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PORTUGUES II ANO
Realismo/Naturalismo - representantes e características (com questões)
INTRODUÇÃO AO REALISMO/NATURALISMO
O REALISMO SURGE EM MEIO AO FRACASSO DA REVOLUÇÃO DA FRANÇA E DE SEUS IDEAIS
DE LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE. A SOCIEDADE SE DIVIDIA ENTRE A CLASSE
OPERÁRIA E A BURGUESIA. LOGO MAIS TARDE, EM 1848, OS COMUNISTAS MARX E ENGELS
PUBLICAM O MANIFESTO QUE FAZ APOLOGIAS À CLASSE OPERÁRIA.
UMA REALIDADE OPOSTA AO QUE A SOCIEDADE TINHA VIVIDO ATÉ AQUELE MOMENTO
SURGIA COM O PROGRESSO TECNOLÓGICO: O AVANÇO DA ENERGIA ELÉTRICA, AS NOVAS
MÁQUINAS QUE FACILITAVAM A VIDA, COMO O CARRO, POR EXEMPLO. ENTRE AS
CORRENTES FILOSÓFICAS, DESTACAM-SE: O POSITIVISMO, O DETERMINISMO, O
EVOLUCIONISMO E O MARXISMO.
CONTUDO, O PENSAMENTO FILOSÓFICO QUE EXERCE MAIS INFLUÊNCIA NO SURGIMENTO DO
REALISMO É O POSITIVISMO, O QUAL ANALISA A REALIDADE ATRAVÉS DAS OBSERVAÇÕES E
DAS CONSTATAÇÕES RACIONAIS.
EM 1857, O MESMO ANO EM QUE NO BRASIL ERA PUBLICADO O GUARANI, DE JOSÉ DE
ALENCAR, NA FRANÇA É PUBLICADO MADAME BOVARY, DE GUSTAVE FLAUBERT,
CONSIDERADO O PRIMEIRO ROMANCE REALISTA DA LITERATURA UNIVERSAL. EM 1865,
CLAUDE BERNARD PUBLICA INTRODUÇÃO À MEDICINA EXPERIMENTAL, COM UMA TESE
SOBRE A HEREDITARIEDADE. EM 1867 ÉMILE ZOLA PUBLICA THÉRÈSE RAQUIN,
INAUGURANDO O ROMANCE NATURALISTA.
NO BRASIL CONSIDERA-SE 1881 COMO O ANO INAUGURAL DO REALISMO. DE FATO, ESSE FOI
UM ANO FÉRTIL PARA A LITERATURA BRASILEIRA, COM A PUBLICAÇÃO DE DOIS ROMANCES
FUNDAMENTAIS, QUE MODIFICARAM O CURSO DE NOSSAS LETRAS: ALUÍSIO AZEVEDO
PUBLICA O MULATO, O PRIMEIRO ROMANCE NATURALISTA DO BRASIL; MACHADO DE ASSIS
PUBLICA MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS, O PRIMEIRO ROMANCE REALISTA DE
NOSSA LITERATURA.
CARACTERÍSTICAS DO REALISMO

Oposição ao idealismo romântico. Não há envolvimento sentimental

Representação mais fiel da realidade

Romance como meio de combate e crítica às instituições sociais decadentes, como o casamento, por
exemplo

Análise dos valores burgueses com visão crítica denunciando a hipocrisia e corrupção da classe

Influência dos métodos experimentais

Narrativa minuciosa (com muitos detalhes)

Personagens analisadas psicologicamente
Características do naturalismo

Arte vinculada às novas teorias científicas e ideológicas européias (Evolucionismo, Positivismo,
Determinismo, Socialismo, Medicina Experimental). Daí o outro nome do movimento, criado por Zola:
romance experimental.

Todas as características do Realismo - menos a análise psicológica. Esta é substituída por variações
deterministas que transformam os personagens em fantoches de destinos pré-estabelecidos. Segundo
Taine, o homem é produto do meio, da raça e do momento histórico em que vive. Pode-se dizer assim
que o Naturalismo é o Realismo mais o cientificismo da II metade do século XIX.

Cientificismo sociológico e biológico. O sociológico é dado pelo determinismo do meio e do momento.
O biológico pelo determinismo de raça e dos temperamentos e caracteres herdados.

