Sistemas Operacionais

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Sistemas Operacionais
ESCOLA
Sistemas
Operacionais
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Escola Alcides Maya - Primeiro Módulo
Sumário
Sistemas Operacionais1
1 INTRODUÇÃO AOS SISTEMAS OPERACIONAIS................................................................. 4
O que é o Sistema Operacional ?.......................................................................................................................................... 4
2 TIPOS DE SISTEMAS OPERACIONAIS.................................................................................... 5
Sistemas Multitarefas e Multiusuários :............................................................................................................................. 5
Multiprogramação:.............................................................................................................................................................. 5
Multiprocessamento:............................................................................................................................................................ 5
2.1 História do MS-DOS .................................................................................................................................................... 6
2.2 Nomenclatura de Arquivos MS-DOS............................................................................................................................. 6
Extensões de Arquivos.......................................................................................................................................................... 7
3 COMANDOS DO MS-DOS........................................................................................................... 8
3.1 ARQUIVOS EM LOTE................................................................................................................................................ 17
4 INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL LINUX....................................................... 19
História................................................................................................................................................................................ 19
Licença GPL....................................................................................................................................................................... 20
GNU.................................................................................................................................................................................... 20
Distribuições....................................................................................................................................................................... 20
Strutura de Diretórios.......................................................................................................................................................... 22
Usuário Administrador........................................................................................................................................................ 22
4.1 NÍVEIS DE INICIALIZAÇÃO.................................................................................................................................... 22
Carregando Informações Para a Inicialização..................................................................................................................... 22
Gerenciadores de Inicialização do Linux............................................................................................................................ 23
LILO................................................................................................................................................................................... 23
Grub.................................................................................................................................................................................... 23
O Processo init.................................................................................................................................................................... 23
Prompt de Comando........................................................................................................................................................... 24
Identificação de discos e partições em sistemas Linux....................................................................................................... 24
Relação de comandos MS-DOS ---LINUX........................................................................................................................ 25
5 COMANDOS LINUX (UTILIZANDO)...................................................................................... 27
6 BIBLIOGRAFIA............................................................................................................................ 35
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1 INTRODUÇÃO AOS SISTEMAS OPERACIONAIS
Programas computacionais ou softwares constituem o elo entre o aparato eletrônico ou hardware e o ser humano. Tal
elo se faz necessário dada a discrepância entre o tipo de informação manipulada pelo homem e pela máquina. A máquina
opera com cadeias de códigos binários, enquanto o homem opera com estruturas mais abstratas como conjuntos arquivos,
algoritmos, etc.
Programas computacionais podem ser grosseiramente divididos em dois tipos:
-> programas do sistema que manipulam a operação do computador;
-> programas aplicativos que resolvem problemas para o usuário;
O mais importante dos programas do sistema é o sistema operacional, que controla todos os recursos
do computador e proporciona a base de sustentação para a execução de programas aplicativos.
O que é o Sistema Operacional ?
A maioria de usuários de computador têm alguma experiência com sistemas operacionais, mas é difícil definir
precisamente o que é um sistema operacional. Parte do problema decorre do fato do sistema operacional realizar duas funções
básicas e dependendo do ponto de vista abordado, uma das funções é mais destacada que a outra.
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2 TIPOS DE SISTEMAS OPERACIONAIS
 Sistemas Multitarefas e Multiusuários :
Um sistema operacional multitarefa se distingue pela sua habilidade de suportar a execução concorrente de
processos sobre um processador único sem necessariamente prover forma elaborada de gerenciamento de recursos
CPU, memória, etc. Sistemas operacionais multiusuários permitem acessos simultâneos ao computador através de dois ou
mais terminais de entrada. Embora freqüentemente associada com multiprogramação, multitarefa não implica necessariamente
em uma operação multiusuário. Operação multiprocessos sem suporte de multiusuários podeser encontrado em sistemas
operacionais de alguns computadores pessoais avançados e em sistemas de tempo real.
 Multiprogramação:
Multiprogramação é um conceito mais geral que multitarefa e denota um sistema operacional que prove gerenciamento
da totalidade de recursos tais como CPU, memória, sistema de arquivos, em adição ao suporte da execução concorrente dos
processos. Quando um sistema operacional permite apenas a monoprogramação, a execução de programas passa por diversas
fases, alternando momentos em que o processo se encontra executando ou bloqueado. Através do uso da multiprogramação
é possível reduzir os períodos de inatividade da CPU e consequentemente aumentar a eficiência do uso do sistema como
um todo. O termo multiprogramação denota um sistema operacional o qual em adição ao suporte de múltiplos processos
concorrentes, permite que instruções e dados de dois ou mais processos disjuntos estejam residentes na memória principal
simultaneamente.
 Multiprocessamento:
Embora a maioria dos computadores disponha de uma única CPU que executa instruções uma a uma, certos projetos
mais avançados incrementaram a velocidade efetiva de computação permitindo que varias instruções fossem executadas ao
mesmo tempo. Um computador com múltiplos processadores que compartilhem uma memória principal comum é chamado
um multiprocessador.
O sistema que suporta tal configuração é um sistema que suporta o multiprocessamento.
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2.1 História do MS-DOS
MS-DOS (MicroSoft Disk Operating System), provavelmente o sistema operacional com maior número de usuários, foi
desenvolvido de forma não tão profissional.
Quando a IBM decidiu lançar seu computador pessoal no início da década de 1980, a empresa não estava interessada
no desenvolvimento de hardware ou software para este sistema. Desta forma, ela selecionou como plataforma de hardware o
processador 8088 da Intel, com arquitetura interna de 16 bits mas trabalhando em um barramento externo de dados de 8 bits.
Apesar de que já existia na época o processador 8086, com barramento externo de 16 bits, os periféricos para o 8088 eram
muito mais baratos, o que determinou a escolha final. Afinal de contas, este era apenas um computador pessoal, que seria
utilizado apenas para jogos.
Pelo mesmo raciocínio, a IBM procurou uma pequena empresa de Seattle, a Microsoft, para licenciar uma versão de
um interpretador BASIC para o seu computador pessoal. O proprietário da empresa, Bill Gates, havia desenvolvido um
interpretador BASIC para o primeiro computador pessoal, o Altair.
Aproveitando a ocasião, a IBM manifestou interesse em um sistema operacional. Na época, a Microsoft vendia o sistema
Unix sob licença da AT&T, mas este sistema seria muito grande para os recursos oferecidos pela máquina ( 64KBytes
de memória, sem disco rígido). A recomendação foi adotar o sistema CP/M-86 da Digital Research, a empresa que havia
produzido o então popular sistema operacional CP/M para processadores de 8 bits. No entanto, o cronograma para o CP/M86 estava atrasado, e a IBM não queria esperar.
Voltando a Gates, pediu-lhe que produzisse um sistema operacional para 16 bits. Gates então comprou o software 86DOS da empresa Seattle Computer Products (que o utilizava para testar as placas de memória que produzia) e contratou o
autor do programa, Tim Patterson, para fazer uma adaptação rápida. Desta forma, nasceu MS-DOS, embarcado em IBM-PCs
a partir de 1981.
Provavelmente, se a IBM ou a Microsoft pudessem imaginar o nível de sucesso que esta combinação iria obter, mais
cuidado teria sido dado ao desenvolvimento do sistema.
O motivo do sucesso deste sistema foi o fato de ter sido adotada uma arquitetura aberta, onde os componentes estavam
disponíveis em qualquer loja de eletrônica e os diagramas esquemáticos e código básico podiam ser encontrados no livro que
descrevia o sistema. Desta forma, diversos fabricantes passaram a desenvolver modelos compatíveis com o IBM-PC e MSDOS era o sistema operacional de todos eles.
Entre as características do IBM-PC que tiveram reflexo no software desenvolvido para ele estão o modelo de memória
e a falta de proteção de hardware. Apesar do processador 8088 ter um espaço de endereçamento de 1Mbyte, apenas os
primeiros 640KBytes (dez vezes maior que a memória física) estavam disponíveis como RAM, sendo o restante do espaço de
endereçamento alocado a outras memórias, como ROM e memória de vídeo. Esta característica trouxe reflexos posteriores,
quando nenhum programa rodando em MS-DOS podia ser maior que 640 Kbytes.
2.2 Nomenclatura de Arquivos MS-DOS
Bem, no MS-DOS a forma que os usuários tratam o nomes dos arquivos e diretórios, é bem diferente do que estamos
acostumados nos dias atuais com o Windows. Isso dá-se ao fato de que no Windows podemos utilizar os nomes longos, e os
mesmos não são suportados no bom e velho MS-DOS.
Para podermos trabalhar com nomes do DOS temos que cuidar e respeitar a regra 8.3, ou seja, 8 caracteres para nome do
arquivo e/ou diretório e mais 3 caracteres para a extensão (tipo).
Segue alguns exemplos:
• carta.doc
• casa.txt
Bem o problema é a conversão de nomes longos (Windows) para o formato DOS. Segue abaixo exemplos da conversão
de nomes:
• Arquivos de Programas -> arquiv~1
• Meus Documentos -> meusdo~1
• minharedação.doc -> minhar~1.doc
Para executar a conversão, basta repetir os 6 primeiros caracteres do nome mais o operador “~” e colocar o número 1, ou
seja, trabalhamos com o radical dos nomes com 6 dígitos.
