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O ESTADO DE S. PAULO
DOMINGO, 6 DE SETEMBRO DE 2015
Imóveis 3
Reportagem de capa
DIVULGAÇÃO / EZTEC
Vacância média de
salas de alto padrão
supera 21% em SP
Porcentual foi apontado em pesquisa realizada pela empresa
Newmark Brasil em sete áreas da capital paulista e em Alphaville
Edilaine Felix
Dados da pesquisa sobre o mercado de escritórios de alto padrão realizada pela Newmark
Grubb Brasil no segundo trimestre de 2015 mostra que São
Paulo tem 3.860.310 metros
quadrados de estoque e 762.814
devacância.“Temos ummercado difícil desde 2014, com estoque e vacância aumentando”,
diz a presidente da Newmark
Brasil, Marina Cury, consultoria de imóveis comerciais, que
desde o ano passado pesquisa o
setor corporativo de São Paulo
e Rio de Janeiro.
Dasoitoáreasestudadas(Berrini, Vila Olímpia, Faria Lima,
Paulista, Barra Funda, Jardins e
Alphaville e Marginal) Berrini
tem o maior estoque (806.474
m²), seguida por Vila Olímpia
(802.469 m²) e Alphaville
(538.617 m²).
Aexecutivaafirmaqueocenárioébomparacompradorelocatário.“Oatualmomentoeconômicoe osestoques emalta auxiliam a negociação.” Segundo
ela, em alguns casos, os proprietários oferecem até entre 12 e 18
meses de carência na locação,
além de contribuição, em dinheiro,paraajudarnamudança.
l
Escritórios
29,8%
foi a taxa de vacância de imóveis
comerciais em Alphaville no segundo trimestre deste ano, segundo a Newmark Grubb Brasil.
A Vila Olímpia tem o segundo
maior porcentual (24,9%), seguida por Marginal com 24,2%
9%
foi a taxa de vacância da Barra
Funda, a menor observada na
pesquisa da Newmark Brasil no
segundo trimestre deste ano. A
segunda menor porcentagem é
da Faria Lima, que tem 15,3% de
salas livres
3.860.310 m2 R$ 104,2
foi o volume total de estoque de
escritórios comerciais em São
Paulo no segundo trimestre deste ano. As regiões da Berrini, Vila
Olímpia e Alphaville concentram
os maiores estoques
é o preço médio mensal pedido
para locação em São Paulo no
segundo trimestre deste ano,
queda de 1,4 pontos porcentuais
em relação ao valor do primeiro
trimestre, que era de R$ 10,5,7
À espera. Região da Berrini tem o maior estoque de escritórios, mais de 800 mil m2
em imóveis, “seduzidos” pela
sala comercial.
“Apartir deagora,todaabsorçãodecomerciaispassaaserpositiva, pois o mercado não está
mais produzindo.” A Vitacon
lançou um comercial no Alto da
Lapa e tem outro na região da
Avenida Paulista com 170 salas,
esperando o melhor momento
para colocar à venda.
Na avaliação do CEO da Vitacon, o comprador ou o locatário podem aproveitar este momento para negociar. “A queda
é bem significativa, mas não é
horadesedesesperar.Oprocesso é lento.”
Para o diretor financeiro e de
relações com investidores da
Eztec,EmílioFugazza,omercado de imóveis comerciais passou por uma renovação de oferta nos últimos anos, acompanhando o crescimento do mercado imobiliário como um todo. “Comerciais com proximi-
l Em 2009, quando o mercado
imobiliário vivia um bom momento, a Danpris Construtora e Empreendimentos Imobiliários detectou demanda para salas comerciais e decidiu investir construindo um empreendimento de
200 salas em Osasco.
De acordo com CEO da Danpris, Dante Seferian, o final da
obra coincidiu com a entrega de
outros edifícios de salas comerciais em Osasco, e ele decidiu
transformar o First Office em um
prédio de somente salas e em
também de lajes corporativas.
“Percebendo esse movimento do
mercado, tivemos tempo para
transformar o First Office para
não competir diretamente com
os outros empreendimentos da
região.”
Seferian conta que o prédio,
na região central de Osasco não
será vendido. Ele acredita que
atualmente é mais fácil alugar o
edifício para um único inquilino
do que as 200 salas.
“Eu acho que nos próximos
três anos a região só atenderá
demandas pontuais.” Segundo
ele, o segmento tem um superoferta e a crise econômica dificulta a comercialização de imóveis
comerciais. “Para negociar será
preciso fazer concessões”, diz.
