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27 de setembro de 2012
MS Clipping
Moore Stephens
Edição Diária
ÍNDICE
LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA .....................................................................................................................................................................2
Estados devem discutir adiamento do ICMS unificado de 4% para importação (Valor Econômico)................................................2
IPI pago por montadora pode cair até quatro pontos (Valor Econômico)...........................................................................................2
Fim da guerra dos portos não será adiado (Valor Econômico) ...........................................................................................................3
1ª Seção do STJ volta a julgar ISS sobre leasing (Valor Econômico) .................................................................................................4
ICMS maior pode encarecer TV por assinatura (O Estado de S. Paulo) ..............................................................................................5
RECURSOS HUMANOS / TRABALHISTA ...............................................................................................................................................6
Licença médica entra no cálculo de aposentadoria (Valor Econômico) .............................................................................................6
Por que tantos diretores de empresa têm medo do Twitter? (The Wall Street Journal) ....................................................................6
Gestão e Liderança | Como delegar tarefas (Blog da Moore Stephens)..............................................................................................7
CONTABILIDADE / AUDITORIA ...............................................................................................................................................................8
Falta de informações da Rossi gera temor (Valor Econômico) ............................................................................................................8
Obrigação gera insegurança (DCI – SP) .................................................................................................................................................9
O recadastramento paulista (DCI – SP) ................................................................................................................................................10
Ideias estratégicas para um escritório de contabilidade (Administradores.com) ............................................................................11
OUTROS ASSUNTOS .............................................................................................................................................................................13
Brasileiro amplia o consumo de serviços (Folha de S. Paulo)...........................................................................................................13
EUA "primarizam" importação (O Estado de S. Paulo) .......................................................................................................................13
Europa desaba, mas Bovespa escapa da baixa (Valor Econômico) ..................................................................................................14
Rio cresce como polo tecnológico para óleo e gás (Valor Econômico)............................................................................................15
Fábrica de PET verde da Coca será em Araraquara (Valor Econômico) ...........................................................................................15
Afinal, o que o governo quer do etanol? (Exame) ...............................................................................................................................16
Sobre a Moore Stephens Auditores e Consultores
A Moore Stephens é uma das maiores redes de auditoria, consultoria e outsourcing contábil do mundo. A empresa é formada por aproximadamente 630
escritórios e está presente em mais de 100 países. Está entre as 12 maiores posições no ranking mundial, com faturamento anual de mais de US$ 2
bilhões.
A Moore Stephens Auditores e Consultores presta serviços em auditoria, consultoria tributária e empresarial, tecnologia de informação, outsourcing de
serviços contábeis, tributários e administrativos, e corporate finance. Há ainda determinadas divisões, com estruturas próprias, criadas para
atendimento de interesses específicos, como a Divisão de Auditoria Interna e a Divisão de Small Business, entre outras.
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(Este boletim traz, diariamente, informações advindas das fontes mencionadas, não cabendo à Moore Stephens Brasil responsabilidade pelo seu conteúdo)
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Moore Stephens
27/09/2012
Moore Stephens
LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA
Estados devem discutir adiamento do ICMS unificado
de 4% para importação
Os secretários de Fazenda devem discutir hoje o
adiamento da aplicação da alíquota unificada de 4% do
Imposto para Circulação de Mercadorias e Serviços
(ICMS) para operações interestaduais com importados. A
Resolução 13 do Senado, aprovada em abril como forma
de acabar com a guerra dos portos, estabeleceu que a
alíquota deve entrar em vigor a partir de 1º de janeiro. São
Paulo e Rio Grande do Sul são contra o adiamento. Santa
Catarina e Espírito Santo, a favor.
O adiamento deve ser discutido hoje no pré-Confaz,
encontro que reúne os secretários na véspera da reunião
ordinária do Conselho Nacional de Política Fazendária
(Confaz). Segundo Cláudio Trinchão, coordenador dos
Estados no conselho, a prorrogação será solicitada com
base em relatório que mostra a falta de consenso entre os
técnicos das diversas secretarias de Fazenda na
regulamentação da alíquota unificada.
Para o coordenador, que é secretário de Fazenda do
Maranhão, não há tempo suficiente para que os Estados
cheguem a um consenso sobre questões técnicas. Entre
os principais pontos de divergência, diz ele, está a
definição dos critérios e valores que integrarão o cálculo
do conteúdo de importação e a aplicação do ICMS único
de 4%. "Não se sabe se o imposto irá incidir somente na
primeira operação interestadual ou também nas
subsequentes."
São Paulo e Rio Grande do Sul defendem que a
regulamentação não precisa ser feita necessariamente
pelo Confaz. Luciano Garcia Miguel, representante da
Fazenda de São Paulo na Comissão Técnica Permanente
do conselho, afirma que ainda não houve consenso,
porque aconteceu apenas uma reunião do grupo técnico
selecionado para resolver a questão. A discussão
prosseguirá em outubro, diz, quando São Paulo deverá
levar uma proposta com critérios e a fórmula de cálculo
para verificar em quais casos o conteúdo de importação
ultrapassa os 40% e deve ser aplicada a alíquota
unificada.
Segundo Miguel, a regulamentação do assunto via Confaz
é a mais adequada, mas não necessária. Se o conselho
não conseguir definir o assunto, cada Estado poderá fazer
a sua própria regulamentação e, dessa forma, não há
motivo para a alíquota unificada não entrar em vigor.
O secretário de Fazenda do Estado do Rio Grande do Sul,
Odir Tonollier, diz que o governo gaúcho também é contra
qualquer adiamento. "Não podemos reabrir a discussão
depois do avanço feito", diz. Segundo Tonollier, não é
necessário consenso dos Estados no Confaz para a
regulamentação da aplicação da alíquota única. Para ele,
o governo federal pode solucionar isso. "Os problemas
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operacionais podem ser resolvidos já com a medida em
vigor. Não é preciso aguardar nada para isso."
Segundo Tonollier, a guerra fiscal dos portos tem efeitos
negativos não só para a arrecadação do governo gaúcho
como também para a competitividade das indústrias do
Rio Grande do Sul, em setores como de petroquímica,
calçados e têxteis.
O secretário não quis, porém, mencionar valores sobre
quanto o Estado pode ganhar em receitas com a alíquota
unificada para importados ou qual o montante de crédito
de ICMS autuado em razão de incentivos concedidos em
outros Estados na importação. Entre as principais origens
que resultam em autuações dessa natureza, Tonollier
citou os Estados de Santa Catarina e Espírito Santo.
O secretário de Fazenda do Estado do Espírito Santo,
Maurício Duque, acredita que as divergências precisam
ser resolvidas para que a mudança do tributo entre em
vigor. Duque diz que o relatório técnico realmente
apresenta divergências, que criam um ambiente de
insegurança para as empresas. "O contribuinte quer
definições sobre como esse imposto será cobrado e os
secretários de Fazenda dos Estados precisam ter ciência
de que a falta de regulamentação pode causar
insegurança."
De acordo com Duque, o relatório mostra que não há
disputa entre Estados importadores que concedem
incentivos e os demais. Segundo ele, em alguns pontos a
posição de São Paulo converge com a do Espírito Santo,
por exemplo, mas é contrária a de outros Estados. "É
importante que se diga que não se está mais discutindo a
alíquota de 4%. Isso está resolvido."
"Os argumentos do secretário Trinchão são muito sólidos",
diz Nelson Serpa, secretário de Fazenda de Santa
Catarina, que é a favor do adiamento. Ele reconhece,
porém, que a resolução do Senado dá ao Confaz a
possibilidade de regulamentar o assunto, mas não
determina que isso seja feito pelo conselho,
exclusivamente.
Por isso, na falta de convergência entre os Estados, Serpa
considera possível regulamentação pelo governo federal.
O melhor caminho seria o Confaz definir o assunto, mas a
regulação do governo, considera, é melhor solução do que
a decisão de normas individualmente, por Estado. "Isso
iria contra o objetivo de uniformização da resolução."
Fonte: Valor Econômico (27/09/2012).
IPI pago por montadora pode cair até quatro pontos
As empresas comercializadoras dos automóveis abrigados
no novo regime automotivo, o Inovar-Auto, a ser
regulamentado hoje, poderão pagar até quatro pontos
percentuais a menos do que hoje pagam de Imposto
Sobre Produtos Industrializados (IPI), caso cumpram
requisitos previstos pelo governo, de investimentos em
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engenharia e inovação e aumento da eficiência energética
dos motores.
Como antecipou o Valor, todas as empresas incluídas no
regime receberão crédito de IPI, proporcional ao gasto
com peças e partes fabricadas no Mercosul, para abater
dos 30 pontos percentuais do imposto criados no fim do
ano passado.
Hoje, só empresas sem fábricas ou planos de investimento
no país pagam os 30 pontos adicionais. A partir do
próximo ano, as empresas estarão sujeitas a esse
aumento de imposto, mas, poderão reduzir e até eliminar o
tributo, caso cumpram requisitos mínimos de conteúdo
regional (uso de partes e peças fabricados nos países do
Mercosul).
As empresas terão um crédito especial a ser abatido do
valor equivalente aos 30 pontos percentuais adicionais do
IPI. Em 2013, poderão abater do imposto devido até 130%
dos gastos com partes e peças regionais; em 2014, 125%;
em 2015, 115%, até cair para no máximo 100%, em 2017.
O decreto de regulamentação do Inovar-Auto foi levado
ontem em sua versão final à presidente Dilma Rousseff e
deve ser anunciado hoje. Para evitar questionamentos na
Organização Mundial do Comércio (OMC), o governo não
incluiu exigências mínimas explícitas de conteúdo
nacional, mas, na prática, pagará mais imposto quem não
aumentar a quantidade de componentes fabricados no
país ou nos sócios do Mercosul - Argentina, Uruguai,
Venezuela e Paraguai.
Para evitar forte prejuízo às montadoras que iniciaram
recentemente atividades no país, cada empresa terá,
como antecipou o Valor, uma cota, proporcional às
importações realizadas nos últimos três anos e de, no
máximo, 4,8 mil automóveis, para importar sem
pagamento de adicional de imposto.
Para ingressar no Inovar-Auto, as empresas terão de se
comprometer com uma meta de eficiência, que as obrigará
a reduzir em 12%, até 2017, o gasto de energia exigido
pelos motores, medido em megajoules por quilômetro, a
unidade de medida usada pelos técnicos. Haverá uma
tabela de referência com a previsão de redução de
consumo de combustível (em litros consumidos por
quilômetro), mas sem efeito legal, para dar aos
consumidores ideia da economia desejada.
