revista clinica espa!yola - Revista Clínica Española

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REVISTA CLINICA ESPA!YOLA
pulmonale crónico. Estaba afecto de grave insuficiencia respiratoria que mejoró parcialmente después de
la toracoplastia regresando esta alteración de la
curva.
I 5· La duración aumentada del sístole, según
la fórmula de FRIDERICIA, no permite conclusión
positiva alguna según nuestros casos. En cambio,
se advirtió una concordancia con la insuficiencia
respiratoria en cuatro casos entre seis.
16. Señalamos la importancia que para varios
de los accidentes de la curva tiene la insuficiencia
de saturación arterial que en numerosos casos puede desaparecer cuando las medidas colapsoterápicas
cumplen con las condiciones de selectividad como
pretenderemos demostrar en ulteriores trabajos.
Con el trabajo publicamos una serie de cuadros
donde se exponen comparativamente la coexistencía de los distintos accidentes electrocardiográficos
en los electrocardiogramas que hemos estudiado,
así como un cuadro general en el que incluímos
todas las medidas e índices de estos mismos electrocardiogramas. De la observación de todos ellos
parece deducirse que no existe relación alguna procentual que permitiese sacar conclusiones prácticas
para el pronóstico de estos enfermos.
ZUSAMMENFASSUNG
Die V erfasser geben eíne moglíchst exakte Obersicht über das EKG von 59 Lungentuberkulosen,
bei denen eíne Kollapstherapíe durchgeführt worden war; die Ergebnísse werden vor allem mít dem
postoperatoríschen Verlauf in Beziehung gebracht.
Man benutzt alle bekannten Quotienten und
Konstanten, um bestimmt Schlussfolgerungen bezüglich der Prognose stellen zu konnen; auch versucht man auf Grund des EKG eíne bessere Beurtei lungsfahigkeit zur Operationsindikation zu er halten.
Man kommt allerdings zu der Ansicht, dass das
EKG nur ein weiteres unsicheres mittel darstellt,
dass ahnlich wie alle anderen Methoden, Irrtümern
unterworfen ist, Bei den wenigen Untersuchungen
hat das EKG den Verfassern nicht als sicheres prognostisches Zeichen zur Indikation von chirurgischen Thoraxeingriffen bei Lungentuberkulosen
dienen konnen.
RÉSUMÉ
Les auteurs font une révision aussí complete que
possible des électrocardíogrammes de 59 malades
tuberculeux pulmonaíres, soummís a colapsothérapie pulmonaire, les rapportant fondamentalement
avec le cours postopératoire des memes.
On essaie, appliquant tous les quotíents et constantes connus, de tirer des conclusions permettant
d'utiliser l'électrocardiogramme comme une donnée
importante pour le pronostic et par conséquence
d' obtenir plus de clarté de jugement a u moment de
réaliser l'indication opératoire.
On arrive a la conclusion que l'électrocardiogramme n'est ríen qu'une méthode d'exploration
sujette d'avantage aux memes erreurs que le reste
llí junio 1945
des méthodes d'exploration connues, et qui dans la
brieve expérience des auteurs n 'a pas serví comme
signe pronostique sur pour les interventíons chírurgicales sur le thorax de malades tuberculeux pulmonatres.
ACTUALIDADE NAS INDICA<;,:oES E TECNICA DA ARTERIOGRAFIA DOS
MEMBROS <•>
A. CARNEIRO DE MOURA
Cirurgiáo dos Hospitaes de Ltsbóa, 1 •0 Assistente da Faculdade de Medecina (Ca1ed ra do PROF. REYNALDO DOS SANTOS)
A arteriografia - verdadeiro orgulho da ciencia médica portuguesa - deverá sempre ligar-se
os nomes de REYNALDO Dos SANTOS e EGAS MO·
NIZ, cada um dominando o seu terrítório especial,
mas náo se pode negar a GoYANES, a HEDDAUS e a
LERICHE um papel de percursores da vía arterial
na terapeutíca, assim como esquecer os nomes de
SICARD e FORESTIER, autores que verdadeiramente
realísaram a primeíra arteriografia no hornero vivo
com o lipiodol em 1 9 2 3.