Dados da pesquisa Lopes Inteligência de Mercado mostram
que, entre julho de 2012 e junho
de 2015, Osasco lançou 1.831
unidades com preço do metro
quadrado a R$ 9.770,00. Desse
total, 10% estão em estoque com
preço médio de R$ 9.060,00.
Em três anos, cidade
lançou 12,8 mil unidades
Para a diretora de atendimento
e marketing da Lopes, Mirella
Parpinelli,omercadode comercial passou por um período sem
lançamentosequando omerca-
ponto de vista operacional,
com maior disponibilidade de
vagas de garagem.
“Produtos com esse perfil se
mostram atrativos para empresas que buscam um upgrade em
suas sedes, em busca de maior
conforto para clientes e colaboradores”, diz.
Metro quadrado de
estoque em Osasco
é de R$ 9.060
Preço e ocupação. O estudo
mostra ainda que, no período, o
preço médio mensal do metro
quadrado para aluguel foi de R$
104,20.OsJardinstiveramometro quadrado mais caro, R$
117,5, seguido da Vila Olímpia
(R$ 112,6) e da Berrini (R$
111,2).Segundo Marina, a região
da Avenida Brigadeiro Faria Lima é premium para escritórios,
com alto valor de aluguel. Ela
ressalta ainda que a região de
Alphavilletemestoquecompreços pedidos abaixo da média
(R$54,8ometroquadradomensal) para atender grandes áreas.
A vacância média nas áreas
pesquisadasnosegundotrimestre foi de 21,7%, sendo que a região de Alphaville foi responsável pela maior taxa (29,8%) seguida por Vila Olímpia (24,9%)
e Berrini com 19,1% de comerciais vagos. Barra Funda registrou a menor taxa de imóveis
vagos (9%).
“Aumentodavacânciaéresultado da economia que não está
bemeessecenárionãodevemudar no 3º trimestre. As taxas
continuarão altas”, diz Marina.
Para o CEO da Vitacon, AlexandreLaferFrankel,hojeosescritórios de alto padrão na capital têm taxas de 15% e 20% de
vacância. “Em bairros como a
Barra Funda, a região da AvenidaLuizCarlos BerrinieaChácara Santo Antonio, houve uma
enxurrada de lançamentos. Essas regiões têm taxas de 40% de
vacância que vai demorar para
ser absorvido”, diz.
Para Frankel, a forte valorização do mercado imobiliário nos
últimos anos, levou investidoresa alocar partedo patrimônio
Levantamento da
imobiliária Lopes mostra
que m2 desse tipo de
imóvel tem preço
médio de R$ 13,9 mil
dade a áreas mais dotadas de infraestrutura ou com perspectiva de desenvolvimento possuem maior atratividade.”
Segundo Fugazza, empreendimentoscomcategoria A eTriple A, têm se destacado, pois se
trata de uma oferta de alto padrão, em edifícios eficientes do
do voltou a ficar movimentado
esse perfil foi trocado pelo flat.
“No entanto, os produtos de
bairroparaatenderserviços,como por exemplo salas para consultórios médicos, continuou
com procura entre os anos de
2010 e 2012”, diz.
Dados da pesquisa Lopes Inteligência de Mercado mostram que no período de julho de
2012 a junho de 2015 a capital
lançou 12.791 unidades comer-
ciaise hojedesse total, 20%está
em estoque, com preço mediano a R$ 13.890,00.
O maior estoque foi observado no município de São Caetano do Sul, 58% do total de 540
lançamentos. Depois de São
Paulo, a região que mais lançou
comerciais foi São Bernardo do
Campo – 1.899 unidades e 47%
dessa soma em estoque.
O estudo mostra ainda que o
preço mediano do metro quadradodoestoquenacapitalpaulista é de R$ 13.860 e na Região
Metropolitana de São Paulo o
valor é de R$ 12.200 o m².
Mirella destaca que o comercial é um imóvel de um ticket
menor.E,para ocliente,investidor de imóveis, este pode ser
um investimento mais vantajoso, uma vez que ele vai tratar
com pessoa jurídica e também
pagará um condomínio menor.
Atualmente, não há um regiãoemdestaqueparaoscomerciais.“Omomentoestámaisfraco para esse produto que precisa ser absorvido, mas não tem
investidor”, diz Mirella.
De acordo com o estudo da
Lopes,a vacânciade imóveiscomerciaisnacapitalpaulistamarcou 19,95% no segundo trimestre de 2015, alta de 2,7 pontos
porcentuais em relação ao primeiro trimestre deste ano.
DIVULGAÇÃO / VITACON
Na média. Metro quadrado do estoque na capital é R$ 13.860