Se as empresas melhorarem os motores a ponto de
reduzir o gasto energético em 15%, terão crédito
presumido de IPI para abater até um ponto percentual do
imposto pago. Se o ganho for de 18%, o crédito permitirá
abatimento de até dois pontos percentuais.
Essas metas foram exaustivamente negociadas com as
montadoras, e executivos dessas empresas são céticos
em relação às vantagens econômicas de investir em
motores tão eficientes para abater dois pontos percentuais
no IPI. Esse abatimento, sob forma de crédito presumido,
só valerá a partir de 2018.
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As empresas poderão, ainda, abater até metade do que
gastarem em pesquisa e desenvolvimento (inovação) no
país, no limite de até um ponto percentual de imposto.
Outro ponto poderá ser descontado proporcionalmente
aos gastos feitos com engenharia no Brasil.
Só poderão se beneficiar do Inovar-Auto as empresas que
cumprirem pelo menos três das seguintes exigências: 1)
realizar no país atividades fabris ou de infraestrutura; 2)
investir no país em pesquisa, desenvolvimento e inovação,
pelo menos, 0,5% do faturamento; 3) fazer no país gastos
em engenharia, tecnologia industrial básica e capacitação
de fornecedores; e 4) aderir ao programa de etiquetagem
veicular nacional.
O governo acredita que as exigências atrairão
investimentos na fabricação de peças no país, aumentarão
a competitividade dos carros nacionais e darão a esses
veículos maiores chances no mercado mundial.
Fonte: Valor Econômico (27/09/2012).
Fim da guerra dos portos não será adiado
O governo é contra adiar a entrada em vigor da alíquota
interestadual de 4% do Imposto sobre Circulação de
Mercadorias e Serviços (ICMS) para os produtos
importados, informa o secretário-executivo do Ministério
da Fazenda, Nelson Barbosa. A alíquota de 4% foi fixada
pela Resolução 13 do Senado, de abril deste ano, e
entrará em vigor no dia 1º de janeiro de 2013.
O adiamento da vigência da medida foi defendido
recentemente pelo coordenador dos Estados no Conselho
Nacional de Política Fazendária (Confaz), Claudio
Trinchão, em entrevista à repórter Marta Watanabe, do
Valor, com o argumento de que ainda não existe consenso
entre os técnicos em torno da regulamentação da medida.
Para Nelson Barbosa, é possível fazer a regulamentação
até o fim de dezembro. "O Confaz já regulamentou
questões muito mais complexas do que essa", disse. "É
importante preservar a medida, pois ela resultou de uma
decisão política dos senadores, que querem criar
empregos no Brasil. Não será por dificuldades técnicas
que essa decisão não será cumprida", afirmou.
Atualmente, existem duas alíquotas interestaduais do
ICMS, de 7% e 12%, aplicadas também aos produtos
importados. A primeira é utilizada nas operações da região
Sul e dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas
Gerais com o restante do país. Com alíquotas tão
elevadas, alguns governos estaduais foram levados a
conceder incentivos fiscais para que os produtos
importados ingressem no país por meio de seus portos e,
com isso, ampliar as atividades comerciais em seus
territórios.
Com os incentivos concedidos, a alíquota efetiva paga é
bem inferior aos 12% ou 7% e a empresa que compra o
produto leva o crédito do ICMS como se tivesse pago a
alíquota cheia. Essa prática foi denominada de "guerra dos
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portos". O governo federal, os industriais e os presidentes
de centrais sindicais de trabalhadores protestaram contra
essa prática, com o argumento principal de que ela
prejudica a produção nacional e, com isso, incentiva a
criação de empregos fora do Brasil.
O Senado aprovou, então, a Resolução 13, que fixou uma
alíquota interestadual de 4% para os produtos com
conteúdo importado superior a 40%. Com essa alíquota,
acreditam os especialistas, os governos estaduais não
terão margem para continuar com a "guerra dos portos". É
interessante observar também que a medida é o primeiro
passo para a adoção do princípio do destino na
apropriação da arrecadação do ICMS, quando as
alíquotas interestaduais de todos os produtos serão
reduzidas e unificadas em 4%.
Depois da aprovação da Resolução 13, a questão passou
a ser como verificar se um determinado produto tem mais
de 40% de conteúdo importado. A resolução do Senado
diz que o Confaz "poderá baixar normas" para fins de
definição dos critérios e procedimentos a serem
observados no processo de Certificação de Conteúdo de
Importação (CCI).
Vale observar que a participação do Confaz é colocada na
resolução como uma possibilidade e não como uma
obrigação. Pode-se entender, portanto, que a resolução é
autoaplicável pelos Estados e que a participação do
Confaz é para definir um regulamento comum que evite
maiores transtornos.
O secretário-executivo Nelson Barbosa não vê dificuldade
em avaliar o conteúdo importado das mercadorias.
Segundo ele, órgãos e instituições financeiras do governo
federal verificam, rotineiramente, o componente de
nacionalização de produtos antes de conceder alguns
créditos ou quando analisam a procedência de
mercadorias provenientes de países que fizeram acordos
comerciais com o Brasil, como é o caso dos países do
Mercosul e do México.
Já existe um grupo de trabalho no âmbito do Confaz
discutindo essa regulamentação. O assunto será debatido
pelos secretários estaduais de Fazenda, durante a reunião
de hoje do chamado pré-Confaz, que será realizada em
Campo Grande (MS). No dia seguinte, acontece a reunião
do Confaz, propriamente dita. O Ministério da Fazenda
quer apresentar, na próxima semana, sugestões para a
regulamentação da Resolução 13, de acordo com
Barbosa.
A metodologia discutida no Ministério da Fazenda prevê
que, na nota fiscal que emitir, a empresa declare se o
produto é nacional ou importado, ou seja, se possui
conteúdo importado superior a 40%. Depois de um certo
prazo (ainda a ser definido), a empresa terá que
apresentar à Secretaria de Fazenda do Estado de origem
da mercadoria um relatório com o valor do produto
vendido e o valor do conteúdo importado.
MS News - Abril de 2012
Como possui notas fiscais da entrada dos bens
importados, a Secretaria de Fazenda poderá comprovar a
veracidade das informações fornecidas. A Secretaria de
Fazenda do Estado de destino da mercadoria terá o
direito, de acordo com a proposta de convênio a ser
submetida ao Confaz, de solicitar as informações e os
devidos comprovantes. Dessa forma, as portas para as
fraudes seriam fechadas.
Outro ponto em discussão se refere à incidência da nova
alíquota interestadual do ICMS durante toda a cadeia
produtiva. O aço importado pagará uma alíquota
interestadual de ICMS de 4%. No momento seguinte, ele
será utilizado na produção de outro bem industrial. No
entendimento do Ministério da Fazenda, o conteúdo
importado dessa nova mercadoria terá que ser avaliado
quando ela for comercializada para outro Estado. Se o
conteúdo de importação continuar sendo superior a 40%,
o bem pagará de novo 4% de ICMS.
O governo quer também, segundo Nelson Barbosa, ouvir
as empresas sobre essa regulamentação e pretende fazer
reuniões para isso nas próximas semanas. O secretárioexecutivo trabalha com a perspectiva de que o Confaz
terá, até o fim de outubro, uma minuta de proposta. O
entendimento do Ministério da Fazenda é o de que essa
regulamentação não precisa ser aprovada por
unanimidade pelos secretários estaduais que integram o
Confaz. Isto porque a Lei Complementar 24 determina que
apenas a concessão de benefícios dependerá sempre de
decisão unânime dos Estados, o que não é o caso.
Ribamar Oliveira é repórter especial e escreve às quintasfeiras
Fonte: Valor Econômico (27/09/2012).
1ª Seção do STJ volta a julgar ISS sobre leasing
A 1ª Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) retomou
ontem o julgamento que vai definir o município
responsável pela cobrança do Imposto sobre Serviços
(ISS) em operações de leasing. Mas a questão continua
indefinida. Depois de o ministro Benedito Gonçalves
aumentar o placar a favor do recolhimento no local que
sedia a empresa de leasing, o julgamento foi suspenso,
pela terceira vez, por um pedido de vista. Desta vez, do
ministro Teori Zavascki.
Prestes a deixar a 1ª Seção para assumir a vaga deixada
por Cezar Peluso no Supremo Tribunal Federal (STF),
Zavascki acenou com a possibilidade de divergir do relator
e, com isso, dar um outro rumo ao julgamento. "O ministro
é muito técnico. Há grande chance de os que não votaram
seguirem o seu entendimento. Mesmo aqueles que já
votaram podem voltar atrás", disse o advogado Hernani
Zanin Júnior, da Pública Consultoria.
Ontem, ao pedir vista do recurso repetitivo, Zavascki
afirmou que não estava convencido sobre o entendimento
de que a incidência do imposto deve ocorrer no município
(Este boletim traz, diariamente, informações advindas das fontes mencionadas, não cabendo à Moore Stephens Brasil responsabilidade pelo seu conteúdo)
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Moore Stephens
que sedia a companhia de leasing. "Parece que há um
problema lógico aqui", disse. Segundo o ministro, se a
sede faz a preparação do contrato, então ainda não houve
prestação de serviço e, consequentemente, não teria
ocorrido fato gerador. "A prestação de serviço de leasing
não pode ser tida como uma atividade preparatória",
afirmou. "Quero meditar mais sobre isso."
Advogados lembram que, em 2009, quando o Supremo
decidiu que o ISS incide sobre o serviço de leasing, o
ministro Joaquim Barbosa afirmou que "o cerne do
negócio jurídico de arrendamento mercantil consiste na
colocação de um bem à disposição do arrendatário".
Depois da decisão do STF, as empresas do setor e as
prefeituras - especialmente de Estados do Sul e do
Nordeste - foram ao STJ para saber qual é o município
competente pelo recolhimento e qual a base de cálculo do
imposto nessas operações.
Diante da complexidade das operações de leasing,
advogados afirmam que empresas do setor chegaram a
ser autuadas por três municípios diferentes: o da sede da
empresa, onde houve a captação do cliente e a entrega do
bem e no município onde o bem (o veículo, por exemplo)
foi registrado.
Por enquanto, quatro ministros da 1ª Seção do STJ
entenderam que o ISS deve ser recolhido no município
onde está a sede da empresa "capaz de prestar o
serviço", onde o contrato é finalizado e administrado.
Ainda faltam três votos. E há dúvidas se os novos
integrantes da 1ª Seção - ministros Ari Pargendler e Eliana
Calmon - vão se declarar habilitados para julgar a questão.