A história da arteriografia está feíta há muito
pelos criadores do método, através das suas táo
numerosas como bem documentadas ーオ「ャゥ」。セ￳・ウ@
que todos conhecemos; basta só acentuar, que de
facto a verdadeira éra arteriografica, nasce com os
trabalhos de EGAS MONIZ, que desde 1927, baseado em pesquisas experimentais, estuda a 」ゥイオャ。セ£ッ@
cerebral. pela ゥョェ・」セ£ッ@
nas carótidas dum soluto de
iodeto de sódio a 25 por 1 oo, criando assim a
encefalogralia arterial.
Logo a seguir meu mestre REYNALDO Dos SANTOS, .baseado nos estudos de EGAS MONIZ, criou a
artenografia dos membros e o da aorta abdominal,
estudando por estes métodos grande numero de
lesoes através das ュッ、ゥヲ」。セ・ウL@
directas ou indirectas, da sua 」ゥイオャ。セ£ッN@
Os primeiros resultados das suas pesquisas sáo
já publicados em 19 2 9 nas revistas portuguesas, e
referem-se náo só a lesoes arteriais (arterites, aneurismas, ャ。アオ・セッウL@
para lisias de Volkman) mas
também a arteriografias de tumores dos ossos e das
partes moles, a osteomielites, etc. E poucos meses
da aorta, abre um novo
de pois, criando a ーオョセ£ッ@
e vasto campo a arteriografia visceral. a aortografia.
Os seus primeiros casos de visualisac;áo da circulac;áo abdominal sáo logo comunicados a Sociedade
de Cirurgia de París (marc;o de 1029), e em 1931
faz publicar por MASSON em língua francesa, o
seu livro "Arteriographie des membres et de la
aorte abdominale".
B com o maior prazer que acentuo, o facto de
(*) Conferencia feíta em 20-9-1044 e m Barcelona, n(
de Cirurgia do Dr. SOLER-RO!G, no Hospital d¡
Santa Cruz y San Pablo.
s・イカゥセッ@
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TOKO XV11
N(/M&RO 5
ARTERIOGRAFIA DOS MEMBROS
em Espanha, a aortografia, encontrar logo entusiastas, pois já em 19 3 5, no Congresso Internacional de Londres, foi de notar a ッ「ウ・イカ。セ@
de
VICENTE COMPAN e CORRACHAN, referente a um
caso diagnosticado aneurisma da arteria renal.
Acompanhando meu mestre REYNALOO Dos
SANTOS desde 1 9 2 9, tenho seguido a par e passo
todas as suas admiraveis experiencias e estudos tenho tido mesmo por vezes a honra de participar
nelas com o ·meu modesto quinhao de trabalho posso por isso com alguma experiencia, sintetisar
e
o estado actual duma questao que me é ヲッイセウ。@
agradavelmente familiar, e dizer-vos em poucas
palavras o que julgo serem as ゥョ、」
。セ￳・ウ@
actuais da
Arteriografia, conjuntamente com a referencia a al-
343
NALDO Dos SANTOS, e também a eloqüencia dos
{actos adquiridos.
Houve e hauerá sempre quem se tenha impressionado mais pelos acidentes iniciais, inerentes de resto
a todos os métodos novas, do que pelos seus resul-
.,
fゥセN@
l. -;-- Sind roma de Huerger. Obliterac;ao da femural superficial. C•rculac;ao da cóxa a custa da femural profunda. Trombose ー。イゥセエャ@
de femura l ao nivel do triangulo de Scarpa.
Fig. 2. - Arteritc senil. Obstru<;:l.o de femural ao nivel do canal
de Hunter. Vasos tipo Luigi Porta asseguram a circulac;ao
colateral.
guns pormenores de técnica fundamentais para
obter ao maximo todas as vantagens do método
arteriogra.fico.
