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JOGOS RECREATIVOS NA EDUCAÇÃO INFANTIL - A LUDICIDADE DAS BRINCADEIRAS E SUA
IMPORTÂNCIA
Cleonice Marques de Sousa
Gersileide Paulino de Aguiar2
RESUMO
Um Educador deve ter como objetivo de aula a educação por inteiro. Isso quer dizer: uma educação que contemple os
aspectos físicos (motor) e também os aspectos cognitivo, social e emocional. O jogo recreativo nos aproxima desse
objetivo, e assim propicia essa educação por inteiro. Utilizando esses jogos, nota-se quanto o aluno se envolve com a
atividade proposta. A liberdade de expressão e ação, a confiança em si mesmo e a alegria vivenciada oferecem
oportunidades para a criança criar situações diferentes, pensar estratégias e garantir que o aluno seja ele mesmo, pois, as
relações intersubjetivas ajudam cada indivíduo a se conhecer melhor, aumentando suas condições de transformar regras de
um jogo, aceitar mudanças e acreditar que há possibilidade de transformar valores e atitudes de sua vida. O professor
também aprende a importância de transformar conceitos, aceitar mudanças, questionar os alunos fazê-los pensar e acreditar
que, a criança pode levar essa experiência vivida no jogo, (ser ele mesmo, ter confiança em si, saber o que quer) para além
das quadras, incorporando-a para sua vida.
Palavras chave: Jogos, educação infantil e ludicidade.
ABSTRACT
An educator should aim to classroom education as a whole. That is to say, an education that addresses the physical (motor)
and also the cognitive, social and emotional. The recreational game brings us closer to that goal, and thus provides such
education as a whole. Using these games, it is noted as the student engages with the proposed activity. Freedom of speech
and action, self-confidence and joy experienced provide opportunities for children to create different situations, thinking
strategies and ensure that the student himself is therefore intersubjective relations help each individual to know himself
better, increasing their able to transform a set of rules to accept changes and believe that it is poss ible to transform values
and attitudes of his life. The teacher also learns the importance of transforming concepts to accept changes, ask students to
make them think and believe that the child can have this experience in the game (be it yourself, have confidence in
yourself, know what you want) to beyond blocks, incorporating it into your life.
Keywords: Games, children's education and playfulness.
Autora do Artigo. Graduação em Pedagogia pelas Faculdades Unidas do Vale do Araguaia. Pós Graduanda Lato Sensu em
Docência Multidisciplinar na Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino Fundamental com Ênfase em Psicopedagogia.
2
Orientadora do Trabalho de Conclusão de Curso em forma de Artigo. Graduação em Pedagogia pelas Faculdades Unidas
do Vale do Araguaia. Especialização Lato Sensu em Psicopedagogia pelo ICE - Instituto Cuiabano de Educação.
Mestranda em Educação pela UDE – Universidad de La Empresa. Professora e Assessora Pedagógica nas Faculdades
Unidas do Vale do Araguaia. email [email protected]
1. INTRODUÇÃO
É de se notar que a Educação Infantil está
mudando a cada ano, um novo olhar está surgindo e
modificando conceitos mais antigos. Exemplo disso é o
fato de que os professores estão mais preocupados com
o nível educacional, com o indivíduo e não tanto com
ensinar “esportes”. Preocupamo-nos mais com a
socialização, integração e participação dos alunos do
que com os ensinamentos de esporte ou seu
aperfeiçoamento.
A Educação é um meio para o
desenvolvimento dos indivíduos, é também uma forma
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de o aluno adquirir uma melhor qualidade de vida. Um
dos objetivos dos jogos recreativos é educar o aluno
para viver bem a vida; daí a importância de
desenvolver a cooperação. É de se perceber as
diferenças que os alunos estabelecem com os próprios
colegas de classe. Fica clara a distinção (e,
constantemente, a discriminação): do mais lento para o
mais rápido, do mais ágil para o mais desastrado, do
mais gordo para o mais magro. Enfim, essas diferenças
existem e sempre existirão, mas é necessário que sejam
RESPEITADAS. Neste sentido, existem inúmeras
vantagens nos jogos recreativos. Eles trazem o sucesso
para todos os participantes. As crianças que jogam
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sentem prazer, alegria e descontração; o medo de errar
passa a ser inexistente e ganhar ou perder não é o mais
importante.