Pargendler está de licença e Eliana, de férias, volta na
próxima sessão, no dia 10.
Com a interpretação, votaram pelo cancelamento de uma
autuação fiscal de R$ 5 milhões do município de Tubarão
(SC) contra a Potenza Leasing Arrendamento Mercantil
que, na época, tinha sede em São Bernardo do Campo
(SP). Como a autuação ocorreu antes da edição da Lei
Complementar nº 116, de 2003, que dispõe sobre o ISS,
os ministros têm baseado as decisões no artigo 12 do
Decreto-Lei nº 406, de 1968.
Por causa da falta de competência do município para fazer
a cobrança, os ministros têm indicado que não vão definir
qual a base de cálculo do imposto nas operações. "Mesmo
que seja recurso repetitivo não podemos perder o foco. A
base de cálculo será analisada em outro processo", disse
o ministro Castro Meira em resposta a uma questão de
ordem da Associação Brasileira das Secretarias de
Finanças das Capitais (Abrasf), que atua como
interessada no processo. "Se não houver essa definição,
diversas ações individuais serão ajuizadas para questionar
os valores das autuações", afirmou Ricardo Almeida,
assessor jurídico da Abrasf.
Fonte: Valor Econômico (27/09/2012).
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MS News - Abril de 2012
ICMS maior pode encarecer TV por assinatura
Reunião dos secretários estaduais da Fazenda amanhã
pode aprovar aumento da alíquota de 10% para até 35%
A fatura da TV por assinatura corre o risco de ficar mais
cara nos próximos dias. Uma proposta de elevação da
alíquota do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e
Serviços (ICMS) sobre esse serviço será examinada
amanhã, em Campo Grande (MS), durante reunião do
Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que
reúne os secretários estaduais de Fazenda. A taxação,
que atualmente está em 10%, pode subir para 25% ou
35%, dependendo do Estado.
"Acho muito ruim, espero que o pessoal pense bem", disse
ao Estado o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.
Ele defende o contrário: que os Estados reduzam o ICMS
sobre as telecomunicações. "Temos de fazer um esforço
para baratear os serviços e massificá-los cada vez mais",
afirmou. "O aumento do imposto pode ser uma barreira."
Para o ministro, "é hora de reduzir a carga tributária", não
de aumentá-la.
"Esta é uma medida extremamente antieconômica, uma
forma errada de buscar arrecadação", frisou o presidente
da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João
Rezende. "A arrecadação de ICMS com esse setor está
aumentando porque o ramo está crescendo muito, e uma
elevação da alíquota vai impedir que a baixa renda tenha
acesso ao serviço."
Alguns Estados, porém, estão inclinados a concordar com
o aumento do imposto na TV por assinatura para
compensar a perda que terão em outros itens da
arrecadação. O corte de até 28% nas contas de luz em
2013, anunciado este mês pela presidente Dilma, será um
duro golpe nos caixas estaduais, que têm na eletricidade,
combustíveis e telefonia suas principais bases de
arrecadação.
IPI. As unidades da Federação com economia menos
dinâmica enfrentam ainda outro baque: a queda na
arrecadação do Imposto de Renda e no Imposto sobre
Produtos Industrializados (IPI), como reflexo da crise.
Embora esses dois tributos sejam federais, parte da
arrecadação é repartida pelo governo federal com Estados
e municípios, por meio dos Fundos de Participação. Para
muitos Estados, essa é a principal fonte de receitas.
A avaliação entre os técnicos é que, com tantas
dificuldades de caixa, alguns Estados "cresceram o olho"
para um mercado crescente e fácil de fiscalizar, como as
TVs por assinatura. No entanto, avaliam, a medida é um
"tiro no pé", pois o encarecimento do serviço pode afastar
clientes.
"Isso não passa", apostou o secretário de Fazenda do
Paraná, Luiz Carlos Hauly. "Tributar mais, agora que o
mercado está crescendo, é bobagem." Diante dessa
opinião do secretário, é pouco provável que a proposta
avance amanhã. Isso porque uma medida só passa no
(Este boletim traz, diariamente, informações advindas das fontes mencionadas, não cabendo à Moore Stephens Brasil responsabilidade pelo seu conteúdo)
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27/09/2012
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Confaz se aprovada por unanimidade. O mais provável,
avaliam técnicos, é que a discussão seja adiada.
Fonte: O Estado de S. Paulo (27/09/2012).
RECURSOS HUMANOS / TRABALHISTA
Licença médica entra no cálculo de aposentadoria
O Centro do Professorado Paulista (CPP) - entidade que
representa profissionais do ensino fundamental e médio
da rede estadual - conseguiu na Justiça reverter
entendimento da Secretaria de Educação do Estado de
São Paulo, que não incluía períodos de licença e faltas
médicas no cálculo das aposentadorias.
A entidade ingressou com ação contra o Estado em maio.
O pedido de liminar foi negado pelo juiz Alexandre Jorge
Carneiro da Cunha Filho, da 11ª Vara de Fazenda Pública
de São Paulo. Ao analisar o mérito, entretanto, o
magistrado julgou procedente o pedido. Segundo ele, o
Estatuto dos Funcionários Públicos - Lei nº 10.261, de
1968 - estabelece que faltas para tratamento de saúde são
consideradas tempo de serviço para a aposentadoria.
Para o juiz, o entendimento da secretaria é contrário ao
disposto legalmente e a orientação da norma só poderia
ser alterada por meio de outra lei. Por meio de nota, a
Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo (PGE-SP)
informou que irá recorrer da decisão.
A entidade decidiu ir à Justiça depois de verificar que
professores tiveram que cumprir o período em que ficaram
afastados por licença médica ou faltaram por motivos de
saúde para se aposentar. Alguns, de acordo com o
presidente do Centro do Professorado Paulista, José
Maria Cancelliero, foram obrigados a voltar ao trabalho. A
situação atinge aproximadamente quatro mil dos 116 mil
associados do CPP. "É um absurdo obrigar o professor a
compensar períodos em que esteve doente", diz.
MS News - Abril de 2012
Presidentes de empresas estão sob pressão para
parecerem acessíveis e "autênticos", mas os sites de
relacionamento social — com sua demanda de
intervenções rápidas e espontâneas que rapidamente
podem ganhar caráter viral — trazem risco para altos
executivos e as empresas que representam, na forma de
ações na Justiça, vazamento de segredos comerciais ou
clientes irados.
Muitos diretores de empresa se dizem ocupados demais
para perder tempo postando mensagens de 140
caracteres no Twitter ou retuitando posts de seguidores.
Além disso, para algumas empresas o retorno que a
presença no site traria pode parecer incerto, pois não há
correlação direta entre o número de seguidores no Twitter
e vendas.
Pelo menos um especialista em liderança considera
míopes esses argumentos. A maioria dos presidentes
deveria aceitar que marcar presença em redes sociais é
parte das atribuições do cargo, diz Bill George, ex-diretorpresidente da Medtronic Inc., professor de administração
da Faculdade de Administração Harvard e tuiteiro
contumaz. "As pessoas querem um diretor-presidente que
seja real. Querem saber o que você pensa", diz George,
acrescentando: "Você consegue imaginar um meio mais
eficaz de chegar aos clientes e ao pessoal da empresa?".
A fabricante amerciana de sucos Ocean Spray Cranberries
Inc. está pressionando seu diretor-presidente, Randy
Papadellis, a começar a tuitar. Mas quando Papadellis
disse em uma entrevista recente que usaria um de seus
primeiros tweets para dizer que beber suco de cranberry
(uma fruta da família da groselha) antes de comer sushi
ajuda a prevenir intoxicação alimentar, sua diretora de
comunicação, Cindy Taccini, vetou a ideia. É que a tese
nunca foi clinicamente comprovada, explicou.
De cada dez presidentes de empresas do ranking Fortune
500, sete não têm presença em grandes redes sociais
como Twitter, Facebook, LinkedIn, Pinterest e Google+,
segundo relatório recente do site CEO.com e da empresa
de análises Domo.
Fonte: Valor Econômico (27/09/2012).
Por que tantos diretores de empresa têm medo do
Twitter?
No começo do mês, quando Jeffrey Immelt tuitou pela
primeira vez, o "Olá Twitter" do diretor-presidente da
General Electric Co. recebeu um punhado de réplicas
insolentes, incluindo a seguinte: "@JeffImmelt como é que
meu avô chegou no twitter antes de você?"
Immelt pode até ter chegado tarde, mas sua estreia no site
de microblogs faz dele uma raridade entre presidentes,
que em geral mantêm distância de sites sociais — mesmo
quando sua empresa recorre ao meio para conversar com
clientes e buscar novos negócios.
Entre aqueles que estão nessas redes, 4% têm uma conta
pública no Twitter e 8% usam o Facebook sob o próprio
nome, segundo o estudo feito em maio. A título de
comparação, 34% de todos os americanos estão no
Twitter e 50% usam o Facebook.
Dirigentes empresariais como Marissa Mayer, da Yahoo
Inc., e Omar Ishrak, da Medtronic, parecem ter achado um
equilíbrio entre o pessoal e o profissional em sua conta no
Twitter.
Quando foi contratada para dirigir a Yahoo, que anda
tendo dificuldades, Mayer usou o site de partilha de fotos
da Facebook Inc., o Instagram, para motivar o pessoal da
empresa e investidores. Como? Grávida do primeiro filho,
Mayer postou fotos de roupinhas de bebê inspiradas na
Yahoo. Há pouco, no Twitter, falou maravilhas do café da
empresa.
(Este boletim traz, diariamente, informações advindas das fontes mencionadas, não cabendo à Moore Stephens Brasil responsabilidade pelo seu conteúdo)
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MS Clipping
Moore Stephens
27/09/2012
Moore Stephens
Não faltam, no entanto, histórias com final infeliz. Em
maio, a empresa de varejo de vestuário Francesca's
Holdings Corp. demitiu o diretor-financeiro, Gene Morphis,
devido a posts feitos por ele no Facebook e no Twitter com
projeções de lucros, observações sarcásticas sobre quem
vende a descoberto e comentários enchendo a própria
bola na esteira de uma oferta secundária de ações pela
empresa.
Morphis não foi encontrado para comentar o assunto.
Mark Bertolini, diretor-presidente da seguradora Aetna
Inc., tem uma conta no site há três anos — embora a filha,
que já foi diretora de redes sociais, tenha tentado dissuadilo. Bertolini já usou a plataforma para falar de coisas
pessoais, como o transplante de rim do filho.
Embora tenha entrado no Twitter para se comunicar com
amigos, o executivo virou um para-raios para críticos da
Aetna.
