Ano 08 Ed 93 Fev 2008

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Ano 08 Ed 93 Fev 2008
Chefe
Touro
Sentado
Quando vemos num livro, numa
revista ou em cartazes, uma fotografia a preto e branco, com um aspecto um pouco envelhecido, representando um índio solitário no meio
das vastas extensas da pradaria, um
chefe com um toucado de penas ou
uma - “squaw” diante de um - ´tipi´,
é bem possível que se trate de uma
imagem do fotógrafo Edward Sheriff
Curtis (1868-1952).
Curtis dedicou mais de 30 anos
fotografando e documentando mais
de oitenta tribos do oeste do Mississipi, a partir da fronteira mexicana para o norte da Alaska.
Não só a sua obra fotográfica tem
tudo para satisfazer a nossa visão
tradicional dos índios como a condicionou mesmo em grande parte. As
fotografias de Curtis não mostram os
índios tal como são, mas tal como eles
talvez fossem outrora, ou antes, tal
como gostaríamos que eles fossem.
“A morte de cada homem ou
mulher, significa a morte de uma
tradição, de algum conhecimento
sobre rituais sagrados detido por
ninguém mais... A informação que
está contida (em minhas fotos)...
deve ser adquirida de uma vez por
todas, ou a oportunidade estará
perdida para sempre...”
Edward S. Curtis,
The North American Indian
Tatanka Iyotake, mais conhecido
como Touro Sentado (em inglês
Sitting Bull) foi um chefe índio norteamericano da tribo dos sioux hunkpapa. Viveu entre os anos de 1834 e
1890.
Touro Sentado chegou a ser famoso por conduzir três mil e quinhentos índios sioux e cheyenne contra o
Sétimo Regimento de Cavalaria Americana, que estava sob as ordens do
general Custer, na batalha de Little Big
Horn em 25 de junho de 1876, onde
os estadounidenses foram derrotados.
Perseguido pelo exército estadounidense, Touro Sentado levou os
seus homens ao Canadá, onde permaneceram até 1881. Neste ano regressou com a sua tribo aos Estados Unidos
para que a sua gente se entregasse e
acabasse assim a guerra. Touro Sentado não conseguiu uma porção de
terras canadenses, porque a Rainha Vitória o considerava um selvagem dos
Estados Unidos.
Nos anos seguintes Touro Sentado
fez parte do show de Buffalo Bill.
Touro Sentado sentiu-se atraído
pela Dança dos Fantasmas, religião fundada pelo suposto messias Wovoca.
Segundo o profeta, que se dizia o
próprio Cristo, a dança faria com que
no próximo ano a terra engolisse os
homens brancos das terras dos índios.
O governo estadounidense viu nestas
danças uma ameaça, e enviou uma polícia índia para prender o chefe hunkpapa. Touro Sentado e seu filho morreram baleados na luta que se seguiu
à tentativa de prisão.
Em sioux, Tatanka Iyotake significa
«Bufalo Macho Sentado». O nome de
Touro Sentado chegou ao português
através da tradução do inglês, Sitting
Bull, posto que bull, além de significar
touro, utiliza-se para denominar os
machos de animais similares aos bois,
como os búfalos e bisões.
Fonte: Wikipedia
JORNAL DE UMBANDA SAGRADA - FEVEREIRO/2008
Página -2
A PALAVRA
Ao ler o titulo nos
perguntamos:
O que há entre a
Física e a Religião?
Tudo e Nada!
Física é a Ciência que estuda a Natureza que nos cerca, buscando explicações teóricas e práticas no entendimento dos elementos e fenômenos naturais.
Religião é o religar-se a Deus, também
possui uma ciência (Teologia) onde busca
entender a “Natureza de Deus”, ocupa-se
das questões existenciais e do que está
além do ser, além da natureza, além até
mesmo de uma compreensão.
Em um modelo clássico a Física se ocuparia do que é palpável, medido, pesado
e avaliado; enquanto a Religião se ocupa
do intangível.
Muitas vezes a religião busca entender
e explicar o mundo que nos cerca, a natureza, outras vezes vemos a Física buscando
o intangível com estudos voltados a
entender o que até então não tinha ciência.
E é assim que a Física e a Religião se
encontram e se desencontram.
ORIGEM DO
PENSAMENTO CIENTIFICO
O pensamento cientifico, a análise do
mundo e da natureza que nos cerca nasce
com a busca incansável dos filósofos da
natureza, os pré-socráticos, onde não havia muita distinção entre natural e sobrenatural. Ciência, filosofia e religião eram
inseparáveis.
• O primeiro deles Tales de Mileto
(580 a.C.) considerava que todas as coisas
tinham origem na água. Foi o primeiro a
buscar uma origem única para tudo. Autor
desta frase: “Tudo está cheio de Deuses”. A Escola de Mileto é considerada
uma Escola Mística pois considera que tudo
está vivo, não há distinção entre animado
e inanimado, o que lembra o Monismo
Indiano ou o TAO Chinês, do qual se
aproxima o Zen.
• Anaxímenes (550 – 526 a.C.)
acreditava que tudo tinha origem no AR,
DO
EDITOR
Física e Religião I
TEXTO DE ALEXANDRE CUMINO
a exemplo do corpo humano, o universo
se mantém através de uma respiração
cósmica.
• Pitágoras (580 – 497 a.C.) talvez
tenha sido o primeiro a definir Deus como
“O Grande Arquiteto do Universo”
onde o Criador se manifesta através
dos números e das formas geométricas. Foi Pitágoras quem deu
a base para o que conhecemos
como Geometria descritiva,
analítica e sagrada, também é
conhecido por ter fundado
uma Escola de Mistérios.
• Heráclito (540 – 480
a.C.) dizia que “Deus é a
razão do Universo” que
permeia a tudo, através
dos opostos como dia e
noite, claro e escuro.
Assumindo
formas
variadas, tudo está em mudança
constante, onde o principio universal é o
fogo, todas as coisas são UM, são a
Unidade denominada Logos. Mais uma
vez encontramos uma visão monista.
• Parmênides ( 540 – 480 a.C.) dizia
que “Nada se cria do Nada”, em oposição a Heráclito traz uma visão dualista,
característica essencialmente ocidental.
Seu principio básico era o Ser, Único e
Invariável.Considerava as mudanças
como fenômenos ilusórios
• Empédocles (494 – 434 a.C.) foi o
homem que trouxe a tão conhecida
teoria dos quatro elementos em que
tudo é criado a partir de Terra, Água,
Ar e Fogo. Tudo que existe são combinações destes quatro elementos.
• Anaxágoras (500 – 428
a.C.) acreditava que tudo era
criado por partículas
minúsculas e invisíveis ao olho
humano. Dizia: “Em cada
coisa existe uma porção de
cada coisa”.
• Demócrito (460 - 370
a.C.) também acreditava que
tudo era formado por pequenas
partículas imutáveis e as nomenou
“átomo” que quer dizer “indivisível”.
• Com Sócrates (470 – 399 a.C.) a
abordagem filosófica muda seu foco da
Natureza para o ser humano e a sociedade
que o cerca. O “Oráculo de Delfos”
emite uma sentença a seu amigo onde diz
que Sócrates é o homem mais sábio de
sua época, ele assim adota a postura de
nada saber com a afirmação de que:
“Tudo o que sei é que nada sei”.
Com ele nasce uma filosofia de embates
e discussões filosóficas para mostrar onde
está o conhecimento, onde está o saber,
questionando a tudo e a todos, pela busca
da verdade. Uma peculiaridade na vida
deste “Pai da Filosofia” é que ele tinha um
Existem muitas outras histórias e parábolas parecidas com esta, recomendo a leitura de “Fernão Capelo Gaivota” de Richard Bach.
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O Jornal de Umbanda Sagrada
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• Aristóteles (384 – 322 A.C.) discípulo de Platão, criou a Lógica como Ciência. Foi tutor e professor de Alexandre
Magno.
Nesta cultura grega nasceu o pensamento científico ocidental, dali vieram estas
palavras: política, democracia, economia,
história, biologia, ética, psicologia, teoria,
método, física, matemática, lógica, filosofia,
teologia, teogonia e outras.
Este período de apogeu da cultura
grega é seguido pelo período helênico,
onde Alexandre o Grande, une as culturas
É muito conhecida a parábola de Platão que fala sobre “A Caverna” onde ele compara este mundo a
uma caverna onde todos estão presos, acorrentados de costas para a entrada da caverna onde crepita uma
fogueira que faz projetar imagens na parede da caverna. Platão conta que os habitantes de tal caverna
acreditam que estas imagens na caverna são o mundo real e é a realidade da caverna em que vivem.
Um dos habitantes da caverna escapa e pode ver o mundo lá fora, pode ver o sol e as estrelas e volta
a caverna para falar sobre este mundo. Os habitantes da caverna o condenam por perturbar a ordem
estabelecida e matam este “visionário”. É uma alegoria que mostra de forma figurada o que aconteceu com
Sócrates, são idéias muito próximas as de uma religião principalmente por seus valores, Sócrates e Platão
eram sim religiosos e devotos aos Deuses, apenas não concordavam em atribuir tudo aos Deuses, pois o
homem deve recorrer também a seu intelecto e razão para buscar a sabedoria.
