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Exxtra
O Tribunal Superior Eleitoral lançou uma
campanha para o eleitor lembrar em
quem votou
17 - O SHOW TEM QUE CONTINUAR
João Batista Sérgio Murad, o idealizador
do parque Beto Carrero World
18 - MELHOR LUGAR DO BRASIL
Turistas elegeram Santa Catarina como
o melhor destino turístico do Brasil
19 - MARAVILHA DE SC
Algumas cidades são motivos de orgulho
para o estado de tantas belezas naturais
Fechamento desta edição
13 de fevereiro de 2008
Índice
5 – PALAVRA DELES
6 - DOIS TOQUES
7 – COLUNA DE BRASÍLIA
20 - MESA DOS MESTRES
Movimentação no jogo
catarinense
22 - PROFESSORES DE POLÍTICA
Eduardo Moreira, Leonel Pavan,
Raimundo Colombo e Ideli Salvatti são
candidatos a mestre
25 - O RIGOR DA LEI COM OS
CANDIDATOS
Presidente do TSE alerta candidatos
para que cumpram as regras eleitorais
26 - POUCA INSTRUÇÃO DO ELEITOR
Baixa escolaridade atinge mais da
metade dos eleitores e chega a 70% no
12 - ELEIÇÃO INDIRETA
Com a cassação do prefeito de Abelardo
Luz confirmada, a Câmara de
Vereadores elege novo mandatário do
município.
13 - TAPIOCA DE SC
Ministro catarinense Altemir Gregolin no
imbróglio dos gastos com cartão
corporativo
14 - OLHO NAS PREFEITURAS
Eleições municipais de 2008 atraem précandidaturas de deputados federais e
senadores
15 - EM FOCO QUESTÕES LOCAIS
As eleições nos municípios acabam,
muitas vezes, ganhando grandes
contornos nacionais,
16 - “OLHO NELE”, ELEITOR
04 Exxtra
27 - FORÇA DA MULHER
Mulheres lideram tanto o eleitorado
analfabeto como o de ensino superior
28 - ÁGUAS DE SC
Preservar para evitar um colapso
econômico imensurável
29 - FÚRIA DAS CHUVAS
Um desastre em em SC que abalou
dezenas de municípios
30 - ELEITORADO DE SC E DO PAIS
O estado tem mais de 4,2 milhões de
eleitores, 3,3% do eleitorado brasileiro
político
8 – COLUNA IVAN LOPES DA SILVA
10 - SATÉLITE
Informação Geral
Nordeste
31 - EXXTRA NA REDE
Nova mídia estréia em SC
32 - GENTE
34 - INDÚSTRIA DE CIMENTO EM SC
Fábrica que será instalada em Pomerode
exigiu investimento de R$ 45 milhões
35 -JUSTIÇA SOB NOVA DIREÇÃO
O desembargador Francisco Oliveira
Filho assume Tribunal de Justiça de SC
36 - ENTREVISTA EXCLUSIVA
Ex-governador Paulo Afonso
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A revista não se responsabiliza por conceitos
emitidos em artigos assinados.
P ALAVRA DELES
“É a primeira vez
que o PT governa
e em cinco anos já
fez
grandes
transformações”
Deputada estadual
Ana Paula Lima (PT)
“Governador, chega
de enrolar, Lei
254,já”
Praças da Polícia
Militar de SC
“Pelo clima
do final do
ano, acho
q
u
e
teremos eleições extremamente
disputadas, por exemplo, em
Criciúma, Joinville, Balneário
Camboriú e Chapecó”
Deputado estadual Julio Garcia
(DEM)
“Se o governo não precisa do PMDB de
Santa Catarina que deixe claro. Parece que
quem bate mais forte é quem leva. A
bancada do PT, se quiser apoio para a
governabilidade, precisa ceder.
Deputado federal João Matos (PMDB)
“Somos
favoráveis a
investigar
todos, para a
frente e para
trás, e sem
proteger A, B
ou C”
Deputado
federão Paulinho
Boarnhausen
“Tenho
representatividade
política na
dimensão que
a Eletrosul
merece. Não
estou atrás de
emprego ou
boquinha”
Ex-governador Paulo Afonso
(PMDB)
“Vamos
fazer um
rodízio
q
u
e
demonstra
a unidade
de nossa
bancada. Somos pequenininhos,
mas unidos, caminhando numa
só direção”
Deputado estadual Joares Ponticelli
(PP)
“O Gley Sagaz está perdendo
sua sagacidade. Deveria
observar que no governo Amin
a Casan foi entregue com R$ 40
milhões de dívidas. Nós
passamos do vermelho para o
azul apesar de perdermos 37%
das nossas concessões,”
Presidente da Casan Walmor de
Luca
“Quem não votar a favor (fundo
previdenciário), estará contra toda
Santa Catarina”
Governador Luiz Henrique da Silveira
(PMDB)
Exxtra 05
DOIS TOQUES
Julgadas mais de 61
mil ações em 2007
Julgamento de
Luiz Henrique
O julgamento do
recurso
contra
expedição de diploma
do governador do
Estado (foto), Luiz
Henrique da Silveira
(PMDB), iniciado em
agosto de 2007 no
TSE, deve ter
continuidade no dia
14 de fevereiro. A discussão havia sido
suspensa em razão do pedido de vista do
ministro Ari Pargendler. O relator da matéria,
ministro José Delgado, votou pela cassação
do chefe do Executivo. A acusação é de abuso
de poder político e uso indevido dos meios de
comunicação na campanha de 2006.
O presidente do Tribunal de
Justiça de Santa Catarina, desembargador
Pedro Manoel Abreu (foto), disse que o
TJ contabilizou o julgamento de mais de
61 mil processos durante 2007 entre
recursos e apelações. Este número indica
um incremento de 26,93% no total de
ações julgadas em relação a 2006 –
quando foram apreciados 48 mil
processos. Neste mesmo período,
entretanto, ingressaram cerca de 72 mil
novos feitos, perfazendo um déficit de
mais de 13 mil processos somente neste
ano. Os acórdãos assinados somaram
44.517 (14,02%) enquanto, no Pleno, 281
novas ações foram distribuídas e 821
julgadas.
Rejeitadas contas
de candidatos
O Tribunal Regional Eleitoral
julgou hoje mais três prestações de contas
de candidatos não eleitos das eleições
2006. Foram julgadas as contas de um
candidato a senador e dois candidatos a
deputado estadual. Maurílio Moares, do
PDT, e Júlio César Chechinel, do PP,
ambos candidatos à Assembléia
Legislativa, tiveram suas contas rejeitadas.
A contabilidade do candidato ao Senado,
pelo PSB, Izío Inácio também teve o
mesma sentença. O motivo das rejeições
foram irregularidades relativas à
comprovação de despesas feitas com as
campanhas eleitorais.
06 Exxtra
Gravidez não é
“deficiência” 1
A 4ª Câmara de Direito Público do Tribunal
de Justiça, em processo sob relatoria da
desembargadora substituta Sônia Maria
Schmitz, confirmou sentença proferida pela
Comarca de Joinville que determinou ao
Município garantir o cargo para uma gestante
que fora aprovada em concurso público. Por
estar grávida, Luana Marchi Utzig teve
negado o direito de assumir o cargo pelo
Secretário de Administração e Recursos
Humanos do Município de Joinville. A
prefeitura alegou ser condição essencial para
a posse a apresentação de atestado médico
que declare a aptidão da candidata. “A
gravidez, como de comum ocorre, não
interfere na capacidade física ou mental da
gestante”, afirmou a magistrada.
Gravidez não é
“deficiência” 2
Além disso, a relatora reafirmou no acórdão
parte do parecer do representante do
Ministério Público: “Uma vez preenchidos
os requisitos para a investidura, é dever da
Administração promovê-la, inexistindo
espaço para discricionariedade. Impedir a
investidura em cargo público por causa tãosomente da gravidez configura ato atentatório
contra os princípios basilares do Estado
Democrático de Direito, dentre os quais
destaca-se a dignidade da pessoa humana,
princípio norteador dos demais princípios e
regras inscritos na Carta Magna brasileira”.
Por maioria de votos, a 4ª Câmara de Direito
Público do TJ negou a apelação do Município.
POSITIVO
Carne suína para
o Chile
O Chile reconheceu o Estado de Santa
Catarina como área livre de febre aftosa
sem vacinação. Com isso, o país poderá
importar a carne suína produzida no
Estado, segundo informações do presidente
da Associação Brasileira da Indústria
Produtora e Exportadora de Carne Suína
(Abipecs), Pedro de Camargo Neto. O
governo do Chile disse ainda que está
disposto a enviar uma missão técnica ao
Brasil no próximo mês de janeiro para
habilitar plantas exportadoras interessadas
em vender para o mercado chileno. As
informações constam de um documento
que teria sido enviado ao Ministério da
Agricultura, informou Camargo Neto. A
estimativa da associação é que o Chile
precise importar 50 mil toneladas de carne
suína por ano. Além da questão comercial,
a abertura do mercado chileno pode
viabilizar as exportações para outros
mercados. Os exportadores têm interesse
em vender para a China, México e Japão.
NEGATIVO
Agressões na Câmara
de Chapecó
Dois vereadores de Chapecó trocaram
agressões físicas durante uma sessão da
Câmara Municipal. As imagens da briga
entre César Valduga (PC do B) e Raul
Perizollo (DEM) foram gravadas pelo
circuito interno do Legislativo. A disputa
aconteceu durante um debate sobre a
realização de uma audiência pública em
uma unidade de saúde da cidade. Segundo
o vereador do PC do B, a intenção era
convidar o secretário de saúde de Chapecó,
Nédio Conci, para visitar a unidade, onde,
segundo ele, faltam médicos e remédios.
Valduga acusou o vereador democrata de
haver “perdido o controle” e o agredido
verbalmente. O vereador Raul Perizollo,
que é líder do governo na Câmara, não
nega o tapa, mas afirma que apenas se
defendeu. Segundo ele, Valduga teria
empurrado uma cadeira contra ele quando
se aproximava. “Eu tive que me defender.
Sou médico, mas também sou ser humano.
Nesse momento é uma atitude animalesca
de defesa”, disse.
CPI dos Cartões Corporativos
Deputado Celso Maldaner
Em tempos de fortes
chuvas é bom lembrar que está
em análise na Câmara o Projeto
de Lei do deputado Celso
Maldaner (PMDB-SC), que
insere o sistema de defesa civil no
Fundo Especial para Calamidades
Públicas e destina para o fundo
parte da arrecadação da
Contribuição de Intervenção no
Domínio Econômico (Cide). A
proposta tramita em caráter
conclusivo e será analisada pelas
comissões da Amazônia,
Integração Nacional e de
Desenvolvimento Regional; de
Finanças e Tributação; e de
Constituição e Justiça e de
Cidadania.
Recursos à
defesa civil 2
Os recursos do fundo
serão compostos de 5% da
parcela destinada à União do
produto da arrecadação da Cide,
de dotações orçamentárias
ordinárias e de recursos próprios
diretamente arrecadados. Do
total, 33,4% serão destinados
para a defesa civil nacional; e
33,3% para os órgãos estaduais
de defesa civil, por meio de
repasse mensal em conta
específica e divididos segundo os
respectivos coeficientes do Fundo
de Participação dos Estados. Os
restantes 33,3% irão para os
órgãos municipais de defesa civil.
PT e PMDB devem
ocupar a relatoria e a
presidência da Comissão
Parlamentar Mista de Inquérito
(CPMI)
dos
Cartões
Corporativos. Por serem os
maiores partidos no Congresso,
os dois têm essa prerrogativa
regimental. O líder do PMDB
no Senado, Valdir Raupp (RO),
disse que indicou o senador
Neuto de Conto (SC) para
ocupar a presidência da
comissão. “Ele chegou a ser
cotado para presidente do
Senado, inclusive com o apoio
dos partidos de oposição. Vejo
que o Neuto está à altura de
assumir qualquer cargo aqui no
Senado”, disse.
Senador Neuto De Conto
Pesquisa em sítios arqueológicos
O Governo Federal está destinado R$ 3,1 milhões para a
realização das pesquisas em 13 sítios arqueológicos compreendidos
no trecho da BR-101 que vai de Palhoça, em Santa Catarina, até
o Rio Grande do Sul. Eles foram danificados pelas obras de
duplicação da rodovia. As prospecções continuam até o final de
2008 e estão sob o comando do arqueólogo Marco Aurélio Nadal
De Mais, chefe do Laboratório de Antropologia Cultural e
Arqueologia da Unisul. Estima-se que existam 100 sítios
arqueológicos até o trecho da BR-101 que vai até Imbituba (SC).
Regulamentação do
cooperativismo em pauta
O deputado federal Odacir
Zonta (PP-SC) é um ardo
defensor da aprovação do
projeto que regulamenta o
cooperativismo e que reúne
mais de 30 mil pessoas no Brasil.
Segundo ele, o cooperativismo
não pode ser tratado com as
mesmas regras do mercado
financeiro e comercial. Ele
explicou que, em 2006, os
bancos arrecadaram R$ 256
bilhões em tarifas. De acordo
com o deputado, se as
transações fossem feitas pelas
cooperativas, os custos ficaram
em pouco mais de R$ 20 bilhões
e o restante seria dividido entre
os cooperados.
Deputado Odacir Zonta
STF arquiva
recurso de cotas
na UFSC 1
A presidente do
Supremo Tribunal Federal
(STF), ministra Ellen Gracie,
arquivou no dia 25 de janeiro
mandado de segurança
proposto pelo Sindicato das
Escolas Particulares de Santa
Catarina (Sinepe/SC) pedindo
a suspensão do sistema de
cotas da UFSC para o
vestibular 2008. A decisão é
final. O mandado de
segurança pedia para
suspender a decisão do
Tribunal Regional Federal da
4ª Região, favorável à UFSC,
e restabelecer decisão de
primeira instância de
Florianópolis, impedindo que
a universidade reserve 30%
das vagas do vestibular de
2008 para o sistema de cotas.
STF arquiva
recurso de cotas
na UFSC 2
Resolução
do
Conselho Universitário da
UFSC destinou 20% das vagas
do vestibular 2008 para
alunos egressos do ensino
público e 10% para os
candidatos que se declararam
negros – e que tenham
também cursado o ensino
médio em escola pública.
Ellen Gracie ressaltou que
não cabe ao STF analisar
mandado de segurança
contra decisão do Tribunal
Regional Federal da 4ª Região
(TRF-4).O Sinepe recorreu
ao Supremo contra uma
decisão do TRF-4. O sindicato
argumentou
que
o
dispositivo contraria a
Constituição porque violaria
o direito à universalização do
ensino gratuito e o direito à
igualdade entre os brasileiros.
Exxtra 07
IVAN LOPES DA SILVA
[email protected]
Os suplentes e os
infiéis
O Pleno do TER/SC
julgou no dia 11 de fevereiro, pela
primeira vez, processo relativo à
decretação de perda de mandato
eletivo por desfiliação partidária.
O primeiro caso discutido foi a
ação proposta por Adilson
Canonica (PDT), suplente de
vereador em Lages.
O candidato pleiteava a perda de
mandato do vereador eleito
Paulo Roberto Branco (PR). Na
época da eleição, ambos os
candidatos, então filiados ao PDT,
concorreram à Câmara de
Vereadores daquele município
pela Coligação PP/PDT/PL.
Segundo alega Canonica, 12º
suplente da Coligação, o
candidato eleito, Paulo Roberto
Branco, teria se desfiliado do PDT
em 03/08/2007 e se filiado ao PR
em 01/10/2007.
O suplente de vereador
pleiteia a decretação de perda de
mandato do candidato eleito em
razão de suposta infidelidade
partidária. Segundo a legislação,
somente são partes legítimas para
requerer a perda de mandato o
partido, o Ministério Público e
interessados, dentro dos prazos
estabelecidos.
Segundo o relator do
processo, juiz Jorge Antônio
Maurique, a principal questão a
ser analisada é se no momento da
formação de coligação durante
o pleito, os mandatos pertencem
à coligação ou ao partido. Para
Maurique, embora o número de
vagas seja fixado em razão dos
votos dados ao partido, o sistema
eleitoral permite a votação
nominal, e a escolha dos
candidatos pelos eleitores não
pode ser desconsiderada. Assim,
entende que o requerente não
tem legitimidade para propor a
ação, visto que não seria o
próximo na lista de suplência, já
que há dois candidatos da mesma
coligação, embora filiados a outro
partido que não o do eleito, em
melhor colocação.
08 Exxtra
Legislativo receptivo ao governador Luiz Henrique
“Esse novo modelo de
governo já se mostrou capaz de
estabelecer o rumo histórico de
nosso desenvolvimento,
retomando o crescimento de
regiões
que
estavam
estagnadas”. Essa foi a ênfase no
discurso do governador Luiz
Henrique, pela quinta vez no
cumprimento ao disposto da
Constituição, na leitura da
mensagem anual do governador
à Assembléia Legislativa,
oficializando o ano legislativo no
dia 6 de fevereiro.
Na Assembléia Luiz
Henrique sente-se em casa. Lá
ele dispõe de uma bancada
majoritária, aprovando, nestes
últimos cinco anos, literalmente
tudo o que colocou em votação.
O governador Luiz Henrique, o presidente da Assembléia,
Júlio Garcia e o vice-goernador Leonel Pavan
Secretário sofredor
Enquanto
há
secretarias de Estado que tratam
de funções parecidas como estar
em permanente estado de férias
remuneradas, outras parecem
uma pedreira em verão de 40
graus. Exemplos: a Secretaria de
Turismo, Cultura e Esporte,
pilotada pelo sorridente tucano
Gilmar Knaesel, é o típico
emprego que qualquer cidadão
pede a Deus. Viagens, nacionais
e internacionais, festas e eventos,
fazem a rotina do dia a dia. Por
outro lado, a Secretaria
Executiva de Justiça e
Cidadania, dirigida pelo
peemedebista Justiniano
Pedroso, a rotina é administrar
catástrofes (Defesa Civil),
consumidor mal-humorado
(Procon), prisões, fugas,
acorrentados, rebeliões etc
Secretário Justiniano Pedreso
(Sistema Prisional), entre outras
atividades.
Justiniano, conhecido
como “Neguinho”, entre os seus
amigos, deve disputar a
prefeitura de Campos Novos. A
campanha será um momento
de lazer, linght...
UFSC: vazamento de lista
A UFSC confirmou no dia 29 de fevereiro que um hacker invadiu
o sistema do Núcleo de Processamento de Dados (NPD) e teve
acesso a uma lista com nome, nota e classificação de todos os
candidatos no concurso vestibular de 2008. A instituição
informou que vai acionar sua procuradoria para que a Polícia
Federal inicie uma investigação sobre a invasão do sistema do
NPD.