Meses atrás, quando um segurado com câncer de cólon
usou o Twitter para contar que atingira o teto de custos do
seu plano de saúde Aetna, centenas de usuários do site
postaram mensagens raivosas para Bertolini, que logo
entrou em contato com o segurado, também via Twitter. O
resultado? A Aetna aceitou pagar as despesas médicas do
homem até o fim do último ano do plano.
"Não quero ser um comunicado de imprensa", diz Bertolini,
que tem cerca de 3.000 seguidores. "É preciso correr
certos riscos. É preciso se expor um pouco".
Presidentes das 500 maiores empresas do ranking da
revista "Fortune" com conta no Twitter têm, em média,
33.250 seguidores, segundo o estudo do CEO.com e da
Domo. Uma celebridade do meio empresarial como Jack
Welch, ex-cabeça da GE, tem 1,3 milhão de seguidores.
O diretor-presidente da News Corp., Rupert Murdoch,
começou a tuitar em janeiro. Hoje, tem mais de 326.000
seguidores. O magnata das comunicações já postou sua
opinião sobre assuntos como controle de armas, ensino
público e crise do euro. A News Corp. é dona do The Wall
Street Journal.
Nem todo executivo é tão falador. Michael Dubyak, diretorpresidente da Wright Express Corp., fornecedora de
soluções de
gerenciamento de informações e
processamento de pagamentos empresariais, diz que
pensou em tuitar, mas achou que seria arriscado demais.
Amigos íntimos e familiares podem achá-lo no Facebook,
onde Dubyak tem uma conta — embora não sob seu
nome completo.
Muitos executivos que tuítam contam com ajuda. Talvez a
equipe de relações públicas da empresa edite as
mensagens. Talvez outra pessoa redija os posts. Immelt,
por exempo, tem uma equipe a cargo de "executar sua
visão" no Twitter. Esse pessoal o ajuda na concepção dos
posts, diz uma porta-voz da empresa. Os tweets são
resultado de uma "discussão" entre Immelt e Deirdre
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MS News - Abril de 2012
Latour, diretora de comunicação da GE, embora "o tom e a
visão sejam dele", diz a diretora. A equipe jurídica não lê
os posts antes da publicação.
Certos executivos já cansaram da coisa. Tony Hsieh, da
Zappos Inc., foi um dos primeiros a tuitar, mas não posta
nada em sua conta no Twitter desde junho. Por e-mail,
Hsieh disse que a rede é boa para fazer comunicados,
mas perdeu o caráter íntimo, coloquial. Agora, o executivo
prefere compartilhar fotos no Instagram.
Fonte: The Wall Street Journal (27/09/2012).
Gestão e Liderança | Como delegar tarefas
Uma das principais características de todo o bom gestor é
saber como delegar tarefas. Líderes devem saber delegar
se procuram resultados em grande escala, caso contrário
os frutos serão certamente menores.
Um dos grandes entraves na delegação de tarefas é a
falta de confiança na capacidade dos funcionários. O
verdadeiro líder deve saber compartilhar o poder com os
subordinados, que devem ser devidamente capacitados,
assim como deve cuidar para que as novas
responsabilidades sejam levadas a contento. Assim, o
receio de delegar é minimizado e o líder estará dando
treinamento para que possa posteriormente supervisionar
e orientar cada vez menos.
À medida que o líder delega, incentiva o desenvolvimento
das habilidades de seus colaboradores, capacitando-os a
resolver problemas na ausência dos gerentes e têm a
oportunidade de testar e implementar soluções criativas;
além disso, adquirem maior autoconfiança desenvolvendo
habilidades gerenciais.Como resultado destes esforços de
liderança, a equipe ficará fortalecida, e o líder terá mais
tempo e oportunidades para buscar o crescimento do setor
em que atua.
A delegação de tarefas, é um exercício constante de
treinamento e de conhecimento da capacidade da equipe.
Quando delega uma tarefa, o líder deve acompanhar seu
andamento na aplicação de cada etapa do processo,
porém sem que seja necessário seu envolvimento direto,
sempre não perdendo de vista que a responsabilidade
sobre os resultados do trabalho é dele, o líder. Para uma
delegação com competência, o líder deve estar atento a
estes pré-requisitos:
- Confiança recíproca;
- Competência técnica para assumir a responsabilidade;
- Compromisso com metas comuns;
- Comunicação sobre o andamento das atividades
delegadas.
As tarefas devem ser muito bem definidas, aquelas a
serem efetuadas pelo gestor (gerir equipe, estabelecer
(Este boletim traz, diariamente, informações advindas das fontes mencionadas, não cabendo à Moore Stephens Brasil responsabilidade pelo seu conteúdo)
MS Clipping
Moore Stephens
27/09/2012
Moore Stephens
prioridades, responder pelo setor aos superiores, criar
disciplina, resolução de problemas, representar o gerente
em reuniões e comissões técnicas em assuntos em que o
delegado tem igual ou maior conhecimento, treinar
funcionários novos, etc.) e as que devem ser feitas em
conjunto com a equipe (planejar, analisar problemas,
aperfeiçoar métodos).
Delegar de forma sábia é uma arte. O gestor que
vislumbra uma forma eficaz e eficiente, de fazê-lo, forma
uma equipe competente e capaz, treinada e preparada
para a resolução de problemas.
Fonte: Blog da Moore Stephens Auditores e Consultores
(27/09/2012).
CONTABILIDADE / AUDITORIA
Falta de informações da Rossi gera temor
O mercado continua à espera do balanço do segundo
trimestre da incorporadora imobiliária Rossi, que há 44
dias divulgou resultados apenas preliminares, uma vez
que as informações contábeis ainda estão sendo
analisadas pelo auditores. Com a redução da perspectiva
da nota de crédito anunciada pela agência Moody's na
segunda-feira, as versões segundo as quais haveria um
sério problema nas contas da empresa ganharam fôlego.
O cenário que o mercado traça para a companhia é o
mesmo vivido por concorrentes como PDG, Brookfield e
Gafisa. Estouros de orçamento e distratos levam a ajustes
no balanço que, na sequência, acabam criando a
necessidade de se levantar novos recursos, como a
própria Rossi já indicou que pretende fazer, com um
aumento de capital de R$ 500 milhões.
Em 14 de agosto, data final para que as empresas
entregassem os balanços do segundo trimestre, a Rossi
informou que divulgaria o formulário de Informações
Trimestrais referente ao período de abril a junho "nos
próximos dias", acompanhado de um relatório de revisão
especial dos auditores. No entanto, passados mais de 40
dias, os resultados não foram divulgados. Procurada, a
Rossi informou que ainda não há data prevista.
Um motivo para a demora seria o desejo de, ao divulgar
um buraco nas contas ao mercado, apresentar ao mesmo
tempo a solução, já com o aumento de capital aprovado
(veja mais nesta página sobre a mudança estatutária
necessária para isso).
Segundo uma fonte de mercado, a construtora vinha
utilizando uma "contabilidade agressiva", que agora está
sendo questionada pelo novo auditor, a Deloitte, que
substituiu a Ernst & Young Terco. De acordo com a fonte,
a auditoria tem questionado pontos do cálculo da receita
da empresa, que é registrada no balanço das
incorporadoras conforme o andamento das obras e de
acordo com o orçamento dos projetos. Quando há estouro
MS News - Abril de 2012
de custos nos empreendimentos, parte da receita já
reconhecida precisa ser estornada.
Especula-se que os ajustes que a Rossi terá de fazer
podem ter efeito não apenas nos números do segundo
trimestre, como também em balanços anteriores, que
teriam que ser republicados. Com isso, poderia haver um
"mega ajuste" em sua contabilidade, o que não é
confirmado pela companhia. "Nas nossas contas a partir
do balanço, chegamos a um valor de R$ 4 por ação,
tirando tudo o que foi colocado a mais como margem",
disse a fonte. Ontem, as ações ordinárias da Rossi
fecharam em R$ 5,40.
Recentemente, a empresa divulgou em Fato Relevante a
intenção de realizar um aumento de capital no valor de R$
500 milhões com o objetivo de "adequar a estrutura de
capital" da companhia. Como a empresa disse, a operação
em negociação deve ser privada. Segundo fontes, essa
alternativa tem relação com a própria falta de balanço,
uma vez que uma oferta pública requer alto padrão de
divulgação de informações.
Chama atenção o valor estimado para o aporte, de R$ 500
milhões, ao se considerar que nos resultados preliminares
divulgados em 14 de agosto a Rossi divulgou ajustes
motivados por revisão de orçamento bem menores, da
ordem de R$ 50 milhões.
Outro fato que alimentou as preocupações do mercado foi
o anúncio de que a Rossi teve que renegociar com a
Brazilian Securities, detentora de debêntures que dão
lastro para uma emissão de Certificados Recebíveis
Imobiliários (CRIs), a dispensa do cumprimento de
covenants financeiros. Os covenants, que estabelecem
limites de endividamento, são incluídos em contratos de
dívida como uma espécie de garantia aos credores de que
as condições financeiras da devedora respeitarão certos
limites. O perdão à Rossi será votado em assembleia de
detentores de CRIs, convocada para o dia 4 de outubro.
Como condição para o acordo, foi proposto um prêmio de
1% sobre o valor das debêntures.
Pelos resultados preliminares divulgados, a empresa não
teria rompido os covenants que agora vai renegociar, o
que pode também indica a necessidade de uma revisão
maior no balanço.
Companhia quer mudar pílula de veneno
A Rossi quer mudar seu estatuto social, mas não apenas
para comportar o aumento de capital de R$ 500 milhões.
Ela também pretende alterar a pílula de veneno do
documento e viabilizar a entrada de um novo investidor
relevante.
Na reunião realizada na manhã de ontem, em primeira
convocação, a empresa não conseguiu atingir o quórum
mínimo de dois terços dos acionistas previsto na lei das
S.A.. A Rossi não informou o percentual de presença, mas
disse que a segunda convocação será marcada para o dia
8 de outubro.
(Este boletim traz, diariamente, informações advindas das fontes mencionadas, não cabendo à Moore Stephens Brasil responsabilidade pelo seu conteúdo)
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MS Clipping
Moore Stephens
27/09/2012
Moore Stephens
Além de aumentar o limite do capital autorizado,
permitindo a emissão de até 500 milhões de novas ações
por decisão do conselho de administração, a Rossi quer
mudar a pílula de veneno de seu estatuto.
MS News - Abril de 2012
dinheiro, além de desviá-lo de sua atividade principal:
empreender. As ferramentas de recepção de documentos
fiscais não suportam a demanda, apresentando problemas
para os tributários e suas assessorias contábeis.