É uma obra filantrópica, cuja missão é contribuir para o engrandecimento da
religião, divulgando material teológico e unificando a comunidade Umbandista.
Os artigos assinados são de inteira responsabilidade dos autores,
não refletindo necessariamente a opinião deste jornal.
As matérias e artigos deste jornal podem e devem ser reproduzidas em qualquer
veículo de comunicação. Favor citar o autor e a fonte (J.U.S.).
Consultora Jurídica:
Dra. Mirian Soares de Lima
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“daimon” pessoal, “espírito ou gênio”, que
lhe orientava e a quem ele sempre socorria.
O que não era incomum entre os gregos.
Sócrates e Platão são citados na obra
de Allan Kardec, “Evangelho Segundo
o Espiritismo”, como “Precursores da
Idéia Cristã e do Espiritismo”.
• Platão (427 – 347 a.C.) ficou conhecido por ter colocado no papel a vida e as
idéias de seu Mestre Sócrates. Criou sua
própria escola em homenagem ao herói
grego Academos, surgindo assim o conceito de Academia. Para Platão existiam dois
mundos, este mundo palpável e o “Mundo
das Idéias”, assim temos dois corpos este
que se movimenta no mundo material e
um outro que se movimenta no “Mundo
das Idéias”. (Veja o texto “A Caverna” de
Platão. No final deste texto) .
“A Caverna” de Platão
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do Ocidente e Oriente sob seu domínio e
conquista, a cidade de Alexandria marca
este período como o centro de toda a
ciência e conhecimento, até hoje se fala
das maravilhas literárias da Biblioteca de
Alexandria. A partir de 50 a.C. a cultura
Romana passa a predominar, com os tão
conhecidos Imperadores Romanos, os
Césares: César, Otaviano, Tibério, Calígula, Cláudio, Nero, Vespasiano, Tito, Domiciano, Trajano, Adriano, Marco Aurélio,
Cômodo, Sétimo Severo, Caracala, Macrino, Heliogábalo, Alexandre Severo, Diocleciano (284 – 305 d.C.), Constantino (324
– 337 d.C.).
Em 313 d.C. o Imperador Constantino adota o Cristianismo como religião
oficial de Roma, são lançadas as bases da
Igreja Apostólica Romana (Roma),
vamos entrando no período da Idade
Média onde Estado e Igreja são unos e a
ciência fica subjugada à Igreja.
OBSERVAÇÃO:
Considero interessante e esclarecedor
observar os conceitos filosóficos gregos
que vêm de uma época onde o homem
tinha muitos poucos recursos científicos
além da observação pura e simples da
natureza aliada ao raciocínio e inspiração.
A visão de mundo, monista, de Tales
e Heráclito são próximas do monismo
vedanta de Shankara, um conceito que é
abolido depois de Parmênides onde a
filosofia dual se estabelece e se estende até
os dias de hoje. Espírito – Matéria, Criador
– Criação esta é a grande dualidade, o
que tem vida separado do que “não tem
vida” (no monismo em alguns de seus
aspectos tudo tem vida), Deus separado e
acima de sua criação.
Interessante observar o nascimento
das teorias do Átomo e dos quatro elementos básicos, terra, água, ar e fogo.
No próximo texto falaremos de Descartes e Newton, que reforçam esta idéia
com o surgimento da Física Clássica.
Atualmente os estudos de Física Quântica
nos fazem voltar aos antigos Filósofos da
Natureza, pois tudo o que existe faz parte
de um universo vibrante afinal como diria
Einstein E = MC² (Energia = Matéria x
Velocidade da Luz ²) , tudo é energia.
Contato: [email protected]
JORNAL DE UMBANDA SAGRADA - FEVEREIRO/2008
Página -3
LIÇÕES DE VIDA
COLÉGIO DE UMBANDA
SAGRADA PENA BRANCA
A conversão da cobra
RAMAKRISHNA
Ninguém se arriscava a passar por
um caminho onde uma cobra venenosa
tinha feito sua moradia. Como um mahatma seguia este caminho, as crianças que
guardavam os rebanhos correram avisálo. “Muito obrigado, meus filhos
– disse o homem – mas
eu não tenho medo de
cobras. Por sinal eu sei
alguns mantras que
me protegerão de
qualquer ataque.” E
continuou seu caminho.
Bruscamente, a
serpente levantou-se
para o bote. O homem, ao avistar a cobra, pronunciou uma
fórmula mágica, e o
animal caiu a seus
pés. “Minha amiga –
perguntou o homem à
cobra – você tem
intenção de me
morder?”
A cobra, espantada, não abriu a boca. “Vamos, responda-me – continuou o
homem santo – por que você faz mal às
pessoas? Eu vou lhe ensinar um mantra
que você deverá repetir constantemente. Desta maneira você aprenderá a amar
a Deus. E, ao mesmo tempo, perderá a
vontade de fazer mal aos outros.”
O homem murmurou a fórmula santa
no ouvido da cobra, que agradeceu com
a cabeça e voltou para seu buraco, onde
passou a levar uma vida inocente e pura,
sem jamais sentir o desejo de morder
ninguém.
No fim de alguns dias, as crianças do
lugarejo perceberam esta mudança de
atitude, pensando que a cobra tinha
perdido seu veneno, começaram a maltratá-la. Atiravam-lhe pedras e puxavamna pela estrada. A cobra, gravemente
ferida, não reagiu e foi esconder-se no
seu buraco.
Algum tempo depois, o homem santo
tornou a passar pelo caminho e procurou
a cobra por toda a parte, sem encontrála. As crianças do lugarejo disseram-lhe
que a cobra tinha morrido.
Sabia que o nome de Deus tem tanto
poder que ninguém poderia morrer sem
antes solucionar o problema da vida, isto
é, sem antes ter realizado o divino.
Continuou por isso a chamar a
serpente.
Finalmente
o
animal, que estava
magro como um esqueleto, saiu do seu
buraco e inclinou-se
diante do mestre.
- Como você está?
– perguntou o homem.
- Muito bem, obrigado. Vai tudo muito bem, com
a graça de Deus.
- Mas, por que você está tão
magra?
- Conforme o mestre me ensinou,
procuro não fazer mal a
nenhuma criatura.
Alimento-me apenas
de folhas. É por isso
que emagreci um pouquinho.
- Não, não foi a mudança de alimentação que fez isso. Deve haver outra coisa. Pense um pouco!
- Ah, sim, agora me lembro. Os
meninos da aldeia foram um pouco
malvados comigo. Eles me seguraram pelo
rabo e me fizeram rodar, e depois me
bateram contra as pedras. Os diabinhos
não sabiam que eu não mordia mais!
O homem santo sorriu e disse:
- Minha boa amiga, eu só lhe recomendei não morder mais ninguém. Eu não
lhe proibi de assobiar para afastar os importunos!
Assim, também, os que vivem no mundo não devem ferir ninguém, mas não devem permitir que os outros os molestem.
Extraído do livro:
Ramakrishna - O louco de Deus Edições de Planeta
Dirigido por Alexandre Cumino
A mosca
Uma mosca caiu numa panela de carne.
Afogada no molho e já quase morrendo, ela
disse para si mesma: “Se já comi, já bebi e já tomei
um banho, que me importa morrer?”
Suportamos a morte com mais facilidade quando
a ela não associamos pensamentos tristes.
A camela
Uma camela atravessava um rio
de águas turbulentas. Tendo
defecado, as fezes levadas pelo
redemoinho foram parar no seu
fucinho. Ela então exclamou:
- Como é que o que estava atrás
veio parar na minha frente?
Em certas ocasiões, os sensatos são ultrapassados pelos piores imbecis.
Guerra
e
^
violencia
Cada um dos deuses se casou
com a mulher que o destino
lhes havia reservado. Quando
foi a vez do deus Guerra, só
havia sobrado a Violência: ele se apaixonou loucamente por ela e a desposou. Desde então, ele a
acompanha por toda a parte.
A violência impera numa cidade ou entre as
nações, trazendo guerra e discórdia.
O gato e o galo
Um gato queria ter uma boa razão
para devorar um galo que caiu em
suas garras.
- À noite – acusou-o -, teus gritos
não deixam os homens dormir.
O galo se defendeu: - “É um serviço
que lhes presto, chamando-os a seus deveres”.
O gato não se abalou e acusou o galo de ultrajar
a natureza por não respeitar nem as mãe nem as
irmãs. O galo respondeu:
- Isso reverte mais uma vez para o bem de meus
patrões: eles têm assim ovos em abundância.
Os pretextos especiais de nada servem quando
o celerado, desavergonhadamente, está decidido a
fazer o mal.
Extraído do livro: Fábulas de Esopo/Esopo; tradução de
Antônio Carlos Vianna - L&PM Editores
Rua Paracatu, 220 - Sala 01
Próximo a estação saúde do Metrô
Telefone:
(11) 5072-2112
DEUS E AS RELIGIÕES
Este é um novo curso
criado por
Alexandre Cumino
para estudar
“Deus e
as religiões.”
O objetivo é
analisar,
questionar e
entender esta relação.
TÓPICOS ABORDADOS:
• Quem ou O Quê é Deus?
• O QUE são as religiões
e QUAL É O SEU OBJETIVO?
