SUA EXCELÊNCIA IDRISS DÉBY ITNO, PRESIDENTE DA

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SUA EXCELÊNCIA IDRISS DÉBY ITNO, PRESIDENTE DA
Discurso pronunciado por Sua Excelência José Eduardo dos Santos, Presidente da República de
Angola, por ocasião da Cimeira Tripartida Angola-Congo/B-Tchad
Luanda, 6 de Junho de 2014
SUA EXCELÊNCIA IDRISS DÉBY ITNO,
PRESIDENTE DA REPÚBLICA DO TCHAD
E PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DA C.E.A.C.,
SUA EXCELÊNCIA
DENIS SASSOU NGUESSO,
PRESIDENTE DA REPÚBLICA DO CONGO E MEDIADOR DA C.E.A.C. PARA A
REPÚBLICA CENTRO AFRICANA,
SENHORES MINISTROS,
MINHAS SENHORAS E MEUS SENHORES,
Agradeço a Vossas Excelências por terem aceite o meu convite para participarem nesta
reunião tripartida, e quero expressar-vos, assim como às delegações que Vos
acompanham, as mais cordiais boas-vindas, fazendo votos que a nossa discussão sobre
o reforço da segurança no espaço da C.E.A.C. produza resultados positivos.
Teremos tempo suficiente para proceder a uma reflexão mais profunda e directa sobre
as causas dos problemas e da instabilidade que ainda afectam a África Central e para
definir as bases necessárias para a busca de soluções duradouras.
Vamos prestar uma atenção especial à evolução da situação na República Centro
Africana, onde está em curso um processo de transição que deverá terminar com a
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realização de eleições livres e democráticas, com o restabelecimento da ordem
constitucional e com a consolidação da paz e da reconciliação nacional.
Saudamos a presença das forças do MISCA, que têm ajudado o Governo de Transição a
combater as forças negativas e a superar todos os focos de instabilidade, com vista a
restabelecer e a paz e a ordem pública nesse país irmão, assim como a das forças
francesas que conjuntamente actuam no mesmo sentido.
Lançamos um apelo à Comunidade Internacional, e à ONU em particular, para que
reforce a sua ajuda humanitária às populações afectadas e para que envie o mais
depressa possível as forças de manutenção da paz previstas na pertinente Resolução do
Conselho de Segurança das Nações Unidas.
No plano bilateral, o Governo angolano estabeleceu entendimentos com o Governo de
Transição, a fim de o ajudar a repor a Administração Pública, o sistema de Defesa,
Segurança e Ordem Pública e outras instituições do Estado.
Desejamos que os países da C.E.A.C. no seu conjunto concertem os seus esforços para
ajudar a República Centro Africana a superar os seus problemas nestes domínios.
Acolhemos com muita satisfação e interesse a intenção do Governo de Transição de
promover um Fórum abrangente sobre a Reconciliação Nacional.
Acho que a C.E.A.C. deve apoiar este projecto, pois é consensual a ideia de que o
diálogo, a negociação e a inclusão política e social são a melhor via para a procura de
soluções para pôr fim aos conflitos.
Concluindo, os caminhos que devemos trilhar para se ultrapassarem as contradições
existentes são os da paz, da unidade nacional, da reconciliação, do direito à diferença,
da justiça e do desenvolvimento económico e social inclusivo.
Agradeço a vossa atenção e desejo que a nossa reunião alcance com êxito os objectivos
almejados.
Muito obrigado!
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