JanMar 2010 - Jesuítas em Portugal

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JanMar 2010 - Jesuítas em Portugal
JESUÍTAS
Boletim trimestral . nº337 Janeiro/Março 2010
Enviado para a Beira
Os Centros Universitários
Informação aos amigos
LISBOA
Boletim trimestral | nº 337
Janeiro/Março 2010
JESUÍTAS
BREVES DA PROVÍNCIA...............................................3
DA COMPANHIA EM RESUMO.....................................9
ENVIADO PARA A BEIRA............................................10
OS CENTROS UNIVERSITÁRIOS ...............................12
boletim da PROVÍNCIA PORTUGUESA Janeiro/Março 2010
MEIOS QUE UNEM O ...................................................15
INSTRUMENTO COM DEUS
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Ficha Técnica
Jesuítas – Informação aos Amigos – Boletim trimestral; Nº 337; Janeiro/Março 2010
Director: Nuno da Silva Gonçalves, SJ • Coordenação: Ana Guimarães • Redacção: Ana Guimarães; António Amaral, SJ; Avelino
Ribeiro, SJ • Propriedade: Província Portuguesa da Companhia de Jesus • Sede, Redacção e Administração: Estrada da Torre, 26, 1750296 LISBOA (Portugal) • Telef.: 217 543 060; Fax: 217 543 071 • Impressão: Grafilinha – Trabalhos Gráficos e Publicitários; Rua
Abel Santos, 83 – Caparide - 2775-031 PAREDE • Depósito Legal: Nº 7378/84 • Endereço Internet: www.jesuitas.pt •
E-mail: [email protected] • Foto: fotograma do filme de divulgação do “passo-a-rezar” realizado pela OFICINA-Escola Profissional do
Instituto Nun’Alvres.
Breves da PROVÍNCIA
- Iniciam em Setembro o 1º ciclo de Teologia, o
Esc. Celestino Epalanga (Angola) em Abidjan, Costa do
Marfim, os Esc. Carlos Carvalho, Paulo Duarte e Pedro
Cameira, em Madrid e os Esc. Frederico Cardoso de
Lemos, Gonçalo Machado e João Delicado, em Roma.
- Na mesma altura, dão início ao 2º ciclo de
Teologia, o Esc. Cristóvão Andrade, em Pastoral Juvenil
e Catequética, na Universidade Salesiana de Roma; o Esc.
António Santana, em Teologia Patrística, no Instituto
Augustinianum de Roma; os Esc. Pedro McDade e
Pedro Tomás (Angola), farão o programa de STL
(Licenciate in Sacred Theology), na School of Theology
and Ministry do Boston College.
- O Esc. Firmino Kachipato (Angola) inicia, no
próximo ano lectivo, os estudos de Filosofia no Arrupe
College, em Harare, Zimbabué.
- O Esc. Bruno Nobre, actualmente no 3º ano de
Filosofia, em Braga, fará o seu tempo de magistério, a
partir do próximo Verão, em Lisboa. Fará parte da
Comunidade do Centro Inaciano do Lumiar e será professor na Faculdade de Engenharia da Universidade Católica
Portuguesa.
- O P. Rui Nunes, actualmente a terminar os
estudos de cinema e televisão na Loyola Marymount
University, em Los Angeles, foi destinado à Residência de
Nossa Senhora de Fátima, no Porto. Trabalhará na Escola
das Artes da Universidade Católica Portuguesa e na
Oficina – Escola Profissional do Instituto Nun’Alvres.
Nomeações do Padre Provincial
O P. Provincial nomeou membros do Conselho
de Curadores da Fundação Gonçalo da Silveira: Afonso
Maria Canavarro de Rhodes Sérgio e José do Carmo
Braamcamp Lobo de Vasconcelos.
Orações
Pedem-se orações:
- pela Mãe do P. Mário Garcia (Comunidade de
Soutelo).
ESSEJOTA.NET: 2 Anos
2 anos, 15 secções, 24 edições, 72 colaboradores,
360 fotografias, cerca de 200.000 palavras escritas,
143.000 visitas, 10 minutos de duração média de cada visita, 250 visitas diárias (média), mais de 150 comentários dos
visitantes no último ano, 1200 assinantes da newsletter…
Se é verdade que os números são indicação de
obra feita e metas alcançadas, se é verdade que os números também são estímulo para olharmos para o futuro com
fidelidade criativa, parece-me que neste 2º aniversário do
Essejota.net vale a pena visitar para além dos números. Aí
encontramo-nos com uma identidade construída, a identidade Essejota. De um sonho de ter uma presença activa no
universo da internet, começámos a aventura de criar um
espaço onde se pudesse encontrar uma nova forma de
falar do mundo, do mistério humano e da fé. Através de
várias abordagens, desde a “Música” às “Razões de Fé”,
não só fomos dando a conhecer o grande eixo da espiritualidade inaciana: “Encontrar Deus em todas as coisas e
todas as coisas em Deus”, como fomos criando uma identidade própria, alicerçada precisamente neste modo inaciano de estar no mundo.
Creio que cada um dos colaboradores, jesuítas e
amigos, foi fazendo esta experiência à medida que foi traduzindo por escrito – numa linguagem actual – as suas
reflexões sobre os mais variados temas. Mas, ao fim de
centenas de emails ao longo destes dois anos e de duas
assembleias gerais, podemos dizer que uma das maiores
dádivas nesta formação de identidade foi a capacidade de
nos sentirmos todos como um instrumento único na construção de uma fracção do Reino de Deus. O sentimento é
de gratidão por todos e por tudo. A gratidão a par do reconhecimento das nossas fragilidades promovem o desejo
de ir ainda mais além. Assim, atendendo que o ritmo do
tempo na internet é velocíssimo, atrevo-me a dizer que o
Essejota.net entrou agora na adolescência, tempo privilegiado para afirmar a identidade. Vislumbrando no horizonte a idade adulta, quisemos dar um passo arrojado próprio de adolescente, mas cientes das nossas capacidades e
limites. A publicação virtual Essejota.net passará a ser
quinzenal, já em Março, com novo visual, mais dinamismo, mais conteúdo e algumas novidades. Sinto que,
acompanhando agora o passo-a-rezar.net, a grande comunidade inaciana em Portugal deixa um rasto de referência
neste grande cosmos que é o mundo virtual.
É forçoso que uma última palavra seja relativa a
quem, fielmente ou pontualmente, nos visita. A identidade Essejota vai ganhando forma com as visitas, por elas, e
para elas. Não por causa de números que representam mas
sim por causa dos rostos e pessoas que estão e são o outro
lado deste mundo virtual. Que possamos todos ser participantes de uma só comunidade no mundo real!