DEUS:
-
Deus no Ocidente
Deus no Oriente
Deus no Céu
Deus no Homem
Deus na Natureza
Deus em Tudo
RELIGIÕES:
- Judaísmo
- Catolicismo
- Islamismo
- Hinduísmo
- Budismo
- Taoísmo
- Espiritsmo
- Umbanda
- Candomblé
SISTEMAS:
-
Monoteísmo
Politeísmo
Panteísmo
Monismo
4 aulas em Março
Dias 4, 11, 18 e 25
TERÇAS-FEIRAS DAS 20H30 ÀS 22H30
VAGAS LIMITADAS -
INSCREVA-SE!
5072-2112
E-Mail: [email protected]
JORNAL DE UMBANDA SAGRADA - FEVEREIRO/2008
Página -4
Linha e Arquétipo dos Malandros
in din din, din
din din, risca
o ponto! MaRODRIGO
landro cruzado no
QUEIRÓZ
meio do terreiro chegou, chegou Zé Pelintra que veio do
lado de lá, fumando e bebendo gritando
vamos saravá!
Saravá a todos do lado de cá! Saravá Umbanda, o Catimbó, as Macumbas e o Candomblé! Salve aqueles que
são de salve e aqueles que não o são!
De tanto que somos marginalizados
por aqueles que deveriam era nos
prestar reverência ou mesmo o respeito
por estarmos tão próximos para o que
der e vier. Nós os “malandros” do astral
fomos confundidos com os marginais do
além.
Para quem ainda não entendeu, os
Zés da Umbanda são espíritos comuns
D
a cada um de vocês. Humanos por
natureza, errantes, com defeitos e virtudes que na bondade do Criador podemos interagir com nossos companheiros encarnados afim de na troca de
experiências agregar luz e evolução na
história de cada um.
Zé Pelintras, Zé Navalha, Zé da
Faca e tantos “zés” formam esta
corrente ou linha de trabalho que chamamos de Linha dos Malandros.
Justamente pela falta de informação
fomos chegando na Umbanda de
“fininho” na boa malandragem pra não
incomodar ninguém. Quando “batíamos
na porta” de um terreiro que nos
desconhecia, se era da percepção do
dirigente que devíamos manifestar na
linha dos exus, assim fazíamos se
pensavam que éramos baianos, tudo
bem, ali estávamos.
Arrumar a Mala
MOMENTO ESPÍRITA
Estradas, atalhos, caminhos, que
sempre convidam para caminhar...
É bom arrumar sempre a mala e deixála na sala, perto do sofá.
A dor de quem parte é a dor de ver o
seu amor esperando no cais; a dor de
quem fica é a dor de ver o seu amor
acenando pra trás...
Nos versos do compositor
encontramos algumas
verdades que nos convidam a pensar sobre esse
assunto tão importante
para todos nós, que é a
morte. Sim, inevitavelmente
chegará a hora da partida.
E como ninguém sabe o
momento que terá que partir, é
importante deixar a mala sempre bem
arrumada, para não ter do que se lamentar
depois. Mas, afinal, o que significa arrumar
a mala?
Certamente não levaremos roupas,
jóias, livros, dinheiro e outras coisas materiais. Mas, então, o que arrumar?
Talvez fosse interessante começar
pelos relacionamentos, compromissos e
deveres. Nesse sentido, arrumar a mala é
arrumar a vida espiritual.
Grande coleção de
ESPADAS
Como estão os compromissos assumidos? Você está dando conta de todos, ou
tem muita coisa pendente?
E os relacionamentos, como vão?
Alguém guarda mágoa de você? Não
importa se com ou sem razão, vale a pena
desfazer esse nó.
Você sente ódio de alguém? Aproveite
o momento e resolva isso. Não deixe essa
pendência lhe tirar a paz, logo
mais. Se você tiver que partir
de repente, isso estará
solucionado, e sua mala
estará mais leve.
Como está com relação aos estudos? Tem
aproveitado os dias para
iluminar a razão? Enquanto
tem tempo, use-o para
adicionar a riqueza do conhecimento à sua bagagem. O conhecimento jamais se perde e você poderá
fazer uso dele a qualquer momento.
E o relacionamento com os filhos, pais,
irmãos, amigos, vai bem? Não ficará nenhum abraço a ser dado, nenhum pedido
de desculpas pendente, nenhuma atenção
desdenhada? As pendências não permitem
que a mala se feche adequadamente, e
isso pode causar fortes sofrimentos para
ambos os lados...
Seu Zé Pelintra
onde é que o
senhor mora...
Eu não posso te
dizer, porque você
não vai me
compreender...
Eu nasci no
Juremá, minha
mora é bem
pertinho de Oxalá!
Entre acertos e erros, contradições
e tradições fomos sendo aceitos, percebidos e procurados. No entanto enganase aquele que pensa que surgimos do
nada ou para nada, não, não. Já bem
antes da Umbanda estávamos lá coE a saúde, como está? Você tem
cuidado do seu veículo físico como deve?
Não permita que o descuido lhe arrebate
do corpo antes do tempo. Isso lhe traria
sérios dissabores.
Assim, arrumar a mala quer dizer
retirar da bagagem espiritual as mágoas,
os rancores, a inveja, os ciúmes, os ódios,
e outros detritos que pesam sobre a
economia moral.
É buscar resolver todas as questões
que nos tiram a paz. É desenvolver laços
de verdadeira fraternidade com aqueles
que nos rodeiam.
Os sentimentos infelizes que agasalhamos na alma, contra alguém, nos vinculam a esse alguém, nesta vida ou no além,
perturbando-nos e infelicitando-nos.
Já os conhecimentos, as virtudes e os
laços de afeto são excelentes contribuições
para a conquista da felicidade.
Consideremos que o simples fato de
viajar para o mundo espiritual não nos
liberta das nossas mazelas e não nos retira
as virtudes já conquistadas.
Somos, aqui ou no além-túmulo, herdeiros de nós mesmos. Por isso é de suma
importância termos a devida atenção para
com a nossa bagagem espiritual.
Viver com sabedoria é não deixar o
que pode ser resolvido hoje, para resolver
num amanhã incerto... Pense nisso, e
procure deixar a sua mala sempre em
ordem, para o caso de precisar partir sem
ao menos poder dizer “até logo”...
TAROTS
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edição e ganhe um
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mandando o Catimbó, muitos ainda
estão, diria que esta é nossa origem,
mas como afirmar a origem daquele que
não é original, pois é, somos o retrato
da miscigenação racial e cultural que
impera em todos os cantos deste Brasil,
terra de Deus!
Somos aclamados como Doutor,
curador, conselheiro, defensor das mulheres e dos pobres. Por outro lado também somos rechaçados e “exterminados” na consciência de alguns que insistem em nos colocar no patamar dos
“demônios” e espíritos viciados e aloprados. Ora, este que nos maldiz é
aquele mesmo que nada entendeu sobre Deus e seu amor na Sua Criação!
Deixe que falem, desde que fale.
O certo é que somos o retrato e a
realidade da classe menos favorecida,
somos a periferia, os menos favorecidos, os esquecidos, aqueles que se não
é o jogo de cintura da criatividade humana, jamais persistiria vivendo, entende agora o que é nossa malandragem?
ADRIANO
CAMARGO
S
alve turminha
das ervas! Salve vibração viva
de amor à natureza.
Que nossos amados Pais e Mães
Orixás, Princípio Divino, nos abençoem.
Que possa prevalecer a força do
amor, acima de todas as coisas, e a
preservação inconteste do conhecimento natural, e por conseqüência, Mãe
Natureza reflita a nós, sua bondade
infinita.
Temos falado todos os meses aqui
sobre as ervas dos Orixás, e especialmente no mês de dezembro, tivemos
uma enorme repercussão com nosso
ritual de final de ano.
Esclarecendo, podemos repetir o
ritual quando quisermos, e não só no
final de ano, ok.
Quem não tem o JUS de dezembro,
mande email para nós que enviaremos
o texto na íntegra, com o ritual adaptado para o dia a dia.
Enfim, gostaria de pegar o gancho
do texto de dezembro, e onde comento
que é importante “esvaziar” a casa para
poder colocar coisas novas, quero dizer
exatamente que nada pode ser plantado
onde já alguma coisa brotando... Limpar
a casa, não necessariamente é um processo de limpeza superficial. Remover
as cargas energéticas negativas, limpar
os miasmas e larvas astrais, desinfetarse de fluidos negativos, podem exigir
um clamor a forças adequadas a esses
tipo de trabalho.
Quando me perguntam sobre ervas
de Exu, normalmente dou uma explicação teológica sobre o assunto, de que
Exu responde pelos aspectos negativos
dos Orixás, então responde também em
qualquer erva, correto? Não exatamente, pois se enxergarmos Exu como um
Orixá, então teremos características de
Também digo que vivemos na periferia
de Deus, claro, ainda temos muito que
fazer para ir até o centro. E daí? Tá
tudo certo camarada. Sabemos a que
estamos é livres das ilusões que tanto
aplaca a mente de vocês encarnados.
Olha, sabe de uma coisa? É bom demais
o lado de cá!
Dos Catimbós do Nordeste aos
terreiros de Umbanda de todo Brasil!
Isso é ascensão...
Por fim camarada, tenha em mente
que estamos para ajudar a quem
queira. Defendemos sim os mais pobres
e sofredores, pois sabemos o que é a
dor da fome e da perdição. Secaremos
sempre as lágrimas daqueles que
sofrem e isso basta.
