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Invest Outlook
2º Trimestre 2013
Gestão de Activos
Paulo Monteiro
[email protected]
Telf.: 21 382 17 48
Raúl Póvoa
[email protected]
Telf.: 21 383 56 18
Evolução dos Indicadores
Macroeconómicos e Mercados
Financeiros

Durante o primeiro trimestre, as previsões para o crescimento
económico mundial voltaram a ser revistas em baixa. De acordo com as
Joana Fernandes
últimas estimativas da Comissão Europeia e do Fundo Monetário
[email protected]
Telf.: 21 382 12 66
Internacional (FMI), a economia mundial deverá crescer entre 3.2% e
3.5%, respectivamente, em 2013.
Taxas de Crescimento do PIB (%)
Mundo
EUA
Japão
Reino Unido
Zona Euro
Alemanha
França
Grécia
Itália
Espanha
Portugal
Emergentes
FMI
2013
2014
Actual Anterior Actual Anterior
3,5
3,6
4,1
4,2
2,0
2,1
3,0
2,9
1,2
1,2
0,7
1,1
1,0
1,1
1,9
2,2
-0,2
0,1
1,0
1,1
0,6
0,9
1,4
1,3
0,3
0,4
0,9
1,1
-4,2
-4,0
0,6
0,6
-1,0
-0,7
0,5
0,5
-1,5
-1,4
0,8
1,0
-2,3
-1,0
0,6
0,8
5,5
5,6
5,9
5,9
Comissão Europeia
2013
2014
Actual Anterior Actual Anterior
3,2
3,3
3,9
3,9
1,9
2,3
2,6
2,6
1,0
0,8
1,6
1,9
0,9
0,9
1,9
2,0
-0,3
0,1
1,4
1,4
0,5
0,8
2,0
2,0
0,1
0,4
1,2
1,2
-4,4
-4,2
0,6
0,6
-1,0
-0,5
0,8
0,8
-1,4
-1,4
0,8
0,8
-1,9
-1,0
0,8
0,8
5,4
5,3
5,7
5,7
Fonte: FMI e Comissão Europeia
Banco Invest, SA
www.bancoinvest.pt
Av. Eng. Duarte Pacheco
Torre 1, 11º andar
1070-101 Lisboa
Portugal

O ano iniciou-se com valorizações das classes de activos com risco,
nomeadamente das acções. Nos EUA, os índices de referência Dow
Jones Industrial e S&P-500 registaram novos máximos históricos e, na
Europa, os índices inglês e alemão terminaram perto dos máximos de
2007, apesar da turbulência das últimas semanas desencadeada pelo
resgate ao quarto país da Zona Euro, o Chipre.
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Invest Outlook
2º Trimestre 2013
Evolução dos indicadores macroeconómicos
As previsões para o crescimento económico mundial voltaram a ser revistas em
baixa pelos principais organismos internacionais, no primeiro trimestre. As revisões
foram particularmente acentuadas na Zona Euro, onde a crise da dívida pública se
encontra longe de estar resolvida, com o alastramento recente ao Chipre.
Estados-Unidos
A economia norte-americana deverá crescer 2.0% em 2013, segundo as últimas
A economia norte-americana é
esperada crescer 2.0%, em 2013,
segundo o FMI, assente na
recuperação do consumo privado e
do investimento.
previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI). No último trimestre do ano
passado, o PIB cresceu apenas 0.1% (anualizado), ritmo que deverá, contudo,
acelerar durante o ano, suportado pela recuperação do consumo privado e do
investimento, e pela manutenção da política monetária favorável. O impacto do
designado ‚budget sequester‛ (diminuição da despesa pública e aumento de
impostos), no crescimento deste ano é esperado ser limitado, considerando a
referida recuperação da procura interna e do apoio da Reserva Federal (FED).