Pela regra atual, se um acionista (que não os
controladores atuais) atingir uma participação de 15% no
capital da Rossi, ele é obrigado a fazer uma oferta pública
de aquisição da totalidade das ações da companhia.
Mapeamento
A proposta mantém esse percentual como limite, mas diz
que ele passa a se referir às ações em "livre circulação", o
que exclui da conta os controladores. Na situação atual,
em que os "donos" e as pessoas vinculadas detêm 37%
do capital, o limite para um novo acionista relevante seria
de 9,4% do capital total.
Mas o novo texto prevê também que, se essa participação
for alcançada num aumento de capital privado de ações,
por compra de sobras não subscritas por outros acionistas
(ou por conta de direito de subscrição cedido por outros),
essa obrigação da oferta não precisa ser respeitada.
O texto também prevê exceção se o percentual for obtido
por meio de compra (ou empréstimo) de ações que
envolvam os papéis detidos pelos controladores - fora,
portanto, do conceito de livre circulação.
Considerando o valor previsto de R$ 500 milhões para o
aumento de capital, e também o preço proposto para
subscrição das ações, de R$ 4,50, a Rossi teria de emitir
111 milhões de ações, o que eleva sua base de capital em
41% (excluindo as ações em tesouraria).
Num cenário em que apenas um único novo investidor
integralize todo o montante de R$ 500 milhões, ele ficaria
com pouco menos de 30% das ações.
Já em outro cálculo, considerando que os controladores e
as pessoas vinculadas acompanhem o aumento de
capital, esse novo investidor ficaria com mais de 18% do
capital da Rossi.
Fonte: Valor Econômico (27/09/2012).
Obrigação gera insegurança
A crescente mudança do panorama contábil do Brasil ante
à adequação às normas de contabilidade e ao avanço da
tecnologia trouxe à tona a necessidade de se rever alguns
conceitos estruturais para reformular o setor.
A produção desse mapeamento é uma das ações para
evidenciar as dificuldades enfrentadas pelas empresas e
seus contadores. Sempre que tem a oportunidade, o
Sindicato entra em contato com os fiscos e mostra as
ouvidorias que recebe. Além disso, busca sempre alertar
para esta questão em jornais, revistas e na Internet,
buscando a conscientização da sociedade e sua
sensibilização.
O último pleito diz respeito ao mais novo caso de
redundância de solicitação de informações. Beneficiadas,
por um lado, com a desoneração de sua folha de
pagamento com o Plano Brasil Maior, algumas empresas
optantes pelo Lucro Presumido foram prejudicadas por
outro, com a obrigatoriedade de antecipação de entrega
de parte da Escrituração Fiscal Digital da Contribuições
(EFD).
Ocorre que os dados exigidos no recolhimento das
contribuições previdenciárias também são descritos na
Declaração de Contribuições e Tributos Federais (DCTF).
Ou seja, este é mais um flagrante caso de burocracia
ineficaz e improducente.
Outro fato agravante é a insegurança jurídica trazida pela
nova obrigação, cujo manual de orientação do leiaute da
EFD Contribuições foi colocado à disposição do
contribuinte tardiamente. De uma hora para outra, essas
empresas, bem como suas assessorias contábeis, se
viram com uma exigência nova para cumprir em um
exíguo prazo.
Esta novidade endossa mais uma vez a luta permanente
do Sescon-SP pela racionalização e simplificação do
sistema tributário, pois esta sistemática atual só se traduz
em ônus para o empreendedor e trabalho redobrado para
os empresários de contabilidade, gerando aumento do
Custo Brasil. "Na busca de minimizar estes danos,
enviamos um ofício à Receita Federal pleiteando a
prorrogação do período de cumprimento dessa obrigação
para janeiro de 2013, mesma data-limite das demais
optantes do Lucro Presumido, e a extinção das pesadas
multas para quem perdeu prazo", disse José Maria
Chapina Alcazar, presidente do Sescon-SP.
Conquistas
O Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis do
Estado de São Paulo (Sescon-SP) entregou à Receita
Federal do Brasil um mapeamento das obrigações do anocalendário nas esferas municipal, estadual e federal,
mostrando a complexidade e duplicidade do atual sistema
imposto ao contribuinte, com pleito de redução de
exigências, equalização e descentralização dos prazos de
entrega. Trata-se de um espelho do cipoal tributário em
que o brasileiro está enroscado, que lhe consome tempo e
9
A mais recente conquista da entidade diz respeito ao
Conectividade Social da Caixa Econômica Federal. Esta
ferramenta dá acesso a todas as questões relativas ao
Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FTGS) e deve
ser acessada por certificação digital. Em um primeiro
momento, após pedido do órgão, a Caixa permitiu a
utilização do sistema antigo e agora a reivindicação se
estende para uma solução definitiva para a questão.
(Este boletim traz, diariamente, informações advindas das fontes mencionadas, não cabendo à Moore Stephens Brasil responsabilidade pelo seu conteúdo)
MS Clipping
Moore Stephens
27/09/2012
Moore Stephens
A implantação do Sistema Público de Escrituração Digital
veio acompanhada de uma promessa por parte do
governo de simplificação e redução do número de
obrigações acessórias. "No entanto, até agora isso não
aconteceu; ao contrário, temos presenciado o aumento do
número das exigências fiscais a cada dia", diz o presidente
do Sescon de São Paulo. E acrescenta: "Esperamos que
esta seja apenas uma fase de transição e que
efetivamente esta facilitação aconteça, pois o que está em
jogo é a competitividade das empresas, que vêm
suportando uma elevadíssima carga tributária, prejuízos
de dinheiro, pessoais e de tempo", afirma Chapina.
Multas
Os dados sobre quantas multas são aplicadas ao ano não
são abertos, mas a redundância de informações em
diversas obrigações pode gerar erros administrativos. É
um caso simples de uma empresa esquecer de entregar
uma obrigação acessória. No caso de Sped/EFD, PIS,
Cofins, a multa mínima é de cinco mil reais por mês por
atraso na entrega ou por cometer algum erro
administrativo, que não implica falta de pagamento de
imposto, e pode chegar, em 12 meses a 60 mil reais.
A sofisticação da inteligência fiscal tem exigido qualidade
e consistência dos dados apresentados nas prestações de
contas e profissionalização das empresas.
MS News - Abril de 2012
Luiz Fernando Nóbrega, presidente do Conselho Regional
de Contabilidade do Estado de São Paulo, ressaltou: "O
recadastramento é obrigatório para todos os profissionais
da área, é dessa forma que mantemos atualizada nossa
base de dados e podemos ter um controle de todos os
profissionais cadastrados. Dos 30 mil candidatos inscritos,
47% são bacharéis, 35% são técnicos de contabilidade.
Dessa forma, também conseguimos saber o que cada um
está fazendo, e com isso em mãos nós podemos proteger
e gerar segurança ao Conselho, à sociedade e aos
profissionais do segmento. Aquele que não efetivar o
recadastramento e não apresentar a documentação
exigida será considerado em situação pendente no seu
respectivo Conselho Regional", informa o presidente da
entidade.
Exame
Em 2010 foi sancionada a Lei Complementar 12.249, que
instituiu a obrigatoriedade do Exame de Suficiência na
área contábil. O exame realizado em todos os estados do
País destina-se a bacharéis em Ciências Contábeis e a
Técnicos em Contabilidade. A aprovação é pré-requisito
para fazer o registro no CRC e para atuar legalmente na
profissão de contador. "A prova visa a garantir que os
profissionais contábeis que estão entrando ou voltando ao
mercado de trabalho tenham real conhecimento do
conteúdo programático ensinado na graduação e nos
cursos técnicos de todo o Brasil", afirma Nóbrega.
Fonte: DCI – SP (24/09/2012).
O recadastramento paulista
O Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São
Paulo (CRC-SP) abre no dia 1º de outubro a campanha de
recadastramento nacional do profissional do setor com
registro ativo no CRC de seu registro originário, transferido
ou provisório. A exigência tem por finalidade atualizar os
dados existentes, mantendo-se os números de registros e
a jurisdição de cada Conselho Regional. O período para a
atualização dos dados cadastrais vai até 31 de dezembro
de 2012.
O recadastramento este ano será feito por etapas, tendo
cada CRC estabelecido a sua própria escala. Uma senha
exclusiva será enviada ao profissional, para este ter
acesso ao endereço eletrônico constante no cadastro do
seu respectivo Conselho; assim, ele terá acesso ao
programa
informatizado
e
a
realização
do
recadastramento.
Nos casos em que for exigida a comprovação de
autenticidade da informação prestada, o profissional da
contabilidade deverá apresentar a documentação na sede
do CRC ou em suas delegacias regionais durante o
período da campanha. A apresentação poderá ser feita de
forma pessoal ou mediante remessa da documentação
autenticada em cartório, por correios ou através de meio
eletrônico.
A Lei 12.249 trouxe para cada Conselho conquistas e
estruturações, como maior rigor e fiscalização na
aplicação das Normas Brasileiras de Contabilidade (NBC).
"É necessário que os contabilistas estejam sempre
atualizados sobre as normas contábeis, porque o
conhecimento sobre a legislação é essencial hoje em dia.
Sabemos que não é um hábito, é um processo a ser
efetuado, ainda mais que nós carecemos de legislações
complementares e pronunciamentos dos órgãos
normativos para elucidar alguns pontos sobre as normas",
disse Nóbrega.
Mão de obra
Segundo o presidente do CRC SP, a dificuldade de
contratação de mão de obra qualificada, que já atinge
diversos setores no Brasil, começa a alcançar os sistemas
de fusão e aquisição. Dentro desse cenário, um
profissional que passou a ser muito procurado é o do setor
contábil, pois possui conhecimento da legislação, sendo
essencial para esse segmento. Além disso, faz o
levantamento de contas e faz toda parte de
acompanhamento até a fase de implantação", enfatizou.
O apagão de mão de obra qualificada é uma realidade
instalada hoje no País, em consequência da falta de
estrutura na educação brasileira. Só a educação de
qualidade pode resolver essa questão a médio e longo
prazo. "Vivemos em um tempo em que não são os
trabalhadores que migram em busca dos melhores
empregos,
são
os
empregos
que
procuram
desesperadamente os profissionais mais capacitados e
(Este boletim traz, diariamente, informações advindas das fontes mencionadas, não cabendo à Moore Stephens Brasil responsabilidade pelo seu conteúdo)
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MS Clipping
Moore Stephens
27/09/2012
Moore Stephens
treinados. Para agravar, a solução demanda tempo e
exigirá políticas estruturais de nosso governo", diz
Nóbrega.