Dentro do meu chapéu levo meu
mistério, na fumaça de meu charuto
transporto minha magia, na gargalha
encanto meu povo, no meu terno branco
reflito o que sou e na minha gravata
vermelha quebro o mal olhado na força
de Ogum! Para aqueles que nos abrem
alas, obrigado!
Ditado por José Pelintra
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Exu na criação Divina, isso sim está correto.
Há ervas ligadas diretamente à vibração de Exu, e podemos dar como
exemplo as cascas de alhos e cebolas
(de todos os tipos), alguns tipos de
cactos, plantas de extrema agressividade ao toque, como a aroeira preta
(ou brava), a urtiga, cansanção, açoita
cavalo, etc.
Mas como é Orixá, compartilha suas
ervas com outras vibrações também.
Então é correto falarmos, em termos
genéricos, que determinadas folhas são
de um Orixá, mas manipuladas (e com
maestria!) por Exu.
Folha da Mamona – Oxalá – manipuladas por Exu
Pinhão Roxo – Omulu/Ogum/Iansã
– manipuladas por Exu
Casca de Alho – Obaluaiyê/OyáTempo – manipuladas por Exu (e Exu
Mirim também)
Casca de Cebola – Omulu/Tempo/
Yansã – manipulada por Exu
Etc...
Não podemos esquecer que Exu
“mistura”, diversos elementos a seu
trabalho, ou seja, não se limita ao universo vegetal. Adiciona líquidos (pinga,
wisky, cerveja,etc.), e alguns outros
elementos como sal grosso, enxofre,
carvão, etc...
É isso ai, turminha, mês que vem
tem mais.
Mandem seu emails com dúvidas e
sugestões, participe desse espaço.
Sucesso, saúde, bênçãos de Papais
e Mamães Orixás, força e proteção de
todo povo da esquerda!
Adriano Camargo / Erveiro da
Jurema
[email protected]
(11) 4177-1178
JORNAL DE UMBANDA SAGRADA - FEVEREIRO/2008
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CURSOS:
Desenvolvimento
Mediúnico com
Teologia de Umbanda
Este curso visa o aprimoramento das faculdades
espirituais, faculdades estas que quando bem
equilibradas e canalizadas se tornam uma ferramenta
de trabalho pessoal e auxilio ao próximo. Neste curso
estudaremos a história da Umbanda e o seu processo
de formação em solo brasileiro, entenderemos as
funções dos Orixás em nossas vidas e como oferendalos para o nosso próprio beneficio. Estudaremos todas
as linhas de trabalho da Umbanda, sua origem e função
nas atividades espirituais. Nos aprofundaremos no
assunto Exú, Pombagira e Exú-Mirim.
Faremos uma avaliação de todos os tipos de
mediunidade existente, estudando uma por uma,
buscado técnicas de amadurecimento para cada uma.
E mais: ética mediúnica, comportamento mediúnico,
excesso mediúnico, o médium e a sua relação social,
familiar e material...E muito mais!
TURMAS DISPONÍVEIS:
DOMINGO, DAS 19H00 ÀS 21H00;
TERÇA-FEIRA, DAS 20H00 ÀS 22H00;
COM JORGE SCRITORI
Curso de Apometria
APOMETRIA - prefixo “apo” significa além, e “metria”
significa medida. Dessa forma, apometria é uma técnica
na qual o objeto de trabalho é algo que está “além da
medida”. Existem, além do corpo físico, outros seis corpos
que são corpos sutis, visíveis somente através da mediunidade. Muitos dos problemas que o assistido tem, tais
como: problemas de saúde, relacionamento, trabalho,
etc... Não estão “localizados” no corpo físico e sim em
algum corpo sutil. É por esse motivo que em muitos
casos de problemas de saúde, apesar do assistido já ter
tomado muitos remédios e feito inúmeros exames, o
problema não é diagnosticado nem sanado.
Nesse caso, tentando-se através das técnicas apométricas harmonizar a origem do problema que está localizado em um corpo sutil, a probabilidade de cura é
muito grande. Apometria é uma ferramenta que o
plano espiritual nos colocou para atendimento fraterno.
Palestra de apresentação:
06 DE MARÇO, das 20H00 as 22H00;
Com Sonia Ishibashi
Curso de Curimba: Aulas de
Toque e Canto na Umbanda
Eis uma das grandes maravilhas da nossa religião, ela é
musicada! Música que mexe com os nossos sentidos e torna o
trabalho muito mais prazeroso. Mas sabemos também que não
é somente música e sim um processo ritualístico que envolve
som, melodia, ritmo, energia e tempo.
Conhecer os fundamentos de uma Curimba é conhecer o funcionamento dos nossos trabalhos, pois um Ogã tem em mãos
a chave de abertura e fechamento dos trabalhos espirituais,
incluindo tudo o que acontece dentro do terreiro.
Você sabia? Que o Ogã possui ferramentas para a realização
de rituais sacros como: casamentos, batizados e coroações?
Que o Ogã através do atabaque pode realizar um descarrego,
corte de magia negativa e levantamento energético? Que
através do canto e do toque bem direcionado o Ogã pode interagir e auxiliar um médium com dificuldades na sua incorporação?
Que para realizar um trabalho bem tocado, o Ogã não precisa
machucar ou sangrar as mãos? Pois bem, venha você conhecer
este curso e enriqueça o trabalho espiritual da sua casa!
FORMANDO TURMA PARA: 29 DE MARÇO,
SÁBADO DAS 09H00 ÀS 10H30.
COM SEVERINO SENA
PMI-Programa Mediúnico
Intensivo
Este curso é destinado aos médiuns Umbandistas que já possuem
uma consciência em relação aos trabalhos práticos, ou seja, já
são médiuns de incorporação. Aqui faremos um apontamento
em como ministrar desenvolvimento mediúnico e revisaremos
toda a Teologia de Umbanda para em seguida dar início ao
Sacerdócio Umbandista. Este Sacerdócio tem como objetivo,
formar, preparar e orientar médiuns para se tornarem representantes da religião. O conteúdo do sacerdócio envolve:
• Apresentação de 14 Orixás, feita com amaci e firmeza dos
caboclos e exús destes Orixás; • Modelos de oferenda para
todos os Orixás e oferenda para uma linha de caboclo e uma
linha de exú. Exemplo: na apresentação de Iansã, firmeza e
oferenda para a linha de Caboclo Ventania e Exú Sete Chifres;
• Montagem e manutenção de altares, tronqueiras e assentamentos; • Administração de templos e escolas templos: documentação, regularização e planejamento de sustentabilidade;
• O papel do religioso na sociedade contemporânea;
• Comparativo entre as principais religiões do mundo: Judaísmo,
Cristianismo e Islamismo; • Liderança Vs Dirigência Umbandista;
E muito mais!
Formando turma para MAIO DE 2008
SÁBADOS das 13H00 as 15H00.
Com Jorge Scritori
Curso de Benzimento
O Benzimento é um conjunto de rezas que pode ser direcionado para proteção de casas, crianças, animais de estimação,
plantas, proteção do corpo e do espírito, quebras de maldições, inveja, olho gordo, bruxedos e rezas negras. Para um bom
Benzimento não existe hora nem lugar, não importa o dia nem a lua.
Não é preciso ser médium nem ter nenhum tipo de pré-requisito além da vontade de ajudar. O curso é ministrado em
apenas um dia, sendo teórico, prático e apostilado.
Formando turma para 06 DE ABRIL, DOMINGO das 14H30 as 17H30 - COM JORGE SCRITORI
Curso de Ervas
Módulos I, II e III
Adriano Camargo, também conhecido como
“Erveiro da Jurema,” nos últimos anos desbravou o campo da botânica e se aprimorou
espiritualmente para trabalhar com algo que
ainda é um tabu em muitas casas: As Ervas!
Com um singelo ideal e muito trabalho, Adriano Camargo nos traz um curso completo sobre
manipulação, preparo e desmistificação do uso
das ervas.
Dividido em três módulos, você pode optar
por fazer um módulo individualmente ou ingressar no fantástico mundo das ervas em
três encontros que acontecerão no mês de
março.
Módulo I: Iniciação a essência Vegetal,
o despertar da Mãe Terra.
• O uso das ervas nas culturas que influenciam
o mundo moderno e as religiões;
• A simplicidade do uso do elemento natural;
• Regras básicas para utilização da magia das
ervas; • Magia e ativação – rezas e evocações; •Divindades vegetais – o Mistério Vivo;
• Atuações negativas – como funcionam;
• As categorias das ervas – principais ervas
de limpeza energética e equilíbrio; • Monografia
das ervas e definições; • O uso dos fumos
sagrados dentro das religiões; • Ervas frescas
x ervas secas – diferenças; • Sensibilização –
despertar dos sentidos;
Módulo II: Águas e Ervas,
a fusão dos Reinos.