Fraude do INSS
em SC
As prisões de figuras
carimbadas da política
catarinense, acusadas de
participar de uma quadrilha
que cometia fraudes em uma
agência da Previdência
Social, em Tijucas, mexeu
com os nervos do PT e
PMDB
de
Itajaí,
principalmente. A operação,
que contou com 200 policiais
federais e técnicos da
Previdência, com o apoio do
Ministério Público Federal,
pode
trazer
sérias
conseqüências eleitorais para
o prefeito Volnei Morastoni
(PT), mesmo não tendo nada
a ver com os atos
delinqüentes de pessoas que
desfrutavam de sua
confiança.
O curioso é que
INSS vinha detectando
irregularidades na agência de
Tijucas desde 2005, com
uma fraude estimada em R$
6 milhões aos cofres públicos.
Líderes de
bancadas
Baixo nível
educacional
Enquanto PMDB, PSDB e
PT
ainda
discutem
internamente para definir
novos nomes para liderar as
respectivas bancadas, o PP já
formalizou o nome do
novato Silvio Dreveck,
enquanto o DEM optou pelo
experiente Gelson Merísio. O
deputado Sargento Amauri
Soares lidera o PDS, já os
partidos do “eu sozinho” –
PTB, PR e PPS –,
respectivamente
são
autoliderados por Narcizo
Parisotto, Odete de Jesus e
Sérgio Grando. Herneus de
Nadal (PMDB) permanece
na liderança do Governo. O
presidente da Assembléia
Legislativa, deputado Julio
Garcia (DEM), coordenou a
reunião de líderes no dia 12
de fevereiro.
O deputado federal
Edinho Bez (PMDB-SC) disse
estar preocupado com o nível
da educação média do país.
Segundo ele, entre 57 países, o
Brasil ficou entre os últimos,
enquanto Estados Unidos e
países asiáticos ficaram entre os
melhores. De acordo com o
deputado, é constrangedor ver
que o Brasil está atrás de países
como Azerbaijão e Eslovênia.
Na sua avaliação, nenhum país
poderá pensar o seu futuro se
não investir no presente em sua
juventude e em todos os níveis
da educação.
Os números são apenas
estatísticos, mas Edinho merece
atenção ao advertir que os
jovens lêem e interpretam mal,
“mas o poder público parece
inerte diante dessa situação”.
Nova diretoria da Fecam
O vice-governador
Leonel Pavan participou da
posse da nova diretoria da
Federação Catarinense de
Municípios no dia 30 de janeiro
(foto), no auditório da
Federação das Indústrias de
Santa Catarina. O prefeito de
Massaranduba, Dávio Léu,
assumiu o cargo em substituição
ao prefeito de Sombrio, José
Milton Scheffer, para o
mandato de um ano. Pavan
disse que os pequenos e médios
municípios
têm
sido
beneficiados com obras, ações e
projetos, e que a Fecam é uma
entidade cada vez mais parceira
na evolução e aperfeiçoamento
do projeto de descentralização
administrativa, assim como o
governo será parceiro nos
pleitos da Fecam.
A solenidade contou
ainda com a presença do
presidente da Fiesc, Alcantaro
Correa;
prefeito
de
Florianópolis, Dario Berger;
secretário de Estado da
Educação, Paulo Bauer; além de
prefeitos e vereadores de
diversas regiões do Estado.
Presidente Trindade e Steil, durante a solenidade
TRE de SC tem novo juiz substituto
Tomou posse como
juiz substituto no Tribunal
Regional Eleitoral de Santa
Catarina, dia 11 de fevereiro, o
doutor Saul Steil. Ele vai atuar
no biênio de 2008/2010, na
vaga de juiz de direito e
participará dos julgamentos do
pleno toda vez que um titular
estiver impossibilitado de
comparecer. A posse foi
presidida pelo desembargador
José Trindade dos Santos, às 17
horas, na Sala do Conselho,
contígua à Sala de Sessões do
Pleno. Natural de Tijucas, Saul
Steil formou-se em direito pela
Universidade do Vale do Itajaí.
É mestre em ciências jurídicas
pela mesma universidade.
Ingressou na magistratura
catarinense no ano de 1990.
A volta dos
“pardais”
Presente de grego
Lembrando que no
período do Carnaval, Santa Catarina
foi recordista no país em acidentes
de trânsito e que essa realidade
precisa ser mudada através de
normas mais rigorosas de controle
de velocidade, o deputado Elizeu
Matos (PMDB) propõem a
“humanização” das rodovias estaduais
através de controle mais rigoroso da
velocidade. O projeto prevê a
contratação de medidores fixos de
velocidade nas rodovias catarinenses.
Para “vender” sua
proposição, o parlamentar citou um
estudo divulgado pela Polícia Militar
Rodoviária de Santa Catarina que
apontou o aumento de 122% no
número de acidentes com vítimas
após a retirada dos “pardais”, que
ficaram ativos no estado no período
de 1995/2002.
Construção de presídio é a tipo
de obra que município nenhum
almeja. Pois, para ver essa
realidade muda, o deputado
estadual César Souza Júnior
(DEM) apresenta uma
alternativa. É autor do projeto de
lei que concede benefícios fiscais
às prefeituras que instalarem
presídios nos seus municípios.A
matéria autoriza o Estado a
conceder incentivos fiscais e
promover obras compensatórias
em municípios que sejam sede de
penitenciária, colônia agrícola,
industrial ou similar, cadeia pública
e locais de internação de jovens
para cumprimento de medidas
sócio-educativas.
A intenção para boa,
mas na prática é um presente de
grego.
Exxtra
Exxtra09
S
ATÉLITE
Gravidez não é
“deficiência” 1
A 4ª Câmara de
Direito Público do Tribunal
de Justiça, em processo sob
relatoria da desembargadora
substituta Sônia Maria
Schmitz, confirmou sentença
proferida pela Comarca de
Joinville que determinou ao
Município garantir o cargo
para uma gestante que fora
aprovada em concurso
público. Por estar grávida,
Luana Marchi Utzig teve
negado o direito de assumir
o cargo pelo Secretário de
Administração e Recursos
Humanos do Município de
Joinville. A prefeitura alegou
ser condição essencial para a
posse a apresentação de
atestado médico que declare
a aptidão da candidata. “A
gravidez, como de comum
ocorre, não interfere na
capacidade física ou mental
da gestante, de modo que não
representa óbice ao ingresso
no serviço público, tampouco
cria embaraço ao exercício da
atividade”, afirmou a
magistrada.
Gravidez não é
“deficiência” 2
Além disso, a
relatora reafirmou no acórdão
parte do parecer do
representante do Ministério
Público:
“Uma
vez
preenchidos os requisitos
para a investidura, é dever da
Administração promovê-la,
inexistindo espaço para
discricionariedade. Impedir a
investidura em cargo público
por causa tão-somente da
gravidez configura ato
atentatório contra os
princípios basilares do Estado
Democrático de Direito,
dentre os quais destaca-se a
dignidade da pessoa humana,
princípio norteador dos
demais princípios e regras
inscritos na Carta Magna
brasileira”. Por maioria de
votos, a 4ª Câmara de Direito
Público do TJ negou a
apelação do Município de
Joinville.
10 EXXTRA
Máquina que distribui camisinha
Uma máquina que distribui
preservativos (foto) nas
escolas é a nova proposta para
a prevenção da gravidez e de
doenças
sexualmente
transmissíveis entre os jovens.
O projeto desenvolvido por
estudantes de Santa Catarina
foi o vencedor do Prêmio de
Inovação Tecnológica, dos
ministérios da Saúde e da
Educação. A máquina será
testada
em
escolas
catarinenses que tenham
projetos de educação sexual.
Proibida criação
de cães pit bull 1
Proibida criação
de cães pit bull 2
O governador
Luiz Henrique da
Silveira
(PMDB),
sancionou no dia 28 de
janeiro o projeto de lei
que proíbe a criação e
comercialização de cães
da raça pit bull no estado.
Segundo o projeto, que
já havia sido aprovado na
Assembléia Legislativa no início
do mês, estão proibidas também
a circulação de pit bulls sem
focinheiras e a condução deles por
menores de 18 anos. O projeto
também veta a presença de cães
onde há concentração de pessoas,
como praças e parques, e ruas
próximas a escolas e hospitais. A
lei prevê ainda que todos os cães
acima de 6 meses devem ser
esterilizados. A multa prevista
para quem desrespeitar a lei é de
R$ 5 mil e o animal poderá ser
apreendido, segundo informou
ao G1 o deputado Marcos Vieira
(PSDB), autor do projeto.
O deputado Marcos
Vieira (foto)afirma que
havia um clamor popular
no estado para a criação
de uma lei que controlasse
os pit bulls, em função do
número de agressões de
cães dessa raça. Segundo
o deputado, o objetivo da
lei é manter a integridade física
da população e prevenir ataques
em Santa Catarina. “É uma
questão de segurança e de saúde
pública”, afirmou. “O pit bull foi
concebido para ser um cão de
rinhas e tem características
agressivas.
Os
próprios
especialistas falam que ele tem
um instinto violento e não é
confiável. É uma raça que requer
cuidado.” Entre os pontos que
serão discutidos entre o
governador e o secretários de
Segurança e Saúde está a
definição dos responsáveis pela
fiscalização e a destinação da
verba das multas.
Contas de
candidatos
rejeitadas
O
Tribunal
Regional Eleitoral julgou hoje
mais três prestações de contas
de candidatos não eleitos das
eleições 2006. Foram
julgadas as contas de um
candidato a senador e dois
candidatos a deputado
estadual. Maurílio Moares,
do PDT, e Júlio César
Chechinel, do PP, ambos
candidatos à Assembléia
Legislativa, tiveram suas
contas rejeitadas. A
contabilidade do candidato
ao Senado, pelo PSB, Izío
Inácio também teve o
mesma sentença. O motivo
das rejeições foram
irregularidades relativas à
comprovação de despesas
feitas com as campanhas
eleitorais.
SC é modelo em número de transplantes e de doações
O Brasil é um dos países que mais realizam transplantes
no mundo, mas as doações de órgãos têm diminuído
ano a ano. Menos em Santa Catarina, onde o número
de transplantes e de doações é o triplo da média
nacional. Em apenas um ano, o número de
transplantes dobrou no estado. O empresário Juarez
Alvez Nunes recebeu um rim e decidiu agradecer
praticando a mesma solidariedade que salvou sua
vida. Ele fundou uma associaçäo de pacientes renais
e colabora com o tratamento de quem ainda espera
uma doação. “Eu voltei a ter uma vida normal,
graças a Deus, e hoje eu posso ajudar essas pessoas
que precisam dessa ajuda, principalmente os mais
pobres”.
S
ATÉLITE
Presidente da
Câmara de
Criciúma 1
O Tribunal Regional
Eleitoral julgou mandado de
segurança proposto pelo
Partido Progressista de
Criciúma contra o Presidente
da Câmara Municipal do
mesmo município. A
agremiação partidária
solicitou ao Presidente do
Legislativo Municipal que
decretasse a vacância do
cargo do vereador Sergio
Hercílio Pacheco do PP, por
ter mudado de partido e
como conseqüência, a
convocação e posse do
suplente. Como o pedido foi
negado, o PP de Criciúma
ajuizou, inicialmente,
mandado de segurança na
Vara da Fazenda Pública da
comarca daquela cidade. Lá
foi determinado, que em
razão do tipo da matéria, o
processo deveria ser julgado
pelo TRESC.
Presidente da
Câmara de
Criciúma 2
Os juízes do pleno, reunidos,
no entanto, decidiram que
“não compete ao TER/SC
analisar e julgar mandado de
segurança contra Presidente
de Câmara de Vereadores”.
“Presidente de Câmara não
é autoridade detentora de
foro especial no TER/SC, por
prerrogativa de função,
devendo o caso ser remetido
ao juízo eleitoral de primeiro
grau”, destacou no seu
parecer o procurador Carlos
Antônio Fernandes de
Oliveira . O pleno decidiu
fazer a remessa dos autos ao
juízo eleitoral de Criciúma
para decidir a questão.
Rejeitadas
contas do PT de
Chapecó
A suspensão, por um
ano, do recebimento das
quotas do fundo partidário, é
a punição aplicada ao diretório
municipal do PT de Chapecó.
A decisão, por unanimidade,
foi tomada quando os juízes do
TRE/SC julgaram procedente
recurso apresentado pelo
Ministério Público Eleitoral
contra a sentença do Juiz
Eleitoral de Chapecó que
aprovou as contas. A principal
irregularidade apontada pelo
MPE é a não-comprovação da
origem de recursos na ordem
de R$ 173.495,44. Para o
desembargador João Eduardo
Souza Varella, “não é possível
que o diretório municipal de um
partido localizado em um
município da importância de
Chapecó deixe de provar a
origem de recursos num
montante tão elevado”. Apesar
de inúmeras vezes intimado
para
esclarecer
a
impropriedade, o partido
parece que não fez questão de
esclarecê-la, concluiu o relator.
Cabe recurso ao TSE.
PP faz rodízio na liderança
Neste ano de 2008,
todos os deputados do Partido
Progressista na Assembléia
Legislativa irão licenciar-se,
gradativamente, por períodos
de 60 dias cada um. “A nossa
intenção é dar oportunidade a
todos os suplentes, e vamos sair
sem remuneração. É um
acordo que fizemos”, salientou
o deputado Joares Ponticelli,
presidente do PP estadual, que
abriu a entrevista coletiva
realizada na Sala de Imprensa
da Assembléia Legislativa (foto).
Também foi anunciada
oficialmente a escolha do novo
líder do PP no Legislativo,
deputado Silvio Dreveck, que
substitui a Kennedy Nunes.
Violações aos direitos humanos
Apesar de emenda constitucional em 2004 ter tornado os delitos
contra os direitos humanos crimes federais, a impunidade segue
predominando no Brasil, segundo relatório divulgado pela
organização não-governamental (ONG) Human Rights Watch. “As
violações de direitos humanos no Brasil são raramente levadas a
julgamento”, diz o documento. Na prática, a mudança constitucional
citada permite que certas violações de direitos humanos sejam
transferidas do nível estadual para o sistema de justiça federal.
Transmissão de conferências via WEB
A fase experimental de
implantação do sistema de
transmissão de conferências via
WEB
continua
em
desenvolvimento no Tribunal
Regional Eleitoral de Santa
Catarina. A modalidade de
eventos “inaugura um novo
conceito no tribunal”, segundo
o secretário de Tecnologia da
Informação, Carlos Rogério
Camargo (foto, centro). De
acordo com Camargo, está se
formando uma infra-estrutura
que permitirá a realização dos
mais variados eventos no
modelo webconference, como
fóruns e palestras, e que serão
uma fonte de consulta
audiovisual para pesquisas. Na
sua opinião, a tecnologia
utilizada possibilitará maior
interação entre todos os
servidores da Justiça Eleitoral,
tanto da sede como dos
cartórios.
Exxtra 11
ELEIÇÃO INDIRETA
Com a cassação do prefeito de Abelardo Luz confirmada, a
Câmara de Vereadores elege novo mandatário do município
A
Nerci Santin (foto) nasceu no
dia 18 de outubro de 1949 na cidade
de Sarandi (RS). Aos dois anos de idade
mudou-se com família para Abelardo
Luz. Viveu sua infância na Linha Serra
São José, comunidade que hoje
pertence ao município de Ouro Verde
(SC). Aos 22 anos mudou-se para a
sede do município de Abelardo Luz,
onde até hoje reside com sua esposa e
mais seis filhos.
Antes de encarar o desafio da
vida pública, Santin trabalhou cerca de
19 anos na boleia de um caminhão,
profissão que o ajudou a crescer
economicamente e a fazer diversos
amigos. Atualmente é proprietário de
uma transportadora, que é administrada
pela família.
Ingressou na política em 2004,
quando se candidatou a Prefeito de
Abelardo Luz, pelo PMDB, sendo eleito
com 51,18% dos votos.
12 EXXTRA
menos de um ano das próximas
eleições municipais, Abelardo
Luz terá novo chefe do
executivo. Em decisão
monocrática, o Ministro Marco Aurélio
Mello, presidente do Tribunal Superior
Eleitoral – TSE, determinou o
cumprimento da decisão que cassou os
mandatos de Nerci Santin (PMDB), e
Dilmar Fantinelli (PT), prefeito e vice
respectivamente. O município do Oeste
do Estado assistiu também à cassação de
registro do candidato a prefeito que obteve
2º lugar no pleito de 2004, Alvear Roque
de Fabris (PP), condenado em ação
criminal. Hoje, o prefeito interino do
município é Jocimar Luis Narzetti (DEM),
que assumiu como presidente da Câmara
de Vereadores este mês.
A decisão ainda implica a nulidade
dos votos a eles conferidos, e a necessidade
de realização de novas eleições. Segundo
previsto na Constituição Federal (art.81),
as eleições diretas só podem ser realizadas
quando a vacância dos cargos ocorrer nos
dois primeiros anos do mandato.
Ocorrendo nos dois últimos, como no caso,
as eleições serão indiretas. Isto significa que
irá assumir temporariamente a Prefeitura,
o presidente da Câmara de Vereadores
local, até que se realize o novo pleito por
parte da Câmara de Vereadores. O
dispositivo da Carta Magna, refere-se aos
mandatos de Presidente e Vice- Presidente
da República e é aplicado aos chefes do
executivo municipal por analogia.
Reconsideração – Nerci
Santin pediu a reconsideração da decisão
tomada pelo TSE, Marco Aurélio Mello,
em que negou seguimento ao agravo
regimental interposto pelo prefeito cassado.
O presidente do TSE entendeu que
o dissídio jurisprudencial, para se
configurar, requer a realização do confronto
analítico e a demonstração da similitude
fática, o que não é suprido pela simples
transcrição de ementas. Assim, negou
provimento ao agravo regimental interposto
por Nerci Santin.
Abelardo Luz teria eleições
indiretas no dia 29 de dezembro de 2007,
não fosse a liminar que o PMDB deu entrada
no TRE-SC, solicitando que o processo
eleitoral ocorra de forma direta.
Entenda o caso
A Coligação adversária “Sou
Abelardo Luz” (PP/PFL/PSDB/PSB/PL/
PPS/PDT) e o candidato derrotado Alvear
Roque de Fabris (PP) ajuizaram Ação de
Impugnação de Mandato Eletivo contra a
Coligação “Por um Abelardo Melhor”, que
elegeu Nerci Santin (PMDB) e Dilmar
Fantinelli, respectivamente, prefeito e viceprefeito do município de Abelardo Luz, em
Santa Catarina, nas eleições de 2004.
Os autores alegaram que Nerci
Santin e o vice teriam praticado crime de
compra de votos e incorrido em abuso do
poder econômico, configurado no
pagamento em dinheiro, em troca de votos,
a vários eleitores.
