Revista Fecomércio - Fevereiro

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Transcrição

Revista Fecomércio - Fevereiro
Ano XVII nº 201 – Fevereiro de 2015
O varejo
em 2015
Especialistas dão dicas de maneiras
como driblar as dificuldades econômicas
em um ano cheio de desafios
Entrevista // Pág. 8
Celina Leão
presidente da Câmara Legislativa do DF
Empregador do Comércio:
com a Qualicorp você pode
ter acesso aos mais respeitados
planos de saúde.
Só a parceria da FECOMÉRCIO-DF com a Qualicorp proporciona
acesso ao melhor da medicina, com inúmeras vantagens para você,
Empregador do Comércio.
• Rede com os melhores hospitais, laboratórios e médicos do Brasil.1
• Livre escolha de prestadores médico-hospitalares com reembolso.2
• Confira as possibilidades de redução de carências.3
De acordo com a disponibilidade da rede médica da operadora escolhida e do plano contratado. 2 Esse benefício se dá de acordo com a operadora
escolhida e as condições contratuais do plano adquirido. 3 A disponibilidade e as características desse benefício especial podem variar conforme a
operadora escolhida e o plano contratado.
1
Planos de saúde coletivos por adesão, conforme as regras da ANS. Informações resumidas. A comercialização dos planos respeita a área de abrangência
das respectivas operadoras. Os preços e as redes estão sujeitos a alterações, por parte das respectivas operadoras, respeitadas as disposições contratuais
e legais (Lei no 9.656/98). Condições contratuais disponíveis para análise. Outubro/2014.
Amil:
ANS nº 326305
Golden Cross:
ANS nº 403911
SulAmérica:
Qualicorp
Adm. de Benefícios:
ANS nº 417173
Ligue e aproveite:
De segunda a sexta, das 9 às 21h, e aos sábados, das 10 às 16h.
www.economizecomaqualicorp.com.br
SUMÁRIO
Cristiano Costa
Pacto por
Brasiia
Fecomércio
acompanhará de
perto as medidas que
afetam a economia e os
empresários
18
Quando o
espaço é pequeno
Cresce o número de
clientes – pessoas físicas e
jurídicas – que buscam os
serviços das empresas de
self storage
42
Raphael Carmona
Mercado de
trabalho
Os desafios que tanto
os deficientes físicos
quanto os empresários
enfrentam para contratar
38
Raphael Carmona
Capa
O futuro do varejo em 2015, na visão de especialistas
30
seções
8ENTREVISTA
14 ECONOMIA
16GASTRONOMIX
22GENTE
41
EMPRESÁRIO DO MÊS
46
DOSES ECONÔMICAS
48
AGENDA FISCAL
52VITRINE
54
CASO DE SUCESSO
56
DIREITO NO TRABALHO
58
SEGREDOS DO
MARKETING DIGITAL
62
PESQUISA CONJUNTURAL
66
PESQUISA RELÂMPAGO
Contato
SCS Qd. 6, Bl. A, Ed. Newton Rossi
5º e 6º andares – Brasília -DF – 70306-911
(61) 3038-7500
www.fecomerciodf.com.br
twitter.com/fecomerciodf
Diretoria da
Fecomércio-DF
CONSELHO CONSULTIVO
Conselheiro Presidente
Alberto Salvatore Giovani Vilardo
Conselheiros
Antônio José Matias de Sousa
Jose Djalma Silva Bandeira
Laudenor de Souza Limeira
Luiz Carlos Garcia
Mitri Moufarrege
Rogerio Torkaski
DIRETORIA (TITULARES)
Presidente
Adelmir Araujo Santana
1º Vice-presidente
Miguel Setembrino Emery de Carvalho
2º Vice-presidente
Francisco Maia Farias
3º Vice-presidente
Fábio de Carvalho
VICE-PRESIDENTES
Antonio Tadeu Peron
Carlos Hiram Bentes David
Edy Elly Bender Kohnert Seidler
Francisco das Chagas Almeida
José Geraldo Dias Pimentel
Oscar Perné do Carmo
Tallal Ahmad Ismail Abu Allan
DIRETORES-SECRETÁRIOS
Vice-Presidente-Administrativo
José Aparecido da Costa Freire
2º Diretor-Secretário
Hamilton Cesar Junqueira Guimarães
3º Diretor-Secretário
Roger Benac
DIRETORES TESOUREIROS
Vice-Presidente-Financeiro
Paolo Orlando Piacesi
2º Diretor-Tesoureiro
Joaquim Pereira dos Santos
3º Diretor-Tesoureiro
Charles Dickens Azara Amaral
DIRETORES ADJUNTOS:
Hélio Queiroz da Silva
Diocesmar Felipe de Faria
Glauco Oliveira Santana
DIRETORES SUPLENTES:
Alexandre Augusto Bitencourt
Ana Alice de Souza
Antonio Carlos Aguiar
Clarice Valente Aragão
Edson de Castro
Elaine Furtado
Erico Cagali
Fernando Bezerra
Francisco Messias Vasconcelos
Francisco Sávio de Oliveira
Francisco Valdenir Machado Elias
Geraldo Cesar de Araújo
Jó Rufino Alves
Jose Fagundes Maia
Jose Fernando Ferreira da Silva
Luiz Alberto Cruz de Moraes
Milton Carlos da Silva
Miguel Soares Neto
Roberto Gomide Castanheira
Sulivan Pedro Covre
CONSELHO FISCAL:
Titulares:
Alexandre Machado Costa
Benjamin Rodrigues dos Santos
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Suplentes:
Antônio Fernandes de Sousa Filho
Maria Auxiliadora Montandon de
Macedo
Henrique Pizzolante Cartaxo
DELEGADOS REPRESENTANTES
JUNTO À CNC
Delegados Titulares
1- Adelmir Araujo Santana
2- Rogerio Torkaski
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1 - Antônio José Matias de Sousa
2 - Mitri Moufarrege
SINDICATOS FILIADOS
Sindicato do Comércio Atacadista de Álcool e Bebidas em Geral do DF (Scaab) •
Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis
Residenciais e Comerciais do DF (Secovi) • Sindicato dos Salões de Barbeiros,
Cabeleireiros, Profissionais Autônomos na Área de Beleza e Institutos de Beleza
para Homens e Senhoras do DF (Sincaab) • Sindicato do Comércio Varejista
de Produtos Farmacêuticos do DF (Sincofarma) • Sindicato das Auto e Moto
Escolas e Centros de Formação de Condutores Classes “A”, “B” e “AB” do DF
(Sindauto) • Sindicato das Empresas de Representações, dos Agentes Comerciais
Distribuidores, Representantes e Agentes Comerciais Autônomos do DF
(Sindercom) • Sindicato das Empresas de Serviços de Informática do DF (Sindesei)
• Sindicato das Empresas de Promoção, Organização, Produção e Montagem
de Feiras, Congressos e Eventos do DF (Sindeventos) • Sindicato das Empresas
Videolocadoras do DF (Sindevídeo) • Sindicato do Comércio Atacadista do DF
(Sindiatacadista) • Sindicato do Comércio Varejista de Automóveis e Acessórios
do DF (Sindiauto) • Sindicato de Condomínios Residenciais e Comerciais do DF
(Sindicondomínio) • Sindicato do Comércio Varejista dos Feirantes do DF (Sindifeira)
• Sindicato do Comércio Varejista de Carnes Frescas, Gêneros Alimentícios, Frutas,
Verduras, Flores e Plantas de Brasília (Sindigêneros) • Sindicato dos Laboratórios
de Pesquisas e Análises Clínicas do DF (Sindilab) • Sindicato das Empresas
Locadoras de Veículos Automotores do DF (Sindiloc) • Sindicato das Empresas
de Loterias, Comissários e Consignatários e de Produtos Assemelhados do DF
(Sindiloterias) • Sindicato do Comércio Varejista de Materiais de Construção do
DF (Sindmac) • Sindicato do Comércio de Material Óptico e Fotográfico do DF
(Sindióptica)• Sindicato do Comércio Varejista de Material de Escritório, Papelaria
e Livraria do DF (Sindpel) • Sindicato dos Supermercados do DF (Sindsuper) •
Sindicato do Comércio de Vendedores Ambulantes do DF (Sindvamb) • Sindicato do
Comércio Varejista do DF (Sindivarejista) • Sindicato dos Fotógrafos e Cinegrafistas
Profissionais Autônomos do DF (Sinfoc) • Sindicato das Empresas Locadoras
de Veículos Automotores do DF (Sindloc) • Sindicato das Empresas de Sistemas
Eletrônicos de Segurança do Distrito Federal (Siese)
SINDICATOS ASSOCIADOS
Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Brasília (Sindhobar)
• Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e de Lubrificantes do DF
(Sindicombustíveis)
COORDENADOR DE COMUNICAÇÃO
DO SISTEMA FECOMÉRCIO-DF
Diego Recena
REVISTA FECOMÉRCIO
Diretor de Redação:
Diego Recena
DIRETOR REGIONAL
DO SESC
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DIRETOR REGIONAL
DO SENAC
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DIRETOR DE ÁREA
DE COMBUSTÍVEIS
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SUPERINTENDENTE
DA FECOMÉRCIO
João Vicente Feijão Neto
DIRETOR DA ÁREA DE HOTÉIS,
BARES, RESTAURANTES E SIMILARES
Clayton Faria Machado
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INSTITUTO FECOMÉRCIO
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Editora-Chefe:
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Impressão:
Ediouro Gráfica
Tiragem: 60 mil exemplares
CONTATO COMERCIAL
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editorial
Trajetória de
crescimento
O
ano começou de forma pouco animadora para os empresários e consumidores
brasileiros. Há uma previsão de
aumento dos impostos, da gasolina
e da energia, além da volta da Cide,
da alta do dólar e da retomada da
inflação. Para piorar, os investimentos governamentais são baixos
e a expectativa de crescimento da
economia é muito pequena.
Diante desse cenário, o empreendedor precisar estar focado
na inovação, aproveitar as oportunidades e, principalmente, ter
criatividade. Pensando nisso, traçamos nesta edição da Revista Fecomércio-DF um panorama com as
novidades do varejo e como os empresários podem transformar essa
insegurança em um cenário mais
otimista. Há no meio disso tudo um
espaço para o comerciante se reinventar, aumentar a lucratividade e
fidelizar seus clientes.
Uma dessas formas é a utilização de novas técnicas do coaching
voltadas tanto para o funcionário
quanto para o empresário. Especialistas no assunto são unânimes ao
dizerem que não basta uma campanha de marketing extraordinária, um
controle financeiro excelente, sem
as pessoas certas fazendo as coisas
corretamente. Outra dica valiosa
é investir em táticas de pós-venda
– não apenas conquistar o cliente,
mas desenvolver um relacionamento mais duradouro com ele.
Nem as PMEs estão ilesas. As
pequenas e médias precisarão se
antever a esses ajustes para driblar
o encarecimento do crédito e a inadimplência em alta. Atenção ao fluxo
de caixa e possíveis cortes de custos
onde se mostrarem necessários
podem ajudar a fechar as contas no
azul no final do mês.
Nesse cenário de incertezas, uma
atividade promissora é a das franquias. Considerado um setor maduro
no Brasil, o franchising de fato traz
uma segurança maior para o investidor, na medida em que o franqueado
tem acesso a informações, recebe
apoio quanto aos fornecedores, além
de ter auxílio com a parte administrativa e os processos de rotina. Por isso
mesmo projeções dos especialistas
apontam para um crescimento entre
7,5% e 9% para 2015.
Dito isso, esperamos que, assim
como os empresários, o governo
também tome as medidas necessárias para evitar a crise e iniciar uma
nova trajetória de crescimento.
REVISTA FECOMÉRCIO | DEZEMBRO2014
FEVEREIRO 2015 /JANEIRO 2015
Paulo Negreiros
Adelmir Santana
Presidente da Fecomércio-DF,
entidade que administra o Sesc,
o Senac e o Instituto Fecomércio
no Distrito Federal
7
//entrevista
Voto de
confiança
// Por Taís Rocha
Nascida em Goiânia, mas brasiliense de coração, a
deputada distrital Celina Leão (PDT) é formada em
Administração de Empresas e já na juventude começou
na vida política, participando do DCE de sua faculdade.
Mãe de dois filhos, ela já foi secretária da Juventude no
DF e chefe de gabinete na Câmara Legislativa. Agora,
assume a presidência da Casa, como a 18ª deputada
mais votada do DF, com 12.670 votos. Nesta entrevista
à Revista Fecomércio-DF, ela lista seus desafios
pela frente e garante que irá mudar a relação que o
brasiliense tem com a política local.
8
REVISTA FECOMÉRCIO | FEVEREIRO 2015
Fotos: Cristiano Costa
CELINA LEÃO
Deputada Distrital
Quais os principais desafios à
frente da Presidência da Câmara
Legislativa?
A Câmara tem um grande desafio que é mostrar para a população
a importância desse poder. É um
poder que tem sido rejeitado pela
população, que muitas vezes acredita ser desnecessário. Mas sabemos
que em um país democrático, a câmara é a representação popular, o
equilíbrio dos poderes (Executivo e
o parlamento). Trazer à população
a importância desse poder, quais
são as atividades que nós desenvolvemos diariamente, a importância
das leis e dos grandes debates que
travamos aqui. Acredito que a população tem esse sentimento porque
não participa disso. Então, nosso
maior desafio é levar esse poder
para perto do cidadão, demonstrar
o que fazemos diariamente, colocar
esse poder à disposição do povo.
Para isso, montaremos o projeto
Câmara nas Cidades, e a primeira
edição será na Rodoviária do Plano
Piloto. Após isso, visitaremos várias
cidades. A logística é ocupar os espaços públicos que já existem, sem
gastos, fazer parceria com o governo
para que ele nos ceda esses locais.
Votaremos projetos e escutar a população no momento das audiências. Outro papel que queremos desempenhar melhor é o da Ouvidoria,
que é importante, já existe na Câmara, mas será destacado no Câmara
nas Cidades. A ideia é fazer muito
mais com menos recursos. Perseguiremos sempre na nossa gestão
a transparência, a economicidade
e a eficiência. Já estamos revendo
contratos para buscar o que e onde
podem ser cortados os custos.
Esse é o segundo mandato da
senhora como distrital. Que
diferenças a senhora percebe na
política da cidade de 2010 para cá?
A política continua sendo feita mecanicamente, com os mesmos ritos. Mas percebo que, com
o surgimento de um terceiro
grupo político, com a vitória do
Rodrigo Rollemberg, há uma diminuição de antigos feudos políticos na cidade. Isso é consequência da escolha do eleitor, o
grande maestro dessa sinfonia, ao
escolher e aprovar, conceder, permitir, reprovar, como fez com o governo do Agnelo. Estamos tentando
imprimir uma nova forma de governar, não mais baseada em trocas,
mas em projetos, propostas, metas.
Eu participei de um projeto político
com o Rodrigo quando ele tinha 6%
de intenção de votos, em cima dessa ideia – do que vamos fazer por
Brasília. Não é simplesmente o deputado ter um feudo dentro do estado, é ter uma missão com metas,
realizações e poder colaborar com
isso. Essa é a grande mudança que
pretendemos deixar como legado.
Vejo que, com o seu perfil, com
formação em Administração de
Empresas, que aplicará a bagagem
que traz aqui na Câmara.
Com certeza. Se você for ao meu
gabinete, já é possível perceber isso.
É totalmente diferente dos demais.
Fizemos a implantação do ISO-9001.
O melhor lugar do meu gabinete é a
recepção. É um ambiente confortável, com TV, sofá. Queremos trazer
isso para a Câmara toda. Precisamos rever algumas coisas aqui. Tem
cidadão, por exemplo, que é barrado
porque está trajando bermuda. A
mulher entra de minissaia e o rapaz não pode entrar de bermuda.
Mas aqui é a Casa do povo. No meu
entendimento, ele pode, sim, entrar
para conversar com o seu deputado
de bermuda. Só não pode entrar no
plenário. Como essa Casa pode ser
do povo, dessa forma? Queremos
deixar um painel com as audiências públicas, que muitas vezes são
muito importantes para a população, mas ela deixa de acompanhar.
Talvez se interessasse se soubesse
com antecedência do que será debatido. É preciso melhorar a comunicação da Casa com a população.
A senhora mora em Brasília
desde 2000. Qual a sua relação
com a cidade? A senhora acredita
conhecer os problemas da capital a
fundo?
Na realidade, quando eu nasci,
Entendemos que
é preciso ajudar o
empresariado, por
meio de incentivos
fiscais ou pela
desburocratização
da política
10
REVISTA FECOMÉRCIO | FEVEREIRO 2015
eu morava em Brasília com a minha mãe, que decidiu dar à luz em
Goiânia. Mas passei minha infância
toda aqui. Sempre mantivemos casa
aqui. Tenho uma relação de muito
amor com a cidade. Brasília tem
confiado a mim muitos desafios a
que eu quero corresponder, trabalhando, dando o meu melhor, reinventando algumas coisas, para trazer esperança à população que está
tão desacreditada da classe política.
Gostaria de saber o que pensa
sobre temas caros ao comércio
como o combate à pirataria,
a defesa do FCO, segurança,
“puxadinhos” e mobilidade
urbana e desenvolvimento
econômico regional.
São temas muito importantes.
Quando falamos sobre desenvolvimento, dou um exemplo: se hoje,
você sobrevoar Brasília, verá que há
inúmeras construções em áreas irregulares. Ou seja, há uma política
que privilegia o ilegal. Essa é a mensagem que quero passar: somos
contrários a privilegiar o ilegal, privilegiar aquilo que não gera emprego,
nem renda, nem receita. Entendemos que é preciso ajudar o empresariado, seja por meio de incentivos
fiscais ou pela desburocratização
da política da maneira como ela
está hoje, com pedidos de alvarás
que levam três anos, ou a demora
na aprovação de projetos. Acho que
uma grande missão do novo governo é ver o empresariado como uma
oportunidade, um grande parceiro
de crise. O serviço público é importante porque dá toda a assistência
para a população, mas ele não gera
receita. Ela tem que vir de algum
setor produtivo. Ter o olhar de privilegiar quem gera emprego, quem
gera receita e renda na nossa cidade, e quem pode aumentar a nossa
arrecadação é um desafio para nós.
Precisamos desenvolver novos polos
aqui em Brasília.
A senhora apostaria em algum?
Acredito nas tecnologias limpas,
em mercados que demandam espaços menores, mas que têm grande
REVISTA FECOMÉRCIO | FEVEREIRO 2015
capacidade de permear conhecimento, tecnologia. São comércios
que estão aí para crescer.
balharemos com foco no cidadão.
Acreditamos em uma relação harmônica, mas independente.
Como a senhora avalia esse
primeiro mês do novo governo do
DF? E como será o relacionamento
da CLDF com o governador
Rollemberg nos próximos
quatro anos?
É um mês muito difícil, pois nós
não temos um problema pontual, temos um problema crônico. Quando
se fala em folha de pagamento, em
excesso de valor e com uma arrecadação menor do que a prevista, e
uma folha maior do que é previsto,
há um problema gravíssimo. O nosso gabinete já havia detectado isso
em outubro, quando percebemos
que em março arrecadávamos mais
ou menos R$ 1 bilhão e gastávamos
R$ 500 milhões para pagar as folhas
de pagamento. Isso porque fazemos
um complemento das folhas – a Segurança é paga 100% pelo Fundo
Constitucional; e Saúde e Educação,
complementamos somente com a
metade. E a Administração direta
também. Quando foi em outubro,
já estávamos com R$ 980 milhões
comprometidos com a folha. Em novembro, já ultrapassava R$ 1 bilhão.
Temos uma folha com um crescimento exponencial e uma arrecadação fixa. Então, o que existe hoje
é uma matemática que não fecha. O
governo tem um grande desafio que
é segurar a folha de pagamento do
servidor público, o que não é fácil, e
cortar gastos, para sobrar para pagar a folha. Hoje o dinheiro não dá
para manter a máquina pública e
pagar o custeio. Estamos, inclusive,
levantando o valor do custo fixo do
Estado com custeio, manutenção,
pagamento dos servidores diretos,
indiretos e terceirizados e a arrecadação. Esse é o nosso atual dever de
casa. E a relação da Câmara com o
governo, acredito que deve ser sempre imparcial, de autonomia. São
poderes totalmente distintos, não
há uma relação de submissão. Entendemos que existe uma afinidade
política, mas são poderes distintos.
Manteremos essa autonomia e tra-
A participação das mulheres
na política, tanto local quanto
nacionalmente, ainda é tímida.
Há um longo caminho a percorrer
quanto a isso. Qual a contribuição
a senhora acredita que poderá dar
para mudar esse cenário?
Eu vim de uma família com visão
política. Minha mãe foi uma ativista na questão de gênero no estado
de Goiás, quando as mulheres ainda tinham um papel secundário na
política. Então, vivi isso muito dentro
de casa, da minha mãe não só falar,
mas de lutar por direitos políticos
e humanos. Penso que só iremos
melhorar esse quadro quando, primeiro, tivermos projetos de empoderamento das mulheres, de vencer
preconceitos das próprias mulheres
contra mulheres. Há casos de mulheres que não votam em mulheres,
por uma criação machista, egoísta,
dentro de um princípio de desigualdades sociais e entre os gêneros.
Acredito que cabe a nós, mulheres,
dentro do nosso papel, promover
essa mudança. Temos condições
de crescer. Na política esse processo ainda é tímido, somos apenas
10% do parlamento, o que é muito
pouco. Isso só vai acabar quando as
mulheres começarem a votar nas
mulheres. E outra coisa que sempre falo é que a nossa responsabilidade é maior. Quando erramos,
sempre falam: “ah, ela é mulher”.