Crescimento do PIB, ISM e Taxa de Desemprego
6
65
4
60
12
10
US Taxa de Desemprego (%, eixo esquerdo)
US Hourly earnings (% y/y)
4
55
2
50
8
3
0
45
-2
-4
6
40
US GDP (% y/y, eixo esquerdo)
35
US ISM Manufacturing PMI SA
-6
Mar-03
5
Mar-05
Mar-07
Mar-09
Mar-11
30
Mar-13
2
4
2
Fev-03
Fev-05
Fev-07
Fev-09
Fev-11
1
Fev-13
Fonte: Bloomberg
Na base da melhoria da confiança dos consumidores, continua a trajectória
descendente da taxa de desemprego que, em Fevereiro, se fixou nos 7.7%, e a
recuperação do sector imobiliário residencial, com os preços a terminarem 2012
como uma subida anual de 6.8%. Consequentemente, a taxa de inflação registou,
nos dois primeiros meses do ano, uma ligeira subida, dos 1.7%, em Dezembro
último, para os 2.0%. Descontando os custos com alimentação e energia, a taxa de
inflação manteve-se estável em torno nos 2.0%
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Invest Outlook
2º Trimestre 2013
Confiança dos Consumidores e Taxa de Inflação
140
120
US Confiança dos Consumidores (índice, eixo esq.)
9
US Personal Savings (%)
8
7
100
4
6
5
80
4
60
2
0
3
2
40
20
Mar-03
6
-2
1
Mar-05
Mar-07
Mar-09
Mar-11
0
Mar-13
US CPI (%, y/y)
US CPI ex. Alimentação e Energia (% y/y)
-4
Fev-03
Fev-05
Fev-07
Fev-09
Fev-11
Fev-13
Fonte: Bloomberg
Zona Euro
O cenário macroeconómico na Zona Euro voltou a deteriorar-se durante o primeiro
Segundo a Comissão Europeia, a
economia da Zona Euro deverá
contrair 0.3%, em 2013. A
recuperação deverá ocorrer no
próximo ano, com um crescimento
de 1.4%.
trimestre deste ano. As previsões oficiais para o crescimento foram revistas em
baixa, reflectindo o contágio aos países do centro pelos da periferia, reféns da
consolidação orçamental e aumento do desemprego. A economia da Zona Euro é
agora esperada contrair entre 0.2% e 0.3%, em 2013, com a Alemanha e França (a
crescer 0.5% e 0.1%, respectivamente, segundo a Comissão Europeia) incapazes de
contrabalançar as severas recessões esperadas para os países do sul, em particular
Espanha (-1.4%), Grécia (-4.4%) e Portugal (-1.9%). A Itália, por sua vez, deverá
contrair 1.0%, este ano. A recuperação na Zona Euro deverá ocorrer apenas em
2014, com um crescimento de 1.4%, segundo as últimas previsões da Comissão
Europeia.
Crescimento do PIB e Taxa de Desemprego
6
120 13
4
110 12
2
100 11
0
90
10
-2
80
9
70
8
EUR Taxa de Desemprego (%, eixo esquerdo)
EUR Hourly earnings (% y/y)
5
4
3
2
Euro-Zone GDP (% y/y, eixo esquerdo)
-4
-6
Dez-02
Euro-Zone Economic Confidence
Dez-04
Dez-06
Dez-08
Dez-10
60
Dez-12
7
Mar-03
1
Mar-05
Mar-07
Mar-09
Mar-11
0
Mar-13
Fonte: Bloomberg
Página 3
Invest Outlook
2º Trimestre 2013
A taxa de desemprego atingiu os
11.9%, na Zona Euro. Os países
do sul são os mais afectados.
A taxa de desemprego na Zona Euro, tal como referido, manteve a tendência de
subida, tendo fixado um novo máximo de 11.9%, em Janeiro. A situação é
particularmente dramática em Espanha, Grécia e Portugal, onde o desemprego é
esperado atingir os 26.9%, 27.0% e 17.3%, respectivamente, no final deste ano.
Pela positiva destaca-se, sem grande surpresa, a Alemanha com uma taxa de
desemprego esperada abaixo dos 6%.
Nesta conjuntura de fraco crescimento económico, alta taxa de desemprego e
diminuição da pressão dos custos laborais, a taxa de inflação caiu para os 1.8%, em
Fevereiro, abaixo da referência oficial dos 2.0%. Não considerando os custos com
alimentação e energia, a taxa de inflação (core) diminuiu para os 1.3%.
Euro: Confiança dos Consumidores e Taxa de Inflação
0
6
-5
4
-10
2
5
3
-15
0
-20
-25
-30
-2
EUR Confiança dos Consumidores (índice, eixo
esq.)