O método arteriografico tem feíto sempre progressos e ganho adesóes, náo sem ッーウゥセ£@
nem
」ッョエイセ←ウゥ。L@
mas o lugar conquistado deve-se a
fecundtdades da idéa essencial de meu mestre REY-
tados e possibilidades, disse REYNALOO Dos SANTOS em Coimbra há já bastantes anos.
Além de que a técnica da arteriografia dos membros tem passado por constantes ・カッャオセ￳ウL@
que sao
outros tantos melhoramentos e actualmente a sua
simplicidade e benignidade sao factos seguros.
Trata-se dum método que pode entrar perfeita-
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REVISTA CL!NICA ESPA!VOLA
mente na pratica corrente, como método semeiológico, quanto mais náo seja da patología arterial,
isto para só falar nas suas ゥョ、」。セッ・ウ@
mais capitais.
Num ウ・イカゥセッ@
de cirurgia geral activo, a arteriog rafia dos membros deverá ser realizada com relativa freqüencia; assim o exigem o numero sempre
elevado de docntes portadores de ー・イエオ「。セッウ@
r
Nas arterites.- Trata-se dum método que renova em primeiro lugar a fisiología patológica das
arterites, da pre-gangrena e das gangrenas quer senis quer juvenis mas em especial destas ultimas.
A arteriografia permite o diagnóstico preciso da
séde e da multiplicidade das ッ「ウエイオセ・@
arteriais.
Nos doentes só com 」ャ。オ、ゥセ£ッ@
já permite notar
urna ッ「ウエイオセ£@
que a clínica náo suspeitava.
Permite a arteriografia estudar o valor da circuャ。セ£ッ@
colateral existente, e pode com o seu auxilio
ter-se urna ゥョ、」。セ£ッ@
nítida da extensáo e das possibilidades da イ・ウ」セ£ッ@
arterial. quando se tiver de
recorrer a arteriectomia.
Como método semeiológico arterial o seu valor
é incontestável. pois se por um lado mostra o tipo
da ッ「ウエイオセ£@
e a sua séde, por outro precisa impecavelmente o estado da 」ゥイオャ。セ£ッ@
colateral.
Como exemplos de arterites poderei dar-vos os
seguintes.
O primeiro filme, que aquí !hes apresento, refere-se a arteriografia que fiz há 2 días no ウ・イカゥセッ@
de
radiología do Hospital de San Pablo, com o auxílio do seu director, Dr. RIBAS ISFRN. O doente
pertencia ao ウ・イカゥセッ@
do Dr. SOLER-ROIG.
Trata-se dum homem novo com um stndrome de Winiwarter-B uerger, na fase de pre-gangrena bilateral, pior semprt
a csquerda.
Operado dos vezes por vía subpentoneal do lado esquer·
do, parece nao ter sido re.ssecado o simpático lombar. Fez-se
porém ao rnesmo tempo urna simpatectomía perí-arterial da
ilíaca primitiva. Chegou a melhorar. Maís tarde foi deseoberta a femoral na ponta do triangulo de Scarpa e vio-se
que a artéria nessa regiáo estava transformada num cordáo
duro, pétreo. Ausencia de Pachon. Na virilha palpa-se mal
a femoral direita, regular a esquerda. Eritromelia e eritromelalgia Tabagismo acentuado.
Arteriografia por punc;áo da femoral na virilha que foi
descoberta sob anestesia local. Injecc;áo de Torotrast, durante 7 segundos como débito de 2 cm. por segundo (14 ce.),
que revela obstruc;áo da femoral principal até ao canal dt
Hunter. Fernural profunda permeavel mas a circulac;i\o cola·
teral é muito escássa.