A cobrança é muito grande. Precisamos entender isso como uma
responsabilidade, uma missão, e
fazer com que as pessoas entendam que podemos, com a mesma
capacidade, de forma diferente, às
vezes, pelo fato de sermos mais
sensíveis, sim. Mas nós podemos.
Essa linha tênue entre ser mulher
e ser política tem que ser vista por
outras mulheres como um incentivo a todas nós, no sentido de “se ela
deu conta, eu também dou, vou ser
também deputada, vereadora, começar a militar em um partido político”, e isso servir como incentivo.
11
brasília 2015
Raphael Carmona
Nas mãos de
Rollemberg
//Por Daniel Alcântara
Estudo da Fecomércio-DF pretende pautar
decisões do governo do GDF daqui para frente
A
Fecomércio-DF entregou
ao governador do Distrito
Federal Rodrigo Rollemberg, no dia 15 de dezembro, na sede da Federação, um
estudo com diretrizes capazes de
amenizar os problemas da cidade.
O trabalho foi realizado ao longo
dos últimos três anos e contou com
a colaboração de 22 especialistas
nas áreas de desenvolvimento econômico, gestão pública, economia
criativa, mobilidade urbana, saúde,
educação e segurança. A íntegra do
12
trabalho está no hotsite: www.fecomerciodf.com.br/brasilia2015
Durante a entrega do relatório,
Rodrigo Rollemberg disse que o estudo será importante para o norteamento das ações do governo. “Esse
relatório traz à tona a necessidade
de termos uma política de planejamento para a cidade. Atualmente,
o cenário do DF é de um ambiente
conturbado na economia e gestão, o
que torna o planejamento em curto,
médio e longo prazo fundamental
para enfrentar e superar os enorREVISTA FECOMÉRCIO | FEVEREIRO 2015
Sobre o estudo
“É como se não fosse atribuição de ninguém.
Porém, os habitantes desses municípios
[Entorno] trabalham em Brasília e prestam
serviços fundamentais para todos nós. É
inaceitável que parte da nossa região continue
abandonada pelo Estado”
Adelmir Santana
Presidente da Fecomércio
mes desafios que temos pela frente
nos próximos quatro anos de governo”, explicou Rollemberg.
O presidente da Fecomércio,
Adelmir Santana, ressaltou a importância do estudo. Ele salientou a necessidade da criação legal da região
metropolitana do DF, que seja responsável por municípios do Entorno,
com a previsão de recursos federais
para investimento na área.
Para ele, infelizmente, a região do
Entorno se tornou “terra sem dono”.
“É como se não fosse atribuição de
ninguém. Porém, os habitantes desses municípios trabalham em Brasília e prestam serviços fundamentais
para todos nós. É inaceitável que
parte da nossa região continue abandonada pelo Estado”, disse Adelmir.
“O DF convive com sérios problemas
nas áreas consideradas prioritárias.
REVISTA FECOMÉRCIO | FEVEREIRO 2015
A edição possui 166 páginas. Entre
os diversos capítulos, um deles
apresenta uma radiografia sobre
a situação do DF e outro indica
sugestões para problemas locais.
O trabalho foi realizado ao
longo dos últimos três anos e
contou com a colaboração de
22 especialistas nas áreas de
desenvolvimento econômico,
gestão pública, economia criativa,
mobilidade urbana, saúde,
educação e segurança.
A íntegra do projeto pode ser
acessada no hotsite: www.
fecomerciodf.com.br/brasilia2015
Esse documento, nada mais é do que
a contribuição do setor empresarial
para a cidade. Nossa intenção é que a
capital da República possa se transformar na capital mais desenvolvida
da América Latina e em um grande
centro cultural, financeiro e de consumo”, completou.
A ex-secretária de Economia
Criativa do Ministério da Cultura,
Cláudia Leitão, foi uma das especialistas que colaboraram com o trabalho e falou em nome de todos os profissionais que ajudaram na produção
do documento.
“O maior desafio de Brasília e do
Brasil é a construção de um movimento que gere desenvolvimento
sustentável. Atualmente, carregamos uma carga de modelo de desenvolvimento de exploração dos
recursos naturais. Estamos pagan-
do o preço das nossas escolhas em
termos culturais e sociais. É preciso
que haja uma mudança”, afirmou
Cláudia Leitão.
Em sua fala, a ex-secretária de
Economia Criativa também comentou
sobre a crise política que assola nossa
sociedade e que os partidos precisam
renascer, pois perderam muito a credibilidade com a população.
Também estiveram presentes na
cerimônia diretores da Fecomércio,
presidentes de sindicatos da base
da Federação, representantes do
Sesc, Senac, Instituto Fecomécio e
os deputados distritais Dr. Michel
(PP); Joe Valle (PDT); Liliane Roriz
(PRTB); Telma Rufino (PPL); Juarezão (PRTB) e Bispo Renato (PR).
13
//economia
Mexida
salvadora
O
modelo econômico adotado até há pouco se esgotou. Para sobreviver, o
governo demitiu a equipe econômica e desistiu do modelo que vinha
adotando. Pensando nas gerações
futuras, o que interessa é dar um
passo à frente. Para sobreviverem
politicamente, os governos fazem o
que menos se espera.
A situação econômica do Brasil tem estado realmente dramática.
Sem nenhum ataque externo como
vários que já enfrentamos, o peso do
investimento no PIB e a economia estão há muito estagnados. E não falta
injeção de demanda de consumo via
gasto público, congelamento de tarifas, crédito etc. As concessões de
infraestrutura avançam a passo de
cágado. O setor elétrico se situa à beira de um ataque de nervos, com um
modelo governamental em cheque e
ameaça de novo racionamento à frente. A inflação, por sua vez, ameaça sair
de controle. E a crítica situação fiscal
tende a provocar a perda do certificado de “bom pagador” conferido ao
País pelas agências internacionais de
risco, o que levaria à revoada de capitais para longe daqui com tudo de
ruim que isso implica.
O convite a Joaquim Levy e ao
resto da equipe econômica foi, assim,
um lance de mestre. Ainda assim, incomodados com esse rumo das coisas, vários analistas têm cobrado um
detalhamento dos cortes de gastos
e outras medidas do plano de ajuste
fiscal cuja viabilidade põem em dúvida. Menos pessimista, penso que
Levy não teria aceito o convite, se a
tarefa não fosse para valer. Segundo,
com o tempo escasso de que dispu14
O setor elétrico
se situa à beira de
um ataque de nervos,
com um modelo
governamental
em cheque
nham, Levy e Barbosa começaram
limpando as gavetas de medidas
relevantes que já estavam prontas.
Depois, trouxeram de volta um gestor comprovadamente competente
para a Receita Federal, pois não há
clima para medidas tipo recriação da
CPMF no momento político atual. E
por último fizeram a conta de chegar
à nova meta fiscal com a velha prática de represar os gastos discricionários federais no que fosse necessário,
algo que é perfeitamente factível no
curto prazo.
Falta fazer a segunda parte da
mexida salvadora, pois não se vive
apenas de medidas emergenciais.
Se antes a disponibilidade de recursos para investir no governo era pequena, agora ficou menor ainda. Já
a disponibilidade de recursos para o
investimento privado, especialmente
de fora, nunca foi tão grande. Assim,
como se tem dito repetidas vezes, a
saída é adotar as medidas necessárias para estimular a inversão privada em infraestrutura, notadamente
em concessões e parcerias público-privadas (PPP), havendo inúmeras
oportunidades para aproveitar.
Cristiano Costa
Raul Velloso
Doutor em Economia pela
Universidade de Yale (EE.UU).
Atualmente é consultor
econômico em Brasília
REVISTA FECOMÉRCIO | FEVEREIRO 2015
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ótima infraestrutura, lazer e qualidade de vida, com população estimada em 135 mil
habitantes *, formada por muitos jovens de classe média alta com renda bruta mensal
de R$ 9.175 e alta demanda por comércio. O lugar certo para investir.
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• Acessos separados ao Mall e ao residencial;
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metrô Águas Claras.
• Ao lado do primeiro hospital
de Águas Claras, que vai gerar
grande fluxo de clientes.
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mais convêniencia aos moradores e gerando uma
demanda de clientes ainda maior e mais consistente;
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Rua 25 Sul, Lote 30 - Águas Claras, DF
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rossiresidencial.com.br/parkstyle-regulamento. Fonte: CODEPLAN - 2014. Empreendimento registrado sob o número R17 170933 no 3º Ofício de Imóveis de Brasília.
o
o Caetan
ig
Por Rodr
Mara Alcamim bota o bloco na rua
Quem conhece a chef Mara Alcamim sabe que ela adora uma novidade. E o Universal Diner anda
badalando também suas calçadas.
Todas as quintas-feiras, a chef Mara
Alcamim leva sua cozinha para frente
do restaurante. Das 19h às 22h, ela
vende o Burger Universal (hambúrguer de Ancho de 180g, cheddar e cebola roxa), a R$ 20. E, nas manhãs de
sábado, também na calçada, ela organizou uma feira com produtos orgânicos e típicos do Cerrado. É uma
parceria com cooperativas e produtores locais para divulgar produtos do
Cerrado. Os alimentos - artesanatos
e cosméticos - vêm dos estados de
Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do
Sul, Tocantins, Minas Gerais e Maranhão. Outro destaque da feirinha
Menu
saudável
O tema da 12ª
edição do Restaurante Week é gastronomia
saudável. São 70 restaurantes participantes. O RW ocorre até 15 de
fevereiro. Os menus (entrada, prato
principal e sobremesa) custarão, no
almoço, R$ 41,90 + R$ 1 da doação
para associação Amigos da Vida, total de R$ 42,90, e, no jantar, R$ 51,90
+ R$ 1 da doação.
12ª edição da Restaurant
Week em Brasília
2 a 15 de fevereiro de 2015
Confira os cardápios:
www.restaurantweek.com.br
16
orgânica são os pratos prontos para
levar para casa. O que mais tem saída
é o galeto assado com batatas, temperados com sal e ervas aromáticas,
a R$ 25 (a unidade).
//Universal Diner
210 Sul, bloco C, loja 18
Telefone: (61) 3443-2089
Funcionamento: de segunda a
sábado de 12h às 15h,
sábado até às 16h. E das 19h às 0h,
sábado até 1h.
//Hambúrguer na Calçada:
Toda quinta-feira, das 19h às 22h.
//Feirinha orgânica:
Todos os sábados, das 9h às 13h.
Viagens gastronômicas
Nova Iorque
Estela’s - É o restaurante do momento na cidade. Isso pode fazer você querer
desistir dele. Pelo hype e pelas longas filas de espera ou dificuldade na reserva.
E, é claro, você pode achar que a comida não é lá grandes coisas. Vale a pena!
O chef uruguaio Ignácio Mattos acerta a mão nos pratos e nas combinações
inusitadas dos ingredientes. O dumpling de ricota com cogumelos crus e
pecorino é de chorar, de tão bom.
// 47 East Houston Street
Telefone: +1 212-219-7693
www.estelanyc.com
Roberta’s - Uma pizzaria incrível no Brooklyn. É um pouco distante dos pontos
mais tradicionais de Williamsburg. Mas, mais uma vez, vale a pena enfrentar a
distância e a fila. Espera de 1h30 (sendo otimista) para saborear uma pizza leve,
rica de sabor em um ambiente para lá de inusitado.
// 261 Moore Street, Brooklyn
Telefone: +1 718-417-1118
www.robertaspizza.com
REVISTA FECOMÉRCIO | FEVEREIRO 2015
http://bloggastronomix.blogspot.com – [email protected] – www.facebook.com/sitegastronomix
É fogo, é paixão
A chef Renata Carvalho está
brincando com fogo. Mas ela sabe o
que faz. Depois de transformar, aos
poucos, o gastropub Loca Como tu
Madre em um local agradável para
tomar drinks, bom pra petiscar e
ouvir música, ele abre sua segunda casa: Ancho Bistrô de Fogo. O
nome é uma alusão ao processo de
cozinhar alimentos pelas labaredas
diretas e indiretas do fogo.
O menu do Ancho conta com
nove cortes bovinos, dois suínos,
dois de cordeiro, além de aves e
cinco variedades de peixes e frutos
do mar. Todos assados na brasa. No
cardápio, Bife Ancho (R$ 57), Assado
de Tira (R$ 48), Kobe Beef (R$ 69),
Entraña (Fraldinha, a R$ 48), Costela
Suína (R$ 38), Carré de Cordeiro (R$
69) e Lagostim (R$ 42). Para acompanhamento, as sugestões da chef
são batatas rústicas (R$ 12), Purê
de Banana-da-terra (R$ 15), Creme
de Milho Defumado (R$ 12) e Arroz
Cremoso de Brócolis (R$ 12).
Não apenas os cortes especiais
vão para a parrilla. As empanadas
argentinas também vão para a brasa. Além dessa entradinha, o Ancho
também oferece Língua Bovina ao
Vinagrete de Chimichurri (R$ 18),
Choripán (sanduíche com linguiça
da casa com chimichurri no pão
francês, a R$ 18).
// Ancho Bistrô de Fogo
306 Sul, bloco C, loja 28
Reservas: [email protected]
148,6 litros por ano
Victrola Bar
agora abre
todos os dias
Ponto de encontro dos
amantes do vinil, o gastropub
Victrola passa a funcionar de segunda a segunda. A proposta da casa é
que o cliente se sinta em casa. Vá a
uma das prateleiras e escolha sua
música para tocar. Há mais de 3,5
mil títulos, entre rock’n’roll, jazz,
blues, pop, samba, bossa nova e
MPB. O Victrola também oferece o
Festival Double Drink, diariamenREVISTA FECOMÉRCIO | FEVEREIRO 2015
é a média que o tcheco consome de cerveja colocando o país no topo do ranking
dos que mais consomem a bebida. Em
segundo lugar, a Áustria (107,8 litros) e
em terceiro, a Alemanha (106,1). O Brasil
ocupa a 25ª colocação com 68,3 litros por
ano, segundo pesquisa feita pela Bonial
– empresa que se baseia nos dados da
Associação de Cervejeiros da França e
do fabricante japonês de cervejas Kirin
Holdings.
te das 18h às 21h. Nas noites de
domingos e sábados, os clientes
poderão se beneficiar com o Double
Drink, até o horário de fechamento
da casa.
// Victrola Bar
413 Norte, bloco E, Asa Norte
Telefone: (61) 3032-2626
300 cervejarias
artesanais
é o número de empresas brasileiras
que descobriram um novo filão para
a alegria dos apreciadores de cervejas
especiais, segundo dados da Associação
Brasileira de Microcervejarias (Abracerva). Elas faturam cerca de
R$ 2 bilhões por ano.
17
cenário
Cristiano Costa
Pacto por
Brasília
//Por Daniel Alcântara
Fecomércio-DF acompanhará e discutirá
de perto propostas do GDF para sanar caos
financeiro do DF
A
s 21 medidas anunciadas
pelo GDF no fim de janeiro
para sanar a crise que assola
a cidade gera discussão entre entidades representativas e a população de
Brasília. O ”Pacto por Brasília” lista o
aumento de tributações, além da redução de alíquotas incidentes sobre
medicamentos e cesta básica. A Fecomércio-DF apoia medidas de redução de gastos, mas continua reticente
em relação a sugestões de aumento
da carga tributária. De acordo com o
presidente da Fecomércio, Adelmir
Santana, a instituição sempre apoia
as boas iniciativas do governo, mas
isso não significa um alinhamento
automático com todas as medidas
apresentadas.
Durante o anúncio das propostas,
o governador do DF, Rodrigo Rollem18
berg (PSB), disse que Brasília vive “a
maior crise econômico-financeira de
toda a história da cidade”. Segundo
ele, é preciso acrescentar receita
ao DF para interromper as greves e
cumprir as propostas de campanha.
“Estamos propondo um pacto para
que cada pessoa e cada entidade
possa cumprir o papel de contribuir
para a nossa cidade. Assim, quem
sabe, possamos superar as enormes
dificuldades que temos pela frente. É
hora de construir novos tempos”, explicou Rollemberg.
Apesar do caráter emergencial, a
maior parte das propostas apresentadas pelo GDF será ainda encaminhada em forma de projetos de lei
à Câmara Legislativa. Se aprovadas
pelos parlamentares, entrarão em
vigor em 2016. Na opinião do presi-
Na ocasião do lançamento
do Pacto, Adelmir Santana,
presidente da Fecomércio,
defendeu que as mudanças
devem ser debatidas com
os empresários antes de
serem colocadas em prática
dente da Fecomércio-DF, Adelmir
Santana, a posição do governo local
de abrir um fórum para se discutir as
propostas é louvável.
“Não há nada mais perturbador
para o setor produtivo do que medidas que são tomadas ao apagar
das luzes. O empresariado do DF
não quer ser surpreendido. É importante que haja um debate profundo
para que todos possam colocar as
suas ponderações”, afirmou Adelmir Santana. Para ele, as medidas
de curto prazo são acertadas e darão um conforto para a sociedade.
Já as medidas de longo prazo precisam de discussão. “Participaremos
das audiências públicas na Câmara
Legislativa, pois são todas matérias
que interessam muito ao grupo empresarial”, completou.
//Alíquotas
Entre as medidas está a diminuição de cinco pontos percentuais
no ICMS sobre alimentos da cesta
básica (arroz, feijão, macarrão, óleo
de soja, farinha de mandioca, açúcar,
extrato de tomate, café, sal refinado,
alhos, aves vivas e carnes) e a diminuição do ICMS sobre os medicamentos genéricos. Assim, a alíquota
sobre esses remédios pode passar
dos atuais 15,3% para 12%. Na opinião do presidente da Fecomércio,
apesar da diminuição do imposto,
o preço não abaixará muito para o
consumidor. “Eu estaria mais feliz se
alguns desses produtos tivessem ido
ao extremo da alíquota zero. Nós sabemos o tanto que o arroz e feijão são
REVISTA FECOMÉRCIO | FEVEREIRO 2015
representativos para as pessoas que
têm um poder aquisitivo mais baixo”,
afirma Adelmir.
O governador Rodrigo Rollembeg também sugeriu o fim da isenção do imposto no primeiro ano para
veículos zero-quilômetro e propôs
ainda reajuste no IPVA, que passará
de 3% para 3,5% no caso de veículos de passeio e de 2% para 2,5% no
caso de motos. “Com essa medida,
corremos o risco de termos uma infinidade de automóveis em Brasília
com placa de outras localidades. É
importante que fiquemos atentos a
isso e haja um entendimento com
os demais estados”, acredita Adelmir. “A princípio, o que diz respeito a
aumento de alíquota e aumento na
base de cálculo – algo que o governo
chama de correções – nos aflige e
nos coloca em apreensão” ressalta.
Adelmir também diz que é preciso que os governantes tenham a preocupação com os “dois preguinhos”:
o preguinho das contas a pagar e
o das contas a receber. “É simples
quando o Estado encontra a solução
por meio das contas a receber. Mas
eu não sei qual a reação do contribuinte quando as soluções implicam
aumento de tributos e carga tributária. O Brasil, como um todo, ficou
de ponta cabeça nos últimos quatro
anos, com crescimento pífio e os
contribuintes apreensivos diante da
possibilidade de medidas impopulares de aumento de tributos. Isso
assusta e nem sempre essa solução
se traduz de forma eficaz”, enfatiza.
Foram anunciados ainda cortes
de despesas na administração pública. Rollemberg anunciou que várias medidas constituem a contenção de despesas. Já foi publicada no
Diário Oficial do DF a suspensão por
120 dias do pagamento de diárias de
viagens, de cursos, da contratação
de consultorias e de mão de obra
temporária e da celebração de novos contratos de aluguel. Parte da
frota de veículos oficiais está sendo
REVISTA FECOMÉRCIO | FEVEREIRO 2015
devolvida, o que causa substancial
economia com combustível, manutenção e locação.
“Mais de uma vez se ouviu que o
governo do DF está quebrado. Se fosse uma empresa privada cabeças teriam rolado, membros do conselho,
da diretoria e até mesmo de alguns
proprietários seriam colocados na
bandeja”, ressalta Adelmir. “É necessário que os contribuintes saibam
com clareza da onde vieram as ações
que quebraram os cofres do governo
para que saibamos qual é a verdade.
Assim, quem sabe poderemos ter a
capacidade de avaliar as responsabilidades de quem deixou a cidade desse jeito”, conclui.
//Imóveis
Haverá revisão do preço dos imóveis e da taxa de limpeza. Quem tem
imóvel pequeno pagará bem menos
do que quem está estabelecido em
um grande terreno, pois, potencialmente, produz menos resíduos sólidos. Com a nova metodologia, 60%
dos contribuintes pagarão taxa menor do que em 2015. Já o IPTU será
atualizado no ano que vem, por meio
de discussão com a sociedade. Atualmente, o governo emite os carnês
de IPTU tendo como referência os
valores dos imóveis em 2008. A atualização da tabela não poderá resultar
em correção maior do que 20% para
o contribuinte, em termos reais, em
comparação a 2015.
“A revisão do preço dos imóveis e
da taxa de limpeza é justa. Se queremos efetivamente fazer Justiça devemos olhar também para aqueles
que especulam com terras e lotes
vazios, apenas esperando o melhor
momento para vender. Se o governo
conseguir resolver esse problema
da especulação da terra, o impacto
será grande”, avalia Adelmir. Ainda
de acordo com o presidente da Fecomércio-DF, as medidas de curto prazo são acertadas e darão um conforto
para a sociedade.