MS News - Abril de 2012
mas de grande abrangência para o trabalho
posicionamento do escritório.
de
Passo 001:
O grande desafio é capacitar o profissional de modo a que
ele possa atender pequenas empresas, prestando uma
consultoria, ou atender a uma companhia de porte maior.
Definir a identidade institucional da empresa: escrever a
Visão, a Missão, a Definição do Negócio, os Valores e as
Políticas de trabalho do escritório.
Fonte: DCI – SP (24/09/2012).
Passo 002:
Ideias estratégicas para um escritório de contabilidade
Ideias e provocações em comunicação e marketing para o
seu escritório de contabilidade se posicionar no mercado.
Existem milhares de escritórios de contabilidade
espalhados pela cidade. Alguém conhece o nome de
algum, como se eu perguntasse o nome de um
refrigerante? Quem não trabalha com um diretamente ou
não conhece esse mercado certamente vai dizer não
conheço. Agora, se você é da contabilidade de uma
empresa que é atendida por um escrtitório de
contabilidade (fornecedor), certamente, você lembrará o
nome do dono e poucos lembrarão a marca do escritório
propriamente dito.
Com base nessa realidade produzi este texto. Muitos
contadores acabam não se preocupando com o
posicionamento de suas marcas no mercado. Então, ficam
a mercê da sorte e das indicações de amigos. Para
alguns, isso pode ser satisfatório. Mas será para todos?
Fazer uma análise de quem somos diante do mercado que
estamos: listar os fatores críticos para o sucesso da
empresa e fazer uma breve análise do mercado em linhas
gerais. O uso de uma matriz como exemplo de pontos
fortes, pontos fracos, ameças e oportunidades (swot)
servirá perfeitamente para dar essa visão geral de
conhecimento de mercado.
Passo 003:
Definir o que se quer conquistar: Identificar as
oportunidades que o mercado oferece para as suas ideias.
Passo 004:
Estabelecer metas, prazos e armas: objetivos e metas;
estratégias
corporativas;
MKT
Mix;
estratégias
competitivas; cadeia de valor e o posicionamento do
escritório.
Passo 005:
É fato que não se ensina marketing propriamente dito nas
faculdades de contabilidade, talvez uma cadeira
introdutória ou outra. Mas o fato é que, se o contador saiu
do âmbito do empregado e passou a ser um
empreendedor, aí ele vai precisar de marketing.
Agora se estabelece o programa de ação; como será feita
a implementação das ações e os projetos e a avaliações
Financeiras.
Passo 006:
Com isso, o trabalho de conquista do mercado se faz
necessário. Muitos pensam que fazer um plano de
marketing é algo caro e que investir em propaganda,
analisando apenas pelo lado do custo financeiro, é algo
fora da realidade.
Aqui, lanço algumas dicas para que o contador
empreendedor possa trabalhar o posicionamento de sua
marca no mercado de forma qualitativa e com um
investimento que caberá direitinho no planejamento
financeiro de qualquer escritório de contabilidade.
O primeiro passo é sentar e, claro, começar a compor um
plano para o escritório. Posteriomente, deve- se definir os
objetivos que se deseja atingir pelos próximos anos;
estabelecer quanto se pretente atingir de faturamento,
quantos colaboradores serão necessários e identificar o
investimento que existe para essas realizações.
O próximo passo é criar um planejamento estratégico.
Mesmo que seja de forma simplificada, mas que será de
grande valor para nortear os passos a serem
desenvolvidos. Posso sugerir pelo menos 6 passos que
deverão ser observados para se ter um plano simples,
11
Por fim, o feedback e os controles.
Depois dos passos tomados e do plano escrito em forma
de documento empresarial, vem a hora do plano de
comunicação e markerting. É a hora de estabelecer ações
de comunicação para a propagação dos valores, das
ideias de negócios do escritório e da propagação da
marca.
Segue abaixo uma série de ações que poderão servir
como ponto de partida para o seu escritório:
Uma ação que exigirá de um escritório de contabilidade
mais trabalho de execução, com um investimento
financeiro modesto é a produção de conteúdo. Ganhar
espaço na rede através de um blog bem conceituado, com
notas esclarecedoras sobre principais dúvidas do mundo
trabalhista, fiscal e da receita federal, dará uma forte
visibilidade ao escritório de contabilidade. Junto ao blog,
uma boa rede de relacionamento através dos mais
variados canais de relacionamento.
(Este boletim traz, diariamente, informações advindas das fontes mencionadas, não cabendo à Moore Stephens Brasil responsabilidade pelo seu conteúdo)
MS Clipping
Moore Stephens
27/09/2012
Moore Stephens
- Um blog associado ao Facebook, linkein, tumblr, google
plus, orkut e outros canais causará um bom movimento e
dará ao escritório de contabilidade uma força institucional
de uma empresa voltada para a informação social. Com
isso estabelecido, uma outra ação que poderá dar um
toque especial ao trabalho de divulgação do escritório,
dentro do conceito de produção de conteúdo é a
realização de eventos informativos.
O primeiro passo é mapear na cidade lugares onde o
escritório de contabilidade poderá promover eventos,
palestras ou encontros para o debate dos temas, para os
quais a sociedade esteja precisando de esclarecimentos
no time do momento. Livrarias, faculdades, escolas até
mesmo os salões de conveniências dos shoppings centers
e outros espaço onde o Escritório de Contabilidade poderá
promover- se de forma de permuta com a empresa. O
Escritório entra com o evento e o local é por conta da
empresa contactada.
É um trabalho do tipo de "grão em grão", mas é um
trabalho que oferece subsídio de conteúdo e produção de
eventos, que movimentará as redes de relacionamento
com fotos, opinião dos participantes e alicerçará a marca
pelos pontos por onde os eventos passarem.
Outra dica interessante e que pode ser bem útil para um
escritório de contabilidade é a produção de cartilhas
explicativas. A ideia é estabelecer uma periocididade de
lançamento para cada cartilha. Mensal, bimestral,
trimestral, fica a cargo do aporte financiro para a ação. O
segredo do sucesso para essa ação estará na rede de
parceria que o escritório estabelecer com lugares de
distribuição.
Exemplo: a produção de uma cartilha esclarecendo
dúvidas sobre a nota fiscal eletrônica. Quais locais seriam
interessantes para apresentarem na portaria ou nas
recepções esse tipo de material? Eu penso centros
comerciais, recepções dos comerciais dos shoppings
centers, associações de lojistas e empresários, e a troca
do ganho de mercado fica na divulgação das marcas dos
locais que toparem distribuir as cartilhas.
Com isso, o escritório ganha visibilidade, aproximação
com o público dos mais variados segmentos, distâncias e
provocará a oportunidade de conquistar novos clientes
para a sua carteira.
O escritório de contabilidade tem um campo muito amplo
para atuação do marketing da sua empresa. Outra dica
são os programas para pequenos e médios empresários
produzidos pelas emissoras de tvs abertas. Como são
programas de um baixo nível de audiência, mas uma
audiência qualificada para um escritório de contabilidade,
vale o custo do investimento. Geralmente esses
programas são o de menor valor financeiro de
investimento de alto impacto para o anunciante.
MS News - Abril de 2012
com a ajuda da criação de um canal no youtube para o
escritório, esse filme produzido ganhará um caráter de
eternidade, desde que ele fique no canal do escritório na
sequência de produções.
A possibilidade do Escritório de contabilidade criar um
canal no youtube explicativo para a socidade sobre os
mais diversos temas dessa área será de grande valor
social e de forte impacto na relação marca x sociedade.
Um exemplo bacana deste trabalho é o que a Rede Globo
está fazendo com o "Escritório de Advocacia Amaro
Wernek". Embora seja um escritório de advocacia, o
exemplo é perfeito também para um escritório de
contabilidade. O escritório faz parte da ficção da novela
"Cheia de Charme", mas que tem um grande poder de
veracidade na execução de uma empresa real. Vale a
pena refletir na ideia e buscar mecanismos para execução
da mesma (link: http://tvg.globo.com/novelas/cheias-decharme/Trabalhador-Domestico/index.html).
O uso do vídeo para a exploração da ideia é um
instrumento de forte impacto no quesito convecimento, alta
performance e de forte registro da marca do escritório na
mente e no coração do público internalta. E o que é
melhor, há a possibilidade de mensuração real do número
de exibições.
Aqui, deixo algumas provocações criativas para o trabalho
de comunicação integrada a ações de marketing para um
escritório de contabilidade. O segredo do sucesso para
esse trabalho e o uso dessas ferramentas citadas é o bom
e velho planejamento de ações.
Orquestrar os passos, estabelecer uma linha de
raciocionio ideal, trabalhar o passo- a- passo com cuidado,
pensando bem na linguagem semiótica. A construção da
comunicação visual, o destino de cada mensagem, o
cuidado na hora de montar a rede de relacionamento e,
claro, um plano de execução para os eventos e produções
trarão um novo momento para o seu escritório de
contabilidade.
Agora, o ideal é a contratação de uma pessoa exclusiva
para esse trabalho, estabelecendo seus objetivos, metas e
ações. Como diria Sun Tzu, em seu livro a Arte da Guerra,
"para cada objetivo estabelecido um investimento se faz
necessário – paráfrase".
Preocupar- se com a marca, começar um trabalho de
conceituação, posicionamento e trabalhar bem os
caminhos sociais darão um novo momento para o
escritório, e, com toda certeza, a conquista de novos
clientes no mercado será efetiva.
Fonte: Administradores.com (24/09/2012).
O que vai sair um pouco mais caro será a produção de
vídeo, que para a TV terá uma vida finita por conta do
plano de mídia definido pelo aporte financeiro. Contudo,
(Este boletim traz, diariamente, informações advindas das fontes mencionadas, não cabendo à Moore Stephens Brasil responsabilidade pelo seu conteúdo)
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Moore Stephens
27/09/2012
Moore Stephens
OUTROS ASSUNTOS
MS News - Abril de 2012
Um sinal dessa transformação é o crescimento da receita
de alimentação (50,4%), a maior dentre o grupo de
serviços destinados às famílias.
Brasileiro amplia o consumo de serviços
Setor registrou um aumento médio de 31,6% entre 2007 e
2010, segundo a Pesquisa Anual de Serviços do IBGE
Com o crescimento da renda e a ascensão da classe C, o
consumo do brasileiro diversificou-se, o que permitiu a
ampliação do acesso a serviços como restaurantes,
hotéis, viagens, cursos e reparação de veículos e artigos
de informática -comprados na esteira do crédito farto.