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Extensões de Arquivos
Extensões são os itens que definem qual o tipo dos nossos arquivos, ou a qual programa eles pertencem.
Segue abaixo uma tabela de referência:
.BAK - arquivos de backup
.BAS - programa fonte em basic
.DAT - arquivo de dados
.DOC - arquivo documento, arquivo texto
.TXT - arquivo texto
.$$$ - arquivo temporario, inútil, lixo
.BAT - arquivo de comandos em lote ( batch)
.EXE - programa executável
.XLS – Arquivos do Excel
.PAS – Arquivos do Pascal
.C – Arquivos do C
.BIN – Arquivos Binários
.HTML – Arquivos de Páginas da Internet
.PHP – Linguagem PHP
Prompt de Comandos do MS-DOS
O interpretador de comando do MS-DOS é o command.com.
No MS-DOS existem dois tipos básicos de comandos: comandos internos e os comandos
externos.
Comandos Internos: são os comando que estão incorporados no comammand.com, como cls, dir,
type, md.
Comandos Externos: são comandos que não estão incorporados ao command.com, ou seja,
programas adicionais ao ms-dos.
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3 COMANDOS DO MS-DOS
Comando Interno CLS
O comando CLS limpa a tela de vídeo e mostra novamente o sinal de pronto de DOS no canto superior esquerdo da
tela.
FORMATO DO COMANDO CLS:
C:\>CLS
Comando Interno DIR
Mostrar o diretório de arquivos quer dizer, mostrar a lista de arquivos e diretórios que estão no disco. O comando DIR,
faz com que o DOS apresente o nome dos arquivos disponíveis no DRIVE atual.
FORMATO DO COMANDO DIR:
C:\>DIR[unidade do drive: ][caminho][nome-do-arquivo]
Exemplos:
C:\>dir
Mostra a lista de um diretório do disco corrente.
C:\>dir a:
Mostra a lista do diretório do DRIVE A:
C:\>dir texto.doc
Mostra o arquivo TEXTO.DOC, caso ele esteja no disco utilizado
USANDO CARACTERES CURINGAS: Podemos mostrar apenas parte de um diretório utilizando caracteres globais.
Caracteres globais são caracteres que substituam um conjunto, ou apenas outro caracter qualquer, são dois os caracteres
globais:
a) * (asterisco)-substitui um conjunto qualquer de caracteres.
C:\>dir *.txt
Mostra todos os arquivos com qualquer nome principal e com extensão igual a TXT.
C:\>dir arq.*
Mostra todos os arquivos do diretório que tenham o nome principal igual a ARQ com qualquer extensão.
b) ? (interrogação)-substitui um único caracter qualquer.
C:\>dir ???.txt
Mostra todos os arquivos que tenham nome principal com três letras e extensão igual .TXT.
C:\>dir arq.??
Mostra todos os arquivos que tenham nome principal igual a ARQ e extensão com quaisquer duas letras.
USANDO PARÂMETROS: Podemos utilizar alguns parâmetros para o comando DIR, para auxiliar na pesquisa de
arquivos. Parâmetros são especificações que um comando pode receber, normalmente os parâmetros estão após uma barra
(/).
a) /P-causa uma pausa quando a relação de nomes de arquivos atingir uma tela cheia, fica aguardando que se tecle algo
para continuar.
C:\>dir a:/p
b) /W- Mostra apenas os nomes do arquivo, de forma horizontal, 5 nomes de arquivos em cada linha mostrada.
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C:\>dir b:/w
c) /A- Exibe arquivos com atributos especificados.
atributos:
D- diretórios
R- arquivos apenas de leitura
S- arquivos de sistema
H- arquivos ocultos
- - prefixo não
A- arquivos
C:\>dir a:/h
d) /O- Mostra os arquivos na ordem alfabética de classificação:
N- por nome
S- por tamanho
D- data e hora
E- por extensão
G- primeiro diretórios
- - prefixo de negação
C:\>dir/o:n
e) /S- Mostra os arquivos do diretório corrente e dos subdiretórios do diretório corrente.
C:\>dir/s
f) /B- Mostra apenas o nome dos arquivos do diretório atual.
C:\>dir/b
g) /L- Mostra letras minúsculas no lugar de maiúsculas.
C:\>dir/l
Comando Interno MD (MAKE DIR)
Cria um novo subdiretório abaixo do diretório atual ou no caminho especificado.
FORMATO DO COMANDO MD:
MD [unidade:\caminho] nome do diretório novo
Exemplo:
C:\>md TESTE
Cria um subdiretório chamado TESTE um nível abaixo do subdiretório atual.
C:\>md \TESTE
Cria um subdiretório chamado TESTE um nível abaixo da raiz.
C:\>md B: \TELAS\PCX
Cria um subdiretório chamado PCX um nível abaixo do subdiretório TELAS na unidade B:
Comando Interno RD (REMAKE DIR)
Podemos remover um determinado diretório usando o comando RD. Para remover um diretório o mesmo deve estar
vazio, ou seja, não pode conter nem arquivos nem subdiretórios.
FORMATO DO COMANDO RD:
RD [unidade:\caminho] \nome do subdiretório
Exemplo:
C:\>rd DBASE
O comando irá remover o diretório chamado DBASE
Comando Interno CD (CHANGE DIR)
Altera o diretório atual.
FORMATO DO COMANDO CD:
A:\>CD:[drive:\caminho][..]
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Exemplos
A:\>CD C:\WORD\DOC
Transforma o subdiretório \WORD\DOC como padrão da unidade C.
A:\>CD..
Passa para um subdiretório de um nível acima.
A:\>CD DOC
Vai ao subdiretório DOC do atual diretório.
A:\>CD\
Passa para a raiz de diretórios.
CRIAÇÃO DE ÁRVORE DE DIRETÓRIO
Exemplo:
A:\>MD DOS A:\
A:\>CD DOS
A:\DOS>MD SUBDOS DOS
A:\DOS>CD\ SUBDOS
A:\>MD UTIL UTIL
Comando Externo TREE
O comando TREE é um comando que mostra graficamente a árvore de diretórios e subdiretórios de um determinado
disco.
FORMATO DO COMANDO TREE:
TREE [unidade:][caminho][/opções]
USANDO PARÂMETROS:
/F - Exibe os nomes dos arquivos em cada diretório.
/A - Utiliza o código ASCII ao invés de caracteres estendidos
Exemplo:
C:\>tree
O comando irá mostrar todos os diretórios e subdiretórios do disco corrente.
FORMATO DO COMANDO DELTREE:
DELTREE unidade: caminho [/Y]
Sempre que solicitamos ao DELTREE que renova um diretório, ele nos emitirá a seguinte pergunta:
Excluir diretório “NOME” e todos seus subdiretórios? [S/N]_
Exemplo:
A:\> DELTREE UTIL
O comando eliminará o diretório UTIL e todo quanto estiver dentro deste.
A:\>DELTREE/Y DOS
O comando eliminará o diretório DOS e todo quanto estiver dentro deste, sem solicitar pela confirmação.
Comando Externo Help
Este comando executa o help do DOS, mostrando todos os comandos do DOS, a sua utilização, exemplos e também
observações sobre o comando, traz também as novidades do MS-DOS 6.22.
Para se utilizar do help digita help e pressione ENTER, surgirá uma tela com destaques verdes; com as teclas de cursor,
se posiciona o cursor da tela em baixo de uma palavra destacadas por sinais de menor e maior em verde, ao se pressionar
ENTER o help ira a uma tela com explicações da palavra selecionada.
Esta tela tem algumas palavras destacadas também, que com o mesmo procedimento se vai a outras telas. Para voltar
a uma tela anterior basta pressionar ALT+V. Existe uma opção de imprimir a tela corrente no menu Arquivo, se obtém um
documento com explicações dos comandos desejados.
No help no DOS existe uma forma de se obter um help rápido de um comando, digitando-se “/?” após o nome do comando.
Há também o comando FASTHELP, que mostra todos os comandos do DOS com uma breve explicação de cada um.
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Comando Interno COPY
O comando interno COPY é utilizado para copiar um ou mais arquivos de um disquete para outro ou de um disquete
para o disco rígido ou vice-versa. O comando COPY permite que todo o conteúdo de um disquete seja copiado para outro de
formato diferente, pois a cópia é feita arquivo por arquivo e não trilha a trilha.
FORMATO DO COMANDO COPY:
C:\>COPY [ORIGEM - ARQUIVO ] [DESTINO-ARQUIVO]
Exemplo:
C:\> copy A:\*.* B: <ENTER> copia todos os arquivos do
drive A para o drive B
UTILIZANDO CARACTERES CURINGA:
Existem dois caracteres curingas, assim como no comando DIR:
* - Copia todos os arquivos que atendam as especificações de nome e extensão do arquivo.
Exemplo:
A:\> copy *.TXT B:
Copia todos os arquivos que tenham qualquer nome principal, e que possuam a extensão .TXT para o drive B:
? - Copia todos os arquivos que atendam a quantidade de caracteres globais “?” colocados no nome para a cópia.