Na primeira instância, o juízo
eleitoral determinou a cassação dos
mandatos do prefeito e do vice, além de
declará-los inelegíveis por três anos, por
entender configurado o abuso do poder
econômico, nos termos do artigo 22 da Lei
Complementar 64/90 (Lei das
Inelegibilidades). O mesmo juiz eleitoral
afastou a acusação de compra de votos,
por falta de prova.
Na segunda instância, o Tribunal
Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRESC) excluiu a Coligação “Por um Abelardo
Melhor” do processo e afastou a pena de
inelegibilidade aplicada a Nerci Santin e
Dilmar Fantinelli, mantendo a cassação pelo
abuso de poder econômico.
O TRE-SC entendeu que não ficou
configurada a participação do prefeito e do
vice na compra de votos, por se tratar de
atos praticados por cabos eleitorais, sem
prova da participação direta ou indireta dos
candidatos. Contudo, entendeu que ficou
caracterizado o abuso de poder econômico,
com potencial para desequilibrar a disputa
eleitoral, razão por que manteve a cassação
dos mandatos.
TAPIOCA
DE SC
Ministro catarinense Altemir
Gregolin no imbróglio dos
gastos com cartão corporativo
O
TCU (Tribunal de Contas da
União) aprovou uma auditoria
geral no uso de cartões
corporativos por autoridades
federais. A idéia é investigar se houve
irregularidades envolvendo despesas, saques
em espécie, além de saber como foram
aplicados os recursos públicos.
Segundo reportagens da
imprensa, os cartões do governo federal
foram usados em 2007 para pagar despesas
em loja de instrumentos musicais,
veterinária, óticas, choperias, joalherias e
free shop.
De acordo com o Portal da
Transparência, site do próprio governo, só
em 2007, o governo federal gastou R$ 75,6
milhões com cartões de crédito corporativo,
aumento de 129% em relação a 2006.
Além do catarinense de Coronel
Freitas Altemir Gregolin (Pesca), estão com
os gastos sob suspeita de uso indevido do
cartão os ministros Matilde Ribeiro
(Igualdade Racial) Orlando Silva (Esporte).
As despesas da ministra com o cartão
corporativo somaram R$ 171 mil em 2007.
Além do pagamento de uma conta em um
free shop no valor de R$ 461,16, Matilde
gastou mais de R$ 110 mil com aluguel de
carros e mais de R$ 5.000 em restaurantes.
Já o ministro realizou gastos inusitados, como
o pagamento de R$ 8,30 por uma tapioca.
No caso de Gregolin, a fatura do
cartão do ministro registra o pagamento de
uma conta de R$ 512,60 de um almoço
com uma comitiva chinesa em uma
churrascaria de Brasília. O maior número
de gastos foram feitos em Chapecó, base
eleitoral do ministro (veja box ao lado).
Gregolin, disse que seus gastos com
o cartão corporativo em 2007 foram feitos
durante viagens oficiais. Disse ainda que o
pedido de investigação sobre seus gastos com
o cartão corporativo, feito à ControladoriaGeral da União (CGU) pela ministra da Casa
Civil, Dilma Rousseff, partiu dele.
Altemir Gregolin nasceu no dia 20 de abril de 1964, em Coronel Freitas (SC) . Graduado
em Veterinária, especializado em Administração Rural e mestre em Desenvolvimento,
Agricultura e Sociedade. É integrante do PT desde 1985. Comandou as pastas de
Administração e Fazenda e de Planejamento e Urbanismo na prefeitura de Chapecó (SC).
Chegou à Secretaria Especial da Aqüicultura e Pesca em 2004, como adjunto do
chapecoense José Fritsch. Um ano depois, assumiu a pasta.
O ministro afirmou esperar que a
análise seja feita o mais rápido possível.
“Espero que essa analise seja muito rápida
porque tenho interesse em esclarecer isso.
Gastei uma média de R$ 1,8 mil por mês em
2007, ou seja, um gasto extremamente
pequeno o que mostra a lisura e a
responsabilidade com a qual eu uso o cartão
corporativo”, afirmou.
Questionado sobre a orientação do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o
uso do cartão, ele disse que a ordem é para
usá-lo de forma responsável. “É isso que eu
estou fazendo”, alegou.
Auditoria – O plenário do
Tribunal de Contas da União (TCU)
aprovou no dia 30 de janeiro uma auditoria
para apurar os gastos com cartões
corporativos do Executivo.
Altemir Gregolin, enviou à Casa
Civil ofício colocando à disposição do
governo e dos órgãos de controladoria as
prestações de contas de seu cartão
corporativo. Ele disse que todos os gastos
realizados são amplamente divulgados nos
portais de transparência do governo.
Em outro ofício, a secretária de
Políticas de Promoção da Igualdade Racial,
ministra Matilde Ribeiro, informa que já
entrou em contato com o ministro Jorge
Hage, da Controladoria-Geral da União,
para “o estabelecimento de diálogo sobre o
uso do cartão corporativo do governo” e se
colocou à disposição para as avaliações que
se fizerem necessárias.
DESPESAS DE GREGOLIN
Entre os gastos de Altemir
Gregolin está uma despesa com aluguel de
carro em Chapecó (SC) no valor de R$
395, em 31 de maio de 2007, mas na agenda
do ministro não há nenhum compromisso
nesse local. O compromisso mais próximo
dessa data na agenda é em Salvador entre
os dias 28 e 30, já o compromisso seguinte
é em Campo Grande (MS) entre os dias 3 e
4 de junho.
Gregolin explicou que esse
compromisso foi uma reunião pedida por
pescadores de Chapecó atingidos pela
construção da barragem do Rio Chapecó.
Em 15 de outubro, o ministro
voltou a alugar um carro num dia em que
não constavam compromissos oficiais.
Segundo Gregolin, esse gasto refere-se a um
compromisso entre os dias 4 e 9 de outubro,
quando estava em viagem com o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas
cidades de Chapecó e Florianópolis (SC).
Outro gasto fora da agenda oficial
ocorreu em 18 de setembro. Nessa data, o
ministro gastou R$ 740,70 no Hotel
Bourbon, em Foz do Iguaçu (PR), pagos
com o cartão corporativo. Os
compromissos mais próximos desta data são
em São Paulo, entre os dias 14 e 17 de
setembro, e nas cidades de Cuiabá, Santa
Luzia, Alta Floresta, Presidente Médici, JiParaná entre 20 e 24 de setembro.
Exxtra 13
Deputado Djalma Berger
Deputada Angela Amin
Deputado Valdir Colatto
Deputado Fernando Coruja
OLHO NAS PREFEITURAS
Eleições municipais de 2008 atraem pré-candidaturas de deputados federais e senadores
E
m pouco mais de nove
meses, os 5.561 municípios
brasileiros
realizaram
eleições para a escolha de
prefeitos (e vice-prefeitos eleitos sem
voto) e vereadores. Essas eleições
começam a movimentar, no plano
mais amplo e nacional, interesse entre
deputados federais e senadores, que
já começam a articular précandidaturas dentro dos partidos e
uma participação mais pessoal em
determinados municípios.
Essas candidaturas terão
reflexo direto na formação da
Câmara dos Deputados na sessão
legislativa que começa em 1º de
fevereiro de 2009, devido à
participação dos suplentes – uma vez
que aqueles que forem eleitos
prefeitos ou vice-prefeitos terão que
renunciar a seus mandatos
parlamentares para assumir os novos
cargos executivos.
Segundo cálculos do cientista
político Geraldo Tadeu Monteiro (leia
matéria ao lado), professor da
Universidade do Estado do Rio de
Janeiro (UERJ), um em cada quatro
14 Exxtra
dos 513 deputados federais é précandidato a prefeito ou vice-prefeito.
Isso significa que, pelo menos, 133
deputados federais estarão envolvidos
nessas eleições – que também atraem
senadores, a maioria deles candidatos
a prefeituras de capitais.
Em Santa Catarina, são pelo
menos cinco nomes colocados para
disputar o pleito do ano que vem. A
deputada Ângela Amin, que já cumpriu
dois mandatos à frente da Prefeitura
de Florianópolis, deve disputar,
novamente, pelo PP. Outros dois
nomes foram sondados. Mauro
Mariani (PMDB) e João Carlos Vieira
(DEM), podem colocar os nomes para
disputarem a prefeitura de Joinville.
Mariani deixa a Secretaria Estadual de
Infra-estrutura, em abril, e volta à
Câmara, de onde está licenciado. Com
isso, Vieira volta para casa, pois é
suplente do peemedebista, em função
coligação proporcional entre PMDB e
DEM.
Com pouco entusiasmo
Fernando Coruja (PPS) está sendo
estimulado a disputar em Lages, onde
já foi prefeito. Também estão sendo
cotados para disputar as prefeituras de
Chapecó e São José, Valdir Colatto
(PMDB) e Djalma Berger (PSB),
respectivamente.
Já nas hostes petistas a
bancada inteira de Santa Catarina –
formada por três parlamentares –
pode arriscar trocar o legislativo pelo
executivo municipal. Décio Lima – duas
vezes prefeito de Blumenau, já está
com a campanha na rua, enquanto
Carlito Merss tenta, pela quarta vez,
chegar à prefeitura de Joinville. Cláudio
Vignatti é uma das opções do PT para
disputar a prefeitura de Chapecó.
Quanto aos três senadores
catarinenses, não manifestaram desejo
de concorrer ao cargo prefeito.
Enquanto Neuto De Conto (PMDB)
vai exercer forte liderança no pleito da
região Oeste, Ideli Salvatti (PT) deve
concentrar
engajamento,
principalmente na região da Grande
Florianópolis, enquanto Raimundo
Colombo deve aproveitar a condição
de presidente do DEM, para percorrer
todas as regiões, em busca de
alavancar suas pretensões de disputar
o Governo do Estado em 2010.
Deputado Mauro Mariani
Deputado Cláudio Vignatti
Deputado Décio Lima
Deputado Carlito Mers
EM FOCO QUESTÕES LOCAIS
As eleições nos municípios acabam, muitas vezes, ganhando grandes contornos nacionais
P
ara o cientista político
Geraldo Tadeu Monteiro, as
manifestações públicas de
pré-candidaturas levam a
crer que as urnas devem atrair mais os
governistas.
“Só no PT, praticamente um
terço dos 81 deputados está de olho
em alguma prefeitura. No PCdoB, o
gabinete municipal é cobiçado por dez
dos seus 13 representantes na Câmara,
enquanto a oposição já contabiliza 40
pré-candidaturas”.
Em entrevista concedida à
Rádio Nacional, o cientista político
comentou como fica a representação
parlamentar federal, levando em conta
as pré-candidaturas de deputados
federais e até mesmo de senadores às
eleições municipais do próximo ano.
“Em termos de suplência, o
senador
é
substituído
automaticamente pelos seus suplentes,
mas no caso do deputado federal, vai
para seu lugar aqueles imediatamente
colocados nos primeiros lugares da
suplência, uma pessoa que obteve um
determinado número de votos apenas
inferior ao titular”.
Para o professor, no caso dos
deputados não deve haver prejuízo
representativo, porque quem vai
assumir é alguém que teve um
expressivo número de votos,
enquanto o suplente do senador não
teve voto algum.
“Acho que esse sistema de
suplência dos senadores deveria ser
revisto, para não criar os vínculos que
assistimos, que são muitas vezes
ligações pessoais ou até mesmo de
parentesco entre o senador e os seus
suplentes”.
Sobre a possível influência das
eleições municipais sobre a eleição
nacional, dois anos depois, o professor
afirmou que esse processo tem uma
dinâmica própria, assim como as
eleições gerais.
“Nas eleições municipais o que
está em foco são questões locais, são
elites locais que disputam controle e,
muitas vezes, conseguem passar ao
largo dos grandes problemas
nacionais”.
Ele lembrou que no interior, as
partes rurais mais afastadas, não
participam muito diretamente da
dinâmica das grandes discussões
nacionais. Mas as mesmas eleições
municipais nas grandes capitais, nas
grandes regiões metropolitanas,
tendem a ter uma dinâmica mais
nacional, porque muitas vezes se
candidatam a prefeito pessoas de
expressão nacional e as eleições
municipais, nesse caso, ganham
grandes contornos nacionais.
“Exemplo disso é o caso de
José Serra, em São Paulo, prefeito
eleito depois de perder a eleição
quando do primeiro mandato do
presidente Lula”.
Para Monteiro, essa dinâmica
das eleições municipais também pode
projetar, dois anos depois,
candidaturas de deputados federais ou
mesmo de governador, pelos acordos
que serão feitos nesse espaço de
tempo entre as duas eleições.
“Portanto, posso considerar
que existe, sim, uma influência da
eleição municipal sobre a nacional,
principalmente nos estados mais rurais,
onde o interior é mais importante,
embora essas duas eleições tenham
dinâmicas muito diferentes”.
Na próxima edição, um
levantamento sobre os deputados
estaduais que sairão candidatos.
Exxtra15
As peças publicitárias
foram produzidas pela
Fundação Padre
Anchieta / TV Cultura
de São Paulo, a
pedido do TSE. Além
dos filmes que serão
veiculados na
televisão, foi criado
um spot de rádio.
“OLHO NELE”,
ELEITOR
O Tribunal Superior Eleitoral lançou uma campanha
para o eleitor lembrar em quem votou
U
m ano após a diplomação
dos vencedores das eleições
gerais de 2006, o Tribunal
Superior Eleitoral (TSE)
lançou a campanha “Olho Nele”, para
lembrar ao eleitor que ele é responsável
pela atuação do candidato que escolheu.
A campanha será veiculada até o dia 24
de fevereiro. “O candidato que você
elegeu é você lá. Olho nele”, recomenda
o TSE na campanha.
Em comunicação aos dirigentes
das redes brasileiras de televisão, o
presidente do TSE, ministro Marco
Aurélio, afirma que a campanha “tem por
objetivo lembrar os eleitores do
compromisso com a democracia e com o
aprimoramento das instituições”. Por
isso, solicita colaboração na divulgação
16 EXXTRA
nacional, gratuita, de dois filmetes de 30
segundos cada (veja no portal
www.exxtra.com.br).
As peças publicitárias foram
produzidas pela Fundação Padre Anchieta
/ TV Cultura de São Paulo, a pedido do
TSE. Além dos filmes que serão
veiculados na televisão, foi criado um spot
de rádio.
“O seu candidato foi eleito? Você
está satisfeito? Está de olho nele? Você é
o responsável pelo país que nós somos.
O Brasil é tão bom quanto o voto que
você colocou na urna”, destaca a
personagem de um dos filmetes. “O
candidato que você elegeu é você lá. Olho
nele”, completa o locutor.
No outro filme de 30 segundos,
uma professora ensina aos alunos a
seguinte conjugação: “Eu estou de olho.
Tu estás de olho. Ele está de olho. Nós
estamos de olho. Vós estais de olho. Eles
estão de olho”. Ao fundo, um locutor
pergunta: “O seu candidato foi eleito?
Você está satisfeito? Está de olho nele?
Você é o responsável pelo país que nós
somos. O Brasil é tão bom quanto o voto
que você colocou na urna. O candidato
que você elegeu é você lá. Olho nele”.
Junto com o pedido de divulgação
das peças, o Tribunal encaminhou às
emissoras uma sugestão de plano de
mídia. A campanha “Olho Nele” foi criada
nos moldes da campanha “Vota Brasil”,
realizada em 2006 para esclarecer o eleitor
sobre a importância do voto consciente.
De acordo com estudos
estatísticos do Tribunal, há uma sensível
queda no número de jovens de 16 e 17
anos que contam com título de eleitor. O
objetivo é aumentar o número de eleitores
nessa faixa etária que caiu quase à metade
entre outubro de 1992 e junho de 2007.
Segundo dados estatísticos da
Justiça Eleitoral, em outubro de 1992, o
número de eleitores com 17 anos era de
1.822.639 (2,02%) e de 1.398.841
(1,55%) com 16 anos, respectivamente,
chegando a 3,57% do eleitorado.
Em junho de 2007, o número de
jovens eleitores com 17 anos era de
1.584.199 (1,26%) e de 507.939 (0,4%)
com 16 anos, perfazendo um total de
1,66%.
Spot – No rádio, a propaganda
é ambientada em um estádio de futebol
onde se ouve os torcedores gritarem: “É
campeão” e “Queremos voz”. A
mensagem conclama os jovens a fazerem
seu título de eleitor, “para serem ouvidos”.
A orientação é no sentido de que
procurem o cartório eleitoral em sua
cidade portando, para isso, um
documento de identidade com foto e
comprovante de endereço, para a
confecção do título de eleitor.
De acordo com o artigo 14 da
Constituição Federal, o alistamento
eleitoral e o voto são obrigatórios para os
maiores de 18 anos, e facultativo para os
maiores de 16 e menores de 18 anos, os
maiores de 70 anos e os analfabetos.
Foto: Marcos Porto/RBS
Luiz Henrique e Beto Carrero
Corpo de Beto Carrero foi levado a Penha em carro de bombeiros
OMorreSHOW
TEM
QUE
CONTINUAR
João Batista Sérgio Murad, o idealizador do parque Beto Carrero World
I
nesperadamente, no dia 2 de
fevereiro, como se não fosse
preciso a despedida, choveu
granizo na cidade de Penha, no
litoral catarinense, durante o enterro de
um dos maiores empresários do turismo
brasileiro: João Batista Sérgio Murad, o
Beto Carrero. Milhares de pessoas, que
se despediam do empresário, tiveram que
deixar o Cemitério Municipal de Penha, a
mesma cidade que recebeu e viu crescer
o maior parque temático da América
Latina, o Beto Carro Word.
O empresário, que transparecia
juventude e energia de sobra, morreu no
início da madrugada do primeiro dia do
mês de fevereiro, vítima de um choque
cardiogênico (quando o coração não
consegue bombear o sangue para o
restante do corpo adequadamente). Após
uma operação cardíaca, realizada no
Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo,
Murad não resistiu.
O Governo do Estado de Santa
Catarina decretou luto oficial por três dias,
em memória pelo falecimento do
empresário. Uma maneira de abranger o
sentimento de milhões de pessoas,
crianças, jovens e adultos, que tiveram
no sonho de Beto Carrero momentos de
diversão e alegria. Um homem que
acreditou em seu destino, fazendo
multiplicar suas possibilidades de sucesso,
através de um personagem que continuará
vivo na saudade de todos e nos encantos
do seu parque.
Como todo artista e como ele
mesmo sempre quis, o show tem que
continuar. O parque do Beto Carreiro
Word já anunciou que continuará
funcionando normalmente, possibilitando
a todos a chance de descobrir que é
possível tornar sonhos em realidade e que
Beto Carrero continua vivo nos
brinquedos mecânicos, nos personagens
do circo, entre os animais do zoológico,
nas trilhas e nos bonecos do parque
temático, que já recebeu mais de 10
milhões de visitantes, no balneário de
Penha.