1
Euro-Zone CPI (%, y/y)
-4
EUR Retail Sales (%, y/y)
-35
Mar-03
Mar-05
Mar-07
Euro-Zone CPI ex. Alimentação e Energia (% y/y)
Mar-09
Mar-11
-6
Mar-13
-1
Fev-03
Fev-05
Fev-07
Fev-09
Fev-11
Fev-13
Fonte: Bloomberg
Portugal
Em Portugal, a recessão agravouse no quarto trimestre do ano
passado. Em 2013, a economia
nacional deverá contrair 2.3%,
segundo o FMI..
Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), o PIB nacional diminuiu 3.8% no
quarto trimestre de 2012, face ao período homólogo. Relativamente ao terceiro
trimestre do ano passado, a queda foi de 1.8%. Para esta deterioração, contribuiu
largamente a diminuição das exportações (-0.5%, em termos homólogos). O
consumo privado continua particularmente deprimido, tendo caído 5.3%, em
termos homólogos, assim como o investimento que diminuiu 13.2%.
O saldo da balança corrente reduziu-se em cerca de 9.4 mil milhões de euros, em
2012, cerca de 1.5% do PIB. Em meados de 2011, ultrapassava os 9% do produto
nacional. Esta recuperação, segundo o INE, resultou, sobretudo, da redução do
défice da balança de bens, do aumento do excedente da balança de serviços e
transferências correntes e da redução do défice da balança de rendimentos.
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Invest Outlook
2º Trimestre 2013
Portugal: Crescimento do PIB e Saldo Externo de Bens e Serviços
2,00
4
1,00
2
0,00
0
-1,00
-2
0
-4
Balança Corrente (% PIB)
-8
Trimestral (% trim/trim, eixo esquerdo)
-2,00
-12
-4
Anual (%, var. homóloga)
-3,00
Dez-02
Dez-04
Dez-06
Dez-08
Dez-10
-6
Dez-12
-16
Dez-02
Dez-04
Dez-06
Dez-08
Dez-10
Dez-12
Fonte: Bloomberg e INE. Saldo Externo de Bens e Serviços em milhões de euros (preços correntes).
De acordo com a Síntese da Execução Orçamental da Direcção Geral do
Orçamento, de Janeiro último, o défice do Estado, na óptica da contabilidade
pública, ascendeu a 8.9 mil milhões de euros, em 2012. Incluindo os outros
serviços da Administração Central, bem como as Administrações Regionais e Locais
e a Segurança Social, o saldo das Administrações Públicas ascendeu aos 7.0 mil
milhões de euros, valor inferior aos 9.0 mil milhões estabelecidos no Programa de
Ajustamento Económico e Financeiro (PAEF). O saldo corrente primário do Estado
fixou-se nos -2.0 milhões de euros. No total das Administrações Públicas o saldo
primário atingiu os -1.1 mil milhões de euros.
Por fim, segundo a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP), a
dívida total directa do Estado, no final de 2012, ascendia a 195 mil milhões de
euros, cerca de 118% do PIB.
250
140%
120%
Dívida Total
200
% do PIB (eixo dto)
100%
150
80%
Thousands
Thousands
Portugal: Dívida Directa do Estado
200
PIB (pr. Correntes)
180
Var Anual % (eixo dto)
8%
6%
160
140
4%
120
100
60%
100
40%
50
2%
80
0%
60
40
20%
0
0%
1999
2002
2005
2008
2011
-2%
20
0
-4%
1999
2002
2005
2008
2011
Fonte: INE, IGCP
Página 5
Invest Outlook
2º Trimestre 2013
Países Emergentes
Segundo as últimas previsões do FMI e da Comissão Europeia, os países emergentes
De acordo com as últimas
estimativas do FMI, as economias
emergentes e em desenvolvimento
deverão crescer 5.5% e 5.8%, em
2013 e 2014, respectivamente.
e em desenvolvimento deverão crescer, em média, cerca de 5.5% e 5.8% em 2013
e 2014, respectivamente.