Exemplo:
A:\>copy ?????.TXT B:
Copia todos os arquivos que tenham qualquer nome principal com até 5 caracteres e que tenham extensão igual a .TXT
para o drive B:
USANDO PARÂMETROS:
Alguns parâmetros que podemos usar são:
/A: Indica um arquivo de texto ASCII.
/B: Indica um arquivo binário.
/V: Verifica se os arquivos foram gravados corretamente.
OUTROS EXEMPLOS:
1)Copiando o arquivo para outro disco com o mesmo nome.
digite COPY TRAB1.TXT C:
2)Copiando o arquivo para outro disco, alterando o nome.
digite COPY TRAB1 C:\COPIA1
3)Copiando o arquivo para o mesmo disco com o nome diferente.
digite COPY TRAB1.TXT COPIA1.DOC
4)Copiando arquivos para outro disco com o mesmo nome.
digite COPY TRAB?.* C:
5)Copiando arquivos para outro disco com o mesmo nome, mas com extensão diferente.
digite COPY TRAB?.* C:\*.BAK
6)Copiando todos os arquivos para outro disco com o mesmo nome.
digite COPY *.* C:
Na versão 6.22, o comando COPY pede confirmação para regravar um arquivo que já existe no diretório ou drive de
destino. Para cada arquivo existente, o comando pergunta se você quer confirmar a regravação do arquivo individual com “S”,
não autoriza com “N”, ou autoriza a regravação de todos os arquivos com “T”.
Comando Externo XCOPY
Copia arquivos seletivamente. O XCOPY tem algumas vantagens em relação ao DISKCOPY: arquivos de origem que
estão fragmentados serão reunidos no disco de destino e o XCOPY pode copiar arquivos entre discos de diferentes capacidades
de dados. Entretanto, o XCOPY não pode formatar discos e o DISKCOPY pode. Em relação ao COPY o XCOPY pode ser
mais rápido, pois ele carrega todos os arquivos possíveis na memória e transfere para o destino de uma vez, enquanto o COPY
copia um arquivo de cada vez.
FORMATO DO COMANDO:
C:\>XCOPY [DRIVE:\CAMINHO] [ARQUIVOS] [DRIVE DESTINO] [ARQUIVO][/OPÇÕES]
Exemplo:
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A:\>xcopy *.* C:
Este comando copiará todos os arquivos do disco do drive A: para o disco do drive C:
USANDO OS PARÂMETROS:
/A - Copia os arquivos que possuem o atributo de arquivo definido, não altera o atributo.
/M - Copia os arquivos que possuem o atributo de arquivo definido, desativa o atributo de arquivo.
/D:data - Copia os arquivos modificados na data específica ou posterior.
/P - Solicita uma configuração antes de criar cada arquivo de destino.
/S - Copia diretórios e subdiretórios, a menos que estejam vazios.
/E - Copia qualquer subdiretório, mesmo vazios. Usar com a opção /S
/V - Verifica cada arquivo novo.
/W - Solicita que seja pressionada uma tecla antes da cópia.
Na versão 6.22, o comando XCOPY pede confirmação para regravar um arquivo que já existe no diretório ou drive de
destino. Para cada arquivo existente, o comando pergunta se você quer confirmar a regravação do arquivo individual com “S”,
não autorizar com “N”, ou autorizar a regravação de todos os arquivos.
Comando Externo DISKCOPY
O DISCOPY é um programa utilizado para fazer duplicatas de disquetes. Esse comando permite a cópia de um disco
entre duas unidades de disquete desde que os formatos dos discos sejam idênticos, ou seja, tanto o drive A: como o drive
B: devem ser do mesmo tipo. Como a cópia é feita trilha a trilha, não se pode copiar um disco de 3,5 para um disco 5,25
polegadas, tampouco um disco de 360KB para um de 1,2MB, pois, apesar do tamanho físico ser idêntico, o número de trilhas
é diferente.
O programa diskcopy formata o disco de destino antes de transferir o conteúdo do disquete, se detectar que ele não está
formatado.
As máquinas podem ser produzidas com unidades de disquete de 1,2 MB e 1,44 MB, impossibilitando a cópia de
discos entre os drives. Contudo, isto não é problema, pois o comando DISKCOPY permite que um disquete seja duplicado
utilizando-se um único drive.
FORMATO DO COMANDO DISKCOPY:
C:\>DISCOPY [unidade1] [unidade2 :] [/parâmetros]
USANDO PARÂMETROS:
/1 - O parâmetro efetua apenas a cópia de um lado.
/V - O parâmetro efetua checagem da cópia efetuada.
Na versão 6.22, o programa faz a leitura do disco fonte de uma só vez, evitando assim o troca-troca de discos. Uma outra
vantagem do novo diskcopy é a possibilidade de fazer múltiplas cópias de um mesmo original. Após gravar o disco fonte, o
programa pergunta se você deseja gravar outra cópia do disco original. Para copy um disquete para o outro em um mesmo
drive a unidade 1 e 2 são as mesmas:
C:\>DISCOPY A: A:
Comando Externo DISKCOMP
Compara trilha-por-trilha os conteúdos de dois discos flexíveis, relatando quais os números das trilhas que não são
idênticos. Você não pode comparar disquetes de formatos diferentes. Esse comando é muito pouco utilizado, contudo é de
muito valia para garantir que um disquete copiado não esteja com problemas.
FORMATO DO COMANDO DISKCOMP:
A:\>DISKCOMP unidade de origem [unidade de destino] [/opções]
Exemplos:
Se você não especificar uma segunda unidade.
A:\>DISKCOMP A:
compara o disco na unidade A com o disco na unidade atual. Se a unidade atual é a A, o DISKCOMP pede que você troque
o disco várias vezes durante o processo de comparação.
USANDO OS PARÂMETROS:
/1 - Instrui o DISKCOMP para que compare apenas o primeiro lado de cada disco, mesmo em discos de dupla
densidade.
/8 - Instrui o DISKCOMP para comparar apenas os 8 primeiros setores de cada trilha, mesmo se as trilhas tiverem 9 ou
15 setores.
Comando Externo FORMAT
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Prepara um disco em branco para o recebimento e o armazenamento de dados ou cria um disco em branco novo a partir
de um usado. O format organiza o disco em trilhas e setores, que são as divisões do disco.
TRILHA: é uma volta completa no disco.
SETOR: é um pedaço de cada volta no disco.
FORMATO DO COMANDO FORMAT:
FORMAT drive: [/parâmetros]
O FORMAT exibe uma mensagem indicando a unidade a ser formatada e pede que você pressione ENTER para iniciar o
processo. Isso lhe dá a oportunidade de mudar o disco na unidade, se necessário, ou cancelar a operação com Ctrl-C.
Quando o processo de formatação está completo, o DOS exibe uma mensagem mostrando o número total de bytes
disponíveis no disco, quantos bytes foram marcados como “setores ruins” e, se você indicou a opção /S na linha de comando,
quantos bytes foram usados pelos arquivos de sistema.
USANDO PARÂMETROS:
/1 - Formata um único lado de um disco de dupla-face.
/4 - Formata um disco flexível de 5 ¼ polegadas (360K) em unidade de alta densidade (1,2MB).
/8 - Formata 8 setores por trilha.
/B - Aloca espaço no disco formatado para os arquivos de sistema.
/F:tamanho - Específica o tamanho do disco flexível a ser formatado (como 160 KB; 180 KB; 320 KB; 360 KB; 720 KB;
1,2 MB; 1,44MB).
/N: setores - Específica o número de setores por trilha.
/Q - Realiza uma formatação rápida.
/S - Copia arquivos de sistemas para o disco formatado.
/T:trilhas - Específica o número de trilhas por lado de disco.
/U - Específica formatação incondicional. Todos os dados de um disco previamente formatado são destruídos e você não
poderá desformatar o disco posteriormente.
/V - Pede-se que você acrescente o nome do volume para o disco após a formatação.
Exemplos:
C:\ FORMAT B:
Insira o novo disco na unidade B:
e pressione ENTER quando estiver pronto...
Verificando o formato existente do disco.
Formatando 1,44M
Formatação concluída.
Nome de volume (11 caracteres, pressione ENTER para nenhum):
1.457.664 bytes de espaço total em disco
1.457.664 bytes disponíveis no disco.
512 bytes em cada unidade de alocação
2.847 bytes de alocação disponíveis no disco
O número de série do volume é 285D-18D0
Formatar outro (S/N)?
Quando um disco já formatado é novamente formatado, aparece a mensagem “SALVANDO INFORMAÇÕES DO
UNFORMAT”. Isso significa que o disquete poderá ser recuperado pelo programa UNFORMAT se nenhum dado for gravado
nele.
OBS: O comando unformat recupera arquivos de uma formatação de disco acidental Se um disco foi formatado
acidentalmente, você pode recuperar os arquivos executando o comando UNFORMAT, seguido pela letra da unidade do
disco formatado. Assim será checado e listado os arquivos que ainda podem ser recuperados. Isto é possível porque em uma
formatação somente a área de FAT do disco, isto é, somente com os endereços dos arquivos e não com sua estrutura em si.
Sintaxe: C:\> unformat [unidade]
Comando Interno REN (RENAME)
É utilizado para trocar nome de arquivos, é permitido tanto a palavra REN como RENAME.
