável»,
congratulou-se o edil.
14
ECONOMIA E FINANÇAS
Vinho e bordado promovem-se
No âmbito das campanhas promocionais de Natal de Vinho e Bordado Madeira lançadas pelo Instituto do Vinho do Bordado
e do Artesanato da Madeira (IVBAM), no passado dia 5 de Dezembro, têm vindo a ser realizadas diversas iniciativas, que visam
promover estes emblemáticos produtos tradicionais, que se assumem como cartões de visita para o destino turístico.
Além das já realizadas, a partir do dia 22 e durante o mês de Dezembro, duas promotoras, trajadas com fatos alusivos ao Vinho
e ao Bordado Madeira, estarão no centro e no porto do Funchal e Aeroporto da Madeira a distribuir brochuras promocionais
e a desafiar o conhecimento, das pessoas que por ali passam, ao nível dos pontos do Bordado Madeira e dos aromas do
Vinho Madeira. E aqueles que demonstrarem melhor conhecer as características destes dois símbolos da tradição natalícia
madeirense, levarão consigo uma pequena amostra destes produtos.
De referir que as ações no Aeroporto serão complementadas com algumas provas de Vinho Madeira e para as quais o IVBAM
conta com o apoio das sete empresas do sector do Vinho da Madeira.
A edição natalícia da INEWS do IVBAM, que distingue e reforça a qualidade bem como sugere a oferta e consumo dos
produtos tradicionais da Madeira, tem sido distribuída junto das principais unidades hoteleiras da Madeira.
Os suportes base de comunicação destas campanhas, circunscrevem-se geograficamente à cidade do Funchal e às principais
entradas da Ilha, no Porto do Funchal e Aeroporto Internacional da Madeira. Mupis, painéis promocionais no Aeroporto da
Madeira e no edifício sede do IVBAM e flyers promocionais procuram impactar turistas e residentes.
A comunicação digital, será alvo de reforço e inovação, apresentando novidades quanto aos suportes e estratégias. Para
além de publicidade nas redes sociais e mobile advertising, o facebook do Bordado Madeira contou com a realização de um
passatempo – Decorações de Natal com Bordado Madeira.
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RELIGIÃO
Apelos à
solidariedade
A celebração do Natal de Jesus é
oportunidade para se manifestarem
mais profundamente as atenções
para com o próximo. Neste sentido
se manifesta a generalidade das
mensagens natalícias dos bispos
diocesanos portugueses.
O Bispo do Funchal, D. António Carrilho,
alertou para os «presépios vivos» ao
nosso lado.
«Natal é tempo oportuno e ocasião
especial para descobrir os sinais de
Deus nos “presépios vivos” da nossa
diocese, pessoas e famílias tantas vezes
marcadas pelo sofrimento, múltiplas
carências e provações, nomeadamente
aquelas que, na presente conjuntura
social, foram atingidas pelo
desemprego.»
«A Igreja está atenta ao sofrimento
da família humana e procura apontar
para novos caminhos de esperança,
com a ajuda espiritual e material, em
gestos concretos de amor fraterno e no
voluntariado solidário de muitas das
nossas instituições», diz D. António.
O bispo do Porto, D. Manuel
Clemente, desafiou os fiéis a viverem
o Natal e o ano de 2013 centrados
no Deus «menino» que vem trazer às
comunidades «a sua força e coragem»,
e no valor da família, essencial no actual
momento de crise.
D. Manuel Quintas, bispo do Algarve,
lembra as «consequências da crise»
que o país atravessa, que exigirão de
«todos, e não só em tempo de Natal,
o envolvimento pessoal e coletivo
no acolhimento e no apoio aos mais
atingidos».
D. Ilídio Leandro, bispo de Viseu,
convidou os católicos a fazerem
da celebração do Natal um tempo
de «fraternidade, solidariedade» e
esperança.
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RELIGIÃO
O cartão de identidade do cristão é o Amor
Na vivência do Natal de Jesus, ao longo
dos tempos, «o que ressalta é o Amor
de Deus, o desejo de encontro de
Deus com a humanidade», salientou D.
António Carrilho na homilia da Missa do
Parto, no dia 24 de Dezembro, na Sé.
Daí que «o cartão de identidade do
cristão» seja também «o Amor», em
todas as situações, «na linha da missão
da Igreja».
Neste contexto, nas «dificuldades,
necessidades específicas do nosso
tempo, desemprego, falta de apoios,
famílias carenciadas, torna-se por vezes
difícil viver este testemunho do amor
caridade.»
«Há necessidades que superam muitas
vezes as nossas possibilidades, mas
queremos dar as mãos com a ousadia
da caridade, com o testemunho
pessoal, amor fraterno, através das
obras sociais da Igreja que devem
estar repassadas deste amor serviço»,
sublinhou.
Na sua mensagem às centenas de
fiéis presentes na Catedral, e aos que
seguiram a celebração através da Rádio,
o Bispo do Funchal aludiu ainda a certas
comemorações em curso na Igreja
Católica, como o «Ano da Fé», proposto
pelo Papa Bento XVI para celebrar os
«50 anos do início do Vaticano II»; e a
«caminhada de preparação para os 500
anos da Diocese do Funchal», a celebrar
em Junho de 2014.