Personagens patológicos. Para provar suas teses, os escritores naturalistas são obrigados muitas vezes a
apresentar protagonistas doentios, criminosos, bêbados, histéricos, maníacos.
ROMANCE REALISTA
Cultivado no Brasil por Machado de Assis, é uma narrativa mais preocupada com a análise psicológica, fazendo
a crítica à sociedade a partir do comportamento de determinados personagens. É interessante constatar que os
cinco romances da fase realista de Machado apresentam nomes próprios em seus títulos – Brás Cubas; Quincas
Borba; D. Casmurro; Esaú e Jacó; Aires –, revelando clara preocupação com o indivíduo.
O romance realista analisa a sociedade “por cima”, ou seja, seus personagens são capitalistas, pertencem à
classe dominante; mais uma vez nos voltamos para a obra de Machado e percebemos que Brás Cubas não
produz, vive do capital, o mesmo acontecendo com Bentinho; já Quincas Borba era louco e mendigo até
receber uma herança; o único dos personagens centrais de Machado que trabalhava era Rubião (professor em
Minas), mas recebe a herança de Quincas Borba, muda-se para o Rio e não trabalha mais, vivendo do capital. O
romance realista é documental, retrato de uma época.
Observe o trecho abaixo:
Naquele tempo contava apenas uns quinze ou dezesseis anos; era talvez a mais atrevida criatura da nossa raça,
e, com certeza, a mais voluntariosa. Não digo que já lhe coubesse a primazia da beleza, entre as mocinhas do
tempo, porque isto não é romance, em que o autor sobredoura a realidade e fecha os olhos às sardas e espinhas;
mas também não digo que lhe maculasse o rosto nenhuma sarda ou espinha, não. Era bonita, fresca, saía das
mãos da natureza, cheia daquele feitiço, precário e eterno, que o indivíduo passa a outro indivíduo, para os fins
secretos da criação. Era isto Virgília, e era clara, muito clara, faceira, ignorante, pueril, cheia de uns ímpetos
misteriosos; muita preguiça e alguma devoção, - devoção, ou talvez medo; creio que medo. (ASSIS, Machado
de. Memórias póstumas de Brás Cubas. São Paulo, Scipione, 1994. p. 45)
Podemos notar todo o estilo irônico do autor, aqui com suas baterias voltadas contra as idealizações românticas
que haviam moldado o gosto do público leitor. Repare que Machado parte de uma adjetivação que nos leva a
montar um perfil da heroína romântica (a mais atrevida, a mais voluntariosa, bonita, fresca, carregada de
feitiço, faceira) para só num segundo momento provocar a ruptura: ignorante, pueril, preguiçosa.
ROMANCE NATURALISTA
Cultivado no Brasil por Aluísio Azevedo, Júlio Ribeiro, Adolfo Caminha, Domingos Olímpio, Inglês de Souza
e Manuel de Oliveira Paiva; o caso de Raul Pompéia é muito particular, pois seu romance O Ateneu ora
apresenta características naturalistas, ora realistas, ora impressionistas.
A narrativa naturalista é marcada pela forte análise social a partir de grupos humanos marginalizados,
valorizando o coletivo; interessa também notar que os títulos dos romances naturalistas apresentam a mesma
preocupação: O mulato, O cortiço, Casa de pensão, O Ateneu. Há inclusive, sobre o romance O cortiço, a tese
de que o principal personagem não é João Romão, nem Bertoleza, nem Rita Baiana, nem Pombinha, mas sim o
próprio cortiço ou, como afirma Antônio Candido, “o romance é o nascimento, vida, paixão e morte de um
cortiço”. Sob um certo ponto de vista, o mesmo poderia ser dito sobre o colégio Ateneu (os dois romances se
encerram com a destruição dos prédios, abrigos coletivos).
Por outro lado, o naturalismo apresenta romances experimentais; a influência de Darwin se faz sentir na
máxima naturalista segundo a qual o homem é um animal; portanto, antes de usar a razão, deixa-se levar pelos
instintos naturais, não podendo ser reprimido em suas manifestações instintivas, como o sexo, pela moral da
classe dominante. A constante repressão leva às taras patológicas, tão ao gosto naturalista; em conseqüência,
esses romances são mais ousados e erroneamente tachados por alguns de pornográficos, apresentando
descrições minuciosas de atos sexuais, tocando, inclusive, em temas então proibidos, como o
homossexualismo: tanto o masculino, como em O Ateneu, quanto o feminino, em O cortiço.
Observe o texto abaixo:
Ana Rosa, com efeito, de algum tempo a essa parte, fazia visitas ao quarto de Raimundo, durante a ausência do
