Energia no ar

Сomentários

Transcrição

Energia no ar
Uma publicação do Grupo Wilson Sons
Energia no ar
Geração eólica cresce no
Brasil e Wilson Sons é parceira
no recebimento de cargas
para os novos projetos
Energy in the air – Wind power generation grows
in Brazil and Wilson Sons is partners in the receipt
of cargo for new projects
Retrospectiva
As atividades do Grupo Wilson Sons em 2015
Retrospective – Activities of the Wilson Sons Group in 2015
Março 2016 | ano 13 | nº 62
Giro pela WS
Editorial
Virando mais
uma página
Em um negócio como o nosso, que
exige investimentos de longa maturação, cada ano é importante para ajudar
a pavimentar a estrada que vamos percorrer em um futuro próximo. 2016 é
um desses anos de trabalho intenso e
superação de desafios para chegarmos
às conquistas que pretendemos.
Trabalho e desafios, aliás, não faltaram no ano passado. Em um período
conturbado para a economia brasileira
e mundial, foi necessário identificar os
obstáculos para a nossa companhia e a
melhor maneira de superarmos cada
um. A ampla bagagem que temos foi
essencial para garantir o sucesso nesse
momento.
Também em 2015, tivemos muitos
planos se tornando realidade e não faltaram motivos para comemorar. Nossos estaleiros, por exemplo, entrega-
ram o Fugro Aquarius, o Jim O’Brien
e o WS Titan, três embarcações especiais dadas as suas complexidades tecnológicas. Além disso, tivemos crescimento na movimentação do Tecon
Rio Grande e do Tecon Salvador e
bons desempenhos da Wilson Sons
Rebocadores e da Wilson Sons Agência. Tudo isso e muito mais você poderá conferir na retrospectiva que preparamos para esta edição.
Esta NEW,S traz ainda uma matéria especial sobre energia eólica, que
hoje responde por cerca de 6% da geração de energia elétrica no Brasil. De
acordo com a presidente executiva da
Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Gannoum, esse
percentual pode dobrar até o final da
década, firmando esse segmento como
o segundo principal da matriz elétrica
Turning another page
do país. Para ajudar esse desenvolvimento, a Wilson Sons Logística e o
Tecon Salvador vêm ampliando esforços para atrair cargas de projeto destinadas à instalação de parques eólicos.
Na Entrevista, conversamos com o
diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Fernando
Fonseca, sobre os desafios que ele enfrentou desde que assumiu a função,
em 2012, e quais os planos para 2016.
Esta edição apresenta também uma
matéria sobre gestão, focada na qualidade, e outra de sustentabilidade, com
as influências que a COP 21, realizada
em dezembro de 2015, em Paris, trará
para a economia Brasileira.
Boa leitura!
Cézar Baião
CEO do Grupo Wilson Sons
This NEW,S brings a special article about wind power, which now accounts for about 6% of the power generation in Brazil. According to the Presi-
In a business like ours, which requires investments of long maturation, each
dent of the Brazilian Wind Energy Association (Abeeólica), Elbia Gannoum, this
year is important to help pave the road that we will cross in the near future.
percentage may double by the end of the decade, firming this segment as the
2016 is one of those years of intense work and overcoming challenges to
second most important electric energy source in the country. To help with this
achieve what we want.
development, Wilson Sons Logistics and Tecon Salvador have been increasing
Work and challenges, moreover, were not missing last year. In a troubled
efforts to attract project cargoes for the installation of wind farms.
period for the Brazilian and the world economy, it was necessary to identify the
In the interview, we talk with the Director of the National Agency of Water-
obstacles for our company and the best way to overcome each one. We have
way Transportation (Antaq), Fernando Fonseca, about the challenges he faced
extensive knowledge which was essential to ensure success in this moment.
since taking the position, in 2012, and what the plans are for 2016. This issue
Also in 2015, we realized many projects and there was no lack of rea-
also a story about management, focused on quality, and another story on sus-
sons to celebrate. Our shipyards, for example, delivered. Fugro Aquarius,
tainability, with the influences that the Paris COP 21, held in December 2015,
Jim O’Brien and WS Titan, three special vessels given the technological
will bring to the Brazilian economy.
complexities. In addition, we achieved growth in Tecon Rio Grande and
Enjoy the reading!
Tecon Salvador and good performances of Wilson Sons Tugboats and Wilson Sons Agency. All this and more you can check out in the retrospect that
we have prepared for this edition.
2 Março 2016 NEW,S
Cézar Baião
CEO of Wilson Sons Group
Expediente
NEW,S é uma publicação
trimestral do
Grupo Wilson Sons,
produzida e editada pela
Textual Corporativa.
Jornalista responsável |
Ludmilla Totinick
Edição |
Sumário
6
Daniel Cúrio
Redação |
Daniel Cúrio e
Ana Alberton
Revisão |
Gestão
Foco em qualidade ajuda empresas a aprimorar
seus processos e é importante ferramenta para
superar períodos de crise.
Diagramação |
Traço Design
Fotos |
Divulgação Antaq (pagina
10), Divulgação ABEEólica
(página 15), Divulgação
Gearbulk (páginas 30 e 31)
e Arquivo Wilson Sons
A influência da COP 21 no
Brasil e em suas empresas.
Sustainability - The influence
Management - Focus on quality helps companies to improve
of the COP 21 on Brazil and
their processes and is an important tool to overcome crisis periods.
its companies.
14
Liciane Corrêa
9
Sustentabilidade
Especial
A geração eólica promete dobrar sua participação na matriz de energia
elétrica brasileira até 2020 e, para isso, será necessário instalar novos
parques no Nordeste. Duas unidades da Wilson Sons na região – o Tecon
Salvador e a Estação Aduaneira de Interior Suape – estão preparadas para
contribuir com esse crescimento.
E-mail |
[email protected]
Special - Wind power generation promises to double its share in the Brazilian energy
Grupo Wilson Sons – CEO
matrix by 2020 and, for this, it will be necessary to install new parks in the Northeast. Two
Cézar Baião
Wilson Sons units in the region - Tecon Salvador and the Suape Interior Customs Station -
CFO e Relações com
Investidores
are prepared to contribute with this growth
Felipe Gutterres
Vice-presidente de
Rebocadores, Offshore
Agenciamento e Estaleiros
Arnaldo Calbucci
Vice-presidente de Terminais
e Logística
Sérgio Fischer
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Restrospectiva 2015
Novas embarcações, novos contratos, novos clientes, obras concluídas
e muito mais. Aconteceu tanta coisa em 2015 que não coube em uma
matéria só. Por isso, preparamos uma série de reportagens para contar
Coordenação editorial
Comunicação &
Sustentabilidade
como foi o ano para as empresas do Grupo Wilson Sons.
Os artigos assinados e as
opiniões são de total
responsabilidade de seus
autores.
Nenhum material desta
publicação pode ser
reproduzido sem prévia
autorização.
Retrospective 2015 - New vessels, new contracts, new clients, finished works
and much more. So much happened in 2015 that it doesn’t fit in just one
article. Therefore, we have prepared a series of articles to tell
you how the year was for the Wilson Sons Group companies.
Também nesta edição
4
Rua da Quitanda, 86 - 5º andar
Centro | Rio de Janeiro | RJ
Cep: 20091-005
T 55 21 3504-4222
www.wilsonsons.com.br
empresa associada
Giro pela WS
Brasco renova contrato com a Statoil e Wilson Sons Rebocadores recebe o WS Titan.
Around WS - Brasco renews agreement with Statoil and Wilson Sons Tugs receives the WS Titan.
10
Entrevista
38
Memória
Com Fernando Fonseca, diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).
Interview - With Fernando Fonseca, director of the National Waterway Transportation Agency (Antaq).
Os 60 anos da conteinerização, que mudou a maneira de transportar cargas.
Memory - 60 years of containerization, which changed the way cargo is transported.
NEW,S Março 2016
3
Giro pela WS
Statoil renova com a Brasco
Empresas são parceiras desde 2009
A parceria entre a Brasco e a Statoil,
multinacional norueguesa de petróleo e gás, foi renovada no final
do ano passado. Pelo novo contrato
de prestação de serviço, com validade de três anos, a Brasco continuará atendendo a Statoil em sua
base de Niterói.
O primeiro contrato foi assinado
em janeiro de 2009 e desde então a
Statoil tem sido um dos principais
clientes da Brasco. “Trabalhamos
sempre em conjunto, buscando a
otimização da performance operacional sem abrir mão de nosso
principal valor, que é a excelência
em segurança, meio ambiente e
saúde (SMS). Daí o maior fator do
sucesso dessa parceria”, diz o diretor executivo da Brasco, Gilberto
Cardarelli.
Ele explica que o escopo do serviço prestado à petroleira não mudou no novo contrato. “Tanto o
acordo anterior quanto o atual têm
como objeto principal a prestação
de serviços integrados de logística
offshore, com a utilização da base
de apoio da Brasco em Niterói para
a movimentação de cargas, galpões
para armazenagem de equipamentos especiais, canteiro para armazenagem de tubulação e equipamentos pesados, completa infraestrutura
de escritórios, além de serviços adicionais como limpeza de tanques e
gerenciamento de resíduos”, detalha o executivo.
Cardarelli afirma ainda que,
apesar de o contrato com a Statoil
prever a utilização do terminal de
Niterói, a companhia conta com o
diferencial de uma segunda unidade na Baía de Guanabara - a Base do Caju da Brasco na Zona
Portuária do Rio de Janeiro -, que
Statoil renews with Brasco
The companies are partners since 2009
The partnership between Brasco and Statoil, Norwegian multinational oil
and gas company was renewed at the end of last year. Through this new
service provision agreement, valid for three years, Brasco shall continue
to serve Statoil at its base in Niteroi. The first agreement was signed
in January 2009 and since then Statoil has been one of the main customers of Brasco. “We always work jointly, seeking to optimize performance without giving up our core value, which is the excellence in health,
safety and environment (HSE). That is the major success factor of our
partnership” stated Gilberto Cardarelli, Executive Director of Brasco. He
explains that the scope of the service provided to the oil company has
not changed in the new contract. “Both the previous agreement and the
present have the principal objective to provide integrated offshore logistics services with the use of Brasco’s support base in Niteroi for cargo
handling, warehouses for storage for special equipment, yard for pipe
4 Março 2016 NEW,S
poderá ser utilizada para operações especiais.
“Para a Brasco, a renovação desse contrato por mais três anos representa uma importante conquista
com múltiplos aspectos, dos quais
destacamos a confiança da Statoil
em nossa capacidade operacional e
a continuidade de uma parceria estratégica”, afirma o diretor.
Somente em 2015, a Statoil realizou cerca de 320 atracações, com expressiva eficiência operacional. Para
tanto, a Brasco mantém uma equipe
de profissionais dedicados exclusivamente às operações da Statoil, bem
como uma equipe multidisciplinar
que contribui direta ou indiretamente com todos os clientes da
companhia. A Statoil é também
pioneira na utilização do sistema interno de gestão da qualidade da
operação, o OLS, que garante o
acompanhamento e a geração de indicadores de desempenho on-line.
and heavy equipment storage, complete office infrastructure, as well as
additional services such as tank cleaning and waste management”, explains the executive. Cardarelli further states that, although the contract
with Statoil provides for the use of the Niteroi terminal, the company has
the differential of a second unit in Guanabara Bay - the Brasco Caju Base
in the Port Zone of Rio de Janeiro - which can be used for special operations. “For Brasco, the renewal of this contract for another three years
is a significant achievement in many aspects, of which we highlight the
trust of Statoil in our operational capacity and the continuation of a strategic partnership,” the director states. In 2015, Statoil carried out nearly
320 berthings, with significant operational efficiency. To this end, Brasco
has a team of professionals dedicated exclusively to Statoil’s operations,
as well as a multidisciplinary team that contributes directly or indirectly
to all the Company’s customers. Statoil is also a pioneer in the use of the
internal quality operation management system, OLS, which ensures the
monitoring and generation of online performance indicators.
Giro pela WS
Wilson Sons
recebe
primeiro
Escort Tug
Rebocador WS Titan foi
entregue em dezembro
A Wilson Sons Rebocadores recebeu, entre o final de 2015 e o início deste ano, duas embarcações
para incrementar sua frota. Em dezembro, começou a operar o WS
Titan. Em seguida, a companhia
recebeu o WS Cygnus.
O diretor operacional da Wilson
Sons Rebocadores, Sergio Guedes, destaca, sobretudo, a entrega do WS Titan,
que possui um importante diferencial.
“Esse é o primeiro Escort Tug do Brasil. Isso significa que ele está adequado
e certificado para acompanhar navios
como escoteiro, ou seja, com o cabo
passado em velocidade de cruzeiro.
Além disso, é mais potente e possui
tração estática de mais de 80 toneladas”, conta o executivo.
Inicialmente, o WS Titan atende à demanda do Porto de Santos,
mas em breve será deslocado para o
Porto do Açu, no Norte Fluminense. A embarcação possui 32 metros de comprimento e 12 metros
de boca. Conta com propulsão azimutal e sistema de combate a incêndio Fire Fighting 1. Não há restrição de navegabilidade na costa
brasileira e dispõe de equipamentos
de comunicação de acordo com as
normativas internacionais.
Já o WS Cygnus tem 24 metros
de comprimento e 11 metros de
boca e também vai operar inicial-
mente em Santos. A embarcação
possui tração estática (bollard pull)
de cerca de 62 toneladas e está
equipada com motor Caterpillar e
propulsores Schottel.
Wilson Sons receives its first Escort Tug
The WS Titan was delivered in December
Wilson Sons Towage received two vessels to increase its fleet between the end of 2015 and
early this year. WS Titan began to operate in December. Since then the Company has received the WS Cygnus. The chief operating officer of Wilson Sons Towage, Sergio Guedes,
highlights the delivery of the WS Titan in particular because of an important differential.
This is the first Escort Tug of Brazil. This means that it is suitable and certified to accompany
ships as escort, that is, run cable at cruising speed. Furthermore it is more powerful and
has bollard pull of over 80 tons, “says the executive. Initially WS Titan met demands for
the Port of Santos, but soon it will be sent to the Port of Açu, in northern Rio de Janeiro.
The vesselis 32 meters long and has a breadth of 12 meters. It has azimuth propulsion and
the Fire fighting 1 system. There are no restrictions for its navigation along the Brazilian
coast and it offers communications equipment according to international standards. The
WS Cygnus is 24 meters long and has a breadth of 11 meters. It will also initially operate
in Santos. The vessel has a bollard pull of about 62 tons and is equipped with a Caterpillar
engine and Schottel thrusters.
NEW,S Março 2016
5
Gestão
O que é qualidade?
Mais do que bons produtos e serviços, empresas focam
na gestão para superar desafios e crescer
Talvez a resposta para a pergunta do
título não seja nada fácil. No Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, por exemplo, há nada menos do
que 15 diferentes acepções para a
palavra “qualidade”. Mas, para definir seu significado no meio corporativo, a ajuda de um especialista é
providencial. O presidente executivo da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ), Jairo Martins, relata
que, no passado, media-se muito o
grau de excelência de uma empresa
por seus bons produtos ou bons serviços, mas que a percepção mudou
ao longo dos anos.
“Hoje a qualidade é vista como
algo mais sistêmico, mais abrangente. É preciso olhar para todos os processos, desde o primeiro contato
com o cliente, passando por todo o
relacionamento. Para avaliar o pro-
duto e o serviço, já existe uma série
de normas e certificações. O mais
importante é atestar a qualidade da
gestão, de tudo o que a empresa faz.
Isso precisa estar visível para o cliente”, diz ele. A FNQ, entidade focada
na excelência da gestão de qualidade
forma redes e núcleos de conhecimento para capturar experiências e
definir padrões de referências, dissemina conhecimento e fornece suporte às empresas na busca por soluções, entre outras ações.
Um dos trunfos da Fundação é
compartilhar conhecimento com as
empresas filiadas. Martins explica
que o grande diferencial da FNQ é
não ser uma consultoria. “Toda a interação com as organizações é por
meio da transferência de conhecimento em gestão, de tal forma que o
saber seja absorvido e passe a ser uti-
Parceria há um ano
Em março deste ano, a Wilson Sons Rebocadores completou um
ano como filiada à Fundação Nacional de Qualidade (FNQ). Por
meio dessa parceria, a companhia se mantém atualizada às melhores
práticas de mercado e conta com diversos benefícios, como a possibilidade de realizar benchmarking em empresas de classe mundial
nos critérios da excelência em gestão, o acesso às bibliografias virtuais da fundação e a participação em núcleos de conhecimento
temáticos que promovem a troca de saber e debates de assuntos em
destaque na gestão brasileira.
