ilha renascida

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ilha renascida
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ILHA RENASCIDA
Bordejada pelas águas turquesa
do Mediterrâneo - entre influências do Oriente, África setentrional e o Ocidente - a Sicília tornou-se nos últimos anos
uma referência no mundo vínico. Apesar da cultura do vinho remontar há três milénios, só recentemente a Sicília sofreu um
verdadeiro “boom” de novos produtores, tornando-se hoje na maior região produtora de Itália. A WINE – A Essência
do Vinho percorreu a ilha, um lugar apaixonante que marca para sempre, e surpreendeu-se com uma lufada de ar fresco
na nova oferta enogastronómica…
TEXTO FÁTIMA IKEN | FOTOS D.R.
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Sicília
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Sicília
ILHA RENASCIDA
Estamos sentados
no velho
teatro grego de Taormina, observando
uma baía de cortar a respiração,
recortada pelo perfil do vulcão Etna e a
espuma sobre águas de um azul que só
o Mediterrâneo sabe tingir. Nas colinas
junto ao Etna há terraços de vinhas
velhas, algumas das quais remontam a
130 e 140 anos. Os solos são
obviamente vulcânicos, muito minerais
e imersos em azoto, potássio e fósforo,
criando identidades muito particulares,
feitas de cinzas, areia e granito.
Trilhamos um palimpsesto de “terroirs”. Uma espécie de “Borgonha italiana”, onde a cada 100 metros o carácter do solo se modifica, podendo criar sete ou oito tipos de vinho diferentes em apenas 52 hectares.
Por aqui, para além das castas brancas cultivadas com sucesso
na sombra do ainda activo Etna, Carricante e Minella, crescem
ainda o “princípe” vulcânico Nerello Mescalese e o seu irmão
Nerello Cappucio, estes últimos originando vinhos tintos muito
particulares. Grandes amplitudes térmicas - calor tórrido no Verão
e invernos rigorosos e com fortes nevões - uma altitude que pode
ir até aos 1.200 metros e as características únicas dos solos tornam
estes vinhos num desafio muito singular para qualquer produtor.
Seja como for, nos últimos anos assiste-se ao renascer da Sicília
enquanto importante produtor de vinhos de qualidade. Enésimos
produtores e enólogos apostaram na ilha, na viticultura e nas tecnologias de ponta. O resultado foi uma verdadeira revolução a
seguir de perto, uma espécie de “espírito Nappa Valley”, apesar da
história milenar ligada ao vinho.
Na actualidade, a Sicília é a maior região produtora da Itália e
protagonista no mundo vínico. Produz algo como oito milhões de
hectolitros anuais. A superfície de plantação de vinha atinge
119.895 hectares, sendo que 76.906 se referem a uvas brancas
(64,1%) e 42.839 hectares a uvas tintas (35,7%). Ou seja, faz
concorrência com Bordéus em termos de área de plantação. No
entanto, muitos dos vinhos das várias “casas” locais têm pouca
produção, não sendo por isso menos admiráveis.
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Diversidade enológica, identidade característica conseguida
através dos solos vulcânicos e situados junto ao mar, uma nova
geração de pequenos e grandes produtores com novas adegas que
revolucionaram a ilha recortam o novo futuro promissor. Por outras palavras, um destino imperdível para quem gosta de descobrir
novos rumos e aliar um roteiro enogastronómico a um manancial
de história, arqueologia, beleza paisagística e arquitectónica. Pode
até juntar o útil ao agradável e alojar-se numa das inúmeras “cantine” e “aziendas agrícolas“ (adegas e quintas) que pululam na
ilha. Algumas têm cursos de cozinha e vinhos, em conjugação,
uma mais-valia a não perder.
Na costa oriental da ilha, a explosão de novos produtores de
vinho foi acompanhada pela gastronomia de vanguarda e a abertura de novos “spots” de interesse. Apesar de se tratar de um
lugar iminentemente turístico (por isso não vá em Julho ou Agosto, até porque as temperaturas são algo insuportáveis), obriga a
uma paragem para conhecer os vinhos do Etna, cujos solos férteis
compartilham vinhas com figueiras, pessegueiros, pistachios vermelhos, amendoeiras, citrinos e oliveiras. As laranjas sanguíneas
são outro dos emblemas da Sicília, curiosamente muito similares à
própria personalidade dos sicilianos: doces e cor de fogo.