Principais
medidas:
Em andamento:
– Criação da Governança–DF
– Revisão de projetos de
incentivo fiscal
– Corte de despesas gerais
– Corte de carros oficiais
– Corte de aluguéis de imóveis
– Redução substancial
dos cargos comissionados
– Redução da estrutura
administrativa
Para 2015:
– Redução de 25% do
valor das dívidas do Estado
– Redução de 20% do
valor dos contratos
– Auditoria da folha de pagamento
– Fim da isenção do IPVA para
veículos zero km
– Antecipação de recursos para
saldar benefícios atrasados
– Novas estratégias de fiscalização e
cobrança para aumentar receitas
Para 2016:
– Atualização do valor dos imóveis
para cálculo do IPTU, sem aumento
das atuais alíquotas praticadas no DF
– Cobrança justa da TLP
– Cobrança justa do ITBI (imóveis),
sendo 1% para valores até R$ 100 mil;
2% para valores acima de R$ 100 mil
e até R$ 250 mil; e 3% para valores
acima de R$ 250 mil.
– Nivelamento do IPVA
– Ajuste do ICMS para combustíveis
– Ajuste do ICMS para telefonia
– Diminuição do ICMS dos genéricos
– Diminuição do ICMS de alimentos
19
tradição
De pai
para filho
//Por Raíssa Lopes
Pesquisa aponta crescimento das empresas
familiares no Brasil
O
apontam como maiores desafios
para o crescimento a necessidade de constante inovação (71%) e
o contexto econômico (71%). “Um
dado relevante da pesquisa é o baixo índice de companhias brasileiras
que possuem planos de sucessão
bem estruturados e documentados. Para que elas continuem crescendo, é preciso que criem uma
estrutura de sucessão, de governança corporativa”, afirma Fabiano Tessitore, sócio da PwC Brasil.
Além disso, elas devem acelerar
suas práticas em inovação, melho-
rar a capacidade de adaptação às
nuances do mercado e investir na
profissionalização.
Segundo Fabiano Tessitore, a
pesquisa mostra que, de forma
geral, as empresas familiares enxergam os principais desafios e a
forma de superá-los. “Outro ponto
positivo é que essas companhias
estão se profissionalizando cada
vez mais, aspecto chave para o seu
crescimento”, completa. Segundo
o sócio, esta é a segunda versão da
pesquisa – a primeira foi em 2012 –,
que será revisada periodicamente.
Dedicação
é o segredo
A pizzaria Dom Bosco é praticamente um patrimônio gastronômico de Brasília. Considerada um
dos estabelecimentos mais tradicionais da cidade, foi arrendada
pelos irmãos mineiros Enildo, Hely
e Elci Verissímo em 1968. “Trabalhava com pizza em Minas Gerais.
Quando vim para a capital, percebi
uma boa oportunidade neste negócio, que existe desde 1960, e trouxe
meus irmãos para tocá-lo comigo”,
conta Enildo.
O empreendimento cresceu e
hoje tem lojas nas Asas Sul e Norte, no Sudoeste e em Águas Claras.
Algumas delas, inauguradas e administradas por filhos dos irmãos
mineiros. Enildo acredita que o sucesso e o crescimento das empresas familiares está na dedicação.
“Estou todos os dias na pizzaria e
faço de tudo um pouco. Por isso
deu certo”, avalia.
Fotos: Cristiano Costa
ano de 2014 foi bom para
as empresas familiares.
A maioria (79%) registrou
crescimento nos últimos
12 meses e 76% preveem manter
o crescimento nos próximos cinco anos. Os dados são da pesquisa
global “Empresa Familiar: O desafio
da Governança”, da PwC, deste ano,
em que foram ouvidas mais de 2.400
pessoas, das quais 120 no Brasil - a
maioria (46%) com faturamento acima de US$ 100 milhões.
A pesquisa mostra ainda que
os líderes de negócios familiares
20
REVISTA FECOMÉRCIO | FEVEREIRO 2015
Foco
no futuro
Janine Brito, empresária
à frente da empresa familiar
Pinheiro Ferragens – há cinco
décadas no Distrito Federal -,
acredita que essas instituições
se destacam por alinharem o
trabalho ao afeto. “Sou bastante
passional e acredito nas relações de afeto empresariais como
pilares do sucesso empresarial.
Nossos filhos são criados com
o foco no futuro da empresa familiar e, até agora, sem exceção,
se preparam para as sucessões
futuras com grande expectativa
e dedicação”, conta Janine. Para
ela, não pode faltar em uma empresa familiar o estímulo para a
excelência e o crescimento empresarial, que implica automaticamente crescimento patrimonial familiar.
A empresária lembra que
algumas das maiores empresas no Brasil são familiares, a
exemplo da Gerdau, organizações Globo e do Grupo Pão de
Açúcar. Para Janine, empresas
familiares têm mais chance de
dar certo quando os membros
da família buscam a qualificação profissional, justamente por
haver a real intenção de investir,
com sacrifício e renúncia, por
parte de seus dirigentes.
“Lembro-me de ter aberto
mão, inúmeras vezes, do direito à retirada de dividendos para
reinvestir na própria empresa,
ao passo que nenhum colaborador renunciaria aos seus direitos
laborais por amor à empregadora”, completa a empresária.
REVISTA FECOMÉRCIO | FEVEREIRO 2015
História
familiar
Rogério e Romelita Tokarski
fundaram, em 1976, a primeira
farmácia de manipulação de Brasília – a Farmacotécnica. O negócio
cresceu e se fortaleceu. As filhas
do casal, Romy e Rogy Tokarski,
se interessaram de forma natural
pela área, cursaram Farmácia e
hoje atuam na empresa. “Desde
pequenas, elas frequentam a loja
e acompanham de perto as atividades do grupo. Começaram na
empresa como estagiárias e foram
crescendo.”, conta Rogério.
A empresa não possui um plano de sucessão escrito. Segundo
Rogério, isso acontece porque ele
não criou a empresa pensando em
sucessão e deixou que as filhas escolhessem o caminho que queriam
trilhar. Mas fica feliz em tê-las ao
seu lado no grupo. “Sempre acreditei na empresa. A história do familiar é consequência de um bom
líder. Se estou em um negócio
e acredito nele, por que não dar
oportunidade de meus sucessores
da família fazerem parte dele?”, indaga o empresário.
21
//gente
Raphael Carmona
Patrick Grosner
Cineasta
Brasília como
inspiração //por Daniel Alcântara
Brasília é, há anos, considerada
a capital do rock. A cidade já revelou
grandes nomes da música, como
Raimundos, Legião Urbana, Plebe
Rude, entre outros. Movido pela paixão pelo estilo musical, o brasiliense Patrick Grosner lançou o filme
“Geração Baré-Cola — Usuários
de rock”, em 2014. O filme retrata a
cena roqueira brasiliense da década de 1990, época em que a cidade
respirava o rock e bandas surgiam
aos montes. Em novembro do ano
passado, o documentário, que conta
com 34 entrevistas com 39 músicos
da cidade, foi exibido no Cine Brasília
para mais de mil pessoas. O início da
produção foi quando ele cursava faculdade de Cinema e com recursos
próprios, em 2012. Depois de dois
anos, conseguiu recursos do Fundo
de Apoio à Cultura (FAC) para finalização do projeto. “Após pesquisar
documentários sobre música, resolvi montar um projeto com uma história que eu tinha vivido. Sou apaixonado por rock e o roteiro acabou
saindo naturalmente”, conta. Além
de estar à frente do longa, Grosner
também é fotógrafo. De acordo com
ele, Brasília sempre está relacionada com a arte e a cidade sempre o
inspira. “Nasci em Brasília e morei
a maior parte da minha vida aqui.
Já morei fora do Brasil, o que só fez
aumentar a minha paixão pela cidade. Tenho várias fotos de Brasília e a
cidade sempre me inspira.”
Raphael Carmona
Encadernação
manual //Por Raíssa Lopes
O Distrito Federal tem 148 profissionais do livro entre designers,
ilustradores, impressores, restauradores, conservadores, livreiros,
distribuidores, editores, papeleiros
e colecionadores. Os dados são do
projeto Index: Panorama das artes
do livro no DF, que mapeou em 2014
os profissionais das artes do livro
no Distrito Federal e publicou um
catálogo virtual com os resultados
em dezembro. Naiara Leão, jornalista e estudante de Museologia é
um dos nomes à frente do projeto e
coordenou as entrevistas e a coleta
de dados. Goiana, veio para Brasília
22
em 2006 para estudar Jornalismo.
Passou por algumas redações da
cidade e, quando a Universidade
de Brasília abriu o curso de Museologia, resolveu realizar um sonho
antigo. Naiara pretende trabalhar na
área, que considera promissora por
ter bastante demanda, mas ainda
incipiente. Um de seus projetos é
trabalhar com gestão de acervos e
catalogar trabalhos de importantes
artistas, como Oscar Niemeyer e
Dulcina de Moraes, para preservar
o material e também parte da História. Outro projeto é atualizar periodicamente o Index-DF.
Naiara Leão
do Projeto Index DF
REVISTA FECOMÉRCIO | FEVEREIRO 2015
Cristiano Costa
Lucas Rafael
do Refresque Ideias
Geladeira
educativa
//Por Sílvia Melo
Para compartilhar conhecimento
e melhorar o hábito da leitura entre a
população, o videoartista e educador
Lucas Rafael, de 30 anos, idealizou
o projeto Refresque Ideias, no qual
transformou uma geladeira antiga em
uma biblioteca comunitária, disponibilizando gratuitamente diversos títulos
para a população. O projeto foi criado
a partir da observação de experiências
de sucesso de bibliotecas itinerantes
como as do projeto cultural do açougue T-Bone e de uma feira de livros
em um viaduto da Venezuela. “A ideia
existe desde 2011, mas foi realizada
em Brasília somente em 2014, na
praça da QE 32, no Guará 2”, informa.
Formado por mais de cem títulos, o
acervo possui romances, livros infan-
tis, revistas, histórias em quadrinhos
e apostilas para concursos. “Os livros podem ser lidos ali mesmo, em
praça pública, possibilitando também a troca ou empréstimo, com o
objetivo de minimizar o impacto da
falta de bibliotecas no DF”, explica
ele, destacando que os moradores
contribuem para o projeto.
“É comum abrir a geladeira e
notar novas doações, bem como o sumiço de alguns títulos. Isso indica que
a comunidade utiliza o projeto como
via de troca e doação de novos títulos”,
conclui. Qualquer pessoa pode ter
acesso ao acervo, mas o público que
mais procura pelos livros é formado
por frequentadores da praça, estudantes de escolas públicas próximas.
//Sua Excelência, o gerente
O baiano Ivan Almeida da Silva,
de 34 anos, mudou-se para Brasília em 2007, quando foi promovido
para o cargo de gerente-administrativo do Pier 21. Formado em Administração, com MBA em Gestão
Financeira e Empresarial, iniciou
sua carreira em Salvador, na Rede
AB Shopping, da qual o Pier 21 faz
parte, como estagiário. Logo se
tornou coordenador-administrativo e financeiro e depois participou
do processo seletivo para gerentefinanceiro do shopping em Brasília. Em dezembro de 2014 tornouse gerente-geral do Pier 21.
Como foi assumir o cargo?
O momento foi complicado
porque o setor de varejo todo passa por dificuldade. Porém, vejo
REVISTA FECOMÉRCIO | FEVEREIRO 2015
Raphael Carmona
//Por Sílvia Melo
como ponto positivo os sete anos de
convivência na área administrativa do
shopping, o que me faz acreditar que a
missão não será tão difícil.
Qual o principal desafio em
gerenciar um shopping voltado para
o entretenimento?
O principal desafio será desmistificar o Pier 21 como shopping violento,
de brigas, de bagunça entre jovens,
mostrando que é um lugar para todos.
O que é preciso para ser um bom
gestor?
Colocar o bom relacionamento entre os funcionários em primeiro lugar.
Ivan Almeida
Gerente do Pier 21
O que foi decisivo para o seu sucesso
na carreira?
Ter persistência e paciência.
23
capa
Fotos: Raphael Carmona
vestuário, eletroeletrônicos e cosméticos”, concluiu Homedes.
Um ano não
muito otimista
Perspectivas pessimistas na economia apontam
cautela para o empresário e consumidor em 2015
//Por Sacha Bourdette
E
levação do dólar, previsão de
aumento dos tributos, volta
da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico
(Cide) e a reorientação da economia
são fatores que levarão o empresário e consumidor a preparar o bolso
em 2015. O novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, admitiu alta nos
impostos para cumprir a meta do
superávit primário (economia para
pagamento de juros da dívida pública) de 1,2% do PIB.
Segundo o especialista em varejo da Fundação Getúlio Vargas,
Daniel Homedes, a expectativa de
crescimento é a pior dos últimos
dez anos. “Não há otimismo na economia, 2015 será um ano de contenções. O governo já anunciou medidas para tentar conter a inflação”,
24
ponderou. O especialista também
faz um panorama da capital federal. “Brasília é uma situação
distinta do resto do País. A tendência é que a capital sirva como
um amortecedor por conta do número alto de servidores públicos.
Porém, em contrapartida percebemos cada vez mais os clientes
endividados”, explicou.
“Com relação ao segmento de
supermercados estamos vivendo
um cenário em que os consumidores estão mais conscientes. Eles
comparam os preços, as marcas e
benefícios. Nesse sentido, o mercado terá que buscar formas de reinventar para aumentar a lucratividade e a fidelidade dos clientes. Já nas
vendas pela internet avalio que irá
depender das medidas de câmbio,
//Supermercados
O presidente da Associação de
Supermercados de Brasília (Asbra),
José Fagundes Maia Neto, faz um
panorama do segmento. “Esperamos ter um crescimento de 1,5 a
2,5% no ramo de supermercados. As
apostas para 2015 é que cerveja, leite, perecíveis e produtos de padaria
continuem liderando as vendas. No
final de 2014 tivemos uma variação
nos preços do arroz, feijão, tomate
e batata, pois depende muito da sazonalidade. Teremos redução nas
vendas da linha branca em virtude
da falta de crédito. Portanto, é necessário que o empresário busque
informações do varejo e da economia
para lidar com as variações”, prevê.
Para o diretor de operações da
Rede de Supermercados Big Box,
Denílson Evangelista, que recebe
cerca de 1 milhão de clientes por
mês, o êxito nas projeções dependerá das políticas econômicas para
2015. “Estamos prevendo um crescimento em média de 2,5%, mas
depende muito do comportamento
da economia e dos novos direcionamentos da parte governamental.
Sabemos que esse crescimento é
desafiador porque a perspectiva é
que o PIB irá variar entre 1% e 1,5%.
A taxa de crescimento e a busca do
resultado automaticamente dependem muito da economia. Para se ter
uma ideia, 80% dos meus clientes
são funcionários públicos e se essas pessoas não forem beneficiadas
com seus direitos e proventos, poderemos ter problemas em nossos
planejamentos”, revelou.
“O ano de 2014 foi atípico, pois
iniciamos o ano com o Carnaval,
depois a Copa e em seguida as Eleições. Supermercados é um ramo
complexo, mas percebemos um
crescimento equilibrado em todas
as categorias. Existe uma perspecREVISTA FECOMÉRCIO | FEVEREIRO 2015
“Para 2015 o que se
vê é que será
ruim, por conta do
dólar em alta,
políticas econômica
s obscuras e
algumas medidas do
governo um
pouco drásticas”
Fábio Marques
economista
tiva de aumento de preços, mas ainda não há algo claro. Isso porque, se
houver um aumento na gasolina ou
energia, por exemplo, há uma oneração nos preços, com tendência de
aumentos, mas equilibrados. Neste
ano, vamos investir em tecnologia,
pois é um momento propício”, diz.
//Comércio pela internet
O presidente da Associação
Brasileira de Comércio Eletrônico
(Abcomm), Maurício Salvador, afirma que o consumidor está mais
confiante para compras online. “Em
2014 o faturamento de vendas foi
de R$ 711 milhões, que representa
um crescimento de 27% em relação a 2013. Para 2015 a expectativa
é que haja um faturamento de R$
895 milhões. Muitos consumidores
vão para o e-commerce pelo preço.
Moda, beleza, saúde e eletrônicos se
destacaram em 2014. A estimativa é
que haja também um crescimento
no ramo de alimentos e bebidas.
Percebemos que o consumidor está
mais seguro”, confirma.
A maior quantidade de compradores pela internet são pessoas entre 24 e 49 anos com renda acima de
R$ 3 mil. A classe que mais faz compras pela primeira vez são mulheres da classe C. O número de acesso de banda larga e o melhor sinal
favoreceram esse crescimento.
Segundo dados da Abcomm, houve
um aumento de 11% em 2014 nas
vendas por meio de dispositivos móveis. “A expectativa é que aumente
para 15% em 2015 em vendas através de aparelhos móveis. Uma dica
para o empresário online é explorar
REVISTA FECOMÉRCIO | FEVEREIRO 2015
nichos, escolher um público-alvo,
buscar trabalhar com produtos com
valor agregado, baixo peso e volume”, sugere Salvador.
“Acredito que lojas, bancos, operadoras de cartão e consumidores
aprenderam ao longo dos anos. As
redes sociais servem como um Serviço de Atendimento ao Cliente, além
de serem geradores de tráfego para
as lojas. Já o marco civil da internet
não teve muito impacto, o que mudou foi a questão da privacidade,
causou um olhar mais detalhado. A
Abcomm possui uma cartilha no site
com orientações para os e-consumidores”, finalizou.
//Investimentos
De acordo com o economista
e diretor-comercial da M3 Gestão
Empresarial, Fábio Marques, há dúvidas no cenário econômico. “Para
2015 o que se vê no mercado é que
será ruim, por conta do dólar em
alta, políticas econômicas obscuras e algumas medidas do governo
um pouco drásticas. Isso gera desconfiança tanto para o investidor
interno quanto para o externo. Para
resolver o problema da economia,
o governo poderá aumentar os impostos, o que trará consequências
negativas, principalmente para o
empresariado. De 2013 para 2014
tivemos uma queda de investimentos de quase 50% na empresa e
pode piorar. O que pode acontecer
é que o empresário corte gastos e o
maior custo é a folha de pagamento,
ou seja, poderemos ter desemprego, e com isso a economia estagnar
ou entrar em recessão. Com relação
ao e-commerce há uma perspectiva de oportunidade de negócio pela
alta do dólar, e o mercado interno
pode aquecer por conta disso. Um
importador, por exemplo, em vez de
investir fora do Brasil, pode buscar
alternativas internamente.”
Denílson Evangelista,
diretor de operações
doBig Box, espera
crescimento de 2,5%
neste ano
25
capa
Ano
propício
para as
franquias
//Por Fabíola Souza
Especialistas do setor projetam um crescimento
entre 7,5% e 9% para 2015
T
odos os anos cresce a quantidade de oferta de produtos e serviços
franqueados e novos modelos são criados e inseridos no mercado.
Encontrar uma franquia com baixo investimento e com grande potencial de retorno é o sonho de muitas pessoas que desejam empreender. Entretanto, especialistas alertam que não existe investimento com
retorno garantido e é necessário fazer uma pesquisa sobre o negócio, a empresa franqueadora e o grau de satisfação de outros franqueados da marca.
Estudos da Associação Brasileira de Franchising (ABF) projetam um
crescimento do faturamento do setor para 2015 de 7,5% a 9%, e para abertura de novas unidades, entre 9% e 10%. Mas, apesar dos números, recomenda cautela aos empresários e cuidado na gestão das operações para
manter o franchising em uma trajetória de desenvolvimento sustentável.
Ainda de acordo com a Pesquisa de Desempenho Trimestral do Franchising, realizada pela ABF, o setor ampliou seu faturamento em 9,3% no
3º trimestre de 2014, comparado ao mesmo período do ano passado. A pesquisa revela que 69% das redes ampliaram o faturamento na comparação
entre o terceiro e o segundo trimestre de 2014.
Segundo o diretor regional Centro-Oeste da entidade, Claudio Miccieli,
projeta-se uma alta do faturamento do setor em torno de 7% em 2014 em
comparação com o ano anterior. “O percentual é ainda consideravelmente
acima do PIB, que, segundo a mais recente revisão feita pelo governo, deve
ficar em torno de 0,5%”, comemora Miccieli. A respeito do número de pontos de venda (PDVs), a ABF acredita em uma alta de 10% para o ano de 2014
em relação a 2013.
Miccieli explica que todo negócio tem risco, porém as franquias possuem
uma segurança maior, pois já trazem o máximo de informação possível sobre o empreendimento, além de ajudarem com fornecedores, com a parte
administrativa e acompanharem os processos de rotina. Para ele, o franchising no Brasil é de fato uma indústria madura, que tem sua força, contudo
está inserida na economia e sofre os efeitos do baixo crescimento do País.
“Estamos à disposição no www.portaldofranchising.com.br para ajudar qualquer pessoa interessada em franquias no Brasil”, aponta.
26
REVISTA FECOMÉRCIO | FEVEREIRO 2015
Cristiano Costa
O empresário
Flávio Roberto
Carvalho investe
em franquias há
13 anos
//Pesquisa e muito trabalho
O empresário Flávio Roberto Carvalho investe em franquias
há 13 anos. Atualmente, tem seis
franquias. A primeira franquia foi
do Spoleto. “Fui almoçar no Rio de
Janeiro e gostei da operação, mas
não sabia se estavam franqueando.
Quando fui ver estavam no começo
da expansão, então decidi trazer
para Brasília”. Ao todo, Flávio tem
três lojas do Spoleto, uma franquia
do SushiWay, uma da pizzaria Dominos, uma do Panelinhas do Brasil e
também está nos planos uma franquia do Peixe na Rede.
O empresário disse que teve dificuldades na abertura da primeira
empresa, pois era um processo novo
e não tinha muito suporte. Mas com
o passar dos anos os problemas foram superados. “Agora tenho toda
a assistência que preciso”, aponta.
Mas nem todos os investimentos
tiveram o sucesso esperado. “Fui
REVISTA FECOMÉRCIO | FEVEREIRO 2015
experimentando outras marcas que
estavam crescendo. Abri uma franquia americana, mas não deu certo
e depois de três anos fechei”, conta.