6 Março 2016 NEW,S
lizado no dia a dia da corporação.
Nós capacitamos, ensinamos a organização a se autodiagnosticar e, a
partir disso, ela mesma pode implementar as melhorias. Isso também
representa uma redução de custo
muito grande.”
Jairo Martins conta que, em período de crise econômica, o foco na
qualidade pode fazer toda a diferença
no sucesso de uma companhia, já
que traz a oportunidade de rever todos os processos. Com isso, diz ele, a
empresa passa a ter mais domínio sobre si própria, tornando mais fácil a
tomada de decisões – que, se acertadas, são benéficas para a empresa na
momento da retomada da economia,
dando mais agilidade e musculatura.
Ainda sobre o cenário desafiador,
o executivo da FNQ ressalta que deve haver equilíbrio entre as ações da
Partnership for a year
In March of this year Wilson Sons Towage completed
one year as affiliate of the National Quality Foundation (FNQ). Through this partnership, the Company
keeps up to date with the best market practices. It
has many benefits such as, the possibility of benchmarking against world-class companies on criteria
of excellence in management, access to virtual
bibliographies of the foundation and participation
in thematic knowledge centres that promote the
exchange of knowledge and emphasis on issues of
discussions in the Brazilian management.
iniciativa privada e do governo. “A
produtividade depende do trabalho
das organizações, mas, ao mesmo
tempo, está ligada ao país. Foi nesse
ponto que houve a falha que levou
ao cenário atual. As companhias fizeram o dever de casa, mas o país
não criou um ambiente propício para o desenvolvimento da competitividade. Quais foram as consequências disso? O governo gastou mais,
tomou decisões meramente políticas, e a corrupção e a burocracia
cresceram. O erro na gestão do país
ocasionou um problema econômico
e isso acarretou em um problema
político que pode virar social”, ressalta. “Há muito tempo, as organizações vêm investindo em processos,
em indicadores. Faltou o governo
acompanhar essa evolução na competitividade. Muitas vezes, não
adianta botar um bom produto no
mercado, pois ele vai ser impactado
por tudo isso.”
Para superar a crise, as empresas
devem ter compreensão do ambiente
e de seus clientes, de como devem
atuar, diz Martins. A partir disso,
precisam desenvolver um plano estratégico e um orçamentário sólido.
O imprescindível, segundo ele, é ir
além da visão de curto prazo. Isso
evita que tomem decisões desastrosas. Uma governança realista, que
olhe os processos buscando fazer
mais gastando menos, é essencial para a empresa sair da crise e aproveitar
o momento da retomada.
Longo prazo, aliás, é algo que as
companhias precisam ter em mente. “Essa visão de fazer sucesso a
qualquer custo, sem se preocupar
com a longevidade do negócio, não
é a ideal. Hoje, o próprio país, muitas vezes, pensa dessa maneira, buscando resultados imediatos”, afirma
o presidente.
What is quality?
More than just good products and services, companies focus on management to overcome challenges and grow
Maybe the answer to the question of the title is not easy at all. In the
Houaiss Dictionary of the Portuguese Language, for example, there are no
fewer than 15 different meanings for the word “quality”. But to define its
meaning in the corporate environment, the help of an expert is providential.
The chief executive of the National Quality Foundation (FNQ), Jairo Martins, reports that in the past, the degree of excellence of a company was
the measure of its good products and good services, but this perception
has changed over the years.
“Today quality is seen as something more systemic, more comprehensive. We must look at all the processes, from the first contact with the
customer going through the whole relationship. To evaluate the product
and the service, there is already a number of standards and certifications.
The most important is to certify the quality management of everything that
the company does. This must be visible to the customer” he states. The
FNQ, an entity focused on excellence in quality management forms networks and knowledge centres to capture experiences and set standards
references, disseminates knowledge and provides support to companies in
the search for quality solutions, among others.
One of the Foundation’s assets is to share knowledge with affiliated
companies. Martins explains that the great differential of the FNQ is that
it is not a consultancy. “All interaction with organizations is through the
management of the transfer of knowledge, so that knowledge is absorbed
and passes to be used in the daily routine of the corporation. We empower,
teach the organization to self-diagnose and, from there it can implement
improvements by itself. This also represents a huge cost reduction.”
Jairo Martins says that in a period of economic crisis, the focus on quality can make all the difference for the success of a company, since it has
the opportunity to review all processes. With this he says that the company
will have more control of itself, making decisions easier - which, if they
are the right ones, are beneficial to the company at the time of economic
recovery, giving more agility and muscles.
Still on the challenging scenario, the executive of the FNQ points out
that there must be balance between the actions of the private sector and
the government. “Productivity depends on the work of the organizations,
but at the same time, is connected to the country. It was at this point that
there was the failure that led to the current scenario. The companies did
their homework, but the country did not create a favorable environment
for the development of competitiveness. What were the consequences of
this? The government spent more, took merely political decisions and the
corruption and bureaucracy grew. The error in the country’s management
caused an economic problem and this resulted in a political problem that
could become social”, he says. “For a long time, organizations are investing
in processes, on indicators. The government failed to follow this evolution
in competitiveness. Many times, it is not enough to have a good product on
the market because it will be affected by all of this.”
To overcome the crisis, companies must have an understanding of the
environment and its customers, how they should act, states Martins. From
this they need to develop a strategic plan and a solid budget. The essential,
he said, is to go beyond the short-term vision. This avoids taking disastrous
decisions. A realistic governance, which looks at processes seeking to do
more with less, is essential for the company to come out of the crisis and
seize the moment of recovery.
Long-term, by the way, is something that companies need to keep in
mind. “This vision of success at any cost, without worrying about the
longevity of the business, is not ideal. Today, the country itself often
thinks this way, seeking immediate results”, said the CEO.
NEW,S Março 2016
7
Sustentabilidade
Compromisso
com o amanhã
Decisão de reduzir emissões de gases de efeito estufa, firmada na
COP 21, vai influenciar o futuro da economia mundial
Foi com uma enorme salva de palmas que os representantes dos
195 países que participavam da COP 21, a cúpula do clima realizada em Paris, em dezembro do ano passado, comemoraram a
aprovação da proposta de redução das emissões de gases de efeito
estufa (GEE). O objetivo é garantir que a temperatura média
mundial não suba além de 2°C. Esse episódio, sem dúvida, é
motivo de celebração, mas fica ainda no ar uma pergunta: de que
maneira a economia pode ser impactada com essa decisão?
“O impacto será muito grande. Acho que foi um enorme
acontecimento”, destaca a especialista Branca Americano, responsável pelo Programa de Políticas Climáticas do Instituto
Clima e Sociedade. Ela lembra, contudo, que a COP 21 é um
processo dentro da Organização das Nações Unidas (ONU) e,
como todos os outros processos da instituição, tende a ser lento,
pois envolve todos os países do mundo e as decisões são tomadas por consenso.
O acordo da COP 21 veio substituir o Protocolo de Quioto,
assinado em 1997 e que ainda estava em vigor. Na época, ele foi
fundamental para ampliar o diálogo sobre as mudanças climáticas e para criar o mercado de carbono, mas tinha como principal
deficiência o não envolvimento dos Estados Unidos, maior potência econômica da atualidade. “O mundo mudou muito ali,
mas ainda era pouco.”
Branca explica que os países que participaram da COP 21 estão
sob o mesmo regime, mas que são reconhecidas diferenças entre
eles, já que alguns são responsáveis por grandes fatias de emissões
enquanto outros contribuem pouco com o aquecimento global.
“Cada país diz quanto se compromete a reduzir”, comenta a especialista. “Tudo ocorre de maneira muito transparente, e os pa-
8 Março 2016 NEW,S
íses vão apresentar seus resultados
para que os demais avaliem e questionem o que está sendo feito. A arquitetura encontrada para isso foi muito
satisfatória.”
PONTO DE PARTIDA
A representante do Instituto Clima e
Sociedade ressalta que a COP 21 não é
um ponto de chegada, mas de partida
para uma mudança cultural em todo o
mundo. “Espera-se que alguém que
vai investir hoje se preocupe com o tema”, diz ela. “Daqui a alguns anos,
produtos com grande pegada de carbono não serão tão bem aceitos pelo
público. Tomadores de decisão vão
tentar entender como funciona esse
novo jeito de fazer economia e, em al-
gum momento, todo mundo vai pular
dentro desse barco mais sustentável.”
Segundo ela, as perspectivas são
muito positivas para o Brasil, já que o
país é rico em recursos naturais, que
podem tornar essa transição mais fácil. Nossa matriz elétrica tem baixo
percentual de carbono e temos mais
alternativas que países cuja base de
geração é de termelétricas a carvão.
“Já passamos por várias transições no
modo de produção, e o mundo continuou evoluindo normalmente”, comenta Branca Americano. “Essa é
uma responsabilidade assumida por
cada país, que verifica onde estão suas
principais emissões. O Brasil vai ter
que rever sua política climática para
ter êxito.”
Commitment with the future
The decision to reduce emissions of greenhouse
gases, signed at the COP 21, will influence the
future of the world economy
It was with a huge round of applause that the representatives of the
195 countries participating in the COP 21 climate summit held in Paris
in December last year, celebrated the approval of the proposal to reduce emissions of greenhouse gases (GHG). The goal is to ensure
that the global average temperature does not rise more than 2°C. This
episode certainly is cause for celebration, but there is still a question in
the air: how will the economy be impacted by this decision?
“The impact will be huge. I think it was a huge event”, said the expert
Branca Americano, responsible for the Climate Policy Program of the
Climate and Society Institute. She recalls, however, that the COP 21 is
a process within the United Nations (UN) and, like all other processes
of the institution, tends to be slow because it involves all countries of
the world and the decisions are taken by consensus.
The COP 21 agreement replaced the Kyoto Protocol, signed in 1997
which was still in force. At the time, it was essential to broaden the dialogue on climate change and to create the carbon market, but the main
deficiency was the non-involvement of the United States, currently the
largest economic power. “The world changed a lot at that point but it
still was very little.”
Branca explains that the countries that participated in the COP 21
are under the same regime, but differences are recognized among
them, as some are responsible for large part of emissions while others contribute little to global warming. “Every country says how much
it pledges to cut”, stated the expert. “Everything takes place very
Branca afirma que a crise econômica
pode atrasar os planos do Brasil, mas
que esse momento poderia ser aproveitado para uma grande transformação. A
crise é a oportunidade perfeita para buscar novas maneiras de gerar riqueza,
mas, segundo ela, não parece haver estímulo do Estado para que isso aconteça.
“A mudança vai adiante com ou
sem o Brasil, e a influência mundial
pode ser importante. As próprias empresas podem dar o empurrão de que o
país precisa, seguindo as tendências
dos seus setores. Vai depender da mentalidade do empresariado”, garante
Branca. “A logística pode ser um fator-chave. Basta tirar o desperdício e a
ineficiência da equação e a nossa contribuição para o clima será enorme.”
transparently, and the countries will present their results for the others
evaluate and question what is being done. The architecture found for
this was very satisfying.”
STARTING POINT
The representative of the Climate and Society Institute points out that
THE COP 21 is not a point of arrival but starting point for a cultural
change around the world. “It is expected that someone who will invest
today will worry about the issue”, she says. “In a few years, products with
high carbon footprint will not be well accepted by the public. Decision
makers will try to understand how this new way of economy works and,
at some point, everyone will board this more sustainable ship.”
According to her, the perspectives are very positive for Brazil, as the
country is rich in natural resources, which can make this transition easier.
Our energy matrix has a low percentage of carbon and has more alternatives that countries whose generation base is coal powered thermal power plants. “We’ve been through many transitions in the production mode,
and the world has continued to evolve normally”, stated Branca Americano. “This is a responsibility assumed by each country, which checks
where are their main issues. Brazil will have to review its climate policy to
succeed.” Branca says that the economic crisis may delay Brazil’s plans,
but this moment could be used for a major transformation. The crisis is
the perfect opportunity to look for new ways to generate wealth, but she
said, there seems to be no government stimulus for this to happen.
“The change will go ahead with or without Brazil, and global influence
can be important. The companies themselves can provide the push that
the country needs, following the trends of their sectors. It will depend on
the entrepreneurial mentality”, assures Branca. “Logistics may be a key
factor. Just remove the waste and inefficiency from the equation and our
contribution to the climate will be enormous.”
NEW,S Março 2016
9
Entrevista
Mais diálogo na Antaq
Diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários, Fernando Fonseca, destaca
relacionamento entre os atores do setor como ponto forte da atual diretoria
P
ergunte para o diretor Fernando Fonseca o que a Agência Nacional de Transportes
Aquaviários (Antaq) tem feito nos últimos anos e receba uma resposta tão ampla e
completa que ficará difícil pensar em qualquer coisa diferente de “trabalho sério e
empenhado”. Na ponta da língua, ele tem todas as informações sobre os segmentos de
navegação marítima, navegação de interior, área portuária e fiscalização. Uma constante
em todo o setor regulado pela Antaq é o aumento do diálogo. “Nós ficamos entre os
usuários, os operadores e os demais órgãos governamentais. Para agir com sucesso, a
inteiração é fundamental. Temos construído diálogo muito interessante para todas as
questões em que nos envolvemos, discutindo os problemas em prol de soluções
objetivas e consistentes”, diz o diretor.
Um dos assuntos quentes para a Agência atualmente é a antecipação das
renovações de concessões de terminais portuários. Segundo ele, a Antaq já liberou mais
de R$ 8 bilhões em investimentos – aportes da iniciativa privada para modernização e
expansão dos terminais brasileiros – e tem ainda outros R$ 2,9 bilhões em estudo.
“Isso é de extrema importância para a economia do país”, comenta Fonseca, que ainda
tem na pauta para 2016 a busca por maior eficiência e competitividade no mercado.
NEW,S | Qual é o balanço
que o senhor faz do período
em que está na diretoria
da Antaq?
Fernando Fonseca | Em dezembro de 2012, passei a ser diretor interino da Agência. Na época, foi
necessária a nomeação provisória de
dois diretores para dar sequência ao
trabalho da Antaq. Continuei assim
10 Março 2016 NEW,S
em 2013 e, em maio de 2014, fui
efetivado como diretor da Agência.
O balanço desse período é extremamente positivo. Tivemos uma
série de avanços em prol da consolidação da relação da Agência com
o mercado por ela regulado.
Em relação ao transporte aquaviário, fiscalizamos vários nichos
de mercado. Na navegação maríti-
ma, que engloba longo curso, cabotagem, apoio portuário e marítimo, tivemos uma mudança
importante. Até então, a responsabilidade sobre essa área ficava no
Rio de Janeiro e fazia com que muitas demandas não fossem percebidas
pela Diretoria. Para resolver isso,
informatizamos os procedimentos
para afretamento de embarcações
estrangeiras por empresas brasileiras
de navegação, processo que antes
era muito burocrático. Isso foi vital
para transferir esse departamento
para Brasília.
Com a informatização e a eficácia do processo reunimos dados que
nos ajudaram a detectar questões
que exigiam ações da Agência em
favor do mercado regulado. Uma
delas foi a redução da norma de
afretamento. Percebemos que havia
algumas práticas que vinham em
detrimento do fortalecimento do
mercado, comprometendo, inclusive, os investimentos das empresas.
Na navegação de interior, vale
destacar o esboço de normas específicos que vamos colocar em audiência pública para conferir a outorga sobre a denominação de registro
de autorização de instalações portuárias. Pela legislação vigente, existem alguns tipos de instalações que
não têm total conformidade com o
arcabouço legal. Ficariam ao limbo
de qualquer regularização e sabemos
que essas instalações têm uma importância econômica muito grande
para suas regiões, especialmente na
Amazônia, onde são porta de entrada de muitos passageiros e cargas.
Pretendemos trabalhar com a possibilidade de um registro que nos dê
mecanismos para acompanhar e monitorar o desenvolvimento das atividades desses tipos de instalações.
Na área portuária, além das revisões de normativos e de interesse
para regulação do mercado portuário, vale destacar os procedimentos
de emissão de outorgas. O novo marco regulatório, de 2013, tem como
pano de fundo desobstruir e eliminar uma série de entraves para que
haja incremento de oferta de infraestrutura portuária, com participação predominante da iniciativa privada. Esses entraves da legislação
anterior traziam instabilidade regu-
latória e jurídica para que os investimentos privados pudessem ser efetivados. A nova legislação prevê três
mecanismos muito importantes,
com papel relevante da Antaq no
processo. O primeiro é a outorga
de Terminais de Uso Privativo
(TUPs), que não têm mais restrição
para operar cargas de terceiros. Isso
era uma grande dificuldade e gerava muitas demandas na Justiça questionando o uso desses terminais.