Gonçalo Castro Fonseca, SJ
boletim da PROVÍNCIA PORTUGUESA Janeiro/Março 2010
Novos Destinos
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Breves da PROVÍNCIA continuação
boletim da PROVÍNCIA PORTUGUESA Janeiro/Março 2010
“Direitos Humanos e Destituição” na
Assembleia da República
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No Dia Internacional dos Direitos Humanos, dia
10 de Dezembro, o JRS-Serviço Jesuíta aos Refugiados
foi a voz dos imigrantes e refugiados que, vivendo no
nosso País, não têm os seus direitos fundamentais respeitados e que por isso se encontram em situação de destituição. A destituição entre os migrantes e refugiados é um
problema crescente nos países europeus e diz respeito a
uma situação de falta de meios para atender às necessidades básicas, tais como alojamento, alimentação, saúde ou
educação, em consequência das políticas dos Estados que,
por um lado, excluem ou limitam severamente o acesso de
certos migrantes à assistência oficial e, por outro, privam-nos de uma efectiva oportunidade para melhorar essa
situação. Esta situação resulta numa contínua negação da
dignidade da pessoa humana. As circunstâncias concretas
em que a destituição se manifesta podem variar de país
para país, no entanto, em geral, este é um fenómeno
comum que está a aumentar significativamente na Europa.
Com a conferência pretendeu-se comunicar duas
mensagens importantes: a primeira, que os direitos humanos não dependem do estatuto legal da pessoa, tal como
defende o Tribunal Europeu de Direitos Humanos, ao
indicar que os cidadãos de países terceiros não podem ser
excluídos dos mínimos garantidos pela legislação dos países que subscrevem a Declaração Universal dos Direitos
Humanos, apesar de considerar que os migrantes podem
receber diferente tratamento ao nível dos apoios sociais
quando comparados com cidadãos nacionais. Este facto veio
ditar a segunda mensagem: que são os governos que têm o
poder de accionar os necessários mecanismos legais e que
estes devem ser usados em favor daqueles que mais sofrem.
“Com frequência, pequenos passos significam
grandes melhorias” afirmou Michael Schöpf, sj o Director
do JRS-Europa, na abertura da conferência sobre
“Direitos Humanos e Destituição”que o JRS Portugal realizou no auditório da Assembleia da República.
Michael Schöpf salientou ainda que o JRSPortugal tem mostrado uma grande capacidade de unir
forças para promover uma sociedade mais inclusiva, esperando que esta boa prática de colaboração continue e se vá
tornando cada vez mais conhecida noutros países da
Europa, adiantando que o JRS procura alcançar igualmente o objectivo de trabalhar com todos os actores envolvidos na defesa dos Direitos Humanos de uma forma colaborativa, tanto ao nível local, como a nível nacional e
europeu.
Esta conferência contou também com dois
momentos de grande emoção: a presença de Djalili
Fusseini, um refugiado do Benim, que na primeira pessoa
nos contou a sua aventura desde a partida forçada do seu
país até à chegada a Portugal, altura em que passou pela
dramática situação de total falta de meios de sobrevivência, até ao momento em que foi acolhido no Centro Pedro
Arrupe, onde reside actualmente. Um segundo momento,
igualmente de grande alegria, foi o lançamento do primeiro número da colecção “Acompanhar, Servir e Defender”
do JRS-Portugal. O lançamento deste livro sugestivamente intitulado “Direitos Humanos e Destituição”, contou
com o amável contributo da Professora Doutora Maria
Manuela Silva, que fez a sua apresentação.
Este livro reúne um conjunto de reflexões em
torno da destituição realizadas por diversos especialistas
em áreas temáticas como a habitação, a saúde ou o emprego. É assim mais um contributo para alertar a sociedade
civil e o Estado para a necessidade de se encontrarem
soluções que possam ser implementadas tanto ao nível das
políticas públicas nacionais, como ao nível da legislação
europeia, para que também a nível europeu as práticas
existentes possam ser melhoradas.
Nesta conferência, para além do Director do
JRS-Europa, Michael Schöpf, SJ e de André Costa Jorge,
Director do JRS-Portugal, participaram ainda como oradores convidados a Chefe de Missão da Organização
Internacional das Migrações (OIM), Mónica Goracci, o
Director Nacional do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras
(SEF), o Dr. Manuel Jarmela Palos, a Drª. Maria de Jesus
Barroso Soares, presidente da Fundação Prodignitate e o
ex-deputado e ex-Secretário de Estado da Presidência do
Conselho de Ministros, Dr. Feliciano Barreiras Duarte.
No seu conjunto, a publicação e a conferência
foram passos muito importantes para se conseguir melhorar a situação dos cidadãos migrantes em situação de destituição e dar maior cumprimento à terceira dimensão da
missão do JRS: defender (to advocate), isto é, ser a voz
dos que não têm voz.
André Costa Jorge
Boletim “Jesuítas”
O boletim “Jesuítas” é enviado gratuitamente a
familiares, amigos e colaboradores.
Se desejar contribuir para as despesas de publicação e envio, pode fazê-lo por transferência bancária
para o NIB 0033 0000 000000 700 41 84, Millennium
BCP, ou mediante envio de cheque em nome de Província
Portuguesa da Companhia de Jesus, para Estrada da Torre,
nº 26 - 1750-296 LISBOA. Em ambos os casos, solicita-se
referência ao Boletim Jesuítas.
Breves da PROVÍNCIA continuação
Missão de Angola em Festa.
agora. Peço a Deus que me guiou até hoje que continue a
iluminar-me em todos aspectos da minha vida.
O dia 13 de Fevereiro 2010 foi um momento de
uma reminiscência para mim de todos os jesuítas que contribuíram directa ou indirectamente para a minha caminhada, até agora; aceitem os meus agradecimentos.
Espero que este passo dado seja um estímulo para todos
os meus queridos companheiros jesuítas angolanos em
formação. Que o lema do nosso querido Américo Tarcísio
‘rumo à meta’continue a ser a nossa motivação.
Pedro Pereira Tomás, SJ
P. Diamantino Martins
A Faculdade de Filosofia de Braga comemora o
primeiro centenário do nascimento do P. Diamantino
Martins, seu antigo professor, no dia 2 de Julho de 2010.
Estão previstas para esse dia umas Jornadas de Filosofia
com intervenções que apresentarão o pensamento do P.
Diamantino Martins, figura marcante da "Escola de
Braga", nomeadamente nos campos da Metafísica,
Antropologia, Psicologia e Estética.
Retomar a “Escola de Exercícios
Espirituais”
Na conjuntura actual, marcada pela descrença,
consumismo e hedonismo, torna-se mais intenso o apelo a
tirar partido da espiritualidade inaciana. Concretamente, a
última Congregação Geral trouxe consigo uma grande
novidade, que passa pelo seu pendor fortemente carismático, reflectindo-se no facto de citar mais vezes os
Exercícios Espirituais que as próprias Constituições. O
título do segundo dos seis decretos aprovados, não poderia ser mais elucidativo: “Um fogo que acende outros
fogos – Redescobrir o nosso carisma”. A experiência interior está na base de tudo, confere fôlego à missão.
Também se reconhece a importância, para a missão, da
colaboração com outros não jesuítas, em particular, sacerdotes, religiosos(as) e leigos(as). Daí a necessidade de
partilharmos a nossa espiritualidade.
boletim da PROVÍNCIA PORTUGUESA Janeiro/Março 2010
Sou o Pedro, escolástico angolano da Companhia de Jesus. Estou a terminar o 3⁰ ano de Teologia em
Nairobi – Quénia.