FORMATO DO COMANDO REN:
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A:\>REN [unidade:\caminho\] [nome antigo] [nome novo]
Exemplo:
A:\>ren RELATORI.TXT VENDAS.TXT
Altera o nome de RELATORI.TXT para VENDAS.TXT
A:\>ren \WORD\*.BAK *.OLD
Altera os nomes de todos os arquivos com a extensão .BAK no subdiretório C:\WORD de tal forma que eles passem a
ter a extensão .OLD.
Comando Interno DEL(ERASE)
O comando DEL ou ERASE apaga arquivos de um disquete e coloca como disponível o espaço em disco que estava
previamente em uso. Seja cauteloso na exclusão de arquivos. Uma vez excluído um arquivo ele estará excluído para sempre,
a menos que você possua um utilitário de recuperação (no caso do DOS o utilitário responsável pela recuperação é o comando
externo UNDELETE). Se ocorrem várias operações no disco, o utilitário poderá simplesmente não efetuar a recuperação do
arquivo.
Os comandos DEL e ERASE funcionam de forma idêntica. Todas as referências nesta seção ao comando DEL também
se aplicam da mesma forma para o comando ERASE.
FORMATO DO COMANDO DEL:
DEL [unidade:\caminho\]arquivo(s) [opções]
Exemplo:
A:\>del *.BAK
O comando irá excluir todos os arquivos que tenham qualquer nome principal e que possua a extensão .BAK
A:>del EXPLOSIV.???
O comando irá excluir os arquivos que tenham o nome principal EXPLOSIV e com qualquer extensão.
USANDO PARÂMETROS:
O comando DEL contém um parâmetro para auxiliar na exclusão de muitos arquivos.
/P - O parâmetro solicita a confirmação para a extensão do arquivo.
OBS: Caso você solicite o comando DEL *.*, o DOS irá excluir todos os arquivos existentes, antes porém ele solicita
confirmação para exclusão.
Comando Externo UNDELETE
Recupera arquivos apagados acidentalmente. UNDELETE não garante a recuperação de todos os arquivos deletados.
Para obter melhores resultados, execute o UNDELETE antes que qualquer informação seja gravada no disco. Gravações
subsequentes no disco podem sobrepor a área do disco ocupada pelo arquivo apagado, tornando impossível a recuperação.
FORMATO DO COMANDO UNDELETE:
UNDELETE [drive\caminho] arquivo(s) [/opções]
USANDO PARÂMETROS:
/DT - Usa somente o arquivo de controle de exclusão.
/DOS - Utiliza o diretório corrente para localizar e recuperar arquivos apagados.
/LIST - Lista todos os arquivos apagados que podem ser recuperados.
/DS - Utiliza o método Registro de Exclusão para recuperação de dados.
/ALL - Recupera todos os arquivos definidos sem solicitar pela confirmação.
/LOAD - Carrega o Undelete na memória.
/UNLOAD - Descarrega o Undelete da memória.
Exemplo:
A:>UNDELETE C:\WORD\*.BAK
Tenta recuperar todos os arquivos no subdiretório C:\WORD que tenham a extensão .BAK.
A:>UNDELETE /LIST
O comando irá mostrar a lista de arquivos disponíveis para a recuperação.
Comando Externo MOVE
Move arquivos do diretório de origem para o diretório de destino, apagando os arquivos do diretório de origem no final
da movimentação. É equivalente ao comando COPY e DEL aplicados ao mesmo arquivo. A partir da versão 6.2, o comando
pede a confirmação da sobreposição de arquivos no caso de existirem arquivos com o mesmo nome do diretório de origem
e de destino.
Este comando também pode ser usado para renomear subdiretórios. Nesses casos, indique apenas os nomes antigo e novo
que quer para o subdiretório existente.
FORMATO DO COMANDO MOVE:
A:\>MOVE [DRIVE:[CAMINHO] <ARQUIVO> [DRIVE:[CAMINHO DESTINO]
Exemplo:
A:\>move *.* C:
Este comando irá mover todos os arquivos do disco do drive A: para C:
Você pode especificar mais de um arquivo de origem no mesmo comando se especificar os seus nomes completos
separados por vírgulas. Se for fornecido além do diretório de destino, um nome de arquivo de origem é renomeado no
destino.
Exemplo:
A:\>move T1.TXT, T2.TXT, T3.TXT C:\TEXTOS
Comando Interno VER
O comando VER é utilizado para mostrar versão do Sistema Operacional que se está utilizando.
FORMATO DO COMANDO VER:
C:\>VER
Comando Interno VOL
VOL é um comando do DOS, que mostra o nome do volume de um determinado disco. Um nome de volume pode ser
dado na formatação com o parâmetro /V ou com o utilitário LABEL. Como vocês poderão constatar cada disco possui um
nome e o comando VOL ira fazer com que o nome do disco e o n° de série sejam mostrados.
FORMATO DO COMANDO VOL:
C:\>VOL
Comando Externo LABEL
LABEL é um comando do DOS que cria, modifica ou exclui nomes de volume de disco. Nome de volume, é o nome que
damos como rótulo para disquetes quando eles vem novo e ainda não esta formatado.
FORMATO DO COMANDO
LABEL[unidade:][nome]
Exemplo:
C:\> label a:
O comando irá pedir um nome de volume com até 11 caracteres, para o disco do DRIVE A:
C:\> label c:\microsoft
O comando irá trocar o nome de volume da unidade de drive C: para MICROSOFT.
Comando Interno PROMPT
O PROMPT é um comando que serve para configurar o sinal de pronto do DOS.
TABELA DE PARÂMETROS: O comando PROMPT contém uma tabela de parâmetros que utilizados juntamente com
o caractere $ (dólar) produzem um efeito diferente:
$Q = (sinal de igual) $G
> (sinal de maior que)
$$ $ (sinal de dólar) $L
< (sinal de menor que)
$THora atual
$B
| barra vertical
$DData atual$H
Backspace apaga o caractere anterior
$P Unidade de drive e diretório atuais $E
Código de escape (ASCII código 27)
$VNúmero da versão do MS-DOS
$_
Retorno de carro e salto de linha
$NUnidade de drive atual
Comando Interno DATE
É utilizado para mostrar/acertar a data do relógio do microcomputador. O formato padrão de data é o norte-americano,
mês, dia e ano (MM/DD/AA); mas este formato pode ser alterado para o formato nacional.
FORMATO DO COMANDO DATE:
C:\>DATE
Exemplo:
Escola Alcides Maya - Primeiro Módulo
C:\>date <ENTER>
Data atual é Seg 18/07/1988
Entre com a nova data (dd-mm-aa): 42/07/88 <ENTER>
Data inválida
Entre com a nova data: (dd-mm-aa): 20/07/88 <ENTER>
Comando Interno TIME
É utilizado para mostrar/acertar a hora do relógio interno do microcomputador. Você pode utilizar a hora no formato norte
americano (até 12 horas am ou pm), ou no formato nacional (até 23:59 horas).
FORMATO DO COMANDO TIME:
C:\>TIME
Exemplo:
C:\>time <ENTER>
Hora atual 11:02:16,39
Entre com a nova hora: 11,30 <ENTER>
Hora inválida
Entre com a nova hora: 11:30
Comando Interno TYPE
Exibe o conteúdo de um arquivo. Se o arquivo exibido pelo TYPE for muito grande, ele pode rolar a tela. Por esse motivo,
a saída do TYPE é freqüentemente redirecionada para uma impressora ou conectada ao comando MORE.
FORMATO DO COMANDO TYPE:
f:\>TYPE [unidade:\caminho] arquivo
Exemplo:
A:\>type RELATORI.TXT
Exibe na tela o conteúdo de um arquivo chamado RELATORI.TXT.
A:\>type RELATORI.TXT | MORE
Exibe o conteúdo do arquivo e pausa a exibição cada vez que a tela estiver cheia de informação.
A:\>type RELATORI.TXT > PRN
Envia o conteúdo do RELATORI.TXT para o dispositivo de impressão padrão.
OBS: O comando MORE força o DOS a exibir uma tela por vez ao invés de rolamento contínuo. Exemplo:A:\>more <
LEIAME.TXTExibe o conteúdo do LEIAME.TXT na tela, pausando cada vez que a tela estiver cheia.
Comando Externo MEM
Mem é um comando que exibe a quantidade de memória utilizada e disponível no sistema.
FORMATO DO COMANDO MEM:
MEM [/opções]
USANDO PARÂMETROS:
/C - Use esta opção para listar os programas atualmente carregados, incluindo a quantidade de cada memória que está
sendo utilizada.
/CLASSIFY - Faz a mesma coisa que a opção /C.
/DEBUG - Lista os programas e os dispositivos do sistema, incluído seus endereços, na memória RAM. /D também
específica esse comando.
/MODULE - Mostra como um programa está utilizando a memória.
SYS: comando que copia os arquivos escondidos (IO.SYS e MSDOS.SYS) e o
COMMAND.COM para um disco, fazendo com que este se torne um disco de “boot”,
pois estes são os arquivos necessários para se dar “partida” no MS-DOS.
Sintaxe: SYS unidade:
Ex. C:\>SYS a:
C:\>SYS b:
16
ATTRIB: comando utilizado para definir ou exibir atributos de um arquivo.