Apesar do abrandamento dos últimos trimestres, a China deverá manter a liderança,
com um crescimento do PIB na ordem dos 8%, em 2013. Nos dois primeiros meses
deste ano, o investimento em imobiliário reacelarou dos 16.2% para os 22,8%, em
termos homólogos. As exportações também surpreenderam pela positiva, com uma
subida homóloga de 23%, em igual período. A taxa de inflação subiu para os 3.2%,
em Fevereiro.
Por último, uma referência ao Brasil, cuja economia começou a evidenciar alguns
sinais de recuperação. O PIB, que no último trimestre do ano passado subiu 1.4%, é
esperado crescer 3.5% e 4.0%, em 2013 e 2014, respectivamente. A taxa de
inflação também tem vindo a subir, o que poderá implicar uma postura mais
agressiva por parte das autoridades monetárias.
Economias BRIC (continua na página seguinte)
16
China GDP (% y/y) (eixo esq.)
14
China CPI (% y/y)
10
15
8
10
6
12
16
14
12
5
10
4
0
10
8
2
8
0
-2 -10
6
4
Mar-03
Mar-05
Mar-07
Mar-09
Mar-11
10
6
-5
-4 -15
Mar-03
Mar-13
4
Rússia GDP (% y/y) (eixo esq.)
2
Rússia CPI (% y/y)
Mar-05
Mar-07
Mar-09
Mar-11
20 12
0
Mar-13
16
Brasil GDP (% y/y) (eixo esq.)
8
Brasil CPI (% y/y)
16
6
10
12
8
12
4
6
2
4
0
4
-2
-4
Mar-03
8
8
India GDP (% y/y) (eixo esq.)
2
4
India CPI (% y/y)
Mar-05
Mar-07
Mar-09
Mar-11
0
Mar-13
0
Mar-07
Set-08
Mar-10
Set-11
0
Mar-13
Fonte: Bloomberg
Página 6
Invest Outlook
2º Trimestre 2013
Evolução dos mercados financeiros
O ano iniciou-se com um
sentimento positivo nas principais
bolsas mundiais. Nos EstadosUnidos, o índice Dow Jones
Industrial registou novo máximo
histórico. Perto do final do
trimestre, o modelo de resgate
financeiro ao Chipre adicionou
volatilidade aos mercados.
O ano iniciou-se com valorizações das classes de activos com risco, nomeadamente
das acções. Nos EUA, os índices de referência Dow Jones Industrial e S&P-500
registaram novos máximos históricos e, na Europa, os índices inglês e alemão
terminaram perto dos máximos de 2007, apesar da turbulência das últimas semanas
desencadeada pelo resgate ao quarto país da Zona Euro, o Chipre.
Mercados Accionistas
Nos Estados-Unidos, os índices Dow Jones Industrial e S&P-500 registaram novos
máximos históricos, nos 14585 e 1570 pontos, respectivamente. O sentimento dos
investidores continuou positivo, impulsionado pelos bons resultados das empresas,
no quarto trimestre do ano passado, e, não menos importante, pelo compromisso
da FED em manter o momentum na economia, através de liquidez abundante e
taxas de juro baixas. Desta forma, os índices de referência S&P-500 e Nasdaq-100
terminaram o trimestre com valorizações de 10.0% e 5.9%, respectivamente.
Mercados Accionistas versus Volatilidade
1800
1600
70
S&P-500 (eixo esquerdo)
5000
Vstoxx
60
VIX
1400
50
1200
40
70
EuroStoxx-50 (eixo esquerdo)
60
4000
50
40
3000
1000
30
800
20
600
10
400
Mar-03
Mar-05
Mar-07
Mar-09
Mar-11
0
Mar-13
30
20
2000
10
1000
Dez-02
Dez-04
Dez-06
Dez-08
Dez-10
0
Dez-12
Fonte: Bloomberg
Na Europa, as subidas foram mais modestas. O índice Europe Stoxx-600 registou
uma subida trimestral de 5.0%. Os mercados com melhor desempenho foram os
inglês (FTSE-100, +8.7%), português (PSI-20, +3.0%) e francês (CAC-40, +2.5%).
Por seu turno, os desempenhos mais fracos foram os registados pelos mercados
espanhol (IBEX-35, -3.0%) e italiano (FTSE MIB, -5.7%).
Os mercados emergentes
continuaram a registar um
desempenho inferior ao dos
congéneres desenvolvidos.