O jogo recreativo une os extremos: aquela
criança que é mais ágil fisicamente, ou que tem uma
habilidade motora melhor acaba não sendo a única a se
sobressair; aquele aluno que é o último a concluir uma
tarefa, ou aquele que fracassa, também terá nos jogos
recreativos mais sucesso, porque conseguirá realizar as
atividades propostas.
É num ambiente assim que a criação ou recriação de jogos surge, pois a criança não está sendo
tolhida pelos colegas ou pelo professor que, nesse
momento, assume um papel importante porque, caso
ele não facilite tal abertura para as crianças, de nada
adianta a criação espontânea dos alunos.
Desenvolver a cooperação nas crianças
através dos jogos cooperativos, além de ajudá-las a
construir esse conceito tão importante, fará com que
sejam crianças felizes, corajosas, confiantes, amorosas,
criativas e cooperadoras.
O jogo exerce um fascínio muito grande nas
pessoas, tanto em quem joga como em quem assiste.
Em apenas um jogo, somos capazes de sentir tantas
emoções… E essas emoções se misturam: ansiedade,
nervosismo, alegria e tristeza, choro e riso.
Sobre isso, Freire afirma que, para crianças
da Educação Infantil à Séries Iniciais do Ensino
Fundamental, tudo se reduz ao concreto, ou seja, a vida
é “vista” pelo corpo. Por isso as produções físicas ou
intelectuais são produções corporais que se dão nas
interações com o mundo.
O jogo é um ótimo instrumento de trabalho
nas aulas de Educação Infantil. Ele promove a
interação dos participantes, faz pensar, tem a
capacidade de transformar valores, atitudes e também
aprender a ser e estar no mundo.
Com isso, fica reforçada a importância que
se deve dar para a aprendizagem da cooperação nessa
faixa etária. Tudo que a criança aprende é pelo corpo,
pelo movimento. Suas sensações, atitudes e emoções
são corporais, então a cooperação, sendo aprendida
nessa faixa etária, fará parte do comportamento
cotidiano desse indivíduo. Neste momento, também é
dado o mesmo valor para a criação e re-criação de
jogos.
Pode-se afirmar que, com os jogos
recreativos a criança desenvolve todo este potencial: de
ser ela mesma, de aprender a cooperar, de ser crítica,
criativa. Quando adulta, poderá utilizar destes
elementos para “ser” um indivíduo mais atuante em
nossa sociedade.
Dentro dos jogos recreativos, ou mesmo
jogos criados e re-criados pelos alunos, são trabalhados
todas e quaisquer habilidades motoras, (saltar, pular,
arremessar, pegar, chutar, lançar), com uma vantagem:
a criança, ao jogar, não estará preocupada com a forma
de executar o movimento, o aprendizado faz-se mais
facilmente, pois não há pressão em acertar ou errar.
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2. COMO UTILIZAR OS JOGOS RECREATIVOS
NA LUDICIDADE?
O que a criança aprende quando pequena,
serve de orientação para futuras aprendizagens. Ela não
aprende de um dia para o outro, mas gradativamente.
Portanto, deve-se trabalhar em grupo suas capacidades
individuais, para que seja desenvolvido o convívio
sócio integracionista.
“A Educação lúdica não precisa ser uma
disciplina auxiliar das outras, mas ter uma
identidade própria, mantendo com as demais
uma necessária interdisciplinaridade, a união
entre elas, como discorremos até o
momento. Porém, todo conhecimento
adquirido serve de base para o próximo,
mais elaborado. Sendo assim uma vez que
tenha um bom domínio de alguma
habilidade, pode-se combiná-la com
ensinamentos de sala de aula, como leitura,
escrita e cálculo.” (FREIRE, 2002, p.188)
“Na escola, o jogo dramático estimula a
leitura e a escrita e, com base neste estímulo, o
indivíduo exercita-se sem fadiga, adquirindo um bom
domínio na linguagem corporal, oral e escrita,
naturalmente desencadeada pelo exercício gestual,
geralmente de forma prazerosa.” (CANDA, 2006)
Com as atividades corporais, a criança
melhora suas habilidades na qual já existe um
conhecimento. E também aprendem outras, aprende a
realizá-las em grupos e com regras. Espera-se que todo
conhecimento em matemática, da escrita e leitura, e da
Educação Física possam se entrelaçar num todo que
garante a esse aluno uma vida de participação social
satisfatória, de dignidade, de justiça e de felicidade.