Sintaxe: ATTRIB +R -R +A -A +H -H +S -S arquivo /S
Onde,
+R -R -ativa/desativa o atributo de somente de leitura
+A -A -ativa/desativa o atributo de arquivo
+H -H -ativa/desativa o atributo de arquivo oculto
+S -S -ativa/desativa atributo de sistema dos arquivos
/S -ativa/desativa opção especificada em subdiretório
Ex. C:\>ATTRIB +R *.txt
C:\>ATTRIB +H relat.doc
C:\>ATTRIB +A a:*.*
C:\>ATTRIB -A a:*.bak
C:\>XCOPY a: b:/a
Sistemas Operacionais
3.1 ARQUIVOS EM LOTE
São arquivos que têm como característica básica a execução sequencial de seu conteúdo, sendo que o seu conteúdo é
composto por comandos do ms-dos, com o intuito de facilitar automatizar uma ou mais rotinas repetitivas, como por exemplo
o backup de uma empresa.
Exemplos:
@ECHO OFF
CLS
ECHO.
ECHO.
ECHO *** programa exemplo ***
ECHO *** de comandos ***
ECHO *** do MSDOS ***
ECHO.
ECHO.
ECHO o diretório
ECHO tmp contém
ECHO os seguintes
ECHO arquivos
DIR c:\>tmp
ECHO *** fim de processamento ***
@ECHO OFF
CLS
ECHO.
ECHO.
ECHO *** programa de cópia ***
ECHO.
ECHO.
17
Escola Alcides Maya - Primeiro Módulo
ECHO insira um disco no drive A
ECHO.
PAUSE
COPY *.txt a:
ECHO.
ECHO *** fim de processamento ***
@ECHO OFF
REM programa : data.bat
REM autor : Alcides Maya
REM descrição : programa exemplo
REM data : 2006-03-17
time
date
dir /p
18
Sistemas Operacionais
4 INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL LINUX
História
O nome Linux surgiu da mistura de Linus + Unix. Linus é o nome do criador do Linux, Linus
Torvalds. E Unix, é o nome de um sistema operacional de grande porte, no qual contaremos sua
história agora, para que você entenda melhor a do Linux.
A origem do Unix tem ligação com o sistema operacional Multics, projetado na década de 1960.
Esse projeto era realizado pelo Massachusets Institute of Technology (MIT), pela General Eletric (GE) e pelos laboratórios
Bell (Bell Labs) e American Telephone na Telegraph (AT&T). A intenção era de que o Multics tivesse características de
tempo compartilhado (vários usuários compartilhando os recursos de um único computador), sendo assim, o sistema mais
arrojado da época. Em 1969, já exisita uma versão do Multics rodando num computador GE645.]
Ken Thompsom era um pesquisador do Multics e trabalhava na Bell Labs. No entanto, a empresa se retirou do projeto
tempos depois, mas ele continuou seus estudos no sistema. Desde então, sua idéia não era continuar no Multics original e
sim criar algo menor, mas que conservasse as idéias básicas do sistema. A partir daí, começa a saga do sistema Unix. Brian
Kernighan, também pesquisador da Bell Labs, foi quem deu esse nome.
Em 1973, outro pesquisador da Bell Labs, Dennis Ritchie, rescreveu todo o sistema Unix numa linguagem de alto nível,
chamada C, desenvolvida por ele mesmo. Por causa disso, o sistema passou a ter grande aceitação por usuários externos à
Bell Labs.
Entre 1977 e 1981, a AT&T, alterou o Unix, fazendo algumas mudanças particulares e lançou o System III. Em 1983,
após mais uma série de modificações, foi lançado o conhecido Unix System IV, que passou a ser vendido. Até hoje esse
sistema é usado no mercado, tornando-se o padrão internacional do Unix. Esse sistema é comercializado por empresas como
IBM, HP, Sun, etc. O Unix, é um sistema operacional muito caro e é usado em computadores poderosos (como mainframes)
por diversas multinacionais.
Qual a relação entre o Unix e o Linux, ou melhor, entre o Unix e Linus Torvalds?
Para responder essa pergunta, é necessário falar de outro sistema operacional, o Minix. O Minix é uma versão do Unix,
porém, gratuita e com o código fonte disponível. Isso significa que qualquer programador experiente pode fazer alterações
nele. Ele foi criado originalmente para uso educacional, para quem quisesse estudar o Unix “em casa”. No entanto, vale citar
que ele foi escrito do “zero” e apesar de ser uma versão do Unix, não contém nenhum código da AT&T e por isso pode ser
distribuído gratuitamente.
A partir daí, “entra em cena” Linus Torvalds. Ele era um estudante de Ciências da Computação da Universidade de
Helsinki, na Filândia e em 1991, por hobby, Linus decidiu desenvolver um sistema mais poderoso que o Minix. Para divulgar
sua idéia, ele enviou uma mensagem a um grupo pela Usenet (uma espécie de antecessor da Internet). A mensagem pode ser
vista no final deste artigo. No mesmo ano, ele disponibilizou a versão do kernel (núcleo dos sistemas operacionais) 0.02 e
continuou trabalhando até que em 1994 disponibilizou a versão 1.0. Até o momento em que este artigo estava sendo escrito,
a versão atual era a 2.6.
O Linux é um sistema operacional livre e é uma re-implementação das especificações POSIX (padronização da IEEE,
Instituto de Engenharia Elétrica e Eletrônica) para sistemas com extensões System V e BSD. Isso signfica que o Linux é bem
parecido com Unix, mas não vem do mesmo lugar e foi escrito de outra forma.
Mas porque o Linux é gratuito?
19
Escola Alcides Maya - Primeiro Módulo
Linus Torvalds, quando desenvolveu o Linux, não tinha a inteção de ganhar dinheiro e sim fazer um sistema para seu
uso pessoal, que atendesse suas necessidades. O estilo de desenvolvimento que foi adotado foi o de ajuda coletiva. Ou seja,
ele coordena os esforços coletivos de um grupo para a melhoria do sistema que criou. Milhares de pessoas contribuem
gratuitamente com o desenvolvimento do Linux, simplesmente pelo prazer de fazer um sistema operacional melhor.
Licença GPL
O Linux está sob a licença GPL, permite que qualquer um possa usar os programas que estão sob
ela, com o compromisso de não tornar os programas fechados e comercializados. Ou seja, você pode
alterar qualquer parte do Linux, modificá-lo e até comercialiazá-lo, mas você não pode fechá-lo (não
permitir que outros usuários o modifiquem) e vendê-lo.
GNU
Mas a história do Linux não termina por aqui. É necessário também saber o que é GNU. GNU é
um projeto que começou em 1984 com o objetivo de desenvolver um sistema operacional compatível
com os de padrão Unix. O Linux em si, é só um kernel. Linus Torvalds, na mesma época que escrevia o
código-fonte do kernel, começou a usar programas da GNU para fazer seu sistema. Gostando da idéia,
resolveu deixar seu kernel dentro da mesma licença.
Mas, o kernel por si só, não é usável. O kernel é a parte mais importante, pois é o núcleo e serve de comunicador entre o
usuário e o computador. Por isso, com o uso de variantes dos sistemas GNU junto com o kernel, o Linux se tornou um sistema
operacional.
Mas você pode ter ficado confuso agora. O que é o Linux então? O que é GNU? Simplesmente, várias pessoas uma
versões modificadas dos sistemas GNU, pensando que é o Linux em si. Os programadores que trabalham com ele, sabem que
o Linux, é basicamente o kernel, conforme já foi dito, mas todos, chamam esse conjunto de Linux (há quem defenda o uso
de GNU/Linux).
Finalizando, o projeto GNU é um dos responsáveis pelo sucesso do Linux, pois graças à “mistura” de seus programas com
o kernel desenvolvido por Linus Torvalds, o Linux vem mostrando porque é um sistema operacional digno de habilidades
insuperáveis por qualquer outro sistema.
è Características
· Disponibilidade de código fonte;
· Distribuição Livre nos termos da GNU;
· Multiusuário;
· Multitarefa;
· Gerenciamento próprio de memória;
· Memória Virtual;
· Biblioteca compartilhada;
· Carregamento por demanda;
· Suporte a redes TCP/IP;
· Gerenciadores de janelas.
Distribuições
Conectiva é a distribuição brasileira de maior destaque e com certeza a distribuição brasileira mais
usada. Não é difícil encontrar o pacote Conectiva Desktop ou Servidor em uma loja de software. Até
mesmo em outros países da américa latina essa distribuição tem seu destaque. Existem escolas que são
credenciadas a darem cursos e certificados reconhecidos pela Conectiva SA, o que ajuda muito na hora de
procurar um emprego. Toda sua documentação está em Português. Dentre suas principais ferramentas de
configuração podemos citar:
Ferramenta
setup
Sndconfig
linuxconf
Função
configuração de vídeo, som, serviços de inicialização, configuração do timer data, impressoras.
detecção de placas de som.
gerenciamento do sistema.
20
Sistemas Operacionais
Red Hat é a distribuição mais famosa de todas, o que fez com que várias distribuições pelo
mundo se baseassem nela, inclusive a principal distribuição brasileira, a Conectiva, que em seu
início era apenas uma recompilação do Red Hat.