Para ele, é mais vantajoso trabalhar
com franquias locais, pois não há
necessidade de pagar deslocamento estadual no frete e a comunicação
fica mais fácil. Ele conta que já teve
a experiência de abrir o próprio negócio, mas não foi para frente, por
isso hoje prefere as franquias. “Fiz
uma pesquisa grande e só trabalho
com franquias consolidadas. Para
mim, o suporte é fundamental”,
conclui o empresário.
A analista da Unidade de Atendimento Individual (UAI) do Sebrae
no Distrito Federal, Valéria Arriel,
diz que é necessário realizar uma
pesquisa minuciosa antes de montar uma franquia. Segundo ela,
não é porque a segurança no investimento é maior, por conta do
modelo de negócio, que o sucesso
é garantido para o empreendedor,
pois outros elementos podem influenciar como a administração do
franqueado, o ponto escolhido e a
equipe de vendas. Dessa forma,
não existe um segmento mais promissor que outro, já que depende
de vários fatores.
Primeiro é necessário ver o perfil do empresário, com o que a pessoa mais se identifica, se prefere
comércio ou serviço. Depois é imprescindível estudar a Lei 8.955/94
sobre as obrigações legais da Lei
de Franchising. “Após avaliar os
perfis de interesse, vem a segunda
parte, pesquisar informações sobre
a franquia e se existe capital para
começar”, afirma. A analista alerta
em relação ao relacionamento do
empresário com a franquia, o ideal
é procurar outros franqueados para
saber mais sobre o negócio, se a
franquia oferece suporte e se acompanha em todos os processos.
27
capa
Raphael Carmona
“Desde quando comecei a empresa
tinha a intenção de expandir o
negócio, mas não sendo meu, pois
não quis colocar a marca em risco
pela administração”
Cristiana Rech
//Novas experiências
O mercado de franchising também oferece a opção de franquear o
próprio negócio. É o caso da empresária Cristiana Rech, proprietária
da empresa de estética, Duohaus.
A primeira empresa foi criada em
2011 e, segundo a empreendedora,
desde o começo a ideia era franquear o comércio. “Desde quando
comecei a empresa tinha a intenção de expandir o negócio, mas não
sendo meu, pois não quis colocar
a marca em risco pela administração”, comenta.
Rech ainda está no começo do
processo para franquear a marca
e conta com duas lojas próprias e
uma franqueada da Duohaus. Nesse sentido, ela montou outro projeto na área de estética e apresentou
para uma amiga que queria montar
um negócio, mas não com o nome
Duohaus. Então, ela criou e fran28
queou a marca Sweet Therapy. “Eu
contratei uma consultoria de São
Paulo para ajudar a montar o projeto de franquias e fazer uma análise,
por isso estamos bem estruturados”, diz a empresária.
Ela explica que a taxa de franquia para a unidade Duohaus é de
R$ 50 mil, com a estimativa de rentabilidade de 18% a 25%, pois vários
fatores influenciam a rentabilidade
de um negócio. Essa é uma estimativa baseada em resultados médios
da rede. Portanto, esses números
podem variar para cima ou para
baixo, conforme a gestão do franqueado. “Daí tem uma taxa de propaganda de 3% sobre o faturamento
bruto e 7% de royalties para o franqueador”, afirma.
Mas é necessário tomar cuidado
na hora de expandir os negócios. O
empresário Diego Moreira, proprietário do Aloha Eyewear, montou a
REVISTA FECOMÉRCIO | FEVEREIRO 2015
marca em 2007 como uma empresa
familiar, mas em 2011 viu a oportunidade de franquear o negócio e
ampliá-lo para todo o Brasil. Conseguiu ter 15 franqueados, no Rio de
Janeiro, Curitiba, São Paulo, Goiânia, Aracaju, entre outras cidades.
“Mas no final de 2012 passamos por
um momento de crise e tivemos que
comprar as franquias”, diz Moreira.
Segundo ele, ocorreram problemas com alguns franqueados,
então decidiu comprar as franquias
que estavam bem e voltou a ser
uma empresa familiar. “Esse não
é um sistema de crescimento tão
simples como se imagina”, comenta o empresário. Diego afirma que
é necessário tomar muito cuidado
com a escolha do franqueado, pois
é preciso crescer com qualidade.
“Essa pessoa passa a ser seu sócio
na marca. Por isso é preciso crescer
com velocidade, mas com a pessoa
certa”, analisa. Atualmente, a marca tem oito unidades no Distrito Federal e pretende voltar ao mercado
de franchising em 2015.
“No final de 2012
passamos por um
momento de crise
e tivemos que comprar
as franquias É preciso
crescer com velocidade,
mas com a pessoa certa”
Diego Moreira
Raphael Carmona
REVISTA FECOMÉRCIO | FEVEREIRO 2015
29
capa
Monitoramento
certeiro
//Daniel Alcântara
Considerada uma das mais importantes armas
do varejo atual, o pós-venda ganha destaque em
tempos de redes sociais
A
evolução é constante, os
consumidores não param
de se atualizar e conhecer
novas lojas e produtos. A
globalização e a tecnologia proporcionam comodidade tal que permite
o consumidor comprar sem sair de
casa. Nesse cenário, é preciso que
o empresário enfatize não somente
vender, mas desenvolver relacionamentos com o cliente. É o que
orienta o administrador de empresas e especialista em palestras motivacionais, Paulo Araújo. Para ele, o
perfil do consumidor está mudando,
em especial, depois da popularização das redes sociais e dos meios
facilitadores de compra. Quem não
se preparar e criar um método de
relacionamento “ficará para trás”,
observa Paulo.
Atualmente, o marketing de pós-venda é considerado a melhor tática para fidelizar e manter o cliente
atualizado das novidades de seu
estabelecimento. Diferentemente
do que se imagina, o pós-venda vai
além de reparos, manutenção e troca de produtos. Grandes empresas
já contam com departamento especializado para esse tipo de serviço.
“Consiste em gerar uma percepção
positiva da sua empresa ou produto
perante o cliente. É sempre o começo de uma nova venda, e o principal:
a hora certa de agradecer e ter certeza que o cliente está satisfeito com
o desempenho do seu produto ou
30
serviço”, explica Paulo. Para ele, o
pós-vendas e a gestão do relacionamento do cliente já são ferramentas
indispensáveis para o sucesso de
qualquer empreendimento.
O pós-venda ainda é tímido no
Brasil e fica muito a desejar em várias empresas. Afinal, a preocupação maior é com o cliente que já se
encontra na loja disposto a comprar.
“São poucas as lojas que estruturam um programa de pós-vendas
adequado à sua realidade e muitas
nem percebem o poder de fidelização que esse tipo de marketing
gera”, garante Paulo.
//Estreitar os laços
A tática vem atraindo os compradores e alguns empresários que
visam ao crescimento de seus empreendimentos. Se utilizado na medida certa, pode render bons frutos.
“Creio que toda ação é válida para
fidelizar os clientes, mas, claro,
precisa ser planejada e adequada
ao perfil de consumidor que a empresa considera o ideal”, ressalta o
administrador de empresas Paulo
Araújo. Ele também salienta que é
importante que táticas de pós-venda tenham um propósito e metas
claras, caso contrário podem acabar por se transformar em apenas
programas de descontos. “Desconto
em excesso é prejudicial à saúde financeira da empresa e o cliente não
aceita mais pagar o valor normal,
REVISTA FECOMÉRCIO | FEVEREIRO 2015
Raphael Carmona
“Nossa venda,
na verdade, é
uma consequência
da amizade que
se cria com o
consumidor quando
ele entra na loja”
Jonas Benite
pois se acostuma com o valor inferior. Portanto, todo cuidado é pouco
ao lançar um programa de fidelização para que o feitiço não se volte
contra o feiticeiro”, completa.
As táticas mais utilizadas pelos
empresários são as pesquisas de
satisfação, o contato constante, o
acompanhamento e o registro do histórico do relacionamento. Essas são
as mais comuns, mas, claro, existem
outras formas de se comunicar com
o seu comprador. Seguindo esse conceito, a gerente-comercial da marca
Reserva, Renata Duayer, explica que
o estabelecimento sempre trabalhou
com esse tipo de serviços. “O pós-venda faz parte da experiência da
Reserva, onde o importante não é só
o cliente entrar na loja, comprar algo
e ir embora. Vemos o cliente como
amigo e precisamos sempre tratá-lo bem”, diz Renata. De acordo com
ela, a tática da Reserva, que tem 39
lojas espalhadas pelo País e está há
oito anos no mercado, funciona da
seguinte forma: passados dois ou
três dias da compra, o funcionário
entra em contato direto com cliente
para saber se este já usou a roupa e
ficou satisfeito.
Além de contar com uma equipe
especializada e manter treinamentos constantes com a equipe de venREVISTA FECOMÉRCIO | FEVEREIRO 2015
das, a marca também toma mediadas para não acabar incomodando
o cliente com ligações, ou mensagens constantes. “Nessa situação,
o excesso pode ser cruel. Temos
sistemas que filtram essas comunicações, evitando que elas se tornem
demasiadas. A frequência é definida caso a caso conforme o perfil do
cliente”, observa Renata. “Ligamos
para saber da satisfação, dar parabéns no dia do aniversário, além de
momentos e datas especiais, como
viagem, casamento e formatura”. O
gerente da filial do shopping Iguatemi, Jonas Benite, acredita que a
loja não faz apenas um ato comercial, mas estabelece uma relação
amigável com o comprador. “Nossa
venda, na verdade, é uma consequência da amizade que se cria com
o consumidor quando ele entra na
loja. A intimidade faz uma grande
diferença”, conta Jonas.
//Retorno positivo
A Wend Tecnologia oferece o
serviço de pós-venda aos clientes
há cerca de quatro anos. A empresa desenvolve o serviço de Personal
Home Page (PHP), ou seja, um desenvolvimento de aplicações capazes de gerar conteúdo dinâmico na
internet. A empresa, com sede em
Brasília, constrói sites modernos e
personalizados para o consumidor
que contratar seus serviços. De
acordo com a sócia do empreendimento, Juliana Ribeiro de Alencar,
o pós-venda acaba sendo essencial na área de tecnologia, uma vez
que o empresário precisa estar em
constante contato com o seu cliente.
“Nós fazemos o site e o entregamos ao consumidor. Com o decorrer
de algum tempo, trocamos email
ou telefonemas para ver se está
tudo correto com a página, e se ele
precisa que troque alguma coisa ou
mude o layout do sistema”, explica
Juliana. “Mantemos o máximo de
relacionamento com o cliente que
adquiriu o nosso serviço”, explica.
Para isso, é cobrada uma taxa
mensal se o consumidor quiser
manter esse relacionamento com a
empresa, o que acaba gerando mais
lucros e fazendo o empreendimento
crescer cada vez mais. A empresária
destaca que o pós-venda oferecido
pela Wend não é feito de forma implícita. “Nós fazemos o máximo para
o cliente não se sentir pressionado com a compra do serviço. É tudo
feito de forma amigável, procurando
sempre a comodidade e satisfação do
consumidor. A maioria dos clientes
nos dá um retorno positivo”, conclui.
31
capa
Foco nas
pessoas
//Por Luciana Corrêa
Novas técnicas de coaching são cada vez
mais usadas por empresários para
incrementar seu negócio
D
ez em cada dez empresários têm o mesmo objetivo ao iniciarem um
negócio: o sucesso. Mas o processo até o ápice e se manter nele não
depende só dos conhecimentos técnico, financeiro e de mercado. Se
a empresa envolve além do proprietário, funcionários, será preciso
uma atenção nas relações e desenvolvimento das pessoas. Os empresários
de Brasília já descobriram o coaching e têm utilizado de suas técnicas para
esse crescimento. Segundo a Academia Brasileira de Coaching, a expressão
significa um processo de desenvolvimento humano e constante evolução que
pode ser aplicado às mais diversas áreas, tanto no âmbito pessoal quanto no
profissional.
A coach e professora, Adriana Marques, explica que existem dois perfis
de empresários ou profissionais que buscam o coaching. Um quer apenas
para uso próprio, melhorar seus processos, e fazem o chamado autocoaching. E há aquele que se importa com outras pessoas e busca ajudar a desenvolvê-las dentro da empresa. “Normalmente, são profissionais das áreas
de recursos humanos, líderes, formadores de equipes, que valorizam os funcionários e sabem que não vão chegar sozinhas ao sucesso”, explica. Adriana
esclarece também que um coach de excelência tem que saber a técnica e ter
prática e jogo de cintura para desenvolver as pessoas. “Devemos estimular o
coachee (cliente) a autorresponsabilidade, a estar no controle. O coach (profissional) tem que ter a consciência de oferecer perguntas para a reflexão do
coachee sobre o caminho melhor para a vida dele. Isso é querer cuidar do
indivíduo”, completa.
Para Adriana, a aplicação do coaching no comércio varejista é fundamental, uma vez que o vendedor e o gerente ou líderes precisam encontrar sentido no que fazem. “O coaching é automotivação. Eles precisam achar um
trabalho sustentável e é excelente ter uma orientação.” Adriana já formou
mais de mil coaches em todo o País e conta que diversos desses profissionais
estão em Brasília, capacitados para lidar de perto com pessoas.
32
REVISTA FECOMÉRCIO | FEVEREIRO 2015
//Maximizar resultados
O educador físico e empresário
há mais de 20 anos, Luiz Cláudio
Moraes, diz que só descobriu sua
verdadeira vocação depois dos 40
anos. Atualmente com 45, foi aluno
da Adriana e explica que estava se
sentindo inferiorizado como empresário por não ver o crescimento
que esperava em sua empresa. Assim que finalizou o curso, saiu com
autoestima fortalecida e vontade
de aplicar tudo o que aprendeu.
“Há quatro anos, estava com foco
no faturamento. Abri a loja, vendia
R$ 3 milhões, mas gastava R$ 3,6
milhões. Vendia a qualquer custo,
mas não lucrava. A pergunta que
ela me fez é qual o meu foco: faturar ou lucrar. Com o entendimento,
reduzi as lojas da No Limits de oito
para três, melhorei o faturamento
e o lucro, paguei as dívidas e aplico as técnicas com meus funcionários”, conta. Moraes também se
tornou um coach e mantém as duas
carreiras paralelamente.
O gerente da Unidade de Capacitação Empresarial do Sebrae, Ary
Ferreira Júnior, enfatiza essa busca dos empresários pelo coaching
para a maximização de resultado
nas vendas por meio da melhoria do
relacionamento e desenvolvimento
também de seus funcionários. “A
vantagem é que é um processo de
melhoria contínua”, explica. Ele levanta também uma preocupação
importante para os próximos anos,
pois haverá uma mudança de cenário onde o processo pode ser aplicado para adaptações importantes
ao mercado. “Estamos com uma
mudança de governo, estratégias
serão alteradas. As empresas deverão saber se colocar, saber incentivar seus funcionários, até o cenário
econômico se estabilizar novamente e conseguir melhor se posicionar
no mercado”, destaca.
REVISTA FECOMÉRCIO | FEVEREIRO 2015
Raphael Carmona
“Nosso diferencial é prezar pela qualidade no local de
trabalho. Não só o lucro, que é claro o principal motivo,
mas que ele venha com qualidade”
Fernanda Rodrigues e Elisa Tredicci
//Alma do negócio
Com a visão de que o comércio
precisava de alguém para cuidar das
pessoas, Fernanda Rodrigues e Elisa
Tredicci criaram a Alma Consultoria.
A empresa que oferece treinamentos
e principalmente coaching, voltados
para o varejo. “Nosso diferencial é
prezar pela qualidade no local de trabalho. Não só o lucro, que, é claro, o
principal motivo, mas que ele venha
com qualidade. Tanto para o funcionário quanto para o empresário. O
diferencial que queremos colocar no
mercado é conscientizar a todos que,
para trabalharem melhor, as pessoas têm que trabalhar felizes”, explica
Fernanda, que é jornalista, com pós-graduação em Moda e Comunicação e 13 anos de experiência.
Elisa acredita que nada acontece se as pessoas não forem capacitadas. “Pode ter uma campanha
de marketing extraordinária, um
controle financeiro excelente, mas
se não tiver as pessoas certas e fa-
zendo as coisas corretamente, nada
acontece. A Alma tem como foco
as pessoas e o objetivo é promover
transformações”, explica Elisa, que é
administradora, com pós-graduação
em Gestão Empresarial e 17 anos de
experiência no mercado de varejo.
Um caso de sucesso que as sócias contam é o de um grupo com
cinco lojas de roupas que foi comprado e o novo proprietário manteve
a mesma administração. Elas deram, então, início ao trabalho com
cada gerente. Fizeram toda a supervisão e uma alteração na estrutura
da empresa, mexendo nos custos e
compras. “Em uma primeira compra
para um período de seis meses que
alteramos, de produtos que estavam
ficando em estoque, conseguimos
economizar R$ 1,2 milhão. Além disso, uma economia mensal de R$ 40
mil em custos desnecessários em
número inadequado de funcionários
por loja, em falta de treinamento e
salários desequilibrados para a fun33
capa
ção”, comemoram.
O passo-a-passo que a Alma segue dentro da loja precisa ser claro
e objetivo para ter efeito. Fernanda
explica que o lucro do empresário é
o foco e que tem uma meta de valor
a atingir, mas sempre feito dentro
de um conceito estudado. “Percebemos que normalmente há um desperdício muito alto no dia a dia e é o
que vamos tratar de perto”, explica.
O atendimento da Alma funciona da seguinte maneira: o processo
começa com a apresentação dos
problemas. Juntos, coach e empresário levantam o diagnóstico da
necessidade do trabalho. O profissional faz então uma visita à empresa e realiza o diagnóstico, com
reconhecimento de área. A partir
daí, será traçado um plano de ação,
que normalmente dura 90 dias, com
encontros uma vez por semana.
“Muitos nos procuram querendo solucionar problemas de rotatividade.
Principalmente, porque no varejo é
muito alto, mais ainda na alimentação. É possível solucionar isso com
a proximidade dos donos com seus
negócios, com as pessoas. É criar
a intimidade e o cuidado. Se não for
possível, crie alguém que possa ser
próximo, para que ele cuide desse
funcionário”, explica Elisa.
//Aplicação dos treinamentos
Tanto os pequenos quanto os
grandes empreendimentos comerciais podem aproveitar do processo
de melhoria trazido pelo coaching. A
responsável pelo departamento de
Recursos Humanos do Taguatinga
Shopping, Ana Carolina Santana de
Meneses, conta que em 2014 o centro comercial fez seu maior investimento voltado para o coaching, tanto em nível gerencial quanto para
líderes e supervisores. “Nós entendemos que o ser humano, quando
está no contexto empresarial organizacional, deixa de ser visto como
um funcionário e passa a ser um
34
colaborador. A importância de investir é estar sempre promovendo
mudanças comportamentais, visando à melhoria tanto do ser humano,
consequentemente dos processos
de trabalho”, explica.
O shopping contratou os serviços da Alma Consultoria para uma
padronização visual, com foco na
etiqueta profissional, postura e linguagem. O processo envolveu 75
pessoas, dos 290 colaboradores. “O
trabalho da Alma foi interessante,
pois a lista que elas apresentavam a
cada semana era cobrada e foi sendo aplicada. Vimos a autoestima e a
valorização crescerem. Mostramos
para o colaborador a importância
de se cuidar e que isso vai trazer o
melhor”, conta Ana Carolina.
Um dos casos internos de maior
sucesso e que mostra a eficiência
da aplicação de treinamentos é o
chefe do Departamento de Serviços
Gerais, Valmir Almeida. Ele começou trabalhando em uma empresa
terceirizada como garagista, depois
motoqueiro, fazendo ronda no estacionamento. Fez seu primeiro curso de atendimento ao cliente pelo
shopping e quem saísse bem na
prova, seria promovido a vigilante.
“Passei, mas não aceitei, pois meu
foco estava nos estudos e não batia
com os horários que eu precisava.
Em seguida, fui para a Central do
Estacionamento. Com 10 anos de
empresa, fui para a supervisão. E
há seis meses me tornei chefe do
Departamento de Serviços Gerais”,
conta. Valmir contabiliza cerca de
10 treinamentos e coaching feitos.
“Sinto constantemente esta valorização”. Hoje ele é formado em RH,
com pós-graduação em Gestão de
Pessoa, gerencia uma equipe de
130 funcionários. Uma das suas
maiores preocupações é ouvir. “Não
é preciso só escutar, e sim ouvir.
Entender o problema, orientar da
forma correta, e ter ali um excelente
profissional”, explica.
Raphael Carmona
Valmir Almeida, do
Taguatinga Shopping,
contabiliza cerca de 10
ou mais treinamentos
e coaching
REVISTA FECOMÉRCIO | FEVEREIRO 2015
Ajustando
as contas
//Por Andrea Ventura
Encarecimento do crédito e inadimplência em
alta são alguns dos desafios a serem enfrentados
pelos pequenos e médios empresários neste ano
O
ano de 2015 será de ajustes na economia. É o que afirma o economista Gabriel Gaspar. Segundo ele, as pequenas e médias empresas
(PMEs) precisarão se antever a esses ajustes. “A Serasa Experian
mostrou que de janeiro a novembro de 2014 a inadimplência das
empresas registrou alta de 6,1% em comparação ao mesmo período do ano
anterior. Com o encarecimento do crédito, as empresas devem manter os
olhos no fluxo de caixa e, se possível, cortar custos onde for necessário”,
explicou.
Por isso, cautela é fundamental para os empresários neste ano de 2015,
já que o cenário econômico pode afetar diretamente as PMEs. “Afeta não
só na captação de recursos, do lado do crédito, como também do lado da
demanda, com uma inflação sempre em patamar desconfortável”, explica.