Luto oficial – O governador
Luiz Henrique manifestou pesar e
decretou no dia 1º de fevereiro três dias
de luto oficial pelo falecimento de João
Batista Sérgio Murad. O texto do decreto,
em sua justificativa, diz inicialmente que
“considerando que Beto Carrero adotou
Santa Catarina como sua terra, edificando,
no município de Penha, o “Beto Carrero
World”; maior e melhor parque temático
de entretenimento, lazer e cultura da
América Latina, que já se constitui no
quinto do mundo”.
O texto assinado por Luiz
Henrique traz ainda: “Considerando que,
através do referido Parque, seus
programas e entrevistas na TV e demais
meios de comunicação, nacionais e
internacionais, foi um dos maiores
divulgadores do nosso Estado”.
Biografia
Beto Carrero nasceu no interior
de São Paulo. Iniciou sua carreira no
rádio nos anos 60 e, em seguida, tornouse promotor de rodeios.
Idealizou o parque Beto Carrero
World, atualmente considerado o maior
parque temático da América Latina e um
dos maiores do mundo, na quinta
posição, com mais de 10 milhões de
visitantes desde sua inauguração, em 28
de dezembro de 1991.
O empresário participou de dois
filmes, “Os Trapalhões no Reino da
Fantasia” (1985) e “Xuxa e os Trapalhões
em O Mistério de Robin Hood” (1990),
e atuou como ele mesmo na novela A
História de Ana Raio e Zé Trovão, da
Rede Manchete.
Também fazia participações no
programa Dedé e o Comando Maluco
(SBT), do circo Beto Carrero World.
Ficou conhecido pelo
personagem caubói Beto Carrero, que
ele encarnava desde 1970 e com o qual
participou de filmes ao lado do humorista
Renato Aragão e da apresentadora Xuxa.
Também teve um quadro fixo no
programa de Gugu Liberato, o Domingo
Legal (SBT).
Exxtra 17
MELHOR LUGAR
DO BRASIL
Turistas elegeram Santa Catarina como o
melhor destino turístico do Brasil
A
diversidade natural e
cultural, somada aos altos
índices de qualidade de
vida e a diferentes
atrações fizeram com que o estado
de Santa Catarina ganhasse o prêmio
de melhor destino turístico do
Brasil, em 2007, concedido pela
revista Viagem e Turismo, da
Editora Abril.
Em sete edições do prêmio, é
a única vez que o estado conquistou a
primeira colocação, ficando na frente
de destinos tradicionais como a Bahia
ou o Rio de Janeiro. Muitos foram os
investimentos do Governo catarinense
no setor de turismo, intensificando a
infra-estrutura para receber os
visitantes e divulgando o estado no
Brasil e no mundo.
Além da ampla gama de
atrações turísticas que Santa Catarina
oferece, com opções para o ano
inteiro, o fortalecimento do turismo de
negócios, que representa mais de 20%
dos motivos de viagens dos brasileiros,
valorizou ainda mais o destino,
permitindo a conciliação entre o
trabalho e o lazer.
O Estado também foi
escolhido para ser o tema da ABAV
18 EXXTRA
2008, o maior evento das Américas
do setor de agentes de viagens,
consolidando o posto conquistado.
Com certeza, o prêmio em
2007 é um reconhecimento a toda uma
tradição de um destino turístico que
cresce e se valoriza ano após ano, com
o esforço de seus governantes e com
o carisma de seus habitantes, que
recebem de abraços abertos a cada
visitante.
Diversidade o ano inteiro
O portunhol, uma mistura
entre português e espanhol, que já é
‘idioma’ tradicional do verão
catarinense, devido ao alto número de
turistas argentinos que visitam a região,
mistura-se cada vez mais aos sotaques
cariocas, paulistas e gaúchos. São
milhões de visitantes que descobrem
que aqui há diversão garantida para
todos os gostos, idades e épocas do
ano.
O frio do Sul do estado no
inverno, as festas de outubro, o maior
parque temático da América do Sul,
as belezas da serra, as paisagens do
interior, a cultura açoriana, as
tradições alemãs e italianas, as praias,
lagos e rios, a hospitalidade do
catarinense, são apenas alguns dos
motivos que fazem de Santa Catarina
um lugar mágico, procurado cada vez
mais.
A gastronomia é outra atração
para os visitantes, que podem degustar
a melhor ostra, ou o mais saboroso
camarão, seja em restaurantes luxuosos
ou simples. Todos os destinos
turísticos do estado também contam
com bons hotéis ou pousadas, com
preços acessíveis. As informações
turísticas são disponibilizadas em
diversos pontos estratégicos, nas
principais rodovias, facilitando o
passeio e proporcionando diversas
oportunidades de lazer.
Quem gosta de praia pode
passar dias inteiros percorrendo
centenas delas de todos os tipos. De
mar aberto com ondas perfeitas para
o surfe e enseadas abrigadas, ideais
para atracar e mergulhar. Entre os
principais destinos, destacam-se
Florianópolis e Balneário Camboriú,
que ocupam o terceiro e sexto lugar,
respectivamente, de cidades mais
visitadas do Brasil.
Para garantir a tranqüilidade
dos visitantes, a segurança é
intensificada, principalmente, na alta
estação, através da Operação
Veraneio, programa da Polícia Militar
que inclui todo o litoral e outras áreas
de lazer como estâncias hidrominerais,
cachoeiras e rios que atraem um
grande público.
Em contraste ao agito de
Florianópolis, o estado ainda oferece
atrativos como o turismo religioso de
Nova Trento, localizada a 60
quilômetros de Balneário Camboriú.
Na cidade encontra-se o Santuário de
Santa Paulina, a primeira santa do
Brasil. Nas proximidades, Itapema,
Porto Belo e Bombinhas, que possui
umas das faunas mais ricas do País,
também conquistam o gosto dos
visitantes.
Nos 293 municípios do estado,
são
diversos
os
destinos
recomendados, já que, seja no litoral
ou no interior, Santa Catarina
deslumbra com suas belezas
arquitetônicas, gastronômicas, de
lazer, entre tantas outras, dignas dos
melhores lugares do Brasil.
Florianópolis
A capital do Estado é moderna e
cosmopolita, onde o novo e o antigo
convivem harmoniosamente, quer nos
balneários agitados, quer nas pacatas
vilas de pescadores. Tem mais de 100
praias, inúmeros parques, reservas
naturais, praças, lagoas, dunas,
História.
CARTÃO POSTAL: A ponte
Hercílio Luz é uma das atrações
turísticas de Florianópolis
MARAVILHA DE SC
Algumas cidades são motivos de orgulho para o estado de tantas belezas naturais
Balneário Camboriú
Conhecida como Maravilha do Atlântico
Sul, Balneário Camboriú tem a maior
concentração urbana do litoral sul do
Brasil no verão. É considerada, segundo
o IBGE, a cidade com melhor qualidade
de vida no Estado de Santa Catarina.
Uma grande atração é o Parque
Unipraias, complexo de 87.000m2 em
meio à Mata Atlântica, com 47 bondinhos
e três estações, que oferecem uma vista
deslumbrante das praias da região.
Araranguá
Localizada no extremo sul de Santa
Catarina, a 210km de Florianópolis, a cidade
é caracterizada pelo verão quente e
movimentado, com belas praias e alguns
dos mais belos cenários de toda a costa
atlântica, além de muitos outros atrativos.
Muitos deles estão no Rio Araranguá, ideal
para esportes aquáticos, belos balneários
e uma das melhores estruturas de camping
do Brasil. O Morro dos Conventos é o cartãopostal de Araranguá.
São Francisco do Sul
Colonizada por portugueses, São Francisco
do Sul é a terceira cidade mais antiga do
Brasil. Seu charme se deve ao casario em
estio colonial português que emoldura as
estreitas ruelas do centro histórico,
tombado pelo Patrimônio Histórico e
Artístico Nacional. Também merecem
destaque as tradições do Boi-de-Mamão,
da Dança do Vilão, do Pão-por-Deus e das
Pastorinhas. A cidade é conhecida pela
beleza do cenário formado pela baía da
Babitonga e pela Vila da Glória, na parte
continental. Além da História, das tradições
e do porto, São Francisco do Sul tem
belíssimas praias, procurdas por milhares
de turistas a cada verão.
Itá
Às margens do rio Uruguai, Itá é uma das
raras cidades brasileiras totalmente
planejadas. Por ter sido colonizada por
alemães e italianos, foi reerguida com as
características e valores culturais dos seus
fundadores. Repleta de praças, parques
e clubes, a cidade oferece um bom nível
de vida a moradores e visitantes.
São Joaquim
Situada a 1.360m de altitude, São
Joaquim é considerada a cidade mais fria
do Brasil, sendo famosa pela neve que
cai a cada inverno. Além do cenário
tipicamente europeu, o município é um
misto de cultura, diversidade étnica,
tradição e natureza, com um leve aroma
de maçã solto no ar.
As cidades mais
visitadas no Brasil
1. Rio de Janeiro (RJ): 34,13%
2. Florianópolis (SC): 19,65%
3. São Paulo (SP): 18,69%
4. Salvador (BA): 13,47%
5. Foz do Iguaçu (PR): 12,94%
6. Balneário Camboriú (SC): 6,60%
7. Porto Alegre (RS): 5,90%
8. Recife (PE): 5,75%
9. Fortaleza (CE): 5,39%
10. Búzios (RJ): 4%
Exxtra 19
nacional do PP. É formado em Administração pela ESAG
e em Direito pela UFSC, onde atualmente é professor titular
no curso de Administração. Em 1982, quando se elegeu
pela primeira vez ao governo catarinense (PDS), Amin se
tornou um dos mais jovens governadores da história do
Brasil. Quando assumiu o cargo em 1983, ele tinha 35 anos,
próxima da idade mínima (30 anos) exigida pela Constituição
Federal. É casado com a também política e hoje deputada
federal Ângela Amin e tem três filhos. Foi por duas vezes
prefeito de Florianópolis: entre 1975 e 1978, nomeado pelo
governo militar, e depois já por voto direto, entre 1988 e
1990. Em 1994, concorreu à presidência da República,
sendo o sexto candidato mais votado. Em 1998, foi
novamente eleito governador de Santa Catarina. Em 2002,
tentou a reeleição, mas perdeu para Luiz Henrique da
Silveira no segundo turno, mesmo tendo ficado em primeiro
lugar no primeiro turno. No ano de 2006 concorreu
novamente ao governo de Santa Catarina, perdendo, pela
segunda vez consecutiva, o segundo turno para o candidato
Esperidião Amin Helou Filho (PP)
Luiz Henrique da Silveira. Teve 1.073.053 votos no
Nasceu em Florianópolis, no dia 21 de dezembro de 1947. primeiro turno, e 1.511.916 no segundo (47,29% dos votos
Foi senador da Republica entre 1991 e 1999 e presidente válidos).
MESA
DOS
MESTRES
Movimentação no jogo político catarinense
E
m 2002, quando o então
prefeito de Joinville, Luiz
Henrique da Silveira
(
P
M
D
B
)
se credenciou para disputar
a eleição para o Governo do Estado
tinha pela frente um adversário que
não conhecia derrota eleitoral.
Esperidião Amin (PP) cumpria o
segundo mandato como chefe do
Executivo Estadual, de quebra com
passagem em dois mandatos de
prefeito de Florianópolis, além de
experiência no Legislativo, com
mandatos de senador e deputado
federal.
Este perfil de político vitorioso
não intimidou o desafiante: “quanto
maior o pinheiro, maior será o tombo”,
discursava Silveira, chamando Amin
para o embate, pois o jogo seria
disputado por “profissional”. Se o
arroto soava como provocação, ao
20
Exxtra
mesmo tempo expressava a
grandiosidade do adversário. Mas o
pinheiro caiu.
Os resultados saídos das urnas
confirmaram as palavras de Silveira,
que em princípio soavam apenas como
exercício de otimismo para um
eleitorado, dentro até do PMDB,
descrente daquilo que mais parecia
profecia eleitoral. Mas não era. A
eleição e reeleição de Luiz Henrique,
de uma vez por todo, vem
demonstrando que para entrar nesse
jogo, não basta apenas ser professor;
é preciso ser mestre, na mais ampla
concepção da palavra, nesta arte de
movimentar as cartas do jogo político.
Amim e Luiz Henrique, com
titularidade de mestre, se enfrentam,
mais uma vez no jogo marcado para
2010. O primeiro com a opção de ser
o Romário do time, atuando como
jogador e técnico; o segundo, por
impedimento da legislação eleitoral,
atuará apenas como técnico. Em
compensação treina com três times. A
lógica e a ética da política ensinam que
o time do coração chama-se PMDB,
que escalou o ex-governador Eduardo
Pinho Moreira na condição de titular
para disputar o Governo do Estado.
Por via das dúvidas, LHS não desvia
os olhos de outros três titulares que
vestem uniformes diferentes: o vicegovernador Leonel Pavan (PSDB) já
treina em campo aberto, enquanto o
senador Raimundo Colombo (DEM)
também se exercita com desejo de ser
titular.
Os três partidos juntos hoje
formam o tripé que sustenta a mesa
de Governo ocupada por Luiz
Henrique. Portanto, o sonho,
acalentado pelo governador, é manter
a tríplice aliança, promovendo uma
alquimia política que depende, e muito,
Catarina, em 25 de fevereiro de 1940, mudando para
Florianópolis ainda muito novo. Casado com a brusquense
Ivete Marli Appel da Silveira, tem dois filhos: Cláudio e
Márcia da Silveira. É formado em Direito pela Universidade
Federal de Santa Catarina.Depois de intensa participação
na política estudantil, tornou-se professor de História Geral
do Colégio Coração de Jesus, em Florianópolis. Em 9/02/
66, transferiu-se para Joinville, onde montou sua banca de
advocacia e ministrou aulas de Português e História Geral
no Colégio Bom Jesus e de Direito Público e Privado na
atual Univille. Sua vida pública teve início em 1971, quando
elegeu-se presidente do Diretório Municipal do MDB de
Joinville. Depois disso, sua trajetória política foi uma sucessão
de vitórias. Elegeu-se para dez mandatos eletivos
consecutivos, sempre pelo MDB/PMDB. deputado estadual
(1973-1975): deputado federal (1975-1977); prefeito de
Joinville (1977-1982); deputado federal (1983-1987);
deputado federal Constituinte (1987-1991) ; deputado
federal (1991-1995); deputado federal (1995-1997;
Luiz Henrique da Silveira (PMDB)
prefeito de Joinville (1997-2000) prefeito de Joinville)
Filho de Moacir Iguatemy da Silveira e Delcides Clímaco (2001-2002); governador de Santa Catarina (2003-2006);
da Silveira, Luiz Henrique nasceu em Blumenau, Santa e, até 2010, cumpre o segundo mandato de governador.
do elixir preparado pelo mestre. Essa
capacidade de articulação LHS tem
demonstrado com eficácia.
Enquanto isso, Esperidião
Amin também forja o seu esquema
tático, podendo optar por uma
solução caseira para enfrentar os
adversários, colocando em campo a
sua mulher, a deputada federal Angela
Amin (PP). A ex-prefeita de
Florianópolis já demonstrou arrojo no
embate eleitoral de 1994. Faltaram
cerca de 20 mil votos no primeiro turno
para se tornar a primeira mulher eleita
governadora do Estado. Sucumbiu no
segundo turno, cedendo a eleição para
Paulo Afonso Vieira (PMDB).
A deputada desfruta hoje,
dentro do seu partido, maior simpatia
para o pleito de 2010. Expressivas
lideranças do PP acham que
Esperidião Amin não tem condições de
disputar a sua quinta eleição de
governador, sob pena de sofrer a
terceira derrota consecutiva. Caso isso
aconteça, seria colocar em descrédito
os feitos que o mestre realizou em
eleições anteriores.
Mas, também, há os
defensores da tese de que o exgovernador deve, sim, encarar aquela
eleição, que no jogo seria chamada “a
melhor das três”.
Com Ângela, ou sem ela, nas
eleições de 21010, uma candidatura
feminina ao Governo do Estado está
garantida. A senadora Ideli Salvatti
(PT) só não será a candidata se não
quiser. Para isso, precavida com as
disputas históricas entre petistas,
quando se trata de definição de
candidaturas, a Líder do Governo Lula
no Senado, com o seu grupo político,
domina o comando do diretório do
partido em Santa Catarina.
Ideli é, inconteste, a maior
liderança pestista no estado, com maior
visibilidade eleitoral, turbinada pela
maciça exposição na mídia nacional e
estadual. No entanto, essa
“propaganda” gratuita é uma faca de
dois gumes. Bem situada na opinião
pública catarinense, Ideli provou, em
dose cavalar, remédio amargo extraído
no quintal do Governo Federal.
Episódios como o Mensalão e a farra
feita com dinheiro repassado às ONGs
em Santa Catarina, atingiram em cheio
a popularidade da senadora.
Quando esses petardos
pareciam se arrefecer e cair no
esquecimento coletivo, Ideli se
deparou com a farra promovida com
os cartões corporativos do Governo
Fedral. Mesmo sem estar com o nome
vinculado diretamente com mais essa
trapalhada petista, acabou sobrando
estilhaços para Ideli, pelo fato de
liderar o Governo no Senado e,
portanto, foco natural da mídia.
Voltando ao front local, a
senadora acaba de sofrer uma nova
derrota política no estado, na briga por
indicação da nova diretoria da
Eletrosul. A novela se arrastou por
quase um ano, período em que Ideli
jogou todo o seu peso e articulação
política, para impedir que o exgovernador Paulo Afonso Vieira fosse
guindado à presidência da maior estatal
do Sul do País. O esforço foi em vão.
O peemedebista não emplacou na
presidência da empresa, mas foi bem
aquinhoado com a função de diretor
administrativo e financeiro. Diretoria,
esta, cobiçada, também, por Manoel
Dias, catarinense que preside
nacionalmente o PDT.
Exxtra
Exxtra21
O médico cardiologista
Eduardo Pinho Moreira é
presidente estadual do PMDB.
Exerceu o mandato vicegovernador de 1º de janeiro de
2003 a 7 de julho de 2006. Nesta
data assumiu o Governo do
Estado, com a renúncia do então
governador Luiz Henrique.
Nascido em 1949, em Laguna,
iniciou a atividade política no
PMDB como deputado federal
constituinte (1987-1991). Foi
eleito para mais um mandato de
deputado (1001-1995). Presidiu
a CELESC em 1997, retornou ao
cargo no início do ano passado.