A Red Hat criou o o sistema de empacotamento rpm, que é mais ou menos como o setup do
Windows e tem a denominação Red Hat Package Manager. Sendo assim, se você observar o CD da
sua distribuição e ele for composto por ícones denominados RPMs, significa que você está usando
uma distribuição baseada no Red Hat.
Essa distribuição também foi responsável por criar ferramentas que o auxiliam na detecção de placas de
som, como o sndconfig, configuração de placas de vídeo, como Xconfigurator e configuração geral, com o
Setup incluindo configuração de vídeo, som, mouse, teclado, timer, impressoras, tudo em uma única ferramenta.
Também possui um ótimo gerenciador do sistema chamado linuxconf, seria mais ou menos como o painel
de controle do Windows, você cria usuários, administra sua estação, seu servidor web, e muito mais.
Dentre
suas
principais
ferramentas
de
configuração
podemos
citar
Ferramenta
setup
Sndconfig
linuxconf
Função
configuração de vídeo, som, serviços de inicialização, configuração do timer data, impressoras.
para detecção de placas de som.
gerenciamento do sistema.
Mandrake é a distribuição preferida e a mais indicada para quem está iniciando em Linux. A
empresa Francesa MandrakeSoft aposta num sistema com muitas ferramentas que vão auxiliar quem
está iniciando em Linux. Esta distribuição é baseada no Red Hat e tem um grande número de adeptos.
Se diferencia das outras distribuições por ter suas próprias ferramentas de configuração, como Harddrake, para
configuração de dispositivos, DrakX, para configuração de vídeo e DrakFont, para buscar fontes do Windows.
Dentre suas principais ferramentas de configuração podemos citar:
Ferramenta
HardDrake
DrakX
Função
Configuração de dispositivos como som, vídeo, scanners, impressoras.
configuração de vídeo.
Slackware é uma distribuição muito usada por quem já adquiriu uma certa
experiência com o Linux. Os profissionais adoram esse Linux, por ele ser praticamente
todo configurado em modo texto, o que faz com o que as pessoas conheçam a fundo o
seu sistema. Se destaca também por ser um ou se não o mais estável dos Linux atuais.
Dentre suas principais ferramentas de configuração podemos citar:
Ferramenta
xf86config
Função
configuração de vídeo
Debian é uma das únicas distribuições que não é mantida por uma empresa. O Debian é
todo desenvolvido por voluntários e estudantes de uma universidade. Foi inovador criando
uma ferramenta chamada apt-get, que atualiza o sistema resolvendo todas as dependências
de pacotes. Esta ferramenta inclusive está presente na distribuição brasileira Conectiva.
Dentre
suas
principais
ferramentas
de
configuração
podemos
citar:
Ferramenta
modconf
xf86config
dselect
Função
para instalar módulos no kernel.
para configurar o vídeo.
para gerenciamento dos pacotes instalados no sistema.
21
Escola Alcides Maya - Primeiro Módulo
 Estrutura de Diretórios
Diretório Descrição
/bin Arquivos binários de comandos essenciais do sistema.
/boot Arquivos de boot (inicialização; boot-loader; Grub); kernel do Linux.
/dev Dispositivos (devices) de entrada/saída: floppy, hardisk, cdrom, modem .
/etc Arquivos de configuração (scripts) e inicialização.
/home Diretório local (home) de usuários.
/lib Bibliotecas e módulos(drives): compartilhadas com freqüência.
/mnt Diretório de montagem de dispositivos, sistemas de arquivos e partição.
/opt Para instalação de programas não oficiais da distribuição.
/proc Diretório virtual (RAM) onde rodam os processos ativos.
/root Diretório local do superusuário (root).
/sbin Arquivos de sistema essenciais (binários do superusuário).
/tmp Arquivos temporários gerados por alguns utilitários.
/usr Arquivos de usuários nativos da distribuição.
/usr/local Para instalação de programas não oficiais da distribuição.
/usr/src Arquivos fontes do sistema necessários para compilar o kernel.
/var Arquivos de log e outros arquivos variáveis.
 Usuário Administrador
Como não poderia deixar de ser, o Linux “vê” o usuário root como algo especial, já que ele
(na verdade, qualquer usuário que tenha UID igual a 0) pode alterar a configuração do sistema,
configurar interfaces de rede, manipular usuários e grupos, alterar a prioridades de processos, entre
outros.
Por ser tão poderoso, o usuário root é perigoso. Por isso, ele só deve ser usado em situações que não podem ser
trabalhadas por usuários que não possuem privilégios de super usuário. Imagine, por exemplo, que você está trabalhando
com o usuário root. Ao atender uma solicitação de emergência, você saiu da frente do computador sem bloqueá-lo. Alguém
mal-intencionado percebe isso e vai até seu computador, apaga diretórios importantes ao sistema e “sai de mansinho”. Se
você estivesse utilizando um usuário comum, isto é, um usuário sem permissões para mexer nesses diretórios, aquele sujeito
não teria conseguido apagá-los. Ainda há a possibilidade de você cometer algum erro e pôr tudo a perder...
O usuário root é tão importante que até sua senha deve ser bem elaborada. É
recomendável que ela tenha ao menos 8 caracteres e que misture letras e números. Além
disso, é recomendável mudar essa senha a determinados intervalos de tempo (como a cada
3 meses) ou quando alguém que acessava a conta root não utilizará mais o computador
(quando a pessoa sai da empresa, por exemplo).
4.1 NÍVEIS DE INICIALIZAÇÃO
Carregando Informações Para a Inicialização
Logo após ligar a máquina, é feita uma série de verificações feita pela BIOS, principalmente uma verificação geral do
hardware da máquina. Após isto, é carregado um pequeno programa que está localizado no primeiro setor do disco rígido
(ou primeiro setor do disquete, se for o caso) chamado de Registro Mestre de Inicialização ou MBR. Ele pode ter uma destas
duas funções:
• O MBR localiza a partição ativa e carrega o primeiro setor desta partição, que contém um pequeno programa com
informações sobre o sistema operacional que está nesta partição. Ele simplesmente irá carregar os componentes básicos do
sistema, ou irá carregar um gerenciador de inicialização que seja mais poderoso e poderá finalizar o trabalho.
22
Sistemas Operacionais
• O MBR carrega informações diretamente de uma das partições e pode utilizá-las para carregar sistemas operacionais
de qualquer partição.
A segunda opção é mais interessante e abrangente, e portanto a mais utilizada. Assim, a BIOS utiliza o MBR para
carregar um gerenciador de inicialização, podendo inicializar o Linux ou outros sistemas operacionais de qualquer partição
ou dispositivo.
Gerenciadores de Inicialização do Linux
Logo após a primeira parte da inicialização, um gerenciador de inicialização é carregado. Sua principal função é gerenciar
as várias partições do disco rígido, permitindo que o usuário possa escolher entre as opções disponíveis. O gerenciador de
inicialização é geralmente utilizado quando existe mais de um sistema operacional na máquina.
As próximas seções irão discutir os dois principais gerenciadores de inicialização do Linux: o LILO e o Grub, descrevendo
suas principais características e opções.
LILO
O LILO é um gerenciador de inicialização utilizado por muitas distribuições é um dos gerenciadores mais versáteis.
Algumas das características do LILO são:
• É possível inicializar o LILO de vários dispositivos diferentes (incluindo disquete);
• Pode ser instalado no MBR ou no setor de inicialização de uma partição;
• Ele não possui arquivos ocultos nem uma partição especial. Além disso, seus arquivos de configuração podem ser
instalados em qualquer partição (mesmo as partições que não são Linux).
• Ele pode inicializar várias configurações de kernel e até mesmo vários kernels diferentes.
O LILO permite que você escolha entre as várias partições fornecendo uma linha de comando:
LILO boot:
Basta colocar o nome do sistema operacional que você deseja configurar. Os nomes das partições foram
preenchidos durante a instalação; se você não souber, basta teclar TAB para verificar as partições existentes. Após
selecionar a partição basta pressionar ENTER. Poderá ser iniciado um sistema operacional diferente, uma configuração
diferente ou poderão ser passados os parâmetros para a inicialização do kernel Linux, dependendo de sua escolha.
Grub
O Grub é um gerenciador de inicialização amigável, que fornece um menu gráfico para a escolha de partições, e é
altamente configurável. Entre suas características pode-se citar:
• Ele permite carregar uma variedade muito grande de sistemas operacionais livres, bem como alguns sistemas
proprietários que não são suportados e que precisam de um gerenciador de inicialização específico.
• O Grub é muito flexível. Ele gerencia vários tipos de sistemas de arquivo e de kernels, e assim é possível carregar um
sistema operacional do modo que se deseja, sem gravar a posição física do kernel no disco.
• Sua interface gráfica é amigável e configurável, sendo possível modificar a imagem de fundo, a cor das letras, a ordem
das opções no menu, entre outras configurações. Ele pode ser configurado também para apresentar um ambiente em modo
texto.
Se o Grub foi configurado durante a instalação como o gerenciador de inicialização padrão, após a verificação de
hardware da BIOS aparecerá uma tela gráfica com uma lista de sistemas operacionais, bastando escolher qual deseja.