morador.
Entrava disfarçadamente, fechava as rótulas da janela, e, como sabia que o morador não aparecia àquela hora,
começava a bulir nos livros, a remexer nas gavetas abertas, a experimentar as fechaduras, a ler os cartões de
visita e todos os pedacinhos de papel escrito, que lhe caíam nas mãos. Sempre que encontrava um lenço já
servido, no chão ou atirado sobre a cômoda, apoderava-se dele e cheirava-o sofregamente, como fazia também
com os chapéus de cabeça e com a travesseirinha da cama.
Estas bisbilhotices deixavam-na caída numa enervação voluptuosa e doentia, que lhe punha no corpo arrepios
de febre. (AZEVEDO, Aluísio. O mulato. 19. ed. São Paulo, Martins Fontes, 1974. p. 121)
Observamos que a personagem Ana Rosa, criada segundo alguns “caprichos românticos e fantasias poéticas”,
não resiste à força da atração física que Raimundo lhe desperta, chegando a invadir o quarto do rapaz. O
importante é notar como a moça é dominada pelos instintos; como se fosse um animal, “lê” o mundo por meio
dos sentidos (ela “conhece” o rapaz pelo cheiro que ele imprimiu nos objetos); a excitação provoca reações
físicas (enervação voluptuosa, febre), transformando-se num caso patológico, doentio.
OBSERVAÇÃO:
Como você observa, há vários pontos de coincidência entre o romance realista e o naturalista; diríamos até que
ambos partem de um mesmo ponto x e ambos chegam a um mesmo ponto y, só que percorrendo caminhos
diversos. Tanto um como outro atacam a monarquia, o clero e a sociedade burguesa. Inclusive, podemos
encontrar, num mesmo autor, determinadas posturas mais realistas convivendo com enfoques mais naturalistas.
É o caso de O Ateneu, citado acima.
Eça de Queirós, em Portugal, é outro exemplo significativo: alguns críticos o consideram realista, outros
classificam-no como naturalista.
REALISMO E NATURALISMO NO BRASIL
Contexto Histórico
O Realismo, no Brasil, nasceu em conseqüência da crise criada com a decadência econômica açucareira, o
crescimento do prestígio dos estados do sul e o descontentamento da classe burguesa em ascensão na época, o
que facilitou o acolhimento dos ideais abolicionistas e republicanos. O movimento Republicano fundou em
1870 o Partido Republicano, que lutou para trocar o trabalho escravo pela mão-de-obra imigrante.
Nesse período, as idéias de Comte, Spencer, Darwin e Haeckel conquistaram os intelectuais brasileiros que se
entregaram ao espírito científico, sobrepujando a concepção espiritualista do Romantismo. Todos se voltam
para explicar o universo através da Ciência, tendo como guias o positivismo, o darwinismo, o naturalismo e o
cientificismo. O grande divulgador do movimento foi Tobias Barreto, ideólogo da Escola de Recife, admirador
das idéias de Augusto Comte e Hipólito Taine.
O Realismo e o Naturalismo aqui se estabelecem com o aparecimento, em 1881, da obra realista Memórias
Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, e da naturalista O Mulato, de Aluísio de Azevedo,
influenciados pelo escritor português Eça de Queirós, com as obras O Crime do Padre Amaro (1875) e Primo
Basílio (1878). O movimento se estende até o início do século XX, quando Graça Aranha publica Canaã,
fazendo surgir uma nova estética: o Pré-Modernismo.
Características
A literatura realista e naturalista surge na França com Flaubert (1821-1880) e Zola (1840-1902). Flaubert
(1821-1880) é o primeiro escritor a pleitear para a prosa a preocupação científica com o intuito de captar a
realidade em toda sua crueldade. Para ele a arte é impessoal e a fantasia deve ser exercida através da observação
psicológica, enquanto os fatos humanos e a vida comum são documentados, tendo como fim a objetividade. O
romancista fotografa minuciosamente os aspectos fisiológicos, patológicos e anatômicos, filtrando pela
sensibilidade o real.
Contudo, a escola Realista atinge seu ponto máximo com o Naturalismo, direcionado pelas idéias
materialísticas. Zola, por volta de 1870, busca aprofundar o cientificismo, aplicando-lhe novos princípios,
negando o envolvimento pessoal do escritor que deve, diante da natureza, colocar a observação e experiência
acima de tudo. O afastamento do sobrenatural e do subjetivo cede lugar à observação objetiva e à razão,
sempre, aplicada ao estudo da natureza, orientando toda busca de conhecimento.
