20 anos, um jovem adulto

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20 anos, um jovem adulto
VISION JANEIRO 2016
NEWSLETTER DO BANCO BNP PARIBAS BRASIL
20 anos, um jovem adulto
SANDRINE FERDANE | PRESIDENTE DO BANCO BNP PARIBAS BRASIL
E
m 2016, nosso banco celebra 20 anos no
Brasil como banco múltiplo. Estamos presentes no país desde 1950, e desde 1996
operamos também com uma licença bancária local. Antes disso, no Brasil, havia o Paribas e o BNP. O primeiro atuava como assessor em
privatizações e emissões internacionais, enquanto
que o BNP dava o grande passo para tornar-se verdadeiramente brasileiro ao investir numa plataforma local.
Com a fusão dos dois em 1999, o agora BNP Paribas não
parou mais de crescer, com resultados sólidos e recorrentes.
Nossos ativos ultrapassaram 45 bilhões de reais em 2015,
operamos de forma relevante em 15 linhas de negócios no
mercado local e nos orgulhamos de contar com a confiança
de mais de 6.500 clientes, entre indivíduos, empresas e investidores institucionais.
Ao banco se juntaram duas empresas: a Cetelem em 1998,
atuante no crédito pessoal, e a Arval em 2006, gestora de
frotas de veículos. Junto com a Seguradora Cardif, o Grupo
BNP Paribas emprega hoje mais de 1.800 colaboradores diretos no Brasil.
O banco também estabeleceu sólidas relações
com a sociedade brasileira, contribuindo para uma
maior igualdade social através de várias iniciativas
como, por exemplo, a concessão de microcrédito e
a promoção da cultura brasileira para o mundo, caso do livro de Vik Muniz patrocinado pela Fundação
Cultural BNP Paribas Brasil.
Todos esses avanços foram conquistados em
condições não menos desafiadoras do que as de hoje: crises de Ásia, Rússia e Brasil de 97 a 99, crise da Argentina
em 2001, eleições presidenciais em 2002 e crise financeira
global em 2008. Quero lembrar a determinação e a visão
de meus antecessores Jean-Marc Torre, Bernard Mencier
e Louis Bazire ao enfrentá-las, e afirmar o quanto confio
nas nossas equipes, motivadas e talentosas, para o nosso
futuro.
Sou muito otimista em relação ao Brasil, um país líder em
muitas frentes, cuja sociedade está promovendo uma corajosa e necessária transformação. O BNP Paribas está aqui,
mais do que nunca, para apoiar nossos clientes, aos quais
agradeço imensamente pela confiança.
Nesta edição:
Fundos internacionais e o investidor brasileiro 2
Análise: 2016 será de riscos e oportunidades 2
Vik Muniz e seu catalogue raisonné 4
O banco para um mundo em mudança
Fundos internacionais: chegou a hora do investidor brasileiro
FIQUE POR DENTRO
SECURITIES SERVICES
A
BNP Paribas Securities Services Brasil
vestimentos de forma mais diversificada, realoapresentou em 24 de novembro o 4º Simcando assim a porcentagem de investimento dopósio Anual de Fundos. Dirigido a gestoméstico.
res, no centro das discussões estiveram
Essa tendência pode ganhar força com a noos principais fatores de mudança e desava regulamentação ICVM 558, permitindo que os
fios para os investimentos no exterior, e as ferrafundos de investimentos locais aloquem mais atimentas da tecnologia digital.
vos no exterior.
Executivos sêniores do Banco do Brasil DTVM,
Bradesco Wealth Management, XP Investimentos
Além disso, foram abordadas diversas mudane FundQuest expuseram, com conselhos práticos,
ças causadas pela tecnologia digital e a reação da
suas visões de como e por que os fundos
indústria em relação a esta tendência. Este poninternacionais estão cada vez mais acessíveis aos
to foi apresentado por Guilherme Horn, Diretorinvestidores brasileiros.