Lentamente pode percorrer toda a ilha e surpreender-se com
a sua configuração, tanto em termos de património vínico e gastronómico, como paisagístico e cultural. Siracusa, Agriggento e
Trapani, Messina e Palermo são lugares a não perder e com vinhos a provar nas inúmeras quintas (aziendas).
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Nas colinas junto ao Etna há terraços de vinhas velhas,
algumas das quais remontam a 130 e 140 anos. Os solos são obviamente vulcânicos, muito minerais e imersos
em azoto, potássio e fósforo, criando identidades muito particulares, feitas de cinzas, areia e granito.
OS VINHOS DO ETNA
Alguns dos vinhos mais excitantes encontram-se junto às montanhas que ladeiam o vulcão Etna. As zonas de Randazzo, Linguaglossa, Passopisciaro são consideradas o triângulo dourado. Por
vezes, em certas zonas, parece que atravessamos algures o Alentejo. Montes salpicados de oliveiras, odor a oregãos e giesta no ar…
Em Randazzo visitámos a adega Tenute delle Terre. Provamos o Etna Bianco delle Vigne Niche 2007, um excelente e equilibrado branco (50% Carricante, 25% Catarratto, 15% Grecanico e
10% Inzolia) de vinhas velhas (entre 40 e 140 anos). Fresco, com
aromas citrinos e a flores brancas, um final de frutos secos, particularmente amêndoas, na boca. As vinhas crescem de forma
orgânica e a vinificação faz-se com uma primeira fermentação que
dura 10 a 15 dias, seguida de fermentação maloláctica, estágio em
barricas de carvalho francês e engarrafamento após 18 meses.
Marco de Grazia é um dos produtores que se apaixonou pelos
solos do Etna. Este ex-filósofo e professor norte-americano é um
apaixonado pelo vinho depois de ter passado por Piemonte. Integra os pioneiros enólogos que “ressuscitaram” a zona, a par de
Salvo Foti, Benanti, Andrea Franchetti ou Frank Cornelissen e a
família Cambria (da azienda Cottanera). O Etna Rosso Feudo di
Mezzo 2008, a exibir as características do Nerello Mescalese, apresenta-se vermelho vivo, com aromas frutados de cereja e ameixas,
um toque vulcânico a apimentado, encorpado e com boa acidez.
Já em Passopiciaro visitámos a Antichi Vinai, datada de 1877,
da família Gangemi que vai, assim, na quarta geração. Uma quinta
imperdível, tanto pela beleza da paisagem como pela adega, onde
as mais modernas tecnologias compartilham a tradição secular.
Provámos o Petra Lava Etna Rosso DOC 2008, fruto de um
“blend” de Nerello Mascalese e Nerello Cappuccio, um vinho
intenso de cor rubi profunda, corpo e sabor memoráveis.
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Finalmente, em Linguaglossa visitámos a adega Áitala, propriedade da família Trefiletti que produz vinhos biológicos. Aqui
as vinhas situam-se entre 500 e 600 metros de altitude. Provamos
um “blend” dos dois Nerellos, um vinho com tonalidades violeta e
aromas de cereja, mas taninos algo ásperos. O branco era também
muito curioso, um “blend” de Inzolia, Minella Carricante e
Cataratto.
A RAINHA DESCOBERTA:
NERO D’AVOLA
Outra casta “rainha”, desta vez entre os tintos, é a Nero d’Avola,
considerada a melhor casta tinta autóctone da Sicília, com muito
boa capacidade de envelhecimento. Um “boom” de vinhos 100%
Nero d’Avola exibe a grande aposta na identidade característica
das castas da ilha onde, cada vez mais, se deixam cair os “blends”
com castas internacionais que há alguns anos eram “vedetas“
ainda que circunstanciais. Nero d’Avola é uma casta com grande
potencial mas que exige também elevados cuidados. Alguns produtores optam pela criomaceração algumas horas antes de proceder à fermentação para arredondar taninos.
Degustámos o Baglio del Sole Nero d’Avola 2007, da Feudi
del Pisciotto, um grande produto de uma parceria franco-italiana
(Domaines Baron de Rothschild-Lafite e o produtor Alessandro
Cellai), a exibir fruta vermelha intensa, potência e elegância.