Três ramos de serviços se beneficiaram especialmente
desse cenário: os prestados às famílias (alimentação,
cultura, hotelaria, cursos privados e outros), as atividades
imobiliárias (compra, venda e locação) e a reparação e a
manutenção (consertos).
O faturamento dessas atividades cresceu 44,9%, 59,8% e
63%, respectivamente, no acumulado 2007-2010, segundo
a Pesquisa Anual de Serviços (Pas) do IBGE. Os
percentuais superaram a expansão média, de 31,6%.
Os fatores "decisivos" para a inclusão de novas classes no
consumo de serviços foram o aumento da renda, do
emprego formal e do crédito, segundo Ana Carla Magni,
economista do IBGE.
"Nos últimos anos, o brasileiro passou a comer mais fora
de casa, ir mais vezes ao cabeleireiro e frequentar curso
de inglês. Essa nova dinâmica se refletiu no faturamento
das empresas."
Composto por firmas de pequeno porte e muito
pulverizado, o grupo de serviços destinados às famílias
liderava em número de empresas e era o segundo a mais
empregar, mas representava apenas 9,9% do faturamento
total.
Salários
A demanda aquecida e a restrição de mão de obra
obrigaram as prestadoras a pagar melhores salários para
atrair e reter profissionais. O aumento acumulado de 2007
a 2010 foi de 38%.
Os maiores reajustes vieram de serviços de reparação e
serviços de informação (telecomunicações e informática) de 45%. Ambos sofrem mais com a falta de mão de obra.
Os serviços pagavam, porém, salários relativamente
baixos -de 2,4 salários mínimos na média de 2010. As
maiores remunerações eram de serviços de informação
(5,8 salários).
O ramo, que vive de inovação e de lançamentos de novos
serviços, teve, porém, um desempenho mais fraco em
faturamento por conta da forte concorrência entre as
empresas. Sua receita subiu 21,8% no acumulado de
2007 a 2010, abaixo da média do total dos serviços.
Fonte: Folha de S. Paulo (27/09/2012).
EUA "primarizam" importação
Com o consumo em alta, o faturamento do setor de
serviços cresceu, em média, 8% ao ano de 2007 a 2010,
acima do PIB no período. Mesmo na crise de 2009, houve
expansão: 6,4%; em 2010, a cifra subiu para 11%.
Segundo Gilberto Braga, professor do Ibmec, a renda mais
elevada e a "inclusão social" levaram as famílias a saírem
de casa para consumir serviços, como ir ao cinema.
Já o crédito, diz, dinamizou os mercados de imóveis e
veículos, ampliando o acesso aos serviços relacionados a
esses setores.
Esses fatores foram mais marcantes no Nordeste, onde os
reajustes do salário mínimo e as transferências de renda
têm peso maior e alavancaram mais o consumo.
Na região, o faturamento dos serviços subiu 36,1% no
acumulado de 2007 a 2010, acima da média nacional.
Para Braga, a continuidade do aumento do mínimo acima
da inflação, do crescimento do emprego e do crédito
resultaram em novas expansões dos serviços em 2011 e
2012. "Houve uma mudança de hábito importante nesses
últimos anos, que não acabou. Em todos os países onde a
renda cresce, aumenta o consumo de serviços. É um
processo histórico."
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Os Estados Unidos ainda são o mais importante parceiro
comercial do Brasil, representam quase 11,2% das
exportações, um fato que ultrapassa esse contencioso
verbal entre os dois governos sobre quem protege mais o
seu mercado. É evidente que Obama encena para um
eleitorado que se angustia com o aumento do desemprego
de 8,1%, que só pode recuar com mais produção. Não
reage aos estímulos, não se aventura a comprar mais apesar de juros praticamente negativos - e quer eleger um
presidente que lhes garanta menos incerteza e mais
emprego e salário.
E a economia mundial precisa desesperadamente da
recuperação dos Estados Unidos, que representam quase
25% do PIB global. Tem a China, sim, mas seu PIB de
US$ 6 trilhões é apenas 10% do mundial.
Pesamos pouco. Afinal, o Brasil, não representa ameaça
maior aos produtores americanos. Os Estados Unidos
importam anualmente cerca de US$ 2 trilhões e o Brasil
exportou para eles US$ 25,7 bilhões em 2011. A questão
não é saber quem é mais protecionista, mas avaliar a
qualidade, o perfil, das nossas exportações para o
mercado americano. E é o que o governo faz agora,
abrindo uma grande frente de redução da carga tributária
e estímulo ao investimento e produção. É o caminho certo
(Este boletim traz, diariamente, informações advindas das fontes mencionadas, não cabendo à Moore Stephens Brasil responsabilidade pelo seu conteúdo)
MS Clipping
Moore Stephens
27/09/2012
Moore Stephens
que a presidente Dilma Rousseff decidiu seguir. Aqui, a
grande novidade e o desafio. Antes, eles importavam mais
produtos
industrializados;
agora,
commodities,
principalmente petróleo. A pauta bilateral está sendo
"primarizada".
Há algo mais. É este o desafio que o governo decidiu
enfrentar, com protestos, sim, contra medidas
protecionistas, mas ações especificas para aumentar a
competitividade do produto nacional.
O confronto verbal entre os dois países deixou de lado um
aspecto essencial: os Estados Unidos eram - e ainda são um parceiro extremamente importante para o Brasil não só
pelos valores, mas porque, ao contrário da China, foram
sempre grande importador de manufaturados, que geram
emprego.
As exportações de manufaturados para o mercado
americano ainda estão crescendo, mas se retraem
enquanto as de commodities e básicos aumentam ano
após ano. O processo de "primarização"da pauta
brasileira, que domina o comércio com a China, está
contaminando as exportações para os Estados Unidos.
Será? Sim, informam os números do comércio exterior do
Ministério do Desenvolvimento. Entre janeiro e agosto, as
exportações
para
os
EUA
cresceram
13,4%,
compensando a queda de 16,2% nas vendas para o
Mercosul, mas por causa essencialmente de um
expressivo aumento das commodities.
O déficit americano. Apesar da forte desaceleração
econômica mundial, eles ainda continuam importando
muito. Nos últimos 12 meses, registram um déficit
comercial com o mundo de US$ 744 bilhões, enquanto o
Brasil não participa desse déficit; tem não um "superávit",
mas um "déficit" comercial de US$ 2,8 bilhões. Ou seja,
eles importam mais, nós exportamos menos.
E o nosso déficit só não foi maior por causa das
exportações de petróleo. Em 2011, elas representaram
nada menos que 22,5% das vendas para os Estados
Unidos. E tendem a crescer com o pré-sal. Segundo a
Agência Nacional de Petróleo, em 2008, a Petrobrás
exportou para o mercado americano 49,6 milhões de
barris por dia e, no ano passado, 59,3 milhões b/d. Não é
um fato novo, mas vem se acentuando, diz o economista
da Funcex, Rodrigo Branco.
Ele acrescenta que, entre 2005 e 2011, as vendas
brasileiras representavam 1,51% das compras externas
americanas; hoje, apenas 1,27%. Ou seja, há uma dupla
deterioração de presença e qualidade porque a queda é
mais acentuada entre os produtos manufaturados (queda
de 1,31% para 0,73% em 2011) e semimanufaturados
(queda de 8,11% para 5,13%) exportados para o mercado
americano. Os números do comércio bilateral entre os dois
países confirmam que a "primarização"da pauta, que
existia com a China e a União Europeia, começa agora a
contaminar as exportações para os Estados Unidos.
Antes, um fato restrito, agora mais amplo alcançando o
nosso mercado mais importante.
MS News - Abril de 2012
Branco admite que "no Brasil de hoje há a consolidação do
perfil exportador, focado principalmente em produtos
básicos, porque possuímos vantagens comparativas para
a produção destes e porque nos aproveitamos das altas
de
preços
internacionais
desses
produtos,
as
commodities". É esse o novo cenário do comércio com os
Estados Unidos. É hora de se defender sim - estamos nos
defendendo -, mas contra-atacar também.
Fonte: O Estado de S. Paulo (27/09/2012).
Europa desaba, mas Bovespa escapa da baixa
A turbulência nas capitais europeias que afetou as
transações nos mercados internacionais ontem levaram os
investidores a fugirem para a "qualidade", vendendo ativos
de risco - ações e commodities - e comprando
instrumentos considerados mais seguros, como os títulos
do Tesouro dos EUA.
Na Europa, as maiores perdas ficaram com o índice Ibex
35, de Madri, que fechou em queda de 3,92%, aos
7.854,40 pontos. E o FTSE Mib, da bolsa de Milão, que
registrou baixa de 3,29%.
Milhares de manifestantes tomaram as ruas de Atenas em
uma greve geral convocada em protesto contra o novo
pacote de austeridade que o governo grego deve anunciar
nesta semana. Na Espanha, a população promoveu novos
atos em várias cidades, um dia depois do confronto entre
manifestantes e a polícia em Madri, que deixou 64 feridos
e 28 presos.
Nos centros mais seguros da Europa, também houve
quedas nas bolsas. O índice londrino FTSE 100 caiu
1,56%, aos 5.768 pontos; o CAC-40, de Paris, perdeu
2,82%, aos 3.414 pontos; e o DAX, de Frankfurt, recuou
2,0%, para 7.276 pontos. Nos EUA, as quedas foram mais
modestas: o índice Dow Jones perdeu 0,33%, para 13.413
pontos, o S&P-500 recuou 0,57%, aos 1.433 pontos,
marcando o quinto pregão seguido de baixa, e o Nasdaq
Composite caiu 0,77%.
Já a Bovespa ignorou a turbulência externa e terminou
com pouca oscilação, com recuo de 0,04%, aos 60.478
pontos, e volume financeiro de R$ 6,937 bilhões. "O
mercado esteve muito volátil. Por enquanto, o que está
sustentando a bolsa é a tese dos grafistas sobre os 60 mil
pontos", diz o estrategista da SLW Corretora, Pedro Galdi.
Segundo os analistas técnicos, este seria o suporte que
garante a tendência de alta do Ibovespa a médio prazo.
Galdi lembrou que a quinta-feira promete mais volatilidade,
dado que a agenda está carregada de indicadores, como a
revisão do PIB dos EUA, o índice de atividade (PMI)
chinês medido pelo HSBC e declarações da chanceler
alemã Angela Merkel. Isso sem falar do anúncio do pacote
espanhol.