O comerciante Leonel
Arcangelo Pavan nasceu
em 1954 em Sarandi (RS) e
iniciou sua carreira política em
1981, como vereador no
Balneário Camboriú, litoral de
Santa Catarina. De vereador
passou a prefeito e em 2002
chegou
ao
Senado,
renunciando ao mandato dois
anos depois, para em 2006
eleger-se vice-governador na
chapa liderada por Luiz
Henrique. Este ano assumiu a
presidência do PSDB estadual.
O pecuarista e médico João
Raimundo Colombo nasceu
em Lages (SC), em 28 de
fevereiro de 1955, e chega ao
Senado para seu primeiro
mandato na Casa. Exerce desde
2003 a presidência do PFL em
Santa Catarina, tendo já
ocupado o cargo entre 1993 e
1995. Atuou como deputado
estadual em 1987 e 1988 e
como deputado federal em
1999 e 2000, quando foi líder
da bancada de seu partido.
Também foi secretário estadual
de Desenvolvimento Social.
Líder do Partido dos Trabalhadores
no Senado, Ideli Salvatti nasceu em
Santo André (SP), em 1952, onde
atuou no movimento estudantil
secundarista e em projetos de
alfabetização de adultos. Em 1980,
quando morou em Joinville, ajudou
a fundar o PT . Professora do
magistério estadual, foi eleita para
seu primeiro mandato como
deputada estadual em 1994, já
morando em Florianópolis, e reeleita
em 1998. Ideli chegou ao Senado em
2003, com mandato até 2011, sendo
a primeira mulher a representar
Santa Catarina na Casa.
PROFESSORES DE POLÍTICA
Eduardo Moreira, Leonel Pavan, Raimundo Colombo e Ideli Salvatti são candidatos a mestre
N
este cenário de seis
personagens,
naturalmente quatro
ainda estão no estágio
de professores. São donos de
currículos respeitáveis, mas ainda
não podem fazer parte do restrito
clube de mestre na política
catarinense. Do resultado da eleição
de 2010 pode emergir um novo
curinga e entrar para a galeria onde
Luiz Henrique e Esperidião Amin
já ocupam lugar cativo.
Eduardo Moreira, Leonel
Pavan, Raimundo Colombo e Ideli
Salvatti, antes de qualquer pretensão
de ascender a galeria de poucos
iluminados na arte de fazer política,
22 EXXTRA
precisam fazer a lição de casa. E, a
primeira tarefa está agendada para o
pleito municipal de outubro. Com
exceção da senadora, os demais já
administraram os seus municípios que
detêm como base eleitoral, e onde
exercem forte liderança. Um tropeço
eleitoral em Criciúma, Balneário
Camboriú ou Lages, atrapalha na
jornada política de Eduardo, Pavan e
Colombo, respectivamente.
De vereador Pavan passou a
prefeito de Balneário Camboriú nas
eleições de 1988. Em 1996, reassumiu
a Prefeitura, cargo para o qual foi
reeleito em 2000.
Colombo foi prefeito em sua
cidade natal de 1989 a 1992 e de
2001 a 2004, tendo sido reeleito para
o
cargo,
do
qual
se
desincompatibilizou para disputar uma
vaga no Senado.
Enquanto Eduardo elegeu-se
prefeito de Criciúma para o mandato
de1993 a1996. Em 1996 fez o seu
sucessor na Prefeitura. Mas, em 2002
tentou voltar à Executivo Municipal e
foi derrotado pelo candidato petista
Décio Góes.
Com isso, esses três municípios
estarão em destaque na eleição para
prefeito, pois o resultado servirá para
medir força e prestígio político no
próprio domicílio eleitoral destas
lideranças.
Quanto a Ideli Salvatti ainda
não mediu forças em eleições
municipais, ao menos na condição de
candidata. Seus candidatos que foram
às urnas em Florianópolis, nas últimas
eleições, amargaram fragorosamente
derrotados. Analisando por essa
ótima, a senadora está em
desvantagem quanto aos seus três
adversários.
INFORME
PARLAMENTAR
EDSON PIRIQUITO
Liderença
reconhecida
na
Assembléia
A chegada do deputado Edson Piriquito
à Assembléia Legislativa revelou um
tribuno eloqüente e sempre atento aos
assuntos de sua região. Sua liderança
foi logo reconhecida pelos companheiros
do PMDB, que o indicaram para a
função de vice-líder da Bancada. Sua
atuação nas comissões técnicas de
Saúde, Segurança Pública e de Turismo
e Meio Ambiente também demonstrou
que a experiência pregressa como
vereador em Balneário Camboriú
facilitou a sintonia com a nova esfera
legislativa. “A Casa é muito
democrática, funcional, organizada e
produtiva”, ele avalia.
A sintonia regional e com a
atividade dos parlamentos municipais,
por sinal, foi motivo para que trouxesse
à Assembléia, em setembro, o debate
sobre o clima tenso envolvendo
vereadores do município de Camboriú,
onde quatro deles sofreram atentados
com suspeita de motivação política.
Piriquito, por isso, solicitou uma
audiência pública envolvendo a estrutura
da Segurança Pública, cobrando
investigações e garantias aos
ameaçados.
Na segurança, Piriquito também
lutou pela construção de um novo
presídio em Balneário Camboriú, a
aquisição de uma escada mecânica de
maior alcance para sua cidade, para
capacitar os bombeiros no combate a
incêndios em prédios mais altos, e
viabilizou um convênio para manter
salva-vidas o ano inteiro na praia central
da principal cidade turística do Estado,
a partir de doações da Celesc para o
Fundo Social.
A forte ligação com Balneário
Camboriú também justificou a luta
exitosa pela manutenção do zoológico
do Parque da Santur e a valorização do
equipamento. Piriquito também trouxe
para a Assembléia o debate sobre a
necessária construção de um moderno
centro de eventos, capaz de dinamizar
ainda mais a economia do município,
bem como de um hospital regional que
atenda as demandas locais na área da
saúde.
O parlamentar também solicitou
a inclusão da duplicação da rodovia
Antonio Heil, entre Brusque e a BR101 no pacote de financiamento BID-5,
e contabilizou entre conquistas as
reformas em diversas escolas de
Balneário Camboriú, fruto de pleitos à
secretaria de Estado da Educação.
A regulamentação dos
procedimentos para venda e exposição
em estabelecimentos comerciais de soda
cáustica e produtos assemelhados, bem
como a proibição da utilização de uso
dos mesmos em estabelecimentos de
ensino é o que dispõe projeto de lei de
autoria de Edson Piriquito, em
tramitação na Assembléia. Ele almeja a
breve validade daquela que pretende
denominar de Lei Fernanda, em
homenagem a menina que morreu em
Balneário Camboriú, em outubro de
2006, após beber água em um recipiente
antes utilizado como medida para aplicar
produto para desentupir um ralo.
Piriquito deu entrada em
novembro com outro projeto de amplo
interesse, o que prevê a proibição do
envio de materiais recicláveis ou
reaproveitáveis para lixões e aterros
sanitários. Visa impedir o desperdício de
materiais e a contaminação do meio
ambiente, especialmente dos lençóis
freáticos com materiais que vão levar
muitos anos para serem absorvidos pela
natureza.
Meta é a eleição
municipal em
Balneário
Camboriú
Em sessão na Assembléia,
Piriquito falou como foi bem recebido
na Casa, nunca tendo sido tratado como
suplente e que nunca se sentiu inferior
aos demais colegas. Mas salientou que
espera ter apenas mais um ano de
atividade como deputado estadual, já que
será candidato à prefeitura de Balneário
Camboriú, pleito que espera vencer.
“Vou concorrer para ganhar”, adiantou.
Projeto propõe prisão
privada para recuperar
sistema carcerário
Como sugestão para o problema
vivido pela segurança pública no Estado,
o deputado Edson Piriquito apresentou o
Projeto de Lei, que autoriza o Poder
Executivo a privatizar as unidades
prisionais de Santa Catarina.
O parlamentar afirmou que a
sugestão foi motivada por uma visita
realizada a uma penitenciária na cidade
de Rancagua, no Chile. Segundo Piriquito,
o país pretende implantar dez
penitenciárias desse modelo. Até agora,
cinco já estão prontas. “Reconheço que
nosso atual sistema não está funcionando
e que esse seria o sistema ideal para o
Estado. Lá, além de separados por sexo,
eles também são separados de acordo com
o tipo de crime. Isso é perfeito”, disse.
Exxtra 23
INFORME
PARLAMENTAR
Hinnig participa da comitiva do Governador na busca
de recursos para cobrir prejuízos com as chuvas
O governador Luiz Henrique (foto
ao lado), acompanhado pelo senador Neuto
de Conto, deputados federais e estadauais
e prefeitos de aproximadamente 20
municípios, se reuniram no dia 13 de feveiro
com o ministro da Integração Nacional,
Geddel Vieira Lima, para buscar recursos para
cobrir prejuízos causados pelas chuvas do
início deste mês. De acordo com o
documento apresentado ao ministro, os
prejuízos chegam a R$ 405,3 milhões, dos
quais R$ 66 milhões em danos na infraestrutura dos municípios. O valor só poderá
ser repassado integralmente mediante a
edição de Medida Provisória, já que a Defesa
Civil não possui orçamento fixo. Conforme
o governador Luiz Henrique, os recursos
precisam ser liberados em breve. “Na última
ocorrência, o governo federal demorou a
repassar os recursos. Dessa vez, esperamos
que seja rápido, dada à gravidade da
situação em nossos municípios”, assinalou.
Segundo Hinnig, Santa Catarina sofreu
grandes prejuízos com as precipitações
pluviais que aconteceram nos dias 31 de
janeiro e 1º de fevereiro causando danos e
muitos prejuízos para milhares de
catarinenses. Para se ter uma idéia, em São
José e em Florianópolis, choveu em média
330 milímetros, número equivalente ao dobro
do esperado para o mês de janeiro. As
chuvas desalojaram 11 mil pessoas,
danificando quase 10 mil residências.
Assembléia Aprova PPA
valorizando prioridades
regionais
A aprovação do Plano Plurianual
(PPA) 2008/2011, durante a sessão ordinária,
na Assembléia Legislativa, não foi surpresa
para os presentes. De iniciativa do Executivo
e com relatoria do deputado Renato Hinnig,
a peça estabelece diretrizes, objetivos e
metas da administração pública com um
orçamento autorizativo de R$ 63 bilhões e
138 milhões, entre investimentos e custeios
do Estado para os próximos quatro anos. A
meta orçamentária é fixada com folga,
prevendo possíveis acréscimos de receitas,
mas o executável deverá ficar num patamar
bem inferior. O relator do PPA, deputado
Renato Hinnig, acompanhado de técnicos
da Secretaria do Planejamento estudou as
160 emendas parlamentares apresentadas e
decidiu acatar 42 num anexo incorporado
ao seu voto.
24 Exxtra
Governador sanciona
Lei que cria o
Programa de
Tratamento e
Reciclagem de Óleos
e Gorduras
Foi sancionado pelo governador
Luiz Henrique da Silveira a Lei 14.330,
cujo Projeto de Lei, é de autoria do
deputado Renato Hinnig que cria o
Programa Estadual de Tratamento e
Reciclagem de Óleos e Gorduras de
Origem Vegetal, Animal e Uso Culinário,
mediante a adoção de medidas de
proibição de lançamento ou liberação de
poluentes nas águas, ar ou solo. Segundo
Hinnig, essa situação é vista como uma
das grandes preocupações em Santa
Catarina e no Brasil a questão que se
refere à reciclagem de óleos e gorduras.
“Não é de hoje que há uma crescente
preocupação com a destinação a ser dada
aos produtos ou resíduos de utilizados
pelos seres humanos, seja para seu
consumo imediato (alimentos e bebidas),
seja para o uso em processos produtivos
(petróleo e seus derivados), ou para a
conservação e para permitir o manuseio
de outros produtos (embalagens)”,
comentou Hinnig. Como parte do
enfrentamento do problema decorrente da
crescente produção desses resíduos, deve
o Governo Estadual promover intensa e
constante atividade para a coleta e
tratamento do lixo produzido pelas
famílias, empresas e entidades no Estado
de Santa Catarina, bem como, em parceria
com os Governos Municipais, de
estimular a separação dos resíduos de
diversas origens, com a coleta seletiva do
lixo. Ressaltou, ainda, a quantidade de
produtos que podem ser reutilizado, e que
são objeto do trabalho de grande número
de pessoas que fazem à reciclagem desses
bens. Segundo informações da Central
Globo de Jornalismo: os brasileiros
consomem aproximadamente três bilhões
de litros de óleo de cozinha por ano.
O RIGOR DA
LEI COM OS
CANDIDATOS
Presidente do TSE alerta candidatos
para que cumpram as regras eleitorais
O
presidente do Tribunal
Superior Eleitoral (TSE),
ministro Marco Aurélio
Mello, alertou os
candidatos nas eleições municipais deste
ano para que cumpram as regras da
campanha. O ministro reafirmou que a
Justiça Eleitoral continuará atenta aos
casos de corrupção nas eleições. “Disse
na minha posse que não haveria
tergiversação, que estaria excluído do
cenário o famoso drible à legislação de
regência. E assim nós prosseguiremos
neste ano de 2008”, afirmou.
As declarações do ministro
foram dadas em entrevista logo após
o encerramento da sessão que abriu o
ano judiciário de 2008, realizada no
Plenário da Corte. Ele citou um dos
julgamentos realizados hoje como
indicador da ação da Justiça Eleitoral,
no qual os ministros do TSE
indeferiram uma liminar para manter no
cargo um deputado estadual alagoano
condenado por compra de votos.
Marco Aurélio também apelou
aos eleitores para que votem de
maneira consciente, já que são os
responsáveis pelos respectivos
representantes no Executivo e nas
Casas Legislativas. Para o ministro, a
obediência às regras é um “preço
módico para se viver em um Estado
democrático de Direito”.
O presidente do TSE disse
ainda que o Tribunal vai dar prioridade
ao julgamento dos 16 pedidos de
decretação de perda de mandato
eletivo com base na regra da fidelidade
partidária. “Vão ter prioridade porque
nós preconizamos na Resolução o
encerramento desses processos em 60
dias. E o exemplo vem de cima, muito
embora não pareça”, afirmou.
Compra de voto – No
julgamento mais importante da
primeira sessão judiciária do ano, o
Plenário do TSE confirmou a decisão
do ministro Ari Pargendler e indeferiu
Medida Cautelar (MC 2291), com
extinção do processo, interposta pelo
deputado estadual Antônio Holanda
Costa Júnior (PTdoB-AL). O
parlamentar pedia para suspender a
decisão do Tribunal Regional alagoano
que lhe cassou o mandato e
determinou a posse imediata do
segundo suplente.
O caso chamou a atenção dos
ministros pela “engenhosidade” da
fraude denunciada. De acordo com o
Ministério Público, o então candidato
prometia pagar R$ 50 para quem
trouxesse um cartão magnético
comprovando que havia votado nele.
Os eleitores recebiam um cartão
magnético e eram orientados a digitar
na urna eletrônica os números do
candidato e, ao final, a passar a tarja
preta sobre a urna eletrônica, a fim de
que ficassem comprovados os
números nos quais o eleitor havia
votado.
“Essa
situação
causa
perplexidade e demonstra que a Justiça
Eleitoral tem que ter cautela contra
esses artifícios montados pelos
candidatos”, afirmou o ministro
Arnaldo Versiani durante o julgamento
da medida cautelar, que foi indeferida
por unanimidade.
Entrevista – Na entrevista
coletiva o presidente do TSE lembrou
que este é um ano de eleições
municipais, que costumam levantar
“paixões”, devido ao contato eleitor/
candidato. Segundo ele, são inevitáveis
os incidentes eleitorais. Por isso ele fez
um apelo aos candidatos: “Que
observem as regras existentes, que
paguem esse preço módico por se
viver em um Estado de direito, que é
a observância do ordenamento
jurídico”. E um apelo também aos
eleitores: “São os eleitores os
responsáveis pelos respectivos
representantes quer no Executivo,
quer nas Casas Legislativas, que
exerçam esse direito cívico, inerente,
portanto, à cidadania, que
compareçam a esse dia de festa cívica
de forma conscientizada, buscando o
melhor para esse imenso Brasil”.
Para ouvir a entrevista do
ministro Marco Aurélio Mello, basta
entrar
no
endereço
www.exxtra.com.br e clicar no ícone
Vídeos e Áudios.
Exxtra 25
Mais da metade dos eleitorees aptos a votar até o final de 2007 não conseguiram completar o primeiro grau
POUCA INSTRUÇÃO DO ELEITOR
Baixa escolaridade atinge mais da metade dos eleitores e chega a 70% no Nordeste
O
s dados do Tribunal
Superior Eleitoral (TSE)
relativos ao ano de 2007
revelam
a
baixa
escolaridade do eleitorado brasileiro.
Um pouco mais da metade, 51,5%, dos
127,4 milhões de eleitores brasileiros
aptos a votar até o final de 2007 não
conseguiram completar o primeiro grau
ou apenas lê e escreve. O quadro é
ainda mais dramático quando somados
os 6,46% de eleitores analfabetos em
todo o país.
Embora os dados possam
apresentar defasagens porque a
escolaridade foi declarada no ato do
alistamento, as estatísticas confirmam
um quadro de desigualdade entre as
regiões do país. O Nordeste, sozinho,
tem 4,2 milhões de eleitores
analfabetos, número maior que a soma
de 4 milhões de todas as demais
regiões do país.
Enquanto o
percentual de eleitores analfabetos é
de 3,51% e 3,84% nas regiões Sul e
Sudeste, os estados da região Norte e
Nordeste registram 8,74% e 12,22%
de analfabetos em seu eleitorado. Na
região Centro-Oeste, os iletrados
somavam 4,76% no final do ano
passado. Embora votem, todo esse
26 Exxtra
contingente de eleitores é inelegível, de
acordo com o § 4º, do artigo 14, da
Constituição Federal.
Apenas 3,43% do eleitorado
têm nível superior completo. Esse
índice é de 3,8% e 4,4% nas regiões
Sul e Sudeste, mas de apenas 1,73% e
1,79% no Norte e Nordeste. O
Centro-Oeste registra 3,64% de
eleitores com nível superior. Embora
em menor percentual, esses eleitores
somaram, nas eleições de 2004,
42,4% do total de candidatos a
prefeito em todo país, resultado que
pode se repetir nas eleições deste ano.
O nível de escolaridade
também confirma a grande disparidade
educacional entre as regiões brasileiras
e mostra um quadro parecido com o
do Índice de Desenvolvimento
Humano (IDH), medida comparativa
de riqueza, alfabetização, educação,
esperança de vida, natalidade e outros
fatores utilizado pela ONU. No final
de 2007, entre os 19 milhões de
eleitores do Sul, a baixa escolaridade
atingia 49,3% dos eleitores, com
10,5% deles tendo declarado saber ler
e escrever e outros 38,8% que não
haviam completado o primeiro grau.