• O uso das ervas dentro dos cultos africanos
– os candomblés; • As divindades da natureza
– Orixás Ossain, Oxóssi, Forças de Jurema;
• Tipos de classificação das ervas dentro das
religiões; • Cantos e rezas ativadoras do poder
das ervas – como funcionam; • A água na
composição do vegetal e sua influência prática;
• Os tipos de banhos na natureza – mar, cachoeira, chuva.; • Os preparos específicos –
amacis de Orixás; • Os líquidos que podemos
usar nos banhos e sua funções; • Dicas de
plantio, colheita, secagem e armazenamento;
• Fases da lua e a influência nas ervas;
•Garrafadas e beberagens; • Prática de banhos
e amacis (águas de lavagem de cabeça);
Módulo III: Banhos, defumações e
benzimentos com ervas, a tradição
dos nossos ancestrais.
• Banhos: preparo, conserva e variações;
• Defumações: conceitos e aplicações;
•Benzimentos com ervas: a arte dos mais
antigos, da reza de ramo indígena aos dias
de hoje;
DIAS 02, 09 E 16 DE MARÇO,
DOMINGOS,
DAS 09H00 ÀS 14H00.
PALESTRAS:
Templários: origem,
jornada e destino.
Palestra gratuita sobre o decorrer da história dos
Guardiões do Templo.
Trazer 1 Kg de alimento não perecível por pessoa.
Dia 08 DE MARÇO,
SÁBADO das 20H00 às 22H00.
Com José Antônio .
Fala Seu 7
Sucesso de público em 2007!
Um bate papo descontraído com Exú, questões
do nosso cotidiano, paradigmas da nossa sociedade, uma visão de quem está do “outro lado”!
Dia 12 DE ABRIL, SÁBADO
das 20H00 às 22H00.
CULTOS:
Culto: Exú do Ouro
Vitalizador da Prosperidade, Elo Guardião do Amor
Universal, Fonte da Vida e Riqueza do Ponto Mineral,
Clamo a ti, Mistério da Criação.”
Você se julga uma pessoa sem prosperidade?
Você não consegue entender o valor das coisas
espirituais? Venha cultuar esta força amparadora e desmistificar os processos que envolvem a sua prosperidade!
Dia 30 DE MARÇO - DOMINGO - às 20H00.
Culto: Exú do Fogo e Pombagira do Fogo, Junho de 2008
Culto: Malandros, Agosto de 2008
Culto: Tranca-Ruas, Novembro de 2008
ATENDIMENTOS ESPIRITUAIS
No Instituto Cultural Sete Porteiras do Brasil, o atendimento
espiritual tem caráter de amparo, orientação e aconselhamento, buscando um maior entendimento dos aspectos
divinos e o seu ponto de equilíbrio com a vida material.
NÃO COBRAMOS VALORES OU TAXAS DOS
TRABALHOS RELIGIOSO-ESPIRITUAIS!
Atendimentos:
••• Toda segunda-feira a partir das 19H30.
••• No primeiro e no terceiro sábado do mês,
a partir das 18H00.
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JORNAL DE UMBANDA SAGRADA - FEVEREIRO/2008
JORNAL DE UMBANDA SAGRADA - FEVEREIRO/2008
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Oferendas básicas umbandistas
OFERENDA AO ORIXÁ OXALÁ
• Toalha ou pano de cor branca; • velas brancas;
RUBENS
• frutas brancas (melão, goiaba, etc); • vinho
SARACENI
branco doce ou suave; • flores brancas (todas); •
fitas brancas; • linhas brancas; • comidas brancas (canjica, arroz doce, coalhada adocicada,
etc.); • pães; • mel; • farinha de trigo (para
circular e fechar por fora as oferendas); • coco seco e sua água colocada em copos; • coco
verde com uma tampa cortada e um pouco de
mel derramado dentro da sua água; • água
em cálices ou copos; • pedras de cristais de
quartzo branco (se for solicitado); • pembas
brancas (em pedra ou em pó); • milho verde
em espiga, cru e ainda leitoso.
OFERENDA AO ORIXÁ OXUMARÉ
• Toalha ou pano de cor azul celeste; •
velas brancas e azul celeste; • fitas brancas
e fitas azul celeste (ou todas as cores); •
linhas brancas e linhas azul celeste; • frutas
sementeiras (melão, maracujá, mamão,
pinha, etc.); • água em copos; • vinho
branco seco; água adocicada com açucar
ou mel; • flores coloridas; •coco verde; •
licor ou suco de maracujá; • farinha de arroz
(para circular e fechar a oferenda); • semente de feijão branco
semicozidas e misturadas ao mel de abelhas; • açúcar, colocado em
um prato branco e regado com mel de abelhas; • pembas coloridas.
OFERENDA AO ORIXÁ OXÓSSI
• Toalha ou pano verde; • velas branca e
verde; • fitas branca e verde; • linhas branca e
verde; • frutas de qualquer espécie; • comidas
(moranga cozida, milho verde em espiga e
cozido, maçã cozida e regada com mel ou
açucarada, doces cristalizados); • vinho tinto;
cerveja branca; • sucos de frutas; • pembas
brancas e verdes; • fubá (para circular e fechar
a oferenda).
OFERENDA PARA O ORIXÁ XANGÔ
• Toalha ou pano marrom; • velas branca e
marrom; • fitas branca e marrom; • linhas branca e marrom; • frutas (abacaxi, melão, manga,
melancia, figo, caqui, laranja, goiaba vermelha); • vinho tinto seco; cerveja preta; • comidas
(quiabos picados em rodelas e levemente cozido, rabada cozida com cebolas cortadas em
rodelas); • pembas branca, marrom e vermelha;
• licor de chocolate.
OFERENDA AO ORIXÁ OGUM
• Toalha ou pano vermelho; • velas branca
e vermelha; • fitas branca e vermelha; • linhas
branca e vermelha; • cordões branco e vermelho; • flores (cravo e palmas vermelhas); •
frutas (melancia, laranja, pêra, goiaba
vermelha, ameixa preta, abacaxi, uvas); •
licor de gengibre; • cerveja branca; • pembas
branca e vermelha; • comida (feijoada).
OFERENDA PARA O ORIXÁ OBALUAIÊ
• Toalha ou pano branco; • velas brancas; • fitas
brancas; • linhas brancas • flores (crisântemos brancos, quaresmeira); frutas (pinha, caqui e coco seco);
• comidas (pipoca estalada, batata doce roxa cozida
e regada com mel de abelha, beterraba cozida e regada com mel; mandioca cortada em “toletes” cozida
e açucarada; • bebidas (vinho branco licoroso, água
em copos, licor de ambrósia); • pembas brancas.
OFERENDA PARA O ORIXÁ
OIÁ-LOGUNAN (TEMPO)
• Toalha ou pano branco; • velas branca
e azul escuro; • fitas branca e azul escuro;
• linhas branca e azul escuro; • pembas
branca e azul; • copo ou quartinha com
água; • licor de anis; • frutas (laranja, uva,
caqui, amora, figo, romã, maracujá azedo);
flores (do campo, palmas brancas, lírios brancos).
OFERENDA PARA O ORIXÁ OXUM
• Toalha ou pano dourado, azul e rosa; •
velas rosa, amarela e azul; • fitas rosa, amarela
e azul; • linhas rosa, amarela e azul; • pembas
rosa, amarela e azul; • flores (rosas brancas,
amarelas e vermelhas); • frutas (cereja, maçã,
pêra, melancia, goiaba, framboesa, figo,
pêssego, etc); • bebidas (champagne de maçã,
de uva e licor de cereja).
OFERENDA PARA O ORIXÁ OMOLU
• Toalhas ou panos branco e preto
sobrepostos formando oito pontas ou bicos; •
velas branca, preta e vemelha; • fitas branca,
preta e vemelha; • linhas branca, preta e
vemelha; • pembas branca, preta e vemelha
• flores (crisântemos, flores do campo, rosas
brancas); frutas (maracujá, ameixa preta,
ingá, figo); • comidas (pipocas estaladas e
regadas com mel, coco seco fatiado e regado
com mel, batata doce roxa cozida e regada com mel, bistecas ou
fatias de carne de porco regadas com azeite de dendê; • bebidas
(água em copos, vinho branco licoroso, licor de hortelã).
OFERENDA PARA O ORIXÁ OBÁ
• Toalha ou pano vermelho ou magenta; •
velas vermelha ou magenta; • fitas vermelha
ou magenta; • linhas vermelha ou magenta; •
pembas vermelhas; • frutas (todas); bebidas
(licor); • flores (do campo, jasmim, rosas
vermelhas).
OFERENDA PARA O ORIXÁ EGUNITÁ
• Toalha ou pano laranja; • velas laranja e
vermelha; • fitas laranja; • linhas laranja; • pembas laranja; • frutas (laranja, abacaxi, pitanga,
caqui); bebidas (licor de menta, champagne de
sidra); • flores (palmas vermelhas).
OFERENDA PARA O ORIXÁ IANSÃ
• Toalha ou pano branco e amarelo; • velas
branca e amarela; • fitas amarelas; • linhas
amarelas; • pembas amarelas; • frutas (laranja,
abacaxi, pitanga, uva, morango, ambrósia,
melancia, melão amarelo, pêssego e goiaba
vermelha); • bebidas (champagne de uva ou de
sidra; • flores amarelas; • comidas (acarajé;
abacaxi em calda, arroz-doce com bastante
canela em pó por cima).