Alfredo Bosi assim descreve o movimento: "O Realismo se tingirá de naturalismo no romance e no conto,
sempre que fizer personagens e enredos submeterem-se ao destino cego das "leis naturais" que a ciência da
época julgava ter codificado; ou se dirá parnasiano, na poesia, à medida que se esgotar no lavor do verso
tecnicamente perfeito".
Vindo da Europa com tendências ao universal, o Realismo acaba aqui modificado por nossas tradições e,
sobretudo, pela intensificação das contradições da sociedade, reforçadas pelos movimentos republicano e
abolicionista, intensificadores do descompasso do sistema social.
O conhecimento sobre o ser humano se amplia com o avanço da Ciência e os estudos passam a ser feitos sob a
ótica da Psicologia e da Sociologia. A Teoria da Evolução das Espécies de Darwin oferece novas perspectivas
com base científica, concorrendo para o nascimento de um tipo de literatura mais engajada, impetuosa,
renovadora e preocupada com a linguagem.
Os temas, opostos àqueles do Romantismo, não mais engrandecem os valores sociais, mas os combatem
ferozmente. A ambientação dos romances se dá, preferencialmente, em locais miseráveis, localizados com
precisão; os casamentos felizes são substituídos pelo adultério; os costumes são descritos minuciosamente com
reprodução da linguagem coloquial e regional.
O romance sob a tendência naturalista manifesta preocupação social e focaliza personagens vivendo em
extrema pobreza, exibindo cenas chocantes. Sua função é de crítica social, denúncia da exploração do homem
pelo homem e sua brutalização.
A hereditariedade é vista como rigoroso determinismo a que se submetem as personagens, subordinadas,
também, ao meio que lhes molda a ação, ficando entregues à sensualidade, à sucessão dos fatos e às
circunstâncias ambientais. Além de deter toda sua ação sob o senso do real, o escritor deve ser capaz de
expressar tudo com clareza, demonstrando cientificamente como reagem os homens, quando vivem em
sociedade.
Outro tratamento típico é a caracterização psicológica das personagens que têm seus retratos compostos através
da exposição de seus pensamentos, hábitos e contradições, revelando a imprevisibilidade das ações e construção
das personagens, retratadas no romance psicológico dos escritores Raul Pompéia e Machado de Assis.
A Principal característica do Realismo é a Psicologia.
A Princpal característica do Naturalismo é a Cientifica.
PRINCIPAIS REPRESENTANTES DO REALISMO NO BRASIL
Machado de Assis
É considerado o maior escritor do século XIX, escreveu romances e contos, mas também aventurou-se pelo
mundo da poesia, teatro, crônica e critica literária.
Nasceu no Rio de Janeiro em 1839 e morreu em 1908. Foi tipógrafo e revisor tornando-se colaborador da
imprensa da época.
Sua infância foi muito pobre e a sua ascensão artística se deve a muito trabalho e dedicação. Sua esposa,
Carolina Xavier, o incentivou muito na carreira literária, tanto que foi o primeiro presidente da Academia
Brasileira de Letras.
Como romancista escreveu: ”A mão e a luva”, “Ressurreição”, ”Helena” e “Iaiá Garcia”.
Embora sejam romances, essas obras também revelam algumas características que futuramente marcarão a fase
realista e madura do autor, como a análise psicológica dos personagens, o humor, monólogos interiores e cortes
na narrativa (uma das suas principais características).
“Memórias Póstumas da Brás Cubas” (considerado o divisor de águas na obra machadiana) “Quincas Borba”,
“Dom Casmurro”, “Esaú e Jacó” e “Memorial de Aires”, revelam o interesse cada vez maior do autor de
aprofundar a análise do comportamento do homem, revelando algumas características próprias do ser-humano
como a inveja, a luxúria, o egoísmo e a vaidade, todas encobertas por uma aparência boa e honesta.
Como contista Machado escreveu: ”A Cartomante”,”O Alienista”,”O Enfermeiro”,”O Espelho” dentre outros.
Como cronista escreveu, entre 1892 e 1897, para a Gazeta de Notícias, sob o título “A Semana”.
Embora suas peças teatrais não tenham o mesmo nível que seus contos e romances, ele nos deixou “Quase
ministro” e “Os deuses da casaca”.
Como crítico literário, além de vários prefácios e ensaios destacam-se 3 estudos: ”Instinto de nacionalidade”,”A
nova geração” e “O primo Basílio” (a respeito do romance de mesmo nome de Eça de Queirós).
Outros Autores