No Sudeste, onde residem 55 milhões
de eleitores, essa relação era de
11,23% e 34,48%, respectivamente.
No Norte e Nordeste, a baixa
escolaridade atinge quase 58% dos
votantes. Quando somados com os
analfabetos, 70% dos 34,3 milhões de
eleitores nordestinos não conseguiram
sequer completar o primeiro grau. Ao
se alistarem, 26,7% dos nordestinos
declararam que lêem e escrevem,
enquanto 31,19% disseram que tinham
primeiro grau incompleto. No Norte,
esse percentual era de 20,47% e
37,05%. No Centro-Oeste, a baixa
escolaridade está entre 52% do
eleitorado.
Na comparação do período
entre os meses de janeiro e dezembro
de 2007, não houve alterações
substanciais nos indicadores de
escolaridade registrados pelo TSE.
Houve melhoria no nível de
escolaridade em todas as regiões, mas
que não chega a meio ponto
percentual. A exceção fica com o
Centro-Oeste, que registrou uma
queda no número de eleitores de 8,9
milhões para 8,8 milhões. A mudança
veio acompanhada de uma pequena
deterioração nos indicadores de
escolaridade.
FORÇA DA
MULHER
M
aioria do eleitorado, as
mulheres também estão
à frente dos homens
quando considerados os
níveis de escolaridade dos eleitores por
sexo divulgados pelo Tribunal Superior
Eleitoral (TSE). No Brasil, há mais
eleitoras com nível superior, com
segundo grau e com primeiro grau
completo do que eleitores. O único dado
desfavorável é o fato de elas ainda
serem maioria entre os analfabetos.
Dos quase 1,7 milhão de
novos eleitores que se alistaram no
ano passado, 1 milhão eram mulheres,
segundo o TSE. Com isso, no final de
2007, o eleitorado feminino superou
em 4,6 milhões o número de homens,
e é maior em todas as faixas etárias.
As 65,9 milhões de eleitoras
representam 51,7% do total de 127,4
milhões de votantes no Brasil.
As estatísticas mostram um
contraste inusitado: as regiões mais
ricas e desenvolvidas concentram os
piores indicadores de alfabetização
para as mulheres. No Sul e no Sudeste,
o número de iletradas mulheres supera,
e muito, o dos homens. Dos 676,3 mil
eleitores analfabetos da região Sul,
411,2 mil, ou seja, 60,8%, são
mulheres. O Sudeste conta com 1,2
milhão de eleitoras iletradas contra
867 mil de homens analfabetos.
No Nordeste, que concentra
cerca de 4,2 milhões de iletrados, mais
da metade do contingente de todo o
País, o número de analfabetas é
Foto: Marcello Casal Jr./Abr
Mulheres lideram tanto o
eleitorado analfabeto como
o de ensino superior
Mmulheres participam, na Esplanada dos Ministérios, da Marcha das
Margaridas e pedem, entre outras revindicações, o combate à fome, à
pobreza e à violência doméstica
menor, de 2,084 milhões. No Norte a
situação se repete: há mais eleitores
(401 mil) do que eleitoras (387 mil)
sem saber ler e escrever. No Brasil,
há 4,384 milhões de eleitoras
analfabetas contra 3,840 milhões de
eleitores.
Curso Superior – No
Sudeste, dos 2,4 milhões de eleitores
com nível superior completo 1,3 são
mulheres, cerca de 55%. Na região,
há 1,2 milhão a mais de mulheres do
que homens entre os 7,8 milhões que
possuem segundo grau completo,
quase 58% do total neste nível de
escolaridade. Percentuais semelhantes
são registrados entre o eleitorado de
todas as demais regiões.
Os homens lideram apenas
entre os eleitores de baixa
escolaridade. Eles são maioria em
todas as regiões apenas entre os que
conseguem ler e escrever, cerca de
10,4 milhões de eleitores, ou não
conseguiram terminar o primeiro grau,
situação de 22,1 milhões de eleitores.
Chance nas eleições – As
piores condições de alfabetização das
mulheres nas regiões mais ricas
coincidem com o desempenho das
candidatas nas urnas nas eleições
municipais nas regiões. As mulheres
têm mais chances de serem eleitas
vereadores e prefeitas no Norte e
Nordeste no que nas demais regiões
do País.
Nas eleições municipais de
2004, de acordo com pesquisa
realizada com base nos dados do TSE
pelo cientista político da Universidade
de Brasília (UnB), Luiz Felipe Miguel,
o percentual de prefeitas chegou a
10,7% no Nordeste e 10,2% no Norte.
No Sul e Sudeste, o percentual de
mulheres eleitas era de apenas 4,1% e
5%, respectivamente.
Os dados estatísticos do TSE
podem apresentar defasagens porque
a informação sobre o nível de
escolaridade é dada pelo próprio
eleitor por ocasião do alistamento.
Exxtra 27
ÁGUAS DE SC
Preservar para evitar um colapso econômico imensurável
Por: Soledad Urrutia
Ivan Lopes da Silva
A
humanidade despertou para uma
problemática atual, porém ainda
considerada futura: a falta de água.
Um elemento vital para a própria
sobrevivência humana é desperdiçado e
poluído pelas atuais gerações, que começam
a perceber os efeitos de tais ações. Preservar
para o futuro, como sustentam os mais
otimistas, deixou de ser a única necessidade.
O fato é que precisamos preservar agora, para
garantir, não apenas a água para o consumo
humano, mas para evitar um colapso
econômico imensurável.
Por quatro anos seguidos (20032004-2005-2006) o estado de Santa Catarina
sofreu com as piores estiagens de sua história.
No ano de 2006, 195 municípios catarinenses
chegaram a decretar situação de emergência
devido à seca, que, segundo o diretor estadual
de Defesa Civil, capitão Márcio Luiz Alves,
causou prejuízos de mais de R$ 280 milhões.
Em 2007 e 2008, o estado sofre com um efeito
contrário: enxurradas e tempestades assolam
diversas cidades, provocando danos e
prejuízos milionários.
Mudanças climáticas, crescimento
das cidades, descaso humano... A água,
considerada em abundância em Santa
Catarina, já falta em alguns períodos e nem
sempre está disponível com a qualidade
aconselhável.
Um diagnóstico divulgado em
outubro de 2007, pelo então secretário de
Estado do Desenvolvimento Econômico
Sustentável, Jean Kuhlman, apontou que os
catarinenses ainda possuem água em
quantidade confortável, mas que a qualidade
dos recursos disponíveis é preocupante,
especialmente no Sul e no Oeste do estado. O
estudo – que faz parte de um Plano Estadual
de Recursos Hídricos (Perh) para Santa
Catarina, buscando definir estratégias para a
preservação da água – indica que mesmo em
anos considerados normais, várias regiões
apresentam cursos de água com a qualidade
comprometida.
Na bacia do rio Tubarão a baixa
qualidade da água é conseqüência da
mineração de carvão; do lançamento de
dejetos oriundos da suinocultura e do
lançamento de esgotos domésticos sem
tratamento. A região Oeste do Estado, que
engloba as bacias dos rios do Peixe, Irani,
28 Exxtra
Chapecó, Antas e Peperi-Guaçu, apresenta a
situação mais crítica, em termos de qualidade
da água. Nestas bacias, o lançamento de
esgotos domésticos, sem tratamento e os
dejetos oriundos da criação de suínos são os
principais responsáveis pela baixa qualidade
das águas dos rios e arroios.
Segundo os dados, ao comparar a
quantidade de água disponível nos rios e os
volumes de água que atualmente são retirados
para os diversos usos (abastecimento humano,
irrigação, indústria e dessedentação animal)
ainda há uma situação de relativo conforto
em anos em que as chuvas ocorrem dentro
da normalidade, referente à possibilidade de
falta de água, na maior parte do Estado.
Apenas na Região Sul do estado, na
bacia do rio Araranguá e do rio Tubarão já
existe escassez de água devido ao intenso uso
para irrigação nos meses de setembro a janeiro.
“Nestas áreas já existem conflitos de uso da
água, mesmo em anos considerados normais
em termos de precipitação. Da mesma forma,
esse problema ocorre na bacia do rio
Camboriú na alta estação, devido ao aumento
da população”, explicou Kuhlmann, na
época.
“Em
termos
médios,
a
disponibilidade de água do Estado, em todas
as bacias hidrográficas, é suficiente para
atender aos atuais usos. No entanto, são
freqüentes os períodos em que a
disponibilidade de água existente nos
mananciais se mostra insuficiente para
atender, com um razoável nível de garantia,
os vários usos da água. Tais situações,
decorrentes de variações meteorológicas, se
mostram de forma mais intensa nos períodos
de verão, gerando prejuízos sociais e
econômicos”, destacou.
Entre os conflitos atuais pelo uso da
água destaca-se o problema do aumento do
número de usuários nos meses de verão, em
cidades como Florianópolis e Balneário
Camboriú, que recebem milhões de turistas.
Devido ao grande número de pessoas que
usufruem de água na temporada, ela tornase escassa em muitas torneiras. O uso
consciente tornou-se uma necessidade
obrigatória nessas cidades, que já precisa
racionalizar e armazenar em quantidade
adequada para não faltar.
Campanhas publicitárias passaram a
invadir os horários mais nobres da televisão
catarinense, do rádio e dos jornais. O recado
já foi dado: É preciso preservar!
Ex-secretário Jean Kuhlman
Responsabilidade social
A preservação da água é um dever
do Estado e um direito da sociedade, porém
a responsabilidade é de todos. Este é o
princípio para a construção do Plano
Estadual de Recursos Hídricos de Santa
Catarina (Perh/SC), por isso, o diagnóstico
dos recursos hídricos, inicialmente
apresentado por Kuhlmann à imprensa,
também foi dividido com a sociedade civil
em geral, através de dez Encontros
Preparatórios, em cada uma das dez Regiões
Hidrográficas catarinenses, realizados no
final do ano de 2007.
O objetivo foi fazer com que a
sociedade conhecesse o diagnóstico de sua
região; validasse as informações numa
discussão conjunta com o governo; e a partir
disso, passe a ajudar na construção de
propostas e estratégias para reverter o atual
quadro hídrico catarinense, expondo o que
ela deseja para o futuro de suas águas.
O objetivo principal do Perh/SC,
que está sendo construído pela Secretaria
de Estado do Desenvolvimento Econômico
Sustentável, através da empresa Magna
Engenharia Ltda, com recursos do Fundo
Nacional do Meio Ambiente, é dotar Santa
Catarina de um planejamento estratégico
de curto, médio e longo prazos, para o uso,
conservação e controle das águas do Estado.
A construção do plano envolve
outras etapas, que serão desenvolvidas nos
decorrer de 2008. Portanto, ainda há tempo
de contribuir e de participar desse
importante movimento a favor da
qualidade de vida dos catarinenses.
Maiores informações estão
disponível no site:
www.aguas.sc.gov.br/perh.
A Defesa Civil coordenou o auxiliou às vítimas
As irmãs Lilian e Tânia foram vítimas do desastre
FÚRIA DAS CHUVAS
Um desastre em em SC que abalou dezenas de municípios
O
mês de janeiro de 2008 chamava
a atenção pelos poucos dias de sol,
que afastavam os turistas das praias
do litoral catarinense. Porém, não foi à falta
do calor e do tempo bom que prejudicaram
o início do ano em Santa Catarina. O problema
foi mais grave, foi um desastre natural que
provou prejuízos econômicos milionários,
que superam os R$ 400 milhões, e problemas
sociais imensuráveis, principalmente nos
municípios da Grande Florianópolis e do Vale
do Itajaí.
Mais de 12 horas de chuvas intensas
foram suficientes para deixar mais de 35
municípios catarinenses em situação de
emergência e milhares de pessoas desabrigadas,
entre o dia 31 de janeiro e o dia 1º de fevereiro.
Mais de 14 mil pessoas precisaram
deixar suas casas e buscar auxílio em casas de
amigos, familiares, abrigos e, inclusive, em
outras cidades. O Departamento Estadual de
Defesa Civil coordenou, por mais de 40 horas
seguidas, o trabalho das equipes do Exército,
Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Militar,
Polícia Ambiental, Polícia Rodoviária Federal,
Polícia Militar Rodoviária, Marinha,
Secretarias de Estado, entre outras instituições,
com uma única prioridade: garantir a
segurança da população.
“Foram horas de muito trabalho, nas
quais todo o esforço foi concentrado no bemestar da sociedade”, ressalta Márcio Luiz
Alves, diretor da Defesa Civil catarinense.
O secretário da Justiça e Cidadania,
Justiniano Pedroso, conta que a todo instante
mais cidades do Estado comunicavam
situações de emergência e a necessidade de
ajuda, durante o desastre. “De quinta para
sexta-feira o número de municípios em
situação de emergência duplicou”, detalha.
Além dos sérios problemas sociais,
as cidades também sofreram perdas
significativas de infra-estrutura viária, bem
como, na agricultura, indústria e comércio.
“Sem dúvida são números milionários”,
ressalta Alves.
No mesmo dia 31 de janeiro,
primeiro dia do desastre, o chefe do Executivo
estadual, governador Luiz Henrique da
Silvera, convocou todas as instituições
envolvidas na operação e as prefeituras
afetadas, e colocou-se à frente da mobilização
para atender às famílias atingidas e dar conta
dos estragos que as chuvas provocavam no
Estado. No dia 13 de fevereiro, Luiz Henrique
vai a Brasília, onde participa de audiência com
o ministro da Integração Nacional, Geddel
Vieira Lima, para tratar da liberação de
recursos Federais às regiões atingidas.
“O importante é que temos uma
mobilização conjunta e os mais diversos
setores estão de plantão, empenhados para
oferecer a melhor condição possível à
população”, destacou Luiz Henrique, na
oportunidade.
Levantamento da Defesa Civil,
divulgado no dia 4 de fevereiro, apontou que
mais de 11 mil catarinenses ficaram
desalojados durante o desastre, 2.295 ficaram
desabrigados e mais de 1mil precisaram ser
deslocados para outras cidades. Ao todo,
segundo os números apurados, 9.203
residências foram danificadas e 62 totalmente
destruídas. Mais de 1,2 mil prédios públicos e
comerciais também foram danificados. O
desastre deixou, ainda, 214 feridos leves, 21
graves, 33 enfermos e uma vítima fatal.
Conforme o levantamento, 38
municípios confirmaram o decreto de situação
de emergência, valido por 90 dias. Saldos
negativos num Estado que lidera a incidência
de desastres no Brasil.
O pós desastre
A representante brasileira da
Associação Latino-americana de Psicologia
nos Desastres, Major Daniela Lopes, da
Secretaria Nacional de Defesa Civil, iniciou
em Santa Catarina a primeira experiência
brasileira de psicológica nos desastres, um
levantamento psicológico do impacto
provocado pelas chuvas nas comunidades
mais afetadas.
Aproveitando a oportunidade a
Secretaria Executiva da Justiça e Cidadania, a
Defesa Civil do Estado e o Conselho Regional
de Psicologia assinaram um protocolo de
intenções para que intervenção da psicologia
nos desastres, seja integrada aos trabalhos de
defesa civil em Santa Catarina “ Após o
desastre, os danos materiais são consertados e
a situação volta à normalidade com o tempo,
mas o dano psicológico das família persiste”,
explica Márcio Luiz Alves.
Vítimas do desastre
As irmãs Lílian e Tânia Estruzani
Queiroz são funcionárias da Defesa Civil, mas
nem por isso foram poupadas dos danos que
a chuvas provocaram em mais de 9 mil
residências em todo o Estado. Ambas tiveram
suas residências, localizadas num mesmo
terreno da família, invadidas pelas águas,
desde o início da tarde do dia 31/1 até a manhã
do dia 1º de fevereiro. Conforme Lílian, elas
perderam mais de 70% dos móveis. Porém,
apesar do susto, as duas comemoram: “em 92
nossas casas também foram alagadas com a
mesma intensidade. Na oportunidade, a falta
de conhecimento fez com perdêssemos
eletrodomésticos, roupas, móveis e alimentos,
entre outros. Desta vez, o prejuízo foi
menor”,conta Tânia.
Mesmo com todo o conhecimento
das irmãs, sobre as precauções necessárias no
caso de alagamentos, Lílian confessa que o
apego aos bens materiais, fez com que ela
ficasse em contato com a água, que chegou a
subir mais de um metro, suja de fezes, lixo e
bichos. “Foram momentos de agonia”, relata.
Tânia e Lílian moram em Palhoça,
um dos municípios mais afetados pelo desastre.
Exxtra 29
ELEITORADO DE SC E DO PAIS
O estado tem mais de 4,2 milhões de eleitores, 3,3% do eleitorado brasileiro
U
m total de 73.219 eleitores se
cadastraram durante o ano de
2007 na Justiça Eleitoral de
Santa Catarina. O número de
eleitores catarinenses aumentou de
4.161.725 em dezembro de 2006 para
4.234.944 em dezembro de 2007. O
estado catarinense é responsável por
3,322 % do total de 125.464.143 eleitores
existentes em todo o Brasil.
O maior número de inscrições
registradas no Estado é do sexo feminino,
com 2.153.079 eleitoras contra 2.081.854
homens.
Outros dados interessantes são
quanto ao grau de instrução dos eleitores
no Estado. A maior concentração se
encontra nos que possuem 1º grau
incompleto, 1.574.182 pessoas, o que
equivale a 37% do eleitorado. Analfabetos
e pessoas que somente lêem e escrevem
somam 527.507.
Quanto à ocupação, a maior parte
se declara estudante (19%), seguida de
agricultores (12%) e donas de casa (5%).
A faixa etária que mais concentra eleitores
é a dos 45 a 59 anos (996.163), seguida
dos que têm entre 25 e 34 anos
(992.2030). Os menores de 18 anos, que
têm voto facultativo, chegam a 61.081
eleitores.
Pelo último levantamento
realizado pelo TER/SC, 269.314 pessoas
em SC estão com os seus títulos
cancelados. Eles devem procurar os
cartórios eleitorais para regularizar a
situação, sob pena de não poderem votar
nas eleições deste ano. O cidadão tem até
o dia 7 de maio de 2008 (151 dias antes
da eleição) para requerer inscrição eleitoral
ou transferência de local de votação.
País supera os 127 milhões
eleitores
Em 2007, o número de eleitores
no país subiu de 125.988.820 para
127.464.143, de acordo com
levantamento realizado pelo Tribunal
Superior Eleitoral (TSE). Dentre os dados
analisados no período de janeiro a
dezembro de 2007, constatou-se um
30 Exxtra
aumento superior a 21% dos eleitores
cadastrados no exterior. Esse número
subiu de 86.202 para 104.660. Este
resultado pode ser reflexo da campanha
de regularização dos títulos, veiculada
pelas emissoras internacionais no final do
ano passado.
Entre os dias 5 de novembro e
30 de dezembro do ano passado, o TSE
veiculou, no exterior, campanha para
conscientizar os eleitores brasileiros sobre
a necessidade de regularizarem a própria
situação eleitoral junto às representações
diplomáticas dos países em que residem.
O presidente do TSE, ministro
Marco Aurélio, enviou ofício às emissoras
internacionais Rede Globo, Record e TV
Brasil solicitando a colaboração no sentido
de veicular o filmete da campanha
gratuitamente.
Por região – De acordo com a
pesquisa do TSE, a Região Sudeste
continua com o maior número de
eleitores, 55.718.468, representando
cerca de 43% do eleitorado brasileiro. A
Região Nordeste vem em seguida, com
34.377.377 eleitores, cerca de 26%,
apesar de ter assinalado o menor
crescimento precentual em um ano,
apenas 0,73%, ou 251.461 alistados.
A Região Sul tem 19.253.565
eleitores do país, cerca de 15%. Depois
vem a Região Norte, com 9.035.904,
aproximadamente 7%, e Centro-Oeste,
com 8.974.169, com o percentual também
de 7% do eleitorado.
A Região Norte registrou o maior
crescimento em termos regionais, na faixa
de 2,16%, com quase duzentos mil
eleitores em apenas um ano (191.102).
Nos estados – Comparativamente
a janeiro, o mês de dezembro de 2007
fechou com o estado de São Paulo na
frente do quantitativo de eleitores, com
um aumento de certa de 1,5%. O estado
passou de 28.105.240 eleitores para
28.553.481.
Em Minas Gerais, o aumento foi
de 0,6%, de 13.670.781 para 13.762.441.
O Rio de Janeiro teve um aumento de
1,3% no eleitorado, que subiu de
10.886.932 para 11.029.831.
Na Bahia, o número de eleitores
caiu de 9.101.209 para 8.945.636,
representando –1,7%. Foi o único estado
que registrou queda no número.
O menor eleitorado está
localizado em Roraima, onde o número
de eleitores era de 232.762 em janeiro e
passou para 233.460 em dezembro de
2007, com um aumento de 0,3%. No
Acre, o número de eleitores subiu 1,5%,
passando de 413.106 para 419.325.
Outros dois estados da Região
Norte - Pará e Amazonas - são os
recordistas nacionais em termos
percentuais de crescimento. Aumentaram,
respectivamente, 2,94% e 2,54% seus
totais de eleitores em um ano.
Sexo e faixa etária – O maior
número de eleitores tem de 25 a 34 anos,
sendo que 15.178.027 são do sexo
masculino e 15.985.172 do sexo feminino,
contabilizados em dezembro de 2007.
Entre 35 a 44 anos, o número de eleitores
homens é de 12.473.615 e 13.390.402
mulheres.
Na faixa de 16 anos, o número
de eleitores masculinos é de 270.202 e
274.534 femininos. Aos 17 anos, votam
675.217 homens e 696.924 mulheres.
Nessa faixa etária, o voto é facultativo.
Entre os mais velhos, têm mais
de 79 anos 1.165.730 eleitores masculinos
e 1.268.270 femininos, que não são
obrigados a votar. Essa obrigatoriedade
vai até os 70 anos. Nessa faixa, até os 79
anos, estão aptos a votar 2.563.740
homens e 3.088.861 mulheres.
O total de eleitores brasileiros
pode sofrer ainda alterações até o dia 7
de maio deste ano, quando serão
contabilizados os números do alistamento
eleitoral, das revisões do eleitorado,
realizadas até o dia 31 de dezembro do
ano passado, e das revisões sofridas pelos
municípios de Fátima do Sul (MS), São
João Batista (SC) e Colorado D’Oeste
(RO), que participam do projeto-piloto de
cadastramento eleitoral por sistema
biométrico no mês de março. Os números
definitivos dos eleitores em todo o país
deverão ser divulgados pelo TSE em
junho.
EXXTRA
NA REDE
Nova mídia estréia em SC
www.exxtra.com.br Uma nova
ferramenta de comunicação, em Santa
Catarina, com opções multimídias através
de um portal de notícias e entretenimento,
com muitas atrações para valorizar,
principalmente, os bons exemplos do
universo catarinense. Esta é a nova
proposta da revista Exxtra, concretizada
através dos jornalistas Ivan Lopes da Silva
e Soledad Urrutia.
Com tantos sites de notícias
disponíveis no mundo digital atual, cabe
a pergunta: O diferencial? A pluralidade
de informações locais, valorizando o
cidadão com informações dinâmicas e de
seu interesse e, ao mesmo tempo,
possibilitando um estreito canal de
comunicação entre os agentes públicos e
a sociedade em geral.
Muito mais do que uma idéia o
Portal Exxtra é um projeto já sonhado
por outros otimistas, mas realizado apenas
por quem acredita que a informação é o
elemento primordial da democracia
catarinense.
Para saber mais do portal e
descobrir a fórmula dessa idéia que
promete sucesso, a jornalista Soledad
Urrutia responde.
Exxtra – Como surgiu o projeto
Portal Exxtra?
Soledad – Conhecemos muitas
pessoas que já sonharam com um projeto
assim. Não estamos inventando nada,
apenas concretizando uma necessidade já
conhecida. O portal surgiu porque havia
vontade de encarar o desafio e a
oportunidade de desenvolvê-lo.
Exxtra – Qual é o objetivo do
portal?
Soledad – O Portal Exxtra não
é mais um portal, é uma vitrine repleta de
informação de qualidade, com destaque
para o cotidiano catarinense. O projeto
abrange e integra a revista impressa
Exxtra, com circulação mensal, e o portal
de notícias diárias, com fatos novos a cada
A jornalista Soledad Urrutia fala sobre os objetivos do projeto Exxtra
instante. E, como reforço na área
comercial e de criação de uma agência de
publicidade (www.novaagencia.com) e
uma produtora.
Entendemos que o desafio do
agente público é fazer com que a
população perceba a importância de suas
decisões e ações para o desenvolvimento
de sua cidade. E para que a população
conheça o trabalho de seus governantes,
é necessário que alguém o divulgue. Esse
alguém somos nós, através do projeto.
Esse é o nosso objetivo.
Exxtra – Como o projeto
pretende garantir espaço no mercado
jornalístico de Santa Catarina?
Soledad – Vamos conquistar
espaço no mercado porque trabalhamos
com uma iniciativa séria, fundamentada,
possível, que já conta com apoios
importantes e, principalmente, porque
nasce como um serviço, uma necessidade
alternativa de informação em Santa
Catarina.
Exxtra – Qual é a pauta que o
projeto pretende adotar?
Soledad – Vamos trabalhar com
notícias diversificadas, fatos de interesse
comum, do campo político, do mundo da
moda, do esporte, das celebridades, entre
outros assuntos. O leitor, por sua vez,
poderá interagir, sugerir, cobrar, criticar,
enfim, a informação será uma utilidade
pública de direito de todos, que vai
beneficiar, direta ou indiretamente, o
cidadão.
Exxtra – Como fazer para que
o projeto interesse ao cidadão,
concretamente?
Soledad – Sabemos que existe
uma distância enorme entre os agentes
públicos e a sociedade em geral. É comum
ouvirmos que é falta de interesse, porém,
acreditamos que é falta de oportunidade. É
essa distância que pretendemos diminuir
com o projeto, fazendo com que o cidadão
perceba a importância da participação social
nos processos públicos, sejam eles políticos,
sociais, recreativos etc.
Exxtra – O público alvo é o
cidadão?
Soledad – Ele vai propiciar o
encontro entre os interesses de
administradores e da população,
beneficiando os dois. O público alvo
somos todos nós, cidadãos inseridos num
contexto democrático, dignos do direito
de informação de qualidade.
Exxtra – Por que anunciar no
portal?
Soledad – Anunciar no Portal
Exxtra é sinônimo de responsabilidade e
respeito com os cidadãos. Significa diálogo
e resulta numa oportunidade de
comunicação dinâmica.
Exxtra – E por que acessar
www.exxtra.com.br?
Soledad – O exxtra.com.br é
uma oportunidade para formalizar o
desejo de contribuir com o bem-estar
social, pois todos nós também somos
responsáveis pelos atos de nossos
governantes. É uma mistura de
entretenimento e informação.
Exxtra 31
G
ENTE
Jornalista Sílvia
Mendes
Chapecó e região
ficaram de luto com o
falecimento da jornalista Sílvia
Regina Mendes, vítima de
câncer no aparelho digestivo.
Graduada em Letras e
Jornalismo, Sílvia se destacou
por seu trabalho na imprensa
de Chapecó e também como
escritora, através do livro
“Retratos de Exclusão”,
trabalho realizado para a
conclusão do curso de
jornalismo da Unochapecó.
Sílvia era casada com o
também jornalista e Diretor do
Centro de Comunicação e
Artes da Unochapecó, Dirceu
Hermes, e deixa uma filha,
Marília, de 16 anos.
O vice-governador
Leonel Pavan, o presidente da
empresa italiana de caminhões
Iveco para a América Latina,
Marco Mazzu, e o prefeito de
Palhoça,
Ronério
Heiderscheidt, participaram na
noite do dia 30 de janeiro da
inauguração de mais uma
concessionária da empresa em
Santa
Catarina.
O
empreendimento é do grupo
Dalçóquio, que atua há 39 anos
no ramo de Transporte, Postos
e Portos, com sede em Itajaí. Os
investimentos, da ordem de R$
500 mil, devem gerar no
município 30 empregos diretos,
ocupando uma área construída
de mil metros quadrados na BR
101, Km 117, no Bairro Aririú.
Prêmio Fiesc de Jornalismo
Grupo italiano
Vice-governador, prefeitos e empresáriosa
Beto Carrero
O primeiro projeto de lei de 2008, de autoria da Mesa da
Assembléia Legislativa, foi protocolado no dia 6 de fevereiro pelo
presidente da Casa, deputado Julio Garcia (DEM). O Projeto
denomina “Beto Carrero” a rodovia que liga a BR-101 à Rua
Inácio Francisco de Souza, no município de Penha, acesso ao
parque multitemático Beto Carrero World.
Aniversário
A TVAL recebeu o Prêmio do Sistema da Federação das Indústrias do
Estado de Santa Catarina (Fiesc) de Jornalismo na categoria televisão. O
documentário SantaTec, que mostra o desenvolvimento tecnológico no
estado, foi o vencedor da premiação instituída em 1985 e que destaca as
melhores reportagens sobre a economia industrial catarinense. Criado há
23 anos, o Prêmio Fiesc objetiva reconhecer e valorizar os profissionais e
empresas de comunicação social. Assim, a instituição incentiva a pesquisa e
a divulgação de dados e reportagens enfocando a economia industrial, bem
como a contribuição do setor produtivo para Santa Catarina.
O vice-presidente da Fiesc, Glauco José Corte, avaliou que “a
intenção maior da premiação é homenagear a imprensa catarinense pela
forma ética e competente com que exerce seu trabalho e aborda temas
relevantes para o estado”. O documentário SantaTec levou três meses
para ser produzido e utilizou duas equipes de telejornalismo da Assembléia
Legislativa.
Além da idealizadora, a equipe da TVAL contou com a direção
de Waldir Maurício e Nelson Wolter, texto e edição de Suelen Costa e
Tatiana Kinoshita, imagens de Rodrigo Ramos e Marcelo Silva, finalização
de Everton Medeiros, arte de Rogério Vide, apoio de Darci Costa e
coordenação de TV de Marise Ortiga Rosa. Prestigiando a entrega, o
presidente da Assembléia, deputado Julio Garcia.
32
32 Exxtra
Como já é de praxe,
todo ano o professor Adelcio
Machado dos Santos (foto
acima)reúne os seus amigos
numa grande festa para
comemorar o aniversário.
Com mais um ano de vida, o
presidente do Conselho
Estadual de Educação também
comemora a extensa lista de
livros publicados, tornando-se
o escritor, nas horas vagas, com
maior número de títulos
editados em Santa Catarina.
Adelcio também dedica boa
parte de seu tempo prestando o
seu conhecimento jurídico, na
área da legislação eleitoral,
prestando serviço ao Diretório
Estadual do PMDB, partido em
que figura, há duas décadas,
como secretário-adjunto.
G
ENTE
Procurador Geral
O advogado Sadi
Lima assumiu no dia 21 de
janeiro o cargo de Procurador
Geral do Estado, em
substituição a Adriano
Zanotto. A solenidade
aconteceu no Teatro Álvaro
de Carvalho, na Capital, diante
de uma platéia de 200 pessoas.
O governador Luiz Henrique,
Nova Agência
em seu pronunciamento,
elogiou Sadi Lima por aceitar o
desafio de assumir o cargo. Sadi
Lima presidiu a OAB-SC entre
fevereiro de 1979 e janeiro de
1981. Também exerceu o cargo
de Procurador Geral do Estado
entre março de 1990 e janeiro
de 1991, durante o governo de
Casildo Maldaner.
Sadi Lima e Luiz Henrique da Silveira
Marjory lança CD
Após o lançamento do seu
segundo álbum, no final do ano,
na Assembléia Legislativa, a
cantora Marjory vem
colhendo os frutos do sucesso.
Natural de Curitiba, Marjory
começou a cantar aos 13 anos,
participando de festivais em sua
cidade natal. Portadora de
deficiência visual, Marjory não
abandonou seu sonho de
cantar e aos 17 anos se mudou
Dirigentes do TJ
O Tribunal de Justiça de Santa
Catarina já tem novo
presidente. Em cerimônia
realizada em Florianópolis no
dia 1º de fevereiro o
desembargador Pedro Manoel
Abreu transferiu o cargo para
o desembargador Francisco
José Rodrigues de Oliveira Filho
(foto ao lado). Natural de
Niterói (RJ), 68 anos de vida,
39 deles dedicados a
magistratura catarinense,
para a Capital catarinense para
realizar apresentações com a
banda da Base Aérea, no CIC, em
programas da rede local de
televisão. Atualmente Marjory,
além de cantar trabalha na
ouvidoria de uma empresa de
telemarketing, em Florianópolis,
porém a paixão pela música e a
falta de tempo para conciliar as
duas funções estão fazendo a
jovem de 23 anos pensar em
abandonar o trabalho pra se
dedicar somente à música.
A
agência
de
propaganda Novo Rumo
agora tem uma nova
denominação, conforme
informa o seu diretor, o
publicitário Arnaldo Silva
(foto). “Nova Multiagência é
para quem acredita que uma
nova idéia não nasce apenas
para ser diferente, mas para
fazer a diferença”, diz ele.
Fortalecendo as boas
idéias, Nova é uma agência
que está reinventando a própria
maneira de ser e se comunicar.
Arnaldo diz que por
ser nova é estar com olhos
abertos para o futuro. “É
conhecer não só os
consumidores, mas as
pessoas. Não é apenas seguir,
mas criar tendências. É unir
planejamento estratégico,
marketing, publicidade e
interatividade,
para
desenvolver soluções com
foco no seu resultado”,
enfatiza.
Oliveira Filho havia sido eleito
para o cargo em sessão do Pleno
no último dia 3 de dezembro de
2007. Ele assume o posto de
chefe do Poder Judiciário de
Santa Catarina para o biênio
2008-2009. A sessão solene
ocorreu no recém-inaugurado
Tribunal Pleno do TJ, com a
presença de mais de 500
pessoas. O governador Luiz
Henrique da Silveira e o
presidente da Assembléia
Legislativa, deputado Júlio
Garcia, prestigiaram o evento.
Exxtra 33
Exxtra
Renato Vianna e Casildo Maldaner, respectivamente presidente e diretor do BRDE
Pomerode (acima), com uma população 22
mil habitantes é a cidade mais alemã do País.
É o principal pólo gastronômico da região.
Fundada em 1959, a cidade conta com um
dos mais diversificados parques industriais
do Estado, incluindo metalúrgicas,
confecções, indústrias químicas e
moveleiras. A agricultura é responsável por
7% da arrecadação municipal.
INDÚSTRIA DE CIMENTO EM SC
Fábrica que será instalada em Pomerode exigiu investimento de R$ 45 milhões
A
liquidez da economia afetou
diretamente o setor de
construção civil, que exige
cada vez mais insumos. Para
atender a esta demanda, empresários de
Pomerode, no Vale do Itajaí, irão instalar
a primeira fábrica de cimento do Estado.
Com um financiamento total de R$ 45
milhões, dentre os quais R$ 14 milhões
repassados pelo Banco Regional de
Desenvolvimento do Extremo Sul –
BRDE. A Supremo Cimento ampliará seu
parque produtivo com a construção de
uma fábrica de clínquer, principal
componente do cimento.
A Supremo Cimento atua no
mercado desde 2004, mas até então
comprava o clínquer de outros
fornecedores – inicialmente nacionais e
latino-americanos, e por último da China.
Em Santa Catarina eram realizadas a
mistura e moagem dos componentes e
depois a ensacagem, processo também
feito por outras indústrias de cimento no
Estado. Com a produção própria do
clínquer, a empresa será a primeira a
concentrar toda a operação de forma
verticalizada, gerando uma economia de
aproximadamente 55%. Com exceção da
34 Exxtra
extração do calcário, feita em uma jazida
no Paraná, toda a produção ficará próxima
ao principal mercado consumidor – o
litoral catarinense. A empresa deve atingir
a auto-suficiência de clínquer em um ano.
Atualmente a empresa produz 48
mil toneladas/ano de cimento do tipo CPII e CP-IV, ambos com selo de qualidade
BVQI (Bureau Veritas Quality
International), que atesta o atendimento
às normas ABNT-NBR. Com a produção
própria do clínquer, ampliação do parque
industrial e a modernização das máquinas,
a capacidade instalada será de 335 mil
toneladas/ano. Somente de ICMS, a
empresa vai gerar aos cofres públicos R$
4,3 milhões já neste ano. Em 2006, esse
valor foi de R$ 150 mil. Além disso, a
fábrica vai gerar 70 novos empregos
diretos.
“O pioneirismo dessa iniciativa,
que movimentará fortemente a economia
catarinense, comprova a atenção que o
BRDE dedica a setores de forte demanda,
como é o caso da construção civil”, afirma
o presidente do Banco, Renato Vianna.
“Apesar de ser um setor fortemente
dominado por algumas poucas indústrias,
fazemos questão de apostar no potencial
do empreendedor catarinense”, ressalta o
diretor financeiro, Casildo Maldaner.
Para 2008, a previsão é de que o
faturamento da Supremo ultrapasse R$ 40
milhões – em 2006 o valor ficou na casa
dos R$ 7 milhões. Atualmente, a
distribuição de vendas se concentra em
Santa Catarina, cerca de 90%. A
expectativa, de acordo com os
empresários, é de que essa porcentagem
possa ser de 75%, representando um
acréscimo significativo no atendimento a
outras regiões, em especial a Sul.
Dados do Sindicato Nacional de
Indústrias do Cimento referentes a 2006
mostram a defasagem do setor de
produção de cimento em Santa Catarina.
O Estado produz somente 222 mil
toneladas/ano, aproximadamente 12% da
quantidade que consome – 1,836 milhão
toneladas/ano. Com a presença da nova
fábrica, esse número deve passar para
23% em 2011, quando está previsto o pico
de produção da empresa. A maior parte
do cimento utilizado em Santa Catarina
vem do Paraná e de São Paulo. O Brasil
ocupa a 10ª colocação entre os maiores
produtores, com 1,7% da produção
mundial, e a 9ª em consumo, 1,64%.
Foto: Neiva Daltrozo
JUSTIÇA
SOB
NOVA
DIREÇÃO
O desembargador Francisco
Oliveira Filho assume
Tribunal de Justiça de SC
Solenidade de posse do desembargador Francisco José Rodrigues de Oliveira Filho
Tribunal de Justiça de Santa
Catarina já tem novo
presidente. Em cerimônia
realizada em Florianópolis (1º/
02), o desembargador Pedro Manoel Abreu
transferiu o cargo para o desembargador
Francisco José Rodrigues de Oliveira Filho.
Natural de Niterói (RJ), 68 anos de vida, 39
deles dedicados a magistratura catarinense,
Oliveira Filho havia sido eleito para o cargo
em sessão do Pleno no último dia 3 de
dezembro de 2007. Ele assume o posto de
chefe do Poder Judiciário de Santa Catarina
para o biênio 2008-2009. A sessão solene
ocorreu no recém-inaugurado Tribunal
Pleno do TJ, com a presença de mais de 500
pessoas. O governador Luiz Henrique da
Silveira e o presidente da Assembléia
Legislativa, deputado Júlio Garcia,
prestigiaram o evento.
Em seu discurso de posse, Oliveira
Filho fez menção inicial aos problemas
enfrentados pelo Estado com as fortes chuvas
registradas, que atingiram principalmente a
região da Grande Florianópolis. Prestou
solidariedade ao governador, presente a
cerimônia, a quem desejou força para vencer
as adversidades causadas pelo tempo. Em
seguida, o magistrado enalteceu
personalidades que marcaram a história do
Judiciário catarinense, nas pessoas dos
desembargadores Tereza Grisólia Tang,
Eduardo Luz e Aires Gama. Todos, ao seu
tempo, pioneiros, tanto na postura pessoal
como na implantação de serviços. Por fim,
anunciou os principais pontos de sua recém
iniciada gestão. “Precisamos rejeitar a
síndrome do possível; é preciso ir atrás do
melhor”, exortou o novo presidente do TJ.
Dever
cumprido – O
desembargador Pedro Manoel Abreu, em sua
última sessão como presidente, disse estar com
a sensação do dever cumprido. “A
profissionalização da gestão pública foi a nossa
meta, a partir da racionalização dos serviços
judiciários”, explicou. Segundo ele,
administrar e gerir bens públicos, mais que
um projeto pessoal, é um exercício de
cidadania e um aprendizado político. Ao
transferir o cargo, o magistrado foi
homenageado com o descerramento de sua
foto para a galeria dos ex-presidentes do TJ,
realizada por sua esposa, Jane Abreu.
“Agradeço a todos os colaboradores nessa
jornada que hoje se encerra, mas
principalmente aos meus familiares, a quem
privei de um contato maior neste período por
conta dos compromissos profissionais”,
lembrou.
Novos dirigentes – A cerimônia,
abrilhantado pela Banda da Polícia Militar e
pela Camerata Vieira, marcou também a posse
do novo corpo diretivo do Poder Judiciário
para o biênio 2008/2009: desembargador
Alcides Aguiar, 1º Vice-Presidente;
desembargador Anselmo Cerello,
Corregedor-Geral da Justiça; desembargador
Volnei Ivo Carlin, 2º Vice-Presidente;
desembargador Nelson Juliano Schaefer
Martins, 3º Vice-Presidente; e desembargador
Gaspar Rubik, Vice-Corregedor-Geral da
Justiça.
“Síndrome do possível” –
“Precisamos rejeitar a síndrome do possível; é
preciso ir atrás do melhor”. A frase, de autoria
do desembargador Francisco José Rodrigues
de Oliveira Filho, novo presidente do Tribunal
de Justiça de Santa Catarina, representa seu
O
pensamento sobre a gestão que teve início na
manhã desta sexta-feira (1º/02), em cerimônia
de posse bastante concorrida, prestigiada por
autoridades, magistrados, advogados,
procuradores, promotores, servidores,
familiares e amigos – cerca de 500 pessoas
lotaram o auditório do TJ.
Ao mesmo tempo em que assegurou
a continuidade administrativa, Oliveira Filho
indicou que alguns ajustes serão realizados
para a implementação dos projetos da nova
gestão. Na primeira sessão do Pleno sob sua
presidência, marcada para o próximo dia 11
de fevereiro, o presidente pretende apresentar
ato regimental que propõe a criação de um
Conselho de Gestão Judiciária e Políticas
Públicas, integrado por desembargadores e
representantes da magistratura de 1º Grau,
Ministério Público, OAB e servidores. Quer
também colocar em discussão a criação de
câmaras especiais no interior, a começar pela
Comarca de Chapecó, com a presença de
desembargadores-substitutos.
No plano de gestão do recémempossado presidente do TJ consta ainda
proposta de extinção da entrância
intermediária, como forma de garantir maior
permanência dos magistrados em suas
comarcas, evitando assim constantes
deslocamentos e seus custos inerentes.
A idéia é transformá-las em Fóruns
municipais, a partir da premissa de que todas as
cidades do Estado são comarcas não instaladas,
incluindo entre seus serviços unidades fiscais e
juizados especiais tanto cíveis quanto criminais.
“Assumo com a certeza de poder contar com a
leal cooperação de magistrados, advogados,
procuradores, promotores e servidores, em busca
de nossos objetivos”, concluiu Oliveira Filho.
Exxtra 35
Fotos: Soledad Urrutia
Zona Franca
Entrevista exclusiva
PAULO AFONSO
UM JOVEM LÍDER POLÍTICO
assessoria do senador Neuto De Conto
– Ivan Lopes da Silva
– Soledad Urrutia
E
(PMDB). Voltou a ser noticia na mídia
na condição de estar entre os nomes
l e completará 50 anos no cotados para presidir a maior estatal do
próximo mês de maio, mas Sul do País, a Eletrosul. Preterido para
com 35 anos já era governador ocupar um cargo no Governo Luiz
do estado de Santa Catarina Henrique (PMDB), ele já esboça o desejo
(1995-1999).
Filho
do
ex-deputado de disputar uma cadeira ao Senado nas
Eugênio Doin Vieira, Paulo Afonso eleições de 2010.
Evangelista Vieira nasceu em Teresina
Por mais de uma hora, em seu
(PI), iniciou a sua trajetória política no escritório
em
Florianópolis,
Paulo
PMDB, partido que já presidiu e hoje Afonso falou com exclusividade ao Portal
ocupa uma das vice-presidências. Foi e a Revista Exxtra, lembrando das
deputado estadual Constituinte (1987- realizações
1991) e deputado federal (2003-2007), comentando
sempre pelo mesmo partido.
Incansável
estado,
visitando
em
viajar
companheiros
pelo
do
o
seu
atual
Governo
quadro
e
político
estadual.
Leia, abaixo, uma parte desta
do entrevista, que está disponível completa no
partido, não disputou as últimas eleições. Portal Exxtra (www.exxtra.com.br), no
Sem mandato eletivo, hoje colabora na link “Entrevista”.
Exxtra – O senhor é, talvez, o político que
teve a maior ascensão política de Santa
Catarina, com um pouco mais de 30 anos
de idade, passando de um mandato de
deputado estadual, direto para o Governo
do Estado. O que esse fato representa para
o cidadão Paulo Afonso, hoje sem mandato
eletivo?
Paulo Afonso – A vida me deu
oportunidades, experiências e situações
muito mais rápidas e muito mais
antecipadamente do que para a maioria
esmagadora das pessoas, e eu agradeço a
Deus, mas eu paguei um preço por isso. O
fato de eu ter sido tão precocemente
governador e ter contrariado e derrotado
políticos mais experientes – históricos,
inclusive do próprio partido –, fez com que
sempre houvesse resistência e desconforto,
da parte dessas pessoas, para comigo e o
meu trabalho.
Zona Franca
Entrevista exclusiva
Exxtra – O quê o seu governo deixou de
positivo e de negativo para a sociedade
catarinense?
Paulo Afonso – Positivo, sem dúvida, foi
a postura municipalista e o trabalho nos
municípios. Eu digo isso com muito orgulho
porque nunca trabalhamos isso com
marketing; nunca houve publicidade nesse
sentido; nunca foi dito: “este é um governo
municipalista”. Nunca se fez isso, mas a
marca, a visão que se tem, é exatamente essa.
Dez anos se passaram, três governos
passaram, e ainda hoje as pessoas, com
ênfase e intensidade, mencionam isso e o
número de obras realizadas. Com todo
respeito ao atual Governo e outros
Governos, em um grande número de
municípios, a quantidade de obras do meu
Governo continua superando diferentes
Governos; anteriores e posteriores; em
quantidade; em importância; em dimensão;
e em significado para a população.
Inegavelmente o que ficou de
marca ruim foi à questão das Letras, pela
forma como ela foi tratada aqui em Santa
Catarina. Eu digo sempre, quando me
perguntam, que a mesma coisa aconteceu
em Pernambuco, de uma forma
parecidíssima, quase literalmente a mesma
coisa. Lá não teve nada do que aconteceu
aqui. Pelo contrário. Hoje o artífice da
operação lá em Pernambuco já foi ministro
de Estado, hoje é governador (Jarbas
Vasconcellos), é um nome muito lembrado
para presidente da República. Aqui, vira e
mexe, se cobra isso como se fosse um delito,
muito embora já tenha havido, inclusive,
decisão favorável do Supremo Tribunal
Federal. Eu sei que essas coisas negativas
são muito fáceis de serem propagadas e
muito mais difíceis de serem removidas do
que as coisas boas.
Exxtra – O que mudaria no Governo Paulo
Afonso se o senhor fosse governador hoje?
Paulo Afonso – Se o tempo voltasse atrás
e fosse de novo 1º de janeiro de 95, com
certeza, eu praticaria todos os mesmo atos,
todos, todos, pode grifar. Da mesma forma e
da mesma maneira, porque tudo o que eu
fiz, fiz acreditando que estava fazendo o mais
certo e melhor para a população. Agora,
evidentemente, se eu fosse governador,
“Em Santa Catarina o
PMDB é muito forte,
porque ele é
enraizado,
é uma
coisa já
da religião,
da paixão”
“A quantidade de obras do meu Governo continua superando
diferentes Governos; anteriores e posteriores”
novamente, muitíssimas coisas seriam
a eleição, que eu sabia seria difícil, dificílima,
diferentes. Até porque o mundo é diferente,
mas era o momento de poder mostrar, como
a realidade política é diferente, assuntos que
se mostrou.
antes eram polêmicos, difíceis, hoje são
tranqüilos. Eu às vezes acho que me
Exxtra – Há algum projeto para 2010? Já
antecipei em muitas coisas. Quando a gente
não é mais secreto que o senhor deseja
falava em determinados pontos da realidade
disputar a eleição para o Senado. O
administrativa, enfrentava resistência de
governador Luiz Henrique também vai para
sindicatos de funcionários, de setores
a mesma direção. Como equacionar essa
beneficiados. Hoje é tranqüilo. Hoje, por
possibilidade dentro do partido?
exemplo, está na pauta o Fundo da
Previdência. “Ah, por que os outros
Paulo Afonso – Eu não tenho projeto,
governos não fizeram?”. Não havia menor
ainda. O meu projeto anterior, quando
condição política e a realidade fatídica para
terminou meu mandato de deputado, era que
fazer Fundo de Previdência. Hoje sim, mudou
de alguma maneira eu estaria ajudando e
a previdência nacional, o PT já não é mais
colaborando no governo do PMDB,
contra, as coisas mudaram. O processo ficou
imaginei que isso acontecesse em alguma
mias fácil.
função, que exerceria com dedicação e
entusiasmo, e ao final do período verificaria
Exxtra – A sua decisão de bater chapa no
se era interessante, não para mim, mas para
partido com Eduardo Pinho Moreira,
o conjunto disputar ou não alguma eleição.
buscando a recandidatura ao Governo do
Mas não exerceria o cargo com intenção de
Estado não foi um equívoco?
disputar alguma eleição, até porque seria
uma bobagem. Se fosse assim, eu teria
Paulo Afonso – O Eduardo era o candidato
disputado de novo para deputado ou
natural, desde o início, mas não sei se por
senador. Eu não precisaria passar por um
influência de algumas pessoas, ou ele
cargo de secretário ou diretor de empresa,
pensou que seria viável fazer uma campanha
para ser candidato. Só seria candidato se o
para o Governo, no partido do governo,
partido entendesse que fosse importante,
apoiado pelo governo e não tendo nada
ou então continuara exercendo a função.
haver com o Governo. Mas, isso não
Esse era o meu projeto. Evidentemente que
funcionaria, a meu juízo. A forma de colocar
isso não aconteceu, não estou no Governo.
as coisas do Governo que foram importantes
e que foram boas, e ter o espaço, era disputar
SEGUE...
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Zona Franca
Entrevista exclusiva
em fim, é natural isso, parece que não vai
dar certo. Mas, quando o governador Luiz
Henrique está no circuito, essas coisas
obedecem outras regras. Então é difícil fazer
uma previsão. Eu diria assim: se ele estiver
decidido, com a intenção de que se viabilize
uma candidatura única, provavelmente
haverá uma candidatura única, porque ele
tem essa capacidade.
Exxtra – Não houve nenhum convite do
Governo?
Paulo Afonso – Não, não houve convite
no Governo. E isso mudou um pouco. Está
na hora de começar a ver o que pode ser
feito à frente. Então esse projeto não existe,
nunca existiu. Então, neste momento, estou
definindo. Muita gente me incentiva a uma
disputa na próxima eleição. Por onde eu
passo insistem para que eu volte a ter
mandato e dispute uma eleição. Mas eu vou
ver o quadro com cuidado. Evidentemente
que quando se fala do Senado, eu sei que a
notícia ocorreu, sempre é importante
lembrar, para que as pessoas tenham a
informação, que a eleição tem duas vagas
para o Senado. Não se trata de disputar um
candidato contra o outro, mas candidatos
que o partido pode oferecer.
Exxtra - Quanto à questão Eletrosul, o
senhor está sendo rejeitado pelo PT para
assumir qualquer função na estatal?
Paulo Afonso - Eu quero acreditar que não
seja verdade. Eu tive um excelente convívio
com os parlamentares do PT em Brasília.
Trabalhamos juntos, e eventuais arestas que
existiam antes, tenho certeza que
desapareceram.
Exxtra – O presidente estadual do PMDB,
Eduardo Pinho Moreira é, hoje, dentro do
partido, o candidato natural ao Governo
do Estado. O senhor concorda com esse
encaminhamento ou também deseja colocar
o seu nome à disposição dos
peemedebistas?
“O PMDB é um fenômeno da
política, sobre qualquer
aspecto. O PMDB é um
partido que para todos os
teóricos já teria acabado há
muito tempo”
Paulo Afonso – Eu acho que a candidatura
do Eduardo já foi planejada com
antecedência. Ela vai sendo construída ao
longo do tempo, não há contestação no
partido a essa pretensão. O importante agora
é a viabilização do ponto de vista de
eventuais composições, com outras siglas,
e da própria difusão popular. Do ponto de
vista interno do partido, me parece já estar
resolvido e, até diria, bem resolvido.
uma popularidade enorme, mas, se a eleição
fosse hoje partido do presidente (PT) seria
fragorosamente derrotado, segundo as
pesquisas de opinião pública. Isso parece
uma contradição, entre aspas. Então podem
afirmar que na campanha se corrige, mas é
difícil avaliar, porque podem dizer que na
campanha o presidente vai eleger o seu
candidato. Já vimos isso acontecer inúmeras
vezes; e já vimos isso não acontecer
inúmeras vezes. Eu acho que o ambiente
positivo, que parece que o governo Luiz
Henrique deixa, facilita os candidatos
vinculados. Mas, em Santa Catarina tudo é
possível.
Exxtra - O sucesso de um Governo somente
o eleitor, com o tempo, é que pode avaliar.
Luiz Henrique, até que provem o contrário,
está fazendo um Governo positivo, levando
em consideração a sua reeleição para um
novo mandato. Esse fato facilita a eleição
de um peemedebista na sucessão de 2010?
Paulo Afonso - A política não tem regra.
As coisas que valem uma vez, não valem na
outra. Coisas que parecem óbvias num
momento não funcionam com obviedade.
Então, é muito relativo. Veja, por exemplo, o
caso da questão nacional. O Governo Lula
é extremamente bem aceito; o presidente tem
Exxtra - O senhor acredita que a tríplicealiança (PMDB, PSDB e DEM) será
preservada na disputa eleitoral de 2010?
Paulo Afonso - As coisas com o
governador Luiz Henrique se articulam. O
que você pensa que não vai dar certo, depois
dá certo. Teoricamente não daria certo; o
Pavan quer ser governador, o Eduardo quer
ser governador, o Colombo também quer ser,
Exxtra - O PMDB elegeu nos últimos três
pleitos municipais, em média 115 prefeitos.
Qual o prognóstico para 2008?
Paulo Afonso - Eu um dia, se Deus quiser,
vou escrever alguma coisa sobre o PMDB.
O PMDB é um fenômeno da política, sobre
qualquer aspecto. O PMDB é um partido
que para todos os teóricos já teria acabado
há muito tempo; o PMDB está para acabar a
cada eleição; o PMDB se mete em
confusões, algumas que merecem
repreensão, outras que são forjadas. O
desdobramento popular devia ser o
aniquilamento, mas não, o PMDB se
fortalece a cada etapa e a cada momento.
Mas ao mesmo tempo, é um partido que
nunca teve a oportunidade de se quer
chegar perto da Presidência da Republica.
O que é uma contradição a um partido
político, mas, quando vota para governador,
para deputado ou prefeito, chove voto para
o PMDB. É um fenômeno político.
Em Santa Catarina o PMDB é muito
forte, porque ele é enraizado, é uma coisa já
da religião, da paixão. Além disso, e por força
disso e da militância, em todos os municípios
nós temos sempre bons nomes para
disputar uma eleição. Nós nunca
disputamos uma eleição só para figurar;
sempre disputamos uma eleição com
candidato viável. Evidentemente, alguns
ganham e outros não, mas a maioria ganha,
nós sempre fazemos a maioria de prefeitos.
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