Na Bovespa, os investidores corrigiram parte das perdas
do setor siderúrgico no dia anterior, ao mesmo tempo em
(Este boletim traz, diariamente, informações advindas das fontes mencionadas, não cabendo à Moore Stephens Brasil responsabilidade pelo seu conteúdo)
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MS Clipping
Moore Stephens
27/09/2012
Moore Stephens
que penalizaram as ações de varejo. O mercado se deu
conta de que as grandes varejistas serão prejudicadas
pela queda nos juros dos cartões de crédito e dos
parcelamentos, uma vez que praticamente todas possuem
uma boa parcela de suas receitas provenientes de
serviços financeiros. Usiminas ON (4,44%) liderou os
ganhos do Ibovespa, seguida de Gafisa ON (2,83%),
Cosan ON (2,6%) e CSN ON (2,5%). Na outra ponta, B2W
ON perdeu 4,32%, Lojas Renner ON caiu 4,17% e Lojas
Americanas PN recuou 1,13%.
Já os bancos fecharam sem tendência definida: Itaú
Unibanco PN ganhou 0,53%, Bradesco PN perdeu 0,93%,
BB ON subiu 0,62% e Santander Unit caiu 0,32%.
Analistas do Bank of America Merrill Lynch ponderaram
que a queda das ações no dia anterior foi exagerada.
Entre as ações mais negociadas, Vale PNA subiu 0,30%,
Petrobras PN marcou leve alta de 0,13%.
Fonte: Valor Econômico (27/09/2012).
Rio cresce como polo tecnológico para óleo e gás
O Rio de Janeiro está se tornando um dos maiores polos
globais de tecnologia no setor de óleo e gás. A lista de
empresas do ramo, de petroleiras a prestadores de
serviços e fabricantes de equipamentos do setor que terão
centros de pesquisa no Parque Tecnológico da Ilha do
Fundão
(RJ)
inclui
multinacionais
como
GE,
TenarisConfab, Siemens, Halliburton, BG Group,
Schlumberger, entre outras.
Essas empresas têm como vizinhos o Centro de
Pesquisas da Petrobras (Cenpes) e a Coppe - Instituto
Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em
Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro
(UFRJ), estimulando parcerias entre a estatal,
fornecedores de bens e serviços e a comunidade
acadêmica.
A GE, por exemplo, vai inaugurar seu Centro de
Pesquisas Global no Parque Tecnológico da Ilha do
Fundão (RJ) em 2013. Está investindo R$ 500 milhões na
área de P&D no Brasil, incluindo US$ 20 milhões para um
laboratório dedicado ao setor de petróleo. Desde o ano
passado a GE, por meio de um acordo com a UFRJ utiliza
espaços físicos na Ilha do Fundão para tocar seus projetos
de inovação enquanto o centro não fica pronto.
De acordo com o líder do Centro de Pesquisas Global da
GE no Brasil, Ken Herd, já há mais de 50 profissionais
atuando em três frentes de pesquisa: biocombustíveis,
sistemas inteligentes e integração de sistemas. Uma nova
frente atenderá a área de "subsea" - exploração e
produção de petróleo no mar, nesse segmento, o foco é o
pré-sal.
Outra multinacional marcando presença no Fundão é a
Siemens, que está investindo US$ 50 milhões na
instalação de um dos mais avançados centros globais de
P&D voltados para o setor de óleo e gás. A previsão é
15
MS News - Abril de 2012
iniciar operações em 2013.
O diretor da divisão de óleo e gás da Siemens no Brasil,
Welter Benício, observa que as principais linhas de
pesquisa serão engenharia submarina associada aos
equipamentos da empresa - transformadores, disjuntores,
drives e conectores - e redes elétricas submarinas,
compressão submarina, eficiência energética e sistemas
de
tratamento
de
água.
"Todos
os
nossos
desenvolvimentos possuem aplicação ampla, não se
restringindo aos campos do pré-sal", diz Benício.
Já o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da
TenarisConfab no Brasil - mais um a escolher o Fundão
como base - está previsto para ser inaugurado em
setembro do ano que vem. O investimento chega a US$
38, 8 milhões e lá, as pesquisas estarão voltadas para
desenvolvimento de produtos e de tecnologias para óleo e
gás, como tubos para revestimento de poços, além de
outros mercados como o automotivo, nuclear, de
mineração. O principal cliente da empresa é a Petrobras, o
que justifica instalar o centro próximo ao Cenpes e à
Coppe. Com ambos, a TenarisConfab já fechou acordos
de cooperação.
Fonte: Valor Econômico (27/09/2012).
Fábrica de PET verde da Coca será em Araraquara
A Coca-Cola e a empresa indiana JBF Industries lançam
hoje em Araraquara (SP) a pedra fundamental de uma
fábrica da resina BioMeg, utilizada na produção da
PlantBottle, garrafa PET reciclável de origem vegetal. O
valor do investimento não foi divulgado.
Atualmente, existe apenas uma fábrica do tipo, na Índia,
responsável por fornecer a resina para a Coca-Cola em
todo o mundo, inclusive no Brasil. A unidade, que será
construída pela JBF, deve começar a operar em 2015 e
terá capacidade de produzir até 440 mil toneladas da
resina por ano. A Coca-Cola se comprometeu a adquirir a
totalidade da produção nos três primeiros anos de
operação.
A indiana JBF foi criada em 1982 e possui fábricas em seu
país de origem e em Cingapura. O vice-presidente de
sustentabilidade da Coca-Cola, Marco Simões, disse que
cerca de 20% da produção da fábrica será destinada ao
Brasil e o restante será exportado para outros países. A
fábrica da Índia ficará responsável por fornecer o material
para os mercados orientais.
A decisão de instalar a fábrica no Brasil foi tomada para
facilitar o atendimento de mercados nas Américas e
Europa. Contou pontos a favor do Estado de São Paulo a
cadeia de produtores e de logística para o etanol.
Fonte: Valor Econômico (27/09/2012).
(Este boletim traz, diariamente, informações advindas das fontes mencionadas, não cabendo à Moore Stephens Brasil responsabilidade pelo seu conteúdo)
MS Clipping
Moore Stephens
27/09/2012
Moore Stephens
Afinal, o que o governo quer do etanol?
Que o Brasil tem as melhores condições competitivas do
mundo para a produção de bioenergia, isso ninguém
discute. Dispomos de nada menos do que 50 milhões de
hectares, com alto e médio potencial, aptos para a
expansão da cana-de-açúcar (sem afetar áreas de
proteção ambiental) além de uma farta oferta de água e de
tecnologias de processamento.
MS News - Abril de 2012
são medidas que garantam seu cumprimento, que
transformem a teoria em prática", ressalva.
Sem políticas claras para o setor, o Brasil corre risco de
ver a tal janela de oportunidades - fruto do crescimento
demanda interna e mundial - preenchida por outros
países, como Austrália e Tailândia, que veem investindo
pesado no setor.
Biodiesel
A questão mais urgente e que vem tirando o sono dos
empresários do setor é outra: afinal, o que o governo quer
do etanol? Falta de políticas públicas claras de médio e
longo prazo tem gerado insegurança e afastado
investimentos mais robustos em biocombustíveis,
criticaram executivos reunidos no Global Agribusiness
Forum, em São Paulo, nesta quarta-feira,
Com a sinalização correta do governo federal, e
investimentos, a participação do etanol na matriz
energética brasileira pode crescer de 15,7% para 22,5% e
ainda gerar mais 630 mil empregos diretos e indiretos.
"Temos adormecido no campo uma energia em biomassa
equivalente à consumida na Holanda. Mas para aproveitála precisamos de um marco regulatório, com regras que
garantam condições estáveis para o ambiente de
negócios", defende Luiz Roberto Pogetti, presidente do
Conselho da Copersucar.
"Do jeito que está, não dá. Ora temos 20% de mistura na
gasolina, ora temos 25%, ora ameaçam que vão aumentar
o açúcar...Nenhum investidor vai botar dinheiro em um
negócio instável assim", critica o executivo, que enxerga
oportunidades positivas para o setor no aumento da frota
flex brasileira.
Os automóveis flex são o mecanismo regulador
fundamental no mercado de etanol brasileiro, que hoje
supre praticamente metade da frota de carros de passeio.
A equação não tem mistério: quanto maior o número de
quatro-rodas flex nas ruas, maior o consumo do etanol e a
satisfação do empresariado. Até 2020, a frota de passeio
deve saltar dos atuais 29 milhões de veículos para 50
milhões, e cerca de 40% será de carros flex. Na prática,
isso se traduzirá numa demanda de 52 milhões de litros de
etanol, 30 milhões a mais do que se consome hoje.
Sina semelhante enfrenta a produção nacional de
biodiesel. "Este ano, o Brasil deve importar 19% do diesel
que precisa. É um mercado sedento", afirma Erasmo
Carlos Batistella, da Associação de Produtores de
Biodiesel do Brasil (Aprobio).
Mais do que sedento, esse é um mercado mal
aproveitado. No cenário nacional, o país dispõe de 6
milhões de m3 de capacidade instalada, mas uma
ociosidade na ordem de 50%. A situação preocupa.
"Anualmente, o Brasil exporta 30 milhões de toneladas de
soja in natura. Deixamos de agregar valor à produção por
não processar essa soja aqui e gerar biodiesel", ressalta
Carlos, lembrando que o combustível renovável é mais
vantajoso do ponto de vista ambiental, ao emitir 57%
menos gases efeito estufa comparado ao diesel comum.
Hoje, o Brasil adiciona 5% de biodiesel ao diesel, sendo o
maior consumidor isolado do biocombustível. Em
produção, empatamos com a Alemanha, e perdemos para
Estados Unidos e Argentina.
"Temos todas as condições de avançar nesse programa,
mas estamos dependendo de uma posição forte do
governo. Como empresários, precisamos de uma
sinalização clara de para onde o biodiesel vai. Sem isso,
podemos perder a oportunidade de mostrar ao mundo que
o Brasil tem tudo para ser o país da agroenergia".
Fonte: Exame (27/09/2012).
O tamanho do desafio e da oportunidade
De acordo com a consultoria agrícola Datagro, na década
de 80, o Brasil representava mais da metade da produção
mundial de etanol, mas em 2012 sua participação caiu
para 21%. Agora, com o mercado americano de etanol de
milho chegando ao seu limite, abre-se uma nova janela de
oportunidades para o Brasil voltar a crescer.
"Pelas projeções mais conservadoras, em 2030, a
demanda de álcool deve variar de 800 milhões de
toneladas até 1,4 bilhão de toneladas. É uma demanda
que vai estar à frente da oferta", diz Plinio Nastari,
presidente da Datagro. E o Brasil pode lucrar com isso.
"Planejamento energético para o setor existe, o que falta
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