Quero aproveitar esta oportunidade para partilhar convosco sobre a minha ordenação diaconal. No dia
13 de Fevereiro de 2010, pelas 10 horas locais, fomos
ordenados 22 jesuítas de várias Províncias e Regiões de
África, Madagáscar e Coreia do Sul, em Nairobi, na
Paróquia de Nossa Senhora de Guadalupe. D. Rodrigo
Mejia Saldariaga, SJ, Bispo titular da Vulturia e Vigário
Apostólico de Soddo – Hosanna na Etiópia, foi quem nos
ordenou.
A cerimónia realizou-se num clima de festa com
uma benção de chuviscos, depois de aproximadamente
dois meses sem chuva. A beleza da decoração da Igreja e
do local da recepção (almoço) foi mais uma razão para
sentirmos a grandeza do evento. Cerca de 75 sacerdotes
concelebraram a Eucaristia e mais de 2300 fiéis participaram e testemunharam a entrega ao Senhor dos 22 jovens
jesuítas. A missa foi animada pelos estudantes de ‘Hekima
College - Jesuit School of Theology’, e teve a duração de
duas horas e meia. O Pe. Vata Diambanza, além de representar o Padre Provincial Nuno da Silva Gonçalves,
encarregou-se da minha vestidura.
Esta foi a primeira vez que este teologado teve o
previlégio de ter 22 diáconos. Foi um evento em que
curiosamente algumas religiosas, num tom de acção de
graças, procuraram saber do segredo dos jesuítas em
obtermos um número tão elevado de candidatos à ordenação diaconal. A minha resposta foi simples: sendo companheiros de Jesus, o senhor se encarrega de chamar sempre
mais companheiros.
Senti-me feliz, pois a missão de Angola vai
escrever algo positivo nas páginas do diário da História.
Depois da partida de muitos companheiros que me precederam, com tantas qualidades, sou agora o primeiro angolano a ser ordenado diácono, e considero este evento
como uma grande oportunidade para mim de agradecer a
Deus pela paciência e esperança que Ele me concedeu.
Várias vezes confirmei as palavras de Sto. Inácio de
Loiola, que ‘mesmo sendo pecadores o Senhor ainda nos
chama’. Muitas vezes resisti à vontade de Deus, e não
poucas vezes senti o caminho muito difícil e longo,
porém, o Senhor teve paciência e continuou a segurar-me
pela mão. Todavia, a caminhada continua. Este é apenas
um passo da caminhada, mas é ao mesmo tempo um acontecimento que me estimula e que vai certamente dar uma
possibilidade aos meus companheiros jesuítas em Angola,
nossas amigas e amigos do JRS, da Cáritas de Angola, e
da Paróquia de S. Francisco Xavier, para respirarem fundo
e começarem a acreditar um pouco mais no progresso
desta mínima Companhia de Jesus tão necessária em
Angola. Finalmente o que mudou em mim? Creio que sou
o mesmo Pedro. Com as mesmas necessidades da Graça
de Deus porém, o sentido de responsabilidade é diferente
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Breves da PROVÍNCIA continuação
boletim da PROVÍNCIA PORTUGUESA Janeiro/Março 2010
No âmbito da Comissão da Renovação Teológica
e Espiritual (RENTESP), da Província Portuguesa da
Companhia de Jesus, foram organizadas duas “Escolas de
Exercícios Espirituais”: a primeira, coordenada pelo P.
Alberto Brito, de 1999 a 2001; e a segunda, pelo P. Sérgio
Diz Nunes, de 2001 a 2003. Depois, por diversas razões, a
“Escola” não voltou a funcionar. Já deveria ter voltado a
arrancar, mas a organização obriga, e só agora podemos,
felizmente, anunciar a 3ª edição.
Vai ter lugar em Soutelo, ao longo de dois anos,
de Outubro de 2010 a Junho de 2012. No primeiro ano,
durante cinco fins-de-semana, de Sexta-feira, às 20.00
horas até Domingo, às 17.00: aprofundamento da estrutura dos Exercícios Espirituais. O segundo ano orienta-se no
sentido de aprender a orientar Exercícios.
A “Escola” destina-se a pessoas comprometidas
em Igreja (catequistas, membros da CVX e de outros
movimentos, sacerdotes, religiosos(as), etc.). A metodologia é teórico-prática, com acompanhamento por um(a)
tutor(a). Quanto às condições de admissão: ter feito oito
dias de Exercícios Espirituais e ser aceite após entrevista
pessoal. O acesso ao segundo ano é condicionado, não
bastando ter frequentado o primeiro ano.
As inscrições são feitas para o Centro de
Espiritualidade e Cultura, 4730-570 Soutelo VVD; tel. 253
310 400; [email protected]; http://www.casadatorre.org.
Luís Maria da Providência, SJ
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Colégio das Caldinhas atingido pelo
mau tempo
O mau tempo que fustigou o País, no dia 27 de
Fevereiro, causou estragos significativos no Colégio das
Caldinhas. Foi particularmente atingida a OFICINA,
Escola Profissional do Instituto Nun'Alvres, onde parte da
cobertura foi levada pela força do vento. A realização de
um encontro de Campinácios, nesse dia, facilitou a mobilização de esforços, o que permitiu rapidamente retirar e
salvaguardar da chuva o equipamento mais sensível. Após
uma interrupção de três dias para os trabalhos de recuperação, as aulas retomaram o ritmo normal.
Missa dominical na Paróquia de Areias
Desde o 1º Domingo da Quaresma até finais de
Julho, será celebrada a Eucaristia dominical, na Paróquia
de Areias, às 19h, por jesuítas do Colégio das Caldinhas.
Esta Missa, integrada na Paróquia, é dedicada
sobretudo aos alunos que frequentam os grupos de
Catequese e GVX do Colégio, Grapa, Restolho e animadores da Pastoral assim como às suas famílias para que,
todos juntos, formem uma comunidade de fé reunida em
torno da celebração da Eucaristia de Domingo.
Lourenço Eiró, SJ
(Coordenador da Pastoral do Colégio das Caldinhas)
Breves da PROVÍNCIA continuação
Nasceu no CUPAV, no início do ano de 2009, um
projecto de formação que pretende “responder activamente” à grande dúvida de muitos jovens que passam diariamente pelo CUPAV: “O que vai ser o nosso futuro depois
de acabar a universidade?”
Para responder a esta pergunta, a História do
Futuro foi estruturada englobando três grandes perspectivas: a formação para a procura activa de trabalho, a formação pessoal e a formação para a atitude empreendedora.
Na procura activa de emprego estão incluídos
temas como Visão do Mercado, Técnicas de Entrevista,
Networking, entre outras. Na formação pessoal estão presentes temas como Auto-conhecimento, Formação legal,
Formação financeira, Gestão de tempo. Por fim, com vista
à criação de uma atitude empreendedora, temos várias
formações
entre
as
quais,
Técnicas
de
Empreendedorismo, Empreendedorismo pessoal, social e
empresarial.
Ao fim de quatro edições, com mais de 50 participantes e com um balanço bastante positivo, nomeadamente ao nível de integração profissional e de mudança de
atitude face à busca de um projecto profissional, podemos
constatar que esta formação interessa não só aos recém-licenciados mas também a jovens que, já tendo alguma
experiência profissional, se encontram de novo à procura
de emprego ou em fase de transição de carreira.