Raul Pompéia: “O Ateneu”

Inglês de Souza: “O missionário”

Adolfo Caminha: “A normalista”, “Bom-Crioulo”
PRINCIPAIS REPRESENTANTES DO NATURALISMO NO BRASIL
SÃO ATRIBUÍDOS AO MOVIMENTO NATURALISTA OS AUTORES: ALUÍSIO AZEVEDO, COM O
CORTIÇO,O HOMEM, O MULATO; ADOLFO CAMINHA, COM O BOM CRIOULO; RAUL POMPÉIA,
COM O ATENEU; JÚLIO RIBEIRO, COM A CARNE
Parnasianismo X Simbolismo
PARNASIANISMO
Assim como toda escola literária depois do Romantismo, o Parnasianismo surgiu na França, em meados do
século XIX, contemporâneo ao Realismo e ao Naturalismo. E assim como o Realismo e o Naturalismo, o
Parnasianismo surgiu como reação ao lirismo romântico, criando uma poesia objetiva e impessoal (ao contrário
da romântica que era subjetiva e pessoal). Os poetas parnasianos ficaram conhecidos por sua obsessão pela
perfeição formal ou estética dos poemas. Tal perfeição pode ser observada em seu vocabulário (escolhido
minuciosamente e com palavras rebuscadas, tanto que eram chamados de "poetas do dicionário"), na métrica
dos poemas (preferência pelo soneto, que tem forma fixa - versos Alexandrinos, com 10 sílabas, ou
dodecassílabos, com 12). Tal busca pela perfeição é explicada pelo lema parnasiano de fazer a "arte pela arte",
ou seja, sem engajamento nenhum, seja social, político, religioso ou pessoal. Com isso, seus temas são bem
restritos, como os temas mitológicos (perfeição), metalinguísticos (falando sobre o trabalho do verso),
descritivos (falando sobre a arte ou objetos de arte)... Nos metalinguísticos, os poetas geralmente comparam seu
trabalho com o de um ourives, engenheiro ou arquiteto, que cuida para que seu trabalho atinja a perfeição,
mesmo que isso demande muito esforço.
Os três principais poetas parnasianos, conhecidos como Trindade Parnasiana, são:
1. Olavo Bilac: ganhou o título de "Poeta das Estrelas", com cadeira na Academia Brasileira de Letras. Seu
poema tratava do amor, de forma erótica (mas colocando a perfeição formal em primeiro lugar)
2. Raimundo Correa: o mais "quadrado" dos três, se preocupava demais com a perfeição formal.
3. Alberto de Oliveira
SIMBOLISMO
O Simbolismo surgiu na França após o Parnasianismo, no final do século XIX, como reação ao cientificismo
materialista dos realistas/naturalistas/parnasianistas. Foi a volta à temática subjetiva do Romantismo, do
Barroco e inclusive da Idade Média. No lugar da poesia dedutiva do parnasianismo (ou seja, uma poesia
objetiva), os simbolistas elaboraram poesias indutivas (sugestivas, subjetivas, não-lógicas, emocionais).
Como forma de aumentar ainda mais essa subjetividade e essa fuga do lógico e do real, os simbolistas apoiaram
suas obras na Música, considerada por eles a mais emocional, mais completa e subjetiva das artes; e para buscar
musicalidade no texto, eles usavam frequentemente a aliteração e a assonância (repetição de consoantes e
vogais, respectivamente).
Como queriam fugir do mundo material, o mundo espiritual era um tema constante para os simbolistas, que
usavam, muitas vezes, termos ritualistas (usados em cultos religiosos). O EU também é extremamente
valorizado, sendo que a função emotiva e a poética convivem na maioria dos poemas.
Principais autores:
1.
Cruz e Sousa: poeta do branco (usava a cor para dar mais espiritualidade temática, como muitos dos
simbolistas que usavam o roxo, o azul e o cinza (cores frias e bucólicas).
2.
Alphonsus de Guiumaraens: extremamente espiritualista, busca nos ritos católicos os temas para seus
textos.
Fontes:
http://profcristianetoledo.blogspot.com.br/2010/10/exercicios-parnasianismo-x-simbolismo.
http://tudodeconcursosevestibulares.blogspot.com.br/2013/08/realismonaturalismo-representantes

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