Aconselha-se, aliás, uma visita à quinta e adega moderníssima,
situada em Castellare di Castellina, a sete quilómetros do mar.
Igualmente, o Mandrarossa Nero d’ Avola Sicilia 2008, da Adega
Manti, foi uma inspiradora surpresa. Encorpado, evocava cerejas
negras e mirtilos, especiarias, amêndoas e pistacchios, prometendo
grande capacidade de envelhecimento.
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Um “flash” sobre a Sicília
Ilha árida e granítica, a Sicília inicialmente tinha a tendência
para produzir vinhos com muito álcool, excessivamente
minerais e rústicos. Até no capítulo dedicado ao canto de
Polifemo, no Ulisses de Homero, este referia a falta
de qualidade dos vinhos locais… Mas tudo mudou nos últimos
anos devido à grande aposta dos viticultores na região,
que introduziram novas técnicas na enologia e viticultura
surtindo uma verdadeira revolução hoje visível e que deambula
pela ilha. Uma efervescência que começa logo pela prova
da panóplia de vinhos locais, com 17 zonas DOC (Denominação
de Origem Controlada), sendo que por aqui mais do que a DOC
interessa o nome do produtor. Os produtores redescobriram
os tesouros autóctones depois de uma fase incaracterística
de aposta nas castas internacionais.
As principais DOC’s são Marsala, Alcamo, Faro, Etna, Moscato
di Siracusa, Moscato di Noto, Cerasuolo di Vittoria, Malvasia
delle Lipari e Moscato di Pantalleria.
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ILHA RENASCIDA
Lentamente pode percorrer toda a ilha e surpreender-se
com a sua configuração, tanto em termos de património vínico e gastronómico,
como paisagístico e cultural. Siracusa, Agriggento e Trapani, Messina e Palermo são lugares a não perder
e com vinhos a provar nas inúmeras quintas (aziendas).
Outro vinho que ficou na memória foi o Feudo Maccari Nero
d’ Avola Sicilia 2007, complexo, a exibir frutas negras, notas
tostadas e de especiarias e, na boca, estrutura redonda. Produzido
por Antonio Moretti (Val di Noto), nasce numa quinta que foi
alvo de um admirável restauro, fazendo jus a um dos projectos
mais interessantes da Sicília.
Destaque ainda para a Grecanico, uva branca da Sicília oriental que entra na composição de outro vinho de referência, o branco Alcano DOC - região situada em colinas ao pé do mar, uma das
zonas mais antigas e particulares de produção vinho, junto à
reserva natural de Zingaro, entre Trapani e Palermo.
O Cerasuolo di Vittoria é outra surpresa. Produzido na
província de Ragusa tem como composição o Frappato e Nero
d’Avola em partes idênticas. Revelam-se vinhos equilibrados,
muito florais, com aromas perfumados e muito frescos e leves.
O clima seco, ensolarado, montanhoso e o solo pobre ajudam.
O MARSALA
Hoje, a grande maioria dos novos vinhos são criados a partir das
castas brancas Catarrato, Inzolia (ou Ansonica) e Grillo, muito
cultivada. A Grillo é uma casta que origina vinhos secos, de cor
palha, de aromas muito florais e frutas brancas. Foi introduzida
na Sicília no final do século XIX para substituir videiras atacadas
pela filoxera e hoje é centro de atenções dos produtores sicilianos.
É cultivada principalmente na área que se estende entre Marsala e
Trapani, no oeste da ilha.
Durante muito tempo, a Grillo era sobretudo utilizada a par
da Catarrato, Damaschino e Inzolia para a produção de Marsala,
um vinho fortificado célebre da ilha “lançado“ em 1796 por John
Woodhouse. De cor âmbar e aroma floral, evoca amendôas e citrinos. Vinho DOC desde 1986, depois de uma fase de decadência
voltou a ser aposta. O produtor Marco de Bartoli é uma referência
histórica na ilha e aconselha-se visitar a “cantina” Marsala que
produz ainda vinhos tranquilos de muita qualidade.
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Quanto ao Marsala, divide-se entre Fino, Superiore (envelhecido pelo menos dois anos), Reserva (envelhecido pelo menos
quatro anos) e Soleras (dez anos).
Os dois primeiros tipos podem ser seco, semi-seco e doce,
enquanto o Soleras, o melhor de entre eles, é sempre branco seco,
de cor âmbar, envelhecido cinco anos em madeira em sistema de
soleras, utilizado igualmente no fabrico de Jerez.