OFERENDA PARA O ORIXÁ NANA BORUQUÊ
• Toalha ou panos lilás ou florido; • velas lilás;
• fitas lilás; • linhas lilás; • pembas lilás; • flores (do
campo, lírios e crisântemos); • frutas (uva, melão,
manga, mamão, maracujá doce, framboesa, amora,
figo); • bebidas (champagne rosé, vinho tinto suave,
licor de amora, licor de framboesa, licor de morango).
OFERENDA PARA O ORIXÁ IEMANJÁ
• Toalhas branca ou azul claro; • velas branca
ou azul claro; • fitas branca ou azul claro; • linhas
branca ou azul claro; • pembas branca ou azul
claro; • flores (rosas brancas, palmas brancas, lírio
branco) frutas (melão em fatias, cerejas, laranja
lima, goiaba branca, framboesa); • bebidas (champagne de uva e licor de ambrósia); • comidas (manjares; peixes assados; arroz doce com bastante canela em pó).
OFERENDA PARA O ORIXÁ EXU
• Toalhas ou panos preto e vermelho; • velas
preta e vermelha; • fitas preta e vermelha; • linhas preta e vermelha; • pembas preta e vermelha; • flores (cravo vermelho); • frutas (manga, mamão, limão); • bebidas (aguardente de cana de açúcar, whisky, conhaque) • comidas (farofa com carne bovina ou com miúdos de frango,
bifes de carne ou de fígado bovino fritos em azeite
de dendê e com cebolas, bifes de carne ou de
fígado bovino temperado com azeite de dendê e pimenta ardida).
OFERENDA AOS PRETOS VELHOS
• Toalha ou pano branco; • velas brancas; • fitas
brancas; • linhas brancas; • pembas brancas; •
frutas de todas as espécies; • bebidas (café,
vinho doce, cerveja preta, água de coco, vinho
branco licoroso); • flores (crisântemos brancos,
margaridas, lírios brancos); • comidas (arroz doce,
canjica, bolo de fubá de milho, milho cozido, doce
de coco, doce de abóbora, doce de cidra, coco fatiado, quindim).
OFERENDA AOS BAIANOS
• Toalha ou pano branco (ou amarelo); •
velas branca e amarela; • fitas branca e
amarela; • linhas branca e amarela; • pembas
branca e amarela; • frutas (coco, caqui,
abacaxi, uva pêra, laranja, manga, mamão);
• bebidas (batida de coco, de amendoim, pinga
misturada com água de coco); • flores (flor do
campo, cravo, palmas); • comidas (acarajé, bolo de milho, farofa,
carne seca cozida e com cebola fatiada, quindim).
OFERENDA AOS BOIADEIROS
• Toalha ou um pano (branco, vermelho, amarelo,
azul-escuro, marrom); • velas branca, vermelha,
amarela, azul-escura, marrom; • fitas branca, vermelha,
amarela, azul-escura, marrom; • linhas branca,
vermelha, amarela, azul-escura, marrom; • pembas
branca, vermelha, amarela, azul-escura, marrom; •
frutas (todas); • bebidas (vinho seco, aguardente,
batidas, conhaque, licores); • flores (do campo, palmas,
cravos); • comidas (feijoada, charque bem cozido, bolos).
OFERENDA AOS MARINHEIROS
• Toalha ou pano branco; • velas branca e azul
claro; • fitas branca e azul claro; • linhas branca e azul
claro; • pembas branca e azul claro; • flores (cravos
brancos, palmas brancas); • frutas (várias); • comidas
(peixes assados, peixes fritos, peixes cozidos, camarões, farofa com carne); • bebidas (rum, aguardente);
OFERENDA PARA OS ERÊS
• Velas branca, cor-de-rosa e azul claro; toalha
ou panos cor-de-rosa e azul claro • fitas branca,
cor-de-rosa e azul claro; • linhas branca, cor-derosa e azul claro; • flores (todas); • frutas (uva,
pêssego, pêra, goiaba, maçã, morango, cerejas,
ameixa ); • comidas (doces de frutas, arroz doce,
cocadas, balas, bolos açucarados, quindins); •
bebidas (refrigerantes, água de coco, suco de frutas);
OFERENDA PARA OS
EXUS MIRINS
• Toalhas ou panos preto e vermelho;
• velas bicolores preta e vermelha; • fitas
preta e vermelha; • linhas preta e vermelha; • pembas preta e vermelha; • flores
(cravos); • frutas (manga, limão, laranja,
pêra, mamão); • bebidas (licores, cinzano,
pinga com mel) • comidas (fígado bovino picado e frito em azeite de
dendê, farofas apimentadas).
OFERENDA PARA POMBAGIRA
• Toalha ou pano vermelho; • velas
vermelhas; • fitas vermelhas; • linhas vermelhas;
• pembas vermelhas; • flores (rosas vermelhas);
• frutas (maçãs, morangos, uvas rosadas,
caqui); • bebidas (champagne de maçã, de uva,
de sidra, licores).
OFERENDAS PARA CABOCLOS (AS)
As oferendas para os Caboclos e as Caboclas
são iguais às dos Orixás que os regem. No geral,
são iguais às dos Orixás; no particular, são acrescentados elementos
indicados por eles.
Texto extraído do livro “Rituais Umbandistas Oferendas, Firmezas e Assentamentos”
de Rubens Saraceni - Editora Madras
JORNAL DE UMBANDA SAGRADA - FEVEREIRO/2008
Página -8
MÔNICA
BEREZUTCHI
DOUTRINA E CULTURA
UMBANDISTA
S
alve, caros irmãos, hoje vou falar um
pouco sobre a mediunidade. Haja visto
que muitos ainda se dizem médiuns
“inconscientes”, e ainda existe um mito que se
diz que o médium inconsciente é mais “forte e
evoluído”. Já ouvi dirigente orientando seus filhos para que nunca falem que são conscientes,
pois assim o consulente confiará
na autenticidade da entidade
incorporada. Vamos esclarecer
alguns enigmas que ainda nos dias
atuais atormenta a mente do filho
de fé.
Sabemos que o estudo, a
reforma íntima, a dedicação para
com seus preceitos como: suas
firmezas, banhos, limpeza espiritual, desobstrução dos chacras, cuidar de sua coroa, conhecer
sua dualidade, refrear seus instintos, controlar
ego, vaidade, ansiedade, bem como o médium
ter consciência que ele é o único responsável
pelos seus pensamentos e ações.
Procurar manter seu templo vivo com vibrações de luz, ser uma pessoa que consiga aceitar
que é conduzido pelo Pai Olorum, Senhor do
Seu Destino.
Não querer através de sua mediunidade
controlar pessoas ou ações das mesmas, ser
caridoso consigo mesmo, saber cuidar e zelar
pela sua “saúde” física e espiritual, zelar e
amar com os compromissos seja de ordem
espiritual ou de ordem humana, estar sempre
tomando conta de seus pensamentos, saber
que sua vida na carne tem que ser vivida e que
nem tudo é espiritual, nem tudo é demanda.
Será que na maioria dessas demandas mentais não foi você o causador dessas atuações?
Médiuns, vigiem seu íntimo e não queiram
ser aqueles que se metem na vida dos outros.
Existem médiuns que se julgam espetaculares e assim querem dar conta de assumir
todos os carmas alheios. Cuidado irmão! Não
existe ninguém que seja totalmente “inocente”,
pois todos nós temos um passado, processos
cármicos a serem resolvidos que só será revertido quando este ser mudar de dentro para
fora, é possível sim mudar para melhor, ser
mais feliz com sua vida.
A mediunidade consciente é muito boa, pois,
enquanto o guia auxilia o consulente através
da consulta, o médium também escuta e esta é
a maior lição que um aprendiz pode ouvir do
seu mestre. O médium sim, precisa ter um bom
caráter e dignidade, bem como o compromisso
espiritual de não “comentar” a respeito da
consulta com ninguém, pois se o fizer estará
descumprindo uma lei, lei esta que
é um segredo, uma confissão.
Deixo aqui algumas perguntas
sem resposta, para que vocês
pensem e reflitam.
Por que será que alguns
médiuns interferem na consulta
quando incorporado com seu
guia? Por que será que a
“entidade” tem que mostrar que têm mais grau
que as outras? É o dito caso: “Meu Caboclo”
tem tantas “flechas” a mais que o seu.
Por que será que o “guia” permite a explosão de ego e vaidade se seu médium? Por que
será que “alguns guias” precisam tanto de
roupas e acessórios para trabalhar? Por que
será que seu guia e só o seu, é chefe de falange?
Por que será que quando o dirigente incorpora entidade com tal nome alguns filhos
passam a incorporar uma entidade com o mesmo nome? Por que será que o médium tem que
comentar: “o meu guia curou, salvou, resolveu,
libertou, etc.?” Por que será que tem “guia”
que pede tanto presente? Por que será que tal
‘entidade” só incorpora se tocar um ponto que
o médium escolher? Por que será que a “guia”
ou “colar” tem que ser a mais rebuscada?
Por que será que o “guia” demora tanto
tempo para desincorporar se a curimba já esta
até cansada de tanto cantar ponto de subida?
Por que o “guia” demora mais de meia hora de
tempo na consulta? Por que será que o “guia”
só receita ervas com os nomes que o médium
conhece? Por que será que o médium “sacode”
tanto seu corpo no momento de incorporar ou
desincorporar o guia? Por que será que tem
médium que usa tantas guias no pescoço?