Mais
tes
Ftg. 3. - Arterite senil. Gangrena do ーセ@
lrregularidade do calibre da femural. Colaterais de pcqucno calibre. übstruc;ao ao
nivel do tronco ttbio pcroncal.
vasculares das extremidades que ternos constantemente em tratamento. O mesmo náo diremos da
aortografia, cujas ゥョ、」。セッ・ウ@
sáo evidentemente
muito mais restritas, além de que existe urna dífeイ・ョセ。@
fundamental entre um e outro terrítório, em
especial quanto a tecníca, anestesia, substancia
opáca, etc.
Limitar-me-eí b oje, nesta curta palestra, a falar
na arteríografia dos membros. sobre este duplo aspecto: ゥョ、■」。セッ・ウ@
e tecnica.
lNDICA<;OES DA ARTERIOGRAFIA. - Elas sáo essencialmente as seguíntes:
a) As arterítes.
b) As embolias.
e) Os aneurismas.
d) Os tumores dos ossos e das partes moles.
As tres primeiras, considero-as de facto como
ゥョ、」。
セッ・ウ@
capitais.
a 」ッャ・セ£@
2
exemplos posso dar; eles sáo pertencendo Pro f. REYNALDO Dos SANTOS.
E no capítulo das embolias? A arteríografia
pode ser considerada a base do diagnóstico e da
círurgia das embolias. Além de marcar a sua existencia, indica o ponto onde se deteve o embolo
assim como a sua extensáo, dádos seguramente
essenciais para a ゥョエ ・ イカ・ョセ£ッ@
precoce.
Este método de exame esclarece também o diagnóstico diferencial entre a embolia arterial e a
trombose venosa aguda. Ternos visto flebites acompanhadas de espasmo arterial com dor, isquemia.
au sencia de ッウ」ゥ
ャ。 セッ・ウL@
bem semelhantes a urna embolia.
A arteriografia realizada nestas ウゥエオ。セッ・@
mostra
a permeabilidade arterial e a flebografia fará o scu
dever revelando todos os pormenores da trombose
venosa.
Nos aneurismas, suponho náo ser preciso defender ainda as vantagens da arteriografia.
Se existe 。ヲ・」セ£ッ@
vascular onde as ゥョ、」。セッ・ウ@
da
arteriografia sejam boje indiscutíveis sáo os aneurismas. Basta ver as ultimas ーオ「ャゥ」。セッ・ウ@
alemás 、ッセ@
ultimos tres anos antes da guerra actual.
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TOllO XVII
NÓU RilO 5
ARTERIOGRAFIA DOS MEMBROS
Náo posso reslStlC a tenta<;áo de vos dar a
minha mais recente arteriografia dum aneurisma.
Ele refere-se a um caso que operei há poucos días
em Lisboa .
A arteriografia permite escudar a uariedade do
aneurisma, fusiforme, saciforme, multiplo, arteriavenoso, etc., além da sua grandeza real e as relafÓes precisas da ectasia com o tronco principal,
.dilatado acima, apertado ou obstruído abaixo.
A permeabilidade do saco, revela-se urnas vezes
largamente desenhado outias vezes bem restrito
por estar cheio de coálhos. A circulafaO colateral,
por vezes bem pobre, outras vezes largos vasos
.flexuosos tipo Luigi-Porta, mantem urna boa circuj。セ£ッ@
a o segmento distal do membro.
Nos aneurismas arteriouenosos, pode-se pelo arreriograma individualisar os vasos essenciais, e nos
aneurismas cirsoides, é facil individualisar a artéria
de que dependem.
De todas estas variedades, foram dádos exem-
Fig. 4. - Aneurisma da poplítea. Artl!riografia antes da ッー・イ
。 セ。ッ@
plos por meu mestre REYNALDO Dos SANTOS na
"Société Nationale de Chirurgie" de París, desde
t 9 3 2, época em que o se u primeiro traba lb o te ve
como relator A. GOSSET.
Parece portante inutil insistir ainda nas vantagens da arteriografia nos aneurismas. É no arteriagrama que o saco aneurisma!, a sua grandeza, a
sua permeabilidade, as suas rela<;óes com o tronco
principal, vasos eferentes e circulacáo colateral
podem ser escudadas e servir da base para a escolha
do plano operatório.