A História do Futuro conta com a preciosa colaboração de mais de 30 formadores voluntários, a título
individual ou de voluntariado empresarial, que generosamente disponibilizam o seu saber, experiência e competência ao serviço dos jovens que se encontram em início
de carreira profissional.
Está programada uma nova formação para o inicio de Março, estando abertas as inscrições, para todas as
pessoas até aos 35 anos, com uma licenciatura ou curso de
especialização. Para mais informações consultar o sítio
www.historiadofuturo.org. As inscrições deverão ser feitas para o mail: [email protected]
Carmo Fernandes
Passo-a-rezar.net - As origens
O passo-a-rezar.net tem a sua origem na iniciativa dos jesuítas Francisco Martins e Vasco Themudo, que
sentiram ser tempo de trazer para Portugal o que já se
fazia em Inglaterra há cerca de cinco anos, com grande
sucesso: pray-as-you-go.org.
O Apostolado da Oração foi considerada a obra
da Companhia de Jesus em Portugal mais indicada para
levar por diante este projecto. O responsável desta obra, P.
Dário Pedroso, acolheu com entusiasmo a proposta – que
foi igualmente apoiada, desde o início, pelo Provincial da
Companhia de Jesus, P. Nuno da Silva Gonçalves.
Conseguida a autorização dos responsáveis do
pray-as-you-go.org para usar o conceito e, até, numa primeira fase, os textos, procurou-se a colaboração da Rádio
Renascença, para a gravação das vozes e edição do produto final. Em reunião com o Presidente do Conselho de
Administração do Grupo Renascença, Cónego João
Aguiar Campos (15 de Setembro de 2009), este colocou
ao dispor do projecto todos os meios do Grupo, de forma
totalmente gratuita.
Em reunião, entre a equipa coordenadora (P.
Dário Pedroso, Francisco Martins, Vasco Themudo e Elias
Couto) e a Dra. Isabel Figueiredo, da RR (16 de Outubro
de 2009), foi decidido inaugurar o passo-a-rezar.net a 17
de Fevereiro de 2010, Quarta-feira de Cinzas.
As gravações começaram em Novembro de
2009, em Lisboa e no Porto. Em Janeiro de 2010, começou
a preparar-se a divulgação do sítio. Com a colaboração de
responsáveis da comunicação da Igreja no Patriarcado de
Lisboa foi possível conseguir uma excelente cobertura da
comunicação social (incluindo as televisões generalistas)
para o lançamento do sítio. Refira-se que, nesta área, o
passo-a-rezar.net contou com a colaboração intensa da
Agência Ecclesia (nas suas diversas plataformas de comunicação, sobretudo internet e programa Ecclesia, na RTP
2), do Secretariado Nacional da Cultura e da OFICINA –
Escola Profissional do Instituto Nun’Alvres, que produziu
e realizou o vídeo de promoção do sítio.
No dia 17 de Fevereiro, como previsto, surgiu o
www.passo-a-rezar.net.
Elias Couto
boletim da PROVÍNCIA PORTUGUESA Janeiro/Março 2010
A História do Futuro renasce no
CUPAV
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Breves da PROVÍNCIA continuação
Pavilhão Padre Amadeu Pinto
Foi inaugurado no dia 23 de Janeiro de 2010 o
novo pavilhão desportivo de Vila Nova de Santo André.
Por decisão da Assembleia Municipal de Santiago do
Cacém, o novo pavilhão tem o nome de Padre Amadeu
Pinto, que foi um dos fundadores do Clube Estrela do
Areal, hoje Estrela de Santo André. Nessa altura, o P.
Amadeu Pinto era Pároco de Santo André e a Autarquia
pretende, com esta homenagem, reconhecer o trabalho do
P. Amadeu “no desenvolvimento do antigo Centro Urbano
de Santo André e o seu elevado sentido humano”.
boletim da PROVÍNCIA PORTUGUESA Janeiro/Março 2010
Cinquenta anos de Fraternidade
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Quando, terminada a Terceira Provação, regressei a Portugal, fui destinado ao Colégio de S. João de
Brito, como professor de religião e espiritual dos alunos
maiores (Vasco Pinto de Magalhães, António Vaz Pinto,
Dário Pedroso...).
Comecei então a ser contactado por antigos alunos das Caldinhas, universitários em Lisboa, que pretendiam que a Companhia criasse para eles uma residência.
Fui-lhes sempre dizendo que era inteiramente contrário a tal
ideia: numa residência que pertencesse à Companhia, muito
do inevitável odioso recairia sobre os jesuítas, dificultando-lhes a actividade apostólica: eles é que fixavam a disciplina, decidiam da alimentação, determinavam as horas de
entrada...
Como os rapazes continuavam a insistir, ocorreu-me a ideia de uma residência em moldes diferentes:
uma residência que, num certo sentido, fosse dos alunos e
funcionasse em auto-gestão.
Assim nasceu a Fraternidade de Cristo Rei, inaugurada a 6 de Novembro de 1959, uma primeira sexta-feira, na qual se entronizou o Sagrado Coraçãode Jesus
que ainda lá se conserva.
A ideia era: uma vez começada a funcionar, o grupo
de rapazes que lá vivessem era inteiramente responsável por
todas as despesas do ano, sem deixar qualquer dívida para os
do ano seguinte. Essas despesas distribuíam-se por duas colunas: despesas gerais fixas e alimentação. No fim do mês dividia-se por cabeça a despesa e cada um pagava a sua parte.
Elegiam entre si, por um ano, presidente, secretário, tesoureiro e, mensalmente, um decidia com a cozinheira os menus.
E a casa? Pois andámos à procura da casa ou andar
que albergasse uns vinte e conseguimos, em óptimas condições, parte de uma moradia na avenida Elias Garcia. Mas
com uma condição: quando falecesse a dona da moradia,
nós sairíamos, pois a filha e o genro pretendiam construir ali
um prédio. Esta condição, que não podia ter força legal, foi
por nós assumida por um gentleman’s agreement. E todos os
dias se rezava uma ave-maria a pedir que a senhora vivesse
muito tempo...Morreu no ano seguinte!
De novo à procura de instalações, que se encontraram na avenida Duque d’Ávila. A mudança foi, obviamente, feita pelos estudantes: alugaram uma carrinha e
transportaram tudo para um terceiro andar da referida avenida, onde ainda funciona a Fraternidade.
Mas era preciso assegurar que a Fraternidade –
inteiramente em auto-gestão - não se afastasse do espírito
inicial, bem presente no nome escolhido. Eu, desde o princípio, não quis ter qualquer autoridade: acompanhava os
alunos, aconselhava (nas “mesas redondas” mensais), mas
não mais.
Recorri então a um amigo meu, também antigo
aluno, o engenheiro João Leal de Faria. Ele teria toda a
autoridade – podia inclusivamente encerrar a
Fraternidade, sem ter que dar qualquer justificação – e não
tinha nenhuma responsabilidade financeira. É óbvio que
também aqui tudo se passava em regime de confiança,
pois a casa estava alugada em nome dele.
Mal eu sabia que, no ano seguinte à fundação da
Fraternidade, o Provincial José Craveiro me enviava para
Roma, a fazer o doutoramento em Teologia! Tivesse eu
sabido disso, é claro que não teria existido Fraternidade.
Considero por isso providencial essa ignorância.