No caso do Concílio, destacou a sua
atualidade, a «força renovadora na linha
do pensamento e da acção, do sentido
daquilo que é o mistério e a missão da
Igreja, na linha de revelação de Deus
e da Sua presença no mundo, através
daqueles que n´Ele acreditam.»
Em relação ao centenário da Diocese
lembrou o tema do segundo ano de
preparação - «Jesus Cristo caminha
connosco e reparte o Pão» da
«Eucaristia e da Palavra»; e a exposição
sobre a «Bíblia em Festa», a inaugurar
no próximo dia 5 de Janeiro, no Teatro
Municipal do Funchal.
Por último, apelou à vivência do
verdadeiro Natal que entre nós é
conhecido como «a Festa».
Para além das «manifestações
exteriores, é o Natal da fé que nós
anunciamos e queremos viver. O
essencial é olhar para o presépio e
reconhecer Jesus, o amor de Deus
que está por detrás desta dádiva, a
exigência do dom de Jesus no serviço
e no Amor, em tudo aquilo que é a
acção da caridade», indicou D. António
Carrilho.
Nos votos de «boas festas e santo
Natal», o Bispo do Funchal dirigiu-se
especialmente aos «emigrantes, idosos,
doentes, reclusos, jovens e crianças»,
a todos quantos mais precisam de
«alegria, carinho e conforto».
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DESPORTO
Três pontos foram bem entregues
O treinador do União da Madeira, Predrag Jokanovic considerou «justa» a vitória da sua equipa e o seu homólogo do
Marítimo, José Barros não a contestou.
Em suma, os dois técnicos coincidiram nessa prerrogativa, mesmo quando as palavras de um e de outro se diferenciaram no
conteúdo.
«Vencemos com justiça, aproveitando bem a ansiedade do adversário face à sua série negativa de resultados. Sabíamos que
se marcássemos primeiro, seria importante para o andamento do jogo», analisou o técnico sérvio dos unionistas.
«Fizemos o primeiro golo cedo, o Marítimo reagiu bem e empatou, mas nós dominamos e conseguimos ir para o intervalo
a vencer por 2-1. Depois, fizemos o 3-1 e acho que mais seria também injusto para aquilo que o adversário produziu»,
reconheceu Jokanovic.
«Sabemos que as duas equipas se defrontam duas vezes no campeonato e nesses jogos cada um luta pelo resultado, mas
depois o Marítimo pode ajudar-nos com os seus resultados e o contrário também acontece», destacou o treinador unionista,
com espírito natalício.
Já o treinador do Marítimo, José Barros lamentou os muitos erros defensivos cometidos pela sua equipa.
«Errámos, facilitando a tarefa do adversário, quando tínhamos conhecimento da forma como joga o União que é uma equipa
muito experiente», explicou.
«Sofremos um golo logo no início do jogo, mas tivemos capacidade para reagir e empatámos. Noutro lance em que errámos,
sofremos o segundo golo e fomos para o intervalo a perder», lamentou.
«Falei com os jogadores ao intervalo e entrámos na segunda parte determinados, jogámos mais futebol, assumindo as
despesas do jogo, mas sem conseguir concretizar e o que conta é marcar golos», observou.
«Vamos aproveitar a paragem no campeonato para retificar o que está mal e dar o máximo para melhorarmos. Creio que
todos unidos conseguiremos superar as dificuldades», adiantou a concluir.
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DESPORTO
Recorde de participantes
José Rocha (Maratona CP), vencedor
da edição 2011, Moses Kibet (Uganda),
medalha de bronze no “Mundial” de
Corta-Mato 2009, Antonio Ababia Beci
(Espanha), campeão europeu júnior
dos 3.000 metros Obstáculos, Alberto
Paulo (Benfica), internacional e olímpico
madeirense, e Nazret Weldu (Eritreia),
campeã africana dos 800 e 1.500
metros 2008, são os cabeças-de-cartaz
da 54.ª edição da Volta à Cidade do
Funchal/São Silvestre Madeirense, em
Atletismo, que esta noite (20h), vai para
a estrada. Com um percurso idêntico
aos últimos anos - numa extensão exata
de 5.850 metros - a novidade prendese com o local de partida e chegada
dos atletas: a Praça do Mar, em frente
à discoteca “Vespas”, na Avenida Sá
Carneiro. Madeirenses, continentais e
estrangeiros vão percorrer as principais
artérias da capital, com os primeiros
bem abaixo dos 20 minutos de prova,
sendo que este ano não passam pela
rotunda do Infante. Uma vez mais, foi
grande a adesão àquela que é a mais
antiga “São Silvestre” de Portugal e uma
das mais antigas da Europa e que, ano-
após-ano, se vem confirmando como a
grande festa do desporto da Madeira,
ou não participassem atletas/elementos
de praticamente todas as modalidades.
Este ano, a organização encerrou
as inscrições na véspera do evento,
ou seja ontem, sendo largamente
ultrapassado o anterior máximo, que
estava estabelecido, desde 2011, em
1.512 participantes. No último dia 27,
era suposto as inscrições encerrarem às
19h00, mas a ocorrência foi tão grande
que o horário teve de ser dilatado,
tendo se inscrito 1.585 pessoas.
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www.visitmadeira.pt
[email protected]
srt.gov-madeira.pt
Tel. 00 351 291 203 800
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GOVERNO REGIONAL
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CENTRO DAS COMUNIDADES MADEIRENSES
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