Outro mecanismo é a renovação
antecipada de contratos de arrendamento, que é o caso dos principais terminais de contêineres do
país. As embarcações cresceram e
demandam cais maiores e os terminais precisam se adequar, realizar
investimentos. Não poderíamos esperar o fim dos contratos para garantir os aportes, por isso essa antecipação é tão necessária. Por fim,
há a questão das licitações do programa de arrendamentos do Governo Federal. São contratos anteriores
ao antigo marco regulatório e muitos deles já foram encerrados, com
as áreas ocupadas por meio de liminares. Queremos resolver esse passivo significativo para o setor, com
novas oportunidades de negócios
viabilizando aportes para aumentar
a oferta de infraestrutura portuária.
Na fiscalização, é importante realçar a consolidação dessa tarefa da
agência reguladora. Hoje, temos 14
escritórios regionais espalhados pelo país e que são a ponta de lança
da Antaq para fiscalizar o setor. A
atual Diretoria achou por bem, para aumentar a eficiência, instalar
postos avançados dentro dos principais portos brasileiros. Temos,
com isso, reduzido o volume de
sanções.
NEW,S | Qual é a agenda
da Antaq para 2016?
O que podemos esperar?
Fernando Fonseca | Vamos dar
continuidade a todo esse trabalho, em
todas as nossas frentes de atuação.
Buscamos maior eficiência. Na fiscalização, vamos avançar cada vez mais
na definição de conceitos e indicadores de serviço adequado, para conferir maior segurança jurídica ao mercado. Essas ferramentas serão técnicas
e transparentes, para facilitar nosso
trabalho acompanhando todos os atores dos setores portuário, navegação
marítima e navegação de interior.
NEW,S | Os setores regulados
têm elogiado bastante o
aumento do diálogo com
a Antaq. Existe um
movimento de recondução de
toda a Diretoria ao f inal dos
mandatos? Este era um
dos objetivos da Agência?
Os setores têm sido parceiros
na elaboração das normas?
Fernando Fonseca | Não trabalhamos com o objetivo da recondução, mas muito nos alegra saber
que o setor está satisfeito com o trabalho da Agência e elogiando o aumento do diálogo. Nós ficamos entre os usuários, os operadores e os
demais órgãos governamentais. Para agir com sucesso, o relacionamento é fundamental. Temos construído diálogo muito interessante
para todas as questões em que nos
envolvemos, discutindo os problemas em prol de soluções objetivas
e consistentes.
NEW,S | Apesar desses
elogios, os setores estão
apreensivos com uma possível
hiper-regulação, que seria
prejudicial ao desenvolvimento
dos negócios. Há motivo para
essa preocupação?
Fernando Fonseca | Há um pouco de exagero nessa afirmação. A
Antaq existe para que a iniciativa
NEW,S Março 2016
11
privada possa atuar sem temores e
com competitividade, respeitando
os ritos da lei. Dessa maneira, acho
que os setores não precisam se preocupar muito com essa regulação
exagerada.
NEW,S | Como está
evoluindo a nova norma de
afretamento? O setor tem sido
parceiro na implementação?
Fernando Fonseca | A norma de
afretamento que entrou em vigência no ano passado, sem dúvida, atingiu seu objetivo, na medida em que
alterou a dinâmica do setor, contribuindo na inibição da atuação de
empresas que não estavam envolvidas com o desenvolvimento do setor. Com o sistema informatizado,
pudemos detectar uma série de lacunas de ordem regulatória. Várias
empresas atuavam em detrimento
do que se esperava para o mercado.
A matéria foi amplamente discutida
e o setor recebeu muito bem essa
mudança. Foi um golaço da Antaq.
NEW,S | Como a Agência
está lidando com as
antecipações das renovações
de concessão de terminais?
Isso é uma prioridade?
Quais as perspectivas?
Fernando Fonseca | Temos trabalhado muito forte nesse segmento. A
renovação é uma das iniciativas mais
importantes decorrentes do novo marco regulatório. São processos que demandam menor tempo para que esses
investimentos tão requeridos sejam
realizados nos terminais portuários.
Para estarem em posição competitiva,
esses terminais precisam estar equipados para receber as embarcações, que
estão cada vez maiores.
A partir dos processos de renovação antecipada, a Antaq já liberou
mais de R$ 8 bilhões em investimentos no setor. Isso é de extrema importância para a economia do país.
Temos também hoje, em análise na
Antaq e na Secretaria Especial de Portos (SEP), R$ 2,9 bilhões em investimento em estudo.
NEW,S | As normas de
outorgas virão para reforçar
os princípios das leis que
regem os setores?
Fernando Fonseca | Sem dúvida.
A proposta de revisão à norma de
outorga para autorização de operações de navegação veio para complementar a norma de afretamento,
que tratei na resposta anterior. O
objetivo da Agência com a publicação dessas duas normas é criar condições para que o setor de navegação
marítima possa se desenvolver para
gerar investimentos e empregos no
país. O pano de fundo é o desenvolvimento da navegação e da indústria naval, com aportes voltados
para o aumento da frota. Isso é importante para coibir a concorrência
desleal e atitudes não competitivas.
NEW,S | O senhor pode
comentar um pouco sobre a
necessidade de revisão da
Resolução 2389/2012? Porque
a necessidade de revisá-la, já
que é bastante clara a respeito
das cobranças nos terminais?
Fernando Fonseca | É preciso destacar que, por conta do novo marco
regulatório, é necessário adaptar a Resolução 2389/2012. A nova legislação
confere uma série de competências de
normatização e disciplinamento da
exploração portuária, direta ou por
arrendamento. Considerando aspectos
técnicos, econômicos e jurídicos, particulariza a exploração do serviço portuário e sua interface com a navegação
marítima. A resolução precisa se ajustar a esse novo cenário, precisa ser mais
transparente.
12 Março 2016 NEW,S
More dialog for Antaq
The Director of the National
Waterway Transportation Agency
(Antaq), Fernando Fonseca,
highlights the relationship between
the sector actors as a strong point of
the current board
Ask the director Fernando Fonseca what the National Waterway Transportation Agency has done in recent years and you will receive an answer as broad
and complete that it will be hard to think of anything
other than “serious and committed work”. He has
all the information on the shipping segments, inland
navigation, port areas and supervision at the tip
of his tongue. A constant throughout the industry
regulated by Antaq is increased dialog. “We are between the users, operators and other government
bodies. To operate successfully, interaction is critical. We have constructed a very interesting dialog
for all issues in which we are involved, discussing
the problems in favor of objective and consistent
solutions”,says the director.
One of the hot topics for the Agency is currently
anticipating the renewal of port terminal concessions. According to him, Antaq has released more
than R$ 8 billion in investments - the private sector investments for modernization and expansion of
Brazilian terminals - and still there are another R$
2.9 billion under study. “This is extremely important
for the economy”, stated Fonseca, who still has time
in the agenda for 2016 for the search for greater
efficiency and market competitiveness.
NEW,S | What is your contribution during the
period in which you are on the board of Antaq?
Fernando Fonseca | In December 2012, I became acting director of the Agency. At the time,
the provisional appointment of two directors to give
sequence to the work of Antaq was necessary. I
remained like this in 2013 and in May 2014 I was
effected as a director of the Agency. The balance
of this period is extremely positive. We had a number of advances in favor of the Agency regarding
the consolidation of the market regulated by it. Regarding water transport, we inspect various market
niches. In maritime navigation, which encompasses
long haul, cabotage, port and maritime support, we
had a major change. Until then, the responsibility for
this area was in Rio de Janeiro and meant many demands were not perceived by the Board. To resolve
this, the procedure for chartering of foreign vessels
by Brazilian shipping companies was computerized.
This process was previously very bureaucratic. This
was vital to transfer this department to Brasilia.
With computerization and the effectiveness of the
process we gathered data that helped us to detect
issues that required Agency actions in favor of the
regulated market. One of them was the reduction
of the chartering standard. We realized that there
were some practices that were to the detriment
of the strengthening of the market compromising
even business investments. For inland navigation,
it is worth highlighting the outline of specific rules
that we will bring to a public hearing to confer the
award on the registration name of authorization for
port facilities. Under current legislation, there are
some types of facilities that do not have full compliance with the legal framework. They would be
left in the limbo of any regularization and we know
that these facilities have a major economic importance for their regions, especially in the Amazon,
which is the gateway for many passengers and
cargo. We intend to work with the possibility of a
registry that provides the mechanisms to track and
monitor the development of the activities at these
types of facilities. In the port area, in addition to
the review of the rules and interest for regulation of
the port market, it is worth mentioning the concession grant issuing procedures. The new regulatory
framework of 2013 has as background to clear and
remove a number of barriers so that there is a port
infrastructure supply increase, with predominant
participation of the private sector. These barriers
of the previous legislation brought regulatory and
legal instability in order for the private investment
to be made effective. The new law provides three
very important mechanisms with a relevant role of
the Antaq in the process. The first is the granting
of Private Use Terminals (TUPs), which have no restriction to operate third-party cargo. This was a
very difficult and generated many claims in court
questioning the use of these terminals. Another
mechanism is the early renewal of lease agreements, which is the case of the country’s container
terminals. The vessels grew and they demand
larger docks and the terminals need to adapt, invest. We could not wait for the end of the contracts
to ensure the contributions, so this anticipation is
very necessary. Finally, there is the issue of bidding processes of the concession program of the
Federal Government. Many agreements prior to
the old regulatory framework have expired, with
the areas occupied through injunctions. We want
to solve these significant liabilities for the sector
with new business opportunities enabling investments in order to increase the supply of port infrastructure. In the area of inspection it is important to
carry out the consolidation of this task by the regulatory agency. Today, we have 14 regional offices
throughout the country which are the spearhead of
Antaq to supervise the sector. The current Board
saw fit to increase the efficiency, install outposts
within the main Brazilian ports. Thus, we have a
reduced volume of sanctions.
can detect a number of regulatory gaps. Several
companies operated to the detriment of what was
expected for the market. The matter was widely
discussed and the sector received this change very
well. It was a great goal by Antaq.
NEW,S | What is the agenda of Antaq for
2016? What can we expect?
Fernando Fonseca | We will continue all this
work, all our action fronts. We seek greater efficiency. On supervision, we will move more and
more to defining concepts and adequate service
indicators to provide greater legal security for the
market. These tools will be technical and transparent, to facilitate our work following all the actors of
the port, maritime and inland navigation sectors.
NEW,S | The concession standards will come
to reinforce the principles of the laws governing the sector?
Fernando Fonseca | There is no doubt. The proposal to revise the permission authorization standard for navigation operations to complement the
chartering standard that I mentioned in the previous answer. The Agency’s goal with the publication
of these two standards is to create conditions so
that the shipping sector can develop to generate investments and jobs in the country. The background
is the development of navigation and the shipbuilding industry, with investments aimed at increasing
the fleet. This is important to curb unfair competition and non-competitive attitudes.
NEW,S | The regulated sectors have widely
praised the increasing dialogue with the
Antaq. Is there a movement for reappointment of the entire Board at the end of the
mandates? Was this one of the goals of the
agency? Have the sectors been partners in
the elaboration of the standards?
Fernando Fonseca | We do not work for the
purpose of a reappointment, but we are pleased
to know that the sector is satisfied with the work
of the Agency and praising the increased dialog.
We are between the users, operators and the other
government bodies. To operate successfully, the
relationship is fundamental. We have constructed
a very interesting dialog for all issues in which we
are involved, discussing the problems in favor of
objective and consistent solutions.
NEW,S | Despite these compliments, the
sectors are concerned with a possible hyper-regulation, which would be detrimental
to business development. Is there a reason
for this worry?
Fernando Fonseca | There is some exaggeration
in the statement. Antaq exists so that the private
sector can act without fear and with competitiveness, while respecting the law. Thus, I think that
the sectors don’t have to worry too much about this
excessive regulation.
NEW,S | How is the new chartering standard
progressing? Has the sector been a partner
in the implementation?
Fernando Fonseca | The chartering standard
that came into force last year undoubtedly achieved
its goal, in that it changed the dynamics of the sector, contributing to the inhibition of activity of companies that were not involved with the development
of the sector. With the computerized system, we
NEW,S | How is the Agency dealing with the
anticipations of the terminal concession
renewals? Is this a priority? Which are the
perspectives?
Fernando Fonseca | We have been working
strongly in that segment. Renewal is one of the
most important initiatives arising from the new regulatory framework. These processes require less
time for these investments that are so essential in
the port terminals. In order to be in a competitive
position, these terminals must be equipped to receive vessels, which are getting bigger all the time.
From the early renewal processes, Antaq has released more than R$ 8 billion in investments in the
sector. This is extremely important for the country’s
economy. Today we also have under analysis at
Antaq and the Special Secretariat of Ports (SEP),
R$ 2.9 billion in investments.
NEW,S | Can you comment a little on the
need for revision of Resolution 2389/2012?
Why the need to revise it, since it is quite
clear about the billing at the terminals?
Fernando Fonseca | It should be emphasized
that, due to the new regulatory framework, it is
necessary to adapt the Resolution 2389/2012.
The new legislation provides a number of standardization competencies and disciplining of the
port operation, directly or through lease. Considering the technical, economic and legal aspects,
it specifies the operation of the port service and
its interface with maritime shipping. The resolution
needs to adjust to this new scenario, it needs to be
more transparent.
NEW,S Março 2016
13
Especial
A força
do vento
Geração eólica cresce no país e
a perspectiva é que até o final da
década se torne a segunda fonte
de energia elétrica
14 Março 2016 NEW,S
A brisa fresca que vem do mar, o
sopro que enche as velas e empurra
o barco, a rajada forte que afasta o
mau tempo. O vento sempre foi
visto como um elemento positivo,
mesmo quando era apenas o ar se
deslocando. Hoje, ele é muito mais
– é o vento que gira pás enormes e
gera energia elétrica para iluminar
casas e impulsionar a indústria. De
acordo com dados da Associação
Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), o segmento é responsável
atualmente por 6% da matriz elétrica do Brasil, e isso é apenas um sopro perto do seu potencial.
“Esses 6% já são muito significativos para um setor que começou a
instalar parques de geração há três
ou quatro anos. A expectativa é
chegar a 2020 com uma fatia de 12%
e como a segunda principal fonte”,
destaca a presidente executiva da
ABEEólica, Elbia Gannoum.
Segundo ela, o Brasil está em um
processo de instalação muito rápido
dos parques eólicos, e todo ano a geração bate recordes. “Estamos falando de um crescimento, em média, de
40% ao ano e vamos manter esse ritmo virtuoso por mais 10 ou 15 anos.
Hoje, a eólica já é a segunda fonte de
energia elétrica mais competitiva no
país”, diz Elbia.
Para dar suporte ao crescimento
dos parques de energia eólica, o Grupo Wilson Sons tem se dedicado a
acompanhar mais de perto o segmento. Como a maior parte dos parques está concentrada na região Nordeste, as unidades da companhia na
Bahia e em Pernambuco vêm desen-
volvendo serviços voltados para as
empresas geradoras.
A Wilson Sons Logística criou
uma célula voltada justamente para
cargas de projeto – em geral, de dimensões grandes e que não podem
ser transportadas em contêineres (as
pás eólicas e outros equipamentos
utilizados para geração entram nessa categoria). A companhia, inclusive, recebeu autorização para operar, em sua unidade de Suape (PE),
essas cargas destinadas à construção
dos parques.
“Composto por um time de especialistas, o departamento que cuida
especificamente das cargas de projeto
é fundamental para que possamos entender os movimentos que estão relacionados ao setor. A antecipação nos
permite oferecer o modelo de solução
“Estamos falando de um
crescimento, em média,
de 40% ao ano e vamos
manter esse ritmo virtuoso
por mais 10 ou 15 anos.
Hoje, a eólica já é a segunda
fonte de energia elétrica mais
competitiva no país.”
“We are talking about a
growth on average of 40%
per year and we will keep this
virtuous rhythm for another 10
or 15 years. Nowadays, wind
power is the second most
competitive electric power
source in the country.”
Elbia Gannoum, presidente executiva
da ABEEólica | Executive president of
ABEEólica
NEW,S Março 2016
15
logística mais adequado para cargas tão
específicas”, explica o diretor executivo da Wilson Sons Logística, Thomas
Rittscher III.
Em Salvador (BA), onde o Grupo
administra um terminal de contêineres, as cargas de projeto são uma das
grandes apostas deste ano. “Em 2015,
as cargas eólicas se colocaram com
grande destaque, uma vez que nos tornamos um player muito importante
para o mercado regional. Movimentamos volumes de grandes dimensões,
como, por exemplo, pás eólicas de até
57 metros de comprimento. O segmento foi fundamental para os resultados de importação do ano passado, e
o desafio para 2016 é manter o alto
nível de movimentação desse tipo de
carga”, comenta o diretor do Tecon
Salvador, Demir Lourenço.