Lembre-se de que nem todas as distribuições Linux trabalham com o Grub.
O Processo init
O init é o primeiro processo iniciado no Linux, logo após a carga do kernel do sistema. Quando é disparado, o init
continua a carga do sistema, geralmente executando vários scripts que irão verificar e montar sistemas de arquivos, configurar
teclado e iniciar servidores, entre outras tarefas.
O init utilizado no Linux permite que existam diversos níveis de execução no sistema. Um nível de execução é uma
configuração de software do sistema que define quais processos devem ser inicializados e quais não devem, e também de
que modo são inicializados. O administrador do sistema é quem define qual será o nível de execução em que o sistema será
executado.
Níveis de Execução
Ação
0
desligar o sistema
1
modo monousuário, também chamado de modo single
23
Escola Alcides Maya - Primeiro Módulo
2
3
4
5
6
modo multiusuário, texto
modo multiusuário, texto, com serviços
não utilizado
modo gráfico (X11)
reinicializar o sistema
 Prompt de Comando
[[email protected] /root]#
Você sabe o que signfica isso aí em cima? O Linux usa uma estrutura diferente de organização em seu sistema de
arquivos*. Por isso, em vez da sua pasta ser c:\arquivos\pasta\arquivo.txt, simplesmente no Linux, pode ser /home/pasta/
arquivo.txt. Para você entender melhor, vamos analisar o prompt do Linux:
[[email protected]
/root]#
usuário - diretório / local (PC ou rede) - modo usuário
Usuário: No Linux, cada pessoa precisa ter uma conta de usuário. Uma conta de usuário indica um nome e senha que
devem ser utilizados para se conectar no sistema. Se o nome escolhido por você for, por exemplo, Fulano, em vez de root
aparecerá fulano no lugar.
Usuário “root” (ou super-usuário): é quem tem acesso irestrito ao sistema. Quando você se conecta como usuário root,
você poderá fazer qualquer operação no Linux, como alterações de configuração do sistema, apagar ou modificar arquivos
importantes, etc. Por isso, se conectar como root é muito arriscado, já que você pode causar algum dano sem querer. Tendo
isso em mente, nunca se conecte como root a não ser que seja mesmo necessário. Para usar o Linux no dia-a-dia, conecte-se
com uma conta de usuário comum, assim não haverá risco de danos. Também não se esqueça de guardar muito bem a senha
do root, pois se alguém descobrir, poderá destruir o sistema.
localhost /root : é o local (diretório) onde você está no momento (/root é padrão e equivale a C:\ no DOS).
Modo usuário: indica quem está usando a máquina, se um usuário comum ou o super-usuário. Veja:
# - modo super-usuário
$ - modo usuário

Pontos de Montagem
O GNU/Linux acessa as partições existente em seus discos rígidos e disquetes através de diretórios.
Os diretórios que são usados para acessar (montar) partições são chamados de Pontos de Montagem..
No DOS cada letra de unidade (C:, D:, E:) identifica uma partição de disco, no GNU/Linux os pontos
de montagem fazem parte da grande estrutura do sistema de arquivos raiz.
 Identificação de discos e partições em sistemas Linux
No GNU/Linux, os dispositivos existentes em seu computador (como discos rígidos, disquetes, tela, portas de
impressora, modem, etc) são identificados por um arquivo referente a este dispositivo no diretório /dev.
A identificação de discos rígidos no GNU/Linux é feita da seguinte forma:
/dev/hda1
| | ||
| | ||_Número que identifica o número da partição no disco rígido.
| ||
| | |_Letra que identifica o disco rígido (a=primeiro, b=segundo, etc...).
| |
| |_Sigla que identifica o tipo do disco rígido (hd=ide, sd=SCSI, xt=XT).
|
|_Diretório onde são armazenados os dispositivos existentes no sistema.
Abaixo algumas identificações de discos e partições em sistemas Linux:
• /dev/fd0 - Primeira unidade de disquetes.
• /dev/fd1 - Segunda unidade de disquetes.
24
Sistemas Operacionais
• /dev/hda - Primeiro disco rígido na primeira controladora IDE do micro
(primary master).
• /dev/hda1 - Primeira partição do primeiro disco rígido IDE.
• /dev/hdb - Segundo disco rígido na primeira controladora IDE do micro
(primary slave).
• /dev/hdb1 - Primeira partição do segundo disco rígido IDE.
• /dev/sda - Primeiro disco rígido na primeira controladora SCSI.
• /dev/sda1 - Primeira partição do primeiro disco rígido SCSI.
• /dev/sdb - Segundo disco rígido na primeira controladora SCSI.
• /dev/sdb1 - Primeira partição do segundo disco rígido SCSI.
• /dev/sr0 - Primeiro CD-ROM SCSI.
• /dev/sr1 - Segundo CD-ROM SCSI.
• /dev/xda - Primeiro disco rígido XT.
• /dev/xdb - Segundo disco rígido XT.
As letras de identificação de discos rígidos podem ir além de hdb, em meu micro, por exemplo, a unidade de CD-ROM
está localizada em /dev/hdg (Primeiro disco - quarta controladora IDE).
É importante entender como os discos e partições são identificados no sistema, pois será necessário usar os parâmetros
corretos para montá-los.
 Relação de comandos MS-DOS ---LINUX
MSDOS
Cd
Cd ..
Md
Rm
Del
Tree
Dir
Type
Copy
Xcopy
Rename
Move
| more
Date
Time
Cls
Format
Edit
LINUX
Cd
cd ..
Mkdir
Rmdir
Rm
Tree
Ls
Cat
Cp
Cp –r
Mv
Mv
| more
Date
Date
Clear
Mkfs
Mcedit
Alguns comando gerais:
•
•
•
•
•
•
sair);
•
•
•
(qualquer comando) --help: mostra o HELP (arquivo de ajuda) do comando que você digitou;
ls: lista os arquivos e diretórios da pasta (DIR no DOS);
clear: limpa a tela (CLS no DOS);
cd ___ : entra em um diretório (igual ao DOS);
cd: vai direto para o diretório raiz do usuário conectado;
\: abre uma linha de comando “livre” , onde você pode digitar um comando extenso (digite q e clique em enter para
pwd: mostra o diretório inteiro que você está;
cat: igual ao TYPE no DOS;
df: Mostra as partições usadas ou livres do HD;
25
Escola Alcides Maya - Primeiro Módulo
• |more: lista o arquivo com pausa de linha em linha (exemplo: CAT leiame |more)
• |lpr: imprime o arquivo listado;
• free: mostra a memória do computador (MEM no DOS);
• shutdown: desliga o computador:
shutdown -r now : reinicia o computador;
shutdown -h now : desliga o computador (só desligue quando aparecer escrito “system halted” ou algo equivalente);
OBS.: O NOW pode ser mudado. Por exemplo: shutdown -r +10 e o sistema irá reiniciar daqui a 10 minutos).
• Reboot: reinicia o sistema instantaneamente (pouco recomendável, preferível shutdown -r now). Use somente em
emergências;
• startx: inicia o X-Windows (interface gráfica) do Linux;
• kde: Inicia a Interface gráfica K Desktop Enviroment;
• mkdir: cria um diretório (MD no DOS);
• rmdir: destrói um diretório VAZIO (RD no DOS);
• rm: apaga um arquivo (DEL no DOS);
• rm –r: apaga um diretório;
• who: mostra quem está usando a máquina;
• wc: conta a quantidade de:
•wc -c arquivo : quantidade de bytes
• wc -w arquivo : quantidade de palavras
• wc -l arquivo : quantidade de linhas;
• date: mostra data e hora;
• telnet: inicia a TELNET;
• m: abre o MINICOM e permite configurar o modem;
type: explica um determinado arquivo do sistema;
file: descreve um determinado arquivo;
find / - name ____ : procura arquivo “____”;
useradd nome_do_novo_usuário: cria uma nova conta usuário;
passwd nome_do_usuário: cria ou modifica a senha do usuário;
userdel -r nome_do_usuário: apaga um usuário;
su: passa para o superusuário (perceba que no prompt irá mudar o $ pelo #);
sndconfig: permite configurar a placa de som;
TAR: arquivo para criar Backups:
• TAR –c: cria
• TAR –x: restaura
• TAR –v: lista cada arquivo
• TAR –t: lista os arquivos de backups;
• write: escreve mensagens para outro usuário em rede;
• mv: move arquivos;
• linuxconf: configuração do Linux;
• alias: possibilita a criação de comandos simples;
• &: coloca o comando desejado em background, ou seja, trabalha enquanto você faz outra coisa no computador;
• ps: relata os processos em execução;
• kill: encerra um ou mais processos em andamento;
• history: mostra os comandos que o usuário já digitou;
• lpr: imprime um arquivo (exemplo: lpr arquivo);
• lpq: mostra o status da fila de impressão;
• lprm: remove trabalhos da fila de impressão;
• mtools: permite o uso de ferramentas compatíveis com DOS. Após digitar o comando, você verá que todo comando
do DOS terá um M na frente. Isso é normal.