A construção revelou ser sólida e resistiu. Resistiu
todos estes anos e assim nos encontrámos muitos, no passado dia 8 de Dezembro, a celebrar os primeiros (!) cinquenta
anos da Fraternidade. Lá reencontrei com muita alegria
vários dos fundadores e – o que mais positivamente me
impressionou – lá verifiquei uma óptima relação humana
entre os que por lá foram passando ao longo deste meio século e os actuais “fraternos”, como a si mesmos se designam.
Em todo este tempo, apenas um foi convidado a
sair, pelo engenheiro Leal de Faria, no primeiro ano; e
morreu um na Guiné.
Roque Cabral, SJ
Exercícios Espirituais para Jesuítas
Realizam-se os seguintes turnos:
- no Rodízio, de 22 a 30 de Julho, com o Padre
Alberto Brito;
- em Soutelo, de 21 a 29 de Agosto, com o Padre
Fernando António;
- no Rodízio, de 16 a 24 de Outubro, com o
Da Companhia EM RESUMO
O Papa Bento XVI nomeou consultores do
Secretariado Geral do Sínodo dos Bispos:
- o Padre Paul Béré, professor no Instituto de
Teologia da Companhia de Jesus, da Universidade
Católica de África Occidental, Abidjan (Costa do
Marfim), e no Colégio Jesuita Hekima, da Facudade de
Teologia, em Nairobi (Quénia);
- o Padre Samir Khalil, Professor na
Universidade St. Joseph de Beirute (Líbano).
O Santo Padre nomeou:
- o Arcebispo Cyril Vasil, Secretário da
Congregação para as Igrejas Orientais.
NOMEAÇÕES do Padre Geral
O Padre Geral nomeou:
- Provincial da Província alemã o Padre Stefan
Kiechle, de 50 anos.
Nova Província na América do Sul
As Províncias da Argentina e do Uruguai foram
unificadas na nova Província Argentino-Uruguaia. Esta
decisão reflecte a esperança de que a união melhore as
condições do serviço apostólico da Companhia de Jesus
nos dois países. A nova Província tem por Provincial o P.
Alfonso José Gomez, anterior Provincial da Argentina, e
conta com 200 jesuítas distribuídos por 17 comunidades.
Renovação na OCIPE
O P. José Ignacio García (CAS) é o Director do
Jesuit European Office, em Bruxelas, desde 1 de Janeiro.
Entretanto o P. Jacek Wróbel (PMA) é o novo Director
da OCIPE de Varsóvia, e o P. Frank Turner mantém-se
como Director da rede OCIPE, que inclui os gabinetes de
Bruxelas, Budapeste e Varsóvia.
Programa de reciclagem em Manresa
Uma nova edição do Programa de Reciclagem
em Manresa, em espanhol, começou em Janeiro, na Casa
de Exercicios da Cova de Santo Inácio. Os participantes
dedicam dois meses da sua vida a uma profunda reflexão,
em ambiente de oração, sobre o mundo e a vida real, ajudados pelo pensamento teológico, e dentro da espiritualidade inaciana.
Participam cerca de 30 pessoas, jesuítas, leigos,
religiosos, homens e mulheres, sacerdotes de todo o
mundo…. todos os que estejam preparados para tomar
parte na experiência. Em 2011, realizar-se-á uma edição
em língua inglesa.
Haiti - depois do terramoto
Decorridos dois meses sobre o terramoto e
depois de prestados os primeiros auxílios de urgência, os
jesuítas formaram, com outros colaboradores, um Comité
de Urgência Haitiano-Dominicano que se reúne periodicamente para avaliar as necessidades e adaptar as ajudas
alimentares às situações presentes.
Os jesuítas integram também um comité de
cinco pessoas, com sede no Noviciado de Tabarre, com o
objectivo de estruturar um projecto de reconstrução, logo
que termine a situação de emergência. Um ante-projecto
foi já apresentado à comunicação social e será comunicado aos responsáveis políticos e a outras pessoas. Estão
previstos encontros com os responsáveis das Nações
Unidas, para informar sobre o sentir da população, em
particular dos mais pobres e dos sem-voz, acerca da ajuda
urgente e da reconstrução do país. A grande preocupação
deste Comité é encontrar abrigo para a população, que
continua a viver em situações muito precárias e deploráveis do ponto de vista higiénico, e desenvolver um projecto que faça renascer a esperança.
“Alerta educativo” a favor de Fé e Alegria
A ALBOAN (organização não governamental
para o desenvolvimento, da Província de Loiola) lançou a
campanha Alerta educativo para recolha de fundos a
favor das escolas Fé e Alegria, nas Honduras, em resposta à solicitação de apoio para fazer frente aos gastos.
Estes centros vivem grandes dificuldades desde
o golpe de estado de 28 de Junho passado. De facto, o país
atravessa um período de desorganização que alterou a
situação institucional e agravou a crise económica. O sector educativo foi gravemente afectado porque o governo
declarou a suspensão das aulas, a antecipação do final do
ano lectivo e o corte da ajuda económica aos centros.
Esta suspensão dos fundos públicos significa
que Fé e Alegria deixa de receber a verba de 200 000€ e,
por conseguinte, não consegue pagar salários, electricidade e material escolar, entre outros gastos.
A campanha da Alboan visa recolher fundos
para sustentar os centros de formação profissional e evitar
o prejuízo que implicaria a perda do ano para centenas de
jovens dos sectores mais pobres da sociedade hondurenha.
boletim da PROVÍNCIA PORTUGUESA Janeiro/Março 2010
NOMEAÇÕES do Papa Bento XVI
9
Sentir e SABOREAR
boletim da PROVÍNCIA PORTUGUESA Janeiro/Março 2010
Enviado para a Beira!
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Olá! Sou o Gonçalo Machado e estou a fazer o
Magistério em Moçambique. Para quem não sabe, o
magistério é uma das etapas de formação de um jesuíta.
Faz-se após o tempo de estudos de Filosofia, e antes dos
estudos de Teologia, e é essencialmente um tempo em que
realizamos uma missão de trabalho prático atribuído pelo
Padre Provincial.
A minha missão foi vir para África, mais concretamente para a cidade da Beira, em Moçambique, para dar
aulas no Seminário Propedêutico do Bom Pastor, dirigir o
Centro Cultural Padre Cirilo e ser guia da CVX. Já estou
cá quase há dois anos e tenho gostado muito. Senti uma
grande alegria com este destino, pois, além de que já antes
de entrar para a Companhia de Jesus tinha o desejo de
conhecer o continente africano e o seu povo, África foi
indicada, pela última Congregação Geral, como área prioritária para a Companhia. Assim, vim com disponibilidade para aprender e com bastante entusiasmo.
Cheguei a Moçambique em Setembro de 2008,
no início do tempo das monções. Após algum tempo na
cidade de Maputo, subi para a Beira, para a Comunidade
Padre Sílvio Moreira, em Matacuane, onde actualmente
residem o P. Afonso Mucane, o P. Manuel Ferreira, o
magisteriante Horácio Manuel e eu. A adaptação ao local
e às pessoas foi fácil. O povo moçambicano é bastante
acolhedor e simpático e isso permitiu-me criar boas amizades com muitos jovens.