Destaque ainda para a underperformance dos mercados emergentes relativamente
aos desenvolvidos: o índice MSCI World valorizou, no trimestre, 7.2%, mais 9.1
pontos percentuais do que o índice MSCI Emerging Markets, ambos em USD.
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Invest Outlook
2º Trimestre 2013
Evolução dos Mercados Accionistas Mundiais (YTD 2013)
S&P-500
10,0
16,5
8,7
FTSE-100
ISE 30 (Turquia)
8,3
7,2
MSCI World
Shangai Comp. (China)
-1,4
5,9
Nasdaq-100
MSCI Emerging
-1,9
PSI-20
3,0
CAC-40
DAX-30
MSCI FM Africa
2013 (%, Local)
-3,0
2013 (%, Local)
2,4
MICEX (Rússia)
-2,5
2,5
Bovespa (Brasil)
-7,6
IBEX-35 -3,0
Sensex 30 (India)
Fonte: Bloomberg
Relativamente ao mercado nacional, o trimestre ficou marcado, mais uma vez, por
uma elevada dispersão de retornos. Entre os títulos constituintes do índice PSI-20
(+3.0%), os melhores desempenhos foram os registados pelas acções do BCP
(+26.7%), Semapa (+23.9%) e Novabase (+23.4%); as piores variações foram as do
Banif (-16.4%), BES (-10.7%) e Cofina (-7.0%).
Maiores e menores subidas do PSI-20.
Banif-16,4
BES
Cofina
EDP Renováveis
Sonae SGPS
PSI-20
Mota Engil
Altri
Sonae Indústria
-10,7
Portugal Telecom
YTD (%)
-7,0
-5,6
1,9
-1,0
REN
-0,9
Jerónimo Martins
-0,5
Cofina
18,6
20,8
Mota Engil
Novabase
23,4
Sonae SGPS
Semapa
23,9
Altri
26,7
BPI
BCP
12 Meses (%)
-5,3
Galp Energia
PSI-20
3,0
-19,0
4,8
40,5
52,7
57,0
67,8
103,1
Fonte: Bloomberg
Sectorialmente, tomando como referência os índices globais da MSCI, as maiores
subidas foram as obtidas pelos sectores Farmacêutico (+13.4%), Consumer Staples
(+12.0%) e Consumo Discricionário (+9.5%). Os sectores com menores variações
foram os Materiais (-4.0%), Tecnologia (+4.5%) e Energia (+4.8%).
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Invest Outlook
2º Trimestre 2013
Evolução Sectorial (Global)
25,00
YTD (%)
20,00
12 Meses (%)
15,00
10,00
5,00
0,00
-5,00
-10,00
Fonte: Bloomberg, Índices MSCI World
Mercados Cambiais
O Euro perdeu 3.0% face ao USD,
no primeiro trimestre, penalizado
pelo impasse político em Itália, e
pelo resgate financeiro ao Chipre,
onde ocorrerão perdas para os
depositantes.
Apesar da volatilidade verificada, a cotação do Euro (EUR) terminou o trimestre
praticamente inalterada face ao dólar norte-americano (USD). Após um início de
ano bastante positivo, tendo ultrapassado os 1.36, o EUR acabou por ser
penalizado pela instabilidade provocada pelo impasse político em Itália, onde ainda
não foi formado governo, e pela crise financeira em Chipre, que culminou no quinto
resgate na Zona Euro, com perdas pesadas para os (grandes) depositantes e
obrigacionistas dos bancos cipriotas. Neste sentido, o USD acabou por, uma vez
mais, beneficiar do aumento da aversão ao risco na Zona Euro.
Evolução do Euro e do Dollar Index Spot
1,80
1,60
EUR-USD
180 105
EUR-GBP
170 100
EUR-JPY (eixo direito)
160
1,40
150
140
1,20
130
1,00
120
110
0,80
0,60
0,40
Mar-03
Mar-05
Mar-07
Mar-09
Mar-11
Saldo da Balança Corrente EUA (%
do PIB)
95
90
-1
-2
85
-3
80
-4
75
100
70
90
65
80
Mar-13
0
Dollar Index Spot (eixo esq.)