São tantas as perguntas, que deixo em
aberto para que você reflita sobre a sua mediunidade.
Um grande abraço
O Espírito e a Alma
ALEXANDRE CUMINO
Temos dificuldade de entender as
diferenças entre espírito e alma.
Assim, também, temos dificuldade
em identificar o que são questões do
espírito e questões da alma.
Alma é algo muito mais profundo que
espírito.
A diferença entre alma e espírito é o
ego.
O espírito e as questões do espírito
são muito estudadas e identificadas,
pois, faz parte de uma fisiologia
espiritual. Espírito é a forma, alma é a
essência. Espiritualistas de todos os
segmentos se dedicam ao estudo do
espírito, pesando, medindo e avaliando.
Poucos espiritualistas estão ocupados em estudar a alma, mesmo porque este é o
campo do místico. O estudo da Alma está além do
“Self”, além da identidade da pessoa, além do ser,
além do eu, além do ego.
O estudo real da alma “mata” as religiões, pois,
é um estudo que ninguém pode fazer por você. Este
caminho de estudo da Alma é um caminho sem Mestre
exterior, o Mestre é você mesmo, é o caminho da
profundidade de si mesmo.
A Alma está além do intelecto, este pertence ao
espírito, com forma ou sem forma, espírito,
perispirito, soma, psicossoma, corpo espiritual,
duploetérico, corpo de luz, corpo mental, corpo
causal, tudo isso está sujeito e subjugado ao
intelecto, ao mental.
Até mesmo o corpo espiritual quando já não tem
mais forma, se torna apenas luz, passa a ser um
“corpo de luz”. Ainda assim está lá o mental, o
intelecto.
No entanto existe algo além do intelecto que é a
essência primordial, a centelha do ser, a alma.
Espírito vem da mesma raiz que “espirro”, “sopro”
e alma vem de “anima” o que anima, são de origem
muito parecida, no entanto quando vemos uma
entidade, um ser astral, dizemos, vi um espírito, ou
seja vimos um alguém que tem uma identidade.
Nossa identidade está ligada a frase:
“Penso logo existo”
A alma está além do pensar, o existir além da
identidade, a alma é iluminada por essência, é como
o que se chama de nosso Eu Superior, somos nós
uma escala acima.
A busca da alma é como a busca por Deus dentro
de nós, esta busca não é uma busca intelectual, ou
que pode ser empreendida pelo estudo, aquele que
alcança sua alma, alcança a si mesmo, alcança a
iluminação.
Podemos encontrá-la no silêncio, quando
conseguimos silenciar a mente e todos os nossos
pensamentos, o que sobra é o espírito, quando
esquecemos de nós mesmos e penetramos o vazio
somos só a alma, nos integramos com o Todo, pois a
alma é a chave que nos levará de volta para casa,
de volta para Deus.
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contatos: [email protected]
Colégio Tradição de Magia Divina
Rua Conselheiro Cotegipe, 815 - Belezinho - Tel. 6096-9059
NOVO E-MAIL: [email protected]
RELAÇÃO DE NÚCLEOS QUE ESTARÃO MINISTRANDO O CURSO MAGIA DO FOGO
NÚCLEO DE UMBANDA E
MAGIA ÁGUAS DE LUZ
Ministrante: Maria Cristina do Nascimento (28)
R: Prof. Aprigio Gonzaga, 725 – Vila São Pedro
Tel: 5573-3852
E-mail: [email protected]
ABRACADABRA ESPAÇO
CULTURAL ESOTÉRICO
Ministrante: Elizabeth Fátima C. T. Bretel (244)
Rua Vieira de Morais, 103 – Campo Belo
Tel: 5093-5872 / 5542-1374
E-mail: [email protected]
NÚCLEO CABOCLO FLECHA CERTEIRA
E PAI MANUEL DE ARRUDA
Ministrante: Paulo Sergio Ludogero (27)
R: Dr. Victor Eugenio do Sacramento 260
Jabaquara Tel: 5012-0926
E-mail: [email protected]
ESPAÇO MAGÍSTICO LEI,
EVOLUÇÃO E JUSTIÇA
Ministrante: Lilian Aparecida de O. Berzin (296)
R. Paulo de Faria, 670 – Sala 3 – Tucuruvi
Tel: 6242-4860
E-mail: [email protected]
LUZES DO AMOR DIVINO
Ministrante: Iara Fátima Drimel Brito (197)
R: Ernesto Bocariol 60 – Pirituba
Tel: 3906-8677 - E-mail: [email protected]
UNIVERSIDADE LIVRE E HOLISTICA
CASA DE BRUXA
Ministrante: Adriana Pasquinelli (79)
R: Almirante Protógenes - Santo André
Tel: 4994-4327
E-mail: www.luzdegaia.com.br
TEMPLO DE UMBANDA
CARIDADE É AMOR (T.U.C.A.)
Ministrante: Wagner Fonseca Venezi (317)
Av. Mutinga, 3377 – Pirituba
Tel: 3906-0727
e-mail:
[email protected]
ATENÇÃO MAGOS:
Associem-se ao Colégio Tradição de Magia Divina e participem
de nossas atividades, interagindo com outros magos.
Para associar-se é necessário apresentar cópias dos certificados de Magias e 2 (duas) fotos 3x4.
Maiores informações no tel (11) 6096-9059 ou pelo e-mail: [email protected]
SOMENTE CONSTARÃO NESSA PUBLICAÇÃO, AQUELES QUE ENTRAREM EM CONTATO COM O COLÉGIO TRADIÇÃO DE MAGIA DIVINA, NA PESSOA DA DRA. MIRIAM SOARES
JORNAL DE UMBANDA SAGRADA - FEVEREIRO/2008
ERVEIRO
JUREMA
DA
TEMPLO ESCOLA “VENTOS
DE
ARUANDA”
Página -9
L UZ D OURADA
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AM 660 kHz - ou pelo site: www.radiomundial.com.br
O JORNAL DE UMBANDA SAGRADA
NÃO VENDE ANÚNCIOS
Não tem departamento comercial. Este jornal não tem fins
lucrativos e aqueles que aqui se encontram são
colaboradores para a divulgação da cultura umbandista.
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JORNAL DE UMBANDA SAGRADA - FEVEREIRO/2008
JORNAL DE UMBANDA SAGRADA - FEVEREIRO/2008
ra dia de gira. O terreiro já estava
todo limpo e preparado. Os médiuns responsáveis pela limpeza
daquele dia conversavam alegremente.
A dirigente e as mães pequenas já haviam feito todas as firmezas e podiam agora se juntar
aos demais médiuns para um entrosamento maior. O ambiente
era tranqüilo e feliz.
Duas horas antes do início
efetivo da sessão começaram a
chegar os demais médiuns pertencentes a Casa. Uns mais efusivos que outros como ocorre em
todo grupo, todos se cumprimentam alegremente.
Faltando uma hora para o início
dos trabalhos é iniciada a palestra
destinada a assistência e médiuns.
Com a palestra já quase no fim,
eis que chega Dora, médium de
pouco mais de três meses na Casa.
Entra quieta e apressada, cumprimenta
os irmãos de corrente com um “Oi” geral,
um sorriso amarelo e vai direto para o
vestiário trocar de roupa. Alguns médiuns se entreolham sem saber o porque daquela irmã nunca se entrosar
com eles.
Chega sempre em cima da hora da
sessão, nunca se oferece para ajudar
na faxina do terreiro e nem participa
das obras assistenciais. Mesmo quando
é sessão de desenvolvimento, entra muda e sai calada.
Essa atitude dela vem já causando
algum desconforto entre alguns médiuns, que resolvem, com a “melhor das
boas intenções” perguntar a Mãe no
Santo, faltando menos de 15 minutos
para o início da sessão, se ela não sabe
o porque desse “descaso” para com os
irmãos e para com a própria Casa.
A Mãe no Santo responde:
- Deixem a Dora em paz... ela tem
compromissos previamente assumidos
que a impedem de estar mais tempo
junto de nós. Isso não significa que ela
não gosta da Casa ou de nós. Por que
E
Um dia num Terreiro de Umbanda
ao invés de ficarem especulando não
tentam colocá-la mais a vontade em
nossa Casa?
Mas Rodrigo é curioso... e dispara:
- Mas Mãe, nem quando ela chega
aqui ela fala com a gente direito... Entra
muda e sai calada. Assim fica difícil fazer
amizade com ela.
- Ela é tímida. Não lhe passou pela
cabeça que a sua forma de aproximação
pode assustá-la ou afastá-la? Menos
julgamento, meu filho e mais amor...
Rodrigo não gostou da resposta da
Mãe, mas silenciou pois o olhar dela lhe
disse que o assunto estava encerrado,
até porque a sessão já ia começar.
- Vão para dentro do terreiro... diz
a Mãe. Preciso me preparar.
Rodrigo vai para dentro do terreiro
determinado a descobrir os “tais compromissos” e se Dora era realmente tímida ou antipática. Afinal, ele trabalhava tanto, fazia tanto pela Casa limpava, fazia faxina, chegava cedo no
terreiro, participava das aulas, palestras, sessões de desenvolvimento... e
tinha o mesmo tratamento que Dora?
O Poço e a Pedra
AUTOR DESCONHECIDO
Um monge peregrino caminhava por
uma estrada quando, do meio da relva
alta, surgiu um homem jovem de grande
estatura e com olhos muito tristes.