Outro ponto a ser considerado é a confiança dos empresários e dos consumidores, que vem apresentando níveis recordes de baixa. “Com os ajustes
macroeconômicos que precisam ser feitos do ponto de vista fiscal, é necessário que as PMEs evitem arroubos – sempre observando a geração do fluxo
de caixa”, aconselha.
Para Gaspar alguns setores sofrem mais com a recessão, como por
exemplo, o setor automobilístico e a construção civil, devido à queda de consumo pela diminuição de incentivos governamentais. “Os setores que utilizam produtos importados certamente sentirão mais a crise devido à alta do
dólar e ao consequente encarecimento para manter a produção. Vale ressaltar que é possível repassar em parte ao consumidor esses reajustes, só
não é possível saber o quanto. Entretanto, ainda não há motivo para pânico,
estamos em um cenário que aponta para uma crise, mas por enquanto são
apenas indicadores,” destacou.
REVISTA FECOMÉRCIO | FEVEREIRO 2015
35
capa
“O problema
não é a indústria
automobilística
nacional,
o problema é o
País “
Carlos Risieri
//Enxugar custos
O setor automotivo sentiu a crise já em 2014. Dados da Associação
de Fabricantes de Veículos Automotivos (Anfavea) apontaram que
a produção de veículos teve queda
de 15,3% em 2014, comparada ao
mesmo período do ano anterior. Já
a queda nas vendas foi de 7%. O gerente-comercial da Smaff Hyundai,
Carlos Risieri confirma esta queda.
“Houve uma pequena retração no
ano passado. No caso específico da
Hyundai, menos por se tratar de um
produto novo. Então, não sentimos
tanto, mas as outras marcas têm
sofrido bastante. E já começaram
demitindo”, lamenta.
Risieri aponta que a volta do IPI
assusta os consumidores e reflete
36
nas vendas. “A princípio tem uma
retração nas vendas, mas depois
as pessoas acostumam e voltam
a comprar. O problema não é a indústria automobilística nacional,
o problema é o País. Essa falta de
credibilidade do governo gera uma
desconfiança do consumidor e do
empresário. O consumidor não
quer comprar porque não sabe o
que vai acontecer e o empresário
não quer investir porque não sabe
o que vai acontecer”, define. Por
isso, segundo ele, as empresas terão que se adequar. “Vamos precisar cortar custos, reduzir margem.
O que vai haver é uma adequação.
Todo empresário, toda concessionária irão se adequar ao atual momento. Ninguém poderá continuar
REVISTA FECOMÉRCIO | FEVEREIRO 2015
Raphael Carmona
Dicas para o Empresário
Confira o que diz o economista e fundador da
plataforma de gestão financeira para PMEs Nibo,
Gabriel Gaspar.
- Gastar menos dinheiro do que se ganha
Partindo dessa regra existem duas estratégias que o empresário pode buscar:
aumentar as vendas e receita ou reduzir custos e despesas. Cabe ao empresário, de
acordo com a especificidade de seu negócio, buscar o caminho mais adequado.
fazendo o que vinha fazendo. Terão
que enxugar custos, para não demitir”, explica.
Apesar de um cenário pessimista, Gaspar revela como é possível se proteger. “É sempre importante frisar a questão do fluxo
de caixa. A projeção do indicador
é muito importante, pois mostra
quanto, em dinheiro, a empresa vai
ter ao longo do tempo. Com isso, o
empresário pode se antecipar caso
o fluxo de caixa mostre que a empresa ficará com o saldo negativo.
Para evitar isso, o gestor deve renegociar os prazos de pagamentos
e recebimentos ou negociar uma
linha de crédito no banco que seja
mais vantajosa do que o crédito especial”, aponta.
//Adequação ao cenário
Quem também está se adequando é a empresária Nara Barbosa. Proprietária de duas farmácias, a Drograria Maia, com unidades na 215 Sul
e 304 Norte, ela aponta que desde o
final do ano as vendas tiveram queda.
REVISTA FECOMÉRCIO | FEVEREIRO 2015
Ela também trabalha com produtos
importados e já mudou os hábitos na
compra desses produtos.
“Estou comprando menos, o mínimo para não perder a venda”, admite. Segundo ela, os consumidores
têm reclamado de falta de dinheiro,
e as compras que antes eram à vista, passaram a ser parceladas. “As
pessoas estão comprando menos.
Todo mundo está sem dinheiro.
Além disso, a falta de pagamento de
funcionários do GDF afetou muito as
vendas no comércio no começo do
ano”, explica.
Para conseguir honrar seus
compromissos, a empresária teve
que baixar custos, não está repondo
seus estoques e reduziu o número de
funcionários. “Comprava cinco itens
e agora compro somente dois. Não
dá mais para estocar mercadoria.
Tinha 14 empregados e atualmente estou com 11”, conta. Para ela o
cenário atual é preocupante. “O momento é de cautela total. São muitos
impostos, o pequeno empresário não
tem nenhum incentivo”, resigna-se.
- Preparar-se para a burocracia
Não é fácil driblar a burocracia
em um país que possui mais de
55 mil artigos e parágrafos em
300 normas legais, uma carga
tributária que consome quase 40%
do PIB, além das altas taxas de
juros. O governo facilitou por um
lado, com a expansão do Simples,
mas, para reduzir a sonegação,
implementa processos complexos
que prejudicam 100% das
empresas. Uma estratégia melhor
para o País seria simplificar
processos, mas jogar duro na
fiscalização e acabar com a
impunidade.
- Utilizar ferramentas de gestão
Os pequenos empresários devem
usar uma ferramenta de gestão
financeira que os ajude a gerenciar
sua empresa de forma simples,
mas também cumprir essas
obrigações e se integrar com seus
contadores. Com a digitalização
de todos os processos fiscais,
contábeis e de pessoal, uma
empresa poderá quebrar por não
estar conectada com seu contador
e isso só pode ser bem-feito por
meio da tecnologia.
37
trabalho
Fotos: Raphael Carmona
Superar
desafios
//Por Sílvia Melo
A inclusão de deficientes
no mercado de trabalho
ainda é um problema
para empresas e para os
próprios deficientes
“Não nos enxergam
como profissionais
capacitados, e sim
como preenchedores
de vagas”
Denise Braga
Nutricionista
38
N
o Brasil, quase 46 milhões de pessoas possuem algum tipo de
deficiência, que pode ser congênita - proveniente do nascimento, ou adquirida - contraída ao longo da vida como consequência
de diversas situações, tais como violência urbana, arma de fogo,
acidentes de trânsito, erro médico, entre outros fatores. Apesar do número
significativo, mais da metade desse contingente não está no mercado de
trabalho. Os dados fazem parte do Censo Demográfico 2010 do IBGE e servem de alerta aos empresários, que devem cumprir a Lei Federal nº 8.213/9.
A lei estabelece a empresas com 100 ou mais funcionários a inclusão de 2%
a 5% de pessoas com deficiência no seu quadro de efetivos. Mesmo com a
lei, muitas empresas ainda encontram dificuldades em incluir deficientes
em seu quadro de pessoal, e os principais motivos são a falta de qualificação
e dificuldade de adequação do candidato ao perfil da empresa.
Edgar Segato Neto, presidente da Federação Nacional das Empresas
de Serviços e Limpeza Ambiental (Febrac), destaca que o número divulgado
pelo IBGE corresponde ao total de pessoas com deficiência, mas é preciso
saber a quantidade que realmente está apta para trabalhar. Segundo ele, o
número de contratações no ramo de asseio e conservação tem caído. “Inclusive os que foram contratados deixaram o emprego”, revela. Entre os
principais motivos para isso estão a falta de acessibilidade nas empresas e
a dificuldade de locomoção do deficiente por meio de transportes públicos
(ônibus não adaptados). Além disso, Edgar lembra que os deficientes recebem um benefício em torno de R$ 900 e as empresas do setor pagam em
média R$ 800. “Para muitos não vale a pena sair de casa, passar por todas
as dificuldades de locomoção e acessibilidade para receber menos do que
se estivesse em casa, já que o benefício é suspenso quando o deficiente
passa a trabalhar com carteira assinada”, afirma.
REVISTA FECOMÉRCIO | FEVEREIRO 2015
Deficientes por
número de
funcionários
A cota depende do
número geral de
empregados que a
empresa tem no seu
quadro, na seguinte
proporção, conforme
estabelece o art. 93 da
Lei nº 8.213/91:
De 100 a 200 empregados 2%
De 201 a 500 empregados 3%
De 501 a 1001 empregados 4%
De 1001 em diante empregados 5%
REVISTA FECOMÉRCIO | FEVEREIRO 2015
Outra dificuldade encontrada
por empresários para cumprir a lei
de cotas é que, dependendo da área
de atuação de algumas empresas indústria, comércio ou prestação de
serviços, os candidatos com deficiência não podem ser aproveitados
em todos os tipos de atividades. “A
lei é feita de forma macro. Pega o
número total de funcionários, independentemente da função que
exercem, e calcula o percentual de
deficientes que devem ser contratos. Nem sempre é possível incluir
todos”, explica, dando exemplo de
uma empresa de vigilância. “Existe
uma empresa que possui 600 funcionários. Desse total, seis trabalham
na área administrativa e o restante
é de vigilantes que estão espalhados
em várias cidades de Goiás. A fiscalização pega a folha de pagamento,
vê que são 600 funcionários e calcula que devem ser contratados 30
deficientes. Onde esses deficientes
irão atuar, já que para ser vigilante
é preciso ter curso de formação?
Como colocar 30 pessoas em um
setor que comporta seis? Que tipo
de serviço eles vão realizar? Não somos contra a lei, mas acredito que
deveriam estabelecer um número
de deficientes para serem contratados por meio da área administrativa.
Cada setor ou empresa tem suas
particularidades”, acredita.
Denise Braga Melo, 35 anos,
concorda em parte com Edgar Segato. Nutricionista, pós-graduada
em Nutrição funcional e Síndrome
metabólica, ela é deficiente visual
desde os 24 anos, por complicações em decorrência da diabetes,
e tem muita dificuldade em conseguir uma vaga no mercado de trabalho. “Ao mesmo tempo em que
ouvimos dos empresários que as
cotas não são preenchidas por falta
de deficientes capacitados, quando
somos, não contratam, pois não
querem pagar mais que um salário
mínimo. Não nos enxergam como
profissionais capacitados, e sim
como preenchedores de vagas”,
destaca. Assim como Edgar Segato,
ela acha que a cota deveria funcionar por setor. “Na verdade deveria
exigir que a cota fosse cumprida
dentro de cada área específica, e
não na totalidade da empresa”, diz
Denise.
Para ela, as empresas não estão
preparadas para receber pessoas
com deficiência, por isso preferem
cumprir a cota obrigada por lei com
pessoas consideradas com deficiência leve. “Deficiência intelectual leve, deficiência física que não
demande grandes adaptações no
espaço físico, entre outros. Ou seja,
surdos, que necessitam intérprete,
cegos que precisam de condições
para mobilidade e computadores
com leitores de tela, cadeirantes
que precisam de rampas e espaços
mais largos para transitar, acabam
sendo excluídos, pois a cota diz do
percentual de deficientes, mas acaba excluindo alguns tipos de deficiência”, destaca.
//Capacitação
De acordo com a Relação Anual
de Informações Sociais (Rais), registro administrativo do Ministério
do Trabalho e Emprego, que é uma
das principais fontes de informações sobre o mercado de trabalho
formal brasileiro, em 2012, mais de
330 mil pessoas com deficiência tinham algum vínculo empregatício.
As informações da RAIS por Grau
de Instrução e Tipo de Deficiência indicam que, no ensino médio
completo, concentra-se o maior
número de vínculos empregatícios
de todas as modalidades, seguido
pelo ensino superior completo e
ensino fundamental completo. Levando-se em consideração o tipo de
deficiência, a maioria dos postos de
trabalho foi ocupada por pessoas
que possuem deficiência física (76,6
mil), seguidas pelas que possuem
deficiência auditiva (28,5 mil), visual
(12 mil), intelectual/mental (6 mil) e
múltipla (1,7 mil).
Antonio Aldenes Martins Adorno Ferreira, 29 anos, sofreu um
acidente doméstico aos três meses
de idade e ficou tetraplégico. Ele
faz parte das estatísticas dos que
estão empregados, mas reconhece as dificuldades que os deficien39
tes têm em encontrar e se manter
em um trabalho. “Estou há 11 anos
trabalhando no comércio e sei que
90% das lojas não possuem acessibilidade para cadeirantes”, afirma. Com contrato temporário na
loja Polyelle, do Setor Comercial
Sul, Antonio trabalha como locutor
promocional e destaca que a falta de acessibilidade está em toda
parte. “A maior dificuldade está no
transporte público, pois poucos são
adaptados. Além disso, não há rampas de acesso nas ruas e as calçadas são quebradas e irregulares, o
que dificulta muito a passagem de
um cadeirante”, destaca.
Morador do Recanto das Emas,
Antonio acredita que a dificuldade
de locomoção e os baixos salários
são os principais motivos que tiram
os deficientes do mercado. “A lei
de cotas funciona, mas falta fiscalização. Faltam também incentivos
para os deficientes, pois a maioria
dos empregadores oferece apenas
um salário mínimo, dependendo
da escolaridade. Como muitos deficientes já recebem o benefício do
governo de um salário mínimo, não
vale a pena sair de casa, passar por
todas essas dificuldades para conti-
nuar ganhando um salário”, explica.
Além de fazer serviços temporários em diversas lojas como locutor
promocional, Antonio trabalha em
rádios com o quadro que criou chamado Momento Acessibilidade, em
que dá dicas sobre o tema aos ouvintes. “No próximo ano começarei a
faculdade, nos cursos de Jornalismo
e Publicidade e Propaganda. Depois
de visitar quatro, descobri uma em
Taguatinga que tem a acessibilidade
necessária”, conta.
“A lei de cotas
funciona, mas falta
fiscalização. Faltam
também incentivos
para os deficientes”
Antonio Aldenes Martins
locutor promocional
Por dentro do Sistema
A inclusão social é, certamente,
uma das principais preocupações
do Senac-DF, que realiza ações com
o objetivo de diminuir as desigualdades. Para sistematizar esse trabalho, foi implantado, em 2006, um
setor responsável por criar projetos
para inserir, por meio da profissionalização, deficientes e pessoas excluídas da sociedade. O Núcleo de
Cidadania e Inclusão (NCI), como é
denominado atualmente, integra e
amplia as ações sociais existentes
nas diversas áreas da instituição.
Uma dessas ações é o Programa
Senac Emprego Especial, serviço
gratuito disponibilizado para empresas e pessoas com deficiência em
busca de uma colocação no mercado de trabalho.
40
Para participar, o aluno/candidato
deve preencher no site do Senac-DF
o minicurrículo, que ficará cadastrado no banco de currículos específico.
A instituição informará aos candidatos, semanalmente, via e-mail, as vagas disponíveis pelo Programa.
Caso o candidato tenha interesse, as informações específicas para
o preenchimento da vaga serão enviadas para o aluno/candidato. O
contato pode ser realizado via telefone ou email. Da mesma forma, as
empresas interessadas em participar devem entrar no site do Senac
e preencher os dados solicitados no
link do Núcleo de Cidadania e Inclusão destinado às empresas.
Ronaldo Neves Ferreira, coordenador do NCI, acredita que ainda há
certa resistência dos empresários
em contratar deficientes porque
muitos acreditam que eles que não
têm potencial devido às limitações.
Outro fator é a falta de formação
profissional e a baixa escolaridade.
“Apesar disso, estamos vivenciando
um momento de mudança”, destaca, lembrando que atualmente
existem diversas iniciativas do governo e de instituições para capacitar esse público em específico.
“Por outro lado, tem-se notado o
aumento da procura por capacitação. Só na Faculdade Senac temos
três alunos com alguma deficiência
e na unidade de Taguatinga tem
uma aluna com deficiência auditiva
fazendo o curso de Técnico em Secretariado”, destaca Ronaldo.
REVISTA FECOMÉRCIO | FEVEREIRO 2015
//empresário do mês
Pioneirismo
na Capital
//Por Raíssa Lopes
Cristiano Costa
Valéria Wandalsen
é o nome à frente
da Frutacor, loja
especializada em
cestas de presentes
F
luminense da cidade de Três
Rios, a nutricionista Valéria
Maria Lima Wandalsen, chegou a Brasília com o marido em
1989. No mesmo ano, conheceu a
Frutacor – estabelecimento especializado em cestas de café da manhã
que acabara de ser criado em Belo
Horizonte – e decidiu trazer a franquia para a Capital Federal.
“A Frutacor foi a primeira loja
do segmento no Distrito Federal e,
provavelmente, a primeira no Brasil, quando ainda em Belo Horizonte”, afirma Valéria. Surgiu a partir
de uma ideia trazida dos EUA, onde
já existia esse tipo de prestação de
serviços. Hoje, Valéria é proprietária da marca existente somente no
Distrito Federal.
Valéria acredita que o diferencial de sua loja é o atendimento
personalizado às necessidades do
cliente. “Além da aplicação de um
processo de melhoria constante do
produto, de inovação e ampliação do
portfólio de vendas”. Para o futuro, a
empresária pretende ampliar a linha
de produtos oferecidos e verticalizar
parte dos itens comercializados por
meio de produção própria.
“Há que se ter permanente atenção com detalhes com o produto
entregue ao cliente, desde o rígido
REVISTA FECOMÉRCIO | FEVEREIRO 2015
controle com qualidade da armazenagem e data de validade dos produtos até sua estética final”, afirma
a empresária. Valéria explica que
o trabalho é constante e intenso e
que busca manter o nível de qualidade proposto há 25 anos, quando
a marca surgiu. Para quem deseja
empreender no Distrito Federal, Valéria sugere respeito e atenção com
expectativas criadas com o mercado
e lembra que o mercado está cada
vez mais exigente e ciente de seus
direitos.
Em Brasília, Valéria concretizou ainda outro sonho: ser mãe.
Realizada nesse papel, ela tem três
filhos. O mais velho é proprietário
de um restaurante na mesma quadra da Frutacor, o Cantucci Bistrô.
Os dois mais novos ainda estão na
faculdade. Um cursa Engenharia da
Computação e a mais nova, Gestão
de Políticas Públicas, ambas na Universidade de Brasília.
41
tendência
Fotos: Raphael Carmona
Faltou espaço?
Estoque!
//Por Andrea Ventura
Cresce na capital
oferta de empresas
de selfs storages excelente opção para
quem tem pouco
espaço em casa ou na
empresa
A
empresária Monelly Guanaes precisou fazer uma
reforma em sua casa e não
podia deixar seus móveis
no local. Fez uma busca na internet
atrás de empresas de mudanças e
descobriu o self storage – empresas que oferecem armazenamento
de objetos pessoais em espaços privativos, geralmente denominados
boxes. Tudo pode ser armazenado,
com exceção de alguns objetos e produtos inflamáveis. A maioria dos que
fazem o armazenamento é formada
por pessoas físicas, mas empresas
também utilizam os serviços. Muito
comum nos Estados Unidos, os espaços de selfs storages já chegaram
ao Brasil e a Brasília. Quem utiliza os
serviços está satisfeito e quem investe também não tem do que reclamar.
Monelly utiliza o self storage com
frequência. “Sempre que preciso
guardar alguma coisa, uso os serviços. Comecei a utilizar porque preci42
Regina Mattos,
uma das sócias
da Espaço Ideal
Guarda Tudo
sei reformar a casa e guardei alguns
móveis”, conta. Ela utiliza os serviços
da Espaço Ideal Guarda Tudo. “Até
hoje tenho móveis guardados lá. É
como uma extensão da minha casa”,
avalia. Outra vantagem é a segurança. “Além do seguro que pagamos, o
local conta com câmeras de monitoramento”, explica.
Regina Mattos é uma das sócias
da Espaço Ideal Guarda Tudo. Localizado na BR-080, com acesso pela Estrutural, o espaço tem 20 mil metros
quadrados e conta com 220 boxes.
As unidades autônomas começam
com seis metros quadrados, mas são
modulares. A empresa existe há um
ano. “Já trabalhava com mudanças há
30 anos, por isso decidi investir neste
setor que é muito crescente”, revela.
Segundo ela, apesar da cultura do
brasileiro em sempre contratar uma
pessoa para fazer todo o serviço de
mudanças, esta realidade “self”, um
modelo já estabelecido nos Estados
Unidos, está mudando. “É uma alternativa mais barata, porque o próprio
dono dos objetos faz todo o serviço”,
define. O interessado, que pode ser
pessoa física ou jurídica, paga antecipadamente por um contrato de um
mês. Na Espaço Ideal Guarda Tudo,
os valores iniciam em R$ 230 mais
uma taxa mínima de seguro que começa em R$ 32. O seguro é obrigatório e protege contra roubo, incêndio,
alagamento e vendaval, entre outros.
“Os consumidores que nos procuram
geralmente mudaram de casa para
uma menor e não têm onde guardar,
além de homens que acabaram de se
separar e pessoas que vão para o exterior”, conta.
As empresas que procuram os
serviços geralmente buscam os serviços para guardar documentos. Após
um ano de funcionamento, Regina
conta que o público aceitou bem a
proposta. “A necessidade existe. Por
isso 80% dos boxes estão ocupados.
REVISTA FECOMÉRCIO | FEVEREIRO 2015
Além disso, é um empreendimento fácil de gerir. Todo contato com o
cliente é feito por telefone e não há
funcionários, a mão de obra é zero. Os
únicos funcionários são os vigilantes
que ficam 24 horas no local”, esclarece. Para a empresária, o momento é
propício para educar o cliente sobre
este novo segmento, “para que as
pessoas saibam que é mais barato do
que empresa de mudança”, ensina.
//Privacidade
Atuando há dois anos no Polo JK,
a Guarde Fácil funciona em um terreno de 7,2 mil metros quadrados.