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26
Sistemas Operacionais
5 COMANDOS LINUX (UTILIZANDO)
1. ls (lista o conteúdo de um diretório)
Exemplo: $ ls
2. ls -a (lista os diretórios, arquivos oculto e executáveis)
Exemplo: $ ls -a
3. ls -l (Lista o conteúdo de um diretório detalhadamente)
Exemplo: $ ls -l
4. pwd (mostra o diretório corrente)
Exemplo: $ pwd
5. cd (muda de diretório)
Exemplo: $ cd /etc
6. cd - (volta para o diretório anterior)
Exemplo: $ cd 7. cd .. (volta um diretório acima)
Exemplo: $ cd ..
8. cd ~ (volta para seu diretório /home)
Exemplo: $ cd ~
9. mkdir [pasta] (cria uma pasta com o nome desejado)
Exemplo: $ mkdir programas
10. mkdir [pasta1] [pasta2] (cria pasta1 e pasta dois ao mesmo tempo)
Exemplo: $ mkdir teste1 teste2
11. mkdir -p [pasta]/[sub-pasta] (cria um diretório e um sub-diretório)
Exemplo: $ mkdir -p teste3/teste3_1
27
Escola Alcides Maya - Primeiro Módulo
12. rm -r [pasta/arquivo] (deleta uma pasta ou arquivo)
Exemplo: $ rm -r teste3
13. mv [arquivo1] [arquivo2] (renomeia uma pasta)
Exemplo: $ mv teste teste2
14. mv [arquivo] [caminho] (move o arquivo para um determinado caminho)
Exemplo: $ mv imagem.jpg ~/t4k_slack/Wallpapers
15. cp [arquivo] [caminho] (copia um arquivo para um determinado caminho)
Exemplo: $ cp imagem.jpg ~/t4k_slack/Wallpapers
16. ln -s [caminho] [link] (cria um link)
Exemplo: $ ln -s /usr/bin/limewire limewire
17. type [executável] (busca o caminho de um executável)
Exemplo: $ type limewire
18. cat > [arquivo] (cria novo arquivo)
Exemplo: $ cat > teste.txt
19. cat [arquivo1] >> [arquivo2] (acrescenta arq.2 em arq.1)
Exemplo: $ cat teste1 >> teste2
20. touch [arquivo] (cria um arquivo)
21. diff [arquivo1] [arquivo2] (compara os dois arquivos)
Exemplo:
$ diff teste1 teste2
22. locate [arquivo] (localiza o arquivo desejado]
Exemplo:
$ locate albino.jpg
23. head [-linhas] [arquivo] (mostra as primeiras linhas de um arquivo)
Exemplo:
$ head -10 texto.txt
24. tail [-linhas] [arquivo] (faz exatamente o contrário do comando anterior)
Exemplo:
$ tail -20 texto.txt
25. less [arquivo] (mostra o conteúdo de um diretório)
28
Sistemas Operacionais
Exemplo:
$ less texto.txt
26. more [arquivo] (mostra o conteúdo de um arquivo)
Exemplo:
$ more texto.txt
27. nl [arquivo] (mostra quantas linhas tem no arquivo)
Exemplo:
$ nl texto.txt
28. wc [arquivo] (lista número de linhas, palavras e bytes de um arquivo)
Exemplo:
$ wc texto.txt
29. [comando1] | [comando2] (conecta dois processos)
Exemplo:
$ vi /etc/X11/xorg.conf | more
30. sleep [tempo] && [comando] (executa um comando em um determinado tempo)
Exemplo:
$ sleep 2 && pwd
31. echo [mensagem] (exibe uma mensagem em seu shell)
Exemplo:
$ echo Olá Mundo
32. alias [comando/atual] [comando_novo] (muda o nome de um comando)
Exemplo:
$ alias dir=ls -l
33. history (lista os últimos 500 comandos que você digitou)
Exemplo:
$ history
34. su (muda para o super usuário root, precisa da senha)
Exemplo:
$ su
su [usuário] (muda para outro usuário, também necessita da senha)
29
Escola Alcides Maya - Primeiro Módulo
Exemplo:
$ su fulano
35. shutdown (reinicia o sistema)
Exemplo:
$ shutdown
36. reboot (reinicia a máquina com emergência)
Exemplo:
$ reboot
37. passwd (troca sua senha)
Exemplo:
$ passwd
38. uname (mostra o sistema operacional)
Exemplo:
$ uname
39. uname -a (mostra o sistema operacional, nome da máquina, versão do kernel e etc)
Exemplo:
$ uname -a
40. dmesg (mostra informações do sistema)
Exemplo:
$ dmesg
41. top -d [segundos] (informações detalhadas dos processos)
Exemplo:
$ top -d 3
42. ps (mostra os processos corrente “PID”)
Exemplo:
$ ps
43. killall [programa] (força o término de um programa)
Exemplo:
$ killall xmms
44. xkill (transforma o ponteiro do mouse em um assassino de programa)
30
Sistemas Operacionais
Exemplo:
$ xkill
45. mkfs.ext2 (formata um disquete em formato Linux)
Exemplo:
$ mkfs.ext2 /dev/fd0
46. superformat (formata um disquete em formato DOS)
Exemplo:
$ superformat /dev/fd0
47. vmstat [-tempo] (mostra a memória swap em uso)
Exemplo:
$ vmstat -2
48. arch (mostra a arquitetura do seu PC)
Exemplo:
$ arch
49. lsmod (lista os módulos da sua máquina)
Exemplo:
$ lsmod
50. insmod [módulo] (levanta um módulo na unha, requer root)
Exemplo:
# insmod spca5x
51. adduser (adiciona um usuário no sistema, requer root)
Exemplo:
# adduser
52. userdel [usuário] (deleta um usuário, requer root)
Exemplo:
# userdel fulano
userdel -r [usuário] (deleta o usuário e sua pasta que se encontra no diretório /home, requer root)
Exemplo:
# userdel -r fulano
53. chfn [usuário] (muda informações de um usuário, requer root)
31
Escola Alcides Maya - Primeiro Módulo
Exemplo:
# chfn fulano
54. chage -M [dias] [usuário] (expira um usuário, no dia pré-determinado, requer root)
Exemplo:
# chage -M 20 fulano
55. display [imagem.jpg] (mostra uma imagem no X, necessita do ImageMagick)
Exemplo:
$ display imagem.jpg
56. convert [imagem.png] [imagem.jpg] (converte o formato .png para .jpg, necessita também do ImageMagick)
Exemplo:
$ convert imagem.png imagem.jpg
57. chmod (altera permissões)
Exemplo:
# chmod 666 /dev/hdd
58. mount [device] (monta um dispositivo)
Exemplo:
$ mount /mnt/cdrom
59. umount [device] (desmonta um dispositivo)
Exemplo:
$ umount /mnt/cdrom
60. eject (abre a gaveta do cd-rom)
Exemplo:
$ eject /mnt/cdrom
eject -t (fecha a gaveta do cdrom)
Exemplo:
$ eject -t /mnt/cdrom
63. halt (desliga o PC)
Exemplo:
$ halt
61. date (informa o dia e a hora)
32
Sistemas Operacionais
Exemplo:
$ date
62. hostname (informa o nome da máquina)
Exemplo:
$ hostname
63. du [diretório] (fornece o tamanho de um diretório)
Exemplo:
$ du pasta
64. du -S [sub-diretórios] (fornece o tamanho do sub-diretório)
Exemplo:
$ du -S sub_pasta
65. [comando] & (inicia um processo em segundo plano e deixa o terminal livre para trabalhar)
Exemplo:
$ gkrellm &
66. cal (mostra um calendário do mês atual)
Exemplo:
$ cal
67. cal [ano] (mostra os 12 meses de um determinado ano)
Exemplo:
$ cal 2005
68. last [-quantidade] (mostra informações sobre os últimos logins, onde em quantidade você indica o número de
logins)
Exemplo:
$ last -10
69. tar -zxvf [arquivo.tar.gz] (descompacta um arquivo em formato .tar.gz)
Exemplo:
$ tar -zxvf amsn-0.94.tar.gz
70. tar -jxvf [arquivo .tar.bz2] (descompacta um arquivo no formato .tar.bz2)
Exemplo:
$ tar -jxvf gkrellm-0.12.tar.bz2
71. clear (limpa a tela do shell)
33
Escola Alcides Maya - Primeiro Módulo
Exemplo:
$ clear
72. free (mostra detalhes sobre a memória RAM)
Exemplo:
$ free
73. time [comando] (mede o tempo gasto para abrir um programa)
Exemplo:
$ time limewire
74. uptime (mostra o tempo desde do último boot)
Exemplo:
$ uptime
75. lsattr [arquivo/diretório] (lista atributos de um arquivo ou diretório)
Exemplo:
$ lsattr arquivo
76. whereis [executável/comando] (localiza o caminho de um executável/comando)
Exemplo:
$ whereis limewire
77. who (mostra quem está conectado ao sistema nesse momento)
Exemplo:
$ who
78. wget -c [URL] (faz download de arquivo na internet)
Exemplo:
$ wget -c http://www.lugar.do.download
79. whoami (mostra quem se logou primeiro no sistema)
Exemplo:
$ whoami
34
Sistemas Operacionais
6 BIBLIOGRAFIA
www.conectiva.com.br
www.vivaolinux.com.br
www.devin.com.br/eitch
www.geocities.yahoo.com.br/open78br/slide_1.html
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