セ。ッ@
Aneurisma da poplítea de grande volume, ausencia de Pachon abaixo da lesao. Cianose e ede ma do pé. A arteriografia antes da ッー・イ。セ£L@
rnostra todas as características do
saco e a 」ゥイオ
ャ 。セ£ッ@
colateral bastante pobre (fig. 4).
Fig. 5. - Mesmo caso da figura anterior, 15 días セー￳ウ@
de Matas. Grande des en \'oh·imento da 」ゥイオャ。セッ@
a operacolateral.
Operado, endoaneurismorrafia Matas obliterativa.
Aos 1 5 días de operado a rnelhoria da circula\áO colateral
pode ser be m observada no arteriograma (fig. 5). O 、セウ・ョカッャ
ᆳ
vimento da circula\áO colateral é notavel.
Nenhum meio revela melhor o resultado da opera<;áo de Matas que a arteriografia comparada antes
e depois da ゥョエ・イカセ
£ッ N@ Por cla se ve que a permeabilidade dos vasos principais é aproveitada ao
máximo, e a rede colateral poupada pela supressáo
da ectasia sem dissec<;áo do saco.
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846
REVISTA CL!NICA ESPAROLA
Nos tumores dos ossos e das par.tes moles: o
valor semeiológico da arteriografia vtve ・ウ
ョ」エセャM
, .
mente dos variados aspectos anatomtcos,
e f un,c.10セ@
nais que surpreende, numa circula<;áo neoplastca
bem distinta da circula<;áo por exemplo duma ッウセ@
teomielite.
.
. d .
Os caracteres anatómicos e func10na1s a 」エイオセ@
i。セ£ッ@
neoplásica, sobretudo dos sarcomas compara-
15 iunto 114S
destas lesóes - o da sua estructura vascular _a
arteriografia revelou-se cheia. de interesse no capítulo do diagnóstico diferenCial.
Na osteomielite, por exemplo, notou-se sempre
a isquémia ao nível do fóco inflamatório, aspecto
que dá também a sífilis óssea; pelo contrário os
tumores particularmente os sarcomas apresentam
urna grande ョ・ッヲイュ。セ£@
vascular (fig. 6), onde
se nota urna rede riquissima de vasos neoformados,
quasi toda do mesmo calibre, verdadeira estrutura
vascular destes tumores, cuja evolu<;áo pode ser
seguida através de exames sucessivos, assim como
fazer-se o controle dos diferentes meios terapeuticos.
Por vezes foi possivel surpreender as modificaセ￳・ウ@
da circulasao neoplásica e o seu regresso ao
normal, após tratamento conservador pela roentgenterapia dos tumores ósseos.
TÉCNICA. - Esta deve ser encarada sobre um
tríplice aspecto :
a) sッャオセ£@
de contraste.
..
b ) pオョセ£ッ
e) iョェ・」セ£ッ
'
Fig. 6. - Sarcoma da extremidade ウオーセイゥッ
イ@ do fémur. Hiqueza
anormal de circulac;ao a esse nivel, devtda em grande parte a
vasos neoformados.
da com a dos tumores benignos ou inflamatórios,
da osteomielite, da sífilis gomosa dos ossos, ou das
gomas das partes moles sáo muito diferentes, .e セ・オ@
mestre REYNALDO Dos SANTOS e o nosso dtstmto
radiologista Prof. P. CALDAS tem dádo em ウ オ」・ウセ@
sivas ーオ「ャゥ」。セ￳・ウL@
numerosos e sugestivos exemplos
referentes a este assunto.
No Porto, o Prof. MAGANO, tem consagrado
bastantes trabalhos á arteriografia nos lesoes osseas
e articulares, e em Espanha , L. AREAL, e mazセ@
RIEGOS, publicaram estudos dos m ais interessantes.
セ@ porem ao livro do Prof. CALDAS que イ・ュセッウ@
todo aquele que queira obter urna completa ュヲッイセ@
ュ。セ£ッ@
sobre o assunto.