Um dos sócios, o empresário Felipe
Ferreira Meira conta que há dificuldades para manter este tipo de negócio.
“Tem sido uma aventura tocar este
negócio porque as pessoas ainda não
têm consciência de como funciona
uma self storage. E a nossa margem
de lucro é pequena”, explica. Para ele,
o que possibilitou o funcionamento da
empresa foi o incentivo do programa
Pró-DF, que concede a empreendimentos produtivos diversos incentivos, entre eles benefícios fiscais e tributários. “Por meio desse programa
conseguimos comprar o terreno com
valor reduzido, viabilizando o nosso
negócio”, explica.
No espaço foram construídos 10
galpões, cada um com 22 boxes. Os
boxes têm tamanhos variados: 1,5x3;
3x3 e 4,5x3 metros quadrados. O
cliente escolhe de acordo com a sua
necessidade – mas a empresa também orienta a escolha do tamanho
ideal. Os valores iniciam em R$ 250
por mês, mais o valor do seguro que
inicia em R$ 32. Se o cliente não optar
pelos 30 dias, paga proporcionalmente ao período alugado.
Para atender à demanda, Felipe conta com 10 funcionários. “Para
alugar o boxe, o cliente não precisa
especificar o conteúdo. Uma das características do self storage é a privacidade. Fazemos questão de manter
o sigilo para a conveniência do cliente”, conta. Para evitar problemas, o
cliente assina um contrato em que há
especificado o que é proibido deixar
guardado nos boxes, como produtos
inflamáveis, por exemplo.
Entre os benefícios na utilização
dos espaços do self storage estão
os valores. “O preço do metro cúbico de armazenagem em relação
a empresas de mudanças é menor.
Além disso, há a conveniência de
que seus bens ficarão no espaço
ao qual só o cliente tem acesso por
meio de senha. Em empresas de
mudanças, os bens ficam em um
espaço comum”, ressalta.
//Espaços menores
Com duas unidades na cidade, a
Show Self Storage está no segmento
desde 2013. Em 2014 abriu mais uma
unidade na Asa Norte. O proprietário,
Marcos Koenigkan saiu do ramo imobiliário para investir em self storage
após conhecer o modelo promissor
nos Estados Unidos. “O brasileiro ainda não tem cultura de self storage.
Mas os espaços estão ficando cada
vez menores e caros. Manter uma
sala em um escritório para guardar
documentos, por exemplo, sai mais
caro que alugar um boxe”, ressalta.
Com uma taxa de ocupação de
cerca de 70%, ele garante que sua divulgação é feita no boca a boca. Para
ele é o melhor tipo de publicidade.
“Os clientes ficam satisfeitos e acabam indicando para outras pessoas.
É seguro e resolve o grande problema
da falta de espaço”, conta. Os locais
contam com segurança 24 horas por
dia e 95 câmeras de monitoramento.
Os boxes podem ser alugados por valores iniciais de R$ 180, mais o seguro
obrigatório que começa em R$ 32.
“Tenho um cliente que desocupou
um quarto que usava só para guardar
livros. Outra cliente conseguiu desocupar um quarto e o alugou, gerando
receita para ela”, conta. Em 2015, o
empresário pretende abrir mais duas
lojas, em Águas Claras e na Asa Sul.
“Estamos procurando novas opções
de negócios, queremos nos consolidar”, aponta.
//Serviço:
Espaço Ideal Guarda Tudo
Telefone: 3703-7070
Marcos Koenigkan passou
a investir em self storage
após conhecer o modelo
nos Estados Unidos
REVISTA FECOMÉRCIO | FEVEREIRO 2015
Guarde Fácil
Telefone: 3395-3300
Show Self Storage
Telefone: 3349-1000
43
formação
Chance
de crescer
//Por Sacha Bourdette
Programa de estágio do Sesc oferece 180 vagas para universitários que
querem ter experiência profissional em 18 áreas
U
ma boa maneira de começar
a carreira é ter no currículo
estágios na área de formação.
Pouca prática e contato insuficiente
com o ambiente de trabalho são
alguns dos empecilhos que pessoas
recém-formadas encaram quando
ingressam no mercado. O Sesc oferece oportunidade de crescimento por
meio do Programa de Estágio. No total, são 180 vagas em 18 áreas distintas: Artes Cênicas, Biologia, Cinema
e Produção Audiovisual, Educação
Física/Bacharelado, Enfermagem,
Física, Informática, Jornalismo, Letras, Matemática, Nutrição, Odontologia, Pedagogia, Psicologia Organizacional, Publicidade e Propaganda,
44
Química, Serviço Social e Turismo.
O presidente do Sesc-DF, Adelmir Santana, destaca o papel da
instituição na formação profissional.
“O Sesc oferece um campo vasto de
atuação. São atividades ligadas às
questões sociais, culturais, esportivas e do bem-estar do trabalhador,
que vai de uma assistência médica a
um evento cultural. É uma porta de
entrada para a troca de novos conhecimentos. Eles saem daqui aprendendo muito”, afirmou.
No processo seletivo de estágio
de 2015, inscreveram-se 1.290 estudantes, dos quais convocados 180.
Eles passaram por um processo que
contou com provas e entrevistas presenciais. A assistente do
Núcleo de Estágio, Aline
Batista Cavalcanti, revela
que o diferencial do Sesc
é ofertar vagas em diversas áreas. “A recepção
dos estagiários aprovados
está prevista para ocorrer no dia 23 de fevereiro. Eles terão a oportunidade de trabalhar em
sua área de formação,
pois aqui o diferencial é
ter um amplo campo de
atuação. Realizamos um
acompanhamento e supervisionamos o trabalho deles”.
Segundo a chefe da
Unidade de Gestão de
Ações de Sustentabilidade do Sesc-DF,
Patrícia de Souza, na
faculdade os estudantes aprendem muita
teoria e realizar o estágio
pode trazer mais segurança e conhecimento. “O estagiário é fundamental para a instituição. Temos
seis estudantes da área de Exatas
que atuam na Sala de Ciências e o
trabalho é feito com a supervisão
de um professor. Eles colaboram e
ao mesmo tempo aprendem muita
coisa”, diz.
A estudante de Educação Física
Morga de Azevedo, que faz estágio na
unidade da 504 Sul, conta que “o trabalho no Sesc foi o melhor possível,
inclusive já renovei o meu contrato,
pois irá contribuir muito para o meu
currículo e abrir mais portas futuramente. Na unidade eu auxilio nas atividades de musculação, jump, pilates
e natação”, revelou.
Já para a estagiária de Artes Cênicas da unidade de Ceilândia, Ananda Shaya, o Sesc possui uma excelente estrutura de teatro, pois aqui
em Brasília existem poucos espaços
e, segundo ela, é um privilégio trabalhar na instituição. “Está sendo bom,
pois eu nunca tinha trabalhado em
um teatro e eu consigo ver como ele
funciona de fato”, contou.
O Programa de Estágio do Sesc
existe desde 1972 e foi regulamentado pela instituição em 1998. Este
ano, houve um acréscimo no valor da
bolsa (R$ 656) e do auxílio transporte
(R$ 140) por mês. A vigência do contrato é de dez meses, podendo ser
renovado por igual período. A carga
horária é de 20h/semana. Mais informações: 0800 617 617.
@sescdf
/sescdistritofederal
REVISTA FECOMÉRCIO | FEVEREIRO 2015
cursos
Raphael Carmona
Oportunidade
de qualificação
//Por Sílvia Melo
Nova programação do Senac-DF
oferece 48 cursos profissionalizantes
em diversas áreas
A
proveitar o período de
recesso ou férias para
investir em qualificação
pode ser uma boa oportunidade para começar o ano com o
pé direito. Para atender à demanda
do mercado de trabalho e também
de alunos, o Senac-DF preparou uma
programação com 48 cursos profissionalizantes, e grande parte iniciará
as aulas em fevereiro e março. A nova
programação, referente aos três primeiros meses do ano, está disponível
nas unidades da instituição, por meio
da Revista Senac, e também no site
www.senacdf.com.br.
Os cursos oferecidos são de diversas áreas como saúde, gestão,
negócios, turismo, hospitalidade,
informação, comunicação, produção
cultural e design. Além disso, os interessados podem escolher entre os
cursos de curta duração (formação
inicial e continuada) ou de longa duração (cursos técnicos). “Fazer um
curso profissionalizante é uma ótima
oportunidade para conquistar uma
vaga no mercado de trabalho. Pode
ser também a chance de se especializar dentro da carreira escolhida
para conquistar novas oportunidades
ou melhorar o cargo que ocupa na
empresa onde já trabalha”, destaca
Adelmir Santana, presidente do Conselho Regional do Senac-DF.
Dentre os cursos técnicos, cuja
carga horária varia de 934h a 1.800h
e duram no mínimo um ano, destacam-se os técnicos em Análises
Clínicas, Enfermagem, Secretariado,
REVISTA FECOMÉRCIO | FEVEREIRO 2015
Logística, Informática,
Segurança do Trabalho e
Guia de Turismo. Os destaques dentre os cursos
de formação inicial e continuada, que possuem
carga horária entre 20h
e 500h são: Cabeleireiro,
Depilador, Design de Sobrancelhas, Lactarista,
Recepção em Serviços
de Saúde, Agente de Alimentação Escolar, Auxiliar Administrativo, Auxiliar de Faturamento,
Elaboração de IR, AutoCad 2D, Montador e Reparador de Computador,
Costureiro, Editor Gráfico, Confeiteiro, Cozinheiro e Sushiman.
//Onde encontrar
Os cursos serão oferecidos nas
unidades do Senac localizadas na 903
Sul, no Setor Comercial Sul (Jessé
Freire e Gastronomia), em Sobradinho, Taguatinga, Ceilândia e Gama.
As matrículas podem ser realizadas
nas próprias unidades e o interessado deve levar os seguintes documentos: RG, CPF, comprovante de escolaridade e comprovantes dos demais
requisitos do curso escolhido.
Confira alguns cursos com início previsto para fevereiro:
CURSO
Técnico em Análises Clínicas
CARGA
HORÁRIA
LOCAL
INVESTIMENTO
1.320h
903 Sul
R$ 7.260*
Agente de Alimentação Escolar
200h
Taguatinga
R$ 775*
Administração de
Serviços Hospitalares
60h
Gama
R$ 225*
Auxiliar de Recursos Humanos
200h
Ceilândia
R$ 726*
Auxiliar de Operações
em Logística
200h
Jessé Freire
R$ 630*
Costureiro
200h
Sobradinho
R$ 1.320*
Pizzaiolo
200h
CEP-Tecnologia
do Turismo e
Hospitalidade
R$ 1.254*
* a serem pagos em parcelas mensais, de acordo com a duração do curso
www.senacdf.com.br
/senacdistritofederal
@senacdf
45
//doses econômicas
E andou
mesmo de lado...
O
ano de 2014 foi um ano
morno da economia brasileira. Talvez mais para frio
do que para quente. Contudo, não
houve recessão e o volume de vendas do varejo até cresceu: 3,7% de
acordo com a Serasa, ou 3,1% conforme a CNC. Mas foram os piores
resultados desde 2003.
De fato, a economia andou de
lado. Antecipáramos esse quadro
em entrevista à esta Revista, em
fevereiro de 2014. Confirmamos tal
expectativa em artigo também na
edição de julho de 2014.
E 2015, o que nos reserva? O
panorama internacional será de
uma parte melhor: recuperação
da economia americana e redução
do preço do petróleo que no curto
prazo é positiva para o Brasil. De
outra, será pior, com a queda de
preços de commodities das quais
o Brasil é grande produtor (soja,
carnes, minérios etc.). Em resumo:
conjuntura internacional neutra;
não ajudará muito, mas não prejudicará.
Porém, fechamos 2014 com desequilíbrios macroeconômicos que
precisam de correção urgente. Re-
ferimo-nos ao déficit do balanço de
pagamentos e à inflação alta com
estagnação. Daí o porquê da nova
equipe econômica com viés liberal
e ortodoxo.
Como a inflação vem elevada
há cinco anos, a inércia (retroalimentação inflacionária) já é forte.
Ao mesmo tempo será necessário
corrigir alguns preços, como o dólar que deverá ficar ainda um pouco
mais caro. Esses movimentos costumam produzir tensões inflacionárias. Para neutralizá-las a taxa
de juros provavelmente subirá mais
um pouco e o resto ficará por conta
do arrocho fiscal e de crédito.
Esses ajustes terão um custo. Talvez uma recessão técnica
em 2015 e retração nas vendas do
varejo. O apoio inequívoco da presidente da República às políticas
ortodoxas pode acelerar a recuperação da confiança e a recuperação chegaria logo em 2016.
A alternativa de contemporizar
com os desequilíbrios proporcionaria um ano talvez um pouco melhor para o comércio, mas agravaria os problemas de endividamento
externo e da indústria.
Cristiano Costa
Carlos Eduardo de Freitas
Economista e presidente do
Corecon/DF
Parceria:
46
REVISTA FECOMÉRCIO | FEVEREIRO 2015
cultura
Cristiano Costa
Centro
do palco
//Por Sacha Bourdette
Sesc-DF recebe o
lançamento da 18 ª
edição do projeto Palco
Giratório com grupos
de todo o País
O
projeto já consolidado no
teatro brasileiro estará
no Distrito Federal em
sua 18ª edição. O Sesc-DF irá receber de 11 a 15 de março
o lançamento do Circuito Nacional
Palco Giratório. A capital foi escolhida pela primeira vez para dar a
largada ao festival que reúne o melhor da arte cênica nacional. Para o
evento de abertura, se apresentarão grupos do Rio Grande do Norte,
Bahia e Goiás, e companhias locais.
As unidades de Ceilândia, 913 Sul,
Taguatinga Norte e Gama serão os
palcos dos espetáculos de lançamento, além da Torre de TV.
Segundo o responsável pelo
Palco Giratório em Brasília e coordenador do Teatro Sesc Garagem,
Ivaldo Gadelha, o projeto representa trocas de experiências e intercâmbio entre artistas e a plateia.
“O projeto é considerado o mais
importante do País no segmento de
artes cênicas. Não é apenas reunir
20 companhias com mais de 30 espetáculos, mas é levar ao público
diversas linguagens artísticas em
instalações do Sesc, praças e outros espaços urbanos. No evento de
lançamento contaremos com a coletiva de imprensa, reuniões, apresentações e oficinas”, adiantou.
REVISTA FECOMÉRCIO | FEVEREIRO 2015
Todo o Brasil será percorrido a
partir de abril, após o lançamento,
o que contribui para a descentralização e difusão das produções cênicas no País. O evento retornará a
Brasília de 2 a 30 de julho, com apresentações no Teatro Sesc Garagem
(913 Sul), ruas e praças da capital. A
expectativa é que mais de 6 mil pessoas confiram os espetáculos, intervenções e participem das oficinas de
temas variados que irão favorecer o
debate sobre as formas de fazer teatro. Em um mês serão 20 grupos
de 12 estados diferentes que trarão
peças com entrada franca.
Três peças do Prêmio Sesc do
Teatro Candango de 2014 foram
indicadas para participar da programação regional do Festival Palco
Giratório – Brasília 2015, concorrendo, posteriormente, a uma possível inserção no projeto nacional
de 2016. O espetáculo “Misanthrofreak”, do Grupo Desvio, eleito o
melhor da mostra competitiva, fará
parte do festival. “Iara – O Encanto
das Águas”, da Companhia Lumiato, contemplada com os prêmios
de melhor direção, dramaturgia e
sonoplastia também estará no projeto. Além disso, o espetáculo “Entre
Cravos e Lírios”, do Grupo BRSA Coletivo de Artistas, vencedor da cate-
6 mil
é a expectativa de
público para os
espetáculos do
projeto no DF
goria de melhor atriz e figurino, será
apresentado.
O diretor e ator da peça Misanthrofreak, Rodrigo Fischer, considera o Palco Giratório uma grande
oportunidade de receber mais visibilidade. “Já apresentei a peça em
Nova Iorque e em países da Europa
e agora será uma chance de mostrar para o Brasil. Vencer o prêmio
me proporcionou prolongar a vida
útil de meu espetáculo, ao apresentá-lo no Palco Giratório. Será um
grande privilégio participar do mais
importante festival de circulação cênica do Brasil”, contou.
@sescdf
/sescdistritofederal
47
//agenda fiscal
Outros eventos trabalhistas
no e-Social: fiquem atentos
N
esse artigo iremos tratar do arquivo “Eventos
Trabalhistas”. Sobre o
Afastamento Temporário
e, para esse benefício, são motivos:
Aborto não criminoso; Acidente de
trabalho; Aposentadoria por invalidez; Cárcere (auxilio reclusão);
Doença; Licença sem vencimento;
Mandato eleitoral; Mandato sindical
maternidade, inclusive decorrente
de Adoção; Participação de cursos
ou programa de qualificação; Paternidade; e Serviço Militar.
Outra questão é a Estabilidade, e
destacamos: Acidente de Trabalho;
CIPA; Dirigente de Cooperativa; Dirigente Sindical; Empregado Reabilita-
do; e Gestante são exemplos de motivos
que justificam a Estabilidade. Todas essas ocorrências são relevantes e exigirão
registros específicos, com informações
sobre autorização e prazo. Fato que vai
complicar é que o Aviso Prévio deve ser
registrado com a antecedência normatizada. O Aviso Prévio acertado com o empregado não poderá ser registrado.
Em relação a outras ocorrências
será necessário registrar: Atividades Desempenhadas, Advertência, Suspensão,
Pedido de reconsideração de benefício
previdenciário, desligamento, reintegração (qualquer fato verificado ao longo
da vida laboral) deverá ser registrado no
e-Social e sempre devem ser observados os prazos legais.
Joel Rodrigues
Adriano Marrocos
Contador da Fecomércio
e do IFPD e presidente do CRC/DF
Calendário – 6 a 28/2/2015
O QUE e QUANDO pagar?
06/02
13/02
16/02
20/02
25/02
27/02
• Data limite para pagamento dos salários referente a 1/2015.
• FGTS (GFIP - Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia e Informações à Previdência Social) referente a 1/2015.
• COFINS/CSLL/PIS retenção na fonte, de 16 a 30/1/2015.
• Contribuição Previdenciária (contribuintes individuais, facultativos e domésticos) referente a 1/2015.
• Contribuição Previdenciária (SIMPLES e Empresas em Geral, incluindo retenção de 11% e empresas desoneradas)
referente a 1/2015.
• Imposto de Renda Retido na Fonte nos códigos 0561, 0588 e 1708 referente a 1/2015.
• SIMPLES NACIONAL referente a 1/2015.
• ISS e ICMS referentes a 1/2015 (observar datas específicas para o ICMS – ST e outras situações).
• PIS e COFINS referentes a 1/2015.
• Contribuição Sindical Laboral Mensal referente a 1/2015.
• 2ª quota ou cota única do IRPJ e da CSLL referente ao 4º trimestre/2014 pelo Lucro Real, Presumido ou Arbitrado.
• Carnê Leão referente a 1/2015.
• IRPJ e CSLL referente a 1/2015, por estimativa.
• COFINS/CSLL/PIS retenção na fonte, de 1 a 15/2/2015.
• Parcela do REFIS, do PAES, do PAEX, do Parcelamento do SIMPLES Nacional e do Parcelamento da Lei 11.941/2009
(consolidado).
O QUE e QUANDO entregar?
06/02
13/02
20/02
27/02
Várias
48
• Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) ao MTPS referente a 1/2015.
• Escrituração Digital do PIS/Pasep, da COFINS e da Contribuição Previdenciária (EFD CONTRIBUIÇÕES) à SRF/MF
referente a 12/2014.
• Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF Mensal) a SRF/MF referente a 12/2014.
• Declaração de Operações Imobiliárias (DOI) à SRF/MF referente a 1/2015.
• Declaração de Imposto de Renda na Fonte (DIRF) à SRF/MF referente ao ano calendário 2014.
• Declaração de Informações sobre Atividades Imobiliárias (DIMOB) à SRF/MF referente ao ano calendário 2014.
• Livro Fiscal Eletrônico (LFE) a SEF/DF referente a 1/2015: observar Portaria/SEFP nº 398 (9/10/2009).
REVISTA FECOMÉRCIO | FEVEREIRO 2015
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Processo SUSEP nº 15414.901053/2013-88. O registro deste plano na SUSEP não implica, por parte da Autarquia, incentivo ou recomendação à sua comercialização. SAC – Serviço de
Atendimento ao Consumidor: 0800 570 7042 - Deficiente Auditivo ou de Fala: 0800 775 5045 24 horas, sete dias da semana. Ouvidoria: 0800 775 1079 - Deficiente Auditivo ou de Fala:
0800 962 7373 Das 8h às 18h, de 2º a 6º feira, exceto feriado ou pelo site www.bbseguros.com.br. A Ouvidoria tem como objetivo atuar na defesa dos direitos dos consumidores,
esclarecendo, prevenindo e solucionando conflitos. Deverá solucionar, de forma ágil e imparcial, as insatisfações que, por algum motivo não foram esclarecidas pelos canais de
atendimento habituais, como, por exemplo, o SAC. Serviço de assistência à residência prestada pela Brasil Assistência, CNPJ: 68.181.221/0001-47.
turismo
Sesc Varandas
traz novidades
para 2015
Excelente opção de hospedagem
para comerciários e dependentes,
o local deverá passar por uma
reforma este ano
Cristiano Costa
//Por Andrea Ventura
C
omerciários e dependentes têm uma excelente opção para se hospedar em
Brasília. É o Sesc Varandas, situado na unidade da 913 Sul.