Progressivamente, fui assumindo as minhas responsabilidades. O Centro que dirijo é bem diferente dos
que existem em Portugal pois, como Centro Cultural, está
vocacionado para responder essencialmente a objectivos
no campo da educação e formação escolar e humana. As
actividades pastorais têm força na Paróquia, que é mesmo
ao lado. O Centro Cultural Padre Cirilo funciona com
biblioteca, salas de estudo, explicações, cursos de informática, internet café, cursos de línguas, de guitarra, grupos de debate, filmes, etc. Quando tomei consciência de
que ia dirigir uma obra da Companhia, senti-me admirado
Conferência no Centro Padre Cirilo
Campeonato de xadrez, no Centro Padre Cirilo
e alegre, e também confrontado com a grande responsabilidade e humildade necessárias. Não me via com capacidade nem preparação para assumir uma obra. Contudo, ao
longo do tempo fui experimentando que Deus está próximo e dá a graça para cada momento, e isso permitiu, junto
com a equipa que lá trabalha, fazer um bom trabalho. Um
dos grandes desafios e objectivos que assumi foi o de tentar incutir na equipa de voluntários que se dedica ao
Centro o nosso modo de proceder. Não é tarefa fácil em
tão pouco tempo, e tenho consciência de que muito ainda
fica por fazer.
Durante o ano de 2009, vieram para a Beira três
voluntários da ONGD - Leigos para o Desenvolvimento.
O Francisco (Kiko) e a Marta para o Centro e a Maria
para as escolas comunitárias da Paróquia. Estiveram cá
um ano e foi uma experiência muito interessante e enriquecedora partilhar com eles a missão.
Pouco depois de ter chegado, comecei também a
participar nas reuniões do grupo pré-CVX. Embora oficialmente ainda não exista CVX em Moçambique, esse é
um dos desejos da Região e do Padre Regional, e já vem
sendo feito algum trabalho no sentido de brevemente se
poder oficializar a existência da CVX em Moçambique.
Já iniciaram os contactos com a CVX do Zimbabué, a
qual irá apoiar Moçambique nesse sentido. Até agora,
existem dois grupos que se têm reunido e partilhado e,
inclusivé, um deles já fez Exercícios Espirituais de oito
dias e o outro de três dias. Após o tríduo, o grupo ganhou
muito mais coesão e riqueza nas partilhas e agora está na
fase de começar a pensar num pequeno trabalho de apostolado social que possa assumir.
Ao longo do ano também ajudei a Pastoral
Universitária Diocesana, em conjunto com uma Irmã
Ursulina. Esta pastoral está inserida na Diocese, contudo
tem tido a nossa colaboração. Foi um dos apostolados que
mais consolação me deu.
As aulas no Seminário foram e estão a ser uma
experiência muito boa que me tem permitido criar uma
maior proximidade com a Igreja local. Leccionei
Português da 11ª classe a alunos que vêm do interior, do
Sentir e SABOREAR continuação
Recuperação de casas de idosos
Gonçalo Machado
Para mim, participar neste projecto foi o
momento de trabalho mais forte e mais bonito desde que
cheguei a Moçambique porque presenciei o muito que os
jovens moçambicanos têm para dar quando são estimulados, e a alegria com que o fazem. Foi uma verdadeira
experiência de caridade, solidariedade, generosidade e
trabalho conjunto que não esqueceremos.
Outra grande alegria que vivi foi ter participado no
centenário da Missão de Lifidzi, lá em cima na Angónia.
Agora, no final, sinto que foi um grande privilégio ter recebido este destino. Marcou-me a alegria e simplicidade do povo, as igrejas cheias, a dificuldade da missão, a Companhia Universal, o formigar de jovens, a dureza da vida, a força da cultura africana, a má nutrição de
alguns amigos próximos, o confronto e a pressão das
novas tecnologias, os falecimentos, a relação com os antepassados, a morosidade da Evangelização, a beleza das
paisagens e o quanto ainda há para fazer para quem se disponibilizar a vir para este continente maravilhoso. Fica aí
o convite! Abraços e até breve.
Gonçalo Machado, SJ
boletim da PROVÍNCIA PORTUGUESA Janeiro/Março 2010
mato, e cuja língua-mãe não é o Português. Assim, pediram-me para dar gramática, o que trouxe grandes vantagens para eles e também para mim. Os alunos são muito
interessados e esforçados e fizeram grandes progressos. A
grande dificuldade de muitos deles não é com os estudos,
mas sim com as propinas, que este ano subiram para os
1000 meticais, algo como 25 euros por ano! Daí que estão
sempre a pedir-me que arranje padrinhos em Portugal…
Durante as férias escolares do Verão, que aqui
coincidem com a época do Natal, realizámos um projecto
de trabalho de voluntariado com jovens, tipo campo de
férias. Foi dinamizado pela CVX e envolveu jovens e
orientadores da Pastoral Universitária, da Universidade
Católica, da Paróquia de Matacuane e do Centro Cultural
Padre Cirilo. O Francisco Campos, SJ, que está na cidade
do Maputo a fazer o magistério, também veio dar a sua
preciosa contribuição neste projecto, que consistiu na reabilitação e apetrechamento de algumas casas de idosos
que se encontravam muito degradadas, e na prestação de
cuidados de saúde. Este projecto envolveu cerca de trinta
jovens universitários voluntários e durou uma semana.
Como o local era longe, dormimos lá, numas salas de aula
emprestadas e improvisadas para o efeito, e isso foi muito
bom para o grupo, pois ajudou-nos a conhecermo-nos
melhor e a aprofundar as amizades. Todos estiveram
muito entusiasmados desde o início e os resultados foram
extraordinários. Conseguimos acabar a tempo e atingir os
objectivos que tínhamos definido, e ainda deu para fazer
uma pequena festa com os idosos no final, bem como ir
dar um merecido mergulho no Índico, no último dia. Os
idosos que residem neste Centro passam muitas dificuldades, porque, como dizem os responsáveis, as ajudas que
vêm do estrangeiro normalmente dirigem-se às crianças e
nunca aos idosos. O projecto terá continuidade com os
alunos de medicina que regularmente lá irão, acompanhados de médicos, fazer consultas e tratamentos de saúde.
11
Servidores da MISSÃO DE CRISTO
boletim da PROVÍNCIA PORTUGUESA Janeiro/Março 2010
Os Centros Universitários
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Foi numa Terça-feira, no início de Novembro.
Numa pequena sala do Centro de Reflexão e Encontro
Universitário (CREU), tínhamos acabado de abençoar o
jantar e de cantar um cântico. Era a reunião quinzenal dos
12 estudantes que são animadores do Centro. Foi então
que ouvimos uma voz, vinda de lá de fora, a chamar.
- Ei, cantores!
A Catarina foi à janela. A voz vinha de um terceiro andar de um prédio das traseiras. Era uma rapariga
e chamava-se Cláudia. Era estudante de arquitectura paisagística.
- Quem são vocês? – perguntou ela. Já várias
vezes tenho ouvido gente aí a cantar.
- Isto aqui é o CREU, é um centro católico para
estudantes universitários. Anda cá ver.
A Cláudia lá apareceu, a meio do nosso jantar.
- Estou aqui no Porto a estudar mas não sou de
cá. – disse ela. Mas vocês, o que é que fazem?