Além do Marsala existem ainda outros excelentes vinhos de
sobremesa sicilianos cujos nomes indicam o tipo da uva utilizada:
Malvasia delle Lipari, Moscato di Noto, Moscato di Siracusa e
Moscato e Passito di Pantelleria. Esse último, o melhor deles, é
feito na pequenina ilha de Pantelleria, ao sul da Sicília, com a uva
Zibibbo (nome local para Moscatel de Alexandria) que origina um
vinho intenso com aroma de baunilha e frutos secos, sendo que o
tipo Passito é feito com uvas passas. Esse vinho é também produzido pela quinta de Marco de Bartoli.
Quanto aos produtores em Salina deixam as uvas de Malvasia
delle Lipari secar na vinha e em esteiras para concentrar sabor e
fazer um vinho doce e espresso, ideal para a sobremesa com
sabores intensos baunilha e frutos secos.
VINHO E GASTRONOMIA
Hoje podemos apreciar a unicidade destes vinhos em restaurantes
onde se celebra a gastronomia de forma ímpar, alguns dos quais
muito recentes. O próprio cuidado com o serviço de vinhos
mostra a nova perspectiva criada no seio deste novo fôlego na ilha,
patente do mais simples ao mais sofisticado restaurante. Aqui há
uns anos, quando íamos à Sicília, os vinhos “estorricavam” nos
restaurantes sem qualquer tipo de cuidado.
Com uma gastronomia soberba, os peixes e mariscos frescos,
as massas artesanais, os queijos caprinos DOP são recriados por
uma nova vaga de chefes inspiradores que exibem a ebulição que
se vive entre a nova gastronomia e vinhos da ilha, baseada em
produtos frescos.
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Hoje podemos apreciar a unicidade destes vinhos
em restaurantes onde se celebra a gastronomia de forma ímpar, alguns dos quais muito recentes.
O próprio cuidado com o serviço de vinhos mostra a nova perspectiva criada no seio deste novo fôlego na ilha,
patente do mais simples ao mais sofisticado restaurante.
Vários novos restaurantes abriram e unidades hoteleiras de
charme exibem o que se faz na linha da frente da gastronomia
local, que mescla Europa, África e Ásia, numa cozinha exótica
que faz a ponte de múltiplas culturas (grega, árabe, espanhola) e
viagens. E este tipo de oferta gastronómica casa na perfeição com
as características dos vinhos locais, per si muito gastronómicos.
O gosto pela gastronomia na Sicília vem, aliás, de tempos
imemoriais. A “Arte de Cozinhar” de Mithaecus de Siracusa
(século V a.C) é apenas o primeiro livro de culinária e nasceu
aqui… Ponto de fusão entre influências orientais, africanas e colonizadores, a ilha é hoje herdeira de um tesouro gastronómico de
aromas sabores e temperos ecléticos.
Se por acaso não quer engordar, esqueça. Aqui vai levar decididamente uns quilos a mais para casa. Do peixe-espada à
sardinha, do atum aos mariscos frescos, dos citrinos únicos, às
alcachofras e aos queijos, tudo surpreende pelo toque na confecção. As massas frescas, os pistachios, as amêndoas, o açafrão
“apimentam“ qualquer prato. Os canelloni de ricotta ou o pão
feito em casa - a focaccia é aqui um hino à Itália - tudo se recria e
ganha novos voos em combinação com o vinho.
Mas tanto nas típicas “osterias” como nos restaurantes mais
sofisticados se celebra a arte de bem comer. Se as “pastas” e o pão
das “mammas” sicilianas são de chorar por mais, os restaurantes
dos novos chefes que escolheram a ilha para dar largas à sua ima ginação aconselham-se vivamente a descobrir. Por isso, entre as
típicas “arancini di riso” ou a “pasta a la Norma” até aos pratos
mais sofisticados há uma panóplia de novos lugares a experimentar. Perto do Etna, destacamos, por exemplo, o La Capinera, sob a
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batuta poderosa do chefe Pietro d’Agostino, de que recordamos a
pasta nero di seppia ou os fagottini de massa fresca. Já em Taormina, a Osteria Nero d’ Avola é um restaurante simples mas onde se
come bastante bem, apostando na gastronomia tipicamente siciliana, onde as pastas e o couscous andam a compasso, tendo em
conta a proximidade africana.