Ainda sobre o cenário das cargas de
projeto, o executivo analisa o mercado
atual. “O Brasil se tornou um grande
player na área de geração de energia eólica e, por isso, se torna cada vez mais
competitivo, atraindo novas empresas.
O mercado também aponta para uma
segunda onda de investimentos significativos no setor de energia – inclusive
Pás eólicas movimentadas no Tecon Salvador
Moved wind blades in Tecon Salvador
no solar, que vem compor com a eólica
na construção de grandes campos onde
coexistam as duas fontes geradoras de
energia”, completa.
The wind power
The wind power is growing in the country and the perspective is that it will become
the second most important source of electric power by the end of the decade
The cool breeze from the sea, the breath that fills the sails and pushes
the boat, the strong wind that drives away the bad weather. The wind has
always been seen as a positive element, even when it was just as moving
air. Today, it is much more – it’s the wind that turns huge blades and generates electrical power for lighting homes and boosts industry. According
to data from the Brazilian Association of Wind and Energy (ABEEólica),
the segment currently accounts for 6% of the Brazilian energy matrix,
and this is just a whisper of the total potential. “This 6% is already very
significant for an industry that began installing generation parks three or
four years ago. The expectation is to arrive in 2020 with a share of 12%”,
says the executive president of ABEEólica, Elbia Gannoum. According to
her, Brazil is in a very fast process of installing wind farms and every year
the generation breaks records. “We are talking about a growth on average of 40% per year and we will keep this virtuous rhythm for another
10 or 15 years. Nowadays wind power is the second most competitive
electric power source in the country”, says Elbia. To support the growth of
wind power parks, the Wilson Sons Group has been dedicated to monitoring the segment more closely . As most of the parks are concentrated in
the northeast region, the Company’s units in Bahia and Pernambuco are
developing targeted services for the generating companies. Wilson Sons
Logistics has created a service unit just to design project cargoes – in
general, they have huge dimensions and cannot be transported in con-
16 Março 2016 NEW,S
tainers (the wind blades and other equipment that are used to generate
energy come in this category). The Company also received authorization to
operate these cargoes destined for the construction of parks in its Suape
(PE) unit. “Composed of a team of specialists, the department, that takes
specific care of the project cargo, is essential for us to understand the
movements that are related to the sector. The anticipation allows us to
provide the most suitable logistics solution for such specific cargoes”, explains the executive director of Wilson Sons Logistics, Thomas Rittscher III.
In Salvador (BA), where the Group manages a container terminal,
the project cargoes are one of the biggest bets this year. “In 2015, wind
loads were a highlights, once we became an important player for the
regional Market. For example, we moved large volumes of wind blades of
up to 57 meters length. The segment was very important for the results of
imports last year, and the challenge for 2016 is to maintain the high level
of handling for this type of cargo”, says the director of Tecon Salvador,
Demir Lourenço. Yet, on the scenario of project cargo, the executive analyses the current market. “Brazil has become a major player in the field of
wind power generation and, therefore, becomes increasingly competitive,
attracting new businesses. The market also points to a second wave of
significant investments in the energy sector – including solar, that is likely
to provoke construction of large fields where the two sources of energy
coexist”, he says.
Raio X
18 000 m2
X Ray
Centro
Logístico
Suape
Suape Logistics
Center
Área de armazenagem Storage Area
Área de pátio Patio Area
20 Docas
5 000 m
2
12 000 m2
Área de
armazenagem
Estação
Aduaneira
de Interior
(EADI)
Suape
60 000 m2
8 000 m2
Docks
para Reefer
64 tomadas
64 plugs for Reefer (container reefer)
Storage Area
(contêineres refrigerados)
Resistência do Pátio Patio Resistance
55 tons/m²
toneladas/m²
(in the warehouse)
(no galpão)
150 toneladas/m²
36 000 m2
Área de pátio
Interior Custom
Station (EADI)
Suape
7m de largura do portão
Patio Area
7m width of gate
42 Docas Docks
20 000
5t
m²
Todos os regimes aduaneiros especiais
All special customs regimes
Área dedicada
a cargas de projeto
Area dedicated to project cargo
Piso do pátio resistente a
5 toneladas
/m²
Patio floor resistant to 5 tons/m²
BR
Tecon
Salvador
324
(piso pátio)
150 tons/m² (patio)
Acesso viário exclusivo ligando
a BR 324 ao Porto de Salvador
Exclusive road access linking the BR 324 to
the Port of Salvador
Tecon Salvador
Cais Água de Meninos
Pier Água de Meninos
15 metros de calado
meters of draught
3
portêineres super
post-Panamax
porteiners super post-Panamax
377 comprimento
metros de
meters in length
Cais de Ligação
Connecting quay
118 000 m2
Via expressa com pista
restrita para caminhões
Expressway with restricted
lane for trucks
12 metros de calado
meters of draught
3 portêineres Panamax
porteiners Panamax
metros de
240 comprimento
meters in length
Área total
Total area
NEW,S Março 2016
17
Retrospectiva 2015
Planejamento para
enfrentar desafios
Em ano de percalços na economia, Grupo Wilson Sons segue mirando
no longo prazo para garantir sucesso em suas operações
Não foram poucos os desafios de 2015.
No ano em que o cenário econômico
brasileiro ficou mais conturbado, com
impactos principalmente sobre o setor
de petróleo e gás e a forte desvalorização do real frente ao dólar, as empresas
precisaram fazer ajustes para garantir
as melhores performances, tendo a visão de longo prazo como peça fundamental nesse período.
“Dentro do nosso planejamento,
conseguimos importantes realizações em 2015”, afirma o CEO do
Grupo Wilson Sons, Cézar Baião.
“Novas embarcações entregues, a
conclusão das obras de uma unidade
e a consolidação de muitas operações
são apenas alguns dos motivos que
tivemos para comemorar em 2015.”
O CEO destaca momentos importantes do ano passado, como as
entregas da Wilson Sons Estaleiros.
A empresa concluiu a construção do
ROVSV (Remotely Operated Vehicle Support Vessel) Fugro Aquarius,
encomendado pela Fugro Brasil, do
OSRV (Oil Spill Recovery Vessel)
Jim O’Brien, da OceanPact, e do Escort Tug WS Titan, da Wilson Sons
Rebocadores.
No Caju (RJ), chegaram ao fim as
obras da Brasco. A unidade, que tinha
apenas um berço, pode receber agora
até cinco embarcações simultaneamente. Com isso, a capacidade de
18 Março 2016 NEW,S
atendimento na Baía de Guanabara
dobrou. Também foram motivo de
comemoração a expressiva movimentação nos terminais de contêineres, o
bom desempenho da Wilson Sons
Agência, a ampliação da Central de
Operação de Rebocadores, o primeiro
ano de operações da Estação Aduaneira de Interior (EADI) Suape da
Wilson Sons Logística, a renovação de
contratos da Wilson Sons Ultratug
Offshore com a Petrobras, a conquista
de prêmios e a perenização do programa de segurança WS+.
“Além disso, no ano passado demos um passo importante em nosso
processo de alinhamento estratégico.
Os Comitês de Alinhamento se reuniram regularmente e os Painéis de
Contribuição, formados nos negócios, ajudaram a pôr em prática nosso
planejamento”, complementa Baião.
RESULTADOS QUE
SUPERAM A CRISE
Nos terminais de contêineres da
Wilson Sons, o último ano também
foi marcado pelo desafio. Mesmo
com a alta do dólar e a queda na importação, essas unidades demonstraram, mais uma vez, a eficiência de
suas operações ao alcançarem resultados significativos. Prova disso é
que em 2015 mais um recorde foi
quebrado: somadas as operações do
Tecon Salvador e do Tecon Rio
Grande, foram movimentados mais
de 1 milhão de TEU. O número representa um aumento de 6,2% da
movimentação total.
As vitórias de 2015, contudo, não
se encerram nos resultados operacionais. Na última semana de dezembro, por exemplo, o Tecon Salvador
alcançou um importante marco
quando foi publicada no Diário Oficial portaria com aprovação preliminar do pedido de renovação que estende a concessão do terminal até o
ano de 2050. Agora, o processo está
em análise da Agência Nacional de
Transportes Aquaviários (Antaq).
As movimentações de exportação
e cabotagem também foram destaques de 2015. No Tecon Rio Grande,
as exportações tiveram uma alta de
10,4% no acumulado do ano e alta de
12,6% na cabotagem. Já em Salvador,
as movimentações representaram um
aumento de 7,9% do total das exportações e 7,5% na cabotagem.
O terminal da capital baiana também fechou 2015 com bons números
na exportação de frutas do Vale de
São Francisco. “A região tem uma
produção anual de mais de um milhão de toneladas de frutas, sendo
80% mangas e uvas. Hoje o Tecon
Salvador detém 40% do market share
(participação no mercado) de movi-
mentação de frutas do Vale. Isso se
deve a fatores como menor distância
rodoviária, melhor estrutura operacional, além de equipe especializada”, reforça o diretor executivo do
Tecon Salvador, Demir Lourenço.
A produção no Vale do São Francisco também vem sendo diversificada, apresentando novas oportunidades. Exclusivamente para o mercado
interno, por exemplo, a região teve a
terceira colheita de maçã e a primeira de peras, além da diversificação
com outras frutas e da industrialização da produção. Além da manga e
da uva, o Tecon Salvador embarcou
para exportação cargas de coco, melão e suco de fruta.
Já para o Tecon Rio Grande, as
principais cargas movimentadas foram
arroz, resina e tabaco. “Em 2015, também conseguimos um volume interessante de soja conteinerizada, que já se
tornou uma carga habitual do terminal. O objetivo para 2016 é aumentar
essa quantidade, uma vez que a soja em
contêiner é um dos nichos de mercado
que são interessantes não só para o exportador brasileiro como também para
o comprador. Além disso, apostamos
na diversificação de cargas para serem
transportadas neste mesmo molde, como trigo, milho e ração”, reforça Paulo
Bertinetti, diretor do Terminal de
Contêineres do Rio Grande.
CABOTAGEM
Outro palpite para 2016 é a operação
entre portos brasileiros. “A cabotagem alcançou resultados interessantes
em um ano marcado pela crise e se
torna uma das grandes apostas para
este ano. Isso porque, nesse contexto,
a briga não é contra a economia, e
sim com o transporte rodoviário. A
carga existe, e o nosso desafio é trazê-la para esse modal, realizando as
operações por via marítima”, ressalta
Demir Lourenço.
A discussão acerca do tema é fundamental, tanto que, no mês de setembro, o Tecon Salvador realizou o
IV Seminário de Logística, traçando
as tendências de movimentação de
cargas para a Bahia. O evento reuniu
mais de 200 participantes, entre armadores, empresários, despachantes,
transportadores, gestores públicos e
pessoas ligadas à atividade comercial
marítima brasileira.
Tecon Salvador registrou aumento na exportação
de frutas em 2015
Tecon Salvador recorded increase in export
of fruits in 2015
A temática também desperta atenção do Tecon Rio Grande. Na avaliação do diretor presidente da unidade, Paulo Bertinetti, o modal não
deve ser ignorado no Brasil. Em
2015, 42,3 mil TEU foram movimentados por cabotagem. “É um
grande serviço estratégico para o
Brasil. Com a extensão de costa navegável que o país possui, é uma importante alternativa para transpor as
distâncias”, completa.
HIDROVIA
A grande aposta do Tecon Rio Grande para 2016 é o uso do Terminal de
Santa Clara, localizado no Polo Petroquímico de Triunfo. O projeto,
que ocorre em parceria com a
Braskem, marca a retomada do transporte pelo rio Jacuí, entre Triunfo e
o Porto de Rio Grande. A iniciativa
possibilitará a substituição do modal
rodoviário pela hidrovia. “A iniciativa é altamente estratégica para o estado. Teremos um modal no qual
NEW,S Março 2016
19
conseguiremos criar melhorias, alavancar projetos que representam ganhos logísticos, redução de custos,
segurança e produtividade”, comenta Bertinetti.
O terminal de Santa Clara renasce
com capacidade de movimentação
de carga de 100 mil TEU, volume
que representa 15% da quantidade de
contêineres movimentados no Tecon
Rio Grande. E foi nesse contexto
que o diretor do Tecon traçou as expectativas para 2016. “Vamos cada
vez mais atuar em projetos logísticos
que facilitem o acesso de cargas ao
Tecon, por isso o uso do modal hidroviário se torna importante. O Tecon Rio Grande também vive a expectativa da recuperação da indústria
do Rio Grande do Sul: estamos preparados e investindo para o atendimento das demandas. Também estão
em nosso foco as cargas advindas do
Uruguai e as oportunidades de cargas argentinas”, completa o diretor
do Tecon Rio Grande.
Tecnologia e otimização
de processos
Os investimentos em tecnologia também marcaram o ano de 2015 para o
Tecon Rio Grande, trazendo mais
agilidade e segurança para as operações da unidade. No ano passado, os
portões de acesso rodoviário (gates)
foram automatizados, remodelando o
processo de recebimento e entrega de
contêineres, a partir da substituição
dos operadores de gate por quiosques
de autoatendimento com identificação biométrica do motorista. Além
disso, a solução implementada apresenta seis portais com tecnologia
OCR (Optical Character Recognition), que capturam as informações
como as placas dos caminhões e a
identificação dos contêineres sem a
necessidade de estacionar o veículo,
otimizando o tempo da operação. A
automação contempla, ainda, pesa20 Março 2016 NEW,S
gem de carga, controle do f luxo de
caminhões com barreiras integradas e
impressão térmica do tíquete de entrega/recebimento do caminhão. No
primeiro semestre, o Tecon Rio
Grande também intensificou os investimentos em tecnologia a partir do
desenvolvimento e da implantação de
um sistema de pagamento eletrônico.
Os investimentos não param por
aí. “A exemplo da aquisição de novos
equipamentos, o terminal também
está realizando adequações em seus
berços, já para 2016, para atracação
simultânea de três navios de 370 metros cada”, explica Paulo Bertinetti.
Também tratando de inovação, o
Tecon Salvador alcançou, em setembro, adesão de 100% ao Canal do
Cliente, pelo qual é possível solicitar e
acompanhar todos os serviços realizados pelo terminal. A unidade foi a
primeira do Norte/Nordeste a introduzir um canal on-line com foco na
agilidade e na transparência dos procedimentos. “Para 2016, uma das
bandeiras é justamente continuar reduzindo burocracias: simplificando
processos entre as nossas áreas internas e também na relação com os nossos clientes. Simplificar, para o Tecon
Salvador, significa fazer mais fácil,
com menos e mais rápido. Além do
aumento da produtividade interna, a
iniciativa vai melhorar ainda mais a
excelência no atendimento de nossos
clientes”, comenta Demir Lourenço.
Em 2015, a unidade localizada no
Nordeste também adquiriu maquinário para estufagem de grãos. Composta por fuso e esteira transportadora, tem capacidade para carregar 75
toneladas de grãos por hora, com
foco na conteinerização de soja. A
aquisição de novos equipamentos
também contemplou três empilhadeiras de contêineres, além de uma
máquina (MC Lift) para movimentação de contêineres com capacidade
para 16 toneladas.
Planning to face
challenges
In a year of challenges in the economy,
the Wilson Sons Group keeps focus on
the long term to ensure success in its
own operations.
There were many challenges in 2015. In this
troubled year for the Brazilian economy, with
impact mainly on the oil and gas sector and
the strong Real devaluation in relation to Dollar, companies had to make adjustments to
ensure their best performances, with the long
term vision as an essential element. “Within
our planning, we made significant achievements in 2015”, says the CEO of the Wilson
Sons Group, Cézar Baião. “New vessels delivered, the completion of the civil works in one
of our units, and the consolidation of many operations are just some of the reasons that we
had to celebrate in 2015.” The CEO highlights
important moments including the deliveries of
Wilson Sons Shipyard. The Company completed the construction of a ROVSV (Remotely Operated Vehicle Support Vessel) Fugro Aquarius, ordered by Fugro Brasil, the OSRV (Oil Spill
Recovery Vessel) Jim O’Brien for OceanPact
and of the Tugboat WS Titan for Wilson Sons
Towage. In Caju (RJ), the Company completed
the civil works at Brasco. The business unit,
which had only one berth, can now receive up
to five vessels simultaneously. Thus, our service capacity in Guanabara Bay has more than
doubled. There were also other reasons to celebrate including: the expressive movement in
container terminals, the good performance of
Wilson Sons Agency, the expansion of the Tugboat Operations Centre (COR), the first year of
operation of the Bonded warehouse in Suape,
the renovation of three contracts signed between Wilson Sons Ultratug Offshore and
Petrobras, the award and perpetuation of the
WS+ security program. “In addition, last year
we made an important move in our strategic
alignment process. Our Alignment Committee has regular meetings and the contribution
panels, formed in our businesses, helped to
put our planning into practice”, says Baião.