De repente todos, ao mesmo tempo, começámos
a tentar explicar o que se passa nesta casa. “Não, aqui não
mora ninguém. Nem há aulas. É um espaço onde se pode
estudar e conviver, mas é sobretudo um espaço que organiza actividades, principalmente para estudantes universitários. E estes são os nossos padres”. Apontaram para o
Vasco e para mim. O Vasco e eu somos jesuítas. Já trabalhámos noutros centros e agora estamos no CREU.
É difícil explicar, a alguém que chega, tudo o
que se passa num centro universitário. Temos quatro centros destes em Portugal. Antes de mais, nos Centros, existem pequenos grupos. Alguns são grupos de fé (como as
CVX, os grupos de preparação para o Crisma e para o
Baptismo); outros são grupos de acção social (como os
que visitam idosos ou reclusos ou dão apoio aos sem-abrigo ou vão para África no Verão); outros são grupos de
debate de temas. À noite, quando se chega a um centro, o
normal é encontrarem-se alguns destes grupos reunidos. É
também à noite, depois do jantar, que acontecem algumas
das principais actividades abertas a quem quiser aparecer:
há noites (como o “Código d´Inácio”) sobre temas de
espiritualidade, noites (como o “Bate-Papo”) de debate
Reunião de grupos no CREU-IL
Missa na capela do CREU-IL
sobre um tema polémico, noites lúdicas (como o “Ovo
Estrelado” ou o “Café Concerto” ou alguma festa). Há
depois actividades que duram todo o fim-de-semana
(como o “Curso de Relações Humanas”, o “Eneagrama”,
o “CIF” onde um jesuíta responde a dúvidas sobre a fé, o
“Ginásio de Oração” para quem quer aprender a rezar ou
o “Nós e Deus”, uma espécie de retiro para quem anda
afastado de Deus). Seria enfadonho continuar a lista. E,
claro, há Exercícios Espirituais (este ano os centros organizam 34 turnos de Exercícios: 27 de 3 dias e 7 de uma
semana).
O Quico e a Catarina acompanharam a Cláudia a
uma visita rápida ao CREU enquanto os outros arrumavam a loiça do jantar. Mostraram-lhe a pequena capela, o
salão, duas salas para grupos e o mini-bar onde se lancha
todos os dias. Estiveram um pouco à conversa com outros
dois estudantes que iam animar um encontro de miúdos
nessa noite. Subiram ao primeiro andar. Aí mostraram-lhe
o gabinete do Vasco e o meu, uma pequena sala de computadores que serve também para reuniões de grupos e a
sala maior do primeiro andar onde estava reunido um
grupo chamado “Grão” que nasceu aqui no Centro e que
faz acção social em África nos meses de Verão. Porque
um Centro é, antes de mais, uma casa onde as pessoas se
encontram.
- Olha, tens aqui o programa de actividades do
CREU. Aparece quando quiseres. E temos missa todos os
dias da semana às sete da tarde. E, se quiseres, podes vir
connosco 6ª feira à Noite Inaciana.
- O que é isso?
- É uma noite inteira de caminhada e oração para
estudantes, até Fátima. Vamos de autocarro até Ourém,
caminhamos a noite inteira e de manhã chegamos a
Fátima. Vão lá estar jovens dos outros centros ligados aos
jesuítas.
Cláudia foi à Noite Inaciana. Eram mais de 500
jovens, este ano, a caminhar pela estrada fora, com archotes e violas. A noite começou com uma missa, já quase à
meia-noite. Depois houve tempos de oração individual, de
partilha 2 a 2, uma sopa quente a meio da noite com violas e danças, etc.
Servidores da MISSÃO DE CRISTO continuação
Peregrinação dos centros universitários à Senhora da Nazaré
Exercícios Espirituais, uma experiência radical
soa de fé. Disse que, depois de analisarem várias possibilidades de actividades radicais (escalada, rafting, canoagem, etc.), nenhuma lhes pareceu tão radical como estes
“Exercícios” que um jovem seu conhecido tinha feito! Os
Exercícios Pé-Descalço são 3 dias de silêncio e oração,
seguindo os Exercícios Espirituais de Santo Inácio. A
única diferença, em relação aos Exercícios tradicionais, é
que não se realizam em casas de retiros mas numa casa
qualquer, normalmente num local tranquilo junto ao mar.
É uma modalidade barata de Exercícios, onde se dorme
em saco-cama e a comida é feita por um outro estudante
ou pelos próprios. Tudo em silêncio.
Tentamos fazer propostas exigentes (neste sentido, sim, “radicais”) para quem já experimentou tudo e
agora quer mais. Creio que esta exigência é das coisas que
mais atrai os estudantes. Hoje, por exemplo, estamos a
fazer um dia de jejum e solidariedade para início de
Quaresma. Começou ontem à noite e chama-se “Operação
Sandwiche”. É a primeira vez que o propomos no Porto e
não sabíamos quantas pessoas viriam. Apareceram mais
de 60 estudantes universitários. Por outro lado, preocupamo-nos em apresentar uma oferta diversificada de actividades, de modo a que cada um se possa encaixar onde se
sentir melhor, de acordo com a sua maneira de ser e o seu
nível de crescimento na fé.
boletim da PROVÍNCIA PORTUGUESA Janeiro/Março 2010
Como começou este trabalho dos centros universitários? Em 1975, dois jesuítas portugueses recém ordenados foram enviados pelo Provincial de então para
Coimbra – uma cidade universitária – para fundarem aí o
primeiro centro universitário. Ambos tinham frequentado
universidades e tinham sentido a necessidade da evangelização do meio universitário. Foi aí, em Coimbra, numa
casa quase abandonada junto da Universidade, que nasceu
o “Centro Universitário Manuel da Nóbrega”: uma casa
simples, um ambiente descontraído, uma missa diária,
uma sala de estudo, um encontro por mês sobre um tema
de fé, serões com personalidades públicas dos mais diversos quadrantes ideológicos … Depois, aos poucos, foram
nascendo grupos CVX, fins-de-semana para responder a
questões de fé, Exercícios Espirituais, cursos de relações
humanas, etc.
A “fórmula” resultou bem e dez anos depois já
existiam mais dois centros: um em Braga (o “Centro
Académico de Braga”) e outro em Lisboa (o “Centro
Universitário Padre António Vieira”). Cinco anos mais
tarde já se estava a criar o nosso centro do Porto.
Que tentamos fazer nos centros?
Antes de mais, tentamos apresentar as propostas
tradicionais da fé mas numa linguagem acessível a estudantes universitários. Nada mais tradicional do que retiros
de silêncio, missas, peregrinações, acção social, grupos de
crescimento na fé, etc. O esforço que fazemos de inovação não se refere tanto aos conteúdos quanto à forma, à
linguagem. Não só a linguagem das palavras - que procuramos que seja directa, descomplicada e acessível - mas
também a linguagem estética. Por exemplo: Exercícios
Espirituais num ambiente mais simples, despojado e
pobre.
Recebi há tempos um telefonema de uma jornalista de um canal de televisão. Iam começar um programa
novo sobre actividades radicais para jovens e queriam que
o primeiro episódio fosse sobre “Exercícios Espirituais
Pé-Descalço”. Espantei-me com o interesse da jornalista.