-Gerente de Serviços Financeiros da Accenture,
Olhando para os indicadores do mercado, foi O mundo se abre ao investidor brasileiro
e por Philippe Denis, Chief Digital Officer da BNP
possível verificar que durante os últimos anos, daParibas Securities Services, que discutiram como
das as excelentes oportunidades de investimentos que abundavam no
e quanto a tecnologia digital remodela a cadeia de valor dos fundos.
Brasil, os brasileiros não sentiam a necessidade de realizar investiÉ importante destacar que desde o final dos anos 1980 a tecnologia
mentos lá fora. O cenário econômico brasileiro era positivo em relação
vem automatizando os processos existentes, desencadeando mudanao resto do mundo, especialmente depois da crise de 2008. Porém, nos
ças positivas em todos os setores envolvidos.
últimos anos, a economia brasileira tem enfrentado dificuldades, e o
Atualmente, a digitalização da informação e a portabilidade de dissentimento público sobre o futuro tornou-se mais cauteloso.
positivos eletrônicos têm recriado o mundo físico em um formato digiNesta medida, os investidores brasileiros têm direcionado seus intal, ampliando possibilidades nunca antes imaginadas.
2016: risco e oportunidade
Marcelo Carvalho
Economista-Chefe do BNP Paribas para
América Latina
2015 foi um ano difícil. A economia afundou em recessão,
a inflação bateu na casa dos
dois dígitos e o desemprego começou a subir rapidamente. As contas do governo fecharam no vermelho, e
o país perdeu o selo de bom
pagador — o chamado grau
de investimento, dado pelas
agências de classificação de risco.
O que esperar de 2016? Não será um ano
fácil na economia. Mas se o país fizer sua lição
de casa e começar a avançar nas reformas estruturais, estaremos preparando as bases para
um futuro melhor. A palavra “crise” em chinês
é composta por dois ideogramas: um quer dizer
perigo; o outro, oportunidade. Ainda que haja algum debate sobre a precisão etimológica desta descrição, o conceito parece se aplicar bem
à situação do Brasil hoje. Há perigos pela frente,
sim. Mas há também oportunidades. A sabedoria estará em reconhecer os perigos, mas também saber aproveitar as oportunidades. Cabe a
nós construir o amanhã.
2 | VISION Janeiro / 2016
Presença do BNP Paribas
no mercado de Cash
Management
CASH MANAGEMENT
E
m sua segunda participação na conferência da
EuroFinance no Brasil, o BNP Paribas uma vez
mais ratificou sua presença no mercado brasileiro de Cash Management. Considerada como um
dos pilares do Banco, a área de Cash Management
vem recebendo uma série de investimentos, o que
confirma sua posição estratégica para a instituição.
Diante de um cenário de incertezas, volatilidade
e alta taxa de juros, onde informações imprecisas
poderão gerar custos adicionais, as empresas buscam cada vez mais a otimização em sua gestão financeira, tornando fundamentais os aspectos ligados à automação de processos
para eficiência operacional,
racionalização das relações
bancárias, e às questões de liquidez e de gestão do caixa.
Além dos pagamentos e recebimentos, o Cash Management do BNP Paribas tem o
objetivo de atuar como um parceiro dos clientes, oferecendo
Carlos Freire e Luciana soluções para um melhor geKang, executivos
renciamento do seu dia a dia fida área de Cash
nanceiro.
Management
Melhor gestora
de fundos DI e
Curto Prazo
ASSET MANAGEMENT
Uma pesquisa exclusiva da
Fundação Getulio Vargas (FGV)
para a revista Exame revela
quais são os melhores especialistas de fundos do país em diferentes categorias — ações, DI,
multimercados e renda fixa. Gilberto Kfouri, responsável pela
gestão dos Fundos de Renda Fixa
e Multimercados da BNP Paribas
Asset Management, foi premiado como melhor gestor de Renda
Fixa (Especialista – Fundos DI e
Curto Prazo).
ACONTECE
Exposição do pintor Marcos Brêtas
"Ya’ayouni", por Hilal Sami Hilal
n Ocorreu no dia 1º de outubro uma visita à exposição de Marcos
Brêtas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, patrocinada pela
Fundação Cultural BNP Paribas. O evento contou com a presença de
140 pessoas, entre as quais clientes de diversas áreas.