RESULTS THAT EXCEED THE CRISIS
In the container terminals of Wilson Sons, this
year was also marked by challenges. Even with
the high dollar and the fall in imports, these
units have once again shown, the efficiency of their operations to achieve
significant results. Proof of this is that in 2015 another record was broken: the combined operations of Tecon Salvador and Tecon Rio Grande,
moved more than 1 million TEU. The number represents an increase of
6.2% for the total movement. The 2015 victories, however, do not end
in operational results. In the last week of December, for example, Tecon
Salvador reached an important milestone when it was published in the
Official Gazette decree with preliminary approval of the application for
renewal that extends the concession of the terminal by the year 2050.
Now the process is in analysis of National Waterway Transportation
Agency (ANTAQ). The export and cabotage movements were also highlights of 2015. In Tecon Rio Grande, exports were up to 10.4% over the
year and a high of 12.6% in cabotage. In Salvador, the changes represented an increase of 7.9% of total exports and 7.5% in cabotage. The
terminal of Salvador also closed 2015 with good numbers in the export
of fruit from São Francisco Valley. “The region has an annual production
of over one million tons of fruit, 80% of mangoes and grapes. Today
Tecon Salvador holds 40% of the market share of Valley fruit movement.
This is due to factors such as lower road distance, better operational
structure, as well as specialized staff”, adds the executive director of
Tecon Salvador Demir Lourenço.
The production in the São Francisco Valley has also been diversified,
presenting new opportunities. Exclusively for the internal market, for example, the region had the third harvest of apples and pears, as well as
the first diversification with other fruits and the production industrialization. Beyond the mango and grape, Tecon Salvador shipped for export
cargoes of coconut, melon and fruit juice. Tecon Rio Grande, the main
loads moved were rice, resin and tobacco. “In 2015, we also achieved an
interesting volume of soy in containers that has already become a regular
cargo in the terminal. The goal for 2016 is to increase this amount, since
soy in container is one of the niche markets that are interesting not only
for the Brazilian exporter but also to the buyer. In addition, we bet on
diversification of cargoes to be transported in this same format, such as
wheat, corn and feed”, highlights Paulo Bertinetti, Director of the Containers Terminal of Rio Grande.
CABOTAGE
Another bet for 2016 is the operation between Brazilian ports. “Cabotage
achieved interesting results in a year marked by crisis and becomes one
of the big bets for this year. That’s because, in this context, the fight
is not against the economy, but against the road transport. The cargo
exists, and our challenge is to bring it to this mode of transport, performing operations by sea,” says Demir Lourenço. The discussion about the
subject is essential, so much that in September, Tecon Salvador carried
out the IV Logistics Seminar, drawing trends in cargo handling for Bahia.
The event brought together more than 200 participants, including ship
owners, entrepreneurs, brokers, carriers, public managers and people
connected to the Brazilian maritime commercial activity. The theme also
stike the attention of Tecon Rio Grande. In the evaluation of the Chief Executive Officer of the unit, Paulo Bertinetti, the mode of transport should
not be ignored in Brazil. In 2015, 42.300 TEU were moved by cabotage.
“It’s a great strategic service to Brazil. With the extension of navigable
coast that the country has, it is an important alternative to bridge distances”, he adds.
WATERWAY
The big bet of Tecon Rio Grande for 2016 is the use of Santa Clara Terminal, located in Triunfo Petrochemical Pole. The project, in partnership
with Braskem, marks the resumption of transportation by the Jacuí River,
between Triunfo and the Port of Rio Grande. The initiative will allow the
replacement of the road mode by the waterway. “The initiative is highly
strategic for the State. We have a mode of transport in which we will
be able to create improvements, leveraging projects that represent logistical gains, cost reduction, security and productivity”, says Bertinetti.
Santa Clara terminal is reborn with cargo handling capacity of 100,000
TEU, volume that represents 15% of the amount of containers handled
at Tecon Rio Grande. And it was in this context that the Director of Tecon
outlined expectations for 2016. “We will increasingly operate in logistics
projects that facilitate the cargo access to Tecon, so the use of the waterway mode becomes important. Tecon Rio Grande also holds expectation of recovery in the industry of Rio Grande do Sul: we’re prepared
and investing to meet the demands. Cargoes coming from Uruguay and
opportunities of cargoes from Argentina are also in our focus”, adds the
Director of Tecon Rio Grande.
Technology and process optimization
The investments in technology also marked the year of 2015 for Tecon
Rio Grande, bringing more speed and security for the unit operations. Last
year, the road access gates were automated, reshaping the process of receipt and delivery of containers, from the replacement of gate operators by
self-service kiosks with biometric identification of the driver. In addition,
the implemented solution presents six gates with OCR (Optical Character
Recognition), which captures information such as the plate of the trucks
and the identification of containers without the need to park the vehicle,
optimizing the operation time. The automation also includes cargo weighing, flow control of trucks with integrated barriers and thermal printing of
the truck delivery/receipt tickets. In the first half, Tecon Rio Grande also
intensified investments in technology from the development and implementation of an electronic payment system. The investments don’t stop there.
“Examples such as the acquisition of new equipment, the terminal is also
making adjustments in their berths, for 2016, for simultaneous berthing of
three vessels of 370 meters each”, explains Paulo Bertinetti. Also in the
case of innovation, in September Tecon Salvador reached 100% adhesion
to the Client Channel, by which it is possible to request and track all services performed by the terminal. The unit was the first in the North/Northeast to introduce an online channel with a focus on agility and transparency
of the procedures. “For 2016, one of the goals is to keep on reducing
bureaucracy: simplifying processes between our internal areas and also in
the relationship with our customers. Simplify, for Tecon Salvador, means
making easier, with less hassle and faster service. In addition to increased
internal productivity, the initiative will further improve the excellence in service to our customers”, says Demir Lourenço. In 2015, the unit located in
the Northeast also acquired machinery for storing grain. Composed of a
spindle and conveyor belt it has the capacity to carry 75 tons of grain per
hour, with a focus on containerization. The acquisition of new equipment
also included three container forklifts, in addition to a machine for movement of containers (MC Lift) with a capacity of 16 tons.
NEW,S Março 2016
21
Brasco
Obras concluídas
Com a unidade Brasco Caju pronta para operar,
companhia dobra capacidade de atendimento
A conclusão das obras de uma unidade que tem seu potencial de atendimento duplicado é motivo suficiente
de comemoração para uma companhia. Em outubro de 2015, a Brasco
concluiu as obras civis e a dragagem
do cais da Brasco Caju, sua base na
Zona Portuária do Rio de Janeiro. O
terminal, que já contava com um berço, agora possui cinco – elevando a
22 Março 2016 NEW,S
capacidade de atracação da companhia na Baía de Guanabara para até
oito embarcações simultaneamente.
A Brasco Caju possui área de
65 mil m², com cais linear de 508 metros de comprimento e 7 metros de calado. De acordo com o diretor executivo da empresa, Gilberto Cardarelli, a
base vem operando com atracações
spot de curta duração desde que ficou
pronta. As perspectivas, contudo, são
animadoras. “Devido à sua estratégica
posição geográfica em relação aos
principais campos do pré-sal na Bacia
de Santos e dos campos ao sul da Bacia
de Campos, a Brasco Caju será, em
breve uma referência como solução integrada de apoio a operações offshore,
com infraestrutura moderna, equipes
dinâmicas e sistema de gestão baseado
na eficiência operacional com foco na
excelência em Segurança, Meio Ambiente e Saúde”, afirma Cardarelli.
Além dessa base, logo do outro lado
da Baía de Guanabara fica o outro terminal da companhia, em Niterói. O
executivo explica que, nesse período
de obras, preferiu concentrar todas as
operações nessa base, para atender me-
lhor aos clientes. “A unidade de Niterói é uma base tradicional, que vem
trabalhando com as principais empresas do mercado de óleo e gás nos últimos 13 anos, dentro do mais alto padrão de qualidade na prestação de
serviços de apoio logístico offshore.
No ano passado, operamos em média
três atracações por dia, atendendo às
empresas Statoil, Chevron, Shell, Repsol, Total, QGEP, OGPar e PetroRio.”
Um dos destaques do ano, aponta Gilberto Cardarelli, foi a renovação do contrato da Brasco, por mais três anos, com
a Statoil, que é cliente desde 2009. O escopo do atendimento não mudou. “A
Brasco renovou contrato com a Statoil, que é
atendida na base de Niterói
Brasco renewed its contract with Statoil
which is served by the Niteroi base
Statoil atualmente é nosso principal cliente, e esse contrato tem valor estratégico
relevante para a Brasco”, complementa.
Um método inovador semiautomático que utiliza um equipamento exclusivo, operado remotamente, reduzindo a exposição humana ao espaço
confinado e o consumo de água. Empresas como Repsol e Shell são clientes
regulares para esse serviço, embora
atualmente não estejam operando pelos terminais da Brasco.
Para 2016 e 2017, as atenções se voltam para a Margem Equatorial. O mercado deve ficar aquecido no Norte do
país por conta do início das campanhas
exploratórias nos blocos da 11ª rodada.
“Estamos avaliando a implantação de
bases temporárias na região e trabalhando ativamente para conquistar contratos
com as operadoras”, diz o executivo.
“Devido à sua estratégica
posição geográfica, a
Brasco Caju será, em breve
uma referência como solução
integrada de apoio
a operações offshore”
“Due to its strategic
geographical position, Brasco
Caju will be soon a reference
as integrated solution to
support offshore operations”
Gilberto Cardarelli, diretor executivo
da Brasco
Concluded works
With the Brasco Caju unit ready to operate,
the company more than doubles its service capacity
The completion of the works of a unit that has more than doubled in service potential is sufficient cause celebration for
a company. In October 2015, Brasco completed the civil works and dredging of the Brasco Caju pier, its base in the port
area of Rio de Janeiro. The terminal, which already had a berth, now has five - raising the company’s berthing capacity
at Guanabara Bay up to eight ships simultaneously. Brasco Caju has an area of 65,000 m2 with a 508 meter linear
pier and a draft of 7 meters. According to the chief executive of the company, Gilberto Cardarelli, the base has been
operating with short spot dockings since it was completed. Perspectives, however, are encouraging. “Due to its geographical strategic position in relation to the main pre-salt fields in the Santos Basin and the fields south of the Campos
Basin, Brasco Caju will soon be a reference as an integrated solution to support offshore operations, with modern
infrastructure, dynamic teams and management system based on operational efficiency with a focus on excellence in
Health, Safety and Environment”, stated Cardarelli. In addition to this base, just across the Guanabara Bay is the other
terminal of the company, in Niteroi. The executive explains that in this period of works, he preferred to concentrate all
operations at that base, to better serve customers. “The Niteroi unit is our traditional base, which has been working
with the leading companies in the oil and gas market over the last 13 years, within the highest quality standards in the
provision of offshore logistics support services. Last year we operated on average three turnarounds per day, serving
the companies Statoil, Chevron, Shell, Repsol, Total, QGEP, OGPar and PetroRio.”
Gilberto Cardarelli points out that “one of the highlights of the year was the renewal of Brasco contract with Statoil
for three more years. They have been a client since 2009 and the scope of service has not changed. Statoil is currently
our main customer, and this contract has relevant strategic value for Brasco”, he complements. The Brasco business
also has an innovative semiautomatic method of tank cleaning that uses a unique equipment, operated remotely,
reducing human exposure to confined space and water consumption. Companies such as Repsol and Shell are regulars for this service, although currently they are not operating in Brasco terminals. For 2016 and 2017, all eyes turn
to the Equatorial Margin. The market has been stimulated in the North of the country by the beginning of exploratory
campaigns of the 11th concession bid round. “We are evaluating the deployment of temporary bases in the region and
actively working to win contracts with the operators”, says the executive.
NEW,S Março 2016
23
Wilson Sons Estaleiros
Muitas estreias
no estaleiro
Em 2015, companhia entregou o primeiro ROVSV construído no Brasil,
seu primeiro OSRV e o maior rebocador do mercado
Foram três entregas em 2015. Pode
parecer pouco para quem olha de
longe, mas, ao observar com calma
as embarcações que saíram do dique
seco e da carreira das unidades da
Wilson Sons Estaleiros no Guarujá,
fica clara a grandiosidade do ano para a companhia.
“Construímos três embarcações,
mas elas fizeram de 2015 um ano
muito especial. Pela primeira vez, foi
montado no Brasil um ROVSV (Remotely Operated Vehicle Support
Vessel). Além disso, construímos nosso primeiro OSRV (Oil Spill Recovery Vessel) e entregamos o maior
rebocador do mercado brasileiro. Não
nos faltam motivos para comemorar”,
diz o diretor executivo da Wilson
Sons Estaleiros, Adalberto Souza.
Batizado de Fugro Aquarius, o
ROVSV, sem dúvidas, foi a grande estrela do ano. Encomendada pela Fugro Brasil no final de 2011 e entregue
em novembro, a embarcação contou
com investimento de R$ 80 milhões.
“A construção do Fugro Aquarius foi
um grande desafio para nós e se mostrou um importante aprendizado. A
montagem de uma embarcação de
dimensões tão complexas foi um divisor de águas em nossa trajetória e
atesta nosso constante compromisso
com a inovação.”
24 Março 2016 NEW,S
Um dos navios mais arrojados já
desenvolvidos no país, o ROVSV
atingiu índice superior a 60% de conteúdo local, graças ao modelo de trabalho e ao parque de fornecedores que a
Wilson Sons Estaleiros ajudou a desenvolver. Com projeto da holandesa Damen, é destinado a uma ampla gama de
serviços, podendo contribuir de diversas formas em a atividades de pesquisa
realizadas em águas de até 3 mil metros
de profundidade. Dispõe de sistemas
de posicionamento sofisticados, guindastes especiais de cargas com capacidade para suportar até 10 toneladas em
águas profundas, sonares e dois ROVs
(Remotely Operated Vehicle), um robô submarino operado remotamente.
Em dezembro foi a vez de o OSRV
Jim O’Brien ganhar os mares. Encomendada pela OceanPact por US$ 40
milhões, a embarcação é resultado do
trabalho de cerca de 300 profissionais
ao longo de 22 meses. “Apesar de ser
menor em dimensões, quando comparado aos PSVs (Platform Supply Vessels)
e ao ROVSV que já montamos, o Jim
O’Brien possui muitos requisitos espeOSRV Jim O’Brien foi o primeiro do tipo
construído pela companhia
OSRV Jim O’Brien was the first of its kind
built by the Company
cíficos, como sistemas de recolhimento
de óleo e de aquecimento de tanques,
grandes áreas e compartimentos à prova
de explosão”, comenta o diretor.
A Wilson Sons Estaleiros possui
ainda outro contrato com a OceanPact. Já no primeiro semestre de
2016, será entregue o OSRV Fernando
de Noronha, com especificações semelhantes ao Jim O’Brien.
Também no último mês do ano, a
Wilson Sons Rebocadores recebeu o
WS Titan. Está entre os navios mais
modernos do país e possui um importante diferencial – é o primeiro Escort
Tug do Brasil. Ou seja, o WS Titan está adequado e certificado para acompanhar navios como escoteiro, passando
o cabo em velocidade de cruzeiro. Ele
também é o maior e mais potente navio da frota.
DESAFIOS À FRENTE
Para 2016, Adalberto Souza prevê
desafios. Além do novo OSRV da
OceanPact, a companhia tem encomendas da Wilson Sons Rebocadores
e da Wilson Sons Ultratrug Offshore. Para esta última, estão sendo finalizados dois PSVs 5.000. “A exigência
do projeto original era para PSVs de
4.500 toneladas de porte bruto. Estamos sempre um passo à frente e, nesse
caso, conseguimos atender ao pedido
do cliente de ampliar a capacidade da
embarcação.”
Já para a Wilson Sons Rebocadores serão entregues seis embarcações,
encerrando uma encomenda de 12.
Uma delas será semelhante ao WS
Titan, da série 3211, e as demais serão 2411, mais parecidas com as entregas anteriores de rebocadores.
“Também estamos prospectando clientes. Temos duas unidades
preparadas para construir embarcações de médio porte e com o respaldo de um grande grupo por
trás. Estamos identificando onde
há demanda para nos colocarmos à
disposição. O desafio é conquistar
mercado em um momento complicado para a indústria naval”, afirma o executivo.