60
Mar-03
-5
-6
Set-05
Mar-08
Set-10
-7
Mar-13
Fonte: Bloomberg
Página 9
Invest Outlook
2º Trimestre 2013
Cenário diferente foi o verificado relativamente às moedas inglesa (GBP) e japonesa
(JPY), contra as quais o EUR apreciou 3.6% e 6.4%, respectivamente, no trimestre.
Contudo, mais do que uma preferência particular pela moeda europeia, estes
movimentos deveram-se, em larga medida, às fortes depreciações destas moedas
face ao USD, penalizadas pelas políticas monetárias expansionistas nestes dois
países, visando impulsionar as respectivas economias.
Taxas de Juro
Tanto a FED como o BCE
mantiveram inalteradas as taxas
de juro de referência, nos 0.25% e
0.75%, respectivamente.
Sem grande surpresa, a FED manteve inalterada a taxa de juro de referência, nos
actuais 0.25%. Nos prazos mais longos, porém, acentuou-se a tendência de subida
das taxas de juro, descontando os indicadores económicos positivos. Nos prazos de
5 e 10 anos, as taxas swap terminaram o trimestre nos 0.95% e 2.0%,
respectivamente, mais altas 10 e 23 bps do que no final de Dezembro.
Evolução das Taxas de Juro - USD
6,0%
6,0%
Libor 3M
US Swap 5Y
5,0%
5,0%
US Swap 10Y
4,0%
4,0%
3,0%
3,0%
2,0%
2,0%
1,0%
1,0%
FED Target Rate
0,0%
Mar-08
Mar-09
Mar-10
Mar-11
Mar-12
Mar-13
0,0%
Mar-08
Mar-09
Mar-10
Mar-11
Mar-12
Mar-13
Fonte: Bloomberg
Também na Zona Euro, o Banco Central Europeu (BCE) manteve inalterada a taxa
de juro de referência, nos 0.75%. Apesar das fracas perspectivas económicas, o BCE
continua a resistir a um corte de taxas de juro, mantendo-se fiel ao seu mandato de
garante da estabilidade dos preços. Nos prazos mais longos, as subidas foram
modestas e anuladas, face aos máximos de Fevereiro, pelos resultados das eleições
em Itália e pela crise financeira em Chipre, factores que assombram a esperada
recuperação económica na Zona Euro.
Página 10
Invest Outlook
2º Trimestre 2013
Evolução das Taxas de Juro - EUR
6,0%
6,0%
Euribor 3M
5,0%
Eur Swap 5Y
5,0%
Eur Swap 10Y
4,0%
4,0%
3,0%
3,0%
2,0%
2,0%
1,0%
1,0%
0,0%
Mar-08
Mar-09
Mar-10
Mar-11
Mar-12
Mar-13
0,0%
Mar-08
ECB Main Refi Rate
Mar-09
Mar-10
Mar-11
Mar-12
Mar-13
Fonte: Bloomberg
Dívida Pública
As yields dos Treasuries a 10 anos
encerraram o trimestre nos 1.85%.
Na Zona Euro, os bunds alemães a
10 anos fixaram-se nos 1.29%, no
final de Março.
Nos Estados-Unidos, as yields a 10 anos dos Treasuries encerraram o trimestre com
uma subida de 10 bps, relativamente ao final do ano passado. Apesar da evolução
favorável dos indicadores económicos, a subida destas yields tem sido contida pela
FED, ao abrigo do programa de compra de títulos. Segundo este programa, a FED
tem comprado, mensalmente, 85 mil milhões de USD de títulos hipotecários e
dívida pública, visando fomentar o crescimento económico e a diminuição do
desemprego.
Dívida Pública core – yields a 10 anos, nominais e reais
6,0%
6,0%
5,0%
Bunds 10Y Real
5,0%
Bunds 10Y
Treasuries 10Y Real
Treasuries 10Y
4,0%
3,0%
4,0%
2,0%
3,0%
1,0%
0,0%
2,0%
-1,0%
1,0%
Mar-08
Mar-09
Mar-10
Mar-11
Mar-12
Mar-13
-2,0%
Mar-08
Mar-09
Mar-10
Mar-11
Mar-12
Mar-13
Fonte: Bloomberg
Página 11
Invest Outlook
2º Trimestre 2013
Por sua vez, na Zona Euro, os títulos de dívida alemã continuaram a beneficiar do
seu estatuto de ‘porto de abrigo’, num cenário de fraco crescimento económico. A
crise da dívida europeia parece ainda longe de estar resolvida, com vários (e
importantes) países condicionados pela consolidação orçamental e obrigatoriedade
de desalavancagem, como a Espanha e a Itália, esta última ainda sem um governo
formado, após as eleições de Fevereiro último. Desta forma, os bunds a dez anos
alemães terminaram o trimestre nos 1.29%, bem abaixo dos 1.64% atingidos no
final de Janeiro.