Portugal é um país secularizado e a jornalista nem era pes-
13
Servidores da MISSÃO DE CRISTO continuação
boletim da PROVÍNCIA PORTUGUESA Janeiro/Março 2010
Encontro dos animadores dos centros universitários
14
Tentamos também unir a fé à imaginação e à
criatividade. Quando perguntei a um estudante de
Coimbra que conselhos me daria quanto ao grupo de preparação para o Crisma que íamos começar ele respondeume: “P. Nuno, surpreenda-nos!” A criatividade começa
nos nomes das actividades (“Operação Sandwiche”, “Ovo
Estrelado”, “Briefing com Deus”, etc) e continua depois
no modo pouco previsível como muitas se desenrolam.
Tentamos fazer coisas “com” os estudantes e não
só “para” os estudantes. Em cada centro há um grupo de
animadores com quem se tomam todas as decisões importantes. Não são nossos “ajudantes”: formamos juntos uma
equipa de trabalho. E num centro há normalmente muitos
outros estudantes a liderar actividades e grupos. Há poucos anos, por exemplo, começámos a fazer fins-de-semana de iniciação à fé orientados por estudantes e para os
quais convidam colegas que andam à procura de Deus.
Acho que o fazem muito melhor que nós, jesuítas...
Normalmente em cada centro há apenas um ou dois jesuítas e uma secretária. O trabalho que se faz só é possível
por haver muitos leigos com responsabilidades grandes.
Quais são os nossos problemas e as nossas questões? Uma delas é: “Como entrar mais na Universidade?”
Trabalhamos sobretudo com os estudantes que vêm ter
connosco aos centros. Mas os outros? Nem todos os estudantes vão à janela, como a Cláudia, perguntar quem
somos! Numa sociedade laicista como a nossa, há todo o
tipo de resistências por parte das universidades em relação
à Igreja. Às dificuldades de penetração na Universidade
junta-se ainda o facto de estarmos já muito sobrecarregados com o trabalho dentro dos próprios centros.
Outra questão importante pode ser formulada
assim: “Como ajudar os estudantes a uma integração
maior na Igreja universal?” Há estudantes que, antes de
frequentarem os centros, já tinham uma ligação forte à
Igreja. Outros, porém, aproximam-se ou re-aproximam-se
da fé através dos centros porque aqui descobrem uma
espiritualidade que fez sentido para eles. Mas então é preciso depois ajudá-los a ganhar um sentido de comunhão
eclesial mais amplo. E isto nem sempre é fácil.
Outra questão tem a ver com o acompanhamento dos estudantes que, entretanto, acabam os cursos. Os
primeiros estudantes a contactar os nossos centros em
breve serão avós… Não se pode dizer simplesmente:
“acabaste o curso, vai-te embora”. E, juntamente com
eles, vêm os amigos que nunca chegaram a conhecer os
centros enquanto estudantes mas que se sentem bem com
a nossa espiritualidade e pedem a nossa atenção. Se não
temos cuidado, a energia dos centros pode ser absorvida
por não-estudantes. Temos optado por ter algumas actividades conjuntas e por criar, dentro de cada centro, um
“departamento” que organiza actividades mais próprias
para os que já não são estudantes e que, através de quotas,
ajudam a financiar as actividades dos estudantes. O sistema tem resultado bem mas continua a tensão entre a dedicação que damos aos estudantes e aos não-estudantes.
Por entre todas estas questões e dificuldades,
creio, no entanto, que os nossos centros universitários
cumprem o que prometem aos estudantes: “Aqui encontras o que as aulas não te dão”.
Nuno Tovar de Lemos, SJ
Nota: este artigo foi publicado no Anuário da Companhia de Jesus, em 2008
Abertura do After Paul, em Cernache
Meios que unem O INSTRUMENTO COM DEUS
Maio
Julho
Exercícios Espirituais
Exercícios Espirituais
3 DIAS
06 a 09| em Soutelo, pé-descalço, com Maria Helena
Aguiar e o P. Luís Maria da Providência
13 a 16 | no Rodízio, Exercícios Espirituais e Renovamento Carismático, com o P. Jorge Oliveira
13 a 16 | em Soutelo, pé-descalço, com o P. Nuno Tovar
de Lemos
20 a 23 | em Soutelo, com o P. João Santos
27 a 30 | em Soutelo, com o P. Dário Pedroso
27 a 30 | em PALMELA, com o P. Miguel Gonçalves
Ferreira e Irª Rita Cortez, aci
3 DIAS
01 a 04 | em Soutelo, com o P. Mário Garcia
7 DIAS
30 a 06 Jun | em Soutelo, com o P. Luís Ferreira do Amaral
8 DIAS
13 a 21 | em Soutelo, com o P. António Costa e Silva
CASAIS
07 a 09 em SOUTELO, com o P. Mário Garcia
Junho
Exercícios Espirituais
7 DIAS
01 a 08 | na Costa Nova, com o P. Carlos Carneiro
22 a 29 | na Costa Nova, com o P. Filipe Martins
22 a 29 | em Soutelo, com o P. António Vaz Pinto
26 a 02 Ago | em Soutelo, com o P. António Valério
8 DIAS
01 a 09 | em Fátima, com o P. Gonçalo Eiró
03 a 11 | em Soutelo, com o P. Dário Pedroso
05 a 13 | em Soutelo, com o P. João Santos
17 a 25 | em Soutelo, com o P. Manuel Morujão
20 a 28 | em Soutelo, com o P. Domingos Freitas
22 a 30 | em Fátima, com o P. Gonçalo Eiró
22 a 30 | em Fátima, com o P. José Carlos Belchior e Drª
Alzira Fernandes
22 a 30 | em Palmela, com o P. Vasco Pinto de
Magalhães e Irª Ania Ramirez, aci
22 a 30 | no Rodízio, com o P. Sérgio Diz Nunes
22 a 30 | no Rodízio, com o P. Manuel Bello
30 a 07 Ago | em Fátima, com o P. João Vila-Chã
31 a 08 Ago | em Soutelo, com a Drª Alzira Fernandes e
P. José Carlos Belchior
10 a 13 | no Rodízio, com o P. Filipe Martins
24 a 27 | em Soutelo, com António Santana, sj e o
P. Luís Maria da Providência
30 DIAS
23 a 23 Ago | em Soutelo, com o P. Luís Maria da
Providência
4 DIAS
02 a 06 | na Costa Nova, com o P. Gonçalo Castro
Fonseca
9 a 13 | no Rodízio, com o P. João Norton
09 a 13 | em Soutelo, com o P. José Eduardo Lima
09 a 13 | em Soutelo, com o P. Vasco Pinto de Magalhães
7 DIAS
6 a 13 | no Rodízio, com o P. António Vaz Pinto
8 DIAS
05 a 13 | no Rodízio, com o P. Luís Maria da Providência
06 a 14 | em Palmela, EE Vocacionais, com o P. Carlos
Carneiro e Irª Maria Vaz Pinto, aci
14 a 22 | em Soutelo, com o P. Sales Baptista
21 a 29 | em Fátima, com o P. António Costa Silva
Consulte o programa anual em www.ppcj.pt/sjprog.htm
boletim da PROVÍNCIA PORTUGUESA Janeiro/Março 2010
3 DIAS
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