Many openings in the shipyard
In 2015, the company delivered the first ROVSV built in Brazil, its first OSRV and the largest tugboat in the Brazilian market
There were three deliveries in 2015. It may seem little for those who
look from the distance, but when observing calmly the vessels that left
the drydock and the career of Wilson Sons Shipyards in Guarujá, the
greatness of the year is clear for the company. “We built three vessels,
but they made the year of 2015 very special. For the first time, a ROVSV
was mounted in Brazil (Remotely Operated Vehicle Support Vessel). In
addition, we built our first OSRV (Oil Spill Recovery Vessel) and delivered the biggest tug of the Brazilian market. We’ve got many reasons to
celebrate”, says the Chief Executive Officer of Wilson Sons Estaleiros,
Adalberto Souza. Named Fugro Aquarius, the ROVSV was, without a
doubt, the highlight of the year. Commissioned by Fugro Brasil at the
end of 2011 and delivered in November, the vessel had an investment
of US$ 80 million. “The construction of Fugro Aquarius was a great
challenge for us and proved to be an important learning experience.
The assembly of a vessel of dimensions this complex was a watershed
and proves our constant commitment to innovation.“ One of the boldest
ships ever developed in the country, the ROVSV reached an index over
60% of local content thanks to the working model and the suppliers that
Wilson Sons Shipyards helped develop with the Dutch company Damen.
The project is intended for a wide range of services and can contribute
in various ways in research activities conducted in waters of up to 3
thousand meters in depth. It offers sophisticated positioning systems,
special cargo cranes with capacity to support up to 10 tons in deep
water, sonar and two ROVs (Remotely Operated Vehicle), a remotely operated submarine robot. In December the OSRV Jim O’Brien took to the
seas. Commissioned by OceanPact for US$ 40 million, the vessel is the
result of the work of about 300 professionals over 22 months. “Despite
being a smaller vessel in dimensions, if compared to the PSVs (Platform
Supply Vessels) and to the ROVSV we assembled, the Jim O’Brien vessel had many specific requirements, such as the oil collecting system,
tank heating system, large areas and explosion-proof enclosures”, says
the Director.
Wilson Sons Shipyard has also another contract with OceanPact. In
the first quarter of 2016, the OSRV Fernando de Noronha will be delivered, with specifications similar to Jim O’Brien. Also in the last month
of the year, Wilson Sons Tugboats received the WS Titan vessel. It is
among the most modern vessels in the country, and has a key differentiator – it is the first Escort Tug in Brazil. That is, WS Titan is appropriate
and certified to follow ships as escort, passing the cable at cruising
speed. It is also the largest and most powerful tugboat in the country.
CHALLENGES AHEAD
For 2016, Adalberto Souza foresees challenges. In addition to the
new OSRV of OceanPact, the Company has orders from Wilson Sons
Tugboats and Wilson Sons Ultratrug Offshore. For the latter, two PSVs
5000 are being finalized. “The original project requirement was for
PSVs of 4500 tons of deadweight. We are always a step ahead and,
in this case, we were able to meet the client’s request to expand the
capacity of the vessel.” For Wilson Sons Tugboats six vessels will be
delivered, closing an order for 12. One of them will be similar to the
WS Titan, of series 3211, and the rest will be 2411, more like the
previous deliveries of tugs. “We are also prospecting customers. We
have two units prepared to build medium-sized vessels and with the
support of a large group. We’re identifying where there is demand for
us to be at service. The challenge is to conquer markets in a difficult
time for the shipbuilding industry”, says the executive.
NEW,S Março 2016
25
Wilson Sons Ultratug Offshore
Novos contratos
e perspectivas
Em ano desafiador para o mercado de petróleo e gás,
companhia comemora suas conquistas e avalia planos para 2016
Foram muitos os desafios para as empresas ligadas ao mercado de petróleo e
gás em 2015. A redução de investimentos e no volume de operações das petroleiras, principalmente na exploração
de campos, resultaram na redução da
demanda de embarcações de apoio
marítimo. Com isso, companhias tiveram que reavaliar seus planos de negócios e suas estratégias. Apesar do cenário atípico, a Wilson Sons Ultratug
Offshore, joint venture entre o Grupo
Wilson Sons e o Grupo Ultramar,
completou o ano com saldo positivo.
Um dos destaques foi a renovação dos
contratos de três PSVs (Platform Supply
Vessels) que prestavam serviço para a Petrobras. Em outubro, os contratos – que
já haviam sido estendidos – chegaram ao
fim e a companhia se empenhou para
conseguir a renovação. Agora, os PSVs
Fragata, Albatroz e Gaivota já estão novamente com a Petrobras.
“O final de 2015 foi especialmente
complicado. Com os contratos vencidos, aguardamos a conclusão dos processos licitatórios para renovação. Tivemos sucesso, o Fragata já voltou à
operação em dezembro, o Albatroz iniciou o novo contrato em janeiro, e o
Gaivota irá retomar operações em feve26 Março 2016 NEW,S
reiro”, comenta o diretor executivo,
Gustavo Machado. “Agora, as três estão em contrato por dois anos.”
De maneira geral, Machado avalia
2015 como um ano muito positivo e
de conquistas importantes. “Ficamos
com excelente classificação no processo do Programa de Excelência Operacional em Transporte Aéreo e Marítimo (Peotram), da Petrobras. A Wilson
Sons Ultratug Offshore ficou entre as
cinco mais bem colocadas, com nota
acima de 90%”, explica o executivo.
“Esse desempenho é fundamental para
a companhia na hora de disputar processos licitatórios.”
A companhia tem ainda um PSV
estrangeiro disponível para afretamento pelas petroleiras. O Mandrião foi
construído na China, e após o término
do contrato foi registrado no REB (registro especial brasileiro). Ele já teve
contrato com a Petrobras, mas desde
novembro está disponível. “Há espaço
para substituição de frota estrangeira
de PSVs ainda em operação no Brasil.
Também esperamos oportunidades na
exploração de campos na Margem
Equatorial, no Norte do país, prevista
para final 2016 início de 2017. Estamos
de olho na região.”
Para 2016, a empresa aguarda duas
embarcações construídas pelo estaleiro chinês POET. A primeira, chamada Pardela, foi entregue em dezembro.
Programamos sua chegada ao Brasil
em abril. A linha de pensamento para
prospecção de contratos é semelhante
à exposta para o Mandrião, essa embarcação também será registrada no
REB. A segunda é um PSV semelhante, que será entregue no final
deste ano.
A companhia aguarda ainda outros
dois PSVs, que estão sendo construídos pela Wilson Sons Estaleiros, no
Guarujá. Essas embarcações entrarão
em contrato de seis anos com a Petrobras. A primeira está prevista para abril
e a outra para o segundo semestre.
“Este ano ainda será de ajustes no
mercado. A Petrobras deve concluir o
processo de ajustes em sua frota de embarcações de apoio marítimo, e teremos informações mais precisas sobre o
comportamento da demanda. Esperamos com isso, uma estabilização no
mercado ao longo de 2016, e esperamos uma retomada, mesmo que tímida, do crescimento da demanda e das
oportunidades em 2017”, completa
Gustavo Machado.
New contracts and prospects
In challenging year for the oil and gas market, the company
celebrates its achievements and evaluates plans for 2016
There were many challenges for the companies
linked to the oil and gas market in 2015. The reduction in investment and the volume of oil operations, mainly in the exploration field, resulted in the
reduction of demand for offshore support vessels.
With this, companies had to reevaluate their business plans and their strategies. Despite the atypical scenario, Wilson Sons Ultratug Offshore, joint
venture between the Wilson Sons Group and the
Ultramar Group completed the year with a positive
balance. One of the highlights was the renewal
of the contracts for three PSVs (Platform Supply
Vessels) that provided service to Petrobras. In October, the contracts - which had already been extended – ended and the company strove to achieve
the renewal through a public bid. Now, the PSVs
Fragata, Albatroz and Gaivota are again working
with Petrobras. “The end of 2015 was especially
complicated. With expired contracts, we look forward to the completion of the bidding processes
for renewal. We had success, Fragata returned
to operation in December, Albatroz started the
new contract in January, and Gaivota will resume
operations in March”, said the Executive Director, Gustavo Machado. “Now, all three are under
contract for two years.” In general, Machado assesses 2015 as a very positive year with important
achievements. “We got excellent rating in the process of the Operational Excellence Program in Air
and Maritime Transport (Peotram), of Petrobras.
Wilson Sons Ultratug Offshore was among the five
most well placed, with grade over 90%”, explains
the executive. “This performance is critical for the
company when competing in bidding processes.”
The company still has a foreign PSV available for
charter by the oil companies. The Mandrião vessel
was built in China, and after the end of the contract
it was registered in the REB (Brazilian special registration). It already had a contract with Petrobras,
but has been available since November. “There is
room for foreign fleet replacement of PSVs still in
operation in Brazil. We also expect opportunities in
exploration of fields in the Equatorial Margin, in the
North of the country, scheduled for the end of 2016
and early 2017. We are keeping an eye on the
region. “For 2016, the company awaits two vessels built by the Chinese shipyard POET. The first,
called Pardela, was delivered in December. We
schedule its arrival in Brazil for April. The train of
thought for prospecting of contracts is similar to
the experience with Mandrião, this vessel will also
be registered with the REB. The second is a similar PSV, which will be delivered later this year. The
Company has two other two PSVs, being built
in the Wilson Sons Shipyard, in Guarujá. These
vessels will be in the six year contract with Petrobras. The first is planned for April and the other in
the second half. “This year will still need adjustments in the market. Petrobras should complete
the process of adjustments in its fleet of offshore
support vessels, and we will have more precise
information on the behavior of the demand. With
this, we hope for a stabilization in the market over
2016, and we expect resuming, even if slowly, the
growth of demand and opportunities in 2017,”
says Gustavo Machado.
Companhia ficou entre as mais bem
classificadas no Peotram
Legenda offshore em inglês.
NEW,S Março 2016
27
Wilson Sons Rebocadores
O mar está para
rebocadores
Em ano positivo para os negócios, empresa recebeu nova embarcação
e ampliou alcance de ferramenta de monitoramento
Para a Wilson Sons Rebocadores,
mesmo diante de todo o cenário
conturbado na economia e na corrente de comércio, o ano de 2015
foi positivo. Para o diretor operacional, Sérgio Guedes, “o primeiro
semestre, especialmente, foi muito
bom, com movimentação atípica
para o período”.
Com 75 embarcações espalhadas
pela costa brasileira, a Wilson Sons
Rebocadores tem uma variedade
grande de operações com características distintas. Parte da frota é
equipada com sistema de combate a
incêndios Fire Fighting 1, um importante diferencial no mercado.
Com isso, os rebocadores podem
ajudar em emergências como a queocorreu no terminal da Ultracargo,
em Santos.
“Houve um incêndio no terminal
em abril. Provavelmente teríamos
um incidente com consequências
sem precedentes para a cidade de
Santos e região se nossas embarcações
não tivessem sido acionadas. Toda a
água captada pelos rebocadores foi
usada para resfriar não só os tanques
atingidos mas também os que não
haviam sido e que continham produtos químicos”, comenta o diretor.
“Estamos preparados para lidar com
outras emergências desse tipo.”
28 Março 2016 NEW,S
Também no ano passado, a companhia recebeu uma nova embarcação.
O WS Titan, construído pela Wilson
Sons Estaleiros no Guarujá (SP), é o
primeiro Escort Tug do Brasil, o
maior e mais potente rebocador da
frota da Wilson Sons, com mais de 80
toneladas de tração estática. A embarcação já está atendendo ao Porto do
Açu, no Norte Fluminense.
Por falar no Açu, 2015 foi o ano
de consolidar as operações na região, que é atendida pela empresa
desde 2014. Para prestar serviço ao
porto com maior eficiência, um gerente da Wilson Sons foi à Austrália
a fim de conhecer terminais com
condições semelhantes a assim poder dimensionar melhor a demanda.
“Foi uma parceria entre a Wilson
Sons, a Anglo American, nossa cliente, a Prumo, a Ferroport e a praticagem para observar operações similares”, conta Jonathan Dumphreys,
diretor comercial da Wilson Sons
Rebocadores.
A busca por eficiência é uma das
prioridades da companhia, e não
poderia ser diferente em 2015. A
Central de Operação de Rebocadores (COR), ferramenta que garante
excelência operacional e de segurança para as manobras por meio do
rastreio das embarcações, teve uma
nova expansão: as operações no Pará também passaram a ser rastreadas.
“Agora, a COR abrange todos os
portos em que a Wilson Sons Rebocadores atua. Não só a companhia, mas também os terminais paraenses têm muito a ganhar com
esse incremento tecnológico”, destaca Guedes.
O desafio para 2016, segundo
Dumphreys, é manter o volume de
operações e buscar novas oportunidades de negócios. “Com o mercado estagnado e uma forte pressão
por redução de preços, a concorrência tende a crescer. Nossos investimentos constantes na renovação da frota e em equipamentos vão
nos ajudar a ter destaque.”
E a frota vai crescer ainda mais. Pelo planejamento da companhia, seis
novos rebocadores serão entregues
neste ano, sendo dois logo nos primeiros meses. As embarcações, que estão
em construção nos estaleiros do Guarujá, vão incrementar a capacidade de
atendimento da empresa.
“O ano de 2016 será também o
momento para olharmos para dentro
de casa e buscarmos melhorias, como
redução de custos e otimização de
processos. Temos metas arrojadas,
mas estamos preparados para cumpri-las”, conclui Sérgio Guedes.
The sea is for the tugs
In a positive year for the business, the Company received a
new vessel and expanded range of its central monitoring tool
For Wilson Sons Towage, even in the face of the troubled scenario in economy
and trade, the year of 2015 was positive. For the operational Director, Sergio
Guedes, “the first half, especially, was very good, with atypical movement
for the period”. With 75 vessels throughout the Brazilian coast, Wilson Sons
Tugs has a variety of operations with distinct characteristics. Part of the fleet
is equipped with Fire Fighting 1 system, a key differentiator in the market.
With that, the tugs can help in emergencies such as the one that happened
in Ultracargo terminal, in Santos. “There was a fire at the terminal in April.
We would probably have had an incident with unprecedented consequences
for the city of Santos and the region if our vessels had not been triggered.
All water pumped by the tugboats was used to cool not only the tanks affected but also those that were not. They allcontained explosive chemicals”,
says the Director. “We’re prepared to deal with other emergencies like that.”
Also last year, the company received a new vessel. WS Titan, built by Wilson
Sons Shipyards in Guarujá (SP), is the first Escort Tug in Brazil, the largest
and most powerful tug of Wilson Sons fleet, with more than 80 tons of static
traction. The vessel is now serving the Port of Açu, in the North of Rio de
Janeiro. Speaking of Açu, 2015 was the year we consolidated operations in
the region, which has been serviced by the company since 2014. To provide
the port with greater efficiency, a manager at Wilson Sons went to Australia
in order to know terminals with similar conditions to be able to better evalu-
WS Titan é a embarcação mais moderna da frota
da Wilson Sons Rebocadores
WS Titan is the most modern vessel in the
Wilson Sons Towage fleet
ate demand. “It was a partnership between Wilson Sons, our client, Anglo
American, Prumo, Ferroport and port pilots to observe similar operations”,
says Jonathan Dumphreys, Commercial Director of Wilson Sons Tugs. The
search for efficiency is one of the priorities of the company, and could not be
different in 2015. The Towage Operation Center (COR), a tool that ensures
safety and operational excellence for tracking vessel´s maneuvers, had a new
expansion: operations in Pará also began to be tracked. “Now, COR covers
all ports where Wilson Sons Towage operates. Not only the Company but also
the terminals of Pará have much to gain with this technological increase”,
says Guedes. The challenge for 2016, according to Dumphreys, is to keep
the volume of operations and seek out new business opportunities. “With
the stagnant market and strong pressure for lowering the prices, competition tends to grow. Our ongoing investments in renovation of the fleet and
equipment will help us stand out.” And the fleet will grow even more. In the
Company´s plan, six new tugboats will be delivered this year, with two in the
first few months. The vessels, which are under construction in the shipyards
of Guaruja, will increase the capacity of the Company. “The year of 2016
will also be the moment to look inside and seek improvements, such as cost
reduction and process optimization. We have bold goals, but we are prepared
to fulfill them”, concludes Sérgio Guedes.