“As atividades motoras, desenvolvidas
através de propostas de ensino da Educação
Física podem permitir a abertura às
experiências dos alunos e uma formação
para cidadania, destacando-se, sobretudo, as
questões morais, sua prática pedagógica e a
forma de conduzir e propor as situações de
ensino e aprendizagem por meio das
atividades,
procurando
captar
as
perspectivas de descoberta através da
proposição de conflitos, a tomada de
consciência, as relações entre o fazer e
compreender.” (FREIRE, 2002, p. 23)
Talvez ocorra preocupação em saber que as
matérias podem se unir, ou se transformar em apenas
uma. Isto pode perturbar muitos professores na escola,
achando que por causa da interdisciplinaridade o
ensinamento não será o mesmo, e nem o aprendizado.
De acordo com Platão, a criança aprende
através de jogos: se "ensina(va) matemática às crianças
em forma de jogo e preconizava que os primeiros anos
das crianças deveriam ser ocupados com os jogos
educativos" (AGUIAR, 1998, p. 36). A importância da
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criança aprender com o lúdico é muito bem focado por
outros autores, sendo um deles Silva (2005; 2006), que
afirma: "A importância dos jogos no desenvolvimento
da criança tem que ser enfatizados" (SILVA, 2005, p.
22). É através destes momentos que a Educação Física
pode trazer benefícios a estas crianças; uma vez que
possibilita o desenvolvimento de habilidades e
oportunidade para o aprendizado. Froebel apud
AGUIAR (1998, p. 36) foi o primeiro pedagogo a
"incluir o jogo no sistema educativo, acreditava que a
personalidade da criança pode ser aperfeiçoada e
enriquecida pelo brinquedo".
Consequentemente, as crianças aprendem
através do brincar: admirável instrumento para
promover a educação, o jogo é um artifício que a
natureza encontrou para envolver a criança numa
atividade útil ao seu desenvolvimento físico e mental.
"A criança que joga acaba desenvolvendo suas
percepções, sua inteligência, suas tendências à
experimentação, seus instintos sociais" (PIAGET,
1972, p. 156).
Os jogos não apenas é uma forma de
entretenimento para gastar energia das crianças, mas
meios
que
contribuem
e
enriquecem
o
desenvolvimento intelectual.
A atividade lúdica é o berço obrigatório das
atividades intelectuais da criança, sendo por isso,
indispensável à prática educativa. E, pelo fato de o jogo
ser um meio tão poderoso para a aprendizagem das
crianças que em todo lugar onde se consegue
transformar em jogo a iniciação a leitura, ao calculo ou
à ortografia, observa-se que as crianças se apaixonam
por essas ocupações, geralmente tidas como maçante
(AGUIAR, 1998, p. 37).
Através da atividade lúdica ocorre um
progresso da assimilação a tudo que lhe é passado. Por
todos estes motivos que "os jogos fazem parte do
universo infantil; são objetos sociais que trazem dentro
de si uma infinidade de conteúdos que integram as
disciplinas escolares" (AGUIAR, 1998, p. 43).
Aprender brincando é crescer atuando no desempenho,
o jogo é praticamente a vida de uma criança, é fazer
com que ela aprenda a viver e a desenvolver seus
conhecimentos ensinados.
Além de ajudar a criança dentro da sala de
aula, poderá colaborar no desenvolvimento corporal e
também no desenvolvimento de relacionamentos mais
amigáveis entre professores e alunos. Mesmo que
alguns professores não acreditem muito no
relacionamento amigável com o aluno, pensando que a
seriedade "impõe respeito", a grande dificuldade de
certos professores é exatamente incluir o lúdico na sala
de aula, pensando que o lúdico não é algo sério, por
essa razão o lúdico e a seriedade são colocados em
corpos opostos.
Se analisarmos a relação de não-seriedade (e
descompromisso) do jogo, isso não significa que o jogo
não é sério, pelo contrário, muitas formas de jogo são
extremamente sérias: "a seriedade procura excluir o
jogo, ao passo que o jogo pode muito bem incluir a
seriedade" (GALLARDO, 1998, p. 112).
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“O
professor
pode
adquirir
um
relacionamento com seu aluno, passando a
ser um amigo em todos os momentos. Não
adianta o professor somente querer ensinar e
esquecer-se de aprender. É preciso procurar
saber se algo está errado com a criança; pelo
simples fato de ela, na atividade e na
execução de um exercício, não conseguir ter
a capacidade para realizá-lo.” (MOREIRA,
2004)
Daí a utilização também as propostas das
inteligências múltiplas, associadas às características
dos jogos e da ludicidade no ambiente escolar.