Tendo estudado um novo aspecto na patología
N@
N@
A) A SOLU<;ÁO.- O iodeto de sódio a 30 %
foi urna das primeiras drogas a ser ensaiada, e com
ela se fizeram centenas de arteriografias dos membros, com ótimos resultados. O perigo da trombose e a dor que a ゥョェ・」セ£ッ@
provoca, levaram ao
emprego dos compostos orgánicos de iodo que ao
tempo haviam sido criados para a urografia de
eliminac;áo; eles porém nao resolveram por completo o problema da dor e da trombose, que só
foi mais tarde dominado, pelo emprego do TOROTRAST_ E de facto houve urna época em que consideramos que ァイ。セウ@
ao torotrast o problema prático das arteriografias dos m embros, sem dor nem
trombose estava definitivamente resolvido. O torotrast ná o sendo, nem doloroso, nem irritante para
o endotélio vascular, nao necessitava anestesia nem
existía o perigo de agravamento da trombose nas
gangrenas e arterites, o que portanto simplificava
muito o m étodo.
Porém como sabem , algum tempo depois o
torotrast sofreu urna série 」ッョ、・。セ@
como droga
cancerigénea (Acad. Chir. 193 6) e o seu emprego
sofreu urna justa diminui<;ao.
Trata -se porém duma droga que ainda tem que
ser muito utilisada, e nas arterites com trombose.
preferimos sempre as peauenas dóses de torotrast.
com as quais os seus perigos de droga radioactiva
sao mínim os. Droga completamente indolor ao
correr ao tongo da artéria obstruída ou nao, dispensa por isso a anestesia raquidiana ou qualquer
outra. Porém nos aneurismas, o emprego do iodeto
de sódio encontra urna ェオウエゥヲ」。セッL@
para o que náo
terapeutica, em especial
será indiferente a sua 。」セッ@
calmante dos fenómenos dolorosos.
Esta ac<;áo terapeutica da arteriografia tem sido
acentuada por muitos autores. em especial SGALTTZER (de Viena) .
B) PUN<;ÁO. - Para todo o membro inferior,
antebrac;o e mao, pode-se evitar quasi sempre a
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TOMO XVD
NúMERO IS
347
ARTERIOGRAFIA DOS MEMBROS
descoberta operatona da artéria. Na realidade a
femural na base do triangulo de Scarpa e a humeral no sangradouro podem ser puncionadas com
relativa facilidade através da pele, desde que o vaso
seja bem palpavel (método percutáneo).
Para a espádua, 「イ。セッ@
e cotovelo, a ーオョセ£ッ@
da
subclávia necessita- senáo urna descoberta clássica
de medicina operatória- pelo menos urna
botoeira napele e aponevrose de 3 a 4 cm.
que permite palpar a artéria no angulo do
escaleno com a costela.
O que náo quere dizer que a descoberta da artéria náo seja urna garantía de
com um frasco metálico (F) onde se injecta ar sob
urna pressáo controlada pelo manómetro (M) . Por
out.ro lado o reservatório está ligado por um tubo
de cautchu (T1) a agulha de ーオョセ£ッN@
Enfim urna torneira (r) permite injectar ou parar
a marcha da ウッャオセ。@
de contraste, cuja quantidade
é medida pela escala graduada do reservatório.
C) !NJEC<;AO. - A arteriografia
ganha em ser sempre realizada coro a
1
(
\1
S/
(
JO-
セ@
'\
/\
1\ (
J<u11
,._
·-
1.
セM
3
45-
J
Fig. 7. - Esquema do aparelho do Prof. REYNALDO
Dos SANTOS para a anenografia.