NEW,S Março 2016
29
Wilson Sons Agência
Mudança acertada
Com nova estrutura comercial, divisão entre clientes
liner e tramp ficou mais equilibrada, fortalecendo a empresa
Em um negócio que tinha os navios liner (aqueles de linhas regulares, especialmente os conteineiros)
como a maior fatia dentre os clientes, a Wilson Sons Agência trabalhou para que os navios tramp (sem
rota regular) crescessem em participação em 2015. Esse equilíbrio
entre os dois tipos de clientes fortalece a empresa e a deixa mais preparada para enfrentar futuros desafios, segundo o diretor executivo,
Christian Lachmann.
“Mudamos a estrutura do nosso
Departamento Comercial no ano
passado, e, com isso, o foco no segmento tramp aumentou. A área ganhou mais fôlego e isso se ref letiu em
nossos resultados”, diz o executivo.
À frente desse trabalho está o novo gerente comercial, Victor Barbosa, que assumiu a função em novembro. De acordo com ele, o mercado
tramp está mudando e há uma tendência de aumento de afretadores.
Como a empresa trabalhava mais
forte junto aos armadores, houve essa necessidade de mudar para acompanhar o mercado.
“Há grande potencial em cargas
como grãos, açúcar e fertilizantes. Já
estamos de olho nesses segmentos e
Wilson Sons Agência ampliou o
atendimento a navios tramp
Wilson Sons Agency extended the
service to tramp vessels
30 Março 2016 NEW,S
atraindo novos clientes e negócios”,
conta Barbosa. Para garantir o sucesso, o departamento mudou sua base
do Rio de Janeiro para São Paulo,
para ficar mais perto dos afretadores.
Além disso, a equipe cresceu e incorporou a área de Marketing.
Outro destaque de 2015 foi o
início de novas operações. Em
maio, a Wilson Sons Agência atendeu a alguns navios da Vale no Rio
de Janeiro, em Vitória, em São Luís
(com minério de ferro) e em Santos (com fertilizantes). A empresa
também começou a atender no
Porto do Açu (RJ) navios de minério de ferro no terminal da Ferroport e no terminal 2, navios de carga feral e embarcações offshore. A
previsão é iniciar o atendimento
aos navios de petróleo no segundo
semestre de 2016. Em São Paulo, a
carteira também cresceu. A Gearbulk, que era cliente em Vitória
(ES) e São Sebastião (SP), passou a
usar o serviços de agenciamento
marítimo também em Santos (SP).
Para 2016, o diretor Christian
Lachmann af irma que o cenário é
de desaf ios. “As commodities
passam por momento delicado,
mas a safra e a taxa de câmbio serão favoráveis neste ano. Esperamos crescer ainda mais, especialmente no segmento tramp”, diz o
executivo.
Right change
With new commercial structure, division between liner and tramp clients was more balanced, strengthening the Company
In a business that had liner vessels (those of regular lines, especially the
container vessels) as the largest customers, Wilson Sons Agency worked
to grow the participation of tramp vessels in 2015. This balance between
both types of customers strengthens the Company and makes it more
prepared to face future challenges, according to the Executive Director,
Christian Lachmann. “We changed the structure of our Sales Department
last year, and with that, the focus on the tramp segment has increased.
The area gained more breath and this was reflected in our results”, says
the Executive. Leading this work is the new sales manager, Victor Barbosa, who assumed the role in November. According to him, the tramp
market is changing and there is a tendency of increase of charterers. As
the company worked harder with the shipowners, there was this need to
change to adapt to the market. “There is great potential in cargoes such
as grains, sugar and fertilizer. We’re keeping an eye on these segments
and attracting new customers and business”, says Barbosa. To ensure
success, the department changed its base from Rio de Janeiro to São
Paulo, to be closer to the charterers. In addition, the team has grown
and incorporated the Marketing area. Another highlight of 2015 was the
start of new operations. In May, Wilson Sons Agency served some vessels
of Vale in Rio de Janeiro, Vitória, in São Luís (with iron ore) and Santos
(with fertilizer). The Company also began to service the Porto do Açu
(RJ) with iron ore vessels in the Ferroport terminal and terminal 2, “feral”
cargo vessels and offshore vessels. The forecast is to start the service
to oil vessels in the second half of 2016. In São Paulo, the portfolio also
grew. Gearbulk, which was a customer in Vitória (ES) and São Sebastião
(SP), switched to also use the shipping agency services in Santos (SP).
For 2016, the Director Christian Lachmann affirms that the scenario is a
challenge. “The commodities undergo a delicate moment, but the crop
and the exchange rate will be favorable this year. We hope to grow further,
especially in the tramp segment”, says the Executive.
NEW,S Março 2016
31
Wilson Sons Logística
Na rota dos serviços
customizados
Em 2015, a Wilson Sons Logística conquistou marcos fundamentais de crescimento
e consolidação como operador logístico que oferece soluções customizadas
Para a Wilson Sons Logística, 2015
pode ser definido por duas palavras:
consolidação e crescimento. Além da
comemoração de um ano da Estação
Aduaneira de Interior (EADI) Suape, a Plataforma Logística Nordeste
coleciona importantes marcos de desenvolvimento, consolidando a presença do Grupo Wilson Sons na região. Já para a Plataforma Sudeste,
esse período foi determinado pelo
fortalecimento de suas soluções customizadas, garantindo o atendimento de excelência para seus clientes.
“Apesar de um ano marcado pela
crise, a Wilson Sons Logística, a partir da diferenciação das soluções desenvolvidas, encerrou o ano dentro
do esperado. Na Plataforma Logística Sudeste, por exemplo, comemoramos a expansão das operações com
clientes como a Ambev, a Adidas e a
L’Occitane. Já no Nordeste, tivemos
conquistas importantes, que colocam
as cargas de projeto e de cabotagem
como a grande aposta para 2016”, reforça Thomas Rittscher III, diretor
executivo da Wilson Sons Logística.
EADI Suape completou um ano de
operações em 2015
EADI Suape completed a year of
operations in 2015
32 Março 2016 NEW,S
Dentre as conquistas de 2015, a
unidade localizada no Nordeste recebeu autorização para operar tanto
em regime especial de entreposto
aduaneiro, quanto cargas de cabotagem. Também houve a criação de
uma célula voltada para cargas de
projeto – que atende inclusive à Plataforma Sudeste. Tais conquistas são
fundamentais em um cenário de demanda crescente de cargas de projeto
para a construção de parques eólicos.
Já autorizada a atuar com cargas
de cabotagem, a Plataforma Logística Nordeste pode armazenar essas
mercadorias por até 15 dias para
operações de embarque e desembarque. “Queremos fazer com que a
EADI, em Suape, seja uma das alternativas para cargas de projeto que
chegam de cabotagem e precisam
ser estocadas antes de serem transportadas para as suas áreas de destino. A tendência é que a cabotagem
continue a crescer. O novo modelo
traz como benefício a otimização
do tempo das operações, uma vez
que os ativos podem ficar estocados
em terminais alfandegados”, completa Thomas Rittscher.
Além da aposta na cabotagem e
em cargas de projeto, o ano de 2016
aponta para um fortalecimento das
atividades da Wilson Sons Logística.
“A meta é aprofundar na criação de
soluções e proposições de valor específicas para o segmento de mercado.
Dentre os setores em que mais atuamos na Plataforma Logística Sudeste,
por exemplo, estão os de cosméticos,
bebidas e o farmacêutico – para os
quais já oferecemos soluções diferenciadas a cada tipo de produto, gerando integração de cadeia”, ressalta.
Outras conquistas
Com a autorização para operar a
EADI Suape com regime especial
de entreposto aduaneiro, o porto-seco passou a atender a um número
ainda maior de clientes que buscam
vantagens tributárias e logísticas na
armazenagem de produtos importados ou destinados à exportação. A
primeira carga admitida nesse regime de entreposto foi de pneus, seguida da primeira carga de projeto
(peças para motor de aerogeradores)
On the path of the
custom services
In 2015, Wilson Sons Logistics produced a landmark of growth
and consolidation as a logistical operator offering customized
solutions
For Wilson Sons Logistics, 2015 can be defined by two words: consolidation
and growth. In addition to the celebration of one year of the Suape Interior Customs Station (EADI), the Northeast Logistics Platform collects development
milestones, consolidating the presence of the Wilson Sons Group in the region.
For the Southeast platform, this period was determined by the strengthening of
their customized solutions, ensuring the attendance of excellence for their customers. “Despite a year marked by crisis, Wilson Sons Logistics ended the year
within expections of the differentiation solutions developed. In the Southeast for
example, we celebrated the expansion of operations with clients such as Ambev, Adidas and L’Occitane. In the Northeast, we had important achievements,
that allow project cargoes and cabotage to be the big bet for 2016”, reinforces
Thomas Rittscher III, Executive Director of the Wilson Sons Logistics. One of the
achievements in 2015 was the authorization to operate both in special customs
warehousing regime, as well as cabotage cargoes for the unit located in the
Northeast. There was also the creation of a cell dedicated to project cargoes –
that also serves the Southeast Platform. Such achievements are fundamental
in a scenario of increasing demand of project cargoes for building wind farms.
Already authorized to operate with cabotage cargoes, the Northeast Logistics
Platform can store goods for up to 15 days for loading and unloading operations.
“We want to make the EADI, in Suape, one of the alternatives for project car-
e de carga eólica composta por máquinas, acessórios e moldes para fabricação de pás eólicas.
E foi nesse contexto que a EADI
Suape também comemorou um ano
de operação em 2015. Atualmente, a
Plataforma Nordeste atende a mais
de 100 clientes das mais diversas áreas e tem 142 funcionários. A estimativa é que este número chegue a 200
quando o porto-seco estiver atuando
em sua capacidade máxima.
“Tivemos um ano de evolução e
tendência de crescimento. Com a
criação da célula de projetos, vamos
acelerar o processo de desenvolvimento de solução de algumas iniciativas locais, além de prospectar novos
mercados. Ao observarmos essas
oportunidades, podemos trabalhar a
partir da integração de cadeia, oferecendo uma solução completa e customizada”, finaliza o diretor.
goes, arriving from cabotage, which need to be stored before being transported
to their destination. The trend is that the cabotage will continue growing. The
new model brings the time optimization of operations, since the assets can be
stored in bonded terminals”, says Thomas Rittscher. In addition to the bet on
cabotage and project cargoes, 2016 points to a consolidation of the activities of
Wilson Sons Logistics. “The goal is to create solutions and specific value propositions for the market segment. Among the sectors in which we operate in the
Southeast Logistics Platform, for example, are those of cosmetics, beverages
and pharmaceuticals – for which we offer differentiated solutions to each type
of product, generating chain integration”, he points out.
Other achievements
With the authorization to operate the EADI Suape with special arrangements for
customs warehousing, the dry port started to serve an even greater number of
clients seeking tax and logistical advantages in storage of products imported
or intended for export. The first cargo admitted in this warehouse regime was
tires, followed by the first project cargo (wind turbine engine parts) and wind
generation equipment consisting of machines, accessories and molds for the
manufacture of wind blades. And it was in this context that EADI Suape also
celebrated one year of operation in 2015. Currently, the Northeast Platform
serves more than 100 clients from various areas and has 142 employees. It is
estimated that this number will reach 200 when the dry port is operating at its
maximum capacity. “We had a year of evolution and growth trend. With the creation of projects, we will accelerate the process of developing local initiatives, in
addition to exploring new markets. Observing these opportunities, we can work
to improve the supply chain integration, offering a complete and customized
solution”, concludes the Director.
NEW,S Março 2016
33
SMS
Ano de perenização
Companhia trabalhou ativamente para ampliar
o sucesso do programa de segurança WS+
Muito trabalho para garantir a continuidade de um programa de sucesso.
A agenda de Saúde, Meio Ambiente e
Segurança (SMS) de 2015 estava focada na perenização do WS+, que fora
implementado em 2011 visando à
mudança comportamental dos colaboradores da companhia.
“A perenização é um produto exclusivo que surgiu na companhia e
uma ferramenta poderosa. O WS+
foi desenvolvido a partir de metodologia da DuPont, empresa referência
em segurança do trabalho, mas precisamos desenvolver soluções para dar
continuidade ao que já havia sido feito”, conta o gerente corporativo de
SMS, João David Santos. O resultado
rendeu à Wilson Sons mais um Prêmio DuPont – o quarto consecutivo,
tornando a empresa a maior vencedora da premiação.
O executivo explica que o processo
conta com o envolvimento total das
unidades, que, a todo momento, enviam informações para o Corporativo
com detalhes de possíveis ocorrências.
Esses dados são importantes para o desenvolvimento de atos de prevenção.
“O processo ainda não está fechado e
ainda há espaço para aprimoramentos.
Não vemos necessidade, por enquanto,
de mexer nas ferramentas que utilizamos, mas vamos torná-las mais efetivas
dentro do que vem sendo estudado.”
Como prova do sucesso do WS+,
o índice de acidentes com afastamento voltou a cair no ano passado.
Equipe de SMS recebeu o Prêmio DuPont pela
perenização do WS+
The HSE Team received the DuPont Prize for the
perenization of the WS+
Gestores envolvidos
João David Santos explica que o êxito do programa WS+ só foi
possível graças ao envolvimento direto dos gestores dos negócios
com a agenda de SMS. “Nisso, sem dúvida, o diretor presidente
do Tecon Rio Grande, Paulo Bertinetti, é o grande destaque do
Grupo. O Tecon Rio Grande vem evoluindo muito bem.”
Bertinetti conta que o exemplo é fundamental para motivar toda
a equipe. “A mudança deve ser cultural, mas cultura é difícil de
mudar. Se o gestor não acredita, não impõe e nem dá o exemplo,
não funciona”, comenta o executivo.
34 Março 2016 NEW,S
The managers involved
João David Santos explains that the success of the WS+ program was possible thanks to the direct involvement of business managers with the HSE agenda. “In this, the president
of Tecon Rio Grande, Paulo Bertinetti is without any doubt,
an outstanding example for the Group. Tecon Rio Grande
has been developing very well.” Bertinetti tells that the example is fundamental to motivate all the team. “The change
should be cultural, culture is more difficult to change. If the
manager does not believe, he does not impose nor gives the
example, it does not work”, says the executive.
De 2010 – ano anterior à implementação – a 2014,
a redução total era de 75%. Em 2015, essa taxa caiu
para 80% no acumulado desde 2010. “O programa
tem uma curva de maturidade. No início da implementação, a queda no índice foi muito acentuada.
Agora, estamos em um patamar de excelência muito alto. A queda ano a ano tende a ser menor e vai
exigir muito trabalho”, ressalta João David Santos.
Segundo ele, a área de SMS conseguiu bater a meta
estipulada para o ano.
MEIO AMBIENTE E SAÚDE
Pelo segundo ano, a Wilson Sons publicou um inventário de emissões de gases de efeito estufa (GEE), seguindo a metodologia do programa brasileiro do GHG Protocol. O documento, relativo às operações da companhia
em 2014, recebeu o Selo Prata, concedido aos membros
que reportam as emissões de todas as suas fontes, incluindo as empresas em que a Wilson Sons possui participação societária – como a Allink e os consórcios da
Baía de São Marcos e de Barra dos Coqueiros.
Para garantir a redução contínua nas emissões, a
companhia estuda a eficiência energética. No ano
passado, teve início, no Tecon Rio Grande um programa-piloto com esse propósito. O gerente explica
que tem sido uma experiência de grande aprendizado
para o Grupo, mas que é cedo para extrair dados numéricos. “O trabalho ainda está no princípio. O interessante é que o tema ambiental dialoga com o tema
de negócios e a eficiência energética resulta em impacto ambiental menor, mas também em custo menor
para as operações.” Programa semelhante será implementado em 2016 no Tecon Salvador e em outra unidade ainda não definida.
Também no ano passado, a Wilson Sons desenvolveu o Índice de Gestão Ambiental (IGA). Por meio
dele, a companhia traz para dentro de casa alguns temas relevantes e os utiliza para avaliar suas operações.
“O IGA engloba o que há do estado da arte da gestão
ambiental. Com o índice, vamos traduzir em dados
numéricos uma série de informações valiosas para os
nossos negócios.”
Na área de saúde, a companhia deu continuidade
ao programa Você 100%, de prevenção do uso de álcool e drogas. Santos conta que houve uma queda de
cerca de 50% nos testes positivos em 2015. “Outro
fator positivo é que a taxa de reincidência foi de 22%.
Ou seja, 78% dos funcionários com teste positivo continuam na empresa sendo acompanhados pelo programa”, diz o gerente.