Assustado com aquele aparecimento
inesperado, o monge parou e perguntou
se poderia fazer algo por ele.
O homem abaixou os olhos e murmurou envergonhado: “sou um criminoso, um ladrão. Perdi o afeto de meus
pais e dos meus amigos. Como quem
afunda na lama, tenho praticado crime
após crime. Tenho medo do futuro e não
sinto sossego por nenhum instante. Vejo
que o senhor é um monge, livre-me então
desse sofrimento, dessa angústia!” - pediu
ajoelhando-se.
O monge, que ouvira tudo em silêncio, fitou os olhos daquele homem e alguns instantes depois disse: “Estou com
muita sede. Há alguma fonte por aqui?”
Com expressão de surpresa pela repentina pergunta, o jovem respondeu:
“Sim, há um poço logo ali, porém nele
não há roldana, nem balde. Tenho aqui,
no entanto, uma corda que posso amarrar
na sua cintura e descê-lo para dentro do
poço. O senhor poderá tomar água até
Página -11
se saciar. Quando estiver satisfeito, aviseme que eu o puxarei para cima.”
O monge sorrindo
aceitou a idéia e logo em
seguida encontrava-se
dentro do poço. Pouco
depois, veio a voz do
monge: “Pode puxar!”
O homem deu um
puxão na corda empregando grande força,
mas nada do monge subir.
Era estranho, pois parecia que a corda estava
mais pesada agora do que
no início.
Depois de inúteis
tentativas para fazer com
que o monge subisse, o
homem esticou o pescoço pela borda,
observou a semi-escuridão do interior do
poço para ver o que se passava lá no
fundo.
Qual não foi sua surpresa ao ver o
monge firmemente agarrado a uma grande
pedra que havia na lateral.
Por um momento ficou mudo de espanto, para logo em seguida gritar zangado: “Hei, que é isso? O que faz o senhor
aí? Pare já com essa brincadeira boba! Está
Recebia da Mãe o mesmo sorriso, a mesma atenção... Não
achava justo isso. Ia dar um
jeito de mostrar para a Mãe
que ela estava sendo condescendente demais com aquela
médium tão inexpressiva e
indisciplinada.
Começa a sessão... os trabalhos transcorrem normalmente. Dora incorpora pela primeira vez o seu Caboclo...
Saúda o Caboclo chefe e diz
ao Caboclo da Dirigente:
- Esse Caboclo tá muito satisfeito com o que seu aparelho
vem fazendo com minha filha.
Ela precisa de muita orientação
e amparo. Não permita que
turvem os olhos e o coração do seu
aparelho com maledicências...
O Caboclo chefe responde:
- Pode ficar tranqüilo. Meu aparelho
já sabe.
Ao ver que Dora havia incorporado,
Rodrigo sente aumentar ainda mais a
sua inveja... e pensa “Agora que ela
vai ter mais atenção mesmo... se sem
incorporar nada já recebia atenção...
agora então...” Rodrigo tenta em vão
escutar o que os Caboclos estão dizendo. A sua ansiedade não permitiu que
ele mesmo incorporasse seu enviado de
Oxoce. Desequilibrou-se e acabou ficando sem receber as irradiações maravilhosas de seu guia, que tenta exaustivamente chamá-lo a razão, dizendo a
seu ouvido:
- Meu filho, reflita no real motivo
que se empenha tanto em ajudar na
Casa. É por humildade ou para “aparecer”. A Mãe tem que zelar por todos
igualmente e é óbvio que irá se preocupar com os que mais necessitam. Abranda o teu coração e sossega teu pensamento para que possa fazer o que devia
escurecendo, logo será noite. Vamos,
largue essa rocha para que eu possa içálo.”
De lá de dentro o monge pediu calma
ao rapaz, explicando: “Você é grande e
forte, mas mesmo
com toda essa força
não consegue me
puxar se eu ficar
assim agarrado a
esta pedra. É exatamente isso
que está acontecendo com
você. Você se considera um
criminoso, um ladrão, uma
pessoa que não merece o amor
e o afeto de ninguém.
Encontra-se firmemente agarrado a essas idéias. Desse jeito,
mesmo que eu ou qualquer
outra pessoa faça grande
esforço para reerguê-lo, não
vai adiantar nada.”
Tudo depende de você.
Somente você pode resolver
se vai continuar agarrado ou
se vai se soltar.
Se quer realmente mudar,
é necessário que se
desprenda dessas idéias
negativas que o vêm
mantendo no fundo do poço.
Desprenda-se e liberte-se.
ser o teu primeiro objetivo aqui... praticar a caridade servindo de aparelho para mim e a tua Banda toda...
Mas nada... Rodrigo não lhe dava
ouvidos. A corrente da Casa já havia
anulado a ação dos espíritos trevosos
que circundavam o terreiro, mas eles
encontravam dificuldade em afastar alguns pois estavam encontrando ressonância de sentimentos em Rodrigo que
estava com a “guarda aberta”.
O Caboclo Chefe, Sr. Pena Branca,
foi avisado pelos guardiões o que estava se passando. Ele olhou Rodrigo que
de tão cego que estava não percebeu
o olhar do Caboclo. O sr. Pena Branca
avançou em direção a Rodrigo que
cantava pontos sem prestar a menor
atenção ao que estava acontecendo a
sua volta, pois o seu olhar estava fixo
sobre Dora incorporada. Quando deu
por conta, Sr. Pena Branca estava na
sua frente... e falou:
- Curumim! Presta atenção na gira
e não em médium. Presta atenção ao
seu guia...
- Mas eu não estou sentindo a
vibração dele... acho que não vem
hoje...
- Ele está do seu lado! Sempre! Ele
tem compromisso com você e com a
Casa. Você é que está preocupado com
coisa que não é para se preocupar e
nem saber. Coisa que não deveria ser
do seu interesse. Cuida do teu e do
que veio fazer aqui!
Ato contínuo eleva a mão sobre a
testa de Rodrigo sem tocá-la buscando
cortar o elo de ligação com os espíritos
trevosos que desta feita insistem em
atuar no mental de Rodrigo.
Rodrigo fecha os olhos e balança
suavemente para frente e para trás...
o Sr. Pena Branca dá o seu brado e o
Caboclo Flecheiro incorpora em Rodrigo.
Os dois conversam. O Sr. Pena
Branca pede que seja enérgico com
Rodrigo. Que o oriente a deixar os
assuntos que não sejam de sua alçada
fora de seus pensamentos. Que não
seja intransigente com os irmãos, que
controle a sua curiosidade e julgue menos. Que veja todos os irmãos iguais e
que se conscientize do seu papel dentro
do terreiro e dentro da Umbanda.
O Caboclo Flecheiro promete que
irá continuar trabalhando mas que Rodrigo tem o seu livre arbítrio e pede
ajuda nessa tarefa. O Sr. Pena Branca
promete interceder também.
Iniciam as consultas e o trabalho
transcorre com tranqüilidade.
Ao término da sessão Dora é só sorrisos. Feliz por haver incorporado pela
primeira vez o seu Caboclo, quase corre
para perto da Mãe e a abraça agradecida.
- Mãe, obrigada! As suas palavras
ontem me deram novo incentivo, nova
vida. Renovaram o meu desejo de crescer, estudar, evoluir. Fiz tudo direitinho
conforme a senhora orientou e hoje vi
que não estou louca... Cheguei aqui
hoje ainda com um pouco de medo.
Mas... Ele existe mesmo e a sensação
é maravilhosa. Aqui é a minha Casa por
que é a Casa Dele. Além do mais, hoje
quando fui fazer a entrevista de emprego, me saí tão bem que já começo a
trabalhar na segunda-feira e terei mais
tempo para me dedicar ao Centro e aos
estudos da espiritualidade.
A Mãe sorri e responde:
- Viu minha filha? Todos nós passamos por isso, sentimos esse medo, essa
insegurança... só que alguns esquecem
que um dia foram inseguros e tiveram
seus problemas também.
Nesse momento a Mãe lança um
olhar significativo para Rodrigo que
abaixa a cabeça envergonhado.
Dora acompanha o olhar da Mãe e
vê Rodrigo. Dirige-se a ele sorrindo e
com os olhos cheios de lágrimas, diz:
- Rodrigo, você me ajuda? Gostaria
muito de ajudar na limpeza de nosso
terreiro e em todas as tarefas disponíveis, agora que arrumei outro emprego e não trabalho mais em dia de sessão.
Como posso fazer? Falo com quem? Você
sempre foi tão prestativo e atencioso
comigo... pode me ajudar?
Felizmente a excitação de Dora não
permitiu que ela percebesse o quão
desconcertado e envergonhado Rodrigo estava, pois ele ouvira na íntegra a
conversa entre o seu Caboclo e Sr. Pena
Branca e agora ouvia aquilo...
A Mãe no Santo sorri. Mais uma lição
havia sido aprendida por aquele filho
tão querido. Ela volta-se para o Congá
e sorri ao olhar a imagem de seu Caboclo
e em pensamento diz: “Obrigada Pai!
Obrigada Umbanda pela oportunidade
do aprendizado constante!”
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Página -12
JORNAL DE UMBANDA SAGRADA - FEVEREIRO/2008

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