2.1. Como Estimular as Inteligências com Jogos
Recreativos?
“Existe certo consenso intelectual de que
inteligência passa a ser concebida como uma
capacidade de resolver problemas ou de elaborar
produtos que seja valorizado em um ou mais ambientes
culturais” (ANTUNES, 2002, p. 13)
Os jogos pedagógicos têm que ser
planejados pelo professor cuidadosamente, para saber o
objetivo da aula. "Os jogos ou brinquedos pedagógicos
são desenvolvidos com a intenção explícita de provocar
uma aprendizagem significativa, estimular a construção
de um novo conhecimento" (ANTUNES, 2002, p. 38).
O professor deve preparar seus alunos para o momento
especial a ser propiciado pelo jogo e explicar a razão
pela qual está adotando o jogo naquele momento da
aula.
Na língua portuguesa, podem ser utilizados
jogos que explorem as inteligências lingüísticas,
espaciais e pessoais. Aplicando o uso da linguagem
para facilitar a expressão, compreender textos escritos
e orais, construir imagens diversas com as palavras e
transformar a linguagem em instrumento para a
aprendizagem. Já nas Ciências, "entender a natureza
como um todo dinâmico e como um conjunto
complexo de seres e ambiente, incluindo o homem, e
perceber sua atuação como agente transformador da
paisagem" (ANTUNES, 2002, p. 44), poder-se-ia
estimular os educandos a realizarem experimentos,
analisarem situações e reações, incluindo o
funcionamento e reações orgânicas e fisiológicas
durante o esforço e exercício, os períodos
amturacionais, hormônios e sexualidade poderiam ser
facilmente trabalhados também.
"Um teste de inteligência de fato prevê a
habilidade da pessoa de haver-se com materiais
escolares embora preveja pouco sobre o sucesso na
vida". (GARDNER, 1994, p. 3)
Na matemática, são utilizados os jogos que
explorem a inteligência lógico-matemática, musical e
espacial. Identificar os conhecimentos matemáticos
como um dos meios para o conhecimento do mundo,
resolver problemas e desenvolver formas de raciocínio.
Na história, pode-se utilizar os jogos que explorem a
inteligência musical, cinestésico-corporal e espacial.
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Através destes jogos, poder-se-á identificar no próprio
grupo os fundamentos da historicidade do ambiente,
perceber o espaço em que vivem como portadores de
outras características em outros tempos, localizar
eventos em uma seqüência temporal e explicar o
presente, através de analogias com o passado, ou
previsões ou prognósticos comparativos do futuro.
“Jamais pense em usar os jogos pedagógicos
sem um rigoroso e cuidadoso planejamento, marcando
por etapas muito nítidas e que efetivamente
acompanhem o progresso dos alunos.” (ANTUNES,
2002, p. 37)
Na Geografia, os docentes podem se utilizar
dos jogos que explorem a inteligências pessoais e a
naturalista (ambiental). Fazer com que conheçam o
espaço geográfico e construam conexões que permitam
aos alunos perceber a ação de homem em sua
transformação e em sua organização no espaço físico e
social. Vale ressaltar que "os temas não constituem
novas áreas e, menos ainda, novas disciplinas
curriculares, e assim pressupõe um tratamento
integrado pelas diferentes áreas, e, portanto uma
concreta interdisciplinaridade" (ANTUNES, 2002,
p.44).
2.1.1. Exemplos de algumas atividades com função
educativa
Para o desenvolvimento destas habilidades,
serão apresentadas como exemplos ilustrativos algumas
atividades lúdicas com função educativa, que se
apresentam a seguir.
A brincadeira "Fantasiando com a verdade"
poderão ser desenvolvidas através de teatro, abordando
os assuntos como: geografia, história, literatura,
ciências e educação física. O professor poderá sugerir
divagações e a criação de fantasias que contextualizem
esses temas ou tema que se pretende demonstrar, os
personagens da história podem ser inventados pelos
alunos, mas o cenário do enredo criado pode ser
verdadeiro.
2.1.1.3 Adivinhar o tempo
O professor avisa às crianças que vai marcar
no relógio um determinado tempo, em segundos e/ou
minutos. Ao sinal de início do professor, as crianças
tentam calcular mentalmente o tempo. Conforme seus
cálculos, elas informam ao professor quando acham
que o relógio chegou ao tempo proposto pelo professor.