O espaço foi inicialmente destinado
a abrigar funcionários do Sesc que
vinham de outras regiões para fazer cursos na cidade, já que antes a
unidade pertencia ao Departamento Nacional. Após a mudança para
o Departamento Regional, o local
passou por uma grande reforma e
começou a receber comerciários e
seus dependentes que desejam se
hospedar na cidade. “Muitos vêm
conhecer a cidade com a família ou
resolver problemas administrativos
em Brasília, como aposentadorias e
questões judiciais. Além disso, recebemos também para hospedagem
atletas e artistas”, revela a chefe
da Central de Turismo do Sesc-DF,
Iêda Vale Fonseca. A prioridade de
hospedagem é para comerciários e
dependentes, mas o local é aberto a
toda a comunidade.
O Sesc Varandas conta com 16
apartamentos e recebe cerca de
240 hóspedes por mês, a maioria
de comerciários. Os apartamentos
têm TV, frigobar, banheiro privativo,
ar condicionado e telefone. O acesso
aos apartamentos pode ser feito por
meio de elevador ou escadas. O valor da diária é acessível, com apartamento duplo por pessoa e café da
manhã. O desjejum é farto e balanceado e inclui pães do tipo integral e
francês, frutas, sucos, ovos mexidos,
pão de queijo, biscoitos dietéticos,
50
café, chocolates e chá, entre outros.
Em 2015 o Sesc Varandas passará por uma reforma que deverá
aumentar a oferta de quartos, para
suprir a demanda anual de hóspedes. Quem se hospedar neste ano
vai contar ainda com televisores novos e mais modernos nos quartos e
serviço de TV a cabo. “Recebemos
muitos hóspedes durante todo o
ano. O preço é atrativo, e deixamos
os hóspedes muito à vontade, como
se estivessem em casa, o ambiente é informal, voltado para atender
a família comerciária”, conta Iêda.
Crianças de até cinco anos não pagam e hóspedes de 6 a 11 anos pagam a metade do valor.
O administrador de empresas
Sérgio Marçal mora em Goiânia,
mas sempre que vem a Brasília opta
pelo Sesc Varandas como opção de
hospedagem. “Prefiro pela relação custo-benefício. Além do preço
ser bom, é bem localizado”, conta.
Em geral, ele fica na cidade cerca
de dois dias a negócios. “O hotel é
aconchegante e o pessoal já me conhece. É uma continuação da minha
casa”, afirma. Desde julho de 2005,
a hospedagem conta com o selo
de estabelecimento credenciado
pela publicação especializada em
viagens “Guia Quatro Rodas Viajar
Bem e Barato”. O selo indica que o
Sesc Varandas faz parte da lista das
melhores opções de hotéis do País.
O selo representa ainda o reconhecimento do Guia Quatro Rodas pela
qualidade e pela excelência dos serviços disponíveis aos que se hospedam no local. As reservas devem ser
feitas de segunda a sexta-feira, das
8h às 18h.
@sescdf
/sescdistritofederal
REVISTA FECOMÉRCIO | FEVEREIRO 2015
Oficina de máscaras, bailinho, desfile de fantasia infantil,
aulão de rítmos, brinquedos infláveis, pintura de rosto,
samba, frevo, marchinhas, pagode e axé.
Entrada gratuita para crianças de até 12 anos
Usuários e seus dependentes R$ 5
Sesc Taguatinga Sul - 15 e 17 de fevereiro
Sesc Guará - 14 a 17 de fevereiro
Sesc Taguatinga Norte - 15 e 17 de fevereiro
Sesc Gama - 14 a 17 de fevereiro
Sesc Ceilândia - 14 a 17 de fevereiro
//vitrine - Por Taís Rocha
Para pular
os quatro dias
Alegre
como
deve ser
No mercado internacional há mais de 15
anos, a marca Ballasox abriu sua primeira
loja física em território nacional aqui em
Brasília há seis meses, na 107 Norte (Bloco A,
loja 21). A marca é especializada em sapatilhas
inspiradas nas bailarinas. Elas vêm com um
forro em elastano que veste o pé como uma meia,
garantindo um conforto único, além de serem
dobráveis e por isso bem práticas. Ou seja, são uma
opção superconfortável para cair na folia. “As sapatilhas estarão
com preço promocional até o Carnaval, com modelos a partir de
R$ 59,90”, afirmou a proprietária Mariângela do Carmo.
O batom NY Style Red,
da Fashion Collection
(R$ 32,99), do Boticário,
é uma ótima opção de
maquiagem para quem
quer pular o Carnaval.
De fácil aplicação, tem
cobertura por até oito
horas, FPS 25, além de
vitaminas A e E, e ação
antioxidante.
Conforto para
os pequenos
Lado lúdico
do Carnaval
A loja de roupas infantis Alphabeto
(Pátio Brasil Shopping, Piso 2, loja
304, 3964-2080) lançou sua Coleção
Carnaval, com peças a partir de
R$ 15,95. São shorts, vestidos e
camisetas leves e confortáveis que vão
deixar as crianças além de coloridas,
bem confortáveis para curtir a folia.
A paper designer, Fabiani
Christine, da Dot Paper, preparou
kits especiais para as crianças.
São gatinhas, anjos e marinheiros.
O destaque é para a fantasia de
palhaço – que vem com gravata de
cetim estampado, nariz e óculos
gigantes (R$ 50). As embalagens
dos kits vêm com uma sugestão
de looks.
De graça para
as crianças
Para fugir da folia
O CCBB abre seus espaços para
a exposição, “Ciclo – criar com o
que temos”. Para quem não curte
a folia, é uma ótima pedida para
os dias de Carnaval. A mostra
segue até 20/4, com obras como
“Slogans para o século 21”, do
artista Douglas Coupland (foto).
São 15 instalações e esculturas de
52
14 artistas de diferentes gerações
e nacionalidades, pautada pela
urgência de produzir uma arte a
partir de elementos do mundo –
como câmaras de pneus, palitos
de dente, dejetos eletrônicos,
armas, doces, veículos e até lixo.
Visitação de quarta a segunda, 9h
às 21h, com entrada gratuita.
O Shopping Pátio Brasil irá
investir neste ano na folia das
crianças. Serão dois dias de
Bailinho de Carnaval na Praça
Central, com entrada franca:
sexta-feira (dia 13) e sábado
(dia 14). Sexta haverá oficinas e
pintura de rosto (das 14h às 20h).
Sábado o bailinho será animado
com banda, desfile, balões e kit
folião para as crianças.
REVISTA FECOMÉRCIO | FEVEREIRO 2015
BOLETIM DA CONJUNTURA IMOBILIÁRIA
S Í N T E S E
O estudo realizado neste boletim tem objetivo de ser um
insumo para pesquisa e análise da conjuntura do mercado
ÍNDICE DE PREÇOS
imobiliário no Distrito Federal. O ambiente econômico no Brasil
Variação Mensal
tem reflexos no setor imobiliário. A partir dos dados coletados
1,20%
e apresentado no boletim do mês de dezembro, é possível
verificar que o setor imobiliário oferece a relação mais estável
como investimento. Avalie os dados completos no boletim da
1,00%
0,80%
0,60%
0,40%
0,20%
0,00%
IGP - M
conjuntura imobiliária em nosso site: www.secovidf.com.br
Certamente a informação que você precisa para decidir sobre
investimento em imóveis está disponível em nosso boletim.
Novembro
Deztembro
IGP - DI
0,98 1,14
0,62 0,38
IPC
%
%
%
%
IPCA
0,69 0,51
0,30 0,78
INCC
%
%
%
%
0,44
0,08
%
%
ÍNDICE DE RENTABILIDADE IMOBILIÁRIA
Residencial
Águas Claras
Brasília
Guará
foi o IPCA, no entanto, a variação do IPCA na
categoria “Habitação” foi de 0,32%, um valor menor
que o observado em novembro, de 0,41%.
0,44
0,40
0,32
%
O Índice de rentabilidade mede o quanto o
aluguel de determinado imóvel rende ao ano
em relação ao seu valor venal
Veja mais no Boletim Completo em nosso site.
%
%
ÍNDICE IMOBILIÁRIO
ÍNDICE IMOBILIÁRIO
Locação
Comercialização
114,000
108,685
106
Os indicadores recuaram em dezembro. A exceção
APARTAMENTO
1 QUARTO
110,320
110,786
111,262
112 ,108
127,000
110,452
122,986
119,457
,307
109,000
102,000
dez 13
fev 14
abr 14
jun 14
ago 14
out 14
dez 14
tamento geral dos preços de aluguel e de venda
dos imóveis ofertados no DF. Demonstra as
tendências do mercado imobiliário auxiliando
nas tomadas de decisão.
dez 13
fev 14
124,366 123468 123,713 124,473
124,370
abr 14
jun 14
ago 14
out 14
dez 14
VEJA O BOLETIM COMPLETO NO SITE:
www.secovidf.com.br
Leve sua imobiliária para o SECOVI-DF: 3321 4444
//caso de sucesso
Professora
abre o próprio
negócio
Raphael Carmona
//Por Sílvia Melo
Monique Lemos encontra nova
profissão e se torna cake designer
A
o mudar-se para Brasília em fevereiro de 2014
para acompanhar o marido, que havia conseguido um emprego na Capital Federal, a carioca
Monique Roberta Silva Praxedes Lemos, de 30
anos, deixou no Rio de Janeiro o emprego de professora
de maternal em uma escola. Quase um ano depois da
mudança, sua vida deu uma reviravolta. Em meio a bolos,
doces, cupcakes, bombons, biscoitos, trufas, pães de mel,
entre outras guloseimas, ela sente-se realizada. Depois
de fazer o curso de Confeiteiro no Senac-DF, a professora
abriu o próprio negócio, a empresa Studio Doce e Art, onde
as encomendas para os mais diversos tipos de festas e comemorações não param de chegar.
Mãe de dois filhos e com o terceiro a caminho, Monique sempre gostou de cozinhar e admirava o trabalho
de uma prima, que é confeiteira. “Sempre tive vontade
de entrar para o mundo da confeitaria. Quando morava
no Rio, fazia doces em casa para as festinhas da família”,
conta ela, que sempre quis se profissionalizar mas não
teve oportunidade. “Meu marido ficou sabendo do curso
gratuito do Senac, que era próximo ao emprego dele, e
me avisou. Fiz a inscrição e em poucos dias fui chamada
para me matricular”, conta, destacando que conseguiu a
bolsa por meio do Programa Senac de Gratuidade (PSG).
“O curso foi realizado na unidade móvel que estava na
cidade Estrutural”, completa.
Dois meses após o início das aulas, Monique começou
a produzir bolos confeitados e a vender, por meio de encomendas feitas pela internet. “O que eu aprendia no curso
fazia em casa, tirava fotos e colocava em grupos de mães
e de festas do Facebook. As pessoas passaram a conhecer
o meu trabalho e começaram a encomendar”, lembra. “O
primeiro pedido, feito por uma moça para o noivo, foi de
um bolo que tinha uma lata de cerveja derramando. Foi o
maior sucesso e muitas pessoas começaram a encomendar também”, conta. Os primeiros clientes passaram a
indicar o trabalho de Monique e logo ela abriu a empresa.
“Meu sonho era abrir uma doceria, por isso precisava
fazer um curso profissionalizante. E foi o Senac que abriu
54
as portas dessa área para mim”, afirma, lembrando que
a instituição tem bastante credibilidade. “Quando as pessoas vêm fazer as encomendas, sempre perguntam onde
aprendi a fazer os bolos e doces. E quando digo que foi no
Senac, as pessoas passam a ter outra visão, pois sabem
que a empresa é séria e forma profissionais capacitados”,
destaca. Monique pretende ampliar a empresa e, depois
que o bebê nascer, vai fazer faculdade de Gastronomia.
//Sobre o curso
O curso de Confeiteiro possui carga horária de 300h e
é realizado no Centro de Educação Profissional Tecnologia
do Turismo e Hospitalidade, localizado no Setor Comercial
Sul. Nele, o aluno aprende a preparar e montar sobremesas e massas doces, produzir e decorar bolos, tortas e
sobremesas, e ainda preparar biscoitos finos, chocolates
especiais, folhados, massas e doces diversos, seguindo os
padrões das boas práticas na manipulação dos alimentos.
Para participar é preciso ter no mínimo 18 anos e o Ensino
Fundamental completo. A previsão de nova turma é para o
mês de maio.
@senacdf
/senacdistritofederal
REVISTA FECOMÉRCIO | FEVEREIRO 2015
EMPRES
A
IA
UNICEF/BRZ/João Ripper
UNICEF/BRZ/João Ripper
UNICEF/BRZ/Manuela Cavadas
© UNICEF/NYHQ2009-1911/Pirozzi
UNICEF/BRZ/João Ripper
UNICEF/BRZ/Manuela Cavadas
NC
À IN F Â
secure.unicef.org.br/empresasolidaria
0800 605 2020
[email protected]
Empresa Solidária à Infância é um programa que o UNICEF criou para mudar a realidade
de milhares de crianças e jovens. Ao fazer uma doação, sua empresa colabora com o nosso trabalho
e ajuda a levar oportunidades e direito à saúde, educação e proteção. É assim que, juntos, faremos
a nossa parte por um mundo melhor. Acesse o site, saiba mais sobre o programa e participe.
//direito no trabalho
Estabilidade do
dirigente sindical com
a extinção da empresa
A
estabilidade do dirigente sindical é uma garantia
constitucional prevista no
art. 8º, inciso VIII, da Constituição
Federal, e tem por objetivo proteger
o direito de defesa dos interesses
coletivos da categoria profissional.
É o meio legal de garantir que
o representante eleito pelos trabalhadores, ainda que suplente,
exerça sua liderança sindical e
não sofra uma dispensa arbitrária,
pois sua estabilidade no emprego é conferida desde o registro da
candidatura a cargo de direção ou
representação sindical, até um ano
após o final do mandato, salvo se
cometer falta grave.
Ocorre que a exemplo de muitas estabilidades previstas em lei,
a do dirigente sindical também
gera dúvidas, e a que merece destaque é o caso em que a empresa
encerra as suas atividades na base
territorial do sindicato laboral e aí
se discute se permanece ou não
essa estabilidade.
Após muitas discussões no
Judiciário, o Tribunal Superior do
Trabalho (TST) firmou o entendimento de que “havendo extinção da
atividade empresarial no âmbito da
base territorial do sindicato, não há
razão para subsistir a estabilidade”.
Também o Supremo Tribunal
Federal (STF) diante da questão já
se manifestou no sentido de que a
garantia constitucional, enquanto
no cumprimento de mandato sindical, não se destina a ele propriamente dito, ou seja, não é intuito
56
Joel Rodrigues
Não resta dúvida
de que a empresa
encerrando suas
atividades na
base territorial do
sindicato, também
estará encerrada a
estabilidade do seu
dirigente sindical
personae, mas sim à representação
sindical de que se investe, quando
eleito pela categoria, o que deixa de
existir se a empresa empregadora
for extinta.
E por se tratar da Corte máxima
do País, dúvida não resta de que a
empresa encerrando suas atividades na base territorial do sindicato
profissional, encerrada também estará a estabilidade do seu dirigente
sindical. Assim, as empresas que
enfrentarem esse tipo de situação
poderão fazer suas rescisões sem
justa causa, ainda que o empregado seja um dirigente sindical, sem a
necessidade de ter o cometimento
de falta grave.
Dra. Cely Sousa Soares
mestre em Direito pela UCB, sócia da
Ope Legis Consultoria Empresarial,
Consultora Jurídica de diversas
empresas e entidades de classe
REVISTA FECOMÉRCIO | FEVEREIRO 2015
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M
ais um ano que começa
cheio de desafios e oportunidades para pequenos
negócios em todo o País.
Em um ano que apresenta um cenário
econômico difícil, com alta da inflação,
desvalorização do câmbio, rumores de
um provável aumento de impostos e
cortes gerais de orçamento, estamos
felizes por trazer uma boa notícia: em
2015, o e-commerce continuará crescendo forte no Brasil.
Segundo dados da E-bit, empresa
especializada em informações do
setor, no ano passado o e-commerce
movimentou R$ 35,8 bilhões. Em 2015,
a expectativa é que esse montante
chegue a R$ 43 bilhões, crescimento
de aproximadamente 20%.
E como você pode aproveitar essa
oportunidade?
Em primeiro lugar, o óbvio: se você
tem a possibilidade de vender online,
mas ainda não o faz, essa é a hora de
adquirir sua plataforma de e-commerce. Atualmente há diversas soluções
prontas, como as da Locaweb e da
UOL, que precisam ser apenas implementadas e ajustadas ao seu site. Escolha a que melhor atende a suas necessidades e comece o quanto antes.
Mas se você já possui um serviço
de e-commerce, veja abaixo algumas
tendências que valem a pena serem
observadas neste ano.
A primeira delas é a personalização. Empresas que querem vender
online precisam, cada vez mais, entregar imediatamente o produto que seu
cliente está procurando. A apresentação dos produtos e das ofertas deverá ser desenhada para cada cliente
individual, baseada em seu histórico
de compras e suas preferências pessoais. Isso irá melhorar as vendas,
a margem de lucro e a satisfação de
seus clientes.
58
A s e g u n d a te n d ê n c i a é a d o
M-commerce. Cada vez mais usuários
acessam a internet através de dispositivos móveis, seja um smartphone
ou um tablet. Isso significa que uma
empresa que se dispôs a vender online deve certificar-se de que seu site
possa ser acessado em todos esses
aparelhos. De acordo com pesquisa
da Pyramid Research, em 2015 serão
vendidos 93 milhões de telefones
celulares no Brasil, dos quais 49%
serão smartphones. Lembramos
também que este será o ano dos Wearables (dispositivos que podem ser
“vestidos”) como o já anunciado Apple
Watch, fato que irá apenas aumentar
a gama de opções móveis que estarão
disponíveis para o público.
Para terminar, uma das tendências
mais importantes para o ano é a Big
Data. Torna-se cada vez mais importante coletar e analisar dados estatísticos referentes à sua presença online.
Seja por meio do Google Analytics ou
das ferramentas de insight de suas
redes sociais, esses dados irão trazer
ao empreendedor diversas dicas sobre
o comportamento de seus clientes,
suas preferências e suas intenções de
compra. Será a partir destes dados que
você poderá refinar sua estratégia online e atingir o maior número de clientes
possíveis, maximizando suas vendas.
Apesar dos desafios que o ano
apresenta para os pequenos negócios, 2015 também estará cheio de
oportunidades, especialmente para
os empresários que estejam dispostos
a desbravar novos horizontes. O consumidor brasileiro está cada vez mais
confortável com o ambiente online e
sente-se cada vez mais seguro em fazer compras pela internet. As empresas que melhor souberem aproveitar
essa realidade terão um diferencial
em relação aos competidores. Um excelente ano para todos e boas vendas.
Geovanna Leal
Em 2015, o e-commerce
continua forte no Brasil
Renato Carvalho
Diretor-Executivo
da ClickLab
Maximo Migliari
//Envie perguntas para
[email protected] ou
facebook.com/agencia.clicklab
REVISTA FECOMÉRCIO | FEVEREIRO 2015
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nas mais diversas áreas.
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//sindicatos
Cristiano Costa
José Aparecido
da Costa Freire,
presidente do
Sindipel-DF
I
Movimento
tímido nas
papelarias
//Por Daniel Alcântara
Sindipel-DF espera aumento de apenas 3%
no faturamento do setor
60
nício de ano sempre é marcado
pela grande procura no setor de
papelarias de todo o Distrito Federal em decorrência do começo
do ano letivo nas escolas. Porém,
em 2015 as expectativas não são as
melhores. O Sindicato do Comércio
Varejista de Material de Escritório,
Papelaria e Livraria do Distrito Federal (Sindipel-DF) acredita que em
2015 o governo do DF não disponibilize o cartão material escolar por
falta de orçamento. Diante disso, o
sindicato espera um tímido aumento
de 3% no faturamento do setor em janeiro na comparação com o mesmo
período do ano passado, descontada
a inflação. É um número considerado
pequeno, de acordo com o Sindipel.
O cartão escolar era disponibilizado desde 2013 para os alunos da
rede pública de ensino cadastrados
no Programa Bolsa Família, com
um crédito de R$ 226, com o custeio
do GDF, para ser gasto com material escolar nas lojas à escolha do
cidadão. “Até o fim do ano passado
acreditávamos que o cartão iria ser
utilizado, mas com o rombo que estamos vendo no cofre do GDF, acredito
que, pela escassez de recursos, não
teremos verba para o programa do
Cartão Material Escolar este ano”,
diz o presidente do Sindipel-DF, José
Aparecido da Costa Freire. “No início
REVISTA FECOMÉRCIO | FEVEREIRO 2015
do programa, foi uma vitória para as
papelarias. Muitos empresários do
ramo falavam até em salvação do
setor. O sindicato, inclusive, trabalhou
muito para a aprovação do projeto”,
conclui Freire.
De acordo com informações da
secretaria de Educação do Distrito
Federal, a validação do cartão material ainda está em estudo e não
há data definida para a realização
do programa em 2015. Em nota, a
secretaria informou que “necessita
de suplementação à previsão orçamentária proposta pelo Projeto de
Lei Orçamentária para 2015”. José
Aparecido acredita que, se for mesmo
confirmado que os alunos da rede pública não poderão contar com a ajuda
do Estado na compra dos materiais,
os empreendimentos localizados nas
regiões administrativas mais carentes
do DF poderão perceber uma queda
de até 20% nas vendas.
O Shopping Risk, loja especializada em venda de material escolar,
localizado na Ceilândia, já está sentindo a queda nas vendas em relação
ao mesmo período do ano passado.
De acordo com o gerente, Manoel Júnior, o consumidor ainda está tímido
e a procura na loja segue fraca neste
início do ano. “Já notamos a presença de alguns alunos das escolas
particulares. Mas, em relação à rede
pública, o pessoal está pedindo prazo
e pagando no cartão de crédito,” diz
Júnior. Cerca de 60% dos clientes têm
pago suas compras com crédito, 30%
em débito e 10% em dinheiro.