O Boccaperta, em Linguaglossa, realça os produtos da época,
dos legumes aos peixes e mariscos, tendo por base a gastronomia
local, destacando-se ainda uma boa carta de vinhos. O spaghetti de
ouriços do mar ficou na memória, a par de uma excelente carta de
vinhos, uma vez que aqui se pode degustar também apenas vinho.
Em Ragusa Ibla, o Il Duomo, contemplado com uma estrela
Michelin, é outra “catedral” gastronómica a visitar. A carta de
vinhos tem mais de mil referências e a filosofia na cozinha de Ciccio Sultano é inovar e experimentar tendo por base a tradição.
Os inúmeros tipos de queijos locais são também de prova
obrigatória. Quanto aos doces, a amêndoa e as laranjas sanguíneas
combinam-se de forma irresistível, na oferta de cannoli e inúmeros biscoitos feitos à base de amêndoa (a nítida influencia
árabe) e citrinos a que dificilmente podemos resistir nas montras
das pastelarias sicilianas. Até porque nestas bandas o pequenoalmoço consta de brioche com gelado…
Finalmente, aproveite para conhecer os mercados. O da Catânia será certamente uma experiência a reter e, já agora, aproveite
os pequenos restaurantes ao lado para descobrir “um outro
mundo”. Isto para não falar da chamada comida de rua em Palermo. Verdadeiros territórios a explorar com boas surpresas nos
lugares mais inusitados. Aventure-se.
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CHEFE CICCIO SULTANO
“Aziendas” e “Cantine”
COTTANERA
Strada Provinciale, 89 - Contrada Iannazzo
Castiglione di Sicilia
AZ. AGR. FRANK CORNELISSEN
Via Nazionale, 281/299 | Solicchiata | Etna - Sicilia
MARCO DE BARTOLI & C. srl,
Contrada Fornara Samperi, 292 | Marsala
AZIENDA DI PANTELLERIA
Contrada Bukkuram, 9 | 91017 Pantelleria
AZIENDE AGRICOLE PLANETA
Contrada Dispensa | Menfi
(tem também outras quintas em Sambuca di Sicilia, Noto,
Castigglione di Sicililia e Vittoria)
Cozinha, alojamento (La Foresteria) e menus de degustação
de vinhos em Menfi, junto ao mar em Agrigento, a poucos
quilómetros da adega.
TENUTE DELLE TERRE
Contrada Calderara - Casella Postale, 62 | Randazzo
ANTICHI VINAI
Via Castiglione, 49 | Passopisciaro
FONDO ANTICO
Via Fiorame 54 – A | Rilievo
TASCA D'ALMERITA
Tenuta di Regaleali | Sclafani Bagni
(Possui alojamento)
DONNAFUGATA
Via S. Lipari, 18 | Marsala
Degustação de vinhos e gastronomia com marcação prévia
AZIENDA AGRICOLA GULFI
C.da. Patrìa | Chiaramonte Gulfi
Tem alojamento e restaurante com degustação (Locanda Gulfi)
PIETRADOLCE
Contrada Moganazzi, Solicchiata
Castiglione Di Sicilia | Catania
FEUDO MACCARI
Strada Provinciale, 19 | Noto (Siracusa) | Sicilia
FEUDO MONTONI
Largo Val di Mazara, 2 | Palermo
SICÍLIA
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Restaurantes
BOCCAPERTA
Via Umberto I, 96 | Linguaglossa
PICCOLO NAPOLI
Piazza Mulini, 4 | Palermo
NATALE GIUNTA
Via Falcone e Borselino, 92
Termini Imerese | Palermo
CHARME
Piazza Papa Giovann Paolo II | Palermo
RO T E I RO
DON CAMIGLIO
Via Maestranza, 96 | Siracusa-Ortigia
SAPORI PERDUTTI
Corso Umberto, 228 | Modica
IL DUOMO
Duomo - Via Capitano Bocchieri, 31
Ragusa Ibla
TRATTORIA AL CASTELLO DONNAFUGATA
Donnafugata | Ragusa
DON SERAFINO
Via Orfanotrofio, 39 | Ragusa Ibla
ANTICA FILANDA DI CAPRI LEONE
Contradata Raviola | Messina

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