Assim, ao término do jogo, o professor revela qual
delas chegou mais perto ou acertou o tempo (FREIRE,
2002). O espaço e o tempo não são categorias
acessíveis ao nosso mecanismo sensorial, ninguém vê o
tempo ou o espaço, somente vai formando a idéia de
tempo. Os professores devem estimular a realização de
atividades rítmicas, com a preocupação de desenvolver
a noção de tempo das crianças. As atividades com
música, com capoeira e danças folclóricas, o uso de
instrumentos, da voz, são alguns dos recursos que,
dependendo das condições de cada escola, podem ser
propostas num programa de Educação Física.
(FREIRE, 2002, p.186)
3. CONSIDERAÇÕES FINAIS
2.1.1.1 Jogo de palavras/ jogo do telefone sem fio/
trava-línguas
O jogo do telefone sem fio, além de ser uma
estratégia para o pensamento crítico, é um estímulo às
contextualizações e também representa uma ferramenta
valiosa para a inteligência verbal-lingüística.
O jogo de trava-línguas também irá
estimular o aluno a desenvolver sua inteligência verballinguística, pois exigirá um empenho maior da criança
sobre o que está sendo ensinado. A forma em que a
criança consegue pronunciar palavras rápidas e longas,
desenvolvendo a fala, a audição e atenção.
2.1.1.2 Jogo de caça ao erro
Um jogo elaborado pelo próprio professor
dentro da sala de aula. O "caça aos erros" pode ser feito
em anúncios, avisos, recados, frases ou mesmo nos
textos elaborados pela escola. É possível selecioná-los
nos conteúdos das disciplinas ensinadas, inclusive a
EF, ou em alguns eixos temáticos importantes e
solicitar aos alunos que busquem notícias sobre os
mesmos, estimulando a concepção visual, a escrita,
trabalhando a língua portuguesa
Fantasiando com a verdade
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Os
professores
devem
usar
a
interdisciplinaridade para ensinar as crianças. E
precisam planejar cuidadosamente os objetivos das
aulas e trocar informações entre si. Os professores
precisariam se unir para trazer novamente o prazer às
crianças em aprender. E também os próprios
professores recuperarem a vontade de ensinar. O foco
que devemos ter é apenas o benefício da criança,
conhecê-la realmente, saber suas dificuldades e
vontades; e é através do lúdico que conseguiremos
reconhecer os problemas de cada criança, apresentando
a elas um mundo real, misterioso e curioso para se
aprender e transformar.
Através
da
interdisciplinaridade,
os
professores não deixariam os aspectos teóricos e os
conhecimentos de lado... Apenas problematizá-los em
conjunto com os aspectos práticos e problematizações
reais e contextualizadas. Ensinariam o que fosse
preciso, aplicável, usando a dinâmica de jogos e
brincadeiras, que poderia estimular o desenvolvimento
do raciocínio, além de estimulá-las com desafios que as
incitassem a serem mais ágeis, espertas, atenciosas,
criativas e dinâmicas, condutoras de seus próprios
movimentos. Trabalhar as inteligências múltiplas na
Educação Física desenvolveria diversos domínios,
além dos motores: o pensar; o compreender; o
movimentar; o falar; dentre outros.
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A Educação não deveria estar tão distante da
sala de aula, pois ela é quem pode mostrar com
propriedade o verdadeiro fundamento da atividade
lúdica para o desenvolvimento infantil.
4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ALMEIDA, A. Ludicidade como Instrumento
Pedagógico. Disponível em: http://www.cdof.com.br.
Acesso em 19 de outubro de 2011.
ANTUNES, C. Novas Maneiras de Ensinar - Novas
Formas de Aprender. Rio de Janeiro: Artmed, 2002,
p.113-152.
AGUIAR, J. S. Jogos para o ensino de conceitos.
Campinas: Papirus, 1998, p.33-40.
AQUINO, J. G. Indisciplina na Escola: Alternativas
Teóricas e Práticas. 10 ed. São Paulo: Summus, 1996,
p. 110-111.
CANDA, C. N. Jogando, se expressando e
aprendendo. http://www.faced.ufba.br. Acesso em 17
de junho de 2011.
FAZENDA, I. C. A. Interdisciplinaridade: História,
Teoria e Pesquisa. Campinas. SP: Papirus, 1994, p. 29.
FREIRE, J. B. Educação de Corpo Inteiro: Teoria e
Prática da Educação Física. 4 ed. São Paulo: Scipione,
2002.
GARDNER, H. Estruturas da mente: A teorias das
Inteligências Múltiplas. Porto Alegre: Artes Médicas
Sul, 1994.
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