Além da dúvida que cerca o uso
do cartão escolar, o preço dos materiais derivados do papel, como cadernos, agendas, cartolinas, folhas A4 e
livros deve ter um aumento de 8% a
partir do início de fevereiro, descontado o reajuste anual. “Tivemos a partir
do dia 5 de janeiro deste ano um
aumento de 8% no preço do papel.
Quando formos repor os itens derivados do produto, eles já virão com o
acréscimo no preço. Com a economia
instável que o País está atravessando,
os produtos importados também
ficaram mais caros”, explica o presidente do Sindipel. Para ele, quem
se antecipou às compras (caso de
muitos brasilienses) e aproveitou o
13º salário para aliviar as contas, não
foi surpreendido com esse aumento.
//Ano atípico
De acordo com o presidente do
Sindipel, dezembro de 2014 foi um
ano atípico, com aumento de 20% nas
vendas e no movimento nas papelarias da cidade. Realidade diferente
da sentida no início de 2015. “Normalmente, não temos movimento
em dezembro, mas por causa do alto
endividamento da população e muitos servidores sem receber salário e
benefícios, acredito que alguns preferiram antecipar as compras para
garantir o material das crianças”,
comenta José Aparecido.
Em relação ao rendimento das
crianças na escola, ele acredita ser
benéfico quando o aluno acompanha
os pais nas compras do material
escolar. “Dessa forma, o estudante
fica mais motivado para começar o
ano letivo”, comenta. De acordo com
informações do Sindipel, o material
completo deve custar em torno de
R$ 1,5 mil para o ensino fundamental e R$ 1,7 mil para os alunos do
ensino médio.
//Sobre o Sindipel
O Sindicato do Comércio Varejista de Material de Escritório, Papelaria e Livraria (Sindipel) auxilia a
categoria desde 2001, participando
das convenções coletivas (acordos
fechados entre os sindicatos de
trabalhadores e dos empresários).
A entidade também realiza acordos
em relação a direitos, garantias e
outras regras das relações entre
funcionário e empregador.
De acordo com o presidente do
sindicato, são mais de 13 anos negociando melhorias para o setor. O
Sindipel também esteve presente na
luta para a conquista do cartão material escolar e do veto do projeto de lei
que sugeria que os professores poderiam comprar livros nas papelarias
de Brasília com desconto de 50%.
Mais um triunfo contabilizado para o
sindicato foi a aquisição de uma sede,
localizada na Asa Norte, no Edifício
Brasília Rádio Center.
Raphael Carmona
Alguns brasilienses
preferiram antecipar as
compras para garantir
o material das crianças
já em dezembro
REVISTA FECOMÉRCIO | FEVEREIRO 2015
61
//pesquisa conjuntural
Dezembro
positivo
A
s vendas do comércio brasiliense cresceram 9,73% em
dezembro de 2014 na comparação com novembro. Já as vendas do setor de serviços cresceram
Desempenho de vendas
Comércio
Setor
1,38%. No acumulado dos últimos 12
meses (dezembro 2013 x dezembro
2014), no entanto, as vendas tiveram
queda de 5,16% (comércio e serviços)
e fecharam o ano passado no verme-
Segmento
Jul14 x Ago14 x Set14 x Out14 x Nov14 x Dez14 x
Jun14
Jul14
Ago14
Set14
Out14
Nov14
Autopeças e Acessórios
1,39%
2,67%
-1,01%
6,06%
-5,58%
-1,75%
Bares, Restaurantes e Lanchonetes
-2,78%
4,36%
3,24%
-3,77%
-1,94%
4,09%
Calçados
2,85%
-0,22%
1,76%
6,02%
1,99%
45,71%
Farmácia e Perfumaria
-0,85%
-0,15%
0,19%
-0,97%
-2,18%
6,70%
Floricultura
-11,01%
1,54%
-12,37%
5,21%
17,45%
5,86%
Informática
6,22%
-1,38%
2,81%
-5,00%
-2,38%
23,61%
Livraria e Papelaria
-3,51%
15,60%
-1,98%
-2,39%
-0,99%
60,97%
Lojas de Utilidades Domésticas
2,57%
4,37%
-6,71%
-5,99%
5,45%
20,22%
Material de Construção
-2,09%
3,69%
-1,44%
-0,79%
5,46%
-1,92%
Mercado e Mercearia
-2,56%
2,27%
-0,89%
-2,18%
-0,02%
-2,17%
Móveis e Decoração
-1,56%
4,09%
-5,87%
-2,82%
8,10%
-7,18%
Óticas
3,71%
4,16%
6,16%
-1,56%
0,79%
-7,84%
Tecidos
0,76%
-1,79%
-3,69%
-6,57%
31,65%
12,45%
Vestuário
-1,24%
2,68%
-7,61%
-5,17%
6,75%
43,67%
Total
-1,20%
2,80%
-0,77%
-1,44%
0,59%
9,73%
-
-
6,37%
5,68%
5,58%
-8,55%
-0,61%
19,29%
4,81%
-0,20%
12,96%
6,94%
-
-
6,10%
4,16%
3,54%
1,16%
23,52%
-7,74%
2,10%
-5,52%
7,98%
-15,02%
Casa de Eventos
-
-
5,24%
2,08%
-0,48%
1,75%
Clínica de Estética
-
-
1,35%
2,27%
0,19%
3,06%
Ensino de Idiomas
-
-
3,17%
0,44%
2,27%
3,06%
-2,09%
2,97%
1,56%
-2,58%
7,13%
6,39%
-
-
2,69%
-1,42%
2,82%
-6,60%
Salão de Beleza
-0,08%
3,13%
11,52%
-5,96%
2,37%
17,61%
Total
1,83%
7,42%
5,01%
0,63%
4,22%
1,38%
-0,97%
3,16%
0,47%
-0,97%
1,35%
7,94%
Academia
Agências de viagem
Aluguel de Artigos para Festa
Autoescola
Serviços
lho, confirmando expectativas anteriores de que as vendas no ano de
2014 seriam menores frente a 2013,
quando o acumulado positivo mediu
4,44%. É o que mostra a Pesquisa
Conjuntural de Micro e Pequenas
Empresas do Distrito Federal, realizada pelo Instituto Fecomércio.
Segundo o presidente da Fecomércio-DF, Adelmir Santana, o
desempenho do comércio local no
ano de 2014, em comparação com
Pet Shop
Reparação de Eletroeletrônicos
Total
Fonte: Pesquisa Conjuntural de Comércio e Serviços.
62
REVISTA FECOMÉRCIO | FEVEREIRO 2015
Região
Comércio
Jul14 Ago14 Set14 Out14 Nov14 Dez14
x
x
x
x
x
x
Jun14 Jul14 Ago14 Set14 Out14 Nov14
Brasília (Asa Sul e Asa Norte)
0,00%
2,80%
-0,27%
-2,46%
0,44%
10,34%
Candangolândia, Guará e Núcleo Bandeirante
-0,91%
1,60%
1,94%
6,32%
-5,10%
12,93%
Ceilândia, Taguatinga, Vicente Pires
e Águas Claras
-2,94%
0,24%
-0,57%
-1,57%
-1,04%
16,27%
Cruzeiro, Setor de Indústrias e Sudoeste
-3,79%
0,93%
1,03%
-1,50%
-0,87%
0,80%
Gama, Recanto das Emas e Samambaia
-0,92%
3,42%
-1,21%
-3,63%
1,99%
10,49%
Paranoá, Sobradinho e São Sebastião
-0,27%
9,83%
-5,27%
1,46%
7,33%
0,91%
-1,20%
2,80%
-0,77% -1,44%
0,59%
9,73%
Brasília (Asa Sul e Asa Norte)
11,38%
13,67%
4,30%
1,61%
2,74%
2,66%
Candangolândia, Guará e Núcleo Bandeirante
-15,36%
-14,09%
4,53%
-11,05%
-1,51%
-1,74%
Ceilândia, Taguatinga, Vicente Pires
e Águas Claras
-1,92%
1,75%
3,43%
3,54%
0,84%
-1,40%
Cruzeiro, Setor de Indústrias e Sudoeste
-9,26%
1,40%
10,31%
-2,60%
4,17%
6,34%
Gama, Recanto das Emas e Samambaia
-4,26%
14,66%
5,46%
-6,66%
7,58%
3,04%
Paranoá, Sobradinho e São Sebastião
-5,65%
-2,15%
4,18%
3,92%
14,55%
-1,59%
1,83%
7,42%
5,01%
0,63%
4,22%
1,38%
0,47% -0,97% 1,35%
7,94%
Total
Serviços
Desempenho de vendas
Setor
Total
Total
-0,97% 3,16%
Fonte: Pesquisa Conjuntural de Comércio e Serviços.
2013, foi diretamente afetado pela
crise econômica, pelas incertezas
do período eleitoral e pela Copa do
Mundo, quando poucos segmentos
se beneficiaram. “Esse resultado
é o reflexo do desaquecimento no
varejo ao longo do ano, fruto de
um cenário econômico com crédito
mais caro, inflação alta e queda na
confiança do consumidor”, ressalta
Adelmir Santana.
Para ele, a queda no acumulado dos últimos 12 meses mostra
uma mudança no comportamento dos consumidores brasilienses.
“Isso demonstra que os pequenos
negócios estão perdendo mercado
e a população está preferindo comprar em grandes redes varejistas ou
atacadistas”, observa o presidente. É
importante ressaltar que a Pesquisa
Conjuntural é realizada apenas com
REVISTA FECOMÉRCIO | FEVEREIRO 2015
Micro e Pequenas Empresas do Distrito Federal.
Além disso, Brasília – mais do
que outras capitais brasileiras – sofreu impactos diretos de consumo
nos períodos relacionados à Copa do
Mundo e eleições presidenciais, pois
ainda sustenta um perfil de consumo
diretamente ligado à esfera pública
e principalmente política. A falta de
pagamento do GDF aos funcionários
públicos, fornecedores, prestadores
de serviços e demais colaboradores
do governo no fim do ano (crise atípica) também impactou diretamente
na redução do consumo.
Os segmentos do comércio com
crescimento nas vendas em dezembro de 2014 foram: Livraria e Papelaria, (60,97%), seguido por Calçados (45,71%); Vestuário (43,67%);
Informática (23,61%); Lojas de Utili-
dades Domésticas (20,22%); Tecidos
(12,45%); Farmácia e Perfumaria
(6,70%); Floricultura (5,86%); Bares,
Restaurantes e Lanchonetes (4,09%).
Já os segmentos que apresentaram
queda foram: Óticas (-7,84%); Móveis e Decoração (-7,18%); Mercado
e Mercearia (-2,17%); Material de
Construção (-1,92%) e Autopeças e
Acessórios (-1,75%).
No setor de serviços, o destaque
em dezembro ficou para o segmento de Salão de Beleza que registrou
crescimento nas vendas de 17,61%,
seguido por: Agência de Viagem
(6,94%); Petshop (6,39%); Ensino de
Idiomas (3,06%); Clínica de Estética
(3,06%); Casa de Eventos (1,75%);
Aluguel de Artigos para Festas
(1,16%). Os segmentos de serviços
que apresentaram queda nas vendas
no mês de dezembro foram: auto63
Nível de emprego
Comércio
Setor
Segmento
Autopeças e Acessórios
11,81%
0,70%
3,73%
3,17%
-2,15%
-2,99%
Bares, Restaurantes e Lanchonetes
1,24%
-0,91%
-1,22%
0,00%
0,91%
-4,12%
Calçados
2,44%
-2,44%
2,50%
5,43%
-4,69%
10,08%
Farmácia e Perfumaria
0,00%
-5,26%
0,69%
0,00%
-1,01%
0,34%
Floricultura
0,00%
-4,17%
0,00%
-8,70%
4,76%
9,09%
Informática
3,41%
-10,87%
3,66%
1,23%
0,00%
16,46%
Livraria e Papelaria
10,59%
-5,32%
-13,83%
-5,19%
37,14%
-2,94%
Lojas de Utilidades Domésticas
-4,29%
8,96%
-9,38%
0,00%
6,45%
-7,58%
Material de Construção
-2,82%
-0,58%
1,75%
1,09%
6,78%
-3,50%
Mercado e Mercearia
0,75%
-5,64%
6,97%
-2,80%
0,53%
-2,93%
Móveis e Decoração
2,82%
-17,81%
0,00%
1,37%
0,00%
-26,09%
Óticas
-3,23%
3,33%
-9,68%
7,14%
6,67%
0,00%
Tecidos
-22,73%
11,76%
0,00%
0,00%
-7,69%
-12,50%
Vestuário
-4,44%
3,50%
1,53%
0,40%
8,49%
-4,01%
Total
0,76%
-2,20%
0,47%
0,19%
2,28%
-2,70%
-
-
0,00%
-1,29%
4,26%
-6,69%
11,54%
-8,62%
-13,21%
13,33%
18,00%
-8,33%
-
-
8,40%
-4,79%
2,72%
1,32%
0,00%
3,45%
-3,33%
3,45%
3,33%
-4,84%
Casa de Eventos
-
-
0,00%
0,00%
2,70%
0,00%
Clínica de Estética
-
-
0,98%
3,75%
2,50%
-11,84%
Ensino de Idiomas
-
-
0,00%
0,00%
1,66%
-1,71%
0,00%
3,92%
0,00%
4,59%
6,96%
-10,66%
-
-
0,00%
-0,81%
0,00%
-0,93%
2,04%
-3,00%
7,29%
-2,80%
5,77%
5,22%
3,10%
-1,50%
0,85%
0,18%
4,04%
-3,68%
0,96%
-2,13%
0,58%
0,18%
2,79%
-2,99%
Academia
Agências de viagem
Aluguel de Artigos para Festa
Autoescola
Serviços
Jul14 x Ago14 Set14 x Out14 x Nov14 Dez14 x
Jun14 x Jul14 Ago14 Set14 x Out14 Nov14
Pet Shop
Reparação de Eletroeletrônicos
Salão de Beleza
Total
Total
Fonte: Pesquisa Conjuntural de Comércio e Serviços.
escola (-15,02%); academia (-8,55%)
e reparação de eletroeletrônicos
(-6,60%);
Entre as formas de pagamento,
o cartão de crédito foi o mais utilizado
64
nas compras. No comércio, a modalidade respondeu por 44,26% das
vendas. No setor de serviços, foi responsável por 37,96% das compras. A
Pesquisa Conjuntural de Micro e Pe-
quenas Empresas do DF é realizada
mensalmente pelo Instituto Fecomércio e tem o apoio do Sebrae. Foram
consultadas 900 empresas, sendo 595
do comércio e 305 de serviços.
REVISTA FECOMÉRCIO | FEVEREIRO 2015
Nível de emprego
Comércio
Setor
Jul14 Ago14 Set14 Out14 Nov14 Dez14
x
x
x
x
x
x
Jun14 Jul14 Ago14 Set14 Out14 Nov14
Região
Brasília (Asa Sul e Asa Norte)
1,10%
0,12%
2,05%
-1,16%
0,36%
-2,11%
Candangolândia, Guará e
Núcleo Bandeirante
-1,76%
0,35%
-3,39%
0,00%
4,02%
1,22%
Ceilândia, Taguatinga, Vicente Pires
e Águas Claras
-0,47%
-3,08%
0,32%
1,17%
-1,30%
0,66%
Cruzeiro, Setor de Indústrias e Sudoeste
4,31%
-5,34%
-1,56%
2,38%
8,43%
-8,59%
Gama, Recanto das Emas e Samambaia
-2,30%
-0,92%
-4,44%
4,29%
-1,71%
0,35%
Paranoá, Sobradinho e São Sebastião
3,65%
-3,05%
3,77%
-2,79%
13,11%
-9,41%
0,76%
-1,50%
0,47%
0,19%
2,28%
-2,70%
Brasília (Asa Sul e Asa Norte)
3,97%
-4,99%
1,50%
-0,87%
4,64%
-3,72%
Candangolândia, Guará e
Núcleo Bandeirante
0,00%
-0,29%
0,00%
4,00%
-1,92%
-3,92%
Ceilândia, Taguatinga, Vicente Pires
e Águas Claras
1,82%
-3,52%
1,42%
-0,31%
4,95%
-0,58%
Cruzeiro, Setor de Indústrias e Sudoeste
5,56%
-0,25%
0,00%
0,79%
3,15%
-6,02%
Gama, Recanto das Emas e Samambaia
0,00%
-0,25%
0,00%
-2,74%
-1,41%
-5,71%
Paranoá, Sobradinho e São Sebastião
0,00%
-0,80%
0,00%
2,44%
5,33%
-6,02%
3,10%
-3,60%
0,85%
0,18%
4,04%
-3,68%
0,96% -1,70% 0,58%
0,18%
2,79% -2,99%
Serviços
Total
Total
Total
Fonte: Pesquisa Conjuntural de Comércio e Serviços.
Mês
À vista
Cheque
jul/14
29,81%
0,55%
ago/14
29,00%
0,44%
set/14
29,26%
out/14
28,96%
Cartão de
crédito
Débito
A prazo
Boleto
44,30%
20,59%
3,07%
1,68%
45,34%
20,35%
3,25%
1,63%
0,55%
44,25%
21,26%
3,09%
1,59%
0,80%
45,12%
20,72%
2,82%
1,57%
Formas de pagamento
Comércio
nov/14
30,23%
0,53%
46,14%
18,42%
3,29%
1,40%
dez/14
29,29%
0,84%
44,26%
21,65%
2,55%
1,40%
Serviços
jul/14
21,07%
1,69%
45,76%
15,41%
4,69%
11,37%
ago/14
22,33%
1,32%
43,51%
13,45%
4,64%
14,75%
set/14
27,61%
1,90%
38,19%
13,13%
10,21%
8,96%
out/14
22,01%
1,51%
38,29%
12,21%
10,83%
15,16%
nov/14
26,24%
2,18%
39,97%
13,85%
11,67%
6,10%
dez/14
26,00%
1,85%
37,96%
14,90%
11,67%
7,63%
Fonte: Pesquisa Conjuntural de Comércio e Serviços.
REVISTA FECOMÉRCIO | FEVEREIRO 2015
65
pesquisa
relâmpago
Inmetro passa a
fiscalizar presença
de bisfenol nas
mamadeiras
BOM
A substância bisfenol
comprovadamente
faz mal à saúde, é
necessário fiscalizar.
REGULAR
A lei excluiu fumantes,
que consomem uma
substância lícita.
É preciso procurar
soluções. Deixar a
fiscalização por conta
dos empresários não é
uma medida acertada.
BOM
É uma boa medida, mas
o número de vagas em
Brasília já é insuficiente.
BOM
É uma surpresa, tendo
em vista a péssima
situação do nosso
sistema de saúde.
Cláudia Durães,
gerente de Marketing
Shopping Conjunto
Nacional
BOM
A fiscalização é
fundamental na
preservação da
saúde das crianças. O
certificado do Inmetro
tranquiliza as mães
quanto à compra do
melhor produto.
BOM
A implantação é um
sinal de mudança. A
intenção é preservar
a saúde dos fumantes
passivos e despertar nos
fumantes compulsivos a
necessidade de reduzir
o tabagismo.
BOM
No Conjunto Nacional
fomos pioneiros ao
oferecermos vagas às
gestantes. As gestantes
devem ter prioridade
no atendimento. Afinal,
elas se desgastam por
dois.
BOM
Brasilienses encontram
vários fatores que
podem contribuir para
esse aumento. É uma
cidade parque, com
quadras arborizadas que
estimulam a prática de
uma vida mais saudável.
Newton Marques,
economista,
Coordenador do
Núcleo de Análise de
Indices de Preços da
Codeplan e membro
do Corecon-DF
BOM
O bisfenol pode
causar danos à saúde,
principalmente, nas
crianças. Assim, é
bem-vinda a fiscalização, pois reduzirá ou
minimizará os sérios
problemas à saúde.
BOM
A Lei Antifumo conterá
itens que evitarão as
“burlas” que existiam
na legislação anterior. A
sociedade vem exigindo
há muito o aumento do
rigor dessa legislação
anfifumo.
BOM
A existência de
estacionamentos para
grávidas preencherá a
lacuna ainda existente,
pois somente os
deficientes e idosos têm
esse privilégio.
BOM
Dada a mais elevada
renda per capita do
brasiliense, esperavase que a expectativa de
vida fosse a maior do
país. Nem sempre maior
renda é garantia de
melhor expectativa.
BOM
É uma garantia de
melhor qualidade de
vida.
BOM
Assim teremos lugares
menos poluídos e
com pessoas mais
respeitosas com os nãofumantes.
BOM
Necessário já que as
pessoas não respeitam
as outras. É uma
forma de educá-las
indiretamente.
BOM
Concordo, uma vez que
Brasília é a capital das
oportunidades.
BOM
Considero importante
para evitar possíveis
danos à saúde dos
bebês.
BOM
Não fumo e, por isso,
considero essa lei boa,
pois me sinto muito
incomodado com o cheiro
do cigarro.
BOM
Com certeza, uma grávida
está em uma condição
preferencial e merece.
RUIM
Isso não condiz com
a realidade. Quem
precisa usar os serviços
públicos sofre. E por
isso, acho que essa
expectativa é só para
quem tem dinheiro.
Fotos: Raphael Carmona
Gustavo Schettini
Guimarães,
sócio-proprietário do
Velvet Pub
Simone Mourthe,
gerente da loja
Tool Box
Alex Oliveira,
gerente comercial
Untitled-4 1
66
Lei Antifumo entra em
vigor em todo o País
Vagas para
grávidas nos
estacionamentos
Expectativa
de vida do
brasiliense é a
segunda maior
do País
18/11/10 11:29
REVISTA FECOMÉRCIO | FEVEREIRO 2015
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