Aos convidados foi oferecido um coquetel exclusivo no restaurante
Laguiole e a visita foi guiada pelo curador Luiz Camillo Osório.
n No dia 20 de outubro foi realizado um coquetel exclusivo e visita guiada com a curadora Denise Mattar à exposição Ya’ayouni, do
artista Hilal Sami Hilal. O evento ocorreu na Galeria Marília Razuk,
no Itaim Bibi, e contou com a presença de 90 pessoas.
O curador Luiz Camillo Osório fala sobre a pintura de Brêtas
O público pôde ter contato direto com a obra
Lançamento do catálogo
completo de Vik Muniz
Pedro Corrêa do
Lago, Sandrine
Ferdane e Vik Muniz
apresentaram a obra
para um grande
público de convidados
Bridging the Atlantic
n No dia 24 de novembro a BNP Paribas Securities Services realizou seu evento anual Bridging the Atlantic, no Grand Hyatt Hotel, com a participação dos principais clientes da área.
No evento, foram apresentados painéis com palestrantes de diversas empresas, além de
Andrea Cattaneo, Head da BNP Paribas Securities Services Brasil; Philippe Denis, Chief Digital Officer para a BNP Paribas Securities Services; Guilherme Horn, Managing Director da
Accenture Financial Services; e Charles Cock, Vice Chairman International da BNP Paribas
Securities Services.
n A Fundação Cultural BNP Paribas, em parceria com
a Editora Capivara, patrocinou a edição do livro Vik
Muniz: Tudo até Agora – Catalogue Raisonné 1987–
2015. O evento de lançamento em São Paulo foi realizado no Museu da Casa Brasileira, com a presença
do artista, do editor Pedro Corrêa do Lago e clientes.
Trata-se da maior referência da obra completa de um
artista contemporâneo brasileiro. (Veja pág. 4)
O QUE MAIS ACONTECEU
- 36º Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão
(ABRAPP) – entre os dias 7 e 9 de outubro, em
Brasília
- Apresentações de Paul Mortimer-Lee – dias 13 e
14 de outubro, no Rio de Janeiro (Hotel Fasano) e
em São Paulo (Les Terrasses), respectivamente
- 8ª edição da Annual Brazilian Energy &
Infrastructure Finance (Euromoney Seminars)
– dias 4 e 5 de novembro, no Hotel Pullman São
Paulo Ibirapuera
Andrea Cattaneo,
Head da BNP
Paribas Securities
Services Brasil
- 9ª Conferência Anual sobre Gerenciamento
Internacional de Tesouraria, Caixa e Riscos para
Empresas no Brasil (EuroFinance) – dias 10 e 11
de novembro no hotel Tivoli São Paulo–Mofarrej
VISION Janeiro / 2016 | 3
COM VIK MUNIZ
INVENTÁRIO DO ARTISTA EM PLENA ATIVIDADE
BATE-PAPO
A obra completa de Vik Muniz é reunida em livro
N
ascido em 1961 na cidade de São
Paulo e radicado há 32 anos em
Nova Iorque, o artista Vik Muniz é
conhecido no cenário internacional das artes plásticas por suas
imagens surpreendentes, criadas a partir de
materiais improváveis, compondo cenas e retratos de grande força e beleza. Sua trajetória
artística desde o início até agora está registrada
em um livro patrocinado pela Fundação Cultural
BNP Paribas, em parceria com a Editora Capivara. A edição do catálogo raisonné registra os 29
anos de carreira do artista (de 1987 a 2015) e
reúne 1.400 obras — todos os desenhos, esculturas e fotografias.
O Vision reproduz aqui alguns comentários
do artista sobre o livro, sua vida e sua obra.
Processo criativo
“Desde o início eu tive mais interesse pelo processo do que pelo objeto resultante. Criei um
método muito empírico de trabalho, em série,
que me permite sempre aprender com a obra
criada anteriormente, e isso é uma vantagem”.