Perennial Year
The Company actively worked to expand the success of the
WS+ safety program
A lot of work to ensure the continuity of a successful program. The agenda for
Health, Safety and Environment (HSE) for 2015 was focused on the perennialization of the WS+, which was implemented in 2011 aimed at behavioral change
of the Company’s employees. “The perennialization is a unique product that has
emerged in the Company and is a powerful tool. WS+ was developed from the
DuPont methodology, a reference company for safety, but we needed to develop
solutions to give continuity to what had already been done”, says the corporate
HSE manager, João David Santos. The result yielded Wilson Sons another DuPont
Award - the fourth consecutive, making the company the biggest winner of the
awards. The executive explains that the process has the full involvement of the
units, which, at any moment send information to the Corporate with details of possible occurrences. This data is important for development of preventive actions.
“The process is not closed yet and there is space for improvements. We see no
need at the moment to change the tools we use, but we will make them more effective within what is being studied.”
As proof of the success of WS+, the lost-time accident rate fell again last year.
From 2010 - the year before implementation - to 2014 the total reduction was
75%. In 2015 this rate fell by 80% in the aggregate since 2010. “The program
has a maturity curve. At the beginning of the implementation the fall of the rate
was very sharp. Now we are at a very high level of excellence. The drop from year
to year tends to be lower and will require a lot of work”, highlights João David
Santos. According to him, the HSE area managed to beat the goal set for the year.
ENVIRONMENT AND HEALTH
For the second year, Wilson Sons published an inventory of greenhouse gases
(GHGs), following the methodology of the Brazilian GHG Protocol program. The
document concerning the company’s operations in 2014 was awarded the Silver Seal, awarded to members who report emissions from all sources, including
companies in which Wilson Sons has equity holdings - such as Allink and the
consortium form the São Marcos bay and Barra dos Coqueiros. To ensure continued reduction of emissions, the company is studying energy efficiency. Last
year a pilot program for this purpose began at Tecon Rio Grande. The manager
explains that it has been a great learning experience for the group, but it is early
to extract numerical data. “The work is at its beginning. It is interesting that the
environmental issue is consistent with the business themes of energy efficiency
and results in less environmental impact, but also in lower cost for operations.”
A similar program will be implemented in 2016 in Tecon Salvador and another
unit not yet defined. Also last year, Wilson Sons has developed the Environmental
Management Index (IGA). Through it, the company brings in-house some relevant
themes and uses them to evaluate its operations. “The IGA encompasses state of
the art of environmental management. With the index, we will translate into numerical data a series valuable pieces of information for our business.” In the health
area, the Company continued its program You Are 100% for prevention of alcohol
and drugs. João David Santos tells that there was a drop of nearly 50% in positive
tests in 2015. “Another positive factoris that the recurrence rate was 22%. That
is, 78% of employees who tested positive remain in the company being tracked by
the program”, says the manager.
NEW,S Março 2016
35
Prêmios
Muitas comemorações
em 2015
Wilson Sons foi homenageada pela sua excelência em segurança,
em gestão de pessoas e no relacionamento com a imprensa
Em um ano tão desafiador, é importante para uma empresa ter suas iniciativas reconhecidas pela qualidade. E a
Wilson Sons teve muito o que comemorar ao longo de 2015. A companhia
recebeu prêmios por seu programa de
segurança, o WS+, pelo Reconheço Você, de incentivos a atitudes no ambiente
de trabalho, e pelo relacionamento com
a imprensa. Além disso, empresas e colaboradores do Grupo também foram destaque no ano passado.
 PRÊMIO DUPONT
Pelo quarto ano consecutivo, o Grupo
Wilson Sons ficou entre os vencedores
do Prêmio DuPont. A companhia
conquistou a segunda colocação na ca-
tegoria Gestão em Saúde e Segurança
do Trabalhador, com um case sobre a
perenização do programa de segurança
corporativa WS+. Com esse resultado,
a Wilson Sons tornou-se a maior vencedora da história do Prêmio DuPont
nessa categoria. Ao longo dos cinco
anos, o prêmio já contou com quase
500 cases inscritos, de empresas de diversos segmentos.
 PRÊMIO SER HUMANO
O programa Reconheço Você, de incentivos não pecuniários (em que não
há recompensas financeiras) a comportamentos alinhados aos valores da
empresa, conquistou o primeiro lugar
no Prêmio Ser Humano, organizado
pela Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-RJ). O case
concorreu na categoria médias e
grandes empresas, que reconhece
anualmente instituições cuja atuação
diferenciada e práticas inovadoras em
gestão com pessoas tenham alcançado
significativos resultados quantitativos
e qualitativos, que possam ser consideradas referência no mercado.
O diretor presidente do Tecon Rio Grande, Paulo
Bertinetti (à esquerda), recebe o Prêmio Exportação
Our chief executive officer of Tecon Rio Grande,
Paulo Bertinetti (left), receives the Export Award
36 Março 2016 NEW,S
 EMPRESAS QUE MELHOR SE COMUNICAM
COM JORNALISTAS
Pelo terceiro ano, o Grupo Wilson Sons foi reconhecido como uma das Empresas que Melhor se
Comunicam com Jornalistas. O prêmio, concedido
pela revista Negócios da Comunicação, faz a seleção a
partir de pesquisa com 25 mil profissionais da imprensa. Desde 2013, a Wilson Sons está entre os
destaques da categoria Construção Naval.
 PRÊMIO EXPORTAÇÃO
O Tecon Rio Grande foi reconhecido como Destaque Serviços de Suporte à Exportação durante a 43ª
edição do Prêmio Exportação, organizado pela Associação dos Dirigentes de Marketing e Vendas do Brasil (ADVB/RS). O prêmio destaca empresas gaúchas
com atuação no mercado internacional, em diferentes categorias.
 AGENTE MARÍTIMO PREMIADO
Além do Grupo e de suas empresas, um funcionário
também recebeu uma homenagem importante em
2015. O visitador de navios Renan Queiroz, da Wilson Sons Agência, viu sua tese vencer o primeiro
Young Ship Agent or Broker Award. O prêmio, criado pela Federation of National Associations of Ship
Brokers and Agents (Fonasba) – entidade presente
em 50 países que representa em nível internacional os
agentes de navios –, é concedido para profissionais da
área com até 40 anos. A tese apresentada por Queiroz
aborda o papel desempenhado pelo agente marítimo
na indústria de navegação e os desafios à atividade
diante de novas tendências mundiais.
 RECONHECIMENTO DO CLIENTE
A Brasco recebeu o prêmio Aiming Hight! (Ah!)
Company of the Year, que reconheceu seus esforços
e sua performance em segurança. A homenagem,
feita pela Statoil, uma de suas principais clientes,
confirma a qualidade do trabalho intensivo que
vem sendo feito para garantir a segurança nas operações da Brasco.
 SELO OURO
Em solenidade da Braskem, a Wilson Sons Logística
recebeu o selo Ouro por seu desempenho em Segurança, Meio Ambiente e Saúde (SMS). O resultado
foi baseado nos resultados obtidos em auditoria sobre índice de prevenção, taxa de acidentes, incidentes e exames médicos.
Many celebrations in 2015
Wilson Sons was honored for its safety excellence in people
management and relationship with the press
In such a challenging year, it is important for a company to have its efforts recognized
for quality. And Wilson Sons had a lot to celebrate throughout 2015. The company
received awards for its safety program, WS+, for the I recognize You, of incentives for
attitudes in the work environment, and for the relationship with the press. In addition,
companiesand the Group’s employees were also highlighted last year.
DUPONT AWARD - For the fourth consecutive year, the Wilson Sons Group was
among the winners of the DuPont Award. The company won the second place in the
category Health and Safety Management, with a case on perennialization of the WS+
corporate security program. With this result, Wilson Sons became the biggest winner
in the history of the DuPont Award in this category. Over the five years, the award has
featured nearly 500 registered cases of various segments.
BEING HUMAN AWARD - The program I Recognize You, of non-cash incentives
(where there is no financial rewards) for behaviors aligned with the company’s values,
won first place in the Being Human Award, organized by the Brazilian Association of
Human Resources (ABRH- RJ). The case competed in the category medium and large
companies, which annually recognizes institutions with differentiated performance
and innovative practices in management with people that have achieved significant
quantitative and qualitative results that can be considered a reference in the market.
COMPANIES THAT BEST COMMUNICATE WITH REPORTERS
For the third year, the Wilson Sons Group was recognized as one of the Best Companies to communicate with Reporters. The award, granted by the magazine
Negócios da Comunicação, makes the selection from research with 25,000
media professionals. Since 2013, Wilson Sons is among the highlights of the
Shipbuilding category.
EXPORT AWARD - Tecon Rio Grande was recognized as a Highlight for Export
Support Services during the 43rd edition of the Export Award, organized by the
Association of Marketing and Sales Directors of Brazil (ADVB / RS). The award
recognizes companies from Rio Grande do Sul operating in the international market in different categories.
MARITIME AGENT AWARD - In addition to the Group and its companies,
an employee also received an important honor in 2015. The ship agent Renan
Queiroz, of the Wilson Sons Agency, saw his thesis win the first Young Ship Agent
or Broker Award. The award, created by the Federation of National Associations
of Ship Brokers and Agents (Fonasba) - entity is present in 50 countries representing the international level of ship agents - is granted to professionals up to 40
years. The thesis by Queiroz addresses the role played by the shipping agent in
the shipping industry and the challenges of the activity facing new global trends.
CUSTOMER ACKNOWLEDGEMENT - Brasco received the Aiming High
Award! (Ah!) Company of the Year, which recognized its efforts and the safety
performance. The homage, made by Statoil, one of its main customers, confirms the quality of the intensive work being done to ensure safety of the
Brasco operations.
GOLD SEAL - Braskem awarded Wilson Sons Logistics the Gold Seal for its
performance in Health, Safety and Environment (HSE). The result was based on
the results of audit on prevention, accident rate, medical incidents and examinations index.
NEW,S Março 2016
37
Memória
Revolução no mercado
Conteinerização de cargas completa 60 anos
Há cerca de 60 anos o mundo possuía
uma configuração muito diferente da
que tem hoje. Não era comum brasileiros encontrarem produtos chineses
em lojas de eletrônicos ou adquirirem,
na concessionária mais próxima, um
carro cujas peças foram produzidas na
Europa e a montagem se deu no continente americano. Tal coisa só poderia ocupar a mais fértil imaginação.
As trocas comerciais eram cerceadas
pelo alto custo do transporte, que era
lento e pouco seguro. As mercadorias
retiradas do armazém do expedidor
eram acondicionadas em tonéis, pallets
e sacas de grãos, e carregadas em caminhão ou trem até o porto, onde
eram descarregadas e conduzidas por
um grande número de trabalhadores
braçais até o navio. A grande variedade de tamanhos e formas dos produtos
manufaturados muitas vezes não permitia que fossem acondicionados em
nenhuma dessas embalagens, demandando o carregamento peça a peça.
Esse processo podia durar semanas, e
durante esse período a carga ficava sujeita a violações e danos.
Naquela época, um amontoado de
barris e caixotes de madeira com laranjas, bananas, azeitonas e queijos
poderia ser armazenado ao lado de pesadas bobinas de aço, tambores cheios
de composto de limpeza e fardos de
pele de animal. A simples sobreposição de mercadorias poderia danificar
as cargas. Outro agravante era que es38 Março 2016 NEW,S
sas embalagens ocupavam um amplo
espaço, tornando a navegação marítima uma atividade pouco rentável. A
necessidade de reformulação dos processos era vital.
Após várias discussões sobre o tema,
convencionou-se que a nova embalagem deveria ser metálica e resistente, e
um primeiro ensaio foi realizado pelo
exército norte-americano, que desenvolveu o Conex – ou Container Express Service –, mas foi em 1955 que
Malcom Mclean adaptou 37 navios para o transporte de contêineres.
Em 26 de abril de 1956, em menos
de 8 horas, 58 contêineres foram embarcados no navio Ideal X, que partiu
no mesmo dia de Nova Jersey e desembarcou em Houston cinco dias de-
Com contêineres, logística nos terminais ficou mais
ágil e eficiente
With containers, logistics at terminals became
more agile and efficient
pois. Era o princípio de uma revolução
que impactaria não só a economia, como também os hábitos de populações
de todo o mundo.
Em março de 1966, a Moore-McComarck Lines inaugurou o serviço
internacional de transporte de contêineres entre a Costa Leste americana e
a Escandinávia. As primeiras viagens
transatlânticas combinaram cargas soltas, contêineres e caminhões de reboque. O transporte exclusivo de contêineres se deu em abril do mesmo ano,
a bordo do Fairland da Sea-Land’s.
Revolution in the market
Cargo containerization turns 60
About 60 years ago the world had a very different configuration than it has
today. It was not common for Brazilians to find Chinese products in electronics stores or to purchase in the nearest dealership, a car whose parts
had been produced in Europe and the assembly took place on the American continent. Such a thing could only happen in the most fertile imagination. Trade was curtailed by the high cost of transport, which was slow and
unsafe. The goods taken from the dispatcher’s warehouse were packed in
barrels, pallets and grain sacks and loaded onto a truck or train to the port
where they were unloaded and carried a large number of hand workers to
the ship. The wide variety of sizes and shapes of manufactured products
often did not allow them to be placed in any of these packages, requiring
the loading to be carried out piece by piece. This process could take weeks,
and during that time the load was subject to violations and damage. At
that time, a bunch of barrels and wooden crates with oranges, bananas,
olives and cheese could be stored next to heavy steel coils, barrels filled
with cleaning compound and animal skin bales. The simple overlapping of
goods could damage the cargo. Another problem was that the packaging
occupied a large space, making maritime shipping a low-profit activity. The
need to reformulate processes was vital. After several discussions on the
issue, it was agreed that the new packaging should be metallic and sturdy,
and a first test was carried out by the US army, which developed the Conex
- or Container Express Service - but it was in 1955 that Malcolm Mclean
adapted 37 vessels to transport containers. In a April 26, 1956, in less
than 8 hours, 58 containers were loaded on the ship Ideal X, which left the
same day from New Jersey and disembarked at Houston five days later. It
was the beginning of a revolution that would impact not only the economy
but also the habits of people throughout the world. In March 1966, the
Moore-McCormack Lines inaugurated the international container service
shipping between the American East Coast and Scandinavia. The first
transatlantic voyages combined loose cargo, containers and tow trucks.
The exclusive container shipping took place in April of that year aboard the
Fairland Sea-Land’s.
The container gained presence in the world and revolutionized international trade. According to the economist Samir Keedi, its importance
is closely linked to the evolution of global trade, which in 1950 reached
US$ 115 billion reaching US$ 230 billion in 1960 and US$ 600 billion in
1970. Wilson Sons was agency was one of the pioneers in container shipping and still today remains at the vanguard of the evolution of containerization. The storehouses of the first half of the twentieth century gave way to
modern container terminals, such as those of Rio Grande and Salvador,
managed by the Group. These units offer many services, exclusive channels
to service customers and are always focused on market trends. The containerization is the ideal choice for customers who want to buy commodities
in smaller quantities, in order to reduce expenses with stock. It also offers
facilities in distribution logistics, low contamination risk and weekly shipments, regardless of weather conditions.
O contêiner ganhou o mundo e revolucionou o comércio internacional. Segundo o economista Samir Keedi,
sua importância está intimamente atrelada à evolução do
comércio global, que em 1950 alcançou US$ 115 bilhões,
chegando a US$ 230 bilhões em 1960, atingindo US$ 600
bilhões em 1970.
A Wilson Sons foi agente das empresas pioneiras no transporte de contêineres e ainda hoje permanece na vanguarda da
evolução da conteinerização. Os depósitos da primeira metade
do século XX deram lugar aos modernos terminais de contêineres,
como os de Rio Grande e Salvador, administrados pelo Grupo. Essas
unidades ofereceram diversos serviços, canais exclusivos para o atendimento de clientes e estão sempre focadas nas tendências do mercado.
A conteinerização é a opção ideal para
clientes que desejam comprar commodities
Antes dos contêineres,
em menores quantidades, de maneira a remuitas cargas eram
duzir despesas com estoque. Além disso,
transportadas ensacadas e
sem segurança
oferece facilidades na logística de distriBefore the containers,
buição, baixo risco de contaminação e emmany loads were
barques semanais, independentemente da
transported bagged and
condição climática.
without safety
NEW,S Março 2016
39
Solidez, cooperação, comprometimento e realização.
Essa é a nossa bandeira, é o que nos faz escolher estar aqui.
Strength, cooperation, commitment and achievement.
This is our flag, this is why we choose to be here.
Assim é a Wilson Sons: um conjunto de forças que nos move em direção ao futuro há 179 anos.
Esse movimento não para de crescer. E nosso orgulho também.
This is how Wilson sons is: a set of forces that have moved us into the future since begining
179 years ago. This movement continues to grow. And so does our pride.
Wilson Sons. Em movimento desde 1837.
Wilson
Sons.
movement since 1837.
40 Março
2016 In
NEW,S

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