ーオョセ£ッ@
fig. 8.- O membro inferior deviFig. 9. - - O membro superior dividido em 3 segmentos para as chapas
dido em dois segmentos, mas coro
30 x 40. pオョセゥッ@
da femu ral na via ーオョセ£ッ@
da subclávia para o segrilha para os 3 segmentos, variando
m ento I e a ーオョ
セ£ ッ@ da humeral
o s エセッウ@
e a quantidade a injectar.
para o segmento 2. ___ _
__. M セN⦅JGAyB@
- セ@ "--.....r-- _. _ _ --
segura, e sempre aconselhada pa:a
quem tenha pouca experiencia da ーオョセ。ッ@
arterial.
As agulhas devem ser de 4 a 6 c':ll. de comprimento e com um calibre que deve vanar com o vaso
a puncionar. Assim aconselhamos, para as diferentes artérias:
Humeral
Subclávia
Femural
8/ Io m. m.
9/ 10 m. m.
Io/Io m. m.
REYNALDO Dos SANTOS fez construir por Gentile (de París) um aparelho que assegura a 」ッョセゥᆳ
nuidade e o valor do débito, conforme a pressao
sob a qual a ウッャオセ£@
é injectada. A ssim se evitam
os funcionamentos irregulares duma seringa, que
fazem por vezes falhar um arteriograma, devido ao
débito nao ser suficiente nem regular.
セウエ・@
aparelho (fi gu ra 7) é constituído por um
reservatório de vidro graduado (R) 、・ウエュセッ@
セ。@
receber a ウッャオセゥ@
de contraste e em 」ッュオョエ。セ@
ajuda do aparelho de Dos SANTOS, fabricado por
Gentile (París). Ele permite regular a ゥョェ ・」セ。ッ@
com
um débito constante, o que dá agarantia de existir
urna 」ッョ・エイ。セ@
adequada no sangue, que de urna
opacidáde segura, permitindo assim comparar artesemelriografias sucessivas; feítas em 」ッョ、ゥセ￳・ウ@
hantes.
A quantidade de substancia opáca a injectar
depende de varios factores. que sao: o vaso puncionado o calibre da agulha e a regiáo que se
ーイ・エョ、セ@
visualisar. Si se injecta pouco, nada mais
se observa que os grandes vasos; injectando em
demasía visualisa-se já a 」ゥイオャ。セッ@
de retorno venosa, complicando-se assim o aspecto de imagem
vascular.
Após pacientes estudos, meu mestre R EYNALDO
Dos SANTOS e os seus colaboradores LAMAS eCALDAS, em especial com a ajuda da arteriografia
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em série de que adiante falaremos, foi possivel encontrar numeras esquemáticos, que se podem indicar com tranquilidade, a quem queira iniciar-se na
prática da arteriografia dos membros. :Estos numeras sáo o resultados duma experiencia adquirida
em muitos anos de trabalho e após a イ・。ャゥウセ£ッ@
de muitas centenas de arteriografias.
Com o "torotrast" os numeros aconselhados sáo
os seguintes, desde que se considere o membro superior dividido em duas zonas e o membro inferior
dividido em tres zonas (figs. 8 e 9).
É sempre mais rigoroso exprimir-nos em tempo
(segundos) do que em quantidade de substancia a
injectar.
..
MEMBRO INFERIOR: a) pオョセ£ッ@
da femura/ (agulha 1 o/r o milímetros, pressáo de 1 ·5 K. no aparelho) débito 2 cm. por segundo.
1 4 ce. de torotrast.
7 segundos para a coxa
1 o segundos para o joelho = 20 ce. de torotrast .
I 5 segundos para a perna e pé
3 o ce. de torotrast.
=
.
=
MEMBRO SUPERIOR: a) pオョセ£ッ@
da subcláuia
(agulha 9/Io mm.), pressáo r.5 K. débito 2 ce. por
segundo.
8 segundos para o 「イ。セッ@
e cotovelo
1 6 ce. de
torotrast.
b) pオョセ£ッ@
da humeral (agulha 8/I o mm.),
pressáo I ,5 K. débito 2 ce. por segundo.
ro ce. de torotrast.
5 segundos para a mao
=
=
Nos aneurismas estas quantidades podem ser aumentada um pouco para encher melhor o saco.