Relativamente aos países periféricos, o trimestre foi de consolidação, após os fortes
Os spreads da dívida pública dos
países periféricos terminaram o
trimestre pressionados pelo resgate
financeiro ao Chipre.
ganhos no segundo semestre de 2012. Em Portugal, a yield a 5 anos terminou nos
5.10%, mais 479 bps do que as congéneres alemãs. Em Espanha e Itália, as yields
para o mesmo prazo terminaram nos 3.82% e 3.53%, respectivamente. Face à
Alemanha, os spreads destes dois países registaram um comportamento simétrico: o
spread de Itália aumentou 23 bps, enquanto que o de Espanha diminuiu 25 bps,
desde o início do ano.
Crise da dívida soberana
Spreads relativamente à Alemanha
20,0%
8,0%
Itália 5Y
Portugal 5Y
Aústria 5Y
Espanha 5Y
15,0%
6,0%
Irlanda 5Y
10,0%
4,0%
5,0%
2,0%
0,0%
Dez-09
Jun-10
Dez-10
Jun-11
Dez-11
Jun-12
Dez-12
0,0%
Mar-10
França 5Y
Bélgica 5Y
Set-10
Mar-11
Set-11
Mar-12
Set-12
Mar-13
Fonte: Bloomberg.
Dívida Privada
Os spreads da dívida privada
encerraram o trimestre pouco
alterados relativamente ao final do
ano passado.
No segmento das obrigações de dívida privada, o trimestre foi igualmente de
consolidação. Apesar dos ganhos registados nos mercados accionistas, na Europa os
spreads mantiveram-se relativamente estáveis no trimestre, evidenciando a
relutância dos investidores em aceitar novas diminuições nestes prémios de risco.
Nas obrigações de menor qualidade creditícia (High Yield), os spreads, terminaram
o mês de Março nos 487 bps, após o mínimo de 400 bps, registado antes da crise
financeira em Chipre.
Página 12
Invest Outlook
2º Trimestre 2013
Spreads da Dívida Privada (Europa)
1200 1600
250
JPMorgan Sub Tier1
1000
200
1200
800
150
600
800
100
400
400
50
iTraxx Main (eixo esq.)
200
iTraxx X-over
0
Mar-09
Mar-10
Mar-11
Mar-12
0
Mar-13
0
Mar-09
Mar-10
Mar-11
Mar-12
Mar-13
Fonte: Bloomberg
Matérias-Primas
As matérias-primas, em média,
valorizaram 1.3%, no primeiro
trimestre, em USD.
Enquanto classe de activos, as matérias-primas encerraram o trimestre com uma
valorização de apenas 1.3%. A fraca conjuntura na Europa e a desaceleração da
economia chinesa, têm pesado na evolução recente dos preços da generalidade das
matérias-primas, com maior incidência nos metais industriais (-6.3%) e produtos
agrícolas (-3.7%). A cotação do Ouro, por sua vez, desvalorizou 4.6%, no trimestre,
com os investidores cada vez mais a descontarem o possível fim das compras de
títulos pela FED no final deste ano, à medida que a recuperação económica ganha
sustentabilidade.
Evolução das Commodities
800
800
Energia
Metais Industriais
Produtos Agrícolas
Metais Preciosos
600
600
400
400
200
200
0
Mar-03
Mar-05
Mar-07
Mar-09
Mar-11
Mar-13
0
Mar-03
Mar-05
Mar-07
Mar-09
Mar-11
Mar-13
Fonte: Bloomberg
Paulo Monteiro
Redigido em 3 de Abril de 2013
Página 13
Invest Outlook
2º Trimestre 2013
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