Portas abertas
“Trabalho criando uma arquitetura que permite
várias leituras das imagens, que ofereçam várias portas para o espectador entrar”.
Provocar situações
“Mais do que fazer arte com materiais estranhos (como chocolate, açúcar, diamantes, brinquedos, sucata, lixo, caviar, poeira etc.), estou
interessado em criar situações em que possa
desenvolver o trabalho artístico de maneira diferente. Na verdade, tem mais a ver com provocar situações que gerem projetos não ortodoxos. Esses materiais são familiares. A diferença
é que, como estão sempre sendo usados em
coisas estranhas, fazem com que o espectador
preste atenção ao processo. São inusitados do
ponto de vista da aplicação em arte”.
Linguagem acessível
“Venho de família humilde. A primeira vez que
meus pais foram ao museu foi para ver uma
BANCO BNP PARIBAS BRASIL
Sobre a obra
“Minhas imagens demonstram como as imagens funcionam, mostrando o processo como
foram feitas. Há relógios que fazem pensar no
tempo e outros que, além disso, mostram suas engrenagens. O que espero é que essas imagens, que estão fora do fluxo natural das imagens que nos oferecem, funcionem como vacina
que, impactando, façam as pessoas questionarem as imagens e como são feitas. E se relacionem da mesma forma com outras famílias
de imagens, prolongando a experiência que tiveram nos museus e nas galerias de arte para
além desses locais”.
NOITE DE LANÇAMENTO
Vik Muniz autografa sua maior obra de referência, uma
edição bilíngue em dois volumes e com 900 páginas
exposição minha. Ficava pensando: será que
minha mãe entende o que faço? Ou essa imagem ia intrigá-la? Se eu conseguir só intrigar
alguém, já está bom”.
Interesse universal
“Meus trabalhos são produto de uma certa erudição, mostram a complexidade do jogo entre a
imagem e como elas são feitas. Tenho um modelo de produção que me permite abordagens
aprofundadas e, ao mesmo tempo, acessíveis
a todos. Gosto de realizar imagens que interessam tanto ao crítico de arte e ao diretor do
museu quanto a uma criança ou a quem faz a
limpeza das instituições. Orgulha-me observar
que consegui esse equilíbrio”.
Visão estética
“A arte é um dos poucos elementos do mundo
da comunicação que é reflexiva, que olha para
si mesma”.
Registro integral
“Fazer um catálogo raisonné em vida tem muito a ver com o fato de eu ter que lidar com uma
produção extensa. Quando você produz muita
coisa, existe a necessidade de registrar para a
posteridade essa produção enquanto você ainda tem a memória. Eu tinha um pouco de receio
de fazer esse compêndio, porque muita gente acha que depois disso eu iria me aposentar.
Mas foi justamente o contrário. Com toda essa
obra mapeada, sobra muito espaço para pensar nas próximas criações. Além disso, existem
fluxos criativos que não são tão visíveis e que
para serem percebidos dependem da observação imagem por imagem. Um catálogo permite
ver o quanto você se aprimorou, um trabalho
ecoando em outro, possibilitando a consciência do que foi feito. Documentar a produção no
contexto de um catálogo também me dá mais
coragem de sair dela e fazer experimentações”.
Sobre o livro
“Sou um artista vivo. Entre meus primeiros trabalhos e os atuais não vejo uma transformação
radical, vejo uma evolução. E esse catálogo dá
uma boa ideia dela”.
Sobre o livro (2)
“Muitas preocupações continuam as mesmas, a maneira de lidar com elas é que tem se
transformado de uma obra para outra, de uma
série para outra.”
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Fax (41) 3099-7260 n RIO DE JANEIRO RJ: Tel. (21) 3049-8200 / Fax (21) 3213-8230.
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Coordenação: Claudia Melo | Jornalista-responsável: Marcelo Girard (MTb 28837) | Projeto e editoração: Marcelo Girard / IMG3 Com. Gráf. & Editorial | Fotografia: Imagem Produções
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