É capital que durante a pose radiográfica mandada realisar pelo operador, a injecc;ao de substancia opáca nao seja interrompida.
A pose radiográfica deve ser capida (4 / 1 o) com
emprego de Potter-Bucky.
No membro inferior só consideramos e aconselhamos urna única ーオョセ。ッ@
arterial, a da femural
na virilha (fig. n.0 8), embora pela ーオョセ£ッ@
da poplítea seja muito mais fácil visualisar a circulac;ao
dopé. Porém na patología arterial- mesmo quando se trata duma gangrena do pé- dos casos que
estudamos, todo o interesse reside naquilo que chamamos segmento I e segmento II do membro inferior (fig. n. 0 9).
No membro superior, deve distinguir-se, e pra ticar-se as duas punc;oes- da subclávia e da hu meral. cada urna com o seu segmento.
.·
16 junio Bu
REVISTA CL/NICA ESPAROLA
para a stereo-radiografia rápida, obtidas a tres ou
quatro segundos de intervalo, interrompendo a injecc;ao desde o fim da primeira "pose". U m a "decalage" da empala feíta simultáneamente a mudanセ。@
do filme permite obter urna stereo-arteriografia,
que facilita bastante a interpretac;áo das imagcns
e identificac;áo dos ramos vasculares.
RESUMO
As indicac;óes principais da arteriografia doa
membros sao: as arterites, as embolias e os aneurismas; o emprego da arteriografia para o diagnóstico diferencial dos tumores ósseos tem sido tambero empregado com resultados muito interessantes.
A tecnica da arteriografía é actualmente simple
e a sua benignidade perfeitamente provada.
O aparelho de Reynaldo dos Santos permite assegurar a continuidade da injecc;áo arterial e o valor do debito, bases essenciais para obter um bom
arteriograma.
ZUSAMMENFASSUNG
Die Hauptindikationen zur Arteriographie der
Extremitaten sind: Dis Arteritis, Embolien und
Aneurysmen. Die Arteriographie ist such zur Differentialdiagnose van Knochentumoren herangezogen worden und hat dort interessante Resultate ergeben.
Die Technik der Arteriographie ist jetzt leicht
und durchaus gutartig. Der Appa rat von Reynaldo
Dos San tos sichert die Kontinuitat der arteriellen
Injektion und den Wert des debt, welche die
Grundlagen eines guten Arteriogrammes bilden.
RÉSUMÉ
Les indications principales de l'artériographie des
membres sont: les artérites, les embolies, les anéurismes ; 1'emploi de 1' artériographie pour établir le
diagnostic différentiel des tumeurs osseuses a de
meme été utilisé avec des résultats tres intéressants.
La technique de l'artériographie est actuellement
facile et tres bénine, et ceci parfaitement prouvé.
L'appareil de Reynaldo D os Santos permet d'af
firmer la continuité de l'injection artérielle et la valeur du débitus, bases essentielles pour ohEnir un
bon artériogramme.
ARTERIOGRAFIE EM SÉRIE
Um dispositivo especial ("radio-carroussel") devida ao engenho do Prof. P. CALDAS, permite fazer seis radiografías (2 4 X 30) sucessivas, com intervalos de um segundo, e seguir assim a marcha
da soluc;ao in jectada desde os ramos arteriais prin cípais até a 」ゥイオャ。セッ@
venosa de retorno.
Este método que foi largamente usado e com o
qua! se obtiveram os tempos ótimos da arteriOS!"rafia , na prática pode ser dispensado, e podemos habitualmente, contentar-nos com duas imagens que
se obteem empregando o dispositivo mais simples
CONSIDERACIONES ACERCA DE LA POSIBLE INFLUENCIA CANCERíGENA DE LA
HIPóFISIS
J. MARTÍN CAMPOS
(Gijón)
Para resolver el problema del cáncer, se han
multiplicado las tentativas, y se han llevado a cabo
gran número de trabajos de todo orden, sin que, a
pesar de ello, y por